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“Durante décadas, valorizamos o novo mais do que o antigo”: Em diálogo com os/as vencedores/as do Prêmio OBEL 2025, HouseEurope!

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O potencial de edifícios existentes para moldar cidades e comunidades em constante transformação por meio do reuso e da adaptação é o foco central do HouseEurope! e de seu ativismo: enfrentar o desafio premente em grande parte da Europa, onde costuma ser mais fácil, barato e rápido demolir edifícios do que renová-los. Durante décadas, as políticas de construção, as práticas industriais e as dinâmicas de mercado favoreceram os novos empreendimentos, frequentemente subestimando a importância cultural, social e ambiental das estruturas existentes. Por seu trabalho em prol de uma mudança sistêmica na arquitetura, o HouseEurope! recebeu o Prêmio OBEL 2025 sob o tema "Ready Made". Em conversa com o ArchDaily, Alina Kolar e Olaf Grawert, integrantes do coletivo HouseEurope!, discutiram a abordagem da organização em relação à arquitetura, às políticas públicas e à ação coletiva. Operando como um laboratório de políticas públicas sem fins lucrativos, o HouseEurope! conecta a prática arquitetônica com a legislação, a pesquisa e a participação pública. Seu trabalho começa pela análise do que já existe, traduzindo essas reflexões em diretrizes práticas para legisladores/as e profissionais da área. Projetos de conversão como a renovação de 530 moradias pelo escritório Lacaton & Vassal exemplificam essa "pesquisa pela ação", mostrando como o reuso adaptativo pode ser viável e, ao mesmo tempo, um motor para mudanças sistêmicas com benefícios sociais e ecológicos. Como explica Grawert:

Como modernizar um grand hotel sem apagar sua memória: lições do Brenners

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Em projetos de reforma, a substituição costuma ser preferida em relação à restauração. Componentes antigos são removidos, novos produtos são especificados e os prazos são garantidos. Especialmente em projetos de hotelaria, nos quais interrupções são dispendiosas e as operações seguem cronogramas rígidos, a instalação de novas peças parece ser a solução mais confiável. É mais rápida, fácil de coordenar e se alinha aos fluxos de trabalho estabelecidos. A restauração, por outro lado, funciona de maneira diferente. Ela exige uma desmontagem cuidadosa em vez do descarte, avaliação em vez de substituição e confiança na qualidade do que já está lá. Trata-se de uma abordagem que introduz complexidade em um processo concebido para ser eficiente.

A recente renovação do Brenners Park-Hotel & Spa, em Baden-Baden, demonstra que, sob as circunstâncias corretas, esse esforço adicional pode se tornar uma estratégia arquitetônica deliberada para projetos semelhantes, sobretudo quando os materiais originais nunca foram concebidos para serem temporários. 

Projetar com o que existe: Expansão da sede da Rieder transforma materiais residuais em design de fachada

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E se as sobras industriais não fossem resíduos, mas o ponto de partida do projeto de arquitetura? Na sede da Rieder em Maishofen, na Áustria, mais de 1.300 metros cúbicos de madeira, 180 elementos de teto e centenas de fragmentos reciclados de concreto reforçado com fibra de vidro se unem em um edifício moldado tanto pelo reúso quanto pelo planejamento. O novo pavilhão de produção, projetado pelo escritório Kessler² Architecture, trata as sobras de materiais como recurso de projeto. Desenvolvido como parte de um investimento de longo prazo em manufatura sustentável, o edifício híbrido de madeira e concreto introduz uma técnica de fachada que inverte os fluxos de trabalho convencionais da arquitetura: em vez de projetar primeiro para depois produzir os componentes, o envelope do edifício é gerado a partir dos resquícios de materiais já disponíveis no local, estabelecendo uma nova linguagem para a arquitetura industrial.

Buildner lança o Unbuilt Award 2026 com € 100 mil em prêmios e anuncia os/as vencedores/as da 2ª edição

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Buildner lançou o Unbuilt Award 2026, a terceira edição de seu concurso anual, que oferece um prêmio total de € 100.000. Paralelamente, foram anunciados os resultados do Unbuilt Award 2025, marcando a segunda edição de uma série que celebra projetos de arquitetura ainda não realizados. A iniciativa oferece uma plataforma global para que arquitetos/as e designers apresentem seus projetos não construídos mais impactantes — sejam eles conceituais, publicados, inéditos ou totalmente desenvolvidos.

Projetando a Coexistência: Conheça os/as Vencedores/as da Primeira Edição do ArchDaily Student Project Awards

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Em novembro de 2025, o ArchDaily lançou a primeira edição do seu Student Project Awards. A decisão de criar esta nova premiação surgiu de um sentimento de esperança; esperança nas próximas gerações de arquitetos/as, em seu talento e visão, e na importância de lhes dar visibilidade e reconhecimento. Afinal, o futuro da arquitetura está sendo moldado agora mesmo, em salas de aula, estúdios e oficinas por todo o mundo, e é fundamental apoiar quem o está moldando. A resposta foi extraordinária, com projetos enviados por estudantes de todos os continentes, demonstrando uma riqueza e amplitude de pontos de vista, soluções e visões.

Cinco meses após o lançamento da convocatória — e após o anúncio de uma lista longa de 104 projetos e de uma lista final de 20 semifinalistas —, nosso júri externo de arquitetos/as e profissionais do setor revisou cuidadosamente as propostas para selecionar os/as três vencedores/as e as quatro menções honrosas do ArchDaily Student Project Awards. Analisando cada proposta com cuidado, o júri olhou além dos resultados finais, concentrando-se nas ideias, questionamentos e posicionamentos que guiaram o trabalho. O resultado é uma seleção de projetos premiados que reflete tanto o espírito do prêmio quanto a mudança de prioridades que molda a arquitetura contemporânea.

Heimtextil Colombia: cinco tendências que redefinem o lar e a hospitalidade em 2026

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A Heimtextil Colombia 2026 reúne uma oferta internacional e uma agenda de conhecimento que evidenciam o deslocamento de valor para as categorias de casa e hospitalidade, onde designers da Colômbia e de toda a América Latina estão expandindo seu DNA criativo para escalar a pirâmide, diversificar receitas e competir em mercados globais.

Escuelita Lochiel: Projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards ressignifica a educação por meio do adobe

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No deserto de altitude do Vale de San Rafael, a poucos quilômetros da fronteira entre os Estados Unidos e o México em Lochiel, Arizona, uma escola de adobe permanece de pé há mais de um século. Construída antes de 1905, antes mesmo de o Arizona se tornar um estado incorporado, a escola atendeu a gerações de estudantes de origem mexicano-americana do Arizona e de Sonora, cultivando experiências culturais compartilhadas, histórias e relações que transcendem fronteiras físicas e políticas. Ao longo de décadas de educação e histórias compartilhadas, o local tornou-se um espaço onde a língua e a narrativa fluíam livremente, mesmo com o aumento contínuo das tensões geopolíticas na fronteira. Hoje, trata-se de uma das últimas escolas de adobe de sala única ainda existentes nos Estados Unidos.

O adobe está entre as tecnologias construtivas mais antigas do sudoeste americano e figura entre as mais exigentes em termos de conservação. Em climas desérticos, as paredes de terra enfrentam um desgaste intenso decorrente de temperaturas extremas, fissuras causadas por variações sazonais e deterioração acelerada após tempestades. Essas vulnerabilidades exigem uma manutenção contínua e especializada ao longo de muitas estações e décadas consecutivas. Após anos de abandono progressivo e ameaças estruturais, um esforço de restauração que durou doze anos — promovido por membros da comunidade local que compreendiam este edifício como uma infraestrutura cultural crucial — salvou a escola da iminente demolição. O fato de a comunidade ter optado por assumir esse esforço, diante de tudo o que a construção em adobe exige de quem dela cuida, é uma afirmação clara do custo que a perda deste edifício representaria. O resultado é uma estrutura que hoje se ergue como um monumento ao patrimônio mexicano-americano e um arquivo vivo da educação rural fronteiriça.

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De galpão a hub de inovação: renovação, reúso e design centrado no ser humano para menor impacto ambiental

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O que acontece quando se escolhe o reuso em vez da demolição? Em Østbirk, na Dinamarca, um antigo galpão de madeira de 30 anos foi transformado em um hub de inovação de referência internacional, com 14.000 metros quadrados, voltado para a equipe de quase 500 profissionais da VELUX. Este artigo explora como o projeto da LKR Innovation House desafia as práticas convencionais de construção, preserva o legado dos materiais e oferece lições práticas para profissionais de arquitetura que trabalham com estruturas existentes. Um novo livro documenta esse processo por meio de ensaios, entrevistas e fotografias.

Como o Centro Christo e Jeanne-Claude está dando nova vida à identidade cultural de Gabrovo

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Grandes fábricas estão sendo transformadas em museus, antigos edifícios administrativos tornam-se espaços de coworking e até mesmo igrejas são convertidas em residências. Neste século, a ascensão do reuso adaptativo nas cidades reflete um interesse crescente em preservar a memória e a identidade de estruturas históricas. Paralelamente, essa prática introduz uma perspectiva contemporânea que responde às necessidades urgentes do cenário urbano atual.

Em Gabrovo, na Bulgária, o município convida arquitetos e arquitetas a projetar o Centro de Arte Contemporânea Christo e Jeanne-Claude, transformando, adaptando e modernizando a antiga Escola Técnica Têxtil e seu terreno adjacente. Com cofinanciamento da União Europeia, um orçamento definido, um júri de especialistas e uma estrutura em duas fases, este concurso reflete o próprio espírito da prática artística de Christo and Jeanne-Claude: uma criação artística audaciosa e acessível. Mais do que a encomenda de um edifício cultural, a iniciativa exige uma proposta projetual que compreenda o caráter específico de sua obra, agregando uma dimensão curatorial ao que, de outro modo, seria um simples projeto de reuso adaptativo.

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Da extração do sal à arquitetura: uma jornada pela história

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Da extração do sal à arquitetura: uma jornada pela história - Imagem 3 de 4
ALEA RESORT HIDEAWAY / Iluminação por OLEV / PLAJER + FRANZ. Imagem © Ken Schluchtmann - diephotodesigner.de

A arquitetura frequentemente recorre à história de um lugar, traduzindo narrativas locais em formas, materiais e experiências espaciais contemporâneas. Localizado na estância termal de Bad Orb, perto de Frankfurt, o ALEA RESORT HIDEAWAY segue essa premissa, inspirando-se no histórico de extração de sal da região.

Projetado pelo escritório PLAJER + FRANZ, o projeto de hospitalidade de 5.200 m² faz referência à geometria dos cristais de sal por meio de sua linguagem arquitetônica, ao mesmo tempo em que utiliza soluções de iluminação da OLEV para moldar a atmosfera de seus espaços internos. Nesta entrevista, o arquiteto Alexander Plajer discute a relação do projeto com seu contexto, o processo de concepção e o papel da iluminação.

Qual é o ciclo de vida dos jogos urbanos?

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Ao compreender o brincar como um transformador social e fator de influência na definição do espaço público, a vida urbana se vê atravessada por múltiplos sujeitos de diferentes idades, culturas, ideologias, afinidades, classes e grupos sociais. Pensar em como o brincar habita as cidades é pensar em todas as gerações, e na necessidade de construir espaços públicos com equipamentos urbanos pensados para durar e se manter ao longo do tempo.

O desempenho das estruturas lúdicas convida a revisar as diferentes etapas de seu ciclo de vida, juntamente com o seu impacto na configuração do ambiente urbano. Analisar o ciclo de vida dos brinquedos urbanos implica conhecer desde os materiais, durabilidade e manutenção até o papel das certificações e das tecnologias aplicadas em seu processo de produção, visando ambientes mais conscientes de seu impacto ambiental.

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Representação como Argumento: Lyndon Neri sobre o que os júris buscam em concursos de arquitetura

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Em um setor definido por códigos de obras, pela urgência climática e pelas pressões do mercado imobiliário, os concursos de arquitetura tornaram-se, de forma discreta, um dos espaços mais geradores da disciplina. Livres de orçamentos, clientes ou regulamentações municipais, as propostas enviadas a concursos permitem que arquitetos e arquitetas pensem no limite do que o ambiente construído poderia ser. Cada vez mais, esse trabalho especulativo é levado a sério como uma contribuição cultural e intelectual por si só. O Buildner's Unbuilt Award, atualmente em sua segunda edição, é uma dessas iniciativas, ao tratar o projeto não construído como uma plataforma para que profissionais de arquitetura e design compartilhem conceitos que desafiam fronteiras e inspiram possibilidades futuras. Desse modo, premiações como essa permitem que estudantes e profissionais da área apresentem ideias e visões que, mesmo sem serem executadas, refletem o espírito de exploração e engenhosidade na arquitetura.

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Sonhar nas ruínas: como um ritual do sono em Logroño propõe uma nova arquitetura cívica

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As cidades são cada vez mais projetadas para mitigar riscos e, para isso, precisam coletar dados sobre o clima, a infraestrutura, a biodiversidade e a fragmentação social, de modo que a linguagem da resiliência se torne parte integrante do planejamento. No entanto, as condições subjacentes que produzem a polarização, o desengajamento cívico e o colapso ecológico muitas vezes não são questionadas. As ferramentas que dominam a prática urbana tendem a abordar apenas um registro da experiência humana, enquanto as dimensões emocionais e imaginativas da transformação não são tratadas como soluções viáveis.

O filósofo Félix Guattari propôs que a transformação ecológica sustentada depende da atenção simultânea a três ecologias distintas: a ecologia da mente, a ecologia da sociedade e a ecologia do meio ambiente. As políticas ambientais hegemônicas tendem a se concentrar em apenas uma ou duas delas, achatando uma condição complexa em um problema delimitado com uma resposta clara. Rituais ancestrais nos lembram que a transformação depende de práticas que engajam simultaneamente o corpo, a comunidade e o meio ambiente.

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Praça do Metrô Jahad em Teerã: Reapropriando a infraestrutura como espaço cívico

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Na capital do Irã, Teerã, o movimento define a cidade. Todos os dias, milhões de pessoas navegam por uma paisagem moldada por rodovias, corredores de tráfego e quadras urbanas densas. Ao longo de décadas de rápida expansão, a infraestrutura tornou-se a linguagem dominante do desenvolvimento. As ruas priorizam os veículos, as calçadas funcionam como canais estreitos de passagem e muitos espaços públicos operam principalmente como rotas de trânsito, e não como locais de encontro. Em partes da Ásia Ocidental, os conflitos contínuos também remodelaram as paisagens urbanas da região, onde ambientes arquitetônicos significativos foram danificados ou transformados. Nesse contexto mais amplo, a preservação e a criação de espaços cívicos cotidianos tornam-se cada vez mais significativas. Reconhecido com o Prêmio Aga Khan de Arquitetura, o projeto da Jahad Metro Plaza, assinado pelo escritório KA Architecture Studio, demonstra como intervenções infraestruturais modestas podem remodelar a vida cívica de uma cidade.

A rede de metrô desempenha um papel central no cotidiano de Teerã. Ela conecta distritos distantes e sustenta o ritmo da metrópole. No entanto, os pontos de encontro entre a cidade subterrânea e a superfície raramente são concebidos como ambientes cívicos. As entradas do metrô costumam se apresentar como fragmentos de infraestrutura: escadas que descem ao subsolo, cercadas por grades, quiosques e caminhos de circulação improvisados. Funcionam de maneira eficiente como portais de transição, mas raramente como espaços de permanência.

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A história do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA e as cidades que o moldaram

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A cada três anos, o Congresso Mundial da União Internacional de Arquitetos (UIA) desembarca em uma cidade diferente, sob um tema definido com anos de antecedência. Um rápido mapeamento dessas cidades-sede revela um padrão deliberado: ao longo das décadas, a UIA escolheu intencionalmente locais diversos em todos os continentes, transformando cada edição em um retrato do que era prioritário naquele lugar específico, naquele exato momento. Como resultado dessa rotação geográfica, consolidou-se um rico caleidoscópio de debates que analisam a profissão sob múltiplos ângulos e a adaptam às transformações do tempo. No entanto, o ano de 2026 marca um ponto de inflexão; desta vez, a UIA repete uma cidade-sede pela primeira vez em sua história: Barcelona, com o tema "Tornar-se. Arquiteturas para um planeta em transição".

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Salvando o tecido urbano: Blanche Lemco van Ginkel e a preservação da Velha Montreal

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A história arquitetônica das cidades norte-americanas no século XX é frequentemente caracterizada pela busca da renovação urbana. Nos Estados Unidos, Boston, Portland e San Francisco são apenas alguns exemplos de momentos em que governos municipais priorizaram a infraestrutura viária de alta velocidade em detrimento do tecido urbano existente. No Canadá, Montreal teria seguido essa mesma trajetória não fosse a intervenção de diversas figuras ao longo de sua história, mais notavelmente Blanche Lemco van Ginkel (1923–2022). Planejadora e arquiteta formada em Harvard, ela, juntamente com seu marido Sandy Van Ginkel, defendeu a preservação do patrimônio urbano ao mesmo tempo em que aplicava os princípios da infraestrutura modernista.

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Explore a longlist do ArchDaily Student Project Awards

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Há dezoito anos, uma dupla de estudantes de arquitetura decidiu que tinha um projeto que valia a pena levar adiante. Não se tratava de uma estrutura construída, mas de um projeto digital que acabou revolucionando a forma como as pessoas em todo o mundo consomem conteúdo de arquitetura. Foi assim que o ArchDaily foi fundado, e essa premissa continua a guiar nosso trabalho até hoje. O futuro da arquitetura está sendo continuamente moldado em salas de aula, estúdios e workshops ao redor do mundo, e queremos continuar apoiando os/as estudantes que participam ativamente dessa evolução. Reconhecer a criatividade e a visão de estudantes que estão redefinindo o discurso arquitetônico global foi o que nos levou a criar o Student Project Awards.

Temos o prazer de apresentar os projetos selecionados para a lista longa desta primeira edição do ArchDaily Student Project Awards. Com centenas de projetos enviados de todas as partes do mundo, nossa equipe interna de arquitetos/as e editores/as analisou cuidadosamente cada proposta, reduzindo a seleção a 104 projetos na lista longa. Os/As estudantes participantes representam a própria diversidade do panorama arquitetônico, com propostas de todos os continentes, de diversos níveis acadêmicos e em variadas escalas e typologias.

A Máquina na Era da Prática Coletiva

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Este artigo faz parte de nossa nova seção de Opinião, um espaço para ensaios argumentativos sobre questões críticas que moldam o nosso campo profissional.

Cada época da arquitetura foi definida por seus instrumentos. O compasso, a prancheta, a câmera e o computador alteraram, cada um a seu modo, a maneira como se pensa e se produz arquitetura. No entanto, o momento atual parece qualitativamente diferente. À medida que a inteligência artificial e os sistemas generativos entram nos fluxos de trabalho cotidianos, as ferramentas deixam de ser extensões passivas da mão do/a arquiteto/a e passam a operar como agentes semiautônomos. Elas propõem, otimizam e simulam, produzindo resultados que, por vezes, escapam à plena antecipação do/a autor/a.

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Construindo leveza através do vidro e das esquadrias

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Ao longo de grande parte da história, o peso esteve estreitamente associado à própria ideia de arquitetura. Vitrúvio, cuja noção de firmitas vinculava a construção à estabilidade e à permanência, entendia a solidez como uma de suas qualidades fundamentais, e construir significava, em grande parte, resistir aos efeitos do tempo, da gravidade e das forças naturais. Na arquitetura grega e romana, a monumentalidade dependia dos sistemas construtivos e materiais disponíveis, como a pedra e a alvenaria maciça, cuja expressão era definida pela massa, espessura e repetição estrutural. Colunas, paredes e pódios, além de sustentarem os edifícios, afirmavam sua presença no território, comunicando ordem, durabilidade e poder. A arquitetura encontrava o solo com peso.

A realidade técnica da habitação em madeira engenheirada: cinco estudos de caso europeus

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Nos últimos anos, tem-se observado uma mudança de paradigma na arquitetura residencial multifamiliar, com um número crescente de novos projetos construídos em madeira engenheirada, especificamente madeira laminada cruzada (CLT) e madeira laminada colada (MLC). Devido à leveza da madeira, esses sistemas conseguem reduzir as cargas permanentes e aliviar as exigências sobre as fundações, o que se mostra especialmente útil em terrenos com baixa capacidade de carga ou sobre infraestruturas existentes. Sob a ótica da sustentabilidade, a madeira retém carbono ao longo da vida útil do edifício e frequentemente reduz o carbono incorporado em comparação com os sistemas convencionais de concreto e aço. No projeto de segurança contra incêndios, elementos estruturais de grande porte podem ser dimensionados para carbonizar a uma taxa previsível, permitindo que o núcleo estrutural permaneça protegido por um tempo determinado, desde que detalhados adequadamente.

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Ver e Prever: Pesquisa Arquitetônica em Quatro Cidades do Sudeste Europeu

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As cidades do Sudeste Europeu não esperam para ser lidas. Elas acumulam, camada sobre camada, o planejamento socialista, a ruptura pós-socialista e o trabalho mais silencioso e menos legível de cidadãos e cidadãs que reconstroem o espaço a partir do zero. Aqui, o espaço e o legado impõem suas próprias condições. O que acontece com a pesquisa em arquitetura quando as cidades que observamos parecem já saber algo que nossa disciplina ainda não aprendeu a enxergar? 

Centros culturais para além do edifício: 6 projetos não construídos que integram a paisagem

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Centros culturais continuam a ser um campo fértil para explorações de projetos não construídos, refletindo como arquitetos e arquitetas vêm repensando o papel das instituições públicas em relação à paisagem, à experiência e à hibridez programática. Nesta seleção de Projetos Não Construídos, enviada pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas reúnem abordagens que expandem a definição de centro cultural para além de um edifício isolado. Estas obras posicionam a arquitetura como uma estrutura espacial que faz a mediação entre pesquisa, exposição, refúgio e vida pública, muitas vezes inseridas ou distribuídas em contextos naturais e urbanos.

Em diferentes geografias, do norte da Noruega e Oslo a Łódź, Viena, Marrakech e Nova Tashkent, os projetos demonstram respostas diversas à infraestrutura cultural. Eles incluem complexos integrados à paisagem moldados pela topografia e pelo clima, pontes que combinam galeria de arte e circulação pública, pavilhões zoológicos estruturados como sequências imersivas, o reuso adaptativo de edifícios militares em espaços de performance, ambientes articulados em torno de pátios enraizados nas tradições locais e instituições responsivas ao clima a partir de análises ambientais. Juntas, essas propostas exploram como os programas culturais podem ser organizados por meio do movimento, da estratificação espacial e das relações entre as condições internas e externas.

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Últimos dias para votar no Prêmio Obra do Ano 2026 do ArchDaily em Espanhol

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Restam dois dias para votar nos vencedores do Prêmio Obra do Ano 2026 do ArchDaily en Español. Os três vencedores serão anunciados no dia 16 de abril, após três semanas de votação pública. Os 15 finalistas escolhidos pelo público reúnem a amplitude da produção ibero-americana recente, com representantes de Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Espanha, México, Peru e Uruguai.

Conheça os 15 finalistas e ajude a escolher os três projetos mais relevantes do último ano nos países de língua espanhola. Nesta etapa final, cada pessoa pode votar em um projeto por dia até o dia 15 de abril às 18:00 (GMT-4).

"Instabilidade calibrada": Daryan Knoblauch sobre construir com tensão, tempo e luz

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O trabalho de Daryan Knoblauch situa-se na interseção entre a arquitetura e a produção cultural ao vivo, com foco em como o espaço se torna legível por meio da tensão e da atmosfera. Em vez de tratar o trabalho temporário como uma categoria menor da arquitetura, Knoblauch aborda instalações, palcos e arquiteturas efêmeras de eventos como problemas disciplinares em sua totalidade — nos quais fechamento, estabilidade, luz e movimento devem ser resolvidos com a mesma seriedade que qualquer edifício, frequentemente sob restrições mais severas e prazos mais curtos.

Ao longo de seus projetos, um fio condutor constante é a tensão produtiva entre a precisão do alto modernismo e uma clareza de montagem intencionalmente crua. Membranas e sistemas leves não são aplicados como meros efeitos de superfície, mas como instrumentos estruturais e espaciais — ajustados ao vento, à carga e à ocupação, e calibrados para produzir uma sublimidade que é tanto sentida quanto vista. Aqui, a efemeridade não é simplesmente uma duração, mas uma condição de projeto: a temporalidade torna as forças — clima, desgaste, performance — mais visíveis e exige uma ética do fazer que é ao mesmo tempo rigorosa e adaptável.

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