O Mapa de Iniciativas Urbanas, criado pela OSPA Place em parceria com o Instituto Cidades Responsivas, se trata de um mapeamento gratuito e colaborativo, que reúne projetos de transformação urbana por meio da inovação, da tecnologia e da participação cidadã. A iniciativa tem como objetivos principais identificar, valorizar e dar visibilidade a experiências urbanas transformadoras, inspirar outras cidades com modelos de inovação aberta, fortalecer redes de colaboração entre agentes públicos, privados, da academia e da sociedade civil, além de compartilhar soluções com impacto real para a população.
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Diante de uma crise climática global interconectada, da perda de biodiversidade e do esgotamento de recursos, o design regenerativo surge como um caminho para a construção de futuros rurais resilientes e ecologicamente sintonizados. Na interseção entre arquitetura, agricultura e ecossistemas locais, despontam novos modelos de práticas agrícolas resilientes e autossuficientes. Em vez de grandes sistemas industriais, esses projetos consistem em intervenções arquitetônicas em pequena escala, precisas e profundamente contextuais, que criam espaços propícios ao cultivo sustentável, respeitando os ritmos ambientais, os materiais locais e os saberes comunitários.
A edição de 2024–2025 do Europe 40under40 Awards anunciou a seleção de arquitetos/as e designers, reconhecendo profissionais emergentes com menos de 40 anos que atuam em toda a Europa. Organizado pelo The European Centre for Architecture Art Design and Urban Studies e pelo Chicago Athenaeum, o programa destaca uma variedade de trabalhos construídos e conceituais que refletem abordagens contemporâneas de arquitetura e design. A seleção deste ano reúne jovens arquitetos/as e designers de Chipre, França, Grécia, Itália, Noruega, Polônia, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e Turquia, oferecendo uma perspectiva abrangente sobre o discurso arquitetônico contemporâneo da Europa.
A seleção foi realizada por um júri composto por Melike Altınışık, Hans-Petter Bjørnådal, Eleni-Stefania Kalapoda e Adrian Yap, que avaliaram propostas de diversas escalas e tipologias. Os projetos vencedores serão apresentados na exposição "40 Young European Architects with New Visions", com abertura em 5 de dezembro de 2025 no The European Centre, Contemporary Space Athens. Além disso, um anuário especial publicado pela Metropolitan Arts Press documentará as obras selecionadas, tornando-as acessíveis ao público internacional. As inscrições já estão abertas para a edição de 2025–2026, com prazo final até 15 de dezembro de 2025.
Jenny E. Sabin é uma arquiteta, designer e educadora estadunidense conhecida por seu trabalho na interseção entre arquitetura, computação e biomateriais. Ela integra fabricação digital, materiais responsivos e design bioinspirado em sua prática de arquitetura e dirige um estúdio experimental, o Jenny Sabin Studio, com sede em Ithaca, Nova York. Nesta entrevista para o Louisiana Channel, ela compartilha sua trajetória pessoal de artista a cientista, explica como sistemas biológicos e de materiais podem ser aplicados em escala arquitetônica e discute sua atuação no ensino e na pesquisa na Cornell University. A arquiteta detalha seu interesse em aproximar as pessoas por meio de novas estratégias para uma arquitetura responsiva e adaptável. Em sua visão, as conexões entre o digital, o físico e o biológico definem uma mudança de paradigma na evolução da arquitetura, convergindo com outros campos da experiência física para criar um futuro mais interconectado.
A edição de 2025 da exposição Time Space Existence do European Cultural Centre (ECC) em Veneza é norteada pelo manifesto "Reparar, Regenerar e Reutilizar". Com o objetivo de ir além de soluções superficiais e terminologias desgastadas, a mostra apresenta um grupo de profissionais que interpretam a arquitetura como um agente ativo de reparação. As obras mais instigantes apresentadas em Veneza demonstram que a "reparação" é uma prática multifacetada, operando em registros materiais, sociais e históricos. As diferentes abordagens revelam uma mudança no papel de profissionais de arquitetura, que deixam de ser apenas projetistas de objetos físicos para assumirem a função de restauradores/as, capazes de combinar tecnologia, comunidade e inteligência material para restaurar narrativas e construir sistemas culturais mais robustos.
A humanidade raramente aceita grandes transformações de imediato, sendo muitas vezes freada pelo medo, pelo ceticismo ou pelo apego ao que já funciona. A prensa de Gutenberg despertou o temor da desinformação; a eletrificação urbana gerou alertas por parte de médicos; e a informatização dos escritórios acendeu preocupações sobre a desvalorização da experiência humana. Tais rupturas frequentemente provocam resistência, mas tendem a abrir espaço para a reflexão crítica e para a inovação.
Hoje, com a ascensão da inteligência artificial e a rápida sucessão de inovações tecnológicas, vivemos mais um desses pontos de inflexão. O debate é amplo, inevitável e, como sempre, necessário. Na TRUE Conference 2025, realizada pela Midea Building Technologies (MBT), essa discussão assume dimensões práticas e estratégicas ao articular os avanços digitais a metas tangíveis de sustentabilidade, eficiência e qualidade de vida.
O escritório MVRDV concluiu o GATE M West Bund Dream Center, um importante projeto de reuso adaptativo que transforma uma antiga fábrica de cimento em um dinâmico distrito cultural e de lazer em Xangai. Localizado às margens do Rio Huangpu, o empreendimento soma-se à crescente série de iniciativas culturais do West Bund e oferece uma ampla gama de comodidades públicas, que vão desde áreas de alimentação e comércio até instalações de escalada, espaços para eventos e zonas de relaxamento à beira-rio. O local, que no passado abrigou a maior fábrica de cimento da Ásia, passou por uma transformação significativa após a Expo Xangai 2010, evento que impulsionou a transferência das atividades industriais e a revitalização das margens do rio.
De acordo com o Banco Mundial, o Programa Nacional de Urbanização e Habitação de Angola (PNUH), lançado em 2008, tinha como meta construir um milhão de novas unidades habitacionais. No entanto, até 2024, haviam sido entregues apenas cerca de 220.000. A Power2Build, uma startup angolana de construção, estima o déficit habitacional atual em Angola em aproximadamente três milhões de moradias, com a situação sendo particularmente crítica em Luanda, uma das cidades de crescimento mais rápido no continente africano. Contando com uma equipe multidisciplinar inteiramente angolana, a Power2Build busca contribuir para a redução desse déficit por meio do uso da tecnologia de impressão 3D automatizada de concreto. Implementado no canteiro de obras com impressoras de grande porte da empresa dinamarquesa COBOD, espera-se que o sistema acelere os cronogramas de construção e melhore a qualidade das edificações. A impressão 3D em larga escala à base de cimento elimina a necessidade de fôrmas tradicionais ao posicionar ou solidificar com precisão volumes específicos de material em camadas sequenciais, utilizando um sistema de posicionamento controlado por computador. O processo envolve três etapas principais: preparação de dados, preparação do material e impressão.
Em tempos de colapso ecológico e crescente insegurança alimentar, a arquitetura é cada vez mais chamada a se engajar não apenas com as paisagens, mas com os sistemas que as sustentam e regeneram. Entre esses sistemas, a agricultura ocupa um papel paradoxal, sendo ao mesmo tempo uma das principais responsáveis pela degradação ambiental e um agente potencial de recuperação ecológica. A agricultura industrial esgotou os solos, fragmentou habitats e impulsionou as mudanças climáticas por meio de monoculturas, dependência de combustíveis fósseis e padronização territorial. Em resposta, a agroecologia surge como uma contraprática enraizada na biodiversidade, no conhecimento local e nos ritmos cíclicos da natureza. Ela ressignifica o cultivo não como extração, mas como regeneração dos ecossistemas, das comunidades e do próprio solo.
Esse reposicionamento abre espaço para que a arquitetura dê contribuições significativas. Alinhar-se à agroecologia não significa apenas apoiar a produção de alimentos, mas comprometer-se com as condições culturais, espaciais e ecológicas mais amplas que a sustentam. Isso implica projetar considerando as variações sazonais, apoiar o uso compartilhado e construir de modo a respeitar tanto a terra quanto quem nela trabalha. A arquitetura torna-se mais do que um invólucro — transforma-se em mediadora do cultivo, da reciprocidade e da coexistência.
Desde sua inauguração em abril, a Expo de Osaka recebeu milhões de visitantes de todo o mundo, constituindo uma verdadeira vitrine de inovação, arquitetura e design. Entre seus destaques está o Grande Anel, obra do arquiteto japonês Sou Fujimoto, considerada la maior estrutura arquitetônica de madeira do mundo. Sob o lema da Expo 2025 —Designing Future Society for Our Lives—, mais de 150 países, por meio de seus pavilhões, abordaram temas fundamentais para a arquitetura contemporânea, como a circularidade na construção, a memória cultural e a inovação e tecnologia orientadas ao futuro do ambiente construído e sustentável.
A nova Estação Arden, em Melbourne, vai além de seu papel funcional como polo de transporte. Inaugurada como um componente fundamental do projeto Metro Tunnel, a estação expande a infraestrutura ferroviária da cidade ao aliviar a pressão sobre outras linhas e melhorar a frequência dos serviços, ao mesmo tempo em que se estabelece como um elemento determinante na transformação urbana das zonas norte de Melbourne. Localizada em uma antiga área industrial em processo de revitalização, a estrutura ancora o desenvolvimento futuro de um novo distrito projetado para abrigar até 34.000 residentes e 15.000 postos de trabalho nas próximas décadas.
Central Crossing de Foster + Partners, Hong Kong. Imagem cortesia de Foster + Partners
O escritório Foster + Partners revelou o projeto do Central Crossing, um novo empreendimento de uso misto no coração do distrito de Central, em Hong Kong. Localizado na Wellington Street, nº 118, e delimitado pelas ruas Graham, Gage e Cochrane, o projeto é uma joint venture entre a Wing Tai Properties Limited e a CSI Properties Limited. Situado em um triângulo formado pelos históricosmarcos Tai Kwun, PMQ e Central Market, o terreno oferece uma oportunidade rara de construir em um dos bairros mais vibrantes e historicamente ricos da cidade. O Central Crossing dá continuidade ao compromisso do Foster + Partners com o seu envolvimento contínuo com contextos históricos, dando sequência a intervenções anteriores como o Carré d'Art em Nîmes e a extensão da Royal Academy em Londres. O projeto busca equilibrar a sensibilidade à malha urbana com uma forte presença arquitetônica, contribuindo para a evolução da identidade de Central.
Soleil·s, a segunda edição da Solar Biennale, está em cartaz no mudac, o Museu de Design Contemporâneo e Artes Aplicadas em Lausanne, na Suíça. Após a primeira edição realizada no Het Nieuwe Instituut, em Roterdã, em 2022, a mostra explora como o design pode impulsionar a adoção de inovações solares rumo a um futuro movido pela energia do sol. O evento é uma iniciativa do The Solar Movement, fundado pelas designers Marjan van Aubel e Pauline van Dongen, um movimento dedicado a tornar a energia solar a fonte padrão de energia através da união entre design, tecnologia e engajamento. A exposição deste ano tem curadoria do mudac e oferece uma experiência imersiva com projetos inéditos e existentes de TAKK, ecoLogicStudio, Olafur Elíasson e Andreas Gursky.
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À medida que a incerteza climática e as transformações nos ecossistemas reformulam as prioridades do projeto, a arquitetura passa a desempenhar um papel cada vez mais ativo nessas discussões, em vez de se limitar a uma postura de mera observação. Sob essa perspectiva, a ideia de propor um "re" estimula um recuo consciente para repensar, reconectar e realinhar a relação entre os edifícios e seus entornos. Essa abordagem, central para a arquitetura regenerativa, vai além de tecnologias ou escalas específicas, abrangendo desde planos diretores voltados à renaturalização de cidades até pavilhões nacionais que combinam arte e ciência.
Qual é o caminho a seguir? Se, por um lado, muitos debates atuais enfatizam a tecnologia; por outro, há abordagens que, longe de serem opostas, complementam-se e ampliam o espectro de possibilidades ao resgatar tradições, saberes ancestrais e uma compreensão profunda do meio ambiente. Entre essas perspectivas, a obra de Rudolf Steiner e o movimento antroposófico, desenvolvidos no início do século XX, oferecem uma visão e insights que conectam a arquitetura aos ritmos ecológicos, aos materiais e à vida comunitária.
Estádio da Luz, Vista Aérea Diurna. Imagem cortesia de Populous
A Populous apresentou o projeto de um novo masterplan para o Estádio da Luz, em Lisboa, em colaboração com o escritório de arquitetura local Saraiva + Associados. Encomendado pelo S.L. Benfica, o projeto visa modernizar o estádio e introduzir novas instalações de uso misto e públicas em seu entorno. A Populous descreve a proposta como parte de uma tendência mais ampla de desenvolvimento urbano impulsionado por estádios, traçando paralelos com arenas como o Estádio de Wembley e o Etihad Campus. Segundo a equipe de projeto, o desenho responde ao contexto existente do estádio ao mesmo tempo que viabiliza futuras expansões e novas formas de engajamento público. A conclusão está prevista para coincidir com os próximos eventos esportivosinternacionais, incluindo a Copa do Mundo da FIFA de 2030.
Como parte dos eventos colaterais da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025, o Institut Ramon Llull apresenta o projeto "Water Parliaments: Projective Ecosocial Architectures", reunindo as águas de Lleida, Girona, Tarragona, Barcelona, Valência, das Ilhas Baleares e de outras regiões para abordar a crise hídrica como uma questão ecossocial, cultural e política interconectada. Ao estruturar a arquitetura como uma ferramenta de especulação crítica e ação coletiva, o projeto propõe imaginar cenários futuros fundamentados na coexistência — entrelaçando o humano e o não humano, o natural e o artificial, o tecnológico e o vernacular, o global e o local.
Ao final de cada Bienal de Arquitetura, longe dos olhos dos visitantes, toneladas de materiais das exposições são transportadas por Veneza em carrinhos de mão e barcos. Apenas uma fração desses materiais é reutilizada. A principal razão é a escassez de espaços de armazenamento na cidade e os altos custos logísticos — desafios recorrentes da arquitetura circular. Como resultado, a maior parte dos resíduos acaba sendo destinada a aterros sanitários ou centros de reciclagem próximos. Mas essa realidade está prestes a mudar. Diante das crescentes preocupações ambientais, arquitetos têm se empenhado em desenvolver estratégias que viabilizem a reutilização desses materiais. Processos que envolvem não apenas as decisões arquitetônicas e construtivas, mas também abarcam questões de logística e comércio internacional.
Immersive Resilience Garden / Changyeob Lee + Studio ReBuild. Imagem cortesia de Studio ReBuild
O desfiladeiro de concreto da Degraves Street, em Melbourne, já foi um corredor de serviço árido e funcionalmente obscuro. Hoje, a ruela estreita pulsa com vida que vai muito além de seus famosos cafés. Gramíneas nativas caem em cascata de floreiras cuidadosamente posicionadas, enquanto pequenos arbustos criam microclimas refrescantes. Desafiando os modelos tradicionais de design ecológico, as abordagens à biodiversidade lideradas pela comunidade convidam a uma reimaginação de como arquitetos/as, urbanistas e comunidades colaboram para desenvolver futuros urbanos biodiversos.
O Deutsches Architekturmuseum (DAM) em Frankfurt inaugurou uma nova exposição intitulada Building Cities Today?, que examina as complexidades do desenvolvimento de novos bairrosurbanos na Alemanha. Em cartaz de 28 de junho a 2 de novembro de 2025, a mostra reúne nove projetos que refletem abordagens diversas para o novoplanejamento urbano, com foco em sustentabilidade, integração social e adaptabilidade de longo prazo. Como referência ao legado do programa habitacional "Neues Frankfurt" da década de 1920, a exposição abre com o conjunto residencial de Römerstadt, um dos primeiros experimentos da Alemanha em habitação funcional e padronizada. A partir daí, a exposição faz a transição para oito empreendimentos urbanos das décadas de 1990 a 2020, apresentando estudos de caso que incluem a HafenCity em Hamburgo, Bahnstadt em Heidelberg, Neckarbogen em Heilbronn, City of Wood em Bad Aibling e Messestadt Riem em Munique.
Sob o título "Chinampa Veneta", a exposição mexicana para a 19ª Mostra Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia propõe uma reflexão sobre como habitamos, cultivamos e projetamos o mundo que compartilhamos. Diante da crise climática global, o projeto volta as atenções para as chinampas, um antigo sistema agrícola mesoamericano com mais de quatro mil anos de história. Esse conhecimento ancestral, que entrelaça paisagem, infraestrutura e técnica, é reimaginado no contexto da Bienal, ativando um ambiente vivo em meio à cidade de Veneza. O Pavilhão do México é composto por duas "encenações", uma localizada no Arsenale e a outra construída sobre a água.
O teórico André Corboz, conhecido por suas contribuições para a leitura crítica do território, propõe que as cidades devem ser compreendidas como um palimpsesto. Ou seja, uma superfície continuamente reescrita, onde vestígios de camadas anteriores permanecem visíveis mesmo após sucessivas intervenções. Para ele, a cidade não é uma entidade estática, mas um organismo em constante transformação, no qual camadas históricas, funcionais e simbólicas se sobrepõem. Por essa razão, trabalhar em projetos de restauração ou reabilitação de edifícios históricos é algo particularmente complexo, que exige uma reflexão cuidadosa sobre a abordagem a ser adotada: as ampliações e reformas devem buscar total coerência com a linguagem original ou se afirmar como expressões arquitetônicas de seu próprio tempo?
A arquitetura vernacular frequentemente utiliza materiais de origem local e práticas construtivas aprimoradas ao longo de séculos. Essa abordagem levanta questões sobre sua potencial relevância para os desafios do projeto contemporâneo. A prevalência de edifícios altos em escala global, que frequentemente dependem de envoltórias vedadas e climatização mecânica, contrasta com as práticas arquitetônicas históricas. Tradicionalmente, as arquiteturas regionais surgiam das comunidades locais, promovendo identidades culturais distintas e integrando sistemas passivos de ventilação, resfriamento e aquecimento, muitas vezes utilizando elementos naturais. Os hanoks, casas tradicionais coreanas, servem como um estudo de caso. Para além de seu papel atual no turismo, eles também exemplificam como o conhecimento vernacular pode fornecer estratégias passivas de resposta climática que se alinham aos princípios contemporâneos de criação de edifícios de baixo impacto ambiental.