Alex Martínez Suárez, “View of Erwin Cott and Manuel Salvador Gautier, Capilla del Hogar Escuela Salesiana de Haina, Santo Domingo, República Dominicana, built 1965,” 2013. Da concessão de 2026 para Alex Martínez Suárez para a publicação “Concrete under the Sun: Brutalism in the Dominican Republic”. Imagem Cortesia de Alex Martínez Suárez
A Graham Foundation anunciou os/as beneficiários/as do seu programa de Bolsas para Indivíduos de 2026, destinando um total de US$ 506.000 a 54 projetos que investigam a arquitetura por meio de exposições, filmes, publicações e iniciativas de pesquisa. Selecionados entre mais de 600 propostas enviadas no ciclo de inscrições de setembro de 2025 da Fundação, os subsídios apoiam o trabalho de 86 arquitetos/as, artistas, curadores/as, designers, cineastas, historiadores/as, pesquisadores/as e escritores/as, refletindo uma ampla gama de abordagens interdisciplinares sobre o ambiente construído e suas dimensões culturais, sociais e políticas.
O Crystal Bridges Museum of American Art em Bentonville, Arkansas, abrirá ao público uma grande expansão de cerca de 10.600 metros quadrados (114.000 pés quadrados) nos dias 6 e 7 de junho de 2026. Projetado pelo escritório Safdie Architects, o projeto amplia a arquitetura original do museu e, ao mesmo tempo, introduz novas galerias, instalações educativas, espaços de convivência pública e conexões paisagísticas ao longo dos 54 hectares (134 acres) do campus da instituição. A adição representa a conclusão de uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo para o museu, aumentando tanto sua capacidade de exposição quanto sua integração com a paisagem circundante de Ozark.
De 10 a 12 de junho de 2026, o 3daysofdesign retorna a Copenhague com uma programação que se estende por toda a cidade, englobando exposições, instalações, palestras e apresentações em showrooms organizadas sob o tema "Make This Moment Matter". Realizado em oito Distritos de Design na capital dinamarquesa, o festival deste ano reúne marcas de design, instituições culturais, estúdios e profissionais para explorar questões contemporâneas que moldam o design e o ambiente construído. Como parte da programação, o escritório Cobe e o ArchDaily realizarão o lançamento público de uma edição especial de Cobe Notes, sob o tema Thresholds, com edição convidada, no Cobe Bookcafé, em Nordhavn, no dia 10 de junho.
Xu Tiantian é a sócia-fundadora do DnA_Design and Architecture, um escritório interdisciplinar que aborda tanto as dimensões físicas quanto as sociais do ambiente habitado contemporâneo, em diferentes escalas. Nascida em 1975 em Fujian, na China, ela obteve o título de Mestre em Arquitetura em Design Urbano pela Harvard Graduate School of Design e o diploma de bacharel em arquitetura pela Universidade de Tsinghua, em Pequim. Seu trabalho recente se concentra na revitalização rural por meio de uma estratégia que ela descreve como "acupuntura arquitetônica", compreendida como intervenções de pequena escala e específicas para cada local, projetadas para ativar a cultura, a agricultura e o turismo locais. Essas intervenções, concentradas principalmente nas regiões rurais da China, foram reconhecidas pelo ONU-Habitat como um modelo global para a integração urbano-rural. Nesta entrevista para o Louisiana Channel, ela reflete sobre o papel do/a arquiteto/a, questiona a própria arquitetura e o conceito de beleza, explica sua metodologia de trabalho e enfatiza a dimensão espacial da natureza.
MVRDV e OODA revelaram um novo plano diretor para a regeneração de uma área vaga de 28 hectares entre Marvila e Beato, na frente ribeirinha de Lisboa. Recentemente aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa, o projeto foi desenvolvido em colaboração com o escritório LOLA Landscape Architects e a empresa de engenharia Thornton Tomasetti para transformar a área em um distrito urbano pautado pelo paisagismo. Sob o título *The Marvila Masterplan*, a proposta estabelece diretrizes para a implantação de 1.400 moradias, além de equipamentos públicos, espaços comerciais e de serviços, em um território fragmentado e majoritariamente abandonado. O projeto é uma iniciativa privada liderada pelo/a principal proprietário/a do terreno e desenvolvida em coordenação com a Câmara Municipal de Lisboa e a Infraestruturas de Portugal.
O Museu Edo-Tokyo reabriu ao público após uma renovação de vários anos, revelando uma série de intervenções cenográficas e instalações projetadas pelo OMA sob a direção de Shohei Shigematsu. Sendo o primeiro projeto público do escritório no Japão, a comissão faz parte da renovação mais ampla do icônico edifício do museu, projetado pelo/a arquiteto/a metabolistaKiyonori Kikutake. Inaugurada originalmente em 1993 como o primeiro museu dedicado à história de Tóquio, a instituição traça a evolução da cidade desde o período Edo até os dias atuais, e as novas intervenções visam fortalecer sua relação com o público contemporâneo, preservando a identidade da arquitetura de Kikutake.
A Fundação Nobel revelou a primeira proposta de projeto para o novo Nobel Center, uma instituição pública cultural e educacional dedicada à ciência, à literatura e à paz. Projetado por David Chipperfield Architects Berlin, o projeto será construído ao longo de Stadsgårdskajen em Slussen, em Estocolmo, com início das obras previsto para 2027 e conclusão planejada para 2031. Concebido como uma sede permanente para as atividades em torno do Prêmio Nobel, o edifício visa tornar o trabalho das pessoas laureadas com o prêmio acessível ao público geral por meio de exposições, programas públicos e intercâmbio interdisciplinar, posicionando o centro tanto como um marco cívico quanto como um ponto de referência internacional.
A recém-inaugurada exposição matière en résonance ("matéria em ressonância") reúne uma ampla variedade de maquetes e uma seleção curada de fotografias para apresentar a constante exploração da madeira pelo escritório sauerbruch hutton. A mostra parte do pressuposto de que, embora a era do concreto tenha definido o século XX, o início do século XXI testemunha um ressurgimento global da madeira, um material construtivo muito mais antigo. A madeira é apresentada como uma alternativa que oferece "uma versão diferente de modernidade", sendo objeto de um interesse renovado que desperta imaginários coletivos de longa data. Há mais de duas décadas, o escritório de arquitetura sediado em Berlim explora as possibilidades da construção em madeira, desde elementos de fachada até estruturas autoportantes e sistemas modulares. A exposição reflete os resultados dessa investigação contínua, evidenciando tanto a inovação técnica quanto as qualidades intrínsecas da madeira em diversos contextos europeus. A mostra estará em exibição de 3 a 28 de fevereiro de 2026 na Galerie d'Architecture de Paris.
Projeto de revitalização do Centro Comercial de Montparnasse e da Torre CIT, 2026. Imagem cortesia de RPBW
A compilação de notícias desta semana começa com duas celebrações internacionais, o Dia Internacional da Energia Limpa e o Dia Internacional da Educação, juntamente com uma importante descoberta arqueológica em Fano, Itália, onde escavações revelaram uma basílica descrita por Vitrúvio, conectando o discurso arquitetônico contemporâneo com uma profunda continuidade histórica. No panorama mais amplo das notícias de arquitetura desta semana, surge um tema central em torno do avanço de uma arquitetura cívica concebida como infraestrutura aberta e voltada ao público, com projetos culturais e institucionais cada vez mais desenhados para fortalecer sua relação com a cidade e com a vida urbana cotidiana. Ao mesmo tempo, as atenções globais se voltam novamente para a África, onde infraestruturas de transporte em grande escala e a conservação de marcos modernistas refletem o interesse na região e a reavaliação do patrimônio arquitetônico do continente. Complementando essas narrativas, os destaques desta semana também incluem um novo modelo para distritos urbanos sem carros, paisagens públicas de cocriação baseadas no conhecimento indígena e um empreendimento residencial que responde ao contexto regional, refletindo como a arquitetura está negociando o espaço público, a responsabilidade cívica e a identidade territorial em diversas geografias.
RICA, MASS Design, Ruanda. Imagem cortesia de Pan-African Biennale (PAB)
Nesta semana, a arquitetura apresenta novas visões de futuro em um cenário geograficamente diverso, com projetos emblemáticos e iniciativas de renovação surgindo na Arábia Saudita, Taiwan, Bahrein, Alemanha, Itália, Austrália, Marrocos e Burundi. Novas plataformas para discutir o futuro urbano destacam a descolonização e a crise climática como prioridades centrais para a prática arquitetônica contemporânea. Ao mesmo tempo, perspectivas contrastantes sobre a regeneração urbana se refletem tanto na demolição de estruturas emblemáticas recentes quanto na transformação em larga escala de antigas áreas industriais. Em outra frente, os Jogos Olímpicos continuam a atuar como catalisadores para a produção arquitetônica, como demonstra a proposta de um novo centro esportivo na Austrália para Brisbane 2032. Esse impulso coincide com importantes desenvolvimentos de infraestrutura internacional na África, incluindo um novo terminal aeroportuário no Marrocos, bem como projetos que repensam espaços de pesquisa e engajamento público, como o novo edifício para o Fórum da Língua Alemã.
Abordando uma grande variedade de temas, as principais notícias desta semana refletem a amplitude da prática arquitetônica: seu potencial para responder à crise climática, a construção e renovação de infraestruturas culturais pelo mundo e eventos que promovem a reflexão disciplinar contemporânea. Isso também levanta questionamentos sobre a contradição entre as habilidades técnicas e criativas exigidas pela disciplina e o papel que ela passou a ocupar no mercado atual. Além dessas reflexões, apresentamos esta semana projetos que reforçam o significado cultural da arquitetura na preservação do conhecimento, no entretenimento coletivo e no suporte a novas formas de habitar: um museu de histórias em quadrinhos em Taiwan, um clube de membros para famílias em Londres e a renovação de um estádio emblemático em Riade.
Entre 23 de junho e 30 de agosto de 1988, o Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York realizou uma exposição intitulada Deconstructivist Architecture, como parte de um programa "concebido para examinar os desenvolvimentos atuais na arquitetura". Com curadoria de Philip Johnson e Mark Wigley, a mostra focou no trabalho contemporâneo de sete profissionais da arquitetura internacional: Coop Himmelblau, Peter Eisenman, Frank Gehry, Rem Koolhaas, Daniel Libeskind, Bernard Tschumi e uma jovem Zaha M. Hadid. Aos 37 anos, seu trabalho foi apresentado ao mundo como um exemplo do "surgimento de uma nova sensibilidade na arquitetura". O material exposto não era uma maquete ou uma planta, mas sim uma pintura, intitulada The Peak, enviada para um concurso de arquitetura em Hong Kong em 1983. A partir desse ponto de partida, sua contribuição para a arquitetura se aprofundou nas mesmas linhas reconhecidas na época de sua inclusão na mostra: o desenvolvimento de uma linguagem arquitetônica distinta, matemática e, em suas próprias palavras, "fluida", além de sua emergência como uma figura feminina de liderança em um campo historicamente dominado por homens.
O escritório de arquitetura vencedor do Prêmio PritzkerHerzog & de Meuron divulgou novas imagens que mostram o avanço das obras do Memphis Art Museum, previsto para ser inaugurado em dezembro de 2026. Funcionando atualmente como Memphis Brooks Museum of Art, a instituição é o mais antigo e maior museu de arte do Tennessee, nos Estados Unidos, com um acervo de mais de 10.000 obras que abrangem da arte antiga à contemporânea. Encomendado em 2019, o projeto marca a mudança do museu para uma nova sede no centro de Memphis, ao longo da encosta do Rio Mississippi. As primeiras imagens do novo campus cultural, projetado pelo Herzog & de Meuron em parceria com o escritório local responsável archimania e paisagismo desenvolvido pela OLIN, foram divulgadas em 2021. O museu de 11.500 metros quadrados expandirá a área de exposições em 50% e introduzirá amplos espaços gratuitos e acessíveis ao público, concebidos como um convite aberto à cidade.
O World Monuments Fund (WMF) é uma organização independente dedicada a salvaguardar lugares significativos que enriquecem a vida das pessoas e promovem a compreensão mútua entre culturas e comunidades. Desde 2008, o World Monuments Fund/Knoll Modernism Prize é um prêmio bienal que reconhece conquistas de destaque na conservação de edifícios emblemáticos do movimento arquitetônico modernista. A premiação homenageia pessoas e organizações que revitalizam o patrimônio moderno construído por meio de intervenções arquitetônicas inovadoras e sensíveis.
Em 22 de janeiro de 2026, o WMF e a Knoll anunciaram o escritório de arquitetura australiano Architectus como o vencedor do World Monuments Fund/Knoll Modernism Prize de 2026 pela restauração do histórico Africa Hall das Nações Unidas em Adis Abeba, na Etiópia. O júri reconheceu o projeto por restabelecer uma obra marcante do modernismo africano como um espaço ativo de diplomacia e intercâmbio cultural. Além do prêmio principal, o júri concedeu à Umbrella House, de Paul Rudolph, em Sarasota, Flórida (Estados Unidos), o Stewardship Award for Modernist Homes.
A 20ª edição do DAM Preis 2026 foi concedida ao escritório Peter Grundmann Architekten pelo ZK/U Center for Art and Urbanistics, um projeto de reutilização adaptativa em Berlim, na Alemanha. O projeto transforma um antigo galpão térreo em uma estação de carga em Berlin-Moabit em um ponto de encontro cultural. O júri reconheceu a abordagem transformadora da equipe de arquitetura, destacando o uso de uma quantidade de trabalho manual acima da média e um orçamento modesto para envolver o pavilhão existente em uma estrutura leve de aço e vidro, além de adicionar um pavimento extra. Desenvolvido em estreita colaboração com a associação sem fins lucrativos KUNSTrePUBLIK e. V., o projeto apoia uma ampla programação pública estabelecida na antiga estação de carga desde 2012, incluindo exposições, performances, residências artísticas, oficinas de reparo, feiras de bairro e exibições públicas. O escritório Peter Grundmann Architekten foi selecionado por meio de uma licitação de âmbito europeu e contratado para construir a aclamada ampliação em 2019.
O escritório de arquitetura Sordo Madaleno, em colaboração com o építész stúdió e a Buro Happold, foi selecionado para projetar o novo Centro de Coleções de Debrecen, com 43 mil metros quadrados, destinado ao Museu de História Natural da Hungria. Debrecen, a segunda maior cidade da Hungria, é atualmente o foco de um importante desenvolvimento urbano e universitário, que inclui planos para transferir o Museu de História Natural da Hungria de Budapeste para as proximidades da Grande Floresta de Debrecen. O Centro de Coleções proposto foi concebido como uma instalação dedicada ao armazenamento controlado e ao estudo de mais de 11 milhões de objetos, inspirando-se conceitualmente nos tradicionais vasos de argila húngaros, estruturas historicamente utilizadas para proteger e conservar. O projeto marcará a primeira comissão cultural europeia do escritório de arquitetura mexicano, que possui filiais em Londres e na Cidade do México.
Uma discussão coletiva intitulada "Beyond Recognition: Exploring the Role of Architectural Awards" ocorrerá no dia 29 de junho em Barcelona, por ocasião do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2026. O debate parte da convicção de que, no contexto atual de aceleração dos desafios globais, o papel dos prêmios de arquitetura precisa evoluir. O evento dá continuidade à discussão iniciada durante a Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025, na qual a relevância das premiações foi questionada, abrindo caminho para um novo debate sobre como os prêmios de arquitetura podem contribuir para moldar a prática profissional, as instituições e o discurso público. As sessões de discussão são organizadas por representantes de importantes prêmios internacionais: o Prêmio Aga Khan de Arquitetura, o Ammodo Architecture Award, os EUmies Awards, o Holcim Foundation Awards, o Mies Crown Hall Americas Prize e o OBEL Award, contando também com a participação de figuras proeminentes no campo da arquitetura e do design.
Henning Larsen, em colaboração com KHL Architects & Planners, Arup e Flaviano Capriotti Architetti, apresentou o projeto para um edifício residencial de 14 pavimentos em Taipé para a Continental Development Corporation. O projeto, intitulado Northern Lights, conta com uma área bruta de 3.464 metros quadrados e tem conclusão prevista para 2029. Situado ao lado do Daan Park, o empreendimento inclui 46 residências e está inserido em um contexto urbano denso, mantendo a proximidade com uma das principais áreas verdes da cidade, descrita como uma referência contextual fundamental para a proposta.
Renaissance of the Real por Annabelle Schneider e Snøhetta, Milan Design Week 2026. Imagem cortesia de USM
Em plataformas culturais, sítios históricos e desenvolvimentos institucionais, as notícias desta semana refletem como o ambiente construído é remodelado por meio de processos de transformação, reinterpretação e engajamento público. De reativações arqueológicas e estratégias de reuso adaptativo a ampliações de museus e encontros internacionais de grande escala, a arquitetura opera em múltiplas temporalidades, equilibrando a preservação com o uso contemporâneo e a continuidade espacial com programas culturais em constante evolução. Nesse contexto, a seleção do ArchDaily de instalações e exposições da Semana de Design de Milão 2026 destaca como as semanas de design funcionam cada vez mais como plataformas curatoriais de experimentação, ao passo que eventos globais e projetos institucionais continuam a ampliar os formatos de produção, compartilhamento e debate da arquitetura.
No dia 21 de maio, uma caverna realista tomou forma na Pont Neuf, em Paris, a ponte mais antiga ainda de pé sobre o rio Sena. A obra de arte inflável foi projetada e construída pelo fotógrafo e artista de rua francês JR, juntamente com uma ampla equipe multidisciplinar. La Caverne du Pont Neuf foi concebida em homenagem a The Pont Neuf Wrapped, obra de 1985 de Christo e Jeanne-Claude, uma intervenção artística ambiental na qual a dupla de artistas envolveu a histórica ponte em um tecido cor de arenito por duas semanas. A estrutura cria um efeito trompe-l'œil que simula uma formação rochosa texturizada por meio de impressão fotográfica em tons de branco, preto e cinza. O formato do exterior já oferece ao público a ilusão de ótica da obra, ao mesmo tempo em que prepara o terreno para a etapa final do projeto de interiores.
Em diferentes geografias e escalas, as notícias de arquitetura desta semana refletem um foco contínuo em como as cidades e os edifícios estão sendo recalibrados em resposta à evolução dos padrões de movimento, trabalho e vida coletiva. Em múltiplos contextos, o espaço público e a mobilidade continuam sendo preocupações centrais, com ruas, centros urbanos e empreendimentos de grande escala servindo como campos de teste para novas abordagens de acessibilidade, resiliência e uso cotidiano. Iniciativas de pedestrianização e visões lideradas por comunidades apontam para modelos de governança em evolução e estratégias urbanas de longo prazo, ao mesmo tempo em que plataformas culturais e voltadas para a pesquisa continuam a enquadrar essas transformações em um debate público mais amplo. Paralelamente, o avanço de grandes projetos de uso misto e corporativos destaca a crescente integração de sistemas digitais, infraestrutura, desempenho ambiental e estruturas espaciais flexíveis na arquitetura contemporânea.
O The Egg é um centro de artes cênicas localizado em Albany, na Empire State Plaza de Nova York, projetado pelo escritório norte-americano Harrison & Abramovitz. A construção teve início em 1966 e foi concluída doze anos depois, em 1978, com o objetivo de acolher uma ampla programação de eventos culturais e espetáculos para a população do Estado de Nova York. Inspirada no modernismo brasileiro, a estrutura de concreto em forma de cúpula semelhante a um ovo se destaca como um contraponto marcante em meio a um conjunto urbano de caráter racional. Cercado pelas torres do governo estadual implantadas em uma grande praça aberta e revestidas de pedra, o concreto aparente do edifício, sua forma aparentemente suspensa e sua geometria curva acentuada o posicionam como um exemplar tardio do brutalismo modernista. Atualmente, o espaço passa por uma restauração e, após seis meses de obras, deve reabrir em 8 de janeiro de 2026, apresentando-se como um local "renovado e reinventado".