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Arquiteturas do Movimento: Foco Editorial de Julho do ArchDaily

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A cada doze anos, as margens do Ganges em Prayagraj tornam-se uma das maiores cidades da Terra — e depois desaparecem. O Maha Kumbh Mela atrai mais de 400 milhões de pessoas em peregrinação ao longo de seis semanas, exigindo a construção de uma infraestrutura urbana completa: pontes flutuantes, hospitais de campanha, quilômetros de vias temporárias e uma malha de cidades de tendas visível do espaço. Ao final do festival, tudo é inteiramente desmontado. Nenhum encontro na história da humanidade produz uma arquitetura do movimento tão completa; construída para a chegada, projetada para a transitoriedade e concebida para não deixar vestígios permanentes. O Kumbh Mela é excepcional em escala, mas não em condição: o movimento se tornou um desafio espacial definidor deste século.

Este mês, o ArchDaily explora Arquiteturas do Movimento: Território, Fronteiras e a Política de Pertencimento, um tema que examina como a mobilidade reformula a relação da arquitetura com o território, a propriedade e a identidade. O assunto não aborda o movimento como uma crise a ser gerida, mas como uma lente fundamental para reconsiderar o papel de edifícios, cidades e fronteiras na prática: quem acolhem, quem excluem e o que tornam permanente.

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Quando a Função Encontra o Design: Higiene, Eficiência e Manutenção em Espaços de Banheiro

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Da iluminação e dos materiais às cores, texturas e formas, cada decisão de projeto molda a maneira como as pessoas percebem, vivenciam e interagem com a arquitetura. Nos interiores contemporâneos, essas escolhas já não são compreendidas como meramente estéticas ou funcionais, influenciando o conforto, o comportamento, o humor e até mesmo a forma como quem utiliza o espaço avalia sua qualidade. O design de banheiros, em particular, cria hoje ambientes cuidadosamente concebidos e com uma identidade marcante, nos quais cada elemento contribui para a experiência espacial como um todo.

Como o design de banheiros influencia os sentimentos de quem o utiliza? Que intervenções ou inovações técnicas podem transformar a experiência de uso final?

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Quando a luz encontra a energia em tetos de vidro

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Das grandes coberturas e galerias industriais do século XIX aos átrios contemporâneos de museus e edifícios públicos, o vidro tem sido um material recorrente na configuração de espaços internos amplos e monumentais. Mais do que uma solução tecnológica ou de engenharia, esses planos horizontais envidraçados introduzem uma qualidade luminosa singular: a luz que vem de cima. Diferente da luz natural lateral que penetra pelas fachadas, a luz zenital distribui-se de forma mais uniforme, suaviza sombras marcadas e confere aos espaços uma sensação de continuidade e amplitude difícil de alcançar por outros meios.

Além dos ícones importados: Tao Ho e um modernismo local para Hong Kong

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Quando se conta a história arquitetônica de Hong Kong, ela é frequentemente reduzida a um punhado de ícones. Muitos lembram de imediato de I.M. Pei—laureado com o Prêmio Pritzker e arquiteto da Bank of China Tower em Central (1990), além de obras globais como o Le Grand Louvre em Paris e o Miho Museum em Shiga. Ampliando o olhar, também se encontra uma longa linhagem de arquitetos/as britânicos/as e internacionais cujas marcas moldaram a silhueta institucional da cidade: das obras cívicas de Ron Phillips—com destaque para o antigo Murray Building (1969), hoje The Murray Hotel, e a Prefeitura de Hong Kong (1962)—aos monumentos corporativos e de infraestrutura de Norman Foster, incluindo a torre do Hongkong and Shanghai Banking Corporation (HSBC) (1986) e o Aeroporto Internacional de Hong Kong (1998) e, mais recentemente, o edifício The Henderson (2024), do escritório Zaha Hadid Architects.

No entanto, no mesmo período de Pei e Foster, arquitetos/as locais também produziam edifícios de relevância duradoura—obras que carregavam o legado da Bauhaus, mas o traduziam para uma linguagem nitidamente calibrada para o clima, a densidade e a vida cívica de Hong Kong. Embora esses projetos nem sempre se configurem como ícones comercialmente proeminentes, eles costumam demonstrar um senso mais agudo de responsabilidade social e agenda pública. Entre as figuras mais importantes dessa linhagem está o falecido arquiteto Tao Ho, cujo trabalho e papel público formaram uma vertente mais discreta—mas não menos fundamental—no patrimônio moderno da arquitetura de Hong Kong.

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Além do render: como a IA está reestruturando a documentação de arquitetura

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Alguns tipos de trabalho só se tornam visíveis quando deixam de ser realizados. São discretos, repetitivos, raramente celebrados, mas sustentam silenciosamente o funcionamento de qualquer operação. Na arquitetura, essa dimensão raramente aparece nas imagens que circulam. Ao pensarmos na disciplina, evocamos renders sedutores, perspectivas cuidadosamente iluminadas, plantas precisas, desenhos que prometem futuros possíveis ou até utópicos. No entanto, a camada que sustenta esses gestos formais não se encontra na imagem, mas na especificação, no detalhamento e na documentação.

Desde que a inteligência artificial passou a ocupar o centro do debate arquitetônico, a discussão tem sido amplamente pautada por sua capacidade de gerar formas e atmosferas em segundos. Simulações estilísticas, variações conceituais e experimentações visuais passaram a simbolizar o avanço tecnológico na área. Há algo compreensível nesse fascínio: a arquitetura sempre se relacionou com a representação como uma forma de imaginar o que ainda não existe.

Design do Século XX em Fluxo: Foco Editorial de Maio do ArchDaily

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"A história da arquitetura não está errada", argumentou Lesley Lokko em sua introdução para a Bienal de Arquitetura de Veneza 2023, "mas está incompleta." Durante a maior parte do século XX, a história da arquitetura falou uma única língua: uma narrativa singular e dominante, centrada em um punhado de movimentos, nomes e cidades, cujo alcance e influência pareciam universais justamente porque as vozes alternativas eram silenciadas. Os movimentos de design, contudo, raramente cruzavam fronteiras intactos. Eram frequentemente absorvidos, resistidos, reinterpretados e transformados a depender da geografia, da política, da economia, do clima e dos materiais disponíveis. O que chegava a um lugar como doutrina tornava-se, em outro, algo inteiramente diferente.

Este mês, o ArchDaily explora Design do Século XX em Fluxo: Uma Reinterpretação Global da História da Arquitetura, um tema que mapeia as linguagens projetuais do século não como um cânone único, mas como uma constelação de trajetórias em evolução, cruzamento e contínua reinvenção. O tema desafia a premissa de que as arquiteturas regionais e não ocidentais eram meramente derivadas — posicionando-as, em vez disso, como locais de reinterpretação ativa, onde ideias globais eram filtradas por materiais, climas, mão de obra e práticas culturais locais para produzir algo inteiramente singular.

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Art Nouveau Revisitado: Artesania, Materialidade e Detalhe em Espaços de Hospitalidade Contemporâneos

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Na virada do século XX, movimentos paralelos, mas interligados, ao redor do mundo inauguraram um novo estilo e uma nova era arquitetônica. Do Arts and Crafts na Inglaterra, passando pelo Art Nouveau e posteriormente pelo Art Deco na França, ao Jugendstil na Alemanha e Áustria, esses desdobramentos artísticos e de design se espalharam globalmente, assumindo diferentes formas de acordo com o contexto local. A premissa básica, no entanto, permaneceu semelhante, com foco no valor artesanal e no fazer manual; no uso de madeira, vidro e diversos metais; na integração de formas orgânicas nas fachadas e na estrutura interna; e na incorporação refinada da ornamentação como elemento arquitetônico, frequentemente sob a forma de motivos vegetais ou padrões geométricos.

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Inteligência de projeto e continuidade do fluxo de trabalho: Autodesk avança na integração entre o Forma e o Revit

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As equipes de projeto não sofrem com a falta de ferramentas, mas sim com a falta de continuidade. Os dados dos projetos permanecem fragmentados em diversos arquivos, e as decisões frequentemente perdem o contexto à medida que o trabalho avança do planejamento para o projeto e, finalmente, para a construção. Em decorrência disso, as equipes gastam um tempo valioso reconectando informações em vez de fazer o projeto avançar.

Isso evidencia a necessidade de fluxos de trabalho que preservem a intenção de projeto e levem o conhecimento adiante em cada etapa do processo. Sob essa ótica, a ideia de "design and make intelligence" pode ser compreendida como uma transição em direção à continuidade, na qual dados, decisões e aprendizados do planejamento, projeto, construção e operações permaneçam incorporados ao empreendimento, em vez de se perderem na entrega da obra. Nesse contexto, a inteligência artificial (IA) e a automação operam com maior relevância, apoiando-se em informações acumuladas em vez de insumos isolados.

Sanatório Druzhba: um monumento soviético suspenso entre a terra e o mar

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Empoleirado sobre as falésias da Crimeia, o Sanatório Termal Druzhba assemelha-se menos a um edifício e mais a uma espaçonave que acabou de pousar. Suas formas circulares, deques suspensos e rampas em espiral evocam uma cena de Solaris (1972), de Andrei Tarkovsky, onde arquitetura e psicologia se fundem em uma única paisagem. Construído entre 1978 e 1985 por Igor Vasilevsky, o complexo foi concebido como um balneário termal para profissionais da indústria petrolífera, integrando a vasta rede de sanatórios da União Soviética dedicados à saúde e ao lazer.

Para além de sua função como local de recuperação, o Druzhba (cujo nome significa "amizade") personificava uma ambição política e estética mais ampla. O projeto buscava fundir a proeza tecnológica com os ideais restaurativos da modernidade socialista, traduzindo o bem-estar coletivo em forma concreta. Erguendo-se sobre uma encosta costeira íngreme com vista para o Mar Negro, sua estrutura maciça desafia a gravidade, sustentada por um núcleo central de concreto do qual se projetam alas radiais como as pás de uma enorme engrenagem. Visto à distância, o conjunto parece simultaneamente mecânico e orgânico, um híbrido entre infraestrutura e paisagem.

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Segurança como roteiro: por dentro da arquitetura dos condomínios fechados

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Aprende-se a se comportar muito antes de chegar em casa. No portão, você desacelera e aguarda. Sob vigilância, recebe autorização para passar. Um crachá é verificado, uma cancela se eleva, uma câmera pisca. Nada de dramático acontece, e esse é precisamente o objetivo. O impacto mais profundo dos condomínios fechados não é provocado por seus muros, mas sim pela coreografia de acesso que, silenciosamente, ensina a quem ali habita o que esperar, em quem confiar e a qual lugar pertence.

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Guia de arquitetura de Riade: 16 projetos do patrimônio à expansão urbana

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Outrora um assentamento najdi definido por muralhas de tijolos de adobe e casas com pátio, Riade passou por uma das transformações urbanas mais radicais dos séculos XX e XXI. A descoberta de reservas de petróleo, a consolidação do poder político e a rápida expansão da infraestrutura remodelaram a cidade, transformando-a de uma capital regional em uma metrópole em expansão em praticamente uma única geração. Como consequência, a malha urbana de Riade é marcada por descontinuidades, onde fragmentos de arquitetura vernacular coexistem com o modernismo institucional de meados do século e um skyline contemporâneo em rápida evolução.

Nas últimas décadas, essa condição estratificada foi ainda mais intensificada por estratégias de desenvolvimento em grande escala e programas de investimento cultural que posicionam a arquitetura como uma ferramenta para redefinir a identidade nacional. Escritórios internacionais desempenharam um papel decisivo na configuração de importantes instituições, infraestruturas e marcos urbanos, ao passo que estúdios locais contribuem cada vez mais com projetos que reinterpretam o clima, a materialidade e o espaço social dentro de uma perspectiva contemporânea.

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Cabanas adaptáveis na Costa Rica: Projetando para a umidade e a ventilação na selva

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A Costa Rica é um pequeno país da América Central, internacionalmente reconhecido por seu turismo, biodiversidade e clima tropical. Diante deste contexto, as estratégias de design tropical voltadas ao projeto hoteleiro costumam ser mais estudadas, mas projetos de cabanas residenciais podem representar uma abordagem mais cirúrgica para a compreensão da paisagem. Muitas vezes situadas em áreas florestais ou de selva remotas, essas cabanas, além de incorporarem as estratégias comuns de design tropical, precisam priorizar a durabilidade de longo prazo e os baixos custos de manutenção, sobretudo em regiões onde o acesso para reparos é logisticamente complexo. Isso exige uma filosofia projetual que privilegie a resiliência tanto estrutural quanto climática.

Construir nesse contexto requer respostas de projeto precisas a dois principais estressores ambientais: a precipitação extrema e a alta umidade. O clima tropical da Costa Rica, embora varie conforme a altitude, geralmente apresenta uma média mensal de chuvas superior a 150 mm em várias regiões. Essa carga constante de água pode criar o efeito de "bulbo úmido", no qual o ar estagnado e saturado acelera a degradação dos materiais internos e causa desconforto fisiológico aos habitantes. Para projetar de forma eficaz sob tais condições, a arquitetura contemporânea de cabanas adota uma estratégia tríplice: intervenção mínima no terreno, criação de gradientes térmicos e mitigação climática passiva.

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Recuos como Pátios: Como o Civil Architecture Reimagina a Casa do Golfo no Bahrein

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Durante séculos, a arquitetura residencial em toda a região do Golfo organizou-se em torno do pátio interno. As casas apresentavam espessas paredes externas e aberturas limitadas para a rua, voltando-se para o interior, em direção a um jardim sombreado que estruturava a vida cotidiana. Essa disposição espacial respondia tanto ao clima quanto à cultura local. O pátio trazia luz natural para o interior de plantas profundas, permitia a ventilação cruzada e proporcionava um ambiente externo protegido em meio a tecidos urbanos densos. Na House with Seven Gardens, em Diyar Al Muharraq, no Bahrein, o escritório sediado no país Civil Architecture — uma das práticas vencedoras do prêmio ArchDaily 2025 Next Practices Awards — revisita essa tradição espacial sob as condições da habitação suburbana contemporânea. Em vez de simplesmente reproduzir a casa-pátio como um modelo histórico, o projeto reinterpreta sua lógica ambiental dentro dos marcos regulatórios e das condições espaciais que moldam grande parte do desenvolvimento urbano atual no Golfo.

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Infraestrutura Elevada e Espaço Público: Recuperando o Solo Abaixo

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A elevação é frequentemente apresentada como progresso, alçando o movimento acima do atrito da cidade e suavizando a circulação em um fluxo ininterrupto. Cada ato de elevação produz uma condição secundária em seu rastro. Sob viadutos, linhas de metrô e viadutos ferroviários, surge um segundo solo — sombreado, ambíguo e raramente planejado com a mesma intenção daquilo que se move acima. Esses espaços não são sobras incidentais. São a consequência espacial de uma decisão de projeto que privilegia a velocidade, o gabarito livre e a eficiência, redistribuindo valor e visibilidade pela cidade nesse processo.

O que fica abaixo não está vazio. É estruturado, limitado e definido pela infraestrutura, porém deixado sem uma função clara. Estudos sobre rodovias elevadas descrevem consistentemente esses baixios como espaços residuais, formados quando os sistemas de transporte são concebidos de forma independente do solo que atravessam. Um relatório da Arup sobre espaços sob viadutos observa como eles frequentemente interrompem a continuidade de pedestres, ao mesmo tempo em que permanecem fora dos marcos regulatórios de planejamento formal. Da mesma forma, análises acadêmicas recentes sobre os ambientes sob viadutos destacam que essas áreas raramente são integradas às estratégias de desenho urbano. O resultado é uma condição peculiar: um espaço que está fisicamente presente e estruturalmente determinado, mas programaticamente indefinido.

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Os 20 projetos finalistas do ArchDaily Student Project Awards

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Qualquer estudante de arquitetura sabe muito bem o que é passar noites em claro trabalhando sem parar, correndo para finalizar um projeto com o prazo final se aproximando. Revisando cada detalhe, dando os últimos retoques e torcendo pelo melhor. A recompensa? Ver o projeto finalizado, discuti-lo com colegas de classe e poder sonhar com a concepção ideal de como um espaço deve parecer e ser vivenciado.

Durante a seleção dos finalistas ao longo das últimas duas semanas, o júri do ArchDaily tinha plena consciência do que significa ser estudante de arquitetura. Composto por arquitetos e arquitetas, o comitê estudou, analisou e debateu cuidadosamente cada proposta, compreendendo o esforço dedicado a cada envio. O resultado é uma lista de finalistas que exemplifica o espírito do Student Project Awards e sua missão de reconhecer a criatividade e a visão de estudantes que estão redefinindo a prática e o discurso arquitetônico.

Além da circulação: soluções de escadas para a vida em espaços compactos na Ásia

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Em muitas cidades de alta densidade na Ásia, a escada costuma ser tratada como um mal necessário. Seja em edifícios de apartamentos, casas ou interiores comerciais, ela é frequentemente ocultada, recuada ou relegada às margens — um elemento a ser minimizado para que mais área possa ser destinada ao espaço "útil". Contudo, à medida que a densidade se intensifica e a metragem quadrada se torna cada vez mais escassa, arquitetos/as e designers são forçados/as a repensar esse enigma vertical.

A questão deixa de ser como ocultar a escada e passa a ser como potencializar sua função: seria ela capaz de se tornar uma adição produtiva ao interior — um dispositivo arquitetônico que vai além de conectar níveis, desempenhando funções duplas (ou múltiplas) em vez de simplesmente consumir área de piso?

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Desenhado à Mão: A Arquitetura Site-Specific do Géométral

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Fundado em 2022 por Clément Masurier e sediado em Paris, na França, o Géométral é um escritório de arquitetura definido por estratégias de projeto integradas à paisagem, tratada como determinante primordial da forma. O estúdio, um dos escritórios vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, aborda cada projeto como um pequeno universo que combina programa, atmosfera e narrativas espaciais. Em vez de um estilo autoral único, o foco está na criação de atmosferas e situações sob medida para cada contexto e seus/as usuários/as.

Em seu início, diante da ausência de um portfólio de obras construídas, o estúdio respondeu com o desenvolvimento de "arquiteturas ficcionais" implantadas em topografias reais. Esse exercício não era uma mera busca estética, mas sim uma âncora metodológica, permitindo ao escritório estabelecer um processo rigoroso de análise do local e testes tipológicos antes de receber encomendas físicas. Ao tratar projetos imaginários com o mesmo rigor técnico das obras reais, o estúdio desenvolveu um repertório de respostas formais às restrições ambientais que agora orientam seus projetos construídos.

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BuildFest apresenta “Atos de Construção”, uma exploração de três anos de instalações em madeira

O Bethel Woods Art and Architecture Festival anuncia o BuildFest: Acts of Construction, uma iniciativa de três anos que ativa as dependências históricas do festival de Woodstock de 1969 por meio de instalações de madeira em grande escala e experiências multimídia. Cada edição anual é organizada em torno de um tema único, convidando designers e projetistas a colaborar em uma série interdisciplinar de "atos" que se baseiam uns nos outros para criar um conjunto interconectado de instalações, ativações e performances. O Act One: Staging está atualmente aceitando propostas de infraestrutura artística adaptável projetada para "preparar o cenário" para futuras ativações. A ele se seguirão o Act Two: Choreography, em 2027, e o Act Three: Performance, em 2028.

O que ocultam as instalações de painéis para fachadas ventiladas?

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Sob as superfícies, atrás das estruturas ou mesmo entre as instalações, inúmeros sistemas de fixação e elementos adesivos compõem as conexões necessárias em fachadas, acabamentos e fechamentos de nossos edifícios. À medida que o passar do tempo evidencia a idade das construções e as tendências se modificam em ritmo acelerado, a atualização dos edifícios exige atenção ao seu desgaste, manutenção e melhoria de desempenho. Independentemente de suas metodologias de instalação, tecnologias ou ferramentas, os sistemas de fachadas ventiladas continuam transformando, hoje, a maneira de abordar o projeto e a estética dos edifícios.

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“Durante décadas, valorizamos o novo mais do que o antigo”: Em diálogo com os/as vencedores/as do Prêmio OBEL 2025, HouseEurope!

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O potencial de edifícios existentes para moldar cidades e comunidades em constante transformação por meio do reuso e da adaptação é o foco central do HouseEurope! e de seu ativismo: enfrentar o desafio premente em grande parte da Europa, onde costuma ser mais fácil, barato e rápido demolir edifícios do que renová-los. Durante décadas, as políticas de construção, as práticas industriais e as dinâmicas de mercado favoreceram os novos empreendimentos, frequentemente subestimando a importância cultural, social e ambiental das estruturas existentes. Por seu trabalho em prol de uma mudança sistêmica na arquitetura, o HouseEurope! recebeu o Prêmio OBEL 2025 sob o tema "Ready Made". Em conversa com o ArchDaily, Alina Kolar e Olaf Grawert, integrantes do coletivo HouseEurope!, discutiram a abordagem da organização em relação à arquitetura, às políticas públicas e à ação coletiva. Operando como um laboratório de políticas públicas sem fins lucrativos, o HouseEurope! conecta a prática arquitetônica com a legislação, a pesquisa e a participação pública. Seu trabalho começa pela análise do que já existe, traduzindo essas reflexões em diretrizes práticas para legisladores/as e profissionais da área. Projetos de conversão como a renovação de 530 moradias pelo escritório Lacaton & Vassal exemplificam essa "pesquisa pela ação", mostrando como o reuso adaptativo pode ser viável e, ao mesmo tempo, um motor para mudanças sistêmicas com benefícios sociais e ecológicos. Como explica Grawert:

Projetar com o que existe: Expansão da sede da Rieder transforma materiais residuais em design de fachada

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E se as sobras industriais não fossem resíduos, mas o ponto de partida do projeto de arquitetura? Na sede da Rieder em Maishofen, na Áustria, mais de 1.300 metros cúbicos de madeira, 180 elementos de teto e centenas de fragmentos reciclados de concreto reforçado com fibra de vidro se unem em um edifício moldado tanto pelo reúso quanto pelo planejamento. O novo pavilhão de produção, projetado pelo escritório Kessler² Architecture, trata as sobras de materiais como recurso de projeto. Desenvolvido como parte de um investimento de longo prazo em manufatura sustentável, o edifício híbrido de madeira e concreto introduz uma técnica de fachada que inverte os fluxos de trabalho convencionais da arquitetura: em vez de projetar primeiro para depois produzir os componentes, o envelope do edifício é gerado a partir dos resquícios de materiais já disponíveis no local, estabelecendo uma nova linguagem para a arquitetura industrial.

Como modernizar um grand hotel sem apagar sua memória: lições do Brenners

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Em projetos de reforma, a substituição costuma ser preferida em relação à restauração. Componentes antigos são removidos, novos produtos são especificados e os prazos são garantidos. Especialmente em projetos de hotelaria, nos quais interrupções são dispendiosas e as operações seguem cronogramas rígidos, a instalação de novas peças parece ser a solução mais confiável. É mais rápida, fácil de coordenar e se alinha aos fluxos de trabalho estabelecidos. A restauração, por outro lado, funciona de maneira diferente. Ela exige uma desmontagem cuidadosa em vez do descarte, avaliação em vez de substituição e confiança na qualidade do que já está lá. Trata-se de uma abordagem que introduz complexidade em um processo concebido para ser eficiente.

A recente renovação do Brenners Park-Hotel & Spa, em Baden-Baden, demonstra que, sob as circunstâncias corretas, esse esforço adicional pode se tornar uma estratégia arquitetônica deliberada para projetos semelhantes, sobretudo quando os materiais originais nunca foram concebidos para serem temporários. 

Projetando a Coexistência: Conheça os/as Vencedores/as da Primeira Edição do ArchDaily Student Project Awards

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Em novembro de 2025, o ArchDaily lançou a primeira edição do seu Student Project Awards. A decisão de criar esta nova premiação surgiu de um sentimento de esperança; esperança nas próximas gerações de arquitetos/as, em seu talento e visão, e na importância de lhes dar visibilidade e reconhecimento. Afinal, o futuro da arquitetura está sendo moldado agora mesmo, em salas de aula, estúdios e oficinas por todo o mundo, e é fundamental apoiar quem o está moldando. A resposta foi extraordinária, com projetos enviados por estudantes de todos os continentes, demonstrando uma riqueza e amplitude de pontos de vista, soluções e visões.

Cinco meses após o lançamento da convocatória — e após o anúncio de uma lista longa de 104 projetos e de uma lista final de 20 semifinalistas —, nosso júri externo de arquitetos/as e profissionais do setor revisou cuidadosamente as propostas para selecionar os/as três vencedores/as e as quatro menções honrosas do ArchDaily Student Project Awards. Analisando cada proposta com cuidado, o júri olhou além dos resultados finais, concentrando-se nas ideias, questionamentos e posicionamentos que guiaram o trabalho. O resultado é uma seleção de projetos premiados que reflete tanto o espírito do prêmio quanto a mudança de prioridades que molda a arquitetura contemporânea.

Buildner lança o Unbuilt Award 2026 com € 100 mil em prêmios e anuncia os/as vencedores/as da 2ª edição

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Buildner lançou o Unbuilt Award 2026, a terceira edição de seu concurso anual, que oferece um prêmio total de € 100.000. Paralelamente, foram anunciados os resultados do Unbuilt Award 2025, marcando a segunda edição de uma série que celebra projetos de arquitetura ainda não realizados. A iniciativa oferece uma plataforma global para que arquitetos/as e designers apresentem seus projetos não construídos mais impactantes — sejam eles conceituais, publicados, inéditos ou totalmente desenvolvidos.

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