
A Bienal de Arquitetura Latino-Americana 2025 (BAL 2025) tem início este 23 de setembro em Pamplona com uma programação que combina palestras, exposições e encontros em torno da arquitetura emergente da região.

A Bienal de Arquitetura Latino-Americana 2025 (BAL 2025) tem início este 23 de setembro em Pamplona com uma programação que combina palestras, exposições e encontros em torno da arquitetura emergente da região.

O que é arquitetura? Para alguns, seu papel tradicional consiste em reunir imaginação, conhecimento técnico e resolução de problemas, permitindo a arquitetos e arquitetas projetar e construir equilibrando ideias e os meios para viabilizá-las. Da pedra e da madeira das primeiras edificações ao aço e concreto do século XX, cada época exigiu não apenas a compreensão da forma, mas também das propriedades e do potencial dos materiais em uso. Esse domínio da matéria sempre foi parte fundamental do processo criativo, embora seu alcance estivesse limitado pelos conhecimentos práticos e tecnologias disponíveis na época.
Com o tempo, esse equilíbrio começou a mudar. Arquitetos e arquitetas deixaram de apenas utilizar materiais para projetá-los ativamente, aplicando princípios científicos e experimentando com processos biológicos, químicos e computacionais. Essa evolução expandiu as possibilidades da disciplina, promovendo a intersecção entre natureza, tecnologia e arte, ao mesmo tempo em que impulsionou o papel de arquitetos e arquitetas rumo a uma dimensão mais experimental e científica, na qual a manipulação e a criação de materiais passam a ser o cerne do ato criativo, e não apenas um meio para viabilizar formas ou estruturas.

Um desafio comum conecta todos os escritórios: o ruído. O hushGuide é um novo recurso da Hushoffice que enfrenta esse onipresente problema de projeto de frente, com clareza e riqueza de detalhes. Ele oferece um roteiro para transformar qualquer local de trabalho em um espaço mais silencioso, saudável e produtivo, utilizando cabines acústicas e mobiliários complementares cuidadosamente planejados. De orientações passo a passo a diretrizes técnicas e estratégias de layout visual, o guia conecta a visão à execução, prometendo ajudar arquitetos/as, designers e gestores/as de facilities a trazer equilíbrio acústico aos seus próprios ecossistemas de escritório.

A primeira edição da Bienal de Arquitetura de Copenhague teve início em 18 de setembro e segue até 19 de outubro, sob o tema "Slow Down" (Desacelerar). Organizada pelo CAFx (Copenhagen Architecture Forum), a nova plataforma evolui do antigo festival anual da cidade para uma bienal internacional mais ampla voltada ao diálogo e intercâmbio arquitetônico. Liderado por Josephine Michau, o evento busca criar espaço para reflexão sobre o papel da arquitetura na formação das sociedades e do meio ambiente. O tema escolhido, Slow Down, convida os/as participantes a reconsiderarem o ritmo de transformação do ambiente construído em resposta a pressões globais como a rápida urbanização, o consumo de recursos e as mudanças climáticas.
Durante os dias de abertura, o ArchDaily anunciou os vencedores do Next Practices Awards 2025, e, ao longo do mês, a Bienal apresenta mais de 250 eventos, que vão de exposições e palestras a performances e visitas guiadas. Entre os destaques estão as contribuições de escritórios dinamarqueses como o Adept, com Fast City/Slow Architecture, e o Lendager, com Living Lab, ao lado de participantes internacionais como o Atelier Bow-Wow e Rem Koolhaas.

Foster + Partners obteve aprovação para a construção de um novo edifício residencial de madeira em Gstaad, na Suíça. Projetado como uma residência na cidade turística alpina, o projeto combina o uso residencial com espaços de exposição, armazenamento e áreas de convivência. Segundo a equipe de arquitetura, este será o primeiro edifício construído especificamente em Gstaad para atender às exigências especializadas de coleções de arte, automóveis, moda e antiguidades.

Fundado nos Emirados Árabes Unidos em 1989 pelo presidente Brian Johnson e atualmente sob a direção executiva de Jason Burnside, o escritório Godwin Austen Johnson apoia-se em uma tradição britânica de projeto que remonta a 1847, tendo contribuído para o desenvolvimento do ambiente construído do Oriente Médio por mais de três décadas. Seus 110 profissionais de diversas nacionalidades, baseados em Dubai, Abu Dhabi, Sharjah e no Reino Unido, trabalham de forma integrada, combinando rigor técnico, análise contextual e metodologias digitais em um processo de projeto colaborativo.

A Barbie™ e a HEWI uniram forças para lançar uma ousada coleção de produtos para banheiros que alia o design atemporal da Bauhaus ao inconfundível universo cor-de-rosa da boneca. Apresentada em 2025, a linha Barbie x HEWI abrange quase 40 produtos para banheiros, de porta-toalhas a barras de apoio articuladas, e foi projetada para ser tanto funcional quanto inclusiva. Focando na individualidade e na acessibilidade, a colaboração reimagina o banheiro como um espaço onde o design se encontra com a diversidade, seja em hotéis boutique, residências particulares ou estabelecimentos de saúde. Ancorada no legado do design alemão da HEWI e na influência cultural global da Barbie, a série convida as pessoas a vivenciarem o "Design com Possibilidades Ilimitadas".

Formuladores/as de políticas urbanas e incorporadores/as qualificam, cada vez mais, seus projetos como temporários, testando parques temporários, instalações artísticas e estruturas provisórias em cidades de todo o mundo. Essas iniciativas costumam ser apresentadas como intervenções experimentais voltadas à ativação de terrenos ociosos. Na prática, contudo, elas frequentemente funcionam como estratégias provisórias para gerir terras subutilizadas até que formas mais lucrativas de desenvolvimento se concretizem. O rótulo do temporário funciona como uma camuflagem urbana, ocultando agendas permanentes sob uma retórica provisória.

O Centro Pompidou em Paris, projetado em 1971 por Renzo Piano e Richard Rogers, fechará para uma grande transformação que durará cinco anos. Após um concurso internacional, a reforma foi confiada ao escritório Moreau Kusunoki, em parceria com o Frida Escobedo Studio, contando ainda com a AIA Life Designers para os componentes técnicos. Iniciado em 2020 com o apoio do Ministério da Cultura da França, o projeto atende a demandas urgentes, incluindo a remoção de amianto das fachadas, melhorias na segurança contra incêndios, maior acessibilidade e avanços significativos em eficiência energética. As obras exigirão o fechamento total da sede em Beaubourg, com reabertura prevista para 2030.

Em 24 de junho de 2019, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou Milão e Cortina d'Ampezzo como sedes dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026. Os últimos Jogos de Inverno na Itália ocorreram em Turim, em 2006. Desde então, as mudanças climáticas no continente europeu têm impactado as tradicionais pistas de esqui. Nesse cenário, a Itália conta com a vantagem de abrigar parte dos Alpes, uma faixa de cerca de 1.200 km ao longo das fronteiras com França, Suíça, Áustria e Eslovênia. A região alpina italiana concentra a maioria das instalações preparadas nos últimos cinco anos para a Olimpíada de Inverno, que será realizada de 6 a 22 de fevereiro de 2026, seguida pelos Jogos Paralímpicos, de 6 a 15 de março. Com a proposta de ser a edição dos Jogos Olímpicos de Inverno com maior dispersão geográfica da história, o evento adota o modelo de sustentabilidade consolidado pelos Jogos Olímpicos de Paris 2024, apoiando-se quase integralmente em infraestruturas esportivas existentes e reformadas.

A inovação está no cerne da arquitetura, manifestando-se através de novas abordagens projetuais, da experimentação material e, naturalmente, das formas de habitar. Diante disso, a concepção de edifícios e espaços internos passa por uma constante evolução. Esse processo é especialmente evidente em regiões com um rico patrimônio cultural, como a Espanha, onde a inovação reinterpreta as maneiras tradicionais de se relacionar com o espaço. Essa atenção à memória e à vida cotidiana estende-se aos interiores, nos quais cada intervenção tem o potencial de remodelar ativamente a experiência espacial das pessoas e abrir novas possibilidades de convivência e interação.

Transcendendo o papel de mera infraestrutura, as pontes há muito servem como potentes manifestações arquitetônicas. Esse potencial expressivo está sendo explorado agora com vigor renovado em todo o Sudeste Asiático, onde um número crescente de arquitetos e arquitetas está reavaliando os materiais tradicionais. Ao priorizar a madeira e o bambu, esses/as profissionais criam estruturas singulares que integram o artesanato local às demandas contemporâneas, resultando em marcos urbanos que são, ao mesmo tempo, funcionais e profundamente enraizados em suas paisagens.

Mesclando técnicas vernáculas e experimentação contemporânea, a paisagem arquitetônica do México é moldada por um diálogo contínuo entre tradição, materialidade e modernidade. Sendo o quinto país com maior biodiversidade do mundo, a arquitetura mexicana busca responder a uma vasta gama de ambientes naturais, climas e tradições culturais, tudo dentro de um território marcado por contrastes impressionantes. Refletindo uma dualidade latente, ela é capaz tanto de expressar exclusividade quanto de atuar como catalisadora de transformação social.
O ArchDaily tem o prazer de apresentar os vencedores da 5ª edição do Next Practices, que reconheceu 20 práticas de arquitetura inovadoras de diferentes partes do mundo. Estes profissionais desenvolvem trabalhos marcados pela criatividade, inovação, abordagem interdisciplinar e responsabilidade social — qualidades que estão redefinindo o futuro da arquitetura e ampliando seus horizontes.

A graduação em arquitetura pode até oferecer um currículo vasto, mas muitas das competências necessárias para desenvolver um projeto estão fora dessa disciplina. Isso é especialmente evidente em projetos em escala urbana, que demandam conhecimentos especializados em áreas como estudos de tráfego, cálculo estrutural, paisagismo e previsão de instalações técnicas. Muitas vezes consideradas "complementares", essas especialidades são, na verdade, fundamentais para a concepção global do projeto.
Em um país como Portugal, de território relativamente pequeno, mas geograficamente diverso, o desafio de conectar diferentes partes do território – seja para atravessar um rio ou ligar diferentes níveis de uma cidade – é constante. As maiores áreas metropolitanas do país, como Lisboa e Porto, compartilham uma geografia acidentada de vales e colinas íngremes. Essas características impulsionaram o desenvolvimento de elevadores e funiculares, como o Elevador de Santa Justa e o Ascensor da Bica em Lisboa, e o Funicular dos Guindais no Porto. Hoje, além de melhorarem a mobilidade urbana, essas estruturas se tornaram marcos turísticos.

O lançamento mais recente do Offsitewood.org marca um passo significativo para tornar a construção offsite em madeira mais acessível para arquitetos/as. A Versão 2.0 introduz um conjunto de recursos digitais voltados a ajudar profissionais de design e arquitetura a modelar, planejar e colaborar de maneira mais eficiente.
Bibliotecas gratuitas para download são um recurso central e em constante expansão no site. Além disso, novos aplicativos e serviços estão disponíveis, incluindo visualizadores de amostras digitais de madeira (e-samples), uma barra de ferramentas avançada de paginação de painéis e de estruturas (framing) para o Revit, além de um espaço de trabalho colaborativo para otimização de projetos.

Em outubro, será inaugurado o Ibraaz, um novo espaço cultural reformulado pela arquiteta residente Sumayya Vally no centro de Londres. A iniciativa é liderada pela Kamel Lazaar Foundation e busca destacar a arte, a cultura e as ideias da Maioria Global: comunidades de herança africana, asiática, indígena e latino-americana que, juntas, representam a maior parte da população mundial. O projeto tem como objetivo conectar discussões locais e globais ao criar um "mundo de muitos mundos" em um único local: um edifício de seis andares e cerca de 930 metros quadrados que já passou por diversas transformações, funcionando como sinagoga, residência, clube e, agora, centro cultural.

À medida que as cidades e as infraestruturas evoluem para atender às constantes mudanças nas demandas culturais, ambientais e sociais, novos projetos de arquitetura redefinem a forma como os espaços públicos e as instituições cívicas funcionam. Esta edição do Architecture Now reúne propostas que abrangem diferentes contextos e escalas: na Ilha de Yakushima, Jean Nouvel insere um refúgio boutique para o NOT A HOTEL em uma paisagem florestal tombada pela UNESCO; em Nova York, o escritório Rossetti e a WSP preparam uma grande reforma do Arthur Ashe Stadium para expandir a capacidade e aprimorar a experiência dos/as visitantes; em Toronto, o Diamond Schmitt e o gh3* iniciaram as obras de um posto de atendimento paramédico em madeira engenheirada (mass timber) com consumo de energia líquida zero (net-zero); e, do outro lado do Canal da Mancha, o Hollaway Studio lidera a transformação dos terminais britânico e francês do LeShuttle em portais mais fluidos e sustentáveis. Juntos, esses projetos refletem como o design vem sendo utilizado para adaptar sistemas e paisagens existentes a novas formas de vida pública.

"Dance, dance… otherwise we are lost." Esta frase frequentemente citada de Pina Bausch encapsula não apenas a urgência do movimento, mas sua capacidade de revelar o próprio espaço. Em suas coreografias, o espaço nunca é um plano de fundo neutro; ele se torna um parceiro, um obstáculo, uma memória. Pisos se inclinam, cadeiras se acumulam, paredes oprimem ou libertam. Trata-se de condições arquitetônicas, encenadas e contestadas pelo corpo. O que Bausch expõe — e o que a arquitetura frequentemente esquece — é que o espaço não é simplesmente construído, ele é performado. Seu trabalho convida arquitetos e arquitetas a pensar não apenas em termos de materiais e formas, mas de gestos, relações e ritmos. Ela sugere que a arquitetura, assim como a dança, trata fundamentalmente de como habitamos, estruturamos e carregamos emocionalmente os espaços pelos quais nos movemos.
Historicamente, a arquitetura e a dança operaram em paralelo, moldando a experiência humana por meio da orientação do corpo no espaço e no tempo. Dos rituais coreografados dos templos clássicos às lógicas axiais dos palácios barrocos, o espaço construído sempre implicou movimento. A Bauhaus levou isso adiante, à medida que o Ballet Triádico de Oskar Schlemmer visualizava o espaço como uma extensão geométrica do corpo. Não se tratava de cenário, mas de pensamento espacial tornado cinético. No século XX, coreógrafos e coreógrafas como William Forsythe e Anne Teresa De Keersmaeker integraram restrições arquitetônicas em suas partituras, ao passo que arquitetos e arquitetas como Steven Holl, Diller Scofidio + Renfro e Toyo Ito projetaram edifícios que se revelam como sequências espaciais, convidando ao movimento, ao desvio e à pausa.

A primeira edição da Bienal de Arquitetura de Copenhague abre hoje e vai até 19 de outubro, transformando a cidade em uma plataforma de diálogo e intercâmbio arquitetônico. Organizada pelo CAFx (Fórum de Arquitetura de Copenhague), a nova bienal expande o antigo Festival de Arquitetura de Copenhague, deixando o formato anual para se tornar uma plataforma mais ampla e ambiciosa de exploração arquitetônica. Sob a liderança de Josephine Michau, CEO e fundadora do CAFx e curadora do Pavilhão Dinamarquês na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2023, a Bienal estreia sob o tema "Slow Down" (Desacelerar), refletindo sobre como as sociedades podem responder às pressões do rápido crescimento populacional, do consumo de recursos e dos desafios ambientais ao repensar o ritmo de mudança no ambiente construído. O tema parte do conceito de uma "Grande Deceleração", convidando os/as participantes a conceberem espaços que promovam a sustentabilidade, a longevidade e um envolvimento consciente com o ambiente construído.

O projeto do escritório Zaha Hadid Architects para um habitat marinho de fabricação digital na zona de conservação do Parque Marinho de North Lantau, em Hong Kong, foi apresentado recentemente na exposição do World Design Congress, em Londres. O evento ocorreu no Barbican Centre entre os dias 9 e 10 de setembro, um dos exemplos mais reconhecidos de arquitetura brutalista no mundo. Com o tema "Design for Planet" (Design para o Planeta), o congresso convocou profissionais de design e contratantes do setor a assumirem sua missão mais crítica até o momento: projetar um futuro regenerativo diante das mudanças climáticas e examinar o papel do design como ferramenta de ação ambiental. Nesse contexto, o escritório Zaha Hadid Architects apresentou o Nereid, um habitat de fabricação digital desenvolvido com tecnologias avançadas de impressão 3D pela D-Shape, destinado a apoiar a regeneração natural dos ecossistemas marinhos.

Entre os sete vencedores do 16º Prêmio Aga Khan de Arquitetura deste ano esteve a revitalização da Esna Histórica, no sul do Egito. Liderado pelo escritório Takween, sediado no Cairo, o projeto foi muito além de uma simples restauração. Trata-se de um esforço de renovação abrangente que aliou um profundo engajamento comunitário à preservação do patrimônio material e imaterial. Ao gerar milhares de empregos e restaurar o centro histórico, a iniciativa ofereceu uma alternativa viável e potente à demolição. O Aga Khan Trust elogiou a proposta como um "modelo replicável de desenvolvimento sustentável".

Este ano marca o 20º aniversário do primeiro VELUX Daylight Symposium—duas décadas de compartilhamento de ideias, descobertas e exploração sobre o papel da luz natural em nosso ambiente construído. Desde seu início modesto em 2005, o simpósio cresceu e se tornou um dos principais fóruns internacionais para o diálogo interdisciplinar sobre a luz natural.
A 10ª edição, realizada no coração de Copenhague, reunirá mais uma vez pesquisadores/as, arquitetos/as, engenheiros/as e formuladores/as de políticas públicas para examinar a evolução do papel da luz natural na arquitetura e no design. Trata-se de um espaço onde a ciência e a prática se encontram para refletir sobre os aprendizados do passado e vislumbrar o futuro da iluminação natural em nossas cidades e espaços. Acompanhe a transmissão ao vivo no dia 18 de setembro de 2025, das 09:00 às 17:30 (CEST).

Christian de Portzamparc foi anunciado como o vencedor do Prêmio Andrée Putman pelo Conjunto da Obra de 2026 (Andrée Putman Lifetime Achievement Award), concedido pelo Créateurs Design Awards (CDA). O reconhecimento homenageia sua influência na arquitetura e no urbanismo, situando-o em uma linhagem de profissionais cujo trabalho moldou tanto o ambiente construído quanto o discurso cultural. A cerimônia será realizada em Paris em 17 de janeiro de 2026, data em que de Portzamparc receberá o prêmio pessoalmente.