"It’s About Time", a 10ª edição da Bienal de Arquitetura de Rotterdam, é um manifesto de sete semanas que mostra cursos realistas em direção a um futuro habitável em um momento em que as consequências das mudanças climáticas estão se tornando cada vez mais aparentes. Há meio século, as consequências das mudanças climáticas foram previstas no relatório Os Limites do Crescimento, de 1972. Ele descreve as possíveis consequências de um aumento exponencial da população, da produção agrícola e da extração de recursos. O relatório é visto por muitos como o início da conscientização ambiental. A Bienal de Arquitetura de Roterdã tem como objetivo colocar essas mudanças em perspectiva, olhando tanto para o passado quanto para o futuro possível.
O Het Nieuwe Instituut em Roterdã, na Holanda, inaugura o The Energy Show e a Bienal Solar na sexta-feira, 9 de setembro de 2022. Em colaboração com a designer e curadora da Bienal Solar Matylda Krzykowski e os designers solares Marjan van Aubel e Pauline van Dongen, a exposição apresenta uma série de projetos que exploram o significado e as possibilidades do sol na sociedade, no meio ambiente e na arquitetura. Com a Europa em meio a uma crise energética, o Energy Show e a Bienal Solar são uma oportunidade para arquitetos e o público examinarem a transição para a energia solar e a tecnologia à medida que avançamos em direção a um futuro pós-carbono.
Projetada por Rotterdam Rooftop Days e MVRDV, a Rotterdam Rooftop Walk finalmente abriu ao público. A instalação proporciona aos visitantes uma nova perspectiva da cidade, com uma passarela aérea de 30 metros de altura que se estende pelos telhados da cidade, desde a cobertura da loja de departamentos The Bijenkorf até o topo do embasamento do World Trade Center. O projeto tem como objetivo mostrar como as coberturas podem fornecer uma camada adicional de infraestrutura pública em uma cidade densa, onde o espaço público é escasso. A Rotterdam Rooftop Walk fica aberto de 26 de maio a 24 de junho, das 10h às 20h.
Preparando o cenário para o Mês da Arquitetura de Roterdã em junho, a MVRDV projetou uma plataforma temporária no Het Nieuwe Instituut em Roterdã. O espaço para eventos com 600 m² intitulado The Podium será elevado 29 metros e pintado com uma cor rosa choque, tornando-o visível a todos os pedestres no nível do solo. A instalação será aberta ao público em 1º de junho, coincidindo com a inauguração do Festival do Mês de Arquitetura de Roterdã, e continuará a ser utilizada para eventos até 17 de agosto.
Istanbul, Turquia. Imagem via Shutterstock by kukuruxa
A Bloomberg Philanthropies revelou as 15 cidades vencedoras do seu Global Mayors Challenge 2021-2022. Os projetos escolhidos entre participantes de seis continentes “buscam melhorias nas áreas de recuperação econômica e crescimento inclusivo, saúde e bem-estar, clima e meio ambiente, gênero e igualdade”. As cidades vencedoras, que incluem Istambul, Roterdã, Butuan e Wellington, receberão US$ 1 milhão e apoio externo para desenvolver seus programas.
No ano passado, uma série de novos museus, ampliações e várias reformas em museus, abriram suas portas ao público, acrescentando uma nova dimensão à paisagem cultural ao redor do mundo. Desde a tão esperada reabertura da Neue Nationalgalerie em Berlim, até a fusão do Museu de Arte Jining de Ryue Nishizawa com a paisagem, e o reflexivo Art Depot da MVRDV. Descubra a arquitetura dos mais recentes locais de arte e cultura.
O MVRDV acaba de apresentar novas imagens de um projeto de intervenção temporária em Roterdã, uma estrutura que permitirá aos moradores e visitantes acessarem uma série de coberturas de edifícios históricos no centro da cidade. Procurando explorar todo o potencial destes espaços—tantas vezes ociosos e subutilizados—, expandindo assim o domínio público e a acessibilidade na cidade. Desenvolvido no contexto do festival Rotterdam Rooftop Days, a edição deste ano contará com uma ponte suspensa que permitirá aos moradores e turistas da cidade de Roterdã transitarem entre a cobertura do edifício The Bijenkorf e o topo do World Trade Center, a qual ficará aberta ao público entre os dias 26 de maio e 24 de junho de 2022, durante o Mês da Arquitetura de Roterdã.
O Depot Boijmans Van Beuningen, primeiro depositório de arte totalmente acessível do mundo projerado pelo MVRDV, abriu suas portas ao público. A abertura oficial aconteceu hoje, 5 de novembro, e a partir de amanhã o público já poderá acessar as dependências do equipamento. Localizada no Museumpark no centro de Roterdã, Países Baixos, a estrutura possui salas de exposição, jardim no terraço, um restaurante e oferece uma visão dos bastidores do mundo dos museus, tornando as coleções de arte acessíveis ao público.
O recente agravamento das mudanças climáticas e os decorrentes desastres naturais que cada dia mais frequentemente assolam o nosso planeta, juntamente com a contínua exploração predatória dos recursos naturais e os poucos esforços que têm sido feitos para diminuir a emissão de gases do efeito estufa, levantam uma preocupação crescente sobre o futuro da vida nas cidades. Para além de todos os esforços necessários para minimizarmos o agravamento das mudanças climáticas em curso, se faz iminente que comecemos a pensar e desenvolver estratégias que nos permitam preparar nossas cidades para os inevitáveis desafios que estão chegando, como aumento dos níveis das marés e das inundações por um lado, e a seca e o calor extremo de outro. Pensando nisso, o artigo a seguir nos convida a pensar e refletir como poderíamos construir cidades mais resilientes, permitindo que as mesmas se adaptem e se transformem em resposta aos desafios do futuro.
Na reedição desta semana, o autor Walter Jaegerhaus explora o desafio da habitação nos EUA, traçando uma linha do tempo da evolução de diferentes soluções arquitetônicas de todo o mundo. Buscando "inspirar arquitetos de hoje a criar novas opções de habitação" e esperando "que os EUA possam novamente abraçar suas origens experimentais e testar novas ideias e métodos", o artigo destaca exemplos da Europa e das Américas.
O MVRDV acaba de lançar um projeto para o novo Centro de Exposições de Roterdã, implantado em pleno coração do maior porto da Europa. Com a expectativa de ser inaugurado já em 2024, o Harbour Experience Center—como está sendo chamado o mais recente projeto desenvolvido pelos arquitetos holandeses—é composto por cinco níveis expositivos sobrepostos, as quais permitirão aos visitantes enquadrarem belíssimas perspectivas sobre o skyline da cidade de Roterdam, além de contar com uma série de terraços jardins acessíveis através de uma escada exterior escultórica. O projeto é um desdobramento do FutureLand, um centro de informações temporário construído pelo MVRDV em 2009, cujo sucesso de púbico impulsionou o desenvolvimento do projeto de um edifício permanente para o local.
Voltando a atenção para um recurso espacial ainda pouco explorado, o MVRDV produziu um catálogo com 130 ideias inovadoras para coberturas planas em Roterdã, apresentando uma potencialidade para o desenvolvimento da cidade. Encomendado pela prefeitura e desenvolvido em conjunto com o Rotterdam Rooftop Days, o Rooftop Catalogue ilustra como a requalificação de coberturas pode contribuir em questões como escassez de solo urbano e mudanças climáticas, ao passo que também aborda o lado prático de se reaproveitar esses espaços.
A medida que os ambientes urbanos se tornam cada vez mais densos, é preciso aproveitar ao máximo cada centímetro quadrado de área disponível. Pensando nisso, arquitetos e arquitetas do mundo todo recentemente descobriram o enorme potencial das coberturas existentes dos edifícios urbanos, na maioria das vezes, espaços subutilizados e de difícil acesso. Além do mais, coberturas e telhados chegam a somar juntas até 25% da área de superfície total disponível em uma cidade. Podendo ser utilizadas tanto como áreas verdes e cultiváveis quanto como espaços públicos e acessíveis, estes jardins suspensos estão sendo pouco a pouco incorporados à infraestutura urbana de várias cidades ao redor do mundo. Neste contexto, este artigo procura analisar em profundidade o real potencial desta estratégia para a criação de uma nova camada de espaços públicos acessíveis em cidades densamente ocupadas.
O escritório Mecanoo desenvolveu um novo projeto para o icônico Centro Marítimo no Rijnhaven em Roterdã. Localizado no meio da água, o projeto apresenta uma geometria orgânica que contrasta com a atmosfera industrial do porto circundante. Parcialmente subaquático, o projeto será um ponto de convergência para a ciência, a cultura e os negócios.
Roterdã é uma cidade de história industrial que dependeu durante muito tempo de seu porto – um dos maiores da Europa. Transformações econômicas e sociais ao longo do século XX levaram ao abandono de parte de seu parque industrial e, nas últimas décadas, muitos destes equipamentos de grande escala passaram a abrigar programas comerciais e de entretenimento.
O exemplo mais recente é a antiga Fábrica Codrico, que receberá um novo plano diretor e edifícios projetados por Mecanoo, SHoP Architects, Office Winhov e Crimson Architectural Historians. Intitulado Codrico Terrain, o projeto visa celebrar o patrimônio industrial local e receber as mudanças para o futuro.
A MAD Architects acaba de dar início às obras daquele que será o primeiro projeto cultural construído pelo escritório na Europa, o Museu FENIX em Roterdã. Encomendado pela Fundação Droom en Daad como um projeto de revitalização do antigo depósito Fenix, o Museu da Migração nos convida a redescobrir a história esquecida de um edifício que já foi um dos maiores armazéns do mundo. Liderado pela equipe da MAD Architects, o projeto do museu visa construir pontes entre o passado, o presente e o futuro da cidade de Roterdã.