Após um concurso internacional de projeto lançado em janeiro de 2026, o Museu de Arte Contemporânea do Panamá (MAC Panamá) anunciou a seleção dos escritórios mexicanos Palma + Taller TO para projetar seu novo edifício. O museu é descrito como "uma nova infraestrutura cultural aberta à cidade, concebida a partir da identidade, do clima e da paisagem do Panamá." A futura sede do museu ficará localizada no corregimento de San Francisco, consolidando a área como um polo de atividade cultural. Os critérios de seleção envolveram a relação entre o museu e a cidade, priorizando propostas que integrassem elementos de engajamento comunitário e que posicionassem o edifício como uma infraestrutura cultural, enriquecendo o ambiente urbano contemporâneo da Cidade do Panamá.
A Universidade de Toronto revelou o projeto do Temerty Building, uma nova instalação voltada para a pesquisa e o ensino na área da saúde, localizada no coração do campus universitário. O projeto foi desenvolvido pelos escritórios MVRDV e Diamond Schmitt Architects em colaboração com o Two Row Architect. A proposta dá continuidade a uma parceria anterior entre os dois primeiros escritórios no campus de Scarborough da Universidade de Toronto, cuja conclusão está prevista para o final de 2026. Apresentado originalmente no Plano Estratégico Acadêmico 2018-2023 da Temerty Medicine, o projeto prevê uma ampliação de 36.000 metros quadrados do Medical Sciences Building da universidade, incluindo laboratórios de ensino superior, salas de aula e espaços compartilhados. As obras no local devem começar no segundo semestre de 2026, com os trabalhos preparatórios previstos para julho.
Cortesia de Kengo Kuma & Associates e Field Operations
O Brandywine Conservancy & Museum of Art, localizado próximo a Filadélfia, dedica-se a promover as conexões naturais e culturais entre as paisagens, os marcos históricos e os artistas da região. A Conservancy protege terras e recursos hídricos ao longo do Vale do Brandywine e outras áreas prioritárias de conservação, enquanto o museu abriga uma coleção de arte estadunidense, com destaque para a pintura de paisagens e naturezas-mortas, retratos e ilustrações. Em 6 de maio de 2026, a instituição anunciou um projeto para transformar seu campus de 15 acres (cerca de 6 hectares), o qual inclui a reforma do edifício histórico do museu, um novo edifício projetado por Kengo Kuma & Associates e intervenções de conservação e paisagismo pelo escritório Field Operations, criando uma reserva de 325 acres (cerca de 131 hectares) aberta ao público com 10 milhas (cerca de 16 quilômetros) de trilhas.
A Trienal de Arquitetura de Sharjah (SAT) apresenta A Journey into ArchitectureArchives: Baghdad, Damascus, Tunis, com curadoria de George Arbid, em cartaz de 2 de maio a 12 de julho de 2026, na Al Qasimiyah School. Desenvolvido como parte do programa de pesquisa de longo prazo da SAT, o projeto dá continuidade ao compromisso da instituição em documentar e salvaguardar arquivos de arquitetura em todo o mundo árabe. Reunindo materiais de arquivo, maquetes físicas e filmes recém-comissionados, a exposição examina como as histórias da arquitetura são construídas, preservadas e revisitadas ao longo do tempo.
A Comissão Europeia e a Fundació Mies van der Rohe anunciaram as 40 obras selecionadas para a lista de finalistas do Prêmio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia de 2026 – Mies van der Rohe Awards, escolhidas entre um total de 410 indicações. A seleção reúne projetos de 18 países e 36 cidades, oferecendo um panorama da produção arquitetônica contemporânea na Europa. Entre as obras selecionadas, a França conta com nove projetos, seguida pela Espanha com sete e pela Dinamarca com quatro, estando os demais projetos distribuídos por uma ampla gama de contextos europeus. Os finalistas serão anunciados em fevereiro de 2026, e os vencedores serão revelados em abril de 2026, antes do EUmies Awards Days, em maio.
A Comissão Europeia e a Fundació Mies van der Rohe anunciaram os sete projetos finalistas do Prêmio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia de 2026 - Prêmios Mies van der Rohe, apoiado pelo programa Europa Criativa da União Europeia. A seleção ocorre após o anúncio das 410 obras indicadas em novembro e uma lista de 40 projetos finalistas revelada no início de janeiro. Dos sete finalistas, cinco foram selecionados na categoria Arquitetura e dois na categoria Emergente. De acordo com o júri presidido por Smiljan Radić, os projetos finalistas são contribuições exemplares para o futuro da arquitetura europeia, demonstrando como a disciplina pode responder de maneira simultânea a condições locais específicas e a desafios sociais, culturais e ambientais mais amplos. As obras selecionadas abrangem desde intervenções em antigas áreas industriais, pequenos vilarejos e periferias urbanas até projetos cuidadosamente calibrados em grandes cidades. Nesses variados contextos, as propostas mostram como a arquitetura pode transformar cenários esquecidos ou comuns em espaços inclusivos e de alta qualidade para viver, aprender e conviver.
World Monuments Fund (WMF) é uma organização independente dedicada a salvaguardar lugares de grande valor em todo o mundo que enriquecem vidas e promovem a compreensão mútua entre culturas e comunidades. No dia 10 de fevereiro, o WMF anunciou um compromisso de US$ 7 milhões para apoiar 21 projetos de preservação do patrimônio que serão lançados em 2026. Esses investimentos impulsionam o trabalho em locais incluídos no 2025 World Monuments Watch, o programa de defesa do WMF baseado em indicações, ao mesmo tempo em que apoiam novas fases de conservação, planejamento e capacitação em outros sítios patrimoniais em cinco continentes. Os locais selecionados refletem uma ampla variedade cronológica e geográfica, desde paisagens culturais antigas até marcos arquitetônicos modernos. Os projetos destacam a diversidade do patrimônio global, abrangendo desde jardins mogóis e complexos religiosos otomanos até cinemas modernistas, paisagens de mineração industrial, rotas culturais indígenas e santuários sagrados, evidenciando o conhecimento cultural de longo prazo incorporado em sua preservação.
O Royal Institute of British Architects (RIBA) anunciou que o arquiteto, educador e escritor irlandês Níall McLaughlin receberá a Royal Gold Medal de Arquitetura de 2026. Concedida em nome de Sua Majestade, o Rei, a Royal Gold Medal está entre as principais distinções internacionais da arquitetura, reconhecendo uma contribuição contínua para o avanço da disciplina por meio de obras construídas, educação e discurso crítico. Ao anunciar a premiação, o RIBA destacou a influência de longa data de McLaughlin na prática e na pedagogia arquitetônica, citando uma carreira que se estende por mais de três décadas e reflete um compromisso constante com as dimensões cultural, ambiental e social da arquitetura.
Esta semana começou com o Dia Mundial da Justiça Social, trazendo para o primeiro plano questões urgentes de direitos trabalhistas, equidade espacial e governança de recursos, e posicionando a arquitetura tanto como produto quanto como resposta aos sistemas sociais que moldam o acesso à terra, à habitação e às oportunidades. O anúncio dos 15 projetos vencedores do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2026 destacou um panorama global de obras construídas reconhecidas por sua qualidade arquitetônica, inovação e impacto social, oferecendo um retrato da prática contemporânea em diferentes escalas e geografias. As notícias desta semana provocam uma reflexão mais ampla sobre a responsabilidade cívica da arquitetura, com o patrimônio e a construção comunitária por meio da arquitetura cultural despontando como temas centrais. A habitação, por sua vez, ancora outra vertente crítica da discussão com três iniciativas de destaque: um manifesto que reformula a habitação não como uma mercadoria de mercado, mas como um direito cívico e um projeto coletivo fundamentado no cuidado; um plano diretor de regeneração de orla em grande escala que responde à demanda habitacional regional por meio da transformação costeira; e um projeto residencial em madeira que explora o potencial do material em habitações de média densidade.
Falta apenas um mês para a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano Cortina 2026, cujas competições acontecerão de 4 a 22 de fevereiro de 2026. A Cerimônia de Abertura será realizada no dia 6 de fevereiro no Estádio Olímpico San Siro, em Milão, reunindo cerca de 2.900 atletas de todo o mundo para disputar 16 esportes, com 116 medalhas de ouro em jogo. Os Jogos Olímpicos de Inverno retornam à Itália vinte anos depois de Turim 2006 e setenta anos após Cortina 1956. Esta edição, no entanto, adota uma abordagem marcadamente diferente, distanciando-se do modelo tradicional de altos custos e desperdício em prol do reuso adaptativo, do uso de energia renovável e do desenvolvimento regional de longo prazo. Sendo a edição mais dispersa geograficamente na história dos Jogos de Inverno, o plano prevê o uso de 92% de instalações já existentes ou temporárias, aproveitando regiões com forte infraestrutura turística para evitar grandes impactos ambientais e implementar estratégias de design circular e reciclagem — cujos resultados se tornarão evidentes nos próximos meses. Em seguida, serão realizadas as Paralimpíadas de Inverno de Milano Cortina 2026, de 6 a 15 de março de 2026.
O espaço público é frequentemente compreendido como um local que não pertence a ninguém em particular — coletivamente acessível, porém mantido por instituições. No entanto, um número crescente de iniciativas vem desafiando essa premissa ao testar modelos de gestão compartilhada e propriedade distribuída. Em Paris, o projeto Adoptez un banc introduz uma abordagem baseada em patrocínio, permitindo que pessoas e grupos apoiem financeiramente e assumam, de forma temporária e simbólica, a responsabilidade por mobiliários públicos históricos, sem comprometer seu uso coletivo. Em outros pontos da cidade, hortas comunitárias que operam sob a estrutura do programa Main Verte demonstram um modelo de autogestão, no qual proprietários de terras públicos e privados mantêm a titularidade dos terrenos, mas delegam o controle cotidiano a associações de cidadãos/ãs para produção de alimentos e uso compartilhado. Em Nova York, o projeto Common Corner representa um terceiro caminho, fundamentado na colaboração institucional e no design participativo, em que agências públicas, organizações sem fins lucrativos, designers e moradores/as coproduzem o espaço público no contexto da habitação social. Juntos, esses três casos sugerem que o cuidado, a autoria e a responsabilidade podem ser distribuídos entre cidadãos/ãs e instituições, gerando ambientes urbanos mais resilientes e conectados à realidade local.
As seleções de Cor do Ano de 2026 revelam uma transição em direção a paletas matizadas e sobrepostas, além de uma sutil tranquilidade espacial, distanciando-se de tons de terra saturados de previsões anteriores. A tonalidade Cloud Dancer, da Pantone, um branco suave, estabelece uma base de clareza e simplicidade. Por sua vez, a Sherwin-Williams e a C2 Paint destacam a versatilidade dos neutros de tom médio e ocres suaves, enfatizando a autenticidade dos materiais e a adaptabilidade em diferentes superfícies e condições de iluminação interna. Já a Benjamin Moore e a Graham & Brown exploram matizes mais profundos e atmosféricos que equilibram subtons quentes e frios, enquanto Behr, Valspar e AkzoNobel introduzem verdes suaves e tons azulados que visam criar interiores restauradores, serenos e visualmente envolventes.
Teatro Lampegiet em Veenendaal, Holanda. Imagem cortesia de MVRDV
Projetado pelo escritório MVRDV em colaboração com a Buro Happold, o novo Teatro Lampegiet em Veenendaal, nos Países Baixos, deve substituir o edifício teatral existente, construído em 1988. Aprovado pelo Conselho Municipal de Veenendaal em janeiro de 2026, o projeto tem previsão de início de construção para 2027, com conclusão estimada para 2029. Concebido como um espaço culturalcontemporâneo que atende tanto às exigências performáticas atuais quanto à identidade histórica da cidade, o novo teatro apresenta uma composição compacta de múltiplos volumes envolta em uma fachada de cerâmica porosa que transforma o edifício em um marco urbano iluminado.
Santuario de la Naturaleza Humedal Río Maipo. Imagem cortesia de Fundación Cosmos
Celebrado anualmente em 2 de fevereiro, o Dia Mundial das Zonas Úmidas marca a adoção da Convenção de Ramsar em 1971, estabelecendo uma estrutura internacional para reconhecer o papel dessas áreas úmidas na proteção ambiental e no desenvolvimento sustentável. A edição de 2026 tem como tema "Zonas úmidas e conhecimento tradicional: Celebrando o patrimônio cultural", chamando a atenção para a relação duradoura entre os ecossistemas dessas regiões e as práticas culturais, sistemas de conhecimento e estruturas de governança desenvolvidos por comunidades ao longo dos séculos. O tema destaca como o conhecimento ecológico herdado, frequentemente incorporado em rituais, calendários sazonais, práticas de uso da terra e organização espacial, moldou interações resilientes entre os assentamentos humanos e as paisagens hídricas.
O High Museum of Art em Atlanta apresentará Isamu Noguchi: "I am not a designer" de 10 de abril a 2 de agosto de 2026. A exposição examina o trabalho de design de Isamu Noguchi (1904–1988) em escultura, mobiliário, iluminação, paisagismo e cenografia, marcando sua primeira grande retrospectiva focada em design em quase 25 anos. Após a exibição em Atlanta, a mostra seguirá para o Peabody Essex Museum em Salem, Massachusetts, de 19 de setembro de 2026 a 3 de janeiro de 2027, e para a Memorial Art Gallery da Universidade de Rochester na primavera de 2027.
A National Gallery de Londres anunciou o escritório Kengo Kuma & Associates, em colaboração com a BDP e a MICA, como vencedor do concurso internacional para projetar uma nova ala para a instituição. Lançado em setembro de 2025, o certame atraiu 65 propostas de escritórios globais, das quais seis equipes foram selecionadas para a etapa final de desenvolvimento. A escolha representa um marco fundamental na estratégia de desenvolvimento de longo prazo da instituição, o Project Domani, posicionando a nova expansão como um componente central na reconfiguração de suas estruturas arquitetônica e curatorial. Concebido como a mais significativa transformação do museu desde sua fundação em 1824, o projeto visa ampliar a capacidade espacial e o escopo curatorial, possibilitando a exibição de uma narrativa contínua da pintura ocidental em um único espaço.
"Mapear o Novo Mundo" é o lema do Projeto PLATEAU, liderado pelo Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão (MLIT), para desenvolver e expandir o acesso a modelos 3D que representam a diversidade das cidades de todo o país. O Japão é composto por um total de 744 cidades, incluindo 14 com populações que superam um milhão de habitantes, 190 com população entre 100 mil e um milhão, e 540 com populações entre 10 mil e 100 mil habitantes. Até o momento, modelos 3D de mais de 250 cidades foram disponibilizados como dados abertos por meio do Centro de Informações G-Espaciais público do país, podendo também ser acessados através de um visualizador online no navegador. Segundo as autoridades públicas, o projeto visa fortalecer a resiliência urbana ao fornecer à sociedade novas ferramentas para enfrentar desafios locais. Isso envolve não apenas a modelagem do espaço urbano, mas também a colaboração com governos locais, empresas privadas e comunidades de tecnologia. O projeto inclui ainda uma reconstrução digital do local da recém-encerrada Expo Mundial de Osaka.
À medida que grandes eventos culturais, transformações institucionais e novas encomendas arquitetônicas se desenrolam em diferentes geografias, o debate desta semana destaca como a arquitetura opera na interseção entre vida pública, criatividade e adaptação a longo prazo. Com a Milano Design Week 2026 colocando em primeiro plano o processo, a experimentação e a participação de toda a cidade, os projetos e iniciativas que surgem nesta semana apontam para uma transição mais ampla em direção à abertura, acessibilidade e engajamento experiencial entre disciplinas e contextos urbanos. Investimentos contínuos em infraestrutura cultural, de novos museus a reformas de grande escala e propostas vencedoras de concursos, reforçam ainda mais como as instituições continuam a recalibrar seus papéis espaciais e sociais em resposta às crescentes demandas ambientais, tecnológicas e culturais.
A 8ª edição da Bienal de Arquitetura de Tallinn 2026 (TAB 2026) anunciou as propostas vencedoras do seu Concurso do Programa de Instalações e do Concurso de Visões, ambos desenvolvidos sob a estrutura curatorial intitulada "How Much?". Organizada pelo Centro Estoniano de Arquitetura, a bienal acontecerá de 9 de setembro a 30 de novembro de 2026, com sua Semana de Abertura programada de 9 a 13 de setembro. Com curadoria de Stuudio TÄNA, Mark Aleksander Fischer e Mira Samonig, a TAB 2026 explora o papel do dinheiro, da acessibilidade econômica e da alocação de recursos na formação da arquitetura e do ambiente construído, ao mesmo tempo em que examina como a prática contemporânea lida com restrições econômicas e valor cultural.
Em dezembro de 2024, a curadora de arte Koyo Kouoh tornou-se a primeira mulher africana selecionada para fazer a curadoria da 61ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza. Ela propôs uma abordagem introspectiva e sensível para a exposição, moldada por temas como luto, memória, espiritualidade e exaustão global. Após seu falecimento precoce em maio de 2025, a Bienal decidiu continuar com o mesmo projeto curatorial, intitulado In Minor Keys. O escritório Wolff Architects foi convidado por Kouoh no início de 2025 para realizar o projeto expográfico e a cenografia, focados no "poder espacial transformador do limiar como um portal para compreensões e experiências alternativas". O evento foi inaugurado no sábado, 9 de maio, e acontecerá até domingo, 22 de novembro de 2026, nos Giardini della Biennale, no Arsenale di Venezia e em outros locais de Veneza.
Saint-Denis é uma comuna nos subúrbios ao norte de Paris, na França, conhecida pela Basílica Gótica de Saint-Denis e pelo Stade de France. Em uma esquina da Place Jean-Jaurès, em seu centro histórico, adjacente à Basílica, ergue-se o complexo habitacional Îlot 8, um marco brutalista projetado pela arquiteta Renée Gailhoustet. Construído entre 1975 and 1986 para oferecer moradia aos trabalhadores no centro da cidade, contrapondo-se à tendência de relegar a habitação de interesse social às áreas periféricas, o projeto está hoje no centro de um polêmico plano de reurbanização. Muitas vezes descrita como "residencialização" e reestruturação, a proposta envolve a demolição de partes significativas do projeto original. Essa conversão faz parte do programa francês Nouveau Programme National de Renouvellement Urbain (NPNRU) e é justificada por preocupações com deficiências estruturais, segurança e manutenção.