1. ArchDaily
  2. Noticias

Noticias

A forma "correta" de sentar está totalmente errada? Por que o movimento é o novo estado de fluxo

Acesso exclusivo | 

A ergonomia no ambiente de trabalho há muito tempo é definida pela estabilidade: posturas fixas, suporte lombar, ângulos cuidadosamente calculados e a busca incessante pela maneira "correta" de sentar. O conforto era amplamente associado à manutenção de uma postura apoiada em cadeiras projetadas para reduzir o movimento, alinhar a coluna e sustentar o corpo durante longos períodos sentado. Hoje, à medida que os espaços de trabalho contemporâneos se tornam cada vez mais flexíveis e híbridos, surgem questionamentos sobre se o conforto está realmente atrelado à permanência estática ou, pelo contrário, à própria possibilidade de movimento.

Embora as cadeiras ergonômicas tenham evoluído significativamente, muitas ainda operam sob uma lógica "corretiva", gerenciando o desconforto por meio de mecanismos e regulagens sem de fato reconsiderar a relação fundamental entre o corpo e o movimento. Pesquisas recentes sobre comportamento sedentário e ergonomia ativa têm desafiado a ideia da imobilidade como a condição ideal para o conforto. Em vez disso, transições posturais sutis e micro-movimentos contínuos são hoje entendidos como importantes aliados da circulação, da saúde musculoesquelética e do bem-estar geral. Nesse cenário, a ergonomia contemporânea começa gradualmente a se afastar de modelos baseados na contenção, direcionando-se a abordagens focadas na adaptabilidade, no equilíbrio e no movimento fluido.

Qbiss Notch: um sistema de fachada modular premiado com o Red Dot Design Award

Qbiss Notch, uma nova edição de design desenvolvida pela Pininfarina para o sistema de fachadas Qbiss da Trimo, recebeu o Red Dot Design Award. Baseado na tecnologia de fachadas Qbiss da Trimo, o projeto introduz painéis modulares Qbiss instalados verticalmente, um alfabeto de curvas gravadas (Glyphs) e elementos Notch com iluminação integrada. Juntos, esses elementos permitem a projetistas criar composições de fachadas exclusivas. Apesar de sua flexibilidade visual, o sistema foi projetado com foco na eficiência e na precisão da construção pré-fabricada.

De passagens a espaços compartilhados: a vida social da circulação

Acesso exclusivo | 

A maioria das pessoas raramente se lembra de uma passagem. Elas se lembram da sala de aula, do apartamento, da galeria ou da praça ao final dela. As passagens costumam ser projetadas para desaparecer em segundo plano, guiando o movimento de um destino ao outro. No entanto, algumas das experiências mais memoráveis da arquitetura acontecem justamente durante o deslocamento por um lugar, e não ao chegar a ele.

A circulação costuma ser tratada como um dos elementos mais práticos da arquitetura. Corredores conectam salas, galerias oferecem acesso e passarelas organizam o movimento pelo edifício. Seu propósito parece simples: ajudar as pessoas a irem de um ponto a outro. Por conta disso, os espaços de circulação há muito tempo são considerados secundários em relação aos programas que atendem. A atenção tende a se concentrar nos destinos, enquanto os espaços intermediários passam, em grande parte, despercebidos.

De passagens a espaços compartilhados: a vida social da circulação - Imagem 1 de 4De passagens a espaços compartilhados: a vida social da circulação - Imagem 2 de 4De passagens a espaços compartilhados: a vida social da circulação - Imagem 3 de 4De passagens a espaços compartilhados: a vida social da circulação - Imagem 4 de 4De passagens a espaços compartilhados: a vida social da circulação - Mais Imagens+ 13

Por que os armários inteligentes são a nova microinfraestrutura da arquitetura

Acesso exclusivo | 

Como os elementos mais estruturados da arquitetura podem dar origem a formas não planejadas da vida cotidiana? A "ordem espontânea" descreve como sistemas estruturados podem gerar padrões de comportamento não planejados, porém coerentes. No discurso urbano, o termo é frequentemente utilizado para descrever as cidades: malhas de ruas, lotes e edifícios que são projetados, enquanto o cotidiano não o é. Movimentos, encontros, rotinas e usos informais emergem de regras espaciais simples, e não de uma programação explícita. Nas cidades, isso fica evidente na dinâmica de calçadas, estações e limiares. A estrutura é fixa, mas a ordem social é fluida, estabelecendo condições para o comportamento humano em vez de determiná-lo.

Uma lógica semelhante pode ser observada em microinfraestruturas arquitetônicas, como os sistemas de armários. Assim como as cidades, os armários baseiam-se em estruturas organizadas que não prescrevem como a vida se desenrola em seu entorno. Um sistema de armários é altamente controlado sob a ótica da arquitetura: módulos repetitivos, grelhas rígidas, dimensões padronizadas, acesso controlado. No entanto, uma vez em funcionamento, gera comportamentos espontâneos. Pessoas fazem pausas nos corredores, retornam em horários irregulares, demoram-se perto das zonas de armários ou interagem brevemente com quem faz o mesmo. O que parece ser um sistema de armazenamento puramente infraestrutural começa a gerar comportamentos sociais e espaciais informais.

Case Study Houses e o mito de um ideal doméstico universal

Acesso exclusivo | 

Sentados em bancos baixos, conversando informalmente, vestindo roupas confortáveis e cercados por livros, objetos de design e obras de arte, Charles e Ray Eames aparecem em uma das imagens mais emblemáticas da domesticidade moderna do pós-guerra nos Estados Unidos. A casa não se apresenta como um manifesto arquitetônico explícito, mas sim como um espaço habitado, apropriado, cotidiano. Ainda assim, quase tudo nessa cena funciona como a síntese de um ideal cuidadosamente construído: a informalidade moderna, a integração entre arquitetura e vida cotidiana aliada à coexistência da produção industrial. Mais do que representar uma residência, a fotografia projeta um modo de vida. E talvez essa tenha sido, desde o início, a ambição central por trás das Case Study Houses.

Case Study Houses e o mito de um ideal doméstico universal - 1 的图像 4Case Study Houses e o mito de um ideal doméstico universal - 2 的图像 4Case Study Houses e o mito de um ideal doméstico universal - 3 的图像 4Case Study Houses e o mito de um ideal doméstico universal - 4 的图像 4Case Study Houses e o mito de um ideal doméstico universal - Mais Imagens+ 16

Steel Architectural Awards ASEAN 2026: Inscrições abertas em todo o Sudeste Asiático

O Steel Architectural Awards ASEAN 2026 é um prêmio regional de arquitetura promovido pela NS BlueScope para reconhecer projetos construídos que demonstram excelência arquitetônica por meio do uso de soluções em aço revestido. Sob o tema Shaping Resilient Futures: Timeless Design with Coated Steel, o programa destaca projetos na Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã, progredindo das etapas nacionais (Country Awards) ao reconhecimento em nível regional (ASEAN). Este artigo explica como funciona a dinâmica em duas etapas, quais categorias estão incluídas e como os projetos são avaliados em termos de Excelência em Design, Inovação e Sustentabilidade.

Cultura Material e Patrimônio na Arquitetura de Cinema Contemporânea

Acesso exclusivo | 

Ao longo dos anos, a arquitetura de cinemas tem se reinventado continuamente. De experiências cinematográficas que aguçam múltiplos sentidos a tecnologias materiais que reinterpretam a estética de eras passadas, o conceito da sala de cinema tem viabilizado a recuperação, a revitalização e a renovação de inúmeros espaços obsoletos, em ruínas ou mesmo protegidos pelo patrimônio histórico. Assim como o Majestic Cinema reflete uma importante função comunitária em Zanzibar, na Tanzânia, muitos edifícios do século XX encontraram no reuso adaptativo uma oportunidade para restaurar e preservar culturas, memórias e tradições que permanecem significativas para suas comunidades.

Cultura Material e Patrimônio na Arquitetura de Cinema Contemporânea - Imagen 1 de 4Cultura Material e Patrimônio na Arquitetura de Cinema Contemporânea - Imagen 2 de 4Cultura Material e Patrimônio na Arquitetura de Cinema Contemporânea - Imagen 3 de 4Cultura Material e Patrimônio na Arquitetura de Cinema Contemporânea - Imagen 4 de 4Cultura Material e Patrimônio na Arquitetura de Cinema Contemporânea - Mais Imagens+ 25

Crueza Calibrada: Studio 1:1 e a Disciplina do Fazer em Hong Kong e Além

Acesso exclusivo | 

Em Hong Kong, onde interiores e edifícios de pequena escala são rotineiramente encurralados entre dois extremos — acabamentos de "luxo" de alto brilho, por um lado, e a rusticidade industrial de baixo custo, por outro —, uma terceira postura surge a partir da calibração de ambos: uma execução singularmente precisa, pertinente e materialmente honesta que não depende do orçamento. Trata-se da crueza calibrada. A crueza calibrada descreve uma arquitetura que preserva o caráter direto da matéria e da materialidade — concreto, metal, blocos de alvenaria, estrutura exposta, instalações aparentes —, submetendo-os a um controle rigoroso.

O "cru" não é um mero disfarce, e o "refinado" não significa polimento; trata-se de uma disciplina de execução precisa, que produz espaços equilibrados e ponderados, sem nunca parecerem artificiais ou excessivos. O Studio 1:1 demonstra essa postura de forma consistente em todo o seu portfólio — e sua próxima publicação, Architecture under the Radar: Three Projects in Asia (com prefácio de Nader Tehrani), oferece uma estrutura oportuna para compreender esse ethos não apenas como estética, mas como um método arquitetônico replicável.

Crueza Calibrada: Studio 1:1 e a Disciplina do Fazer em Hong Kong e Além - Image 1 of 4Crueza Calibrada: Studio 1:1 e a Disciplina do Fazer em Hong Kong e Além - Image 2 of 4Crueza Calibrada: Studio 1:1 e a Disciplina do Fazer em Hong Kong e Além - Image 3 of 4Crueza Calibrada: Studio 1:1 e a Disciplina do Fazer em Hong Kong e Além - Image 4 of 4Crueza Calibrada: Studio 1:1 e a Disciplina do Fazer em Hong Kong e Além - Mais Imagens+ 11

Memória térmica: como o clima molda o patrimônio arquitetônico

Acesso exclusivo | 

Em uma tarde quente de maio, quando o ar sobre o oeste da Índia se torna metálico pelo calor, ninguém se lembra da composição da fachada. Lembram-se de onde a sombra se projeta. Lembram-se de qual corredor respirava. Lembram-se da casa que era mais fresca que a rua. O que permanece na memória é o conforto para além da forma. A preferência térmica repetida se estabiliza em uma configuração espacial e, com o tempo, essas configurações se tornam tipologias edilícias.

O patrimônio costuma ser catalogado por aquilo que pode ser desenhado, e não pelo que muda de temperatura. Sob o calor, os edifícios são compreendidos primeiro pela pele, e só depois pela visão. Gerações aprendem, por meio de seus corpos, o que funciona. A sombra reduz o ofuscamento e o calor radiante. O movimento do ar altera a percepção em vários graus. Paredes espessas retardam as oscilações térmicas. Com o tempo, essas experiências se acumulam em uma preferência espacial. O que gera conforto é repetido. O que se repete se estabiliza como tipologia.

Memória térmica: como o clima molda o patrimônio arquitetônico - Imagen 1 de 4Memória térmica: como o clima molda o patrimônio arquitetônico - Imagen 2 de 4Memória térmica: como o clima molda o patrimônio arquitetônico - Imagen 3 de 4Memória térmica: como o clima molda o patrimônio arquitetônico - Imagen 4 de 4Memória térmica: como o clima molda o patrimônio arquitetônico - Mais Imagens+ 8

O que a prática da arquitetura pode aprender com a botânica?

Acesso exclusivo | 

Embora a vida humana dependa fortemente das plantas para medicamentos, materiais de construção e combustíveis, elas também desempenham um papel vital em diversos processos ecológicos. Da regulação climática por meio da absorção de dióxido de carbono à fertilidade do solo e purificação do ar e da água, a diversidade vegetal oferece oportunidades para enfrentar alguns dos desafios mais urgentes deste século, incluindo a segurança alimentar, a disponibilidade de energia, as mudanças climáticas e a degradação de habitats. Nesse contexto, os jardins botânicos atuam como refúgios vivos que fomentam a inovação, a adaptação e a resiliência humana. Mas o que a prática arquitetônica pode aprender com a botânica e seus métodos?

O que a prática da arquitetura pode aprender com a botânica? - Image 1 of 4O que a prática da arquitetura pode aprender com a botânica? - Image 2 of 4O que a prática da arquitetura pode aprender com a botânica? - Image 3 of 4O que a prática da arquitetura pode aprender com a botânica? - Image 4 of 4O que a prática da arquitetura pode aprender com a botânica? - Mais Imagens+ 13

Quando o comer se torna espacial: 14 projetos construídos em torno de refeições compartilhadas

Acesso exclusivo | 

Nos últimos anos, a alimentação assumiu um papel renovado na arquitetura, não apenas como um programa ou tipologia, mas como uma prática espacial compartilhada. Para além do design de restaurantes ou de espaços de refeição, as áreas destinadas ao comer coletivo são cada vez mais compreendidas como ambientes onde a presença, o ritual e o tempo se cruzam, permitindo que as pessoas se reúnam, permaneçam e coexistam. Nesses contextos, o ato de comer não ocorre apenas dentro de um espaço; ele o molda ativamente, transformando temporariamente ambientes comuns, emprestados ou improvisados em locais de troca.

Essa mudança é visível em uma ampla gama de projetos construídos, instalações e espaços comunitários que utilizam as refeições coletivas como meio de aproximar as pessoas. Iniciativas como o Fondo Supper Club estruturam o ato de jantar como uma plataforma social, usando a comida para conectar artistas, designers e comunidades locais por meio do diálogo e da colaboração. Da mesma forma, a sit.feast, apresentada durante a Semana de Design de Milão de 2024, abordou a mesa como uma instalação espacial na qual sentar-se e comer juntos se tornaram os meios primordiais para a produção coletiva do espaço.

Quando o comer se torna espacial: 14 projetos construídos em torno de refeições compartilhadas - Imagen 1 de 4Quando o comer se torna espacial: 14 projetos construídos em torno de refeições compartilhadas - Imagen 2 de 4Quando o comer se torna espacial: 14 projetos construídos em torno de refeições compartilhadas - Imagen 3 de 4Quando o comer se torna espacial: 14 projetos construídos em torno de refeições compartilhadas - Imagen 4 de 4Quando o comer se torna espacial: 14 projetos construídos em torno de refeições compartilhadas - Mais Imagens+ 16

O pátio como o mais leve sistema de resfriamento da arquitetura

Acesso exclusivo | 

O pátio é frequentemente lembrado como uma figura do passado, um espaço voltado para o interior, permeado de nostalgia, cultura e rituais domésticos. No entanto, essa abordagem ignora seu papel primordial. Antes de ser simbólico, o pátio era operacional. Ele organizava o fluxo de ar, controlava a luz e absorvia o calor. Não se tratava de um elemento decorativo, mas sim do que tornava a arquitetura habitável. Na habitação contemporânea, tais funções são normalmente delegadas a sistemas mecânicos instalados após a definição da forma. Nas casas com pátio, ao contrário, essas questões são resolvidas espacialmente, antes mesmo de se erguer qualquer parede.

O que aparenta ser uma tipologia recorrente em várias regiões é, na verdade, um conjunto de respostas altamente específicas ao clima. O pátio no Egito não se comporta como o pátio no Marrocos, tampouco como o da Índia. Cada um deles é calibrado para responder a um desafio ambiental distinto, utilizando o mesmo dispositivo espacial. Interpretá-los como um tipo único significa reduzir sua inteligência. Compará-los, por outro lado, permite compreender como o clima pode ser incorporado diretamente à forma arquitetônica.

O pátio como o mais leve sistema de resfriamento da arquitetura - Imagem 1 de 4O pátio como o mais leve sistema de resfriamento da arquitetura - Imagem 2 de 4O pátio como o mais leve sistema de resfriamento da arquitetura - Imagem 3 de 4O pátio como o mais leve sistema de resfriamento da arquitetura - Imagem 4 de 4O pátio como o mais leve sistema de resfriamento da arquitetura - Mais Imagens+ 10

Indo além das métricas rumo a uma iluminação natural neuroinclusiva

Acesso exclusivo | 

Ruídos altos, o zumbido contínuo de equipamentos, mudanças abruptas de luz ou reflexos intensos costumam passar despercebidos. Para pessoas neurodivergentes, esses estímulos podem provocar desconforto significativo ou mesmo reações físicas e cognitivas intensas. O termo "neurodivergente" refere-se a pessoas cujo funcionamento neurológico difere do que é considerado típico, abrangendo condições como autismo, TDAH e dislexia, uma vez que seus cérebros processam informações de maneira diferente, particularmente em relação aos estímulos sensoriais, à atenção e à regulação emocional.

No entanto, a luz não é apenas visual; ela é neurológica. A forma como ela entra em um espaço, move-se pelas superfícies e muda ao longo do tempo pode afetar profundamente o conforto cognitivo. Contrastes extremos, ofuscamento, penetração direta de raios solares e variações rápidas de brilho exigem um ajuste constante do sistema visual e, para pessoas com maior sensibilidade sensorial, esse esforço pode se traduzir em fadiga, distração ou desconforto.

Urbanismo de torre-pódio no Sudeste Asiático: densidade, gestão e o desaparecimento da rua

Acesso exclusivo | 

Se as redes elevadas revelam uma cidade que caminha cada vez mais acima da rua, o pódio-torre é a tipologia que frequentemente faz com que essa condição pareça inevitável. Em todo o Sudeste Asiático, os projetos de pódio-torre tornaram-se uma das linguagens dominantes do crescimento metropolitano: um sistema que concentra habitação, postos de trabalho, comércio e conexões de transporte público em lotes altamente legíveis e administrados. Sob a perspectiva do planejamento urbano, o modelo pode ser incrivelmente eficaz — absorvendo o congestionamento, formalizando a circulação e gerando densidade rapidamente. No entanto, à medida que se dissemina, a tipologia também levanta uma questão mais sutil: o que ela otimiza e o que ela corrói — especialmente no nível da rua, onde a vida urbana deveria ser negociada, e não curada?

Em termos simples, o pódio-torre é uma estrutura híbrida composta por um pódio de baixa altura e alta taxa de ocupação, que serve de apoio a uma ou mais esbeltas torres verticais. O pódio geralmente carrega o peso logístico e comercial do empreendimento — lojas, estacionamento, carga e descarga, áreas de embarque e desembarque, serviços de apoio e, muitas vezes, terraços de lazer —, enquanto a torre sobrepõe os programas privados acima, sejam eles residenciais, corporativos, hoteleiros ou de uso misto. A promessa é dupla: maximizar a densidade urbana mantendo uma fachada ativa em escala humana, e separar a logística complexa da vida urbana do domínio mais reservado do morar e do trabalhar.

Urbanismo de torre-pódio no Sudeste Asiático: densidade, gestão e o desaparecimento da rua - 1 的图像 4Urbanismo de torre-pódio no Sudeste Asiático: densidade, gestão e o desaparecimento da rua - 2 的图像 4Urbanismo de torre-pódio no Sudeste Asiático: densidade, gestão e o desaparecimento da rua - 3 的图像 4Urbanismo de torre-pódio no Sudeste Asiático: densidade, gestão e o desaparecimento da rua - 4 的图像 4Urbanismo de torre-pódio no Sudeste Asiático: densidade, gestão e o desaparecimento da rua - Mais Imagens+ 14

Casa Dogtrot: Saber Vernacular e Projeto Responsivo ao Clima

Acesso exclusivo | 

A casa dogtrot surgiu no sul dos Estados Unidos no final do século XIX como uma resposta direta aos climas úmidos, à disponibilidade de materiais e aos padrões de habitação rural. Presente em toda a região dos Montes Apalaches, no litoral das Carolinas e nas planícies da Louisiana, a casa dogtrot apresentava inúmeras variações regionais; no entanto, sua lógica espacial fundamental permanecia notavelmente consistente. Dois volumes habitáveis fechados são separados por uma passagem central aberta e unificados sob uma cobertura contínua, criando uma habitação que é, ao mesmo tempo, econômica e sensível aos verões longos e quentes. Embora historiadores/as da arquitetura continuem a debater as origens geográficas precisas da dogtrot, a tipologia representa uma inteligência vernacular mais ampla que surgiu da convergência entre necessidade ambiental, práticas construtivas locais e a vida rural.

Casa Dogtrot: Saber Vernacular e Projeto Responsivo ao Clima - Imagen 1 de 4Casa Dogtrot: Saber Vernacular e Projeto Responsivo ao Clima - Imagen 2 de 4Casa Dogtrot: Saber Vernacular e Projeto Responsivo ao Clima - Imagen 3 de 4Casa Dogtrot: Saber Vernacular e Projeto Responsivo ao Clima - Imagen 4 de 4Casa Dogtrot: Saber Vernacular e Projeto Responsivo ao Clima - Mais Imagens+ 36

Projetando para o movimento em um espaço de trabalho feito para sentar

Acesso exclusivo | 

Apesar de toda a experimentação espacial no espaço de trabalho contemporâneo, uma condição permanece praticamente inalterada: as pessoas continuam sentadas. Estudos sugerem que profissionais de escritório passam até 89% de sua jornada de trabalho em posição sentada — o que equivale a quase 36 horas por semana —, a despeito de décadas de conscientização ergonômica. À medida que os espaços de trabalho se tornam mais flexíveis, sociais e focados em design, essa contradição se torna cada vez mais difícil de ignorar.

O escritório já não se organiza em torno de um único modo de operação, tampouco por uma lógica espacial rígida. O trabalho tornou-se multifuncional, alternando entre colaboração e concentração, trocas coletivas e foco individual. Em resposta, a arquitetura e o design de interiores se afastam de layouts uniformes e repetitivos em direção a ambientes que refletem a variabilidade do comportamento humano.

Construindo no Limite: As Lógicas Concorrentes das Orlas de Nova York e Hong Kong

Acesso exclusivo | 

O desenvolvimento costeiro em grandes cidades há muito tempo se configura como um terreno de oportunidades e disputas—moldado, a um só tempo, pela busca por capital (vistas privilegiadas, escassez de terras e a promessa de aterros), pelas demandas cívicas por acesso público e por uma vida coletiva à beira-mar, e pelas aspirações contemporâneas de sustentabilidade e de uma identidade urbana marcante. Justamente porque essas agendas raramente se alinham, extrair o potencial máximo de áreas de orla nunca é uma tarefa simples.

Contudo, em Nova York e em Hong Kong, é possível traçar as ambições de cada cidade—a despeito de suas diferentes estratégias, prioridades e lógicas políticas—por meio de um conjunto de projetos fundamentais que ancoram suas linhas costeiras. Lidos em conjunto, esses projetos revelam não apenas o que cada cidade escolhe valorizar, mas também do que está disposta a abrir mão para construir no limite.

Construindo no Limite: As Lógicas Concorrentes das Orlas de Nova York e Hong Kong - 1 的图像 4Construindo no Limite: As Lógicas Concorrentes das Orlas de Nova York e Hong Kong - 2 的图像 4Construindo no Limite: As Lógicas Concorrentes das Orlas de Nova York e Hong Kong - 3 的图像 4Construindo no Limite: As Lógicas Concorrentes das Orlas de Nova York e Hong Kong - 4 的图像 4Construindo no Limite: As Lógicas Concorrentes das Orlas de Nova York e Hong Kong - Mais Imagens+ 15

As duas catedrais de Manágua: memória arquitetônica após o terremoto de 1972 na Nicarágua

Acesso exclusivo | 

Em 23 de dezembro de 1972, Manágua, capital da Nicarágua, foi atingida por um terremoto de magnitude 6,3. Em questão de minutos, seu núcleo urbano, que por décadas funcionara como um centro político e econômico compacto, ruiu abruptamente. No processo de reconstrução que se seguiu, as autoridades buscaram não apenas reconstruir, mas reorganizar. O objetivo era descentralizar a cidade e evitar uma paralisia futura ao dispersar as funções por múltiplas zonas. Entre os resultados arquitetônicos mais significativos dessa mudança esteve a nova Catedral Metropolitana. Sua linguagem modernista simbolizava tanto a continuidade institucional quanto a transformação urbana. Com isso, ela personificou a transição de Manágua de uma malha urbana centralizada, de estilo espanhol, para uma metrópole contemporânea e descentralizada.

As duas catedrais de Manágua: memória arquitetônica após o terremoto de 1972 na Nicarágua - Image 1 of 4As duas catedrais de Manágua: memória arquitetônica após o terremoto de 1972 na Nicarágua - Image 2 of 4As duas catedrais de Manágua: memória arquitetônica após o terremoto de 1972 na Nicarágua - Image 4 of 4As duas catedrais de Manágua: memória arquitetônica após o terremoto de 1972 na Nicarágua - Image 3 of 4As duas catedrais de Manágua: memória arquitetônica após o terremoto de 1972 na Nicarágua - Mais Imagens+ 3

Um século de experimentos em habitação temporária: Milão–Cortina e a evolução das Vilas Olímpicas

Acesso exclusivo | 

Com os Jogos Olímpicos de Inverno de Milano–Cortina 2026 em andamento, vale a pena analisar como a Vila Olímpica evoluiu de uma solução puramente funcional para um projeto urbano estratégico. De complexos habitacionais improvisados a peças-chave de regeneração urbana, as Vilas Olímpicas têm funcionado repetidamente como experimentos em grande escala sobre como partes de uma cidade podem ser construídas em um curto espaço de tempo.

Projetados sob intensa pressão de tempo e para uma população altamente específica, esses ambientes revelam transformações nas ideias de habitação, vida coletiva e no legado urbano de megaeventos. Ao longo de diferentes edições, a Vila Olímpica reflete as maneiras mais amplas pelas quais eventos, habitação e cidades se cruzam em condições de urgência.

Um século de experimentos em habitação temporária: Milão–Cortina e a evolução das Vilas Olímpicas - Image 1 of 4Um século de experimentos em habitação temporária: Milão–Cortina e a evolução das Vilas Olímpicas - Image 2 of 4Um século de experimentos em habitação temporária: Milão–Cortina e a evolução das Vilas Olímpicas - Image 3 of 4Um século de experimentos em habitação temporária: Milão–Cortina e a evolução das Vilas Olímpicas - Image 4 of 4Um século de experimentos em habitação temporária: Milão–Cortina e a evolução das Vilas Olímpicas - Mais Imagens+ 14

Decomposição como Expressão: Axonometria Desmontada como Ferramenta de Projeto

Acesso exclusivo | 

Na tradução da realidade tridimensional para um plano bidimensional, a axonometria se consolida como um dos sistemas gráficos de representação que fundamentam a linguagem utilizada por profissionais de arquitetura e design. Ao lado de plantas, cortes e elevações, suas vistas explodidas frequentemente se destacam pela capacidade de estudar as múltiplas camadas que compõem um projeto. Embora a axonometria também seja empregada em outras disciplinas, como a engenharia e o planejamento urbano, ela demonstra constantemente sua capacidade de funcionar como algo que vai além de uma mera ferramenta de representação. Com isso, ela não apenas reforça a compreensão dos processos construtivos, materiais e sistemas estruturais de uma obra, mas também amplia a comunicação das ideias e processos de projeto que a moldam.

Decomposição como Expressão: Axonometria Desmontada como Ferramenta de Projeto - Imagem 1 de 4Decomposição como Expressão: Axonometria Desmontada como Ferramenta de Projeto - Imagem 2 de 4Decomposição como Expressão: Axonometria Desmontada como Ferramenta de Projeto - Imagem 3 de 4Decomposição como Expressão: Axonometria Desmontada como Ferramenta de Projeto - Imagem 4 de 4Decomposição como Expressão: Axonometria Desmontada como Ferramenta de Projeto - Mais Imagens+ 10

Lu Wenyu: Radicalismo silencioso e a prática do reparo

Acesso exclusivo | 

Lu Wenyu—cofundadora do Amateur Architecture Studio com o laureado com o Pritzker Wang Shu—moldou muitas das obras mais emblemáticas do escritório na China, incluindo o Museu de História de Ningbo e o Campus Xiangshan da Academia de Arte da China em Hangzhou. Trabalhando frequentemente fora dos holofotes, sua liderança é inequívoca na disciplina da execução e nas funções que assumiu: em 2003, junto com Wang Shu, fundou o Departamento de Arquitetura da Academia de Arte da China, onde também atua como diretora do Centro de Construção Sustentável. Sua prática e ensino formam um ciclo de reciprocidade: as pesquisas realizadas nos estúdios da Academia de Arte da China alimentam continuamente as estratégias de construção no canteiro de obras, ao passo que as lições aprendidas em campo retornam à sala de aula como inteligência material, e não como teoria abstrata.

Lu Wenyu: Radicalismo silencioso e a prática do reparo - Imagen 1 de 4Lu Wenyu: Radicalismo silencioso e a prática do reparo - Imagen 2 de 4Lu Wenyu: Radicalismo silencioso e a prática do reparo - Imagen 3 de 4Lu Wenyu: Radicalismo silencioso e a prática do reparo - Imagen 4 de 4Lu Wenyu: Radicalismo silencioso e a prática do reparo - Mais Imagens+ 12

Um novo padrão para fachadas de alto desempenho e geradoras de energia

Acesso exclusivo | 

​​O Myron and Berna Garron Health Sciences Complex (SAMIH), na Universidade de Toronto Scarborough, foi moldado por uma diretriz clara e inegociável: pelo menos 20% do consumo de energia do edifício deveria ser gerado a partir de fontes renováveis instaladas no próprio local. Para atender a essa exigência ambiciosa, a universidade firmou uma parceria inicial com a Mitrex, fabricante especializada em sistemas fotovoltaicos integrados à construção (BIPV), para explorar como a tecnologia solar poderia ir além da cobertura e se incorporar à própria arquitetura — posicionando o projeto em uma transição mais ampla em direção a uma arquitetura sustentável orientada pelo desempenho. O edifício de cerca de 5.850 metros quadrados (63.000 pés quadrados) abriga programas de ensino, pesquisa e treinamento clínico dedicados à formação de futuros/as profissionais de saúde. Projetado pelo escritório MVRDV em colaboração com o Diamond Schmitt Architects, o projeto inicialmente seguiu um caminho convencional, combinando uma fachada sóbria com painéis fotovoltaicos na cobertura.

Como as feiras de design contemporâneo estão redefinindo o artesanato

Acesso exclusivo | 

Em uma era dominada por telas e imagens digitais, o caráter pleno de um objeto de design muitas vezes permanece oculto. Apenas no encontro presencial com um objeto é que se pode sentir sua textura, notar como ele interage com a luz ou até mesmo perceber seu aroma sutil. Essas qualidades sensoriais — tão difíceis de transmitir online — revelam por que as feiras de design continuam a ser relevantes. Cada vez mais, esses eventos se consolidam como espaços de experimentação no design contemporâneo, onde ideias sobre materiais, colaboração e responsabilidade social são exploradas publicamente. Programas curatoriais, exposições e instalações experimentais transformam esses encontros em ambientes onde designers, fabricantes e pesquisadores(as) testam novas possibilidades para o ambiente construído.

Como medir o ciclo de vida de um material de construção?

Acesso exclusivo | 

Como uma das principais propulsoras do consumo de recursos naturais, do uso de energia e das emissões de gases de efeito estufa, a indústria da construção civil causa um impacto significativo no meio ambiente, consumindo 32% da energia global e contribuindo para 34% das emissões mundiais de CO₂. Os materiais de construção desempenham um papel crucial na definição do ambiente construído. Por meio dos princípios da economia circular, de soluções renováveis e autossuficientes e de inovações tecnológicas, a análise do desempenho ambiental de cada material evidencia a oportunidade de revisar e avaliar as diferentes etapas de seu ciclo de vida.

Ao estabelecer uma estrutura comum para medir e gerenciar o impacto ambiental dos materiais de construção, a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) surge como uma abordagem fundamental. Essa metodologia oferece uma avaliação abrangente dos impactos ambientais associados a produtos, processos ou atividades ao longo de todo o seu ciclo de vida. Desde a extração da matéria-prima, fabricação e transporte até a construção, o uso e o tratamento de fim de vida, a análise considera as cargas ambientais vinculadas a cada etapa. No contexto dos materiais de construção, a ACV oferece uma abordagem holística e sistemática para avaliar o desempenho ambiental e identificar oportunidades de otimização de projeto, entre outras melhorias. Dessa forma, ela quantifica impactos como as emissões de carbono, o consumo de energia, o uso de água, a poluição do ar, a geração de resíduos e o esgotamento dos ecossistemas.

Como medir o ciclo de vida de um material de construção? - Image 1 of 4Como medir o ciclo de vida de um material de construção? - Image 2 of 4Como medir o ciclo de vida de um material de construção? - Image 3 of 4Como medir o ciclo de vida de um material de construção? - Image 4 of 4Como medir o ciclo de vida de um material de construção? - Mais Imagens+ 12

¡Você seguiu sua primeira conta!

Você sabia?

Agora você receberá atualizações das contas que você segue! Siga seus autores, escritórios, usuários favoritos e personalize seu stream.