Continuar agindo como de costume não é mais uma opção se quisermos avançar em direção a uma indústria da construção mais sustentável. Nossos métodos e estratégias devem se transformar e se adaptar a uma lógica completamente nova.
Foi com esse propósito que o conceito Living Places foi desenvolvido pelo Grupo VELUX, em parceria com o escritório EFFEKT Architects e a empresa de engenharia Artelia. Ele evidencia como repensar os princípios construtivos pode responder aos desafios globais de clima e saúde. Impulsionado por essa premissa, o Living Places Copenhagen, primeiro protótipo do conceito, apresenta um exemplo prático de como construir de forma mais sustentável ao mesmo tempo em que se maximiza o conforto interno.
Luxe Lakes Arts Center, Chengdu, China. Imagem cortesia de Wide Horizons Development
O arquiteto, escritor e professor de reconhecimento internacional Antoine Predock faleceu em Albuquerque, Novo México, em 2 de março de 2024, aos 87 anos. Ao longo de sua carreira, Predock desenvolveu um estilo único, atuando fora dos grandes centros urbanos e buscando conectar as paisagens com a experiência humana do espaço. Além de ter lecionado por muitos anos na Universidade do Novo México, ele assina projetos renomados como o Nelson Fine Arts Center, o Tang Teaching Museum and Art Gallery no Skidmore College e o Canadian Museum for Human Rights em Winnipeg, Manitoba.
Com o compromisso de promover projetos urbanos resilientes e de carbono zero, o Reinventing Cities já envolveu mais de 3.500 empresas em todo o mundo, com 40 projetos atualmente em desenvolvimento globalmente. A edição deste ano se destaca por seus ambiciosos objetivos ambientais e sociais, contando com cidades participantes de diversos continentes, incluindo Almere, Bilbao, Bolonha, Bruxelas, Glasgow, Milão, Nova York, Palermo, Renca, Roma, San Antonio, San Francisco, São Paulo, Seattle e Veneza.
Ao investigar a envoltória da edificação e como o interior se relaciona com o exterior, a figura das estufas surge como uma oportunidade de gerar vida em um espaço interno a partir de fatores externos (ou não). Conhecida como o espaço revestido por vidro ou qualquer outro material plástico transparente, a estufa permite cultivar hortaliças e plantas ornamentais em épocas cujas condições climáticas externas não permitiriam o cultivo ao ar livre. No entanto, o que envolve projetar para plantas? O clima, as espécies, o projeto estrutural e o tipo de cobertura são apenas algumas das considerações a serem levadas em conta.
No cenário em constante evolução da tecnologia e da criatividade, manter-se na vanguarda é fundamental. Durante a recente apresentação virtual Chaos Unboxed Live, participantes como o CEO Christian Lang e o cofundador e chefe de inovação Vladimir “Vlado” Koylazov apresentaram uma série de avanços prontos para redefinir o processo criativo.
No cerne da estratégia da Chaos está o compromisso com três princípios fundamentais: acelerar a criatividade, entregar soluções totalmente interconectadas e garantir a acessibilidade entre plataformas. Por meio de uma integração fluida e de ferramentas de ponta, a Chaos capacita arquitetos/as e artistas, revolucionando indústrias e moldando o futuro do design.
Os anúncios feitos durante a apresentação revelaram inovações capazes de redefinir o campo da visualização — e ir além.
O Royal Ontario Museum (ROM) em Toronto passará por uma transformação arquitetônica projetada por Hariri Pontarini Architects. Sendo um dos maiores museus da América do Norte e o maior do Canadá, a equipe de arquitetura transformou seu pavimento térreo e a entrada da Bloor Street, introduzindo uma praça interna “pulsando com atividade e expressão artística”. Batizado de OpenROM, este projeto multifacetado visa “abrir ainda mais o museu ao público”, revolucionando a experiência do museu e tornando-o mais acessível para os 1,4 milhão de visitantes anuais da instituição cultural.
A economia urbana na América Latina tem desempenhado um papel essencial na transformação das cidades, influenciando tanto o desenvolvimento econômico quanto a estrutura social urbana.
A cidade não é apenas o motor do desenvolvimento econômico, mas também uma máquina de desenvolvimento social. É amplamente reconhecido que existe uma relação positiva e estável entre a taxa de urbanização de um país e seu desenvolvimento social; contudo, essa relação é diretamente proporcional à qualidade urbana.
Quatro anos após o início da pandemia de COVID-19, seus reflexos ainda são sentidos nos setores de construção e imobiliário nos Estados Unidos. A aceleração do trabalho remoto e dos modelos híbridos tem provocado uma queda acentuada na demanda por espaços corporativos tradicionais nas cidades do país. Em grandes metrópoles como Nova York e São Francisco, as taxas de ocupação despencaram, o valor dos imóveis diminuiu e os aluguéis caíram significativamente. Enquanto os/as arquitetos/as projetam o futuro do trabalho, o mercado imobiliário divide-se sobre a viabilidade de se investir no crescente estoque de edifícios de escritórios vazios do país.
Diversos acontecimentos moldaram o Marrocos desde sua independência. Um deles é a transição dos/as arquitetos/as, que deixaram de servir ao decadente império francês para atender à recém-independente nação marroquina. Ao conquistar a independência em 1956, jovens arquitetos/as marroquinos/as e estrangeiros/as receberam a tarefa de construir um Marrocos autossuficiente. A demanda por infraestrutura moderna, novos edifícios administrativos e melhores instalações de educação e saúde gerou um boom na construção civil. Esse crescimento acelerado ofereceu a arquitetos/as e urbanistas a oportunidade de expressar sua visão.
Inspirados/as pela popularidade do modernismo na Europa, os/as arquitetos/as experimentaram edificações que incorporavam o brutalismo. Esse estilo arquitetônico não representava apenas uma rebeldia contra a visão colonial de desenho urbano no Marrocos, mas também um símbolo de unidade arquitetônica na paisagem urbana. Foram criados edifícios de diversas tipologias marcados pelo concreto aparente, que evidenciava suas qualidades intrínsecas de resistência, durabilidade e funcionalidade. Essas obras, que podem ser vistas em cidades como Agadir, Casablanca, Tânger e partes de Marrakech, representam um diálogo entre o brutalismo e a cultura, o ambiente e o clima marroquinos.
Porta por Maxim Velcovsky. Imagem cortesia de Lasvit
Com “Re/Creation,” a Lasvit —referência em fabricação artesanal de vidro—estabelece um santuário para o escapismo criativo em meio à agitação da Semana de Design de Milão. No abraço sereno do Palazzo Isimbardi, “Re/Creation” oferece um espaço onde as mentes são livres para divagar, inspiradas pela graça fluida do vidro fundido. O título faz referência à técnica inovadora do vidro fundido, cuja essência reside em deixar fluir. O vidro derretido a temperaturas altíssimas é deixado para repousar, espalhar-se e tomar a forma de um molde projetado para recebê-lo. Seu próprio peso e a gravidade encarregam-se do resto. Da mesma forma, a mente criativa torna-se mais prolífica e inovadora quando está relaxada, livre das pressões e exigências cotidianas. É por isso que, no belíssimo cenário do Palazzo Isimbardi, a Lasvit cria um refúgio para profissionais da criação escaparem, recarregarem as energias e relaxarem.
Em cartaz de 11 de novembro de 2023 a 10 de março de 2024, a Trienal de Arquitetura de Sharjah celebra inovações no ambiente construído, com foco especial no Sul Global. O objetivo principal da mostra é chamar a atenção para futuros sustentáveis, acessíveis e equitativos, destacando o valor de respostas alternativas à escassez de recursos. Com o encerramento do evento se aproximando, o ArchDaily explora 10 instalações arquitetônicas que respondem ao tema geral por meio de diferentes linguagens.
Com curadoria de Tosin Oshinowo sob o tema “A Beleza da Impermanência: Uma Arquitetura de Adaptabilidade”, a trienal conta com contribuições de 29 arquitetos/as e estúdios de 25 países. Desde o 51-1 Arquitectos, que transforma um terreno antes inacessível em um espaço lúdico dinâmico com jogos de tabuleiro populares de várias regiões, até o Al Borde, que redefine uma área por meio de uma estrutura de sombreamento sob medida feita com materiais naturais, a Trienal de Arquitetura de Sharjah apresenta um conjunto diversificado de intervenções. A mostra do escritório WaiWai destaca três exemplos da arquitetura moderna em Tashkent, no Uzbequistão, evidenciando sua evolução significativa. Já a "Tenda de Concreto" do DAAR combina elementos de uma tenda móvel e de uma casa de concreto, explorando o conceito de "temporariedade permanente". Essas instalações oferecem perspectivas inovadoras sobre adaptabilidade, sustentabilidade e relevância cultural no panorama arquitetônico.
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Esboço do Bonnet Springs Park / Sasaki. Imagem cortesia de Sasaki
“Os/as arquitetos/as paisagistas começaram a debater o carbono incorporado. Há uma conscientização de que não podemos mais ignorar as partes cinzas”, afirmou Stephanie Carlisle, pesquisadora sênior do Carbon Leadership Forum e da Universidade de Washington, durante o primeiro de uma série de webinars organizados pelo Comitê de Biodiversidade e Ação Climática da ASLA.
As partes cinzas são o concreto, o aço e outros produtos manufaturados presentes nos projetos. Essas discussões estão lançando as bases para uma transição que visa reduzir o uso desses materiais. Os/as arquitetos/as paisagistas na liderança da ação climática que impulsionam esses debates propõem caminhos práticos para descarbonizar projetos e especificar materiais de baixo carbono.
Comuna 13 de Medellín via Shutterstock. Imagem cortesia de CityMakers
A CityMakers, Comunidade Global de Arquitetos e Arquitetas que Aprendem com Cidades-Modelo e Seus Criadores, está trabalhando em parceria com o ArchDaily para publicar uma série de artigos sobre Barcelona, Medellín e Roterdã. Os autores e autoras são os/as arquitetos/as, urbanistas e/ou estrategistas por trás dos projetos que transformaram essas três cidades, conhecidos/as nas "Escolas de Cidades" e "Cursos Documentários" realizados pela CityMakers.
Atualmente, há um amplo consenso sobre a importância do espaço público na cidade. Embora pareça bastante lógico, essa relevância não é tão antiga quanto os assentamentos humanos, que existem há milênios. A Carta de Atenas, escrita há apenas 91 anos, não tratava tanto a cidade como um lugar para se viver, mas como uma máquina funcional. Quase um século depois, o paradigma mudou: a cidade é, acima de tudo, seu espaço público. No entanto, o que acontece quando o espaço público é ameaçado pela proliferação de carros, pela insegurança ou até mesmo pela água?
Entre 4 e 6 de abril, a conferência internacional FABRICATE 2024será realizada na Real Academia Dinamarquesa, em Copenhague. Desde a sua criação em 2011, o FABRICATE consolidou-se como um fórum global para novas possibilidades radicais na arquitetura, acolhendo milhares de participantes da prática profissional, da indústria e da pesquisa.
Neste segundo artigo, apresentamos o/a arquiteto/aIndy Johar, diretor/a da WikiHouse Foundation e CEO e fundador/a do Dark Matters Lab, que trabalha com instituições de todo o mundo, desde o PNUD, a Comissão Europeia para Cidades Neutras em Carbono, a Agência Europeia do Ambiente e diversas agências nacionais e municípios. O texto é um trecho do próximo livro do FABRICATE 2024 e baseia-se em uma entrevista conduzida pelo/a co-coordenador/a Phil Ayres entre Indy Johare o/a professor/a Philippe Block, diretor/a do Instituto de Tecnologia em Arquitetura (ITA) da ETH Zürich. O livro será publicado na noite de abertura da conferência FABRICATE 2024.
O escritório de arquitetura GRAFT Architects acaba de vencer o concurso para projetar o novo Campus de Música Carl Bechstein. Localizado na região central de Berlim, o principal objetivo da Fundação Carl Bechstein com o campus é criar um polo cultural inteiramente dedicado à música de piano. Como ponto de convergência para a marca Bechstein — fundada em 1853 e conhecida por sua variedade de pianos —, o campus também funcionará como a nova sede da fundação.
Mesmo no mundo da mídia especializada em design, a notícia poderia facilmente ter passado despercebida: no final de janeiro, a Escola de Arquitetura de Notre Dame anunciou que Peter Pennoyer, arquiteto e autor sediado em Nova York, venceu o Prêmio Richard H. Driehaus de 2024. O Driehaus é a versão de arquitetura tradicional e clássica do Prêmio Pritzker. Embora venha acompanhado de um generoso cheque de US$ 200 mil — o dobro do valor pago pelo Pritzker — e tenha entre seus vencedores anteriores nomes de destaque como Robert A.M. Stern, Michael Graves, Leon Krier e Andrés Duany e Elizabeth Plater-Zyberk, a premiação ainda parece existir em uma espécie de vácuo midiático.
O escritório SO-IL, sediado no Brooklyn, revelou o projeto para um novo museu de arte de campus no Williams College, em Massachusetts, criado para se tornar um recurso pedagógico primordial para a instituição, conhecida por seu renomado programa de história da arte. Desde sua inauguração em 1926, o Williams College Museum of Art (WCMA) reuniu um vasto acervo de mais de 15.000 obras. Com o projeto do SO-IL, o museu poderá se transferir para sua primeira sede própria e independente, projetada especificamente para essa finalidade. Em maio de 2024, a instituição apresentará uma exposição sobre a proposta do SO-IL.
Campus Residencial e de Escritórios LXK. Imagem cortesia de MVRDV
O escritório MVRDV iniciou a construção do complexo de escritórios e residências LXK em Berlim. Localizado em Friedrichshain, perto da estação Berlin Ostbahnhof, o empreendimento abrange cerca de 61.200 m² e oferece vistas para o centro da cidade a partir de seus telhados verdes e terraços. Composto por dois edifícios, uma faixa horizontal envolve a seção central de ambas as estruturas, servindo como um marco urbano de destaque em Berlim.
As crescentes demandas por eficiência energética, funcionalidade técnica e conforto interno nas edificações exigem o desenvolvimento de sistemas de envoltórias mais eficientes. A envoltória atua como mediadora entre o exterior e o interior de um edifício. No cenário arquitetônico atual, ela desempenha uma infinidade de funções para potencializar o desempenho da edificação. Tais funções incluem sistemas de controle predial, fornecimento de energia (como gás e eletricidade) e aquecimento, ventilação e ar-condicionado (HVAC), entre outros. Esses elementos determinam fundamentalmente a funcionalidade, a eficiência e a segurança dos espaços construídos. Diante do fato de que a natureza das envoltórias depende fortemente dessas instalações técnicas, de que maneira elas podem servir como diretrizes fundamentais para o desenvolvimento do projeto de arquitetura?
Indo muito além do dia 8 de março, o ArchDaily reconhece e celebra as contribuições contínuas das mulheres que moldam o desenvolvimento do ambiente construído em escala global. O tema "Mulheres na Arquitetura" é central em nossa estratégia de conteúdo, reforçando nosso compromisso diário em destacar o papel fundamental e o impacto das arquitetas.
Esta seleção de projetos apresenta as histórias de algumas das obras arquitetônicas mais instigantes realizadas por mulheres do Sul Global. Das ruas singulares de Dubai às paisagens rurais do Níger, cada projeto serve como testemunho do poder da arquitetura em transcender as barreiras de gênero e criar propostas significativas que conectam as pessoas e seus entornos.
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais da área criativa em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas de profissão, avaliações de edificações e outros projetos, ou explorações informais sobre a vida cotidiana e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina, do escritório FAME Architecture & Design, discutem se os/as arquitetos/as são de fato otimistas. Muitos/as afirmam que sim, mas será mesmo? Ambos debatem de que maneiras a classe profissional se mostra otimista, em quais momentos surge o pessimismo, como manter uma postura positiva e o impacto disso no próprio trabalho, além de abordar o realismo e outros temas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140893/the-second-studio-podcast-ser-um-a-arquiteto-a-otimistaThe Second Studio Podcast
A fachada de um edifício costuma funcionar como um reflexo tanto da malha urbana na qual está inserida quanto do que se encontra por trás dela. Para além da estética, as fachadas possuem um papel funcional, cultural e sustentável de grande importância, sobretudo em relação ao design de interiores. Embora a luz natural, as vistas e a organização espacial sejam influenciadas pela fachada, os/as arquitetos/as vêm priorizando a relação entre o envelope da edificação e a qualidade do interior, tendo em vista as transformações culturais, econômicas e ambientais contemporâneas que afetam a maneira como as pessoas projetam seus espaços de vida. Assim, para responder a essas necessidades e hábitos em constante mudança, somados ao foco no bem-estar geral, os/as profissionais recuam a fachada e o teto — e, em alguns casos específicos, os pisos — para criar interiores dentro de interiores: envelopes secundários que protegem o espaço interno do ambiente externo.
O BIG e a HNTB acabam de vencer o concurso para projetar o novo estádio de beisebol do Athletics em Las Vegas. Situado ao longo da icônica Las Vegas Strip, o estádio do time da Major League Baseball promete refletir os valores da “Capital Mundial do Entretenimento”. Localizado entre a Tropicana Avenue e a Reno Avenue na Las Vegas Boulevard, o estádio terá capacidade para 33.000 espectadores em uma estrutura ao ar livre que se estende por nove acres.