Como uma das exposições de arquitetura contemporânea mais importantes e visitadas do mundo, a Bienal de Arquitetura de Veneza vai além dos limites do Giardini e do Arsenale, buscando engajar toda a cidade em discussões sobre questões relevantes, desafios e oportunidades na profissão. A Bienal deste ano, com curadoria de Carlo Ratti, explora o tema "Intelligens. Natural. Artificial. Coletivo", convidando o público a refletir sobre como a arquitetura, a tecnologia e a natureza se cruzam para moldar o futuro.
Como parte do evento deste ano, 11 exposições colaterais organizadas por diversas instituições nacionais e internacionais oferecem diferentes perspectivas sobre temas como sustentabilidade, paisagens culturais e arquitetura adaptativa. Essas mostras, espalhadas por toda Veneza, contribuem para o debate mais amplo sobre o papel em constante evolução da arquitetura no enfrentamento de desafios globais e na promoção de um futuro mais sustentável e interconectado.
Riken Yamamoto, nascido em Pequim em 1945 e criado em Yokohama logo após a Segunda Guerra Mundial, é um arquiteto japonês celebrado por promover o senso de comunidade através da arquitetura. Após fundar seu escritório, Riken Yamamoto & Field Shop, em 1973, ele se tornou conhecido por obras que vão desde habitação social, como Hotakubo Housing e Pangyo Housing, a projetos cívicos como o Hiroshima Nishi Fire Station e a Saitama Prefectural University, todos unificados pela simplicidade modular. Laureado com o Prêmio Pritzker de Arquitetura em março de 2024, ele foi elogiado pelo presidente do júri, Alejandro Aravena, por "diluir as fronteiras entre o público e o privado", fomentar a interação social espontânea e "trazer dignidade à vida cotidiana", permitindo que o senso de comunidade floresça por meio de um projeto cuidadoso. Nesta entrevista ao Louisiana Channel, o arquiteto reflete sobre o papel social da arquitetura, enfatizando o vínculo inseparável entre a habitação e seu contexto, além da necessidade de criar espaços que promovam relações visíveis e significativas.
Esquerda para a direita, de cima para baixo: AAU Anastas, heneghan peng architects, Níall McLaughlin Architects, Studio Anne Holtrop, Tatiana Bilbao ESTUDIO, Toshiko Mori Architect, Trahan Architects. Imagem cortesia das equipes e Malcolm Reading Consultants
O Danish Architecture Center (DAC) inaugurará em outubro de 2024 sua nova exposição, "Water is Coming", que permanecerá em cartaz até 12 de março de 2025. A mostra aborda a crescente crise global da água, impulsionada pelo derretimento do gelo polar, pela elevação dos níveis do lençol freático e por inundações cada vez mais frequentes e intensas. Diante da realidade do aumento do nível do mar e de eventos climáticos extremos, a exposição desloca o foco da mitigação para a adaptação. O objetivo é promover uma compreensão mais profunda de nossa complexa relação com a água, explorando seu papel vital tanto como recurso essencial à vida quanto como uma ameaça potencial aos assentamentos humanos.
No outono de 2024, a Fundação do Museu Kistefos convidou 28 escritórios de arquitetura a participar de um processo de pré-qualificação para projetar uma nova galeria independente e integrada ao local (*site-specific*). Com abertura prevista para 2031, o novo edifício do museu abrigará a coleção de arte do fundador da instituição, Christen Sveaas. A galeria fará parte do parque de esculturas do Kistefos, que conta com 55 obras de artistas internacionais como Yayoi Kusama, Olafur Eliasson, Fernando Botero e Anish Kapoor, além de um museu industrial e da premiada galeria de arte do BIG, The Twist. Além disso, um novo centro de visitantes, projetado pelo escritório de arquitetura de OsloLund Hagem, deve ser inaugurado em 2026.
Com o avanço dos preparativos para os Jogos Olímpicos de Inverno de Milano Cortina 2026, programados para ocorrer de 6 a 22 de fevereiro de 2026, esta edição apresenta uma das configurações de maior abrangência geográfica já implementadas para as Olimpíadas de Inverno. Estendendo-se por duas cidades, duas regiões e duas províncias autônomas, as competições serão realizadas em uma área de mais de 22.000 quilômetros quadrados no norte da Itália. Os locais metropolitanos de Milão unem-se a tradicionais centros alpinos em Cortina d'Ampezzo, Livigno, Bormio, Anterselva e Val di Fiemme, criando uma estrutura que conecta os contextos urbano e montanhoso. Mais de 90% das instalações são estruturas existentes ou temporárias, refletindo uma estratégia focada no reuso adaptativo, em melhorias seletivas e na integração de longo prazo às infraestruturas culturais e de esporte regionais. Cerca de 2.900 atletas competirão em 116 eventos, incluindo a estreia do esqui de montanhismo e diversos novos formatos de gênero misto, sinalizando a evolução das abordagens na programação de esportes de inverno.
O Deutsches Architekturmuseum (DAM) em Frankfurt, na Alemanha, inaugurou uma nova exposição interativa, em cartaz de 25 de outubro de 2025 a 8 de fevereiro de 2026, que apresenta 100 anos de kits de construção arquitetônica. Desenvolvida em colaboração com o designer gráfico Claus Krieger, os professores Andreas Kretzer e Philipp Reinfeld, da Universidade de Ciências Aplicadas de Stuttgart (HFT), estudantes e a equipe ampliada do DAM, a exposição reúne cerca de 80 kits de construção fabricados entre 1890 e 1990. Muitos desses sistemas foram recriados em escala ampliada para que o público visitante possa testar suas montagens em oito estações de brinquedo centrais. Recursos digitais adicionais incluem mundos de modelos em realidade virtual (VR) programados por estudantes da HFT. Dezenas de modelos finalizados ilustram a variedade de ideias arquitetônicas representadas nos kits, e a coleção completa está documentada em um catálogo que acompanha a mostra. A exposição é acompanhada por um concurso público intitulado How Small Can Architecture Be?, que convida participantes a enviarem modelos arquitetônicos em miniatura para exibição.
A proposta de torre de uso misto na 175 Third Street é o quinto edifício planejado em quatro lotes dentro do empreendimento Gowanus Wharf, no Brooklyn, em Nova York. Com vistas para Manhattan e para a Estátua da Liberdade, o projeto de aproximadamente 100.000 m² (1.080.000 sq ft) inclui habitação de interesse social, espaços comerciais e para artistas, áreas de ginástica, espaços sociais e de lazer, culminando em uma cobertura com áreas de convivência e piscina externa. O projeto também prevê uma esplanada pública à beira-mar de cerca de 2.600 m² (28.000 sq ft) projetada pelo escritório Field Operations, destinada a contribuir para a recuperação ecológica do Canal de Gowanus, dando continuidade à transformação mais ampla deste bairro industrial. Outros colaboradores do projeto incluem os escritórios dencityworks | architecture, AKRF, bucharest.studio, DeSimone, Ettinger Engineering Associates, Fried Frank, Hatfield Group, Impact Environmental e Jenkins and Huntington.
Novo Bairro da Arena de Gotemburgo. Imagem cortesia de White Arkitekter
Nesta semana, os debates arquitetônicos foram pautados por temas como resiliência, equidade e relevância cultural, trazidos à tona pelo Dia Mundial da Arquitetura. Em diferentes contextos globais, a disciplina continua a expandir sua compreensão de força, indo além da mera resistência estrutural para se consolidar como uma base para projetos inclusivos, adaptáveis e ambientalmente conscientes. Desde estratégias para espaços públicos com equidade de gênero até novas encomendas fundamentadas na memória e na reconciliação, os desdobramentos recentes refletem como a arquitetura se posiciona cada vez mais como uma ferramenta de engajamento social e de gestão a longo prazo diante dos desafios globais atuais.
Desenvolvimento Maratué. Imagem cortesia de Foster + Partners
O escritório Foster + Partners está desenvolvendo um masterplan abrangente para Maratué, uma área de 1.045 hectares localizada ao longo da costa de Puchuncaví, no Chile. Desenvolvido para a Inmobiliaria Maratué, o projeto busca reconectar a atual cidade de Puchuncaví com sua orla costeira, além de conservar e valorizar as diversas paisagens naturais da região. O masterplan visa criar uma estrutura sustentável para o desenvolvimento de longo prazo, equilibrando o crescimento residencial com a proteção ambiental.
O Paquistão revelou seu pavilhão nacional para a 19ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia, que acontecerá de 10 de maio a 23 de novembro de 2025, em Veneza, Itália. Sob o título (Fr)Agile Systems), o pavilhão explora a dupla natureza da resiliência e da vulnerabilidade frente às mudanças climáticas, utilizando o rico patrimônio geológico e cultural do Paquistão como lente para examinar as desigualdades ambientais globais. Por meio de uma instalação impactante que apresenta o sal-gema — um material moldado pelo tempo, mas suscetível a transformações —, o pavilhão desafia as narrativas dominantes de adaptação climática, defendendo soluções localizadas e baseadas na natureza, em vez de abordagens universais e padronizadas.
AquaPraça em Veneza. Imagem cortesia de CRA-Carlo Ratti Associati
CRA–Carlo Ratti Associati e Höweler + Yoon projetaram a AquaPraça, um espaço de encontro flutuante voltado para o diálogo climático global que ancorará a COP30 em Belém, no Brasil. O projeto faz sua estreia na 19ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza em 5 de setembro de 2025. Em seguida, a estrutura embarcará em uma jornada transatlântica rumo ao Brasil, onde integrará o Pavilhão Italiano na COP30, realizada de 10 a 21 de novembro de 2025. Após o evento, a expectativa é que ela se torne um marco flutuante permanente na Amazônia, como parte da infraestrutura cultural de Belém.
Uma explosão destruiu 40% da cidade de Beirute em 4 de agosto de 2020. Cinco anos após as explosões no porto, a direção-geral da UNESCO visitou o Líbano para avaliar o trabalho da instituição na capital. As ações da UNESCO basearam-se no reconhecimento de que a explosão destruiu inúmeros edifícios e bairros históricos que abrigavam uma comunidade de profissionais da cultura, deixando um vazio no cenário cultural e na economia da cidade. A organização mobilizou esforços internacionais para restaurar, reativar e salvaguardar os edifícios patrimoniais de Beirute, além de escolas, museus e instituições culturais, buscando oferecer uma resposta abrangente para proteger o tecido cultural da cidade. Durante a visita em setembro, novos programas de restauração e reconstrução foram anunciados, incluindo a reabilitação da estação ferroviária de Mar Mikhael e do Grand Theatre de Beirute, além de apoio às indústrias culturais em Tiro e Baalbek.
Inside Out, Downside Up Pavilion / Slaatto Morsbøl. Imagem cortesia de Copenhagen Architecture Forum Copenhagen Architecture Forum (CAFx)
A primeira edição da Bienal de Arquitetura de Copenhague acontecerá de 18 de setembro a 19 de outubro de 2025. Organizado pelo CAFx (Copenhagen Architecture Forum), o evento marca a transição do antigo e anual Copenhagen Architecture Festival para uma plataforma mais ampla de exploração arquitetônica. O tema da edição inaugural, "Slow Down" (Desacelerar), convida os/as participantes a refletirem sobre como o ritmo acelerado da vida moderna afeta o ambiente construído. De acordo com a organização, essa mudança temática incentiva a projeção de espaços que promovem a sustentabilidade, a longevidade e um envolvimento consciente com o nosso entorno. Alinhada a essa visão, a organização lançou no início do ano uma convocatória aberta para propostas de pavilhões que incorporassem princípios de design circular e, ao mesmo tempo, servissem como polos de programação pública durante o evento. Duas propostas vencedoras — estruturas modulares projetadas por Slaatto Morsbøl e Tom Svilans x THISS Studio — foram selecionadas, trazendo, cada uma, uma abordagem distinta para a desaceleração arquitetônica.
O 'T' Space inaugurará a exposição New Hudson Valley Houses no dia 7 de setembro na Archive Gallery em Rhinebeck, Nova York. A exposição reúne dez residências recentemente projetadas por arquitetos e arquitetas como Stan Allen, Garrick Ambrose, Steven Holl, Toshiko Mori Architect e MOS, todas localizadas a menos de três horas da cidade de Nova York. Em vez de exibir obras concluídas por meio de fotografia, a apresentação apoia-se exclusivamente em maquetes e desenhos, convidando o público a conhecer o processo arquitetônico e as bases conceituais de cada projeto.
O Mies Crown Hall Americas Prize (MCHAP) acaba de anunciar o vencedor da quinta edição do MCHAP Americas Prize: a Thaden School, projetada por EskewDumezRipple, Marlon Blackwell Architects e Andropogon Associates. Localizado em Bentonville, no Arkansas, em um terreno de 30 acres, o campus explora a relação entre arquitetura, paisagem e comunidade no contexto educacional. O anúncio foi feito após um dia de celebrações no S.R. Crown Hall, no campus do Illinois Institute of Technology (IIT). O evento contou com apresentações de Masterclasses ministradas por estudantes do IIT e de universidades da região, além de uma mesa-redonda com os finalistas e o júri durante o Simpósio MCHAP.
Circularity Handbook / PILLS, JIN ARTS, typo_d, Archi-Neering-Design/AND Office, Róng Design Library, Valeria Tatano, Massimiliano Condotta, Xiaoqing Cui, Zhengwei Tang. Imagem cortesia da Bienal de Arquitetura de Veneza 2025
A 19ª Mostra Internacional de Arquitetura, organizada pela La Biennale di Venezia sob a curadoria de Carlo Ratti e sob o tema "Intelligens. Natural. Artificial. Coletivo", deve transformar Veneza em um "Laboratório Vivo" de experimentação e colaboração. Os projetos especiais deste ano vão além dos espaços tradicionais de exposição, integrando-se a diversos locais da cidade e ao Forte Marghera em Mestre, oferecendo uma perspectiva alternativa que amplia o alcance do discurso arquitetônico.
A Bienal promete ser uma plataforma dinâmica que reunirá mais de 750 participantes de diversas origens, incluindo arquitetos/as, engenheiros/as, matemáticos/as, cientistas do clima e artistas. Uma coalizão tão ampla, com mais de 280 projetos, reforça o foco da Mostra na inclusão e na colaboração interdisciplinar, aspectos essenciais para a adaptação. O processo de seleção propôs uma abordagem de baixo para cima, com uma chamada aberta por meio da iniciativa Space for Ideas, realizada entre maio e junho de 2024. A ação incentivou a participação de equipes globais, de vencedores/as dos prêmios Pritzker e Nobel a arquitetos/as e cientistas em início de carreira.
Faltando apenas alguns dias para o encerramento da 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza, que durou seis meses e meio, é possível olhar para trás e analisar algumas das contribuições mais notáveis dentro de sua estrutura temática. Marcada pela maior convocatória de participantes até hoje, a diversidade de temas da Bienal e a variedade de instalações em exibição vão além de uma recapitulação simples. Como parte dessa reflexão, diversas iniciativas podem ser destacadas como ilustrativas dos princípios refletidos no tema curatorial, "Intelligens. Natural. Artificial. Coletivo." Os conceitos entrelaçados no título de Carlo Ratti constituem um apelo para enfrentar a necessidade urgente de soluções substanciais em meio à aceleração da crise climática, posicionando a Bienal como uma plataforma para diversas propostas de projeto e experimentos organizados em torno de três formas de inteligência: natural, artificial e coletiva. Além dos pavilhões nacionais e de inúmeros eventos colaterais realizados por toda Veneza nos últimos seis meses, entre os mais de 700 participantes estão projetos que, na prática, incorporam quatro intenções compartilhadas: abrir conversas sobre o futuro, propor respostas sistêmicas às realidades locais, colocar a tecnologia no centro da inovação do design e buscar pesquisas de materiais enraizadas na sensibilidade local.
Plano diretor Nature Rocks para Jialeshui, Taiwan. Render. Imagem cortesia de MVRDV
MVRDV revelou o projeto de infraestrutura e instalações turísticas semelhantes a rochas para a área costeira taiwanesa de Jialeshui, um destino cênico no extremo sul de Taiwan. O governo do condado de Pingtung selecionou recentemente a proposta de projeto apresentada pelo MVRDV em colaboração com a HWC Architects para a transformação de uma área conhecida por suas formações rochosas esculpidas pelo vento e pela água, incluindo uma série de estruturas inspiradas nessas formas naturais. O projeto, um masterplan intitulado Nature Rocks, introduz uma rede de novos caminhos e espaços públicos, além de acrescentar edifícios de pequena escala, incluindo um centro de visitantes principal e três mirantes, dentro da área construída existente.
Durante uma apresentação ao vivo da 19ª Exposição Internacional de Arquitetura, o curador Carlo Ratti ofereceu um vislumbre da programação da edição deste ano. A Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025 contará com 66 Pavilhões Nacionais, com quatro países representados pela primeira vez: a República do Azerbaijão, o Sultanato de Omã, o Catar e o Togo. A exposição, dividida entre o Giardini (26), o Arsenale (22) e o centro de Veneza (15), explora o tema "Intelligens. Natural. Artificial. Coletivo", reunindo mais de 750 participantes, incluindo indivíduos e organizações que formam equipes interdisciplinares e multigeracionais. De acordo com os dados divulgados, a edição deste ano caminha para ser a maior Bienal de Arquitetura já realizada em Veneza.
Strada Brutalissima. Pavilhão da República da Macedônia do Norte na 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza, 2025. Imagem cortesia de Blagoja Bajkovski
O Pavilhão da República da Macedônia do Norte na 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza é dedicado à arquitetura brutalista de sua capital, Skopje. Esse movimento arquitetônico conferiu à cidade uma identidade marcante após o terremoto que a atingiu em 1963. Segundo o curador do pavilhão, o arquiteto Blagoja Bajkovski, no período posterior ao desastre, Skopje adotou o brutalismo a partir de diversas fontes. Uma das mais importantes foi o plano de reconstrução de Kenzo Tange, desenvolvido após um concurso internacional organizado pelas Nações Unidas em 1965. A exposição, intitulada Strada Brutalissima, retrata essa identidade, os eventos que a moldaram e as edificações que continuam a representá-la por meio de uma série de maquetes de arquitetura. Inspirado na Strada Novissima da Bienal de Arquitetura de Veneza de 1980, o projeto reinterpreta o conceito de uma "rua" expográfica, desta vez centrada no patrimônio brutalista de Skopje.
O Qatar anunciou que a arquiteta Lina Ghotmeh, fundadora e diretora do escritório parisiense Lina Ghotmeh — Architecture, foi selecionada para projetar seu pavilhão nacional permanente no Giardini della Biennale, a sede histórica da Bienal de Veneza desde 1895. O novo edifício será construído em um terreno adjacente ao Pavilhão do Livro e foi encomendado por Sua Excelência Sheikha Al Mayassa em nome do Estado do Qatar. Com esta adição, o Qatar torna-se um dos apenas 31 países com um pavilhão permanente no Giardini, unindo-se a um grupo seleto de nações com espaços de exposição dedicados. Apenas dois novos pavilhões nacionais foram inaugurados ali nos últimos 50 anos: a Austrália em 1988 e a República da Coreia em 1996. O novo Pavilhão do Qatar, projetado por Lina Ghotmeh, servirá como uma plataforma permanente para expor as contribuições artísticas e arquitetônicas do país, com exposições rotativas apresentadas a cada edição da Bienal.
Todos os anos, o Dia Mundial da População é celebrado em 11 de julho, com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre diversas questões demográficas, como a importância da urbanização, da igualdade de gênero, da pobreza, da saúde e dos direitos humanos. Em 2025, sob o tema "Empoderando a Juventude para Construir as Famílias que Desejam", as Nações Unidas chamam a atenção para a maior geração de jovens da história, da qual uma grande parte está atingindo a maioridade em contextos de rápida urbanização. Os centros urbanos continuam sendo fundamentais para a compreensão desses padrões demográficos, à medida que as cidades continuam a atrair populações em busca de oportunidades, estabilidade e acesso a serviços essenciais. Hoje, mais da metade da população global reside em áreas urbanas, uma parcela que deve aumentar para 66% até 2050.