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Meio Ambiente: O mais recente de arquitetura e notícia

A arquitetura do mofo: o que os edifícios não conseguem controlar

A arquitetura contemporânea aprendeu a celebrar a matéria viva. Painéis de micélio, sistemas de algas, paredes vivas: a vida agora é acolhida nos edifícios e apresentada como inovação. No entanto, a mesma disciplina que celebra esses organismos trata o mofo como contaminação. Ambos são biológicos. Ambos respondem à umidade, à temperatura e às condições materiais. A diferença não é científica. Ela está relacionada às formas de vida que a arquitetura está disposta a aceitar e àquelas que prefere eliminar.

O mofo não está restrito a edifícios abandonados ou interiores mal conservados. Ele aparece em residências, escolas, escritórios, construções históricas e edifícios novos, em diferentes climas e contextos. Isso torna mais difícil tratá-lo como um problema menor ou isolado. Se o mofo continua reaparecendo, o que ele está nos dizendo sobre os ambientes que os edifícios produzem?

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Da pedreira à bancada: Traçando as origens da pedra natural na arquitetura

Há algum tempo, tornou-se comum nos perguntarmos de onde vêm aquilo que consumimos. Conferimos rótulos, buscamos produtores locais e investigamos cadeias de produção em uma tentativa de compreender o impacto dos nossos hábitos seja na nossa própria saúde ou no planeta.

No campo da arquitetura, entretanto, essa pergunta ainda permanece relativamente marginal. Muitas vezes sabemos quem projetou um edifício, conhecemos seus acabamentos, o fabricante de suas esquadrias, a marca de seus revestimentos e até mesmo seu desempenho energético mas, quase nunca, nos perguntamos de onde vieram as toneladas de matéria que tornaram sua existência possível.

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O que é a Tecnosfera e por que ela redefine a Arquitetura?

Em um momento em que satélites orbitam o planeta, cabos submarinos sustentam a circulação global de dados e algoritmos organizam a vida cotidiana, uma pergunta emerge no campo da arquitetura: em que escala estamos, realmente, projetando hoje em dia?

Se antes o projeto se articulava principalmente a condições locais ou regionais, hoje ele é atravessado por cadeias que começam na extração de recursos, passam por sistemas industriais e se estendem por infraestruturas planetárias muitas vezes invisíveis e que operam de forma contínua e interdependente.

É nesse deslocamento que a arquitetura passa a operar como mediadora de um campo muito maior, a tecnosfera.

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Coreografando Lagos: Dele Adeyemo fala sobre dança, cosmologia e práticas espaciais

Exu matou um pássaro ontem com a pedra que só jogou hoje. O provérbio iorubá narra, ao mesmo tempo, uma história de reparação e de ancestralidade, ao dobrar de forma lúdica as convenções de espaço-tempo e acessar o passado por meio de ações no presente. A frase oferece uma entrada poética para tradições mais amplas da África Ocidental e para a prática do artista e arquiteto escocês-nigeriano Dele Adeyemo. Nomeado um dos vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, seu trabalho articula ecologia, espiritualidade, dança e território, investigando como práticas culturais corporificadas podem gerar possibilidades espaciais alternativas, tanto dentro quanto em oposição à arquitetura do capitalismo racial.

Nascido na Nigeria e criado no Reino Unido, Adeyemo visita Lagos há muitos anos. A partir dessa relação, desenvolveu um amplo corpo de pesquisa sobre práticas coletivas de movimento que antecedem o capitalismo e oferecem inteligências espaciais distintas, muitas vezes imaginativas, operando em paralelo aos sistemas dominantes. O ArchDaily conversou com Dele sobre suas práticas artísticas e pedagógicas, e sobre como ele identifica sofisticação projetual onde arquitetos frequentemente percebem carência.

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Arquitetura, ecossistemas e bacalhau: entrevista com André Tavares

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O que um bacalhau pode oferecer à arquitetura? Ou melhor, que lições sobre meio ambiente e assentamentos humanos podemos aprender com a história da pesca? É esta improvável questão que está por trás do livro Arquitetura do Bacalhau, de André Tavares e Diego Inglez de Souza, publicado pela Dafne Editora e recentemente lançado no Brasil.

Na entrevista a seguir, conversamos com Tavares sobre as infraestruturas ligadas à pesca do bacalhau e sua relação com o território, o trabalho e a produção arquitetônica. A partir de uma abordagem original — que conecta arquitetura, ecologia, fisiologia dos peixes e história industrial —, os autores propõem uma leitura do espaço construído ancorada nos ecossistemas que o sustentam. Longe de ser um olhar nostálgico sobre o passado, a pesquisa aponta para a urgência de repensar a arquitetura no contexto das transformações ambientais em curso, evidenciando como as construções humanas moldam e são moldadas pelos ecossistemas naturais marinhos.

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Materiais vernaculares para uma modernidade africana: entrevista com Worofila

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Fundado pela arquiteta senegalesa Nzinga Mboup e pelo arquiteto francês Nicolas Rondet, o Worofila é um estúdio dedicado à arquitetura bioclimática e ecológica. Com sede em Dakar, Senegal, o escritório explora o potencial de materiais vernaculares, como tijolos de terra e fibras vegetais, aplicando técnicas contemporâneas para criar soluções construtivas eficazes. Seu trabalho aborda questões fundamentais relacionadas ao meio ambiente, sustentabilidade e urbanização, unindo materiais tradicionais a práticas inventivas.

Nesta entrevista, Nzinga e Nicolas compartilham sua visão sobre uma modernidade africana distinta, que integra métodos contemporâneos com conhecimentos e recursos tradicionais. Eles defendem uma abordagem de desenvolvimento que não apenas atenda às necessidades imediatas, mas também empodere comunidades e promova um progresso significativo e duradouro. Suas ideias oferecem uma perspectiva instigante sobre como a arquitetura pode impulsionar um futuro mais sustentável e contextual para as cidades africanas.

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Edifício-Floresta (e vice-versa)

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Cerca de 80% da população brasileira vive sobre o que um dia foi floresta e nem se dá conta disso. No Brasil, a história se fez e ainda se faz com a cidade se opondo à floresta, numa matriz civilizatória baseada fundamentalmente na devastação das ecologias nativas e sua substituição por monoculturas e espécies invasoras. Em poucos séculos, transformamos um continente florestal megadiverso em ambientes estéreis através de padronizações urbanísticas, arquiteturas desoladoras e paisagismos insustentáveis, impostos como projeto. Vivemos sobre ex-florestas mas resistimos a pensar as cidades como ruínas florestais. [1]

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A nova Idade da Pedra: 12 casas contemporâneas da América Latina e a diversidade de suas pedras naturais

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A arquitetura da América Latina é rica e diversificada, e isso também se reflete nos tipos de pedra utilizados ao longo dos séculos em suas diferentes regiões. Esses materiais não apenas refletem a geologia variada da América Latina, mas também mostram como as culturas locais adaptaram seus métodos de construção às condições naturais, criando uma arquitetura única e significativa. Na arquitetura contemporânea, o uso da pedra está alinhado com os preceitos da sustentabilidade por ser um material durável, com baixa pegada de carbono e disponível localmente. Seu apelo também pode ser enaltecido do ponto de vista estético, criando espaços atemporais e que fortalecem a relação com a natureza e a paisagem ao redor.

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Um rio não existe sozinho

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Ferramentas de quantificação das emissões de carbono aplicadas a edificações: um guia para auxiliar na escolha

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Nos últimos anos, o tema de descarbonização de edificações e cidades tem ganhado cada vez mais destaque no âmbito internacional e nacional. Entre os diferentes atores impulsionadores, destaca-se poder público, através de seus ministérios, como o Ministério de Minas e Energia (MME), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério das Cidades (MCID) e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) que possuem diferentes políticas, programas e legislações. Instituições financeiras como bancos de desenvolvimento, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e organismos internacionais, como as Nações Unidas (ONU) também têm sido atores-chave para alavancar parte dos recursos necessários para possibilitar a redução das emissões de carbono, que precisa ser cada vez mais urgente.

Neurogastronomia, bairros planejados e paisagismo residencial: o melhor da arquitetura na semana

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Reveja o melhor da arquitetura da última semana de acordo com nossos leitores e editores, com esta seleção dos artigos mais lidos, os projetos mais acessados e os produtos mais populares do ArchDaily Brasil.

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Publicação gratuita traz soluções para tornar cidades mais azuis

A relação das cidades com a sustentabilidade do oceano foi destaque no Pavilhão Brasil da COP28, a Conferência de Mudanças Climáticas das Nações Unidas. O painel “Cidades, portos e conservação: esforço integrado para cidades resilientes e adaptadas às mudanças climáticas”, reuniu representantes do Governo Federal, de governos subnacionais, do setor privado e da sociedade civil, além de marcar o lançamento da publicação “Oceano Sem Mistérios – Construindo Cidades Azuis”.

5 Entrevistas para entender a relação entre arquitetura e meio ambiente

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A relação entre a arquitetura e o meio ambiente é multifacetada e envolve uma interação dinâmica entre os espaços construídos e o contexto natural circundante, moldando a forma como os edifícios e as cidades funcionam, impactam os ecossistemas e influenciam no bem-estar dos habitantes.

São muitos os aspectos que relacionam a arquitetura e o meio ambiente, desde os mais práticos como a utilização de materiais naturais e fontes de energia renováveis, até os mais abrangentes como a incorporação e valorização da cultura local. Dentro dessa ampla gama de possibilidades, selecionamos a seguir cinco entrevistas que apresentam diferentes abordagens sobre este tema e fomentam reflexões fundamentais para o contexto arquitetônico contemporâneo.  

O que é reciclagem?

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A reciclagem é o processo de reaproveitamento de materiais descartados. Seu objetivo é reintroduzi-los na cadeia produtiva a fim de que ainda gerem valor e sejam reutilizados, aumentando a preservação dos recursos naturais e melhorando a qualidade de vida das pessoas. É considerada uma das alternativas mais eficientes para tratar os resíduos sólidos, tanto do ponto de vista ambiental quanto social, e está diretamente inserida no contexto da economia circular.

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Precisamos aprender a desenhar novos banheiros

Embora haja registros de latrinas desde 3.100 a.C., a primeira privada foi criada em 1596 pelo inglês John Harington. Ele fez duas unidades: uma para ele e outra para a rainha Elizabeth 1ª.

A ideia não pegou à época e só em 1775 o escocês Alexander Cumming patenteou a privada moderna, já visando o escoamento num sistema de esgoto. Em 1885, outro inglês, Thomas Twyford criou a primeira privada em porcelana que substituiu as peças de madeira, descritas anteriormente.

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O verde insustentável do subúrbio americano

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Em uma viagem recente aos Estados Unidos, olhei a vista da janela do avião ao decolar de Tampa, na Flórida, e chamou atenção a perfeita paisagem verde do subúrbio americano. Sequências organizadas de árvores que pareciam iguais, cobrindo o território plano como um tapete verde. Para alguns, o verde pode parecer um sonho de sustentabilidade integrada ao meio ambiente.

Nada poderia ser mais distante da verdade. O subúrbio americano, baseado no conceito ultrapassado da “cidade jardim”, foi projetado para incentivar o automóvel, a moradia unifamiliar residencial de baixa densidade e o zoneamento de atividades. Tal modelo inviabiliza transporte ativo (a pé ou de bicicleta) e torna o transporte de massa, que exige densidade e caminhabilidade, inviável.

Como o racismo ambiental e climático se manifesta nas cidades

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Faltando alguns dias para o fim do mês de novembro, Gramado, cidade conhecida como um dos destinos turísticos mais procurados do sul do Brasil, ganhou os holofotes da mídia nacional e internacional e, infelizmente, não foi por causa do seu festival de cinema ou pelas tradicionais e suntuosas festividades de natal. A cidade, que já vinha sendo castigada pela chuva persistente há semanas, viu o surgimento de enormes sulcos geológicos que rasgaram suas ruas e contribuíram para a formação de um cenário digno de filme pós-apocalíptico.

O perigo eminente da movimentação do solo colocou em alerta a população e os governantes que agilmente evacuaram as edificações localizadas nas colinas do bairro condenado. A conduta foi completamente efetiva e responsável, visto que um dos prédios que estavam na região delimitada, de fato, veio a desabar 3 dias após a evacuação. Entretanto, vale a pena reparar em um detalhe, o bairro em questão era composto por moradias de alto padrão, além de hotéis e pousadas de luxo, o que levanta uma pergunta: será que os esforços seriam os mesmos se a situação ocorresse em bairros periféricos de população de baixa renda?

Comunidades, meio ambiente e novas narrativas: as melhores entrevistas de 2023

Em um momento da história onde alguns buscam alternativas em outros planetas e outros procuram refúgio em mundos virtuais, paradoxalmente, o futuro parece ser mesmo a terra. Essa talvez seja uma das grandes lições que 2023 ensinou à arquitetura. Compreender isso implica tomar consciência, também, de que nosso planeta está sendo exaurido a olhos vistos — e uma fatia generosa dessa responsabilidade pertence às cadeias produtivas que envolvem a arquitetura e a construção civil.

Se ainda há alguma coisa que pode ser feita para mitigarmos a crise climática e ambiental em que nos encontramos, ela deverá necessariamente passar por uma revisão de todos os paradigmas que definem a indústria. É preciso mudar o foco e buscar outras narrativas sobre as quais sustentar os modos de fazer arquitetura em escala planetária. Essas ideias ecoaram em muitas vozes este ano e, ao mesmo tempo em que se debateu a possibilidade de futuro para o planeta, igual atenção foi dedicada à escala, valores e culturas locais. As entrevistas selecionadas aqui contam histórias sobre comunidade, meio ambiente, cidades, práticas e novas narrativas para a arquitetura em 2023 e além.