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Rem Koolhaas: O mais recente de arquitetura e notícia

Construindo uma imagem nacional: arquitetura, capital e poder político

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A Pirâmide de Tirana foi inaugurada como um museu dedicado a Enver Hoxha em outubro de 1988, três anos após sua morte e três anos antes do colapso do regime. Nas décadas seguintes, o espaço funcionou como estação de rádio, centro de convenções, boate e base da OTAN durante a Guerra do Kosovo. Em 2023, o escritório MVRDV a reabriu como um parque e escola de tecnologia, adicionando degraus às fachadas para que as pessoas pudessem caminhar sobre o edifício. A inauguração coincidiu com a Cúpula dos Balcãs Ocidentais em 16 de outubro, data que, como apontaram alguns críticos, correspondia ao aniversário de Hoxha. Dois projetos de autodefinição nacional, separados por trinta e cinco anos e concebidos sob premissas políticas opostas, utilizaram a mesma estrutura.

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Onde está a fronteira? O papel da arquitetura no controle da mobilidade

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Imagine um corredor. Paredes de concreto a dois metros de distância, teto baixo, iluminação artificial sem sombra nem gradação. Ao fundo, uma janela de vidro blindado e, do outro lado, um agente uniformizado. Você está em um posto de entrada. Pode ser em Calais, em El Paso, em Lampedusa. Um espaço anônimo, mas não neutro. Desenhado para que qualquer um entenda: a passagem não é um direito, é uma concessão.

Esse corredor, no entanto, não é uma exceção, mas a expressão de uma linguagem arquitetônica que se repete nas fronteiras contemporâneas. Os labirínticos aeroportos, as estações de triagem, os muros; arquiteturas que fazem da hostilidade um elemento constitutivo do espaço, demonstrando que ela transcende a expressão fechada de quem está do outro lado do vidro.

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"Um ambiente onde as pessoas demonstram conhecimento": Em conversa com David Gianotten, do OMA, sobre o Salone Contract

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No Salone del Mobile 2026, a 64ª edição da feira ocorreu em um momento de transição para a indústria global do design, no qual questões de produção, colaboração e desempenho a longo prazo estão reconfigurando formatos consagrados. Realizada na Rho Fiera Milano e estendendo-se por toda a cidade durante a Milan Design Week, a edição deste ano reuniu mais de 1.900 expositores e, ao mesmo tempo, introduziu novas camadas curatoriais e estratégicas. Entre os desdobramentos mais significativos esteve a primeira iteração pública do "Salone Contract", uma iniciativa de longo prazo desenvolvida a partir de um plano diretor de Rem Koolhaas e David Gianotten, do OMA. Durante o evento, o editor-gerente do ArchDaily, Romullo Baratto, e a editora-chefe, Christele Harrouk, reuniram-se com David Gianotten. Na conversa, Gianotten refletiu sobre como o projeto responde a mudanças mais amplas na prática do design, migrando de uma produção baseada em objetos para sistemas integrados e estruturas colaborativas.

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"Não separo arquitetura de infraestrutura": Entrevista com Shohei Shigematsu sobre a nova expansão do New Museum pelo OMA

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Quando o edifício original do New Museum, projetado pelo escritório SANAA — uma pilha de caixas opacas deslocadas envoltas por uma pele de malha metálica —, foi inaugurado em 2007, já parecia destinado a algum tipo de expansão para aliviar a pressão vertical criada por sua circulação restrita e área de projeção limitada. Em março, o museu revelou sua aguardada ampliação, projetada por Shohei Shigematsu e Rem Koolhaas, do OMA. O edifício complementar, de linhas angulares e levemente recuado, duplica a capacidade expositiva do museu, ao mesmo tempo em que reconfigura a relação da instituição com a cidade e com a estrutura original do SANAA, projetada por Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa.

Na abertura do edifício para a imprensa, Koolhaas descreveu o projeto "não apenas como uma extensão, mas como um complemento ou contraparte". Shigematsu detalhou posteriormente: "Pensamos em desenhar um par composto por dois edifícios distintos e, ao mesmo tempo, profundamente conectados. Um é mais vertical e introvertido. O outro é mais horizontal e extrovertido."

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Alimentar a Terra: O que comemos construiu o mundo que habitamos

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Existe uma forma convencional de contar a história da arquitetura e da alimentação. Ela começa com a decisão humana de cultivar, armazenar, distribuir e consumir, e termina com o edifício que essa decisão produziu. Nessa versão dos fatos, o alimento é o pretexto e a arquitetura é a resposta.

Mas e se a história for diferente? E se o tomate tivesse construído Almería? E se o bacalhau tivesse redesenhado o Atlântico Norte? E se a soja estiver, neste exato momento, construindo um porto em Santos e, ao mesmo tempo, devastando uma floresta no Cerrado, sem que o/a arquiteto/a simplesmente tenha sido avisado/a? Trata-se da descrição de processos já concluídos, ou em andamento avançado, que produziram algumas das paisagens contemporâneas de maior impacto espacial. Grande parte do ambiente construído é moldada pelas pressões, metabolismos e ambições territoriais daquilo que comemos. Nisso, a arquitetura costuma ser menos um projeto e mais uma consequência — e a disciplina tem contado sua própria história pelo lado errado.

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Promenade Architecturale: como o conceito moderno ainda inspira a arquitetura atual

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Na arquitetura moderna, a promenade architecturale destacou-se como uma estratégia projetual essencial para concretizar os princípios de funcionalidade, estética e integração ao contexto urbano. Projetos icônicos de Le Corbusier, como a Villa Savoye (1929), ilustram esse conceito ao guiar o visitante por um percurso ascendente que culmina na contemplação do terraço-jardim, um espaço aberto onde a edificação dialoga harmoniosamente com a natureza. Passados cem anos, o conceito continua influenciando projetos contemporâneos, explorando a relação entre movimento e espaço em diferentes tipologias arquitetônicas como casas, museus, bibliotecas e parques.

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Vencendo barreiras: 4 projetos residenciais com estratégias para acessibilidade na América Latina

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De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com algum tipo de deficiência, seja física ou intelectual, e 80% delas estão em países do Sul Global. Embora tenha havido avanços na garantia dos direitos dessas pessoas, elas continuam enfrentando diversas barreiras e estão entre os grupos mais excluídos dos serviços essenciais da sociedade, como saúde, educação e emprego. Nesse contexto, a arquitetura desempenha um papel crucial ao garantir a segurança e a autonomia espacial de todas as pessoas, assegurando sua participação plena e efetiva na sociedade.

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Quem já ganhou o Prêmio Pritzker?

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O Prêmio Pritzker é o reconhecimento mais importante que um arquiteto(a) pode receber em vida. A honraria é outorgada todos os anos a arquitetos e arquitetas cuja obra construída "tenha produzido significativas contribuições para a humanidade ao longo dos anos", segundo explica a própria organização responsável pela premiação. Por esta razão, o júri presta homenagem a pessoas e não a escritórios, como já aconteceu em 2000 (Rem Koolhaas ao invés do OMA), 2001 (Herzog & de Meuron), 2010 (SANAA), 2016 (Elemental) e 2017 (RCR Arquitectes), premiando seus fundadores (como no caso do SANAA), o então, um deles (Elemental).

Países Baixos em foco: futuros do passado e do presente na arquitetura holandesa

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Os Países Baixos são conhecidos internacionamente como uma nação que busca inovação em larga escala, desenvolvendo sistemas estatais para proteger suas terras e aprimorar a qualidade de vida de seus cidadãos. As propostas ousadas de arquitetos e urbanistas como Gerrit Rietveld, Piet Blom, Rem Koolhaas e o Office for Metropolitan Architecture (OMA) têm impacto global, desafiando as formas tradicionais de prática.

Ainda assim, o país enfrenta desafios tanto esperados quanto inesperados, desde uma grave escassez de habitação até a crescente preocupação em relação às alterações climáticas e à evolução das ideias sobre ecologia. Nas palavras da curadora Suzanne Mulder, o país está "mais uma vez na prancheta", à medida que arquitetos, urbanistas e designers retomam as conversas sobre o futuro, olhando para as lições do passado. Para auxiliá-los nesse processo, o Nieuwe Instituut de Roterdã está organizando a exposição "Projetando os Países Baixos: 100 anos de Futuros Passados e Presentes".

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Reveja as dez primeiras edições do MPavilion em Melbourne, Austrália

O MPavilion é um dos eventos arquitetônicos mais importantes da Austrália. Criado pela Fundação Naomi Milgrom, a edição de laçamento foi em 2014 e desde então trouxe arquitetos internacionalmente reconhecidos para projetar uma estrutura temporária nos Jardins da Rainha Vitória em Melbourne, seguindo um sistema semelhante ao da Serpentine Gallery Pavilion, em Londres. Desde os painéis acionados pelo sol de Sean Godsell até a estrutura experimental de bambu do Studio Mumbai, cada pavilhão explora a arte da construção e o design contemporâneo, ao mesmo tempo em que promove um rico programa cultural que dura vários meses. Com a inauguração do pavilhão mais recente, desenvolvido por Tadao Ando, revisitamos as edições anteriores do evento.

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Com participação de Rem Koolhaas, Festival de Cinema de Arquitetura de Roterdã anuncia 15ª edição

Entre os dias 4 e 8 de outubro ocorre a 15ª edição do Festival de Cinema de Arquitetura de Roterdã (Architecture Film Festival Rotterdam - AFFR) . O programa envolve uma extensa lista com quase 100 filmes sobre arquitetura e a cidades, com figuras proeminentes como Rem Koolhaas, Inez Weski e Martin Koolhoven entre os convidados. O festival inclui estreias de filmes, exibições clássicas, excursões, entre outras atividades.

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Fondazione Prada do OMA, pelas lentes de Bahaa Ghoussainy

Em 2018, o OMA inaugurou a Fondazione Prada em Milão, Itália, localizada em uma antiga destilaria de gin construída em 1910. O projeto, que inclui uma fachada revestida com folha de ouro 24 quilates e espelhos camuflados, compreende a reabilitação de sete edifícios no complexo industrial Largo Isarco, na zona sul de Milão, fazendo da fundação algo que não é nem um projeto de preservação histórica nem uma arquitetura completamente nova. Recentemente, o fotógrafo Bahaa Ghoussainy registrou o projeto em sua série de fotografias.

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Pavilhão Serpentine 2023 propõe espaços que inspiram diálogo

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À medida que percorremos a partitura de pilares de madeira, paredes verdejantes e a cobertura plissada, seguindo os veios do piso e as vigas do teto que convergem numa entrada de luz, parece que o espaço sempre pertenceu a este local. Parte do parque, o pavilhão complementa a natureza ao seu redor, refletindo seus padrões, e propõe um espaço central composto por um conjunto concêntrico de mesas e bancos que inspiram as pessoas a se sentarem, dialogarem e se conectarem umas com as outras. Essa é a narrativa do Pavilhão Serpentine deste ano, projetado pela arquiteta franco-libanesa Lina Ghotmeh.

Intitulado “À table”, ele se inspira na conexão da arquiteta com a natureza e lembra do apelo francês para que todos sentem juntos à mesa, compartilhando uma refeição e conversando. Ele destaca a mesa como um laboratório de ideias, preocupações, alegrias, conexões e, essencialmente, reúne pessoas. Reflete ainda sobre os ideais arquitetônicos que podem provocar e acolher momentos de conversas coletivas.

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Por que os espaços de transição são assustadores? O caso do curta-metragem "The Backrooms"

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A24 e Atomic Monster confirmaram recentemente uma adaptação cinematográfica de The Backrooms, um curta-metragem de terror do Youtube (expandido para uma série) criado pelo diretor de 17 anos e artista de efeitos visuais Kane Parsons.

Com base na lenda urbana homônima, The Backrooms se passa em 1996 em um labirinto aparentemente infinito de espaços de escritório com paredes amarelas e carpetes, banhados com uma iluminação interna fluorescente, lembrando um edifício abandonado. Sua estética corporativa kitsch é reforçada pelo filtro VHS, estilo de gravação de fita o qual permite que Parsons oculte imperfeições (ou evite algum efeito estranho) que um simples cenário 3D criado no Blender e editado no Adobe After Effects poderia apresentar durante o estágio de pós-produção.

Os 126 melhores livros de arquitetura

Preparamos uma lista abrangente com 125 livros de arquitetura e temas relacionados que consideramos interessantes para ampliar seus conhecimentos sobre a disciplina.

Buscamos títulos de diferentes partes do mundo com o objetivo de apresentar visões que dizem respeito a contextos culturais distintos. De compilações de ensaios e teorias sobre o crescimento das cidades a romances que flertam com a arquitetura e séries de ilustrações e gravuras.

Veja, a seguir, nossas sugestões acompanhadas por uma breve descrição.

O que torna uma cidade excepcional? 10 cidades em foco em 2022

As cidades evoluem ao longo de décadas ou séculos, cada momento de mudança se constrói em transições sociais e arquitetônicas ainda maiores. As metrópoles do mundo inteiro estão constantemente sujeitas a forças sociais, políticas, econômicas ou ambientais que alteram sua identidade fundamental — um caráter que deve ser dinâmico. À medida que as cidades se desenvolvem em tamanho e impacto, os avanços na compreensão das cidades e do urbanismo se tornam mais complexos. 

As cidades são formadas a partir de uma sequência de narrativas, características, relações e valores socioespaciais que refletem a identidade do lugar. A subsistência da cidade também depende de seu povo e de uma relação mútua com ele. Junto com suas comunidades e suas circunstâncias, as cidades se transformam para refletir as necessidades e os valores de seus moradores.

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Mais é mais: subvertendo a máxima de Mies van der Rohe

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Não há dúvidas de que a construção do Pavilhão de Barcelona, de Mies van der Rohe, foi desenhada de modo a reafirmar o movimento moderno. Esse "ícone" do movimento, presente no imaginário arquitetônico, foi construído para ser efêmero. Com o fim da Exposição Internacional o pavilhão foi desmontado, entretanto, foi reconstruído 54 anos depois, o que levantou um debate no campo arquitetônico acerca da veracidade dessa réplica.

25 Anos do Museu Guggenheim de Bilbao de Frank Gehry

O Museu Guggenheim de Bilbao, está celebrando seu 25º aniversário em outubro de 2022. Situado à beira do rio Nervión no País Basco, Espanha, o Guggenheim de Frank Gehry impulsionou a economia da cidade com seu sucesso surpreendente e mudou seu papel no desenvolvimento da cidade. Vinte e cinco anos depois, o Efeito Bilbao continua desafiando pressupostos sobre transformações urbanas, inspirando a construção de peças arquitetônicas icônicas que elevam o status das cidades e atraem visitantes e investidores.

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