A Buildner divulgou os resultados do seu Denver Single Stair Housing Challenge, um concurso internacional de projeto que convidou profissionais de arquitetura, design e planejamento urbano a explorar soluções inovadoras para a habitação multifamiliar de alta densidade. Os/as participantes tiveram como tarefa reimaginar a tipologia comum de blocos com acesso por ponto único (point access block) — frequentemente caracterizada por circulação vertical concentrada em um núcleo compacto — e transformá-la em um ambiente residencial mais sustentável, voltado para a comunidade e adaptável. Embora o concurso tenha focado em terrenos em Denver, Colorado, suas discussões são relevantes para contextos urbanos em todos os Estados Unidos e ao redor do mundo.
Foram divulgadas as fotos mais recentes do Pavilhão da Suíça para a Expo 2025 Osaka. Projetado pelo escritório Manuel Herz Architekten, em parceria com a NUSSLI e a Bellprat Partner, após vencerem um concurso de projetos, o pavilhão conduz os/as visitantes por cinco zonas espaciais sob o tema From Heidi to High Tech. A instalação reúne referências das narrativas culturais suíças e dos avanços tecnológicos em um ambiente multissensorial. Em consonância com o tema geral da Expo, "Projetando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas," o pavilhão busca minimizar o impacto ambiental por meio de uma estrutura leve de membrana, que permite uma construção rápida e fortalece a relação entre os dois países.
Ao longo de sua história relativamente recente, os museus evoluíram para condensar aspectos específicos de uma cultura e apresentá-los de forma coerente e unificada. Desse modo, a relação entre a arquitetura e a exposição torna-se crucial, pois cabe ao/à arquiteto/a desenhar não apenas o suporte e o plano de fundo das obras de arte ou artefatos expostos, mas também se responsabilizar pelo percurso do/a visitante, aliando o enriquecimento cultural com a experiência espacial vivenciada ao percorrer as salas de exposição. Contudo, nem todos os museus foram originalmente construídos para essa finalidade.
Por toda a Europa, museus estão sendo instalados ou se expandindo a partir de monumentos históricos e edifícios que perderam sua função original. Frequentemente em estado de deterioração, a decisão de convertê-los em espaços culturais interrompe essa degradação e preserva a matéria histórica, agregando uma nova camada de complexidade às exposições planejadas. O papel do/a arquiteto/a passa a ser o de introduzir uma ordem e um sistema capazes de equilibrar o patrimônio do local com as demandas de funcionalidade modernas, garantindo a preservação da essência da estrutura original enquanto atende às necessidades das exposições contemporâneas e do engajamento do público.
A Expo 2025 Osaka foi oficialmente inaugurada em 13 de abril de 2025, em Yumeshima, Osaka. Sob o tema central "Projetando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas", o evento se propõe a explorar três subtemas fundamentais: Salvar Vidas, Empoderar Vidas e Conectar Vidas. Esses temas buscam unir entusiastas de arquitetura e design ao demonstrar como tecnologias de ponta e soluções inovadoras podem enfrentar desafios globais, promover o diálogo e inspirar ações coletivas.
Como é possível alcançar o bem-estar emocional no âmbito público? Qual é o papel dos espaços públicos na promoção do bem-estar urbano? Considerando que as práticas esportivas podem constituir um componente vital na geração de espaços públicos saudáveis, a prática do skate, uma das atividades urbanas mais reconhecidas em nível global, representa uma alternativa na construção de oportunidades para o desenvolvimento físico, recreativo, social, cultural e também profissional de múltiplas gerações.
Carlo Ratti, o designer da tocha dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026. Imagem cortesia de Milão-Cortina 2026
As tochas oficiais, chamadas de Essential, para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de Milano Cortina 2026, foram apresentadas em eventos paralelos na Triennale di Milano e na Expo 2025 em Osaka. Projetada por Carlo Ratti Associati em colaboração com a Eni e sua subsidiária Versalis, a Essential adota uma abordagem minimalista que coloca a chama em primeiro plano como o elemento central. O projeto combina design italiano com precisão de engenharia, resultando em uma tocha que atua tanto como um objeto simbólico quanto técnico. Sua estrutura aberta, incomum no design de tochas, permite que o público veja como a chama é produzida, revelando mecanismos que geralmente ficam ocultos.
A edição de 2025 do Coachella Valley Music & Arts Festival dá continuidade à sua tradição de unir arte contemporânea em grande escala e música, transformando o Empire Polo Field em uma paisagem dinâmica de instalações imersivas. Com curadoria de Raffi Lehrer, da Public Art Company (PAC), em colaboração com a direção de arte de Paul Clemente, da Goldenvoice, a programação deste ano explora temas como movimento, ilusão e impermanência por meio de obras inéditas comissionadas e de artistas que retornam ao festival. Desde 2016, o programa artístico do Coachella evoluiu para uma plataforma multidisciplinar, com a maior parte de sua produção gerenciada internamente e no próprio local. O festival de 2025 acontece ao longo de dois fins de semana, de 11 a 13 de abril e de 18 a 20 de abril. A edição deste ano inclui três novas instalações artísticas comissionadas, além de obras permanentes e de edições anteriores que retornam ao evento.
Segundo diversos estudos recentes, o ruído nas cidades tornou-se um risco crescente para a saúde. O ruído ambiental, ou seja, o ruído proveniente do tráfego, de atividades industriais ou de música amplificada que atinge os espaços internos, não é apenas um incômodo. Ele está associado a doenças cardiovasculares, diabetes, demência e problemas de saúde mental. À medida que o mundo se urbaniza, cada vez mais pessoas ficam expostas a níveis excessivos de ruído. Como o desenho urbano e as estratégias de arquitetura podem ajudar a prevenir esse cenário?
Ao projetar espaços para contemplar, a arquitetura entra em diálogo com o território na busca por compreender a paisagem e desfrutar da realidade, seja ela natural ou construída. A partir do convite para contemplar o entorno que nos cerca, profissionais de arquitetura na América Latina embarcam no desafio de construir estruturas que interagem com a natureza, reinterpretam certas tipologias edilícias ou fazem parte do aprendizado e do ensino de arquitetura para as futuras gerações. A ampla variedade de paisagens e culturas disponíveis no contexto latino-americano revela as infinitas oportunidades em que a arquitetura desponta com potencial para fomentar o diálogo entre quem observa e o objeto observado, além de aproveitar a conexão com a flora, a fauna e as demais espécies locais que a região oferece.
A Índia vive um momento divisor de águas em sua evolução urbana. Com as Nações Unidas projetando que a urbanização atingirá 68% até 2050, as regiões metropolitanas do país precisam se adaptar ao aumento populacional, mantendo a equidade e a qualidade de vida. Espera-se que a população urbana da Índia ultrapasse os 600 milhões até 2030, direcionando as atenções tanto para a densidade quanto para a dispersão urbana. Como um protagonista emergente no campo do desenvolvimento de edifícios altos, a Índia está reestruturando a forma como lida com o crescimento urbano ao migrar da dispersão horizontal para a expansão vertical.
A tecnologia de renderização em tempo real está evoluindo a um ritmo sem precedentes, e o D5 Render 2.10 estabelece um novo patamar com a introdução do path tracing em tempo real. Além desse avanço de última geração, a atualização traz melhorias significativas no pós-processamento orientado por inteligência artificial, na geração procedural de cidades, nos efeitos climáticos, nos controles de animação e nos recursos de colaboração em equipe, elevando tanto a qualidade da renderização quanto a eficiência do fluxo de trabalho.
A edição de 2025 da Semana de Design de Milão e o Salone del Mobile.Milano, realizados de 7 a 13 de abril, reuniram uma gama diversificada de instalações temporárias na interseção entre arquitetura, design e inovação de materiais. Espalhadas por locais históricos, pátios e espaços expositivos por toda a cidade, essas obras site-specific exploraram conceitos como sustentabilidade, impermanência, experiência sensorial e interação espacial, alinhando-se ao tema desta edição, que investiga as conexões profundas entre a humanidade e o design. Escritórios de arquitetura, profissionais de design e artistas colaboraram com marcas e instituições para criar ambientes que respondessem ao contexto, ao mesmo tempo em que propunham novas abordagens sobre como os espaços são projetados, vivenciados e construídos. A seleção a seguir destaca dez instalações apresentadas durante a semana, refletindo uma variedade de abordagens projetuais, materiais e conceitos espaciais.
Jardim de Polinizadores e Pradaria. Imagem cortesia de San Antonio Botanical Garden e Reed Hilderbrand
O escritório Reed Hilderbrand Landscape Architecture revelou imagens de seu plano diretor estratégico para o Jardim Botânico de San Antonio, no Texas, Estados Unidos. O plano foi elaborado para orientar o futuro dessa paisagem pública, refletindo objetivos de longo prazo voltados para acessibilidade, conservação e educação botânica. A proposta inclui um novo campus de horticultura e uma estufa pública para o local, projetados pelo escritório de arquitetura nova-iorquino SO-IL — cujo projeto residencial 450 Warren no Brooklyn foi eleito pelos leitores do ArchDaily como a Obra do Ano de 2024 na categoria Habitação. O plano diretor visa criar um ambiente ecologicamente mais sustentável, ao mesmo tempo em que aprimora a experiência do público ao longo da área de 38 acres do jardim.
Ao se pensar no Japão, as primeiras imagens que vêm à mente são as ruas movimentadas de Tóquio, os antigos castelos fortificados e os rios ladeados por cerejeiras nas áreas urbanas. No entanto, pouco se discute a respeito de um problema atual enfrentado pelo mercado imobiliário do país: as Akiya, termo japonês que se traduz como "casa vazia". Em 2024, o número de Akiya no Japão atingiu a marca recorde de nove milhões de unidades. Aponta-se que a raiz do problema esteja no declínio demográfico. Com a transmissão dos imóveis por herança familiar, eles frequentemente se transformam em fardos, e não em ativos. À medida que as gerações mais jovens migram para os grandes centros ou optam por viver em apartamentos, o interesse em habitar ou manter a antiga residência da família diminui drasticamente, sobretudo se estiver localizada em áreas rurais ou de menor conveniência. Metrópoles como Tóquio apresentam um volume menor de Akiya devido ao alto custo do solo. Contudo, entraves como os elevados custos de adequação às normas de segurança contra terremotos e a maior tributação sobre terrenos vazios ainda levam ao abandono dessas propriedades, mesmo em áreas urbanas.
Os espaços públicos são mais do que meros vazios físicos no tecido urbano — constituem palcos para a interação social, a expressão cultural e a memória coletiva. Em tempos de fragmentação social e estresse ambiental, esses espaços podem atuar como catalisadores de cura, oferecendo ambientes seguros onde as comunidades podem se reconectar. Por meio de um desenho atento e de processos participativos, as intervenções no espaço público têm o potencial de reconstruir a confiança, promover o bem-estar mental e fomentar um sentimento renovado de pertencimento entre integrantes da comunidade.
No dia 10 de abril de 2025, a Saint-Gobain revelou os vencedores da 14ª edição do seu International Gypsum Trophy durante uma cerimônia realizada em Paris, na França. Ao todo, 85 projetos de 29 países participaram desta exclusiva competição internacional organizada pela Saint-Gobain.
Das Américas à Ásia, da Europa à África, profissionais mais talentosos e qualificados na instalação de gesso competiram em seis categorias: Forros; Inovação; Residencial; Cultura, Educação e Lazer; Comercial e Institucional; e Fachadas, disputando um dos 14 prêmios. O 1º e o 2º lugar foram concedidos em cada categoria, além do Prêmio do Presidente (o "coup de coeur" do júri) e do Grand Prix (que premia o projeto mais extraordinário entre todas as categorias).
Symbiosis, um protótipo para viver e trabalhar. Imagem cortesia de contexo
O futuro da vida urbana é cada vez mais concebido como algo coletivo, em camadas e adaptável. À medida que as cidades se tornam mais densas e as fronteiras entre trabalho, casa e lazer se dissipam, profissionais de arquitetura repensam a noção tradicional de habitação, migrando de unidades isoladas para ambientes integrados e voltados para a comunidade. Esta seleção de projetos não construídos, enviados pela comunidade do ArchDaily, reflete essa transição: uma exploração global de como o design pode moldar formas de viver mais resilientes, inclusivas e conectadas.
A BoConcept combina herança, simplicidade, artesanato, funcionalidade e qualidade no cerne de sua filosofia de design
As origens modestas da BoConcept – empresa de mobiliário fundada em 1947 pelos jovens marceneiros Jens Ærthøj e Tage Mølholm na pacata cidade de Herning, na Jutlândia – contrastam fortemente com sua posição como um ícone do design dinamarquês. Ao resgatar e refinar os pilares da tradição, simplicidade, marcenaria artesanal, funcionalidade e qualidade ao longo de 70 anos, a marca tornou-se o nome de mobiliário dinamarquês mais reconhecido globalmente. Esse sucesso se materializa em peças atemporais como a poltrona Imola, de estilo mid-century (inspirada na forma de uma bola de tênis desconstruída), e no minimalismo acolhedor de seu sofá Bellagio – sem mencionar a presença de mais de 300 lojas em mais de 65 países.
A Trienal de Arquitectura de Lisboa anunciou os 20 ateliês selecionados para o Prêmio Début 2025, iniciativa que reconhece práticas emergentes no cenário internacional. Nesta edição, foram recebidas 75 candidaturas válidas, provenientes de 28 países — um retrato da diversidade e do alcance global da premiação.
Voltado a profissionais com até 40 anos, o Début recebe propostas tanto por inscrição direta quanto por indicação: dezenas de especialistas da crítica, curadoria e prática arquitetônica são convidados a nomear até três nomes. O processo de seleção envolve três etapas: uma shortlist de 20 nomes, cinco finalistas e, por fim, a escolha da prática vencedora.
https://www.archdaily.com.br/pt/1028984/trienal-de-lisboa-divulga-selecionados-para-o-premio-debut-2025-e-apresenta-novo-trofeu-assinado-por-alvaro-sizaArchDaily Team
Uma semana atrás, anunciamos os 15 finalistas do Prêmio Obra do Ano do ArchDaily em Espanhol, que celebra a melhor arquitetura da América Latina e da Espanha, convidando nossos leitores e leitoras a atuar como júri e escolher seus projetos favoritos entre os publicados ao longo do ano. Hoje, finalmente, chegou o momento de conhecer os vencedores do Prêmio Obra do Ano 2025.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142842/conheca-os-projetos-vencedores-do-premio-obra-do-ano-2025-do-archdaily-em-espanholArchDaily Team
Na semana passada, anunciamos os 15 finalistas do Prêmio ArchDaily Brasil Obra do Ano 2025, um prêmio que celebra o melhor da arquitetura lusófona, convidando nossos leitores a escolherem seus projetos favoritos construídos nos países de língua portuguesa. Chegou o momento de conhecer os três grandes vencedores!
O posto de combustível é uma tipologia arquitetônica que passou por transformações significativas desde a sua criação. Inicialmente, essas estruturas eram simples pontos de reabastecimento na beira da estrada, projetados com foco na funcionalidade e não na estética. À medida que a cultura do automóvel se expandiu, os postos de combustível evoluíram para acomodar novas tecnologias, transformações nas paisagens urbanas e mudanças nos comportamentos de consumo. Com o tempo, deixaram de ser apenas paradas utilitárias para se tornarem núcleos de serviços, integrando restaurantes, motéis e espaços de lazer, em resposta às crescentes demandas do transporte contemporâneo.
No final do século XX, no entanto, a padronização generalizada dos postos de combustível fez com que passassem a ser percebidos como "não-lugares", conceito cunhado pelo antropólogo Marc Augé para descrever espaços de transição que carecem de significado social ou cultural. Com projetos uniformes e foco na eficiência, os postos de combustível tornaram-se intercambiáveis, reforçando seu papel como infraestrutura puramente funcional, em vez de intervenções arquitetônicas significativas. Essa padronização também marcou o distanciamento de uma era em que os postos serviam como marcos visuais reconhecíveis, contribuindo para uma paisagem homogeneizada e desprovida de identidade local.
Por meio da manipulação criativa de materiais de construção comuns e da exploração de elementos como forma, luz, textura e espaço, a arquitetura transcende a mera funcionalidade para se tornar uma expressão artística. Seja pela ousadia de um design inovador, pela harmonia de proporções equilibradas ou pelo uso evocativo de materiais, um edifício pode se transformar em uma obra de arte que inspira, intriga e desperta emoções. O projeto do restaurante de sushi Ginza 41, com projeto de arquitetura assinado por Àfrica Sabé, exemplifica essa abordagem. Sua fachada se destaca no entorno graças às soluções fornecidas pela Kriskadecor, empresa especializada em revestimentos metálicos sob medida. Ao utilizar um sistema de fachada tensionada de correntes que apresenta um design singular, o projeto redefine a integração entre arquitetura e branding visual.