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Dos aterros costeiros aos data centers: como a arquitetura da Índia se desenvolve em torno da água

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A arquitetura historicamente tratou a água como pano de fundo ou como um problema: uma vista a ser enquadrada, um perigo a ser drenado ou um serviço público a ser conectado. Na Índia contemporânea, ganha forma uma relação de impacto muito maior. A água continua sendo um recurso ecológico compartilhado, mas as terras e a infraestrutura ao seu redor são cada vez mais financiadas e defendidas como ativos econômicos. Litorais são estendidos para comportar o tráfego e as margens de lagos tornam-se zonas de desenvolvimento imobiliário lucrativas. Essa tomada de decisão passa por múltiplas instituições com vocabulários distintos, o que desafia a definição de quem determina como a água e seu entorno são utilizados e quem arca com as consequências.

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Dos átomos aos universos: a arquitetura de tudo na era da inteligência artificial

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A IA tornou-se um produto de consumo mais rapidamente do que se consolidou como uma disciplina. A cada semana surgem novos modelos e mais informações do que qualquer pessoa é capaz de absorver, tornando o consumo acrítico a resposta mais fácil. A arquitetura necessita de uma estratégia diferente, fundamentada na crítica e no método. A IA está agora adquirindo inteligência espacial — a capacidade de compreender como o espaço físico se comporta —, e profissionais de arquitetura podem testar um projeto em relação ao seu entorno ainda durante o processo de concepção. Usada com discernimento, a IA pode aproximar profissionais de arquitetura da natureza e de sua complexidade, qualificando ainda mais a prática da construção. Simulamos o mundo para aprender a habitá-lo.

Dia Mundial das Cidades 2026 explora "Regenerando a Cidade: Habitação Adequada para Todas as Pessoas"

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No dia 31 de outubro, o Dia Mundial das Cidades de 2026 será celebrado sob o tema "Regenerando a Cidade: Habitação Adequada para Todos". Sediada em Fuzhou, na China, a celebração global deste ano foca em como a regeneração urbana pode ampliar o acesso à habitação adequada por meio da melhoria de bairros, infraestruturas e espaços públicos existentes. Segundo as Nações Unidas, até 3,4 bilhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso a moradia adequada, segurança de posse, serviços básicos ou condições de vida acessíveis. Esse desafio evidencia a necessidade de abordagens que considerem a habitação em conjunto com as condições mais amplas da vida urbana, incluindo resiliência ambiental, conectividade e acesso a serviços essenciais.

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Oxford Street, em Londres, inaugura sua primeira fase livre de carros

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Em 2016, o prefeito de Londres, Sadiq Khan, manifestou pela primeira vez a intenção de transformar a Oxford Street, localizada na City de Westminster, no centro de Londres, em uma via exclusiva para pedestres. O plano original previa a conclusão do projeto em 2020, mas, após duas consultas públicas, a iniciativa foi bloqueada em 2018. Retomada em 2024, a proposta avançou após duas novas consultas públicas que demonstraram apoio majoritário entre os participantes. A aprovação final foi concedida em fevereiro de 2026 e, na segunda-feira, 26 de outubro, um trecho de quase um quilômetro — da Orchard Street à Great Portland Street — teve o tráfego de veículos interrompido. Este marco assinala a primeira fase do programa: a seção agora está fechada para carros particulares, ônibus, táxis, veículos de aplicativo, bicicletas, patinetes e bicitáxis.

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Arquitetura moderna na Bahia: clima e cultura na obra de Assis Reis

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O dia 24 de outubro marcou 100 anos do nascimento do arquiteto brasileiro Francisco de Assis Couto Reis (1926-2011), que viveu e teve a maior parte da sua obra construída na cidade de Salvador, Bahia. Assis Reis, como era mais conhecido, teve sua trajetória marcada não apenas pelas edificações que projetou, mas também pelas suas propostas de requalificação urbana, pelo projeto para o Pavilhão Brasileiro na Exposição Internacional de Osaka, no Japão (não construído) e pelo Modelo Reduzido da Cidade de Salvador, tombado em 2020. Sua ampla e variada produção faz parte de um momento específico da expressão moderna no Brasil, em que os arquitetos, desta chamada "segunda geração", se mostravam particularmente preocupados em questões como adaptações às condições climáticas, geográficas e culturais do local.

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Além da habitação acessível: integrando infraestrutura cívica em empreendimentos de uso misto nos EUA

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Durante grande parte do século XX, a habitação social nos Estados Unidos foi concebida como uma categoria residencial distinta, moldada por estruturas de financiamento e práticas de incorporação que segregavam a moradia para populações de baixa renda das funções cívicas e comerciais mais amplas da cidade. A legislação federal de habitação e as políticas subsequentes de renovação urbana contribuíram para a construção de grandes conjuntos residenciais que, frequentemente, eram financiados e geridos de forma independente da infraestrutura urbana circundante. As consequências dessa abordagem — que incluem a concentração da pobreza, a deterioração das edificações, a desigualdade no acesso a serviços e a posterior demolição de importantes projetos de habitação pública — estão amplamente documentadas.

Hoje, a provisão de habitação social está estreitamente vinculada a mecanismos econômicos e regulatórios que determinam sua viabilidade, desde o valor da terra e custos de construção até leis de zoneamento e subsídios públicos. Os programas de crédito habitacional desempenham um papel significativo no financiamento do aluguel social, ao passo que a alocação de recursos em regime de concorrência e a pressão para maximizar a entrega de moradias impõem uma forte ênfase na conformidade regulatória.

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Antalya se prepara para sediar a COP31 e Foster + Partners revela o World Trade Center Yerevan: Resumo da semana

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As notícias de arquitetura desta semana abrangem uma série de projetos que respondem às necessidades em constante mudança das cidades, desde a adaptação de locais existentes até o desenvolvimento de novos espaços culturais e públicos. Enquanto Antália se prepara para sediar a COP31, projetos em Roterdã e Pittsburgh focam na renovação de instituições culturais consagradas, ao passo que empreendimentos em Copenhague, Chicago e Tbilisi exploram novas abordagens para lazer, acesso público e regeneração urbana. Paralelamente, o escritório Foster + Partners revelou planos para um complexo de uso misto em Yerevan, o VG13 Architects venceu o concurso para um novo estádio e distrito esportivo em Zagreb, e o Aria Property Group apresentou um setor residencial e público em Brisbane antes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2032.

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Documentário "The Human Shelter" questiona o que define um lar, do Japão a Uganda

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The Human Shelter: Expedition into What Makes a Home é uma investigação sobre o sentimento de lar. Dirigido por Boris Bertram e financiado pela IKEA, o filme analisa modos de vida atuais na Noruega, no Iraque, nos Estados Unidos, na Nigéria, no Japão, em Uganda e na Islândia, questionando o papel da moradia para projetá-la no futuro. Por meio de imagens e narrativas pessoais, o documentário associa o conceito de lar à paisagem, ao movimento e ao assentamento, ao tempo, à migração e à segurança, à vulnerabilidade e à natureza. Como as populações deslocadas constroem um lar? Quando um abrigo se torna um lar? Retratos, histórias e abrigos em quatro continentes oferecem ao público um vislumbre das respostas a essas grandes questões em uma jornada cinematográfica de uma hora.

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Obra Blanca 2026 reuniu mais de 23.000 profissionais do setor em sua sétima edição

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O contato direto com um material permite apreciar texturas, comparar acabamentos e observar como sua aparência se transforma sob diferentes condições de luz. Em uma exposição, essas possibilidades são complementadas pela troca de experiências com fabricantes e profissionais, o que ajuda a compreender suas aplicações e a esclarecer dúvidas sobre seu uso. Essa relação entre exploração material e prática arquitetônica foi um dos eixos da sétima edição da Obra Blanca, que reuniu mais de 23.000 profissionais na Expo Santa Fe, na Cidade do México.

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Ficções Construídas: Por dentro da obra de Balsa Crosetto Piazzi

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Balsa Crosetto Piazzi é um escritório de arquitetura fundado em 2015, sediado em Córdoba, Argentina, e Boston, EUA. Liderado por Juan Manuel Balsa, Rocío Crosetto Brizzio e Leandro Piazzi, o escritório tem como essência de seu trabalho a dimensão material da arquitetura. Para o trio, um edifício não é apenas um objeto acabado, mas sim uma forma de organizar tudo o que envolve a sua construção. Seu trabalho é moldado por um processo lento; durante as etapas de projeto e obra, dedicam atenção à origem dos materiais, a quem executa a construção, às habilidades que essas pessoas já possuem e ao que está realmente disponível no entorno. Dessa forma, a obra construída torna-se uma plataforma que funciona como ponto de partida, reunindo todas essas partes. Nesse sentido, também descrevem seus projetos como oportunidades para "desconstruir condições arraigadas".

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5 aspectos a considerar ao planejar soleiras internas

 | Em colaboração
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A abertura entre dois ambientes define a maneira como as pessoas se movem pelo edifício, o que visualizam de um espaço para outro e se uma área parece integrada ou isolada. Embora as portas estejam entre os elementos arquitetônicos internos mais utilizados, seu impacto na organização interna costuma ser considerado tardiamente no processo de projeto. No entanto, seu movimento e sua relação com as superfícies adjacentes influenciam a circulação, o layout do mobiliário e a percepção do espaço.

Em reformas residenciais, essas decisões são particularmente importantes. Paredes existentes, elementos estruturais, instalações prediais e a altura do pé-direito podem limitar as opções, ao passo que os novos layouts frequentemente buscam equilibrar a integração dos ambientes com a necessidade de privacidade. Já em novas construções, arquitetos/as desfrutam de maior liberdade para coordenar cavidades nas paredes, forros e mecanismos de portas desde o início do projeto.

Desenterrando o solo: arquitetura e a política da água

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Quando os ostrogodos cercaram Roma em 537 d.C., seu primeiro ato militar foi cortar os aquedutos. Onze canais alimentados por gravidade abasteciam a cidade com até um milhão de metros cúbicos de água por dia — volume mais do que suficiente para sustentar uma população de mais de um milhão de habitantes, abastecer as termas públicas e limpar os esgotos. Sem os aquedutos, Roma tornou-se um recinto fortificado em torno de um rio poluído, provando que a água era essencial para a própria existência da cidade.

Ao contrário da terra, que pode ser cercada, ou do petróleo, que pode ser armazenado, a água é um recurso que ninguém consegue possuir por completo, mas do qual todos dependem. Ela se move por aquíferos, atravessa fronteiras e corre pelos rios. Os romanos tinham consciência disso: como os aquedutos constituíam uma infraestrutura pública, a água que vertia nas fontes era acessível a todos. Frontino, o administrador que supervisionou o sistema de águas de Roma no século I d.C., documentou cada alocação, cada ligação clandestina e cada abuso do sistema com o rigor de quem compreendia que a gestão da água era um ato cívico. A arquitetura, sob essa ótica, sempre teve a capacidade de tornar a água um bem comum e, na mesma medida e pelos mesmos meios, um privilégio.

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Water Culture House, do escritório Kengo Kuma & Associates, será inaugurada em Copenhague em 5 de dezembro de 2026

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Projetada pelo escritório Kengo Kuma & Associates em colaboração com o Cornelius Vöge Atelier for Architecture e o Vilhelm Lauritzen Architects, a KAI Water Culture House tem abertura prevista para 5 de dezembro de 2026, em Papirøen (Paper Island), em Copenhague, na Dinamarca. O equipamento público de 5.800 m² reúne dez piscinas cobertas e ao ar livre, instalações de bem-estar, espaços culturais e acesso ao porto de Copenhague. Composto por cinco torres de tijolos sobre uma base envidraçada, o projeto integra natação, lazer e programação cultural como parte da transformação contínua da orla da cidade.

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AD-WO renovará o Heinz Architectural Center no Carnegie Museum of Art, em Pittsburgh

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O Carnegie Museum of Art, em Pittsburgh, comissionou o escritório de arquitetura e desenho urbano AD-WO para redesenhar o Heinz Architectural Center. Liderado por Emanuel Admassu and Jen Wood, o escritório — que é um dos vencedores do ArchDaily 2026 Next Practices Awards — foi reconhecido por explorar as relações entre pessoas, lugar, história e cultura material, trazendo uma abordagem interdisciplinar para a experiência da arquitetura. O Heinz Architectural Center é o fórum do museu dedicado a apresentar, explorar e incubar ideias arquitetônicas, atualmente localizado no edifício principal da instituição, que data de 1907. O novo projeto visa transformar o centro em uma instalação contemporânea que integre exposições, acervos, pesquisa, aprendizado e engajamento público. O AD-WO está trabalhando em parceria com o escritório R3A como arquiteto local, a Buro Happold para engenharia e sustentabilidade, a Tillotson Design Associates para projeto de iluminação e a VizzAcoustics para a acústica.

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Habitar como investigação: fios da 20ª Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires

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Habitar um espaço envolve múltiplos fatores econômicos, sociais, culturais, geográficos, políticos e ambientais. Para além dessas considerações, no entanto, o habitar dialoga com processos, limites e possibilidades que têm sido constantemente objeto de investigação arquitetônica. “Somos construtores de uma sociedade”, declarou Solano Benítez durante sua palestra intitulada O Lugar da Arquitetura na Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires. Por meio de uma série de conferências internacionais, exposições distribuídas por diferentes pontos da cidade e atividades abertas a todas as gerações, a 20ª Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires examinou o valor do habitar, reconhecendo a arquitetura como a disciplina que confere sentido a como e onde vivemos e, consequentemente, a como existimos em sociedade.

Em suas seis sedes principais e nas inúmeras instituições parceiras, emerge um tema comum: a existência humana explorada a partir de diferentes modos de habitar, do compartilhamento de saberes, do contraste de experiências e do debate sobre os desafios contemporâneos enfrentados pela arquitetura.

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A Forma Segue a Formação: Como a arquitetura trabalha com formas geológicas

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Um cânion é um espaço que ninguém projetou. Suas paredes expõem camadas de rocha depositadas ao longo de milhões de anos, e a passagem entre elas existe porque a água lentamente desgastou essa rocha. Geleiras moldaram vales de maneira semelhante, deixando encostas para trás à medida que o gelo recuava. Muito antes de arquitetos e arquitetas começarem a moldar espaços, a Terra já os produzia.

Há muito tempo, arquitetos e arquitetas buscam no solo sua geometria. Um penhasco pode sugerir um corte; uma cavidade, um cômodo; e a rocha estratificada, uma forma de empilhar materiais. Alguns profissionais constroem diretamente em uma formação existente, ocupando uma encosta ou cavidade no próprio local. Outros estudam uma formação e reproduzem algumas de suas características em outro lugar, desde dados geológicos precisos até a experiência geral de uma paisagem.

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O que é madeira modificada? Como a tecnologia está ampliando as possibilidades da madeira

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A madeira é utilizada na construção civil há milhares de anos. Trata-se de um recurso natural, renovável e versátil, mas sua reação à umidade exige atenção no projeto e na especificação. Oscilações nas condições de umidade podem fazer com que o material sofra inchamento e retração, enquanto a exposição prolongada à água pode propiciar o surgimento de fungos e o consequente apodrecimento. Diante disso, historicamente, o uso de madeira em áreas externas exigia a escolha de espécies de alta durabilidade natural, a proteção mecânica ou química do material, ou ainda soluções de projeto adaptadas ao comportamento físico da madeira. A modificação da madeira surge como uma abordagem alternativa: alterar certas propriedades da própria matéria-prima.

RAMSA revela projeto de novo hall de entrada para o Griffin Museum of Science and Industry, em Chicago

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O escritório RAMSA (Robert A.M. Stern Architects) apresentou o projeto para o novo Hall de Boas-Vindas do Kenneth C. Griffin Museum of Science and Industry (Griffin MSI) em Chicago, Illinois. A proposta prevê a reabertura do histórico Pórtico Norte do edifício como um acesso permanente durante todo o ano, além da introdução de um novo volume envidraçado que conectará o pórtico às salas de exposição do museu. A intervenção faz parte de um plano diretor concluído pelo RAMSA em 2024, focado em otimizar o uso das áreas expositivas e públicas existentes.

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Do amianto aos fungos: oito novos materiais feitos a partir de resíduos e matéria viva

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A arquitetura é, acima de tudo, uma realidade material. Os materiais que nos cercam são o resultado de uma cadeia de considerações construtivas, econômicas, estéticas e, em exemplos mais contemporâneos, ambientais. As decisões são moldadas pela tecnologia disponível, pelas técnicas viáveis, pelas expectativas de tempo e pelos marcos regulatórios. Para enfrentar as pressões sobre o nosso ambiente construído, essas condições multidimensionais precisam mudar por meio daquilo que chamamos de inovação: a criação tangível de novos produtos e estratégias com capacidade de resolver problemas. Matéria é o termo geral para a substância física que possui massa e ocupa espaço. Quando a matéria ganha uma forma, um tipo específico ou uma aplicação útil, ela se torna material. Portanto, a transformação material exige ir além da reciclagem e do reuso: trata-se de combinar a matéria existente para criar novos materiais que abram novas possibilidades para a construção. As pesquisas apresentadas a seguir sugerem que demonizar os materiais existentes é desnecessário, desde que exista essa capacidade de inovação.

Represados entre a escassez de energia e de água: a Grande Barragem do Renascimento Etíope e o Nilo

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Toda grande barragem divide tanto quanto conecta, e a Grande Barragem da Renascença Etíope não é exceção. Um feito monumental de arquitetura e engenharia, a megabarragem reuniu a todos, para o bem ou para o mal, para questionar quem tem o direito de declarar soberania sobre as riquezas do rio, seja a água ou a força motriz, e para desafiar os tratados do Nilo da era colonial.

Inaugurada em setembro de 2025, a Grande Barragem da Renascença Etíope, ou GERD (na sigla em inglês), é uma imponente estrutura de concreto no Nilo Azul, no oeste da Etiópia, na região de Benishangul-Gumuz, situada a apenas 30 quilômetros rio acima e a leste da fronteira com o Sudão.

Construída para ser uma das principais fontes de energia hidrelétrica do mundo — figurando consistentemente entre as maiores do planeta —, a obra simboliza a soberania nacional da Etiópia, sua ascensão rumo ao desenvolvimento econômico exponencial e sua autodeterminação tecnológica. Diante disso, por que ela se tornou o centro de uma longa disputa sobre segurança hídrica regional e direito internacional envolvendo Etiópia, Sudão e Egito?

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Transbordamento planejado: como Singapura equilibra inundações, canais e espaço público

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No Bishan–Ang Mo Kio Park, em Singapura, o rio não ocupa um limite fixo. Em condições normais, a água corre por um canal naturalizado ladeado por gramados, vegetação e caminhos que aproximam os/as visitantes do rio. Durante chuvas intensas, a água se espalha pelo parque ao redor, projetado para acomodar fluxos que excedem a capacidade do canal mais estreito. O que parece ser uma paisagem pública funciona também como infraestrutura ativa. A abordagem de Singapura mantém a engenharia de drenagem, ao mesmo tempo em que atribui um papel mais amplo ao território circundante.

Durante décadas, a rede de canais de concreto de Singapura foi fundamental para a gestão de águas pluviais em uma cidade densamente desenvolvida e exposta a intensas chuvas tropicais. Suas superfícies rígidas e canais definidos foram projetados para escoar a água de forma eficiente. Embora esses canais movessem as águas pluviais com eficácia, ofereciam espaço limitado para acesso público, vegetação ou outros usos ao longo das margens. Por meio de seu Programa Águas Ativas, Belas e Limpas (ABC Waters), lançado em 2006, Singapura começou a integrar as vias navegáveis a parques, sistemas ecológicos e espaços públicos. O programa vincula a gestão de águas pluviais ao desenho de parques, canais e espaços públicos.

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Politecnica, Park Associati e AMDL CIRCLE vencem concurso para polo cultural no Valle Camonica, patrimônio da UNESCO na Itália

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Uma equipe liderada pela Politecnica Building for Humans, com Park Associati e AMDL CIRCLE como co-líderes de projeto arquitetônico, e o Studio Mattioli responsável pelas áreas de geologia e arqueologia, venceu o concurso para um novo polo cultural em Ceto, na Itália. O projeto transformará a antiga fábrica de tecidos Società Filati Niggeler & Kupfer em um complexo que abrigará espaços expositivos, instalações de pesquisa, um auditório e serviços de apoio ao visitante. Localizada em Valle Camonica, uma região conhecida por suas gravuras rupestres pré-históricas, a proposta aborda o terreno a partir da relação entre o patrimônio industrial, a arqueologia e a paisagem circundante.

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Stefano Boeri Architetti é selecionado para transformar antiga fábrica de locomotivas em bairro verde em Tbilisi

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O concurso de arquitetura LOCO Alliance em Tbilisi, Geórgia, foi organizado para transformar uma área industrial desativada de 73.600 m², onde funcionava a antiga Fábrica de Locomotivas Elétricas de Tbilisi da era soviética na área residencial de "Temka", em um novo bairro verde e destino cultural chamado Loco Park. Em 18 de outubro de 2026, a LOCO Alliance anunciou oficialmente o projeto do escritório Stefano Boeri Architetti como o selecionado para a transformação do local, com as imagens oficiais do masterplan reveladas em 23 de outubro. O masterplan selecionado foi projetado para integrar o patrimônio industrial da fábrica com arquitetura contemporânea, espaços públicos com vegetação densa e centros de lazer comunitários. O local já abriga eventos culturais de grande escala, organizados em paralelo ao concurso formal do masterplan.

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Construindo a vista: 4 casas brasileiras que emolduram o mar

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Ao longo da história, as pessoas têm buscado formas de ver o mundo. Na pintura renascentista, a perspectiva linear tornou esse impulso explícito ao transformar a tela em uma janela, organizando a profundidade a partir de um ponto de vista fixo. Em seu tratado De Pictura (1435), Leon Battista Alberti descreveu a pintura como uma janela aberta para aquilo que se deseja representar. A paisagem, nesse sentido, deixou de ser meramente o que estava diante dos olhos e passou a ser uma construção visual, uma realidade selecionada e organizada pelo olhar.

A arquitetura opera de maneira muito semelhante. Uma janela determina o que pode ser visto, de onde é visto e, consequentemente, o que passa a fazer parte da experiência cotidiana. Essa questão foi central para a arquitetura moderna e encontrou um de seus debates mais emblemáticos na década de 1920.

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