Na segunda-feira, 13 de outubro, encerrou-se a Expo Osaka 2025. A exposição reuniu representantes de 165 países e organizações internacionais e recebeu cerca de 28 milhões de visitantes em Yumeshima, uma ilha artificial na Baía de Osaka. O local foi redefinido por meio de um plano diretor e delimitado por uma estrutura circular de madeira que quebrou o recorde mundial do Guinness, ambos projetados pelo escritório Sou Fujimoto Architects. Ao longo de 184 dias, o público pôde visitar pavilhões autoconstruídos, modulares e compartilhados, além de exposições nacionais e atividades públicas organizadas sob o tema central "Concebendo a Sociedade do Futuro para as Nossas Vidas". Durante seus seis meses de funcionamento, a Expo propôs a exploração de três subtemas fundamentais — Salvar Vidas, Empoderar Vidas e Conectar Vidas —, em um convite para reunir novas perspectivas para o nosso ecossistema social e construído.
O Créateurs Design Awards (CDA) anunciou Xu Tiantian, fundadora e arquiteta principal do escritório DnA_Design and Architecture, como a vencedora da edição de 2026 do Le Prix Charlotte Perriand. O prêmio celebra profissionais da arquitetura cujo trabalho incorpora inovação, responsabilidade social e um profundo compromisso com as comunidades e os lugares. A arquiteta foi reconhecida por seu trabalho transformador de aproximação entre comunidades urbanas e rurais por meio de intervenções de projeto inovadoras. Sua abordagem à arquitetura foi reconhecida como uma ferramenta para a preservação cultural e a revitalização rural, tornando-a uma destinatária exemplar desta honraria, anteriormente concedida a nomes de destaque na arquitetura como Frida Escobedo, Jeanne Gang e a dupla Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa.
O arquiteto chinês Shui Yanfei foi agraciado com o 4º Prêmio Kazuhiro Kojima de 2025, tornando-se o primeiro premiado de fora do Japão desde a criação da honraria. O júri desta edição concedeu a distinção a Shui Yanfei em reconhecimento à sua profunda compreensão da realidade social chinesa, ao mesmo tempo em que investiga continuamente novas possibilidades futuras para a arquitetura. Atento à extensão do pensamento oriental no contexto pós-humano, o arquiteto reinterpreta com destreza os mecanismos de estruturas sociais acumulados historicamente. Paralelamente, partindo das realidades sociais, econômicas e institucionais, ele transforma a arquitetura emaranhada em relações complexas em um meio que conecta pessoas, objetos e o tempo. A prática diversificada de seu escritório está profundamente enraizada na realidade, ao mesmo tempo em que confere uma nova poesia ao cotidiano contemporâneo.
A artista holandesa Madelon Vriesendorp foi anunciada como a vencedora da Soane Medal de 2025, tornando-se a primeira artista mulher sediada no Reino Unido a receber o prêmio desde sua criação em 2017. Co-fundadora do Office for Metropolitan Architecture (OMA), Vriesendorp é amplamente reconhecida por sua linguagem visual surrealista e bem-humorada, que moldou a forma como a arquiteturamoderna e pós-moderna é representada e compreendida. Seu trabalho, que combina ludicidade e pensamento crítico, proporcionou à arquitetura um imaginário vívido e memorável que continua a influenciar gerações de arquitetos e arquitetas.
Empreendimento de uso misto Hudson's Detroit. Vista aérea. Imagem cortesia de Bedrock
O grupo de desenvolvimento Bedrock, sediado em Detroit, anunciou a conclusão da primeira fase de seu projeto de uso misto Hudson's Detroit, no centro da cidade. O projeto foi revelado em 2017, quando a empresa apresentou os planos para um empreendimento de 1,2 milhão de pés quadrados (cerca de 111 mil metros quadrados) projetado pelo escritório SHoP Architects para ser construído em um dos terrenos há muito abandonados do centro de Detroit, anteriormente ocupado pela loja de departamentos J.L. Hudson's. O local, que já abrigou a maior loja de departamentos do mundo e foi um ponto de encontro central da cidade durante grande parte do século XX, foi agora reinventado como um destino urbano contemporâneo. Após quase uma década de planejamento e construção, o Hudson's Detroit busca trazer nova dinâmica e espaço público a um endereço emblemático do passado comercial e cultural da cidade.
Novo Bairro da Arena de Gotemburgo. Imagem cortesia de White Arkitekter
Nesta semana, os debates arquitetônicos foram pautados por temas como resiliência, equidade e relevância cultural, trazidos à tona pelo Dia Mundial da Arquitetura. Em diferentes contextos globais, a disciplina continua a expandir sua compreensão de força, indo além da mera resistência estrutural para se consolidar como uma base para projetos inclusivos, adaptáveis e ambientalmente conscientes. Desde estratégias para espaços públicos com equidade de gênero até novas encomendas fundamentadas na memória e na reconciliação, os desdobramentos recentes refletem como a arquitetura se posiciona cada vez mais como uma ferramenta de engajamento social e de gestão a longo prazo diante dos desafios globais atuais.
Adolescentes codesenham e constroem seus espaços públicos em Beirute, junho de 2024. Imagem cortesia de CatalyticAction
Make Space for Girls (MSFG) é uma organização beneficente com sede em Londres que faz campanhas para que os espaços públicos e parques no Reino Unido sejam mais inclusivos para garotas adolescentes. A organização realiza pesquisas sobre como os espaços públicos são utilizados e projetados, conscientiza sobre as desigualdades percebidas em seu uso e colabora com instituições públicas e privadas para promover a representação de garotas adolescentes no planejamento e desenho de ambientes externos. Seus estudos indicam que a exclusão dessas jovens no projeto de parques e espaços públicos muitas vezes as deixa sem locais onde se sintam acolhidas ou valorizadas, e que as áreas de lazer e espaços públicos para crianças mais velhas e adolescentes são atualmente projetados tendo a figura masculina como padrão. De 8 a 15 de outubro, a organização realiza uma campanha de arrecadação de fundos para apoiar a implementação de sua nova estratégia de três anos, voltada para a promoção de espaços públicos mais inclusivos.
O escritório Zaha Hadid Architects, em colaboração com o Bureau Cube Partners, venceu um concurso internacional para projetar uma nova torre para o Alta Bank em Nova Belgrado, na Sérvia. Concebido como um empreendimento de uso misto, o projeto integra a nova sede do banco com unidades residenciais, espaços de escritórios para aluguel e áreas de comércio e alimentação integradas a uma praça pública. O projeto busca oferecer uma base operacional voltada para o futuro que reflita os padrões em constante evolução do trabalho e da vida urbana, dando continuidade à colaboração entre os dois escritórios após sua proposta vencedora para o novo Museu Nikola Tesla em Belgrado, em 2025.
Hoje, na primeira segunda-feira de outubro, comemoramos o Dia Mundial da Arquitetura. Este ano, a União Internacional de Arquitetos (UIA) definiu o tema "Design para a Resistência", um poderoso apelo à ação que ressoa profundamente com o foco da ONU na resposta a crises urbanas. Em um mundo que enfrenta rupturas socioambientais sem precedentes, esse tema nos desafia a ir além de soluções temporárias. O tema propõe a seguinte reflexão: como nossos edifícios e cidades podem não apenas resistir a impactos, mas também promover equidade, continuidade e resiliência?
Embora o conceito de força na arquitetura possa facilmente evocar imagens de concreto armado e aço, uma interpretação mais profunda vem emergindo, que define essa força não como mera rigidez, mas como uma capacidade holística de resistir e se adaptar. Isso engloba diversas facetas, desde a resiliência ecológica e a gestão ambiental até conceitos duradouros de resiliência social e a conservação de estruturas urbanas existentes, contribuindo para um ambiente construído mais capaz de responder à variedade de crises enfrentadas pelas cidades em todo o mundo.
Nova Estação Ferroviária Casa Sud por OUALALOU+CHOI . Imagem cortesia de OUALALOU+CHOI
OUALALOU+CHOI venceu o concurso internacional para o projeto da nova Estação Ferroviária Casa Sud em Casablanca, no Marrocos. Com escritórios em Paris e Casablanca, a equipe de arquitetura e desenho urbano liderada por Tarik Oualalou e Linna Choi é reconhecida por seu trabalho que explora a relação entre arquitetura, infraestrutura e vida pública. A proposta vencedora concebe a nova estação tanto como um polo de infraestrutura quanto como um marcocívico, atendendo às demandas de uma metrópole em rápida expansão e, ao mesmo tempo, contribuindo para o tecido urbano e social da capital econômica do Marrocos.
ReSa Architects. Foto de Antonin Kanant e Revati Shah
A Trienal de Arquitetura de Lisboa anunciou o escritório indiano ReSa Architects como vencedor da quinta edição do Prêmio Début. O estúdio é reconhecido por sua abordagem coletiva da prática espacial, tratando a arquitetura como um processo de reescrita das relações sociais e corporais. Em edições anteriores, o prêmio reconheceu o trabalho do Vão (Brasil, 2022), Bonell+Dòriga (Espanha, 2019), Umwelt (Chile, 2016) e Jimenez Lai, do Bureau Spectacular (EUA, 2013).
O anúncio foi feito no dia 4 de outubro, durante as festividades de abertura da Trienal, que nesta edição concedeu o Prêmio Carreira à arquiteta paquistanesa Yasmeen Lari, a primeira pessoa do Sul Global a receber a honraria. Lari junta-se a Marina Tabassum (vencedora em 2022), Denise Scott-Brown (2019), à dupla Lacaton & Vassal (2016), Kenneth Frampton (2013), Álvaro Siza (2010) e Vittorio Gregotti (2007).
Projeto do centro esportivo e de natação pública Centralbadet na Suécia. Renderização da entrada. Imagem cortesia de Plankton Group
Henning Larsen foi selecionado para projetar o novo Centralbadet de Gotemburgo, um complexo público de natação e esportes destinado a fortalecer a rede de espaços comunitários e voltados para a saúde na cidade. A equipe vencedora inclui os escritórios Winell & Jern Architects e Ramboll, além de John Dohlsten, professor de Ciências do Esporte na Universidade de Gotemburgo. Organizado pela Prefeitura de Gotemburgo, o concurso contou com a participação de equipes como BIG e Wingårdh Arkitektkontor. O novo centro está planejado como uma instalação pública multifuncional que atende tanto ao lazer diário quanto à prática esportiva organizada para moradores de todas as idades.
A arquiteta franco-libanesa Lina Ghotmehfoi incluída na lista TIME100 Next 2025, uma seleção anual de líderes e inovadores emergentes de diversas áreas. Conhecida por sua abordagem sensível ao contexto e à materialidade, Ghotmeh construiu um portfólio internacional que une tradição e modernidade. Em seu perfil na TIME, escrito pelo arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels, Ghotmeh é elogiada por combinar consciência histórica com uma experimentação voltada para o futuro. O reconhecimento a posiciona como a única arquiteta na lista deste ano, destacando a presença contínua do design em uma seleção que costuma abranger entretenimento, política, ciência e negócios.
Uma explosão destruiu 40% da cidade de Beirute em 4 de agosto de 2020. Cinco anos após as explosões no porto, a direção-geral da UNESCO visitou o Líbano para avaliar o trabalho da instituição na capital. As ações da UNESCO basearam-se no reconhecimento de que a explosão destruiu inúmeros edifícios e bairros históricos que abrigavam uma comunidade de profissionais da cultura, deixando um vazio no cenário cultural e na economia da cidade. A organização mobilizou esforços internacionais para restaurar, reativar e salvaguardar os edifícios patrimoniais de Beirute, além de escolas, museus e instituições culturais, buscando oferecer uma resposta abrangente para proteger o tecido cultural da cidade. Durante a visita em setembro, novos programas de restauração e reconstrução foram anunciados, incluindo a reabilitação da estação ferroviária de Mar Mikhael e do Grand Theatre de Beirute, além de apoio às indústrias culturais em Tiro e Baalbek.
Farrells, o escritório de arquitetura e desenho urbano com sede em Londres, anunciou hoje o falecimento de seu fundador, o arquiteto Sir Terry Farrell. A empresa destacou o compromisso de Farrell em questionar as convenções arquitetônicas e sua defesa de abordagens mais responsáveis, contextuais e voltadas para a comunidade no desenvolvimento urbano, buscando alternativas criativas à demolição e reconstrução em massa. Sua morte ocorre após o falecimento de seu antigo colaborador, Nicholas Grimshaw, com quem fundou a Farrell/Grimshaw Partnership em 1965. Juntos, eles produziram edifícios funcionalistas e modernos definidos por sua clareza estrutural, antes de Farrell consolidar sua voz independente como uma das principais figuras do pós-modernismo britânico, projetando algumas das obras mais reconhecidas do movimento, incluindo o Edifício do MI6, em Londres, e os estúdios da TV-am, em Camden.
A primeira fase do Centro Nacional de Artes Cênicas de Barbados, projetado pelo escritório Adjaye Associates, foi oficialmente inaugurada em Bridgetown, marcando o início de uma importante iniciativa cultural. Originalmente concebida como uma estrutura temporária em formato de pavilhão para o Carifesta XV, a construção de madeira funciona tanto como um espaço funcional para apresentações quanto como a base para o futuro complexo permanente de 7.900 metros quadrados (85.000 pés quadrados), com conclusão prevista para 2026. Desenvolvido em colaboração com a empresa de engenharia estrutural StructureCraft, o projeto apresenta construção em madeira engenheirada, estratégias de projeto de baixo carbono e o reuso adaptativo de componentes. Essa abordagem proporciona à população de Barbados um espaço de "uso temporário", ao mesmo tempo em que lança as bases para um futuro polo nacional dentro do Barbados Heritage District.
O Pavilhão do Brasil na 19ª Mostra Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia, aberta desde 10 de maio de 2025, tem curadoria do Plano Coletivo, grupo formado por profissionais da arquitetura Luciana Saboia, Eder Alencar e Matheus Seco. Sob o título "(RE)INVENÇÃO", a exposição representa o Brasil por meio de uma abordagem multidisciplinar que conecta arquitetura, natureza e infraestrutura social. Apresentado no pavilhão do Giardini, o projeto é organizado pela Fundação Bienal de São Paulo em colaboração com o Ministério da Cultura e o Ministério das Relações Exteriores do Brasil. A exposição reflete sobre a recente descoberta arqueológica de infraestrutura ancestral na Amazônia para examinar as contradições socioambientais das cidades contemporâneas, convidando o público visitante a aprender com o conhecimento ancestral e a explorar a interdependência entre seres humanos, terra e natureza como base para futuros mais sustentáveis.