Marianne McKenna e Shirley Blumberg, sócias-fundadoras do escritório KPMB Architects, foram anunciadas como as laureadas de 2025 com a Medalha de Ouro do Royal Architectural Institute of Canada (RAIC), a maior distinção da organização. O prêmio homenageia profissionais cujo trabalho e influência deixaram uma contribuição duradoura para a arquitetura canadense. A entrega oficial da Medalha de Ouro do RAIC acontecerá durante a Conferência de Arquitetura do RAIC, em junho.
Pavilhão da Áustria na Expo Osaka 2025. Imagem cortesia de Expo Austria
O escritório BWM Designers & Architects concluiu o projeto para o Pavilhão da Áustria na Expo Osaka 2025. Intitulado "Austria. Composing the Future" (Áustria. Compondo o Futuro), o pavilhão reinterpreta o tema da exposição, "Projetando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas", sob a ótica da música, sugerindo um futuro que não é apenas projetado, mas também composto. Em colaboração com a agência facts and fiction, o pavilhão e a exposição propõem uma jornada pelo patrimônio musical da Áustria, testemunhando sua transição em direção ao futuro. O pavilhão de 900 metros quadrados está localizado entre os pavilhões da Suíça e da Ucrânia, na seção "Empowering Lives" (Empoderando Vidas).
Nas últimas semanas, diversos escritórios de arquitetura revelaram novos projetos que refletem uma transição contínua em direção a um planejamento urbano integrado e ambientalmente responsivo. Da Europa ao Oriente Médio e à América do Norte, estas propostas equilibram inovação espacial com sustentabilidade de longo prazo, seja por meio de estilos de vida livres de carros, estratégias de desempenho passivo ou construção modular adaptativa. Enquanto alguns projetos reimaginam a infraestrutura e as instituições públicas, outros exploram como a densidade urbana pode coexistir com os ecossistemas naturais. Esta edição do Architecture Now destaca uma seleção de masterplans, edifícios culturais e comunidades residenciais anunciados recentemente que oferecem novos modelos de resiliência ecológica e social no ambiente construído.
Riga Bosques, um projeto multifamiliar para locação (build-to-rent) no distrito de Santa Fe, na Cidade do México, conta com 110 apartamentos residenciais projetados pelo arquiteto Enrique Macotela
Quando as sementes que floresceriam na BoConcept foram plantadas pelos marceneiros Tage Mølholm e Jens Ærthøj na pequena cidade dinamarquesa de Herning, em 1947, seus fundadores dificilmente poderiam prever que a recém-criada empresa de mobiliário se tornaria, com o tempo, uma líder global em design escandinavo contemporâneo.
E, de fato, foi o que aconteceu. Atualmente, a BoConcept opera 300 lojas exclusivas em mais de 65 países, e muitas de suas peças – da minimalista, orgânica e ergonômica cadeira Adelaide, desenhada por Henrik Pedersen, à mesa de jantar Santiago com tampo de cerâmica e traços clássicos, de Morten Georgsen – tornaram-se referências tanto para profissionais de design de interiores quanto para consumidores atentos à estética. Seu alcance global é respaldado por franqueados dedicados, como Carlos Salamonovitz, que recentemente trouxe a visão da BoConcept para um novo projeto residencial na Cidade do México.
Fundado em Guangzhou em 2007 por He Jianxiang e Jiang Ying, o escritório O-office Architects (源计划建筑师事务所) busca, por meio de uma prática projetual baseada em pesquisa, construir um novo discurso espacial que conecte o crescimento acelerado e a cultura regional. Mantendo o rigor e a contenção profissional, o escritório persegue a essência do espaço interior e da vida urbana, amplamente perdidos na atualidade. O O-office compreende o projeto de arquitetura como uma construção e uma jornada dentro de uma urbanização difusa, buscando estabelecer um conjunto de estratégias integradas que transitam por diferentes escalas e disciplinas. A preservação da história e da memória urbana no Delta do Rio das Pérolas, aliada à investigação sobre novas formas de habitação urbana, constituem o foco recente de projeto e pesquisa do escritório. A prática regional singular do O-office tem atraído ampla atenção da mídia especializada nacional e internacional, com obras e ensaios publicados em periódicos acadêmicos de prestígio como The Architecture Review (Reino Unido), Architectural Record (EUA), L'Architecture d'Aujourd'hui (França), CASABELLA (Itália) e Architectural Journal (China), além de diversas publicações internacionais dedicadas ao estudo e a estudos de caso da arquitetura contemporânea chinesa.
Os projetos do O-office receberam inúmeros prêmios nacionais e internacionais de arquitetura e design, destacando-se a indicação do Museu de Fotografia de Lianzhou como um dos três finalistas do Prêmio Internacional RIBA (RIBA International Prize) de 2024, concedido pelo Royal Institute of British Architects. Além disso, o portfólio de reconhecimentos do escritório inclui a Medalha de Ouro da ARCASIA (Associação de Arquitetos da Ásia) em 2020 e 2022, o Prêmio Internacional de Excelência do RIBA em 2021 (RIBA International Award for Excellence), o Prêmio de Arquitetura de Cidade Humanista Sanlian em 2020, uma menção honrosa (Highly Recommended) no prêmio New into Old de 2017 da revista The Architecture Review, e a indicação ao Prêmio Suíço de Arquitetura BSI em 2016. Em 2015, o escritório foi nomeado pela revista norte-americana Architectural Record como uma das dez principais firmas de arquitetura de vanguarda do mundo (Design Vanguard) e, em 2020, foi eleito pela prestigiosa revista domus como um dos 50 melhores escritórios de arquitetura do mundo.
Entre as obras concluídas do O-office, destacam-se o Centro de Artes e Esportes da Escola Secundária Hongling em Shenzhen, a Escola Experimental Hongling, a Plantação de Chá de Duichuan em Gaoming (Foshan), a Comunidade Artística iD Town em Shenzhen, o Colégio Mingde em Shenzhen, o Museu de Fotografia de Lianzhou, além de uma série de projetos de pesquisa e prática em habitação coletiva desenvolvidos em parceria com a Vanke (como o complexo residencial Songshan Lake, os apartamentos Base Bo Yu em Guangzhou e a Comunidade Criativa de Tianhe). Destacam-se também os centros culturais desenvolvidos em colaboração com a Fundação Cultural e Artística EMGdotART em Guangzhou, Pequim e Xangai, bem como o Pavilhão Palazzo Zen em Veneza, Itália, concluído em 2014. Atualmente, os projetos em andamento incluem o complexo integrado do corpo de bombeiros e terminal de ônibus de Dongjiao em Liwan (Guangzhou), centros de arte rural em Linhai (Zhejiang) e Kaiping (Guangdong), e a renovação da Escola Primária de Langtou em Huadu (Guangzhou).
https://www.archdaily.com.br/pt/1143094/vagas-em-guangzhou-o-office-architects-arquiteto-a-de-projeto-arquiteto-a-arquiteto-a-assistente-especialista-em-midia-e-pesquisa-estagiario-a韩爽 - HAN Shuang
O legado arquitetônico do Porto é moldado há muito pelo peso da história e pela clareza da forma. Da obra de Álvaro Siza à densa rede de escritórios que emergem das escolas da cidade, o Porto oferece uma mistura única de continuidade e reinvenção. Aqui, a arquitetura não é apenas uma questão de projeto, mas muitas vezes de resistência — de trabalhar sob restrições, desenhar com precisão e navegar por um ambiente construído marcado pela permanência e pela aversão ao espetáculo.
No entanto, diante desse contexto persistente, uma nova geração de profissionais da arquitetura vem redefinindo o campo com discreta determinação. Frequentemente atuando em espaços compartilhados, esses escritórios equilibram autonomia com colaboração, além de um detalhamento meticuloso com preocupações urbanas mais amplas. Seus estúdios costumam refletir esse ethos: modestos em escala, definidos pelo reuso adaptativo e enraizados na realidade material da cidade. Nesses espaços de trabalho, a arquitetura se desdobra como um processo — às vezes especulativo, às vezes pragmático —, mas sempre reflexivo de uma prática profundamente local e cada vez mais global.
Durante séculos, o coração da Península Arábica foi uma terra de vastos desertos e assentamentos moldados pelo seu entorno. Essa relação com a paisagem, a materialidade e o conhecimento do lugar não apenas perdurou, mas hoje se traduz em um cenário que ganha reconhecimento na cena criativa global. Desde projetos que surgem com uma profunda sensibilidade ao contexto até exposições globaise prêmios que impulsionam sua evolução, a região consolida sua linguagem arquitetônica — enraizada em sua história e, ao mesmo tempo, voltada para novas explorações. Longe de estagnar, esse impulso continua a traçar o caminho para o seu desenvolvimento, estabelecendo a região como uma plataforma de destaque no discurso arquitetônico contemporâneo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143190/insights-da-comissao-de-arquitetura-e-design-da-arabia-saudita-e-da-iniciativa-designathonEnrique Tovar
Projeto do Centro e Museu de Arquitetura da Hungria. Imagem Cortesia de BIVAK Studio
O Centro e Museu de Arquitetura da Hungria, projetado pelo BIVAK Studio em colaboração com o escritório Tér és Forma Szeged Építéstervező Ltd., recebeu a licença de construção, abrindo caminho para o início das obras. Localizado na esquina da avenida Városligeti Fasor com a rua Bajza em Budapeste, na Hungria, o projeto visa estabelecer um polo cultural e profissional integrado ao contexto urbano. A proposta foi selecionada como a vencedora em um concurso internacional de projeto aberto, realizado em duas etapas pela Academia Húngara de Artes em dezembro de 2023.
MVRDV e Zecc Architecten venceram o concurso para transformar a Igreja de São Francisco de Assis em Heerlen em uma piscina pública. Construída há mais de 100 anos, a igreja deixou de realizar missas em 2023, o que deu ao município a oportunidade de reaproveitar o edifício para uso comunitário. Apelidado de Holy Water, o projeto de reuso adaptativo tem como objetivo dar a este monumento nacional tombado, com sua silhueta marcante, uma nova função social, preservando ao mesmo tempo seus elementos históricos. O projeto foi elaborado em uma colaboração entre MVRDV, Zecc Architecten, IMd Raadgevende Ingenieurs, Nelissen Ingenieursbureau e a consultoria de economia de construção SkaaL, com conclusão prevista para o final de 2027.
O Estado do Catar acaba de abrir as portas de seu pavilhão nacional na Expo Osaka 2025. Projetado por Kengo Kuma & Associates em colaboração com os Qatar Museums, o pavilhão combina o artesanato tradicional do Catar e do Japão, ao mesmo tempo que destaca a conexão de ambos os países com o mar, compreendido como um polo de recursos e um meio para o comércio e o intercâmbio de conhecimento. A exposição ficará aberta ao público até 13 de outubro de 2025, com o objetivo de apresentar as inovações do Catar em diversos campos.
Antes vistos como puramente utilitários, os blocos de concreto aparentes vêm, cada vez mais, fazendo parte de uma transformação arquitetônica. Em regiões de clima quente, onde o isolamento térmico é desnecessário, o material pode ser deixado exposto, livre de revestimentos, acabamentos ou adornos. Com isso, a textura, a paginação e a forma passam a definir a personalidade da edificação e a simplificar a construção, ao mesmo tempo em que abrem novas possibilidades de expressão e identidade. Essa abordagem também serve de plataforma para explorar o conceito de honestidade material. Além de seu valor estético, o uso do material "ao natural" pode reduzir significativamente os custos de construção e minimizar a manutenção ao longo da vida útil do edifício.
O Pavilhão de Portugal na Expo 2025 em Osaka adota o tema "Oceano, o Diálogo Azul", oferecendo ao público uma exploração imersiva do oceano como um recurso vital e um pilar da sustentabilidade. Projetado pelo arquiteto japonês Kengo Kuma, o pavilhão busca refletir as profundas conexões históricas, culturais e econômicas de Portugal com o mar, criando uma jornada arquitetônica e narrativa que une passado, presente e futuro. O pavilhão foi inaugurado recentemente na zona "Empowering Lives", ao lado do Pavilhão do Bahrein, projetado pelo escritório Lina Ghotmeh Architecture, e do Pavilhão da Áustria, do escritório BWM Architects.
A Buildner divulgou os resultados do seu Denver Single Stair Housing Challenge, um concurso internacional de projeto que convidou profissionais de arquitetura, design e planejamento urbano a explorar soluções inovadoras para a habitação multifamiliar de alta densidade. Os/as participantes tiveram como tarefa reimaginar a tipologia comum de blocos com acesso por ponto único (point access block) — frequentemente caracterizada por circulação vertical concentrada em um núcleo compacto — e transformá-la em um ambiente residencial mais sustentável, voltado para a comunidade e adaptável. Embora o concurso tenha focado em terrenos em Denver, Colorado, suas discussões são relevantes para contextos urbanos em todos os Estados Unidos e ao redor do mundo.
Foram divulgadas as fotos mais recentes do Pavilhão da Suíça para a Expo 2025 Osaka. Projetado pelo escritório Manuel Herz Architekten, em parceria com a NUSSLI e a Bellprat Partner, após vencerem um concurso de projetos, o pavilhão conduz os/as visitantes por cinco zonas espaciais sob o tema From Heidi to High Tech. A instalação reúne referências das narrativas culturais suíças e dos avanços tecnológicos em um ambiente multissensorial. Em consonância com o tema geral da Expo, "Projetando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas," o pavilhão busca minimizar o impacto ambiental por meio de uma estrutura leve de membrana, que permite uma construção rápida e fortalece a relação entre os dois países.
Ao longo de sua história relativamente recente, os museus evoluíram para condensar aspectos específicos de uma cultura e apresentá-los de forma coerente e unificada. Desse modo, a relação entre a arquitetura e a exposição torna-se crucial, pois cabe ao/à arquiteto/a desenhar não apenas o suporte e o plano de fundo das obras de arte ou artefatos expostos, mas também se responsabilizar pelo percurso do/a visitante, aliando o enriquecimento cultural com a experiência espacial vivenciada ao percorrer as salas de exposição. Contudo, nem todos os museus foram originalmente construídos para essa finalidade.
Por toda a Europa, museus estão sendo instalados ou se expandindo a partir de monumentos históricos e edifícios que perderam sua função original. Frequentemente em estado de deterioração, a decisão de convertê-los em espaços culturais interrompe essa degradação e preserva a matéria histórica, agregando uma nova camada de complexidade às exposições planejadas. O papel do/a arquiteto/a passa a ser o de introduzir uma ordem e um sistema capazes de equilibrar o patrimônio do local com as demandas de funcionalidade modernas, garantindo a preservação da essência da estrutura original enquanto atende às necessidades das exposições contemporâneas e do engajamento do público.
A Expo 2025 Osaka foi oficialmente inaugurada em 13 de abril de 2025, em Yumeshima, Osaka. Sob o tema central "Projetando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas", o evento se propõe a explorar três subtemas fundamentais: Salvar Vidas, Empoderar Vidas e Conectar Vidas. Esses temas buscam unir entusiastas de arquitetura e design ao demonstrar como tecnologias de ponta e soluções inovadoras podem enfrentar desafios globais, promover o diálogo e inspirar ações coletivas.
Como é possível alcançar o bem-estar emocional no âmbito público? Qual é o papel dos espaços públicos na promoção do bem-estar urbano? Considerando que as práticas esportivas podem constituir um componente vital na geração de espaços públicos saudáveis, a prática do skate, uma das atividades urbanas mais reconhecidas em nível global, representa uma alternativa na construção de oportunidades para o desenvolvimento físico, recreativo, social, cultural e também profissional de múltiplas gerações.
Carlo Ratti, o designer da tocha dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026. Imagem cortesia de Milão-Cortina 2026
As tochas oficiais, chamadas de Essential, para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de Milano Cortina 2026, foram apresentadas em eventos paralelos na Triennale di Milano e na Expo 2025 em Osaka. Projetada por Carlo Ratti Associati em colaboração com a Eni e sua subsidiária Versalis, a Essential adota uma abordagem minimalista que coloca a chama em primeiro plano como o elemento central. O projeto combina design italiano com precisão de engenharia, resultando em uma tocha que atua tanto como um objeto simbólico quanto técnico. Sua estrutura aberta, incomum no design de tochas, permite que o público veja como a chama é produzida, revelando mecanismos que geralmente ficam ocultos.
A edição de 2025 do Coachella Valley Music & Arts Festival dá continuidade à sua tradição de unir arte contemporânea em grande escala e música, transformando o Empire Polo Field em uma paisagem dinâmica de instalações imersivas. Com curadoria de Raffi Lehrer, da Public Art Company (PAC), em colaboração com a direção de arte de Paul Clemente, da Goldenvoice, a programação deste ano explora temas como movimento, ilusão e impermanência por meio de obras inéditas comissionadas e de artistas que retornam ao festival. Desde 2016, o programa artístico do Coachella evoluiu para uma plataforma multidisciplinar, com a maior parte de sua produção gerenciada internamente e no próprio local. O festival de 2025 acontece ao longo de dois fins de semana, de 11 a 13 de abril e de 18 a 20 de abril. A edição deste ano inclui três novas instalações artísticas comissionadas, além de obras permanentes e de edições anteriores que retornam ao evento.
Segundo diversos estudos recentes, o ruído nas cidades tornou-se um risco crescente para a saúde. O ruído ambiental, ou seja, o ruído proveniente do tráfego, de atividades industriais ou de música amplificada que atinge os espaços internos, não é apenas um incômodo. Ele está associado a doenças cardiovasculares, diabetes, demência e problemas de saúde mental. À medida que o mundo se urbaniza, cada vez mais pessoas ficam expostas a níveis excessivos de ruído. Como o desenho urbano e as estratégias de arquitetura podem ajudar a prevenir esse cenário?
Ao projetar espaços para contemplar, a arquitetura entra em diálogo com o território na busca por compreender a paisagem e desfrutar da realidade, seja ela natural ou construída. A partir do convite para contemplar o entorno que nos cerca, profissionais de arquitetura na América Latina embarcam no desafio de construir estruturas que interagem com a natureza, reinterpretam certas tipologias edilícias ou fazem parte do aprendizado e do ensino de arquitetura para as futuras gerações. A ampla variedade de paisagens e culturas disponíveis no contexto latino-americano revela as infinitas oportunidades em que a arquitetura desponta com potencial para fomentar o diálogo entre quem observa e o objeto observado, além de aproveitar a conexão com a flora, a fauna e as demais espécies locais que a região oferece.
A Índia vive um momento divisor de águas em sua evolução urbana. Com as Nações Unidas projetando que a urbanização atingirá 68% até 2050, as regiões metropolitanas do país precisam se adaptar ao aumento populacional, mantendo a equidade e a qualidade de vida. Espera-se que a população urbana da Índia ultrapasse os 600 milhões até 2030, direcionando as atenções tanto para a densidade quanto para a dispersão urbana. Como um protagonista emergente no campo do desenvolvimento de edifícios altos, a Índia está reestruturando a forma como lida com o crescimento urbano ao migrar da dispersão horizontal para a expansão vertical.
A tecnologia de renderização em tempo real está evoluindo a um ritmo sem precedentes, e o D5 Render 2.10 estabelece um novo patamar com a introdução do path tracing em tempo real. Além desse avanço de última geração, a atualização traz melhorias significativas no pós-processamento orientado por inteligência artificial, na geração procedural de cidades, nos efeitos climáticos, nos controles de animação e nos recursos de colaboração em equipe, elevando tanto a qualidade da renderização quanto a eficiência do fluxo de trabalho.
A edição de 2025 da Semana de Design de Milão e o Salone del Mobile.Milano, realizados de 7 a 13 de abril, reuniram uma gama diversificada de instalações temporárias na interseção entre arquitetura, design e inovação de materiais. Espalhadas por locais históricos, pátios e espaços expositivos por toda a cidade, essas obras site-specific exploraram conceitos como sustentabilidade, impermanência, experiência sensorial e interação espacial, alinhando-se ao tema desta edição, que investiga as conexões profundas entre a humanidade e o design. Escritórios de arquitetura, profissionais de design e artistas colaboraram com marcas e instituições para criar ambientes que respondessem ao contexto, ao mesmo tempo em que propunham novas abordagens sobre como os espaços são projetados, vivenciados e construídos. A seleção a seguir destaca dez instalações apresentadas durante a semana, refletindo uma variedade de abordagens projetuais, materiais e conceitos espaciais.