
-
Arquitetos: HA-HA Design & Development
- Área: 700 m²
- Ano: 2026


A arquitetura esta semana volta-se para a questão do que o ambiente construído pode tornar possível e do que ele pede em troca. Discussões sobre democracia e espaço público analisam como a arquitetura pode apoiar a participação, a equidade e a vida coletiva, enquanto novos projetos residenciais e culturais exploram como os edifícios podem responder às mudanças nas necessidades sociais por meio da adaptabilidade, do compartilhamento de espaços e do reúso de estruturas existentes. Essas preocupações estendem-se aos espaços de exposição, onde a Bienal de Arquitetura de Tallinn examina os custos menos visíveis da construção e a Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires analisa as diversas formas pelas quais a arquitetura molda o habitar. Diante desses diferentes contextos, a arquitetura surge como uma forma de negociar acesso, recursos, comunidade e o valor a longo prazo do ambiente construído.

O MAD, escritório de arquitetura fundado por Ma Yansong, revelou o projeto para o Danshuis, um novo centro de dança planejado para Roterdã, nos Países Baixos. Situado em uma área emblemática da histórica região portuária da cidade, ao lado do Fenix Museum of Migration — também projetado pelo MAD —, o projeto tem previsão de inauguração para 2030. O centro de 9.500 metros quadrados transformará um antigo galpão Art Déco de 1923, localizado na margem sul do Rio Mosa. Concebido como um polo de produção, desenvolvimento e prática de dança em diversos estilos, o Danshuis busca reunir programações profissionais e amadoras voltadas a diferentes idades e níveis de experiência.



Nesta semana na arquitetura, debates sobre a vida útil dos edifícios, a evolução das instituições culturais e o projeto responsivo ao clima destacaram como a prática contemporânea se estende cada vez mais para além do momento da construção. De discussões sobre demolição e reuso adaptativo a novos museus que integram paisagem e desempenho ambiental, os acontecimentos da semana refletem a mudança de prioridades em torno da permanência, da transformação e do valor público. Paralelamente a esses projetos, importantes anúncios institucionais, desde os finalistas do Prêmio RIBA Stirling até a eleição da nova liderança da UIA, oferecem um panorama das agendas arquitetônicas que moldam a profissão em diferentes escalas e geografias.

O escritório MVRDV venceu o concurso internacional de projeto organizado pela empresa social Shift para projetar a Shift Embassy, um novo destino cultural planejado para o distrito em desenvolvimento de Waterkant, em Roterdã. Concebida como um híbrido entre arquitetura e paisagem, a proposta, intitulada "Rotterdam ROCKS!", combina espaços expositivos, hotelaria, educação, equipamentos públicos e infraestrutura ecológica em um edifício de acesso público, cujo objetivo é apoiar a missão da Shift de engajar visitantes em desafios ambientais e sociais. O projeto fará parte do Waterkant, um desenvolvimento urbano de grande escala na margem sul do rio Mosa, planejado para incluir 3.750 moradias, além de escolas, locais de trabalho, espaços culturais e áreas públicas.





Os Países Baixos são conhecidos internacionamente como uma nação que busca inovação em larga escala, desenvolvendo sistemas estatais para proteger suas terras e aprimorar a qualidade de vida de seus cidadãos. As propostas ousadas de arquitetos e urbanistas como Gerrit Rietveld, Piet Blom, Rem Koolhaas e o Office for Metropolitan Architecture (OMA) têm impacto global, desafiando as formas tradicionais de prática.
Ainda assim, o país enfrenta desafios tanto esperados quanto inesperados, desde uma grave escassez de habitação até a crescente preocupação em relação às alterações climáticas e à evolução das ideias sobre ecologia. Nas palavras da curadora Suzanne Mulder, o país está "mais uma vez na prancheta", à medida que arquitetos, urbanistas e designers retomam as conversas sobre o futuro, olhando para as lições do passado. Para auxiliá-los nesse processo, o Nieuwe Instituut de Roterdã está organizando a exposição "Projetando os Países Baixos: 100 anos de Futuros Passados e Presentes".

À medida que começamos 2024, as cidades europeias apresentam vários marcos de desenvolvimento urbano que estão traçando o caminho para o novo ano. Sob os temas de mobilidade urbana em Bruxelas, sustentabilidade em Valência, Smart Cities em Roterdã e resfriamento urbano em Paris, cada cidade está tentando mostrar progressos rumo à 2030. Nessas diversas estruturas urbanas, as cidades europeias estão demonstrando um compromisso em definir desafios e trabalhar para moldar um futuro climaticamente consciente.

Projetada pela Powerhouse Company, a Baan Tower começou a ser construída no bairro remodelado de Baan, em Roterdã, Países Baixos. A torre residencial pretende oferecer uma arquitetura sustentável focada no bem-estar dos moradores, dizem os idealizadores. Após a conclusão, o arranha-céu abrigará 427 apartamentos disponíveis para aluguel. Sete anos após o início do projeto, a proposta recentemente recebeu a licença de construção e a expectativa é que seja finalizado até 2026.

O Museu FENIX, projetado por MAD Architects, está previsto para inaugurar em 2025 no porto da cidade de Roterdã. O espaço pretende contar as histórias das migrações globais através do encontro entre arte, arquitetura, fotografia e história. O museu começou a ser construído em 2020, quando as primeiras imagens do projeto foram divulgadas. A MAD Architects está também colaborando com o Bureau Polderman para restaurar um armazém histórico de 1932, que será a base e o ponto inicial da experiência museológica.

Entre os dias 4 e 8 de outubro ocorre a 15ª edição do Festival de Cinema de Arquitetura de Roterdã (Architecture Film Festival Rotterdam - AFFR) . O programa envolve uma extensa lista com quase 100 filmes sobre arquitetura e a cidades, com figuras proeminentes como Rem Koolhaas, Inez Weski e Martin Koolhoven entre os convidados. O festival inclui estreias de filmes, exibições clássicas, excursões, entre outras atividades.
