Por toda a Ásia, os andaimes de bambu simbolizam a interseção entre o conhecimento tradicional e a construção moderna. A silhueta urbana de Hong Kong é moldada por complexos andaimes de bambu, embora esse ofício consagrado pelo tempo esteja desaparecendo gradualmente da região. Por sua vez, as cidades indianas ainda utilizam andaimes de bambu em canteiros de obras por todo o subcontinente, revelando um paradoxo de outra natureza.
Por Jeanette Fich Jespersen, MA, Diretora do KOMPAN Play Institute, Presidente do comitê diretivo do World Playground Research Institute, Universidade do Sul da Dinamarca, Vice-presidente da International Play Association, Dinamarca.
A Land Art Generator Initiative (LAGI) anunciou as propostas vencedoras de seu concurso de 2025 no vilarejo de Marou, em Fiji. Desenvolvido em parceria com a comunidade local e apoiado pelo Departamento de Energia de Fiji, pelo Fundo de Eletrificação Rural de Fiji e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o LAGI 2025 convidou designers de todo o mundo a conceberem sistemas de energia renovável e de água que também pudessem funcionar como espaços sociais e culturais. Entre as mais de 200 propostas recebidas de 45 países, dois projetos foram selecionados: The O, de Alberto Roncelli, e Ligavatuvuce, de Young Kang.
Empreendimento de uso misto IOTA Seoul I. Render. Imagem cortesia de Foster + Partners
Foster + Partners divulgou imagens do projeto proposto para o IOTA Seoul I, um empreendimento de uso misto em Seul, Coreia do Sul. O projeto ficará localizado entre a Estação de Seul e o Namsan, um pico de 270 metros de altura no distrito de Jung-gu, na região centro-sul da cidade. O local foi descrito pela equipe de arquitetura como um ponto de referência devido à sua importância histórica como uma das portas de entrada de Seul para quem chega de trem.
Por Jeanette Fich Jespersen, MA, Diretora do Instituto do Brincar KOMPAN, Presidenta do comitê diretivo do Instituto Mundial de Pesquisa sobre Parques Infantis, Universidade do Sul da Dinamarca, Vice-presidenta da Associação Internacional do Brincar, Dinamarca.
"Não, não quero ir àquele parquinho. É chato!". Isso pode parecer algo que nenhuma criança jamais diria. No entanto, as crianças têm opiniões claras sobre os parques infantis de que gostam desde muito cedo. A razão pela qual não apenas pais, mães e cuidadores/as, mas também urbanistas e arquitetos/as devem ouvir e se adaptar é mais importante do que nunca.
Na arquitetura de interiores contemporânea, as instalações prediais — sistemas mecânicos, elétricos, de climatização (HVAC) e hidráulicos — são quase sempre tratadas como elementos a serem ocultados. Cavidades de parede mais espessas, amplos forros rebaixados e, em regiões onde prevalece a construção maciça (como tijolo ou concreto), paredes falsas de gesso são rotineiramente empregadas para esconder esses sistemas. Essa abordagem tornou-se tão normalizada que frequentemente constitui a premissa inicial do planejamento espacial, limitando intrinsecamente a imaginação e reduzindo a gama de possibilidades espaciais. A prioridade passa a ser a ocultação, em vez de se explorar como esses sistemas poderiam coexistir de forma visível dentro de uma linguagem de projeto.
Os playgrounds urbanos estão evoluindo de simples balanços e escorregadores para paisagens urbanas dinâmicas e multifacetadas. Estes novos projetos são muito mais do que apenas locais de lazer; trata-se de espaços integrados de forma planejada que respondem aos desafios urbanos, promovem o senso de comunidade e inspiram a criatividade. Uma forte tendência é o uso intencional de cores e padrões. Projetistas utilizam zonas cromáticas vibrantes para segmentar diferentes áreas funcionais, criando uma experiência visualmente dinâmica que contrasta com o entorno natural. Essa abordagem também pode ser empregada para consolidar uma identidade urbana coesa, com paletas de cores cuidadosamente selecionadas que complementam a paisagem urbana existente.
Na arquitetura contemporânea, as fachadas evoluíram além de seu papel tradicional como envoltórios de proteção externa — hoje, elas servem como expressões potentes de identidade, criatividade e sustentabilidade. Sendo o portal visual de um edifício, as fachadas desempenham uma função dupla: proteger as estruturas contra fatores de estresse ambiental ao mesmo tempo em que potencializam seu apelo estético e caráter arquitetônico.
Assim como o design de interiores reflete a personalidade de seus ocupantes, a fachada comunica a essência de um edifício. Ela constitui a primeira impressão e serve como uma tela para a narrativa arquitetônica, frequentemente materializando a visão e a criatividade do/a arquiteto/a.
Em fevereiro de 2023, o/a governador/a da província de Kagawa, no Japão, anunciou o plano de demolição do Ginásio Provincial de Kagawa, projetado por Kenzo Tange, arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker. As discussões sobre o destino do edifício remontam ao seu fechamento definitivo em 2014, após um vazamento na cobertura causar problemas estruturais nas placas de forro. Desde então, diversas organizações têm trabalhado para salvar o edifício, incluindo uma petição do World Monuments Fund e os esforços de um conselho de promoção para indicá-lo como Patrimônio Cultural Mundial da UNESCO em 2021. Apesar dessas iniciativas, em 7 de agosto de 2025, o Governo Provincial de Kagawa anunciou oficialmente uma licitação pública para selecionar a empresa responsável pela demolição, medida que o Comitê de Regeneração do Antigo Ginásio Provincial de Kagawa está determinado a impedir.
Em diferentes climas e paisagens, arquitetos e arquitetas estão reimaginando a casa como um lugar profundamente enraizado em seu entorno, onde a arquitetura e o meio ambiente trabalham em conjunto para promover o bem-estar. Esta seleção curada de residências não construídas, enviadas pela comunidade do ArchDaily, foi concebida como uma série de santuários que oferecem refúgio do ritmo da vida urbana, aproveitando as qualidades restauradoras do verde, da água e do ar livre. A natureza atua como uma presença ativa, moldando pátios, orientando a circulação e influenciando a escolha de materiais e cores.
Play Landscape be-MINE / Carve + OMGEVING. Imagem cortesia de Carve
Playgrounds são instrumentos espaciais por meio dos quais a sociedade projeta suas expectativas sobre a infância, testando os limites entre controle e autonomia, exposição e proteção. Eles regulam como as crianças se relacionam com o espaço, com as outras pessoas e com seus próprios corpos — codificando, muitas vezes de forma invisível, normas sociais, medos e aspirações. Nesse sentido, os playgrounds não são espaços periféricos de lazer; são construções políticas moldadas por ideologias específicas sobre o que é a infância e como ela deve se desenvolver. Desde 1989, o direito de brincar é formalmente reconhecido na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, afirmando que o brincar é uma parte fundamental do desenvolvimento humano. Projetar um playground não se resume a traçar linhas em uma planta ou instalar equipamentos em um parque; significa definir as condições sob as quais o brincar é permitido, imaginado ou restringido.
Local do Batismo. Imagem cortesia de Malcolm Reading Consultants
Sete equipes internacionais de design foram selecionadas para o "Museu do Batismo de Jesus" em Betânia, Jordânia, um marco cultural e espiritual previsto para inaugurar em 2030, em comemoração ao bimilenário do batismo de Cristo. Apoiado por Sua Majestade o Rei Abdullah II bin Al-Hussein e liderado pela Fundação para o Desenvolvimento das Terras Adjacentes ao Sítio do Batismo, o projeto é gerenciado pela Malcolm Reading Consultants (MRC), sediada em Londres. O museu ficará ao lado do Patrimônio Mundial da UNESCO de "Betânia Além do Jordão", na margem leste do RioJordão, um local de peregrinação cristã há séculos.
O escritório CRA-Carlo Ratti Associati revelou imagens do seu projeto para um novo centro cultural em Adis Abeba, capital da Etiópia. O projeto está localizado em Kazanchis, um bairro cultural, musical e histórico que atualmente passa por transformações como parte de um programa de renovação urbana liderado pelo governo, focado no desenvolvimento de corredores urbanos. O bairro abrigava a sede tradicional do Centro Cultural Fendika, um polo de artes tradicionais e experimentais da Etiópia, que foi demolido em 23 de outubro de 2024, após a área ser destinada à requalificação como parte de um processo de desocupação sistemática da região. Em reconhecimento à importância cultural do Fendika, a Prefeitura de Adis Abeba ofereceu à instituição a oportunidade de permanecer no local e reconstruir suas instalações de forma alinhada aos planos de desenvolvimento urbano para o bairro. O projeto do CRA responde a esse contexto com um palco aberto e um espaço cívico de quatro pavimentos.
O travertino é um daqueles materiais que, independentemente da época, do tipo de edifício ou da corrente dominante, encontra seu lugar com naturalidade: seja em um projeto situado em uma cidade italiana ou, consistentemente, em diversas obras de Mies van der Rohe. Sua maior virtude talvez seja essa versatilidade que não se esgota nem se dilui, permitindo que, de tempos em tempos, ele resurja e seja redescoberto como um material relevante na produção arquitetônica. Hoje, continua sendo explorado em projetos contemporâneos por meio de novos formatos, combinações e aplicações que destacam sua continuidade visual, bem como sua textura e calidez, elementos que se alinham às linguagens materiais da arquitetura atual.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143302/guia-essencial-para-integrar-travertino-em-projetos-de-arquitetura-e-design-de-interioresEnrique Tovar
Nascido no Sudão e atualmente sediado em Londres, Mohieldin Gamal traz uma perspectiva única para a arquitetura, moldada por sua profunda conexão tanto com sua terra natal quanto com a prática global. Seu fascínio precoce pela arquitetura começou em 1995, durante a construção de sua escola primária, onde ele percebeu pela primeira vez a importância da materialidade, do design climático e do contexto histórico. Essas experiências formativas lançaram as bases para sua abordagem multifacetada da arquitetura, atuando tanto na prática profissional quanto na escrita.
Mohieldin estudou arquitetura na Universidade de Nottingham e adquiriu uma experiência valiosa trabalhando em renomados escritórios no Reino Unido. Em 2021, retornou ao Sudão para lecionar na Universidade de Cartum e ajudou a fundar a seção sudanesa do Docomomo, reforçando seu compromisso com a preservação e a promoção do patrimônio arquitetônico do país. Seu trabalho se concentra em explorar arquiteturas pouco documentadas e as complexas forças históricas, políticas e econômicas que moldam as práticas construtivas na África e em outras regiões.
Nas últimas décadas, uma revolução silenciosa vem transformando a maneira como interagimos com os objetos e sistemas no nosso cotidiano. O que antes exigia manivelas ou mecanismos rotativos, e posteriormente o pressionar de um botão, agora dá lugar a experiências cada vez mais fluidas, intuitivas e livres de toque. Essa mudança é evidente em banheiros públicos, onde a minimização do contato físico promove uma melhor higiene e reduz a propagação de patógenos. Ela também reflete uma transformação mais ampla nos paradigmas de conforto, acessibilidade e eficiência. Dispositivos sem toque, antes restritos a aplicações isoladas em hospitais, aeroportos ou edifícios corporativos, tornaram-se padrão em projetos que priorizam a experiência de uso e a sustentabilidade.
Com curadoria de Anneke Abhelakh, o Pavilhão da Albânia na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025, intitulado "Building Architecture Culture", explora como a arquitetura do país incorpora suas transformações políticas, culturais e sociais. O ambiente construído da Albânia reflete uma história de diversas camadas, desde o domínio otomano e italiano até o isolamento comunista e a transformação pós-socialista, cada período deixando marcas visíveis em suas cidades e espaços públicos. O pavilhão examina como a arquitetura tanto responde quanto molda a memória coletiva, o espaço público e o engajamento cívico, estruturando essas questões sob as perspectivas do passado, do presente e do futuro.
Em dezembro de 2016, o BIG revelou as primeiras imagens de uma superestrutura de concreto para o Arts District de Los Angeles. O projeto, um complexo de uso misto chamado 670 Mesquit, foi originalmente planejado para cobrir cerca de 242.000 metros quadrados (2,6 milhões de pés quadrados) e incluir escritórios, unidades residenciais e dois hotéis, marcando o primeiro projeto do escritório BIG em Los Angeles. Em julho de 2025, quase nove anos após a proposta original, a Câmara Municipal de Los Angeles aprovou o projeto, que deverá ser construído em várias fases.
Comparação entre Ghibli e Disneyworld. Imagem via J-LIGHTS / Koichiro Itamura e Theme Park Tourist no Wikipedia sob licença CC BY 2.0
No que diz respeito a projetar para a imaginação infantil, o panorama da arquitetura apresenta duas filosofias distintas. A Disneyland e o Studio Ghibli, ambos mestres na narrativa imaginativa, representam essa divisão fundamental. Suas abordagens, longe de serem casuais, refletem visões divergentes sobre como as crianças vivenciam e interagem com o espaço. Um dos modelos proporciona o espetáculo de uma fantasia construída, ao passo que o outro oferece uma paisagem propícia para uma magia latente. Esses dois modelos colocam os/as arquitetos/as diante de uma escolha fundamental ao abordar esse tipo de projeto: desenhar espaços que atendam à necessidade inata da criança por descobertas sensoriais e pessoais, ou criar uma fantasia que dialogue com sua capacidade crescente de compreender narrativas e espaços mais complexos.
Historicamente, o conceito de infância como o conhecemos hoje simplesmente não existia e, até a Idade Média, as crianças eram vistas como adultos em miniatura. Segundo o historiador Philippe Ariès, foi apenas a partir do século XVII que a infância começou a ser compreendida como uma etapa distinta do desenvolvimento, que exigia cuidados, educação e proteção específicos. No entanto, essa evolução no reconhecimento não se refletiu de forma consistente no desenho e na organização do espaço urbano.
O escritório Foster + Partners concluiu a modernização do edifício do time principal masculino do Manchester United no Carrington Training Complex. O projeto reformula a estrutura de 1999 para criar um ambiente colaborativo e de alto desempenho para jogadores e equipe, integrando novas instalações e preservando grande parte da estrutura original do edifício. A reforma introduz grandes janelas e claraboias para trazer luz natural para o interior dos pavimentos, complementadas por painéis de madeira que conferem calor e uma sensação de permanência. Sistemas prediais integrados (MEP) melhoram o desempenho operacional do edifício, a eficiência energética e a experiência geral de seus/suas usuários/as.
O dia 12 de agosto, instituído pelas Nações Unidas como o Dia Internacional da Juventude desde 1998, foi concebido como uma oportunidade para trazer as questões da juventude para o centro da agenda internacional e celebrar as contribuições dos jovens para a sociedade global atual. A cada ano, a celebração se concentra em um tema específico. Em 2025, o tema é "Ações Locais da Juventude para os ODS e Além", enfatizando o papel dos jovens na transformação de ambições globais em realidades impulsionadas pelas comunidades. O objetivo é destacar como a juventude ajuda a implementar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em contextos locais, estreitando a distância entre as políticas públicas e a prática. Alinhados a esse propósito, apresentamos três programas educacionais na Romênia, no Reino Unido e nos Estados Unidos que capacitam os jovens a aprofundar sua compreensão sobre o ambiente construído e a vislumbrar um futuro urbano mais sustentável e acolhedor para as pessoas.