O European Cultural Centre Italy organiza o ECC Awards desde 2010 para reconhecer artistas, arquitetos/as, designers e acadêmicos/as em suas respectivas áreas. A premiação destaca projetos apresentados na exposição *Time Space Existence*, que acontece paralelamente à Bienal de Arquitetura de Veneza e apresenta abordagens concretas para construir de forma mais sustentável, com o objetivo de posicionar a arquitetura como uma força de reparação ambiental e social. A sétima edição da Time Space Existence é uma exposição coletiva que ocupa três espaços venezianos: o Palazzo Bembo, o Palazzo Mora e os Jardins da Marinaressa. Este ano, a exposição foca nos temas Reparar, Regenerar e Reutilizar, enfatizando o papel essencial de arquitetos/as e designers como agentes de mudança positiva na criação de modos de vida sustentáveis, inclusivos e regenerativos.
A Madraça Mir-i-Arab. Imagem cortesia da Uzbekistan Art and Culture Development Foundation
A edição inaugural da Bienal de Bukhara foi aberta em 5 de setembro de 2025, trazendo mais de 70 obras comissionadas site-specific de mais de 200 participantes de 39 países para o centro histórico da cidade uzbeque. Comissionada pela Fundação de Desenvolvimento de Arte e Cultura do Uzbequistão (ACDF) e pela comissária Gayane Umerova, a Bienal é descrita como o maior e mais diverso evento cultural da Ásia Central até o momento. Com curadoria de Diana Campbell sob o tema Recipes for Broken Hearts, o evento de dez semanas de duração se divide por uma constelação de locais recém-restaurados, incluindo madrassas, caravançarais e mesquitas, todos integrantes da lista de Patrimônio Mundial da UNESCO de Bukhara. Mais do que uma plataforma de exposição, a bienal é estruturada como parte de um plano diretor mais amplo, posicionando a cultura como catalisadora da transformação urbana e da renovação do patrimônio.
Lina Ghotmeh — Architecture revelou recentemente imagens do projeto que transformará uma residência histórica em Bucara, no Uzbequistão, em um "destino cultural do século XXI". A proposta prevê um museu dedicado às ideias e à influência do Jadidismo, um movimento de reforma muçulmano que defendia a modernização da educação na Ásia Central durante o final do século XIX e início do século XX.
O projeto foi encomendado pela Fundação de Desenvolvimento de Arte e Cultura do Uzbequistão (ACDF, na sigla em inglês), instituída em 2017 para preservar, promover e fomentar o patrimônio, as artes e a cultura do país, integrando-os ao cenário cultural e artístico global. Com abertura ao público prevista para 2027, o museu faz parte dos esforços mais amplos da ACDF para criar instituições culturais de referência que engajem públicos em todo o mundo.
A Fundação de Desenvolvimento de Arte e Cultura do Uzbequistão (ACDF) anunciou a transformação de um edifício industrial de 1912 em Tashkent no Centro de Arte Contemporânea (CCA), que se tornará a primeira instituição permanente dedicada à arte contemporânea e à pesquisa na Ásia Central. Projetado pelo escritório de arquitetura francêsStudio KO, liderado por Karl Fournier e Olivier Marty, o projeto integra a preservação do patrimônioindustrial da cidade a uma nova identidade cultural para o sítio histórico. O edifício, originalmente projetado por Wilhelm Heizelmann — conhecido pela Câmara do Tesouro —, foi construído como uma estação de geradores a diesel e depósito para a primeira linha de bonde de Tashkent. Após décadas servindo à rede de energia elétrica da cidade, a estrutura foi transferida para a Fundação em 2019, como parte da estratégia de desenvolvimento cultural de longo prazo do Uzbequistão. Sob a liderança de Gayane Umerova, o projeto agora representa um passo importante na consolidação de uma infraestrutura cultural contemporânea para a região.
Instalação "Spinning Around" de Sophia Taillet. Musée de la Chasse et de la Nature, 4 a 13 de setembro de 2025. Imagem cortesia de Maison & Objet
Este ano, a feira de design de interiores Maison&Objet e a Paris Design Week uniram forças para dar visibilidade a designers emergentes, valorizar novamente os métiers d'art franceses e transformar temporariamente marcos históricos com visões de design contemporâneo. Ambos os eventos começaram em 4 de setembro, transformando Paris em um festival de design que ocupou toda a cidade. Galerias, showrooms e concept stores abriram suas portas, enquanto marcos de destaque serviram de palco para designers de mais de 30 países. A abundância e a diversidade da programação renderam comparações com a Milan Design Week, ao mesmo tempo em que garantem a Paris uma vitrine única no calendário global de design. Este artigo apresenta uma seleção de instalações e exposições de interesse arquitetônico que surgem da sinergia entre as duas iniciativas.
AquaPraça em Veneza. Imagem cortesia de CRA-Carlo Ratti Associati
CRA–Carlo Ratti Associati e Höweler + Yoon projetaram a AquaPraça, um espaço de encontro flutuante voltado para o diálogo climático global que ancorará a COP30 em Belém, no Brasil. O projeto faz sua estreia na 19ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza em 5 de setembro de 2025. Em seguida, a estrutura embarcará em uma jornada transatlântica rumo ao Brasil, onde integrará o Pavilhão Italiano na COP30, realizada de 10 a 21 de novembro de 2025. Após o evento, a expectativa é que ela se torne um marco flutuante permanente na Amazônia, como parte da infraestrutura cultural de Belém.
O escritório VUILD apresentou o projeto para um estádio de futebol em madeira planejado para Fukushima, no Japão, que será a futura sede do Fukushima United FC. Encomendada pela SportX, a proposta combina participação comunitária, uma estrutura inovadora de madeira e estratégias sustentáveis, posicionando o estádio tanto como uma arena esportiva funcional quanto como um potencial símbolo de renovação. Inspirado na tradição japonesa do Shikinen Sengu, a reconstrução periódica de santuários, o conceito introduz três ciclos: recursos, comunidade e trabalho artesanal.
O Royal Institute of British Architects (RIBA)revelou os seis projetos finalistas do RIBA Stirling Prize de 2025. Desde a sua criação, em 1996, o prêmio reconhece obras que respondem a desafios contemporâneos e, ao mesmo tempo, moldam futuros mais inclusivos. A lista de finalistas deste ano abrange uma gama diversificada de escalas e programas, incluindo a restauração de um dos marcos urbanos mais icônicos do país, uma instalação pioneira de pesquisa médica, um lar beneficente contemporâneo projetado para reduzir o isolamento de pessoas idosas, uma "fábrica de moda" universitária, uma residência totalmente acessível e uma extensão residencial criativa. O projeto vencedor do prêmio será anunciado ao vivo na cerimônia do Stirling Prize em 16 de outubro no Roundhouse, em Londres.
O Pavilhão das Filipinas na 19ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia apresenta Soil-beings (Lamánlupa), uma exposição com curadoria do diretor artístico Renan Laru-an. Por meio de colaborações interdisciplinares, o Pavilhão reúne arquitetos/as, especialistas, lideranças indígenas, artistas, formuladores/as de políticas públicas e comunidades locais para explorar as dimensões culturais, ecológicas e tecnológicas do solo. Seu objetivo é desafiar os paradigmas arquitetônicos convencionais, deslocando o foco da estrutura para o solo, tratado não como um material passivo, mas como uma força viva dotada de agência, história e poder.
O 'T' Space inaugurará a exposição New Hudson Valley Houses no dia 7 de setembro na Archive Gallery em Rhinebeck, Nova York. A exposição reúne dez residências recentemente projetadas por arquitetos e arquitetas como Stan Allen, Garrick Ambrose, Steven Holl, Toshiko Mori Architect e MOS, todas localizadas a menos de três horas da cidade de Nova York. Em vez de exibir obras concluídas por meio de fotografia, a apresentação apoia-se exclusivamente em maquetes e desenhos, convidando o público a conhecer o processo arquitetônico e as bases conceituais de cada projeto.
Projeto do Campus Híbrido Houhai. Render. Imagem cortesia de Büro Ole Scheeren
O escritório internacional Büro Ole Scheeren revelou imagens do Houhai Hybrid Campus, um novo complexo urbano no distrito de Houhai, em Shenzhen. O empreendimento está situado em uma área estratégica dentro da Zona Econômica Especial (ZEE) original de Shenzhen, conectando o centro comercial da cidade à sua orla. A divulgação das imagens do Hybrid Campus coincidiu com o 45º aniversário da designação de Shenzhen como Zona Econômica Especial, um marco que assinala a transformação da cidade de uma vila de pescadores em um polo global de inovação. Atualmente em construção, o Hybrid Campus integra trabalho, moradia, cultura, comércio, lazer, recreação e natureza em um complexo urbano unificado, com inauguração prevista para o final de 2026.
21st Europe, um think tank com sede em Copenhague fundado por Kaave Pour, antiga liderança de criação do SPACE10, apresentou seu segundo grande plano de ação, Continent of Play. Desenvolvido em colaboração com o estúdio de design e arquiteturaSpacon, a proposta reimagina os playgrounds como infraestruturas cívicas vitais, posicionando-os ao lado de museus, hubs de transporte e redes de energia como espaços definidores para o futuro da Europa.
Hoje, 2 de setembro, foram anunciados os sete projetos vencedores do 16º Ciclo (2023–2025) do Prêmio Aga Khan de Arquitetura, após avaliações locais dos 19 projetos finalistas revelados em junho. Estabelecido em 1977, o Prêmio busca identificar e incentivar conceitos projetuais que respondam às necessidades físicas, sociais e econômicas de comunidades com presença muçulmana significativa, ao mesmo tempo em que atendem às suas aspirações culturais. Para compreender a visão por trás das propostas vencedoras deste ciclo, a chefia de redação do ArchDaily, representada por Christele Harrouk, conversou com Farrokh Derakhshani, que colabora com a premiação há mais de quatro décadas. Ele descreveu a iniciativa como "uma mensagem curada para o mundo", uma mensagem que evolui com o tempo.
Galeria de fotos interna "La Quadreria". Pavilhão Italiano na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025. Imagem cortesia de PCM Studio di Paola C. Manfredi
O Pavilhão da Itália na 19ª Mostra Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia está situado nas Tese delle Vergini do Arsenale e é promovido pela Direção-Geral de Criatividade Contemporânea do Ministério da Cultura da Itália. Este ano, o Pavilhão sedia reflexões arquitetônicas, científicas e culturais sobre o Mar Mediterrâneo e seus oceanos adjacentes, em uma exposição intitulada "Terrae Aquae. A Itália e a Inteligência do Mar", com curadoria da arquiteta e professora Guendalina Salimei. A exposição reúne projetos de diversos setores da sociedade italiana por meio de uma convocatória aberta, cujo objetivo foi repensar o limite entre a terra e a água como um sistema integrado de arquitetura, infraestrutura e paisagem. Em resposta ao tema central da Bienal, a mostra busca estimular o despertar de uma inteligência coletiva capaz de desencadear uma renovação nessa relação, partindo da costa italiana e expandindo-se globalmente.
O escritório Snøhetta revelou os planos para Jesselton Docklands, um plano diretor para uma orla tropical em Kota Kinabalu, na Malásia, localizada na ilha de Bornéu. O projeto de desenvolvimento urbano reimagina o antigo porto da cidade como um polo cívico e cultural, fortalecendo sua conexão com a orla e posicionando-a como uma nova porta de entrada para Sabah e para a região do Sudeste Asiático. Situado próximo ao Aeroporto Internacional de Kota Kinabalu, o complexo inclui um novo terminal de balsas e cruzeiros, integrando a infraestrutura ao contexto ecológico e cultural da ilha para consolidar a cidade como um importante ponto de conexão regional.
Plano diretor Nature Rocks para Jialeshui, Taiwan. Render. Imagem cortesia de MVRDV
MVRDV revelou o projeto de infraestrutura e instalações turísticas semelhantes a rochas para a área costeira taiwanesa de Jialeshui, um destino cênico no extremo sul de Taiwan. O governo do condado de Pingtung selecionou recentemente a proposta de projeto apresentada pelo MVRDV em colaboração com a HWC Architects para a transformação de uma área conhecida por suas formações rochosas esculpidas pelo vento e pela água, incluindo uma série de estruturas inspiradas nessas formas naturais. O projeto, um masterplan intitulado Nature Rocks, introduz uma rede de novos caminhos e espaços públicos, além de acrescentar edifícios de pequena escala, incluindo um centro de visitantes principal e três mirantes, dentro da área construída existente.
A Itália está se preparando para sediar seus terceiros Jogos Olímpicos de Inverno, com Milão e Cortina d'Ampezzo se preparando para receber o Milano Cortina 2026, setenta anos após Cortina ter sediado a edição de 1956 e duas décadas depois de Turim 2006. Os Jogos ocorrerão de 6 a 22 de fevereiro de 2026, marcando a primeira vez que as Olimpíadas de Inverno serão organizadas em duas cidades, duas regiões (Lombardia e Vêneto) e duas províncias autônomas (Trento e Bolzano). Abrangendo um território de 22.000 quilômetros quadrados, o Milano Cortina 2026 se tornará a edição mais geograficamente extensa dos Jogos de Inverno até hoje, com mais de 90% das instalações já existentes ou projetadas como estruturas temporárias.
Museu Nacional do Uzbequistão, Render por Tadao Ando Architect & Associates. Imagem cortesia de The Uzbekistan Art and Culture Development Foundation
A Fundação de Desenvolvimento de Arte e Cultura do Uzbequistão (ACDF) anunciou o início das obras do Museu Nacional do Uzbequistão, projetado pelo arquiteto japonês Tadao Ando. Como o primeiro grande projeto de Ando na Ásia Central, o museu foi concebido como um marco arquitetônico e cultural em Tashkent. Com abertura prevista para março de 2028, o edifício reflete a linguagem arquitetônica minimalista de Ando, integrando referências ao patrimônio do Uzbequistão com seu uso característico da geometria, da luz natural e da clareza espacial.
Com curadoria do escritório Cotter & Naessens Architects, o pavilhão da Irlanda na 19ª Mostra Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia em 2025 apresenta Assembly, que explora o papel da arquitetura na criação de espaços para encontros, discussões e trocas democráticas. Comissionado pela Culture Ireland em parceria com o Arts Council of Ireland, o pavilhão é inaugurado oficialmente por Yvonne Farrell, do Grafton Architects, ao lado de Sharon Barry, diretora da Culture Ireland, e Fionnuala Sweeney, chefe de arquitetura do Arts Council.
Organizada pela Fundação de Istambul para a Cultura e as Artes (İKSV), a 18ª Bienal de Istambul será realizada em três etapas entre 2025 e 2027, mantendo-se como a maior exposição internacional da Turquia dedicada à arte contemporânea. Com curadoria de Christine Tohmé sob o título The Three-Legged Cat, a primeira etapa acontecerá de 20 de setembro a 23 de novembro de 2025. Dando continuidade à abordagem da Bienal de dialogar diretamente com Istambul por meio de um modelo disperso, em vez de uma sede fixa, esta edição utilizará oito locais situados a uma curta distância a pé ao longo do eixo Beyoğlu–Karaköy. Durante esse período, obras de 47 artistas de mais de 30 países serão apresentadas ao público, acompanhadas por uma programação de performances, exibições e eventos ao vivo durante a semana de abertura.
Entre 19 e 20 de agosto de 2025, milhares de espectadores assistiram a um dos maiores edifícios de madeira da Suécia ser suspenso sobre vigas e transportado sobre rodas pela cidade. A Igreja de Kiruna, construída entre 1909 and 1912, foi projetada para remeter à forma de uma cabana Sámi no extremo norte do país, dentro do Círculo Polar Ártico. A edificação foi projetada pelo arquiteto Gustaf Wickman, que atuava como arquiteto da igreja na época, e combina elementos do estilo neogótico com um altar em Art Nouveau. O edifício, uma das principais atrações turísticas da cidade, foi transferido para um novo local, entre o cemitério e o novo centro urbano, a fim de evitar danos causados pela expansão da mina local.