O ambiente interno é o foco deste segundo artigo sobre projetar considerando o ruído para melhorar o bem-estar. Segundo diversos estudos recentes, o ruído nas cidades tornou-se uma ameaça crescente à saúde. O ruído ambiental — ou seja, aquele proveniente do tráfego, de atividades industriais ou de música amplificada que atinge os espaços internos — não é apenas um incômodo. Ele está associado a doenças cardiovasculares, diabetes, demência e problemas de saúde mental. À medida que o mundo se urbaniza, mais pessoas ficam expostas a níveis excessivos de ruído. Em habitações de média e alta densidade, em edifícios de escritórios e em escolas, a poluição sonora pode emanar tanto de fontes internas quanto externas.
Torres de concreto dominam a silhueta das cidades asiáticas e africanas — edifícios imponentes que personificam o desenvolvimento. Com acesso às ferramentas e materiais da modernidade industrial, o Sul Global entra no cenário mundial exibindo sua prosperidade. No entanto, no âmago de ambições crescentes, esse material construtivo evoca legados coloniais e economias extrativistas que geram desequilíbrios de poder na esfera geopolítica. A crise climática no horizonte apenas intensifica a complexa relação entre materiais de construção, demandas de sustentabilidade e a soberania de muitos países.
Como o primeiro instituto de pós-graduação em ensino de arquitetura nascido de conexões com algumas das figuras mais influentes do design contemporâneo, a Yacademy oferece a quem passa por suas portas a chance de crescer — tanto profissional quanto pessoalmente. Aqui, jovens profissionais da arquitetura vivenciam uma jornada abrangente projetada para aprimorar suas habilidades, aguçar sua sensibilidade e cultivar relações significativas. Um pilar dessa jornada é o workshop de construção.
A edição de 2025 da exposição Time Space Existence deve atrair o público de 10 de maio a 23 de novembro. Organizada pelo Centro Cultural Europeu (ECC) em locais de prestígio em Veneza — Palazzo Bembo, Palazzo Mora e Jardins da Marinaressa —, esta sétima edição reúne um grupo diversificado de 207 arquitetos/as, designers, artistas e pesquisadores/as de mais de 52 países. Todas as contribuições são organizadas sob o tema "Reparar, Regenerar e Reutilizar", explorando a capacidade da arquitetura de responder a desafios ambientais, sociais e culturais críticos. Entre os destaques da seção de Projetos Especiais está a exposição inaugural do ArchDaily, que apresenta seis escritórios de arquitetura reconhecidos anteriormente em nossa premiação Novas Práticas como vozes emergentes no campo da inovação arquitetônica.
A Prefeitura de Veneza revelou os planos para um novo estádio com capacidade para 18.500 pessoas projetado pelo escritório Populous. O estádio será construído no Bosco dello Sport, em Tessera, e será destinado ao futebol, ao rúgbi da Série A e a outros eventos, como shows. A Maffeis Engineering e a Populous foram contratadas para os trabalhos de projeto e engenharia por um consórcio composto por Costruzioni Bordignon, Fincantieri Infrastrutture e Ranzato Impianti, vencedor da licitação em março de 2024. As empresas Soil Engineering, Seingim e Gae Engineering também colaboram no projeto.
Path of Knowledge - Southern Branch of the National Central Library Nome do expositor: Bio-architecture Formosana, CRA Carlo Ratti Associati. Imagem cortesia de National Taiwan Museum of Fine Art.
A edição de 2025 da Milan Design Week aconteceu de 8 a 13 de abril de 2025. Durante esses cinco dias, a cidade de Milão sediou eventos especiais, exposições, instalações e debates centrados nas disciplinas criativas, incluindo a 63ª edição do Salone del Mobile no centro de exposições Fiera Milano. Entre as inúmeras atividades, o evento se consolida como uma oportunidade ideal para apresentar as últimas tendências e revelar os próximos lançamentos de marcas e designers do mundo todo. Dentre as novidades e lançamentos de produtos, a equipe do ArchDaily identificou uma seleção de peças desenhadas por arquitetos/as, que vão desde sistemas de iluminação e mobiliário até materiais e pequenos objetos.
Adesivo de distanciamento em universidade no Canadá. Fonte: Ana Laura Pavin, 2025
Vivemos hoje em um mundo pós-pandêmico, onde as conexões humanas e a atenção à fragilidade da existência foram sutilmente redesenhadas. Mais do que hábitos, foi o próprio espaço urbano e arquitetônico que aprendeu a respirar de outro modo, tentando acolher um tempo incerto. Hoje, caminhamos na serenidade do 'quase normal', mas as cicatrizes daquele tempo ainda sussurram pelas ruas, pelas formas, pelos silêncios — sobreviventes delicados de um passado recente que insiste em permanecer.
https://www.archdaily.com.br/pt/1029484/as-cicatrizes-da-covid-19-nos-espacos-coletivosEduardo Baptista Lopes e Maria Clara Stefanovicz do Prado
Acompanhando uma tendência mais ampla nos espaços arquitetônicos, os banheiros deixaram de ter funções estritamente utilitárias para se tornarem ambientes integrados a sistemas inteligentes, nos quais parâmetros físicos, cognitivos e sensoriais são considerados no desenvolvimento de soluções espaciais. No entanto, vale sempre lembrar que a tecnologia de ponta nem sempre garante uma experiência melhor. Embora a automação de alto padrão e os controles digitais ofereçam recursos impressionantes, costumam ser os recursos sutis e fáceis de usar — aqueles que parecem intuitivos, e não intrusivos — que deixam uma impressão duradoura. São essas inovações silenciosas que elevam as rotinas diárias sem complicá-las desnecessariamente. A adoção da ergonomia centrada no usuário e na usuária — uma abordagem de design que toma as necessidades e limitações humanas como ponto de partida — tem norteado a criação de componentes que respondem de forma adaptativa à presença, ao comportamento e às preferências de quem os utiliza. Tecnologias como bacias sanitárias com funções automatizadas, torneiras acionadas por proximidade, caixas de descarga embutidas e controles intuitivos de temperatura não apenas aumentam o conforto e a acessibilidade, mas também contribuem para uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos e energéticos.
Em 23 de abril de 2025, um terremoto de magnitude 6,2 no Mar de Mármara atingiu a maior cidade da Turquia, Istambul, causando pânico generalizado e ferindo mais de 230 pessoas, principalmente devido a quedas e acidentes causados pelo pânico. Ao longo do dia, pelo menos 272 tremores secundários foram registrados, com o mais forte atingindo a magnitude de 5,9. De acordo com uma declaração inicial do ministro do Interior, Ali Yerlikaya, não houve grandes destruições além do desabamento de um único edifício abandonado. No entanto, o evento reacendeu o debate público e profissional sobre a preparação da cidade para um evento sísmico muito maior, há muito tempo previsto por especialistas que monitoram a Falha de Anatólia do Norte.
O ArchDaily, em colaboração com o European Cultural Center (ECC), está organizando sua primeira exposição como parte da sétima edição da Time Space Existence, mostra bienal de arquitetura realizada em paralelo à 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza. Em cartaz de 10 de maio a 23 de novembro de 2025, esta edição convida profissionais do setor a explorar os temas de Reparar, Regenerar e Reutilizar, enfatizando abordagens inovadoras e sustentáveis para o ambiente construído. A contribuição do ArchDaily será apresentada em um espaço exclusivo no Palazzo Mora, complementando outros locais de exposição, como o Palazzo Bembo, os Jardins de Marinaressa e o Palazzo Michiel.
Residências, villas e refúgios são cada vez mais concebidos como lugares de pausa — espaços onde a arquitetura propicia o descanso, a reflexão e uma conexão mais profunda com a natureza. Em vez de se concentrarem apenas na vida urbana ou na eficiência compacta, essas moradias inserem-se em contextos remotos, cênicos ou rurais, onde a paisagem se torna parte fundamental do cotidiano. Por meio de uma implantação cuidadosa, do uso de materiais naturais e de distribuições espaciais abertas, essas propostas oferecem um padrão de vida elevado, que é ao mesmo tempo intencional e profundamente enraizado no lugar.
A Bi-City Biennale of Urbanism\Architecture (UABB) é um evento cultural bienal estabelecido de forma colaborativa por Shenzhen e Hong Kong. A 10ª UABB contará com uma sub-sede em Huaqiangbei, com abertura prevista para dezembro de 2025. Huaqiangbei, conhecida mundialmente como a "Rua Eletrônica Nº 1 da China", sediará exposições sob o tema "Cidade do Futuro x Tecnologia x Arte" durante a 10ª UABB. Diante disso, convidamos pessoas e organizações de todo o mundo a enviarem propostas e ideias criativas para dinamizar a inovação espacial de Huaqiangbei. Esta convocatória de propostas divide-se em duas categorias principais: "Propostas de Renovação Criativa" e "Documentos Arquivísticos".
https://www.archdaily.com.br/pt/1142762/chamada-internacional-de-ideias-criativas-e-documentos-de-arquivo-da-sub-sede-huaqiangbei-da-10a-uabb韩爽 - HAN Shuang
Nas últimas décadas, Santiago evoluiu para um polo de exploração arquitetônica contemporânea, mesclando seu charme histórico a intervenções modernas. Projetos como a Cidade da Cultura, do escritório Eisenman Architects, refletem um diálogo ambicioso entre o design de vanguarda e a paisagem natural da Galícia. Somam-se a isso obras de Álvaro Siza Vieira, Arata Isozaki, Francisco Mangado e outros grandes nomes da arquitetura, que incorporam materiais e formas locais em projetos inovadores. Juntas, essas obras posicionam Santiago de Compostela como um destino arquitetônico dinâmico na narrativa cultural mais ampla da Espanha.
A Architectural League de Nova York anunciou os/as vencedores/as do 44º ciclo do Architectural League Prize para Jovens Arquitetos/as e Designers. A cada ano, o concurso se concentra em um tema desenvolvido por um comitê de vencedores/as de edições anteriores. O tema deste ano, Plot, convidou os/as participantes a explorar o papel do conceito na arquitetura — seja compreendido como lote de terra, desenho ou enredo — e a considerar como essas estruturas moldam as narrativas e os processos de projeto. Fundada em 1981, a premiação anual reconhece arquitetos/as em início de carreira e designers na América do Norte.
A programação deste ano segue um modelo híbrido. Uma série de palestras virtuais terá início em 11 de junho, apresentando o trabalho dos/as vencedores/as acompanhado de debates mediados. As instalações criadas pelos/as premiados/as serão apresentadas tanto presencialmente quanto em formatos digitais, integrando uma exposição online.
O trabalho sempre evoluiu, adaptando-se às ferramentas, tecnologias e estruturas sociais de sua época. Nas primeiras sociedades humanas, a sobrevivência básica era a força motriz do trabalho, com caçadores-coletores dividindo tarefas essenciais para atender às necessidades mais elementares. A Revolução Agrícola marcou um ponto de inflexão, introduzindo assentamentos permanentes e a especialização, o que levou ao surgimento da divisão do trabalho nas civilizações antigas. Com o passar do tempo, a Idade Média viu o surgimento do sistema feudal, enquanto o comércio e as corporações de ofício lançaram as bases para uma mudança monumental: a Revolução Industrial. Essa era transformou o trabalho de uma produção artesanal e doméstica em sistemas de manufatura centralizados e em grande escala.
Antes da industrialização, muitas pessoas prestavam serviços a partir de suas próprias casas. No entanto, à medida que as fábricas cresceram, a força de trabalho centralizou-se, transformando a relação entre profissionais e o local de trabalho. A ascensão do setor de serviços e das corporações modernas deu origem a espaços de escritório que eram frequentemente rígidos e compartimentados, como as icônicas baias do século XX. Hoje, à medida que o trabalho se torna cada vez mais digital e descentralizado, os escritórios se transformam novamente. Layouts abertos, zonas especializadas e cabines modulares (pods) estão substituindo configurações estáticas, promovendo flexibilidade, foco, colaboração e bem-estar. Mas de que forma as inovações nos ambientes de trabalho modernos respondem às demandas de profissionais de hoje?
Por ocasião da Design Week 2025, a Gessi transforma a Casa Gessi Milano em uma experiência de Haute Culture, colocando o bem-estar pessoal no centro das atenções. Com uma presença consolidada no cenário internacional do design, a Gessi continua a incorporar uma visão de inovação, bem-estar e sensibilidade estética refinada. Desde sua inauguração em 2012, este espaço icônico na Via Manzoni tornou-se um ponto de encontro singular onde criatividade, elegância e experimentação dialogam.
O Pavilhão da Indonésia na Expo 2025 Osaka, aberto ao público de 13 de abril a 13 de outubro de 2025, apresenta uma combinação de tradição e visão de futuro alinhada ao tema da Expo, "Projetando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas". Simbolizando a filosofia de "Diversidade na Unidade", o pavilhão se inspira na rica história marítima da Indonésia. Sua estrutura assume a forma de um casco de barco estilizado, representando progresso e resiliência. O formato ascendente do projeto reflete a perspectiva otimista do país em seguir em frente, enfrentando desafios com determinação e buscando alcançar metas ambiciosas.
Cortesia do Pavilhão de Singapura, Expo 2025 Osaka
O grupo DP Architects, em colaboração com a Kingsmen Exhibits, projetou o Pavilhão de Singapura para a Expo Osaka 2025. Inaugurado oficialmente em 13 de abril, o espaço agora está aberto ao público. O conceito do pavilhão gira em torno do lema "Onde os sonhos ganham forma", com o objetivo de oferecer uma imersão na cultura e nas inovações de impacto do país. Com formato de uma esfera de 17 metros de altura revestida por discos reciclados, a estrutura abriga uma exposição multissensorial que destaca ações e tecnologias voltadas para um futuro mais sustentável.
O papel da cozinha passou por uma transformação notável, evoluindo de um espaço puramente funcional para o hub central do lar, onde a criatividade prospera e conexões significativas são estabelecidas. Essa mudança está intimamente ligada à crescente popularidade do ato de cozinhar como um hobby, impulsionada pela profusão de programas de TV voltados à culinária e canais dedicados ao tema. Trata-se de um reflexo de um movimento cultural mais amplo em direção à autenticidade em um mundo cada vez mais digital — um contraponto ao ritmo acelerado da vida moderna que valoriza um estilo de vida mais lento e consciente, frequentemente chamado de "slow living".
Essa tendência também se alinha a um foco crescente na saúde e no bem-estar, bem como a uma valorização renovada da natureza e do patrimônio cultural. Hoje, a cozinha é muito mais do que um local de preparação de refeições: é onde as famílias se reúnem, amigos e amigas se conectam, e as habilidades culinárias são aprimoradas e celebradas. Contudo, mesmo uma atividade tão elementar e prática quanto cozinhar pode ser transformada pela tecnologia. Para além dos eletrodomésticos e utensílios eletrônicos tradicionais que simplificam diversos processos, a Inteligência Artificial desponta como uma forte aliada na cozinha moderna.
Uma boa conversa pode fazer o tempo parecer passar mais rápido. No entanto, será que esse efeito se deve exclusivamente à troca verbal, ou nossa percepção do tempo poderia ser moldada pelas condições espaciais ao nosso redor? Existem ambientes que, por sua escala, distribuição e atmosfera, favorecem o encontro, a escuta ou a pausa, influenciando, assim, a experiência humana. Talvez não sejam as palavras compartilhadas, mas o espaço em que falamos que realmente molda nossa compreensão do tempo. Algumas teorias sociológicas sobre nossa sociedade e o ambiente construído vão além de considerá-lo um mero recipiente físico, sugerindo que a arquitetura, em sua própria dualidade, pode atuar tanto como inibidora quanto como catalisadora de nossas experiências temporais, impactando nosso bem-estar.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142949/bem-estar-e-espacos-lentos-a-arquitetura-pode-distorcer-a-maneira-como-experienciamos-o-tempoEnrique Tovar
A curadora de arquitetura, escritora e editora alemã Kristin Feireissfaleceu em 20 de abril de 2025. Com uma carreira de mais de quatro décadas, Feireiss desempenhou um papel significativo na promoção do debate público internacional sobre arquitetura, desenvolvimento urbano e transformação social.
Nascida em 1942, Feireiss estudou história da arte e filosofia na Universidade Johann Wolfgang Goethe, em Frankfurt. Em 1980, cofundou o "Aedes Architecture Forum" em Berlim com Helga Retzer, estabelecendo a primeira galeria de arquitetura privada da Europa. Após o falecimento de Retzer em 1984, Feireiss continuou a desenvolver o Aedes, transformando-o em uma plataforma de reconhecimento internacional. Desde 1994, em colaboração com Hans-Jürgen Commerell, ela curou mais de 350 exposições e catálogos, expandindo o alcance e o impacto do fórum. Em 2009, a dupla também fundou o "ANCB The Aedes Metropolitan Laboratory", que recebeu o Prêmio de Inovação Alemão em 2010.
O OMA revelou sua mais recente expografia para a exposição "Christian Dior: Designer of Dreams" em Seul, na Coreia do Sul. Realizada no Dongdaemun Design Plaza (DDP), a mostra marca a quinta colaboração entre o OMA e a Dior. Os designs anteriores incluem "Dior: From Paris to the World" no Denver Art Museum (2018) e no Dallas Museum of Art (2019), além de "Christian Dior: Designer of Dreams" no Museum of Contemporary Art Tokyo (2022). A exposição em Seul apresenta mais de 80 anos de história criativa da Dior e o patrimônio cultural da Coreia.