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Bijoy Jain: “A arquitetura não é sobre uma imagem, é sobre sensibilidade”

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Bijoy Jain, fundador do escritório indiano Studio Mumbai, é reconhecido há muito tempo por sua sensibilidade material ligada à terra e por uma abordagem arquitetônica que estabelece uma ponte entre o Modernismo e a construção vernacular. A recente abertura do terceiro MPavilion anual em Melbourne, projetado este ano por Jain, ofereceu uma oportunidade para apresentar essa abordagem arquitetônica em um palco global. Nesta entrevista, parte de sua série “City of Ideas”, Vladimir Belogolovsky conversa com Bijoy Jain sobre seu projeto para o MPavilion e sua arquitetura de “gravidade, equilíbrio, luz, ar e água”.

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Seleção das 18 melhores churrasqueiras para fazer churrasco em setembro

A palavra “quincho” vem do quechua e define um espaço coberto anexo à casa, nem sempre fechado nos quatro lados e que frequentemente tinha cobertura de palha. Por ser um espaço semiaberto, torna-se um local predileto, ideal para o lazer nos dias de primavera e verão.

Hoje em dia, especialmente na América do Sul, este espaço tornou-se o local de encontro social, onde a família e os amigos se reúnem em torno do fogo para compartilhar um bom churrasco. Por esse motivo, muitos/as arquitetos/as incluem em seus projetos este ambiente como um dos fundamentais no funcionamento da casa.

A seguir, apresentamos alguns dos melhores quinchos publicados no ArchDaily para inspirar — e instigar — o público leitor.

Os 15 melhores projetos de conclusão de curso no México

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Em nosso constante compromisso de destacar o importante trabalho académico realizado nas universidades, lançamos uma convocatória pública, no último mês de setembro, na qual convidamos arquitetos/as mexicanos/as a compartilharem seus projetos de conclusão de curso. Buscávamos teses e pesquisas acadêmicas com temas relevantes para o contexto mexicano que, frequentemente, costumam ficar apenas no papel, mas que merecem reconhecimento internacional. A convocatória no México se soma ao reconhecimento já concedido a profissionais da Colômbia e da Argentina.

Com 60 candidaturas de 22 cidades e 36 faculdades de arquitetura do México, nossa equipe editorial realizou uma ampla e detalhada avaliação para selecionar uma lista dos 15 melhores projetos desenvolvidos por estudantes mexicanos/as que se destacaram tanto por sua solução formal quanto pela clareza de seu discurso arquitetônico e pela compreensão do contexto e de seus/suas usuários/as. 

Abordando temas como a regeneração arquitetônica de infraestruturas abandonadas para abrigar novos serviços, intervenções urbanas na periferia da Cidade do México, habitações rurais flexíveis e propostas sobre como repensar os espaços públicos nas fronteiras, apresentamos os 15 projetos de conclusão de curso mais destacados.

Fuji Kindergarten, do Tezuka Architects, vence o Prêmio Internacional Moriyama RAIC 2017

O Royal Architectural Institute of Canada (RAIC) anunciou o jardim de infância Fuji Kindergarten, em Tóquio, projetado pelo escritório Tezuka Architects, como o vencedor do Prêmio Internacional Moriyama RAIC de 2017. Criado em 2014 pelo arquiteto canadense Raymond Moriyama e pelo RAIC, o prêmio de US$ 100.000 é concedido a cada dois anos para reconhecer uma única obra de arquitetura de qualquer parte do mundo “que seja considerada transformadora em seu contexto social e promova os valores de justiça social, igualdade e inclusão”.

"Sinto que agora há alguém que compreende bem este projeto. Acho que é um prêmio bastante singular por focar na contribuição para a sociedade", comentou Takaharu Tezuka. "Parece uma estrutura simples, mas é, na verdade, uma sobreposição de muitas ideias combinadas."

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Para além dos abrigos de emergência: arquitetura modular e vernacular na reconstrução pós-terremoto

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Em 24 de junho de 2026, um grave evento sísmico composto por dois grandes terremotos com magnitudes de 7,2 e 7,5 atingiu o centro-norte da Venezuela com apenas 39 segundos de intervalo. A destruição generalizada concentrou-se ao longo da costa norte do país, impactando fortemente a capital, Caracas, e o estado vizinho de La Guaira, onde a infraestrutura urbana frágil e a vulnerabilidade das habitações resultaram no colapso ou em danos graves de milhares de estruturas residenciais. O desastre assemelha-se a eventos devastadores anteriores observados em outros grandes episódios sísmicos, como o terremoto de Wenchuan em 2008 e os deslizamentos de terra em Sichuan em 2011, o terremoto de Ludian em Yunnan em 2014 e o terremoto de 2017 no centro do México. Diante de desastres naturais de grande magnitude que devastam comunidades inteiras, profissionais de arquitetura têm a oportunidade de intervir propondo soluções pós-desastre pautadas por modelos estratégicos de reconstrução. Em vez de recorrer a abrigos de emergência genéricos e padronizados, um projeto arquitetônico consciente pode viabilizar uma infraestrutura residencial de baixo custo e rápida implantação que preserve a dignidade humana por meio de espaços dignos e integrados ao seu contexto cultural.

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MoMA revisita o modernismo da África Ocidental e nova instalação ativa a Basílica de Maxêncio: Resumo da semana

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A arquitetura esta semana olhou tanto para o passado quanto para o futuro. Entre museus, marcos restaurados e redesenvolvimentos urbanos em grande escala, as histórias em destaque exploraram como a arquitetura é continuamente reinterpretada sob novas lentes culturais, políticas e urbanas. Da reconsideração do legado arquitetônico da África Ocidental pós-independência à transformação de antigas prisões em bairros energeticamente neutros e à restauração de marcos culturais do século XX, os projetos demonstram como edifícios e histórias existentes continuam sendo participantes ativos no discurso contemporâneo. Paralelamente a essas intervenções, o anúncio dos finalistas do World Architecture Festival e a atenção renovada ao crescimento urbano global traçam um panorama mais amplo de uma profissão que articula patrimônio, responsabilidade ambiental e cidades em rápida transformação.

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Exposição "A Structure of Feeling" sobre nova geração de arquitetos e arquitetas da China é inaugurada no Aedes, em Berlim

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Durante o mês de julho e até 19 de agosto, a galeria Aedes – Architecture and Space em Berlim apresentará a exposição "A Structure of Feeling: On a New Generation of Architects in China". Fundada em 1980, a Aedes é uma instituição cultural sem fins lucrativos. Com foco nas interseções entre arquitetura, cidade e sociedade, sua programação pública contínua já apresentou cerca de 600 exposições ao longo de mais de quatro décadas de atuação. Em 2001, o espaço apresentou TUMU, uma exposição que chamou a atenção internacional para uma geração de jovens arquitetos/as chineses/as independentes. Vinte e cinco anos depois, "A Structure of Feeling" exibe o trabalho de uma nova geração que atua sob condições distintas. Nove escritórios estão representados por meio de doze projetos que transformam a malha urbana existente, o desenvolvimento rural e as formas contemporâneas de produção espacial.

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Entre a casa e a escola, uma fronteira

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Para a maioria das crianças, o trajeto até a escola constitui uma geografia cotidiana de vida urbana e tráfego, repetida com tanta frequência que se torna quase invisível, mesclando-se ao plano de fundo da infância e do crescimento. No entanto, para estudantes transfronteiriços/as que vivem em Shenzhen e frequentam a escola em Hong Kong, o dia escolar começa muito mais cedo e bem mais longe da sala de aula. Começa na fronteira.

Seu deslocamento diário não é apenas uma questão de distância. Ele é moldado por dois sistemas jurídicos, duas culturas administrativas e um conjunto de infraestruturas projetadas para tornar a travessia diária um pouco mais viável para menores de 18 anos. Em uma manhã típica, a rota escolar pode passar por um posto de controle de fronteira antes de chegar à sala de aula. Pode envolver um ônibus escolar autorizado pelo governo, uma via de acesso restrito, um saguão de imigração, um leitor de impressões digitais ou um procedimento de liberação alfandegária realizado enquanto a criança permanece sentada no veículo. O que à distância parece um simples trajeto escolar é, em termos espaciais, um corredor arquitetônico minuciosamente gerido entre duas cidades.

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The Martin, do OMA, é concluído como parte da transformação da antiga prisão Bijlmerbajes, em Amsterdã

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O The Martin, edifício residencial projetado pelo OMA, com assinatura de David Gianotten e Mariano Sagasta, foi concluído no Bajes Kwartier, em Amsterdã. Situado no Cluster Central do projeto de revitalização de 7,5 hectares, o empreendimento é a entrega mais recente do plano diretor do OMA para transformar o antigo complexo penitenciário de Bijlmerbajes — que funcionou entre 1978 e 2016 — em um bairro de uso misto e energeticamente neutro. A entrega do edifício acontece após a do The Jay, em 2025, ao passo que um terceiro residencial, o The Cardinal, tem previsão de conclusão para 2030.

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Studio Libeskind projeta novas torres residenciais de alta densidade em Seul

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O Studio Libeskind, em colaboração com a HJ Design Partners e o escritório de Seul SAMOO Architects & Engineers, projetou um novo empreendimento residencial de alta densidade em Seul, Coreia do Sul. O Projeto de Redesenvolvimento Daechi Ssangyong 1 substitui um complexo existente de cinco edifícios e 630 unidades em Daechi-dong, Gangnam-gu, por seis novas torres residenciais com até 49 andares e quase 1.000 unidades habitacionais. O empreendimento está sendo desenvolvido para a Daechi Ssangyong 1 Redevelopment Union pela Samsung C&T, com previsão de início das obras em 2027 e conclusão em 2030.

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Além das copas: seis estratégias arquitetônicas para o sombreamento urbano

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À medida que as cidades ao redor do mundo se preparam para temperaturas extremas e ondas de calor implacáveis, a arborização urbana surge como uma das melhores soluções para as lideranças combaterem essa realidade. Os benefícios do plantio de árvores para a saúde física, o bem-estar mental e o alívio térmico são amplamente documentados, e uma copa madura pode reduzir a temperatura de um espaço em vários graus em um dia quente. As árvores resfriam o ar por meio da evapotranspiração, filtram poluentes, absorvem as águas pluviais e aumentam a biodiversidade nos espaços urbanos.

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Herzog & de Meuron revela novas imagens do Museu Lusail na Ilha Al Maha, no Catar

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A Ilha Al Maha é uma ilha artificial de 230.000 m² localizada na costa de Lusail, no Catar. Desenvolvida como um destino de lazer e entretenimento ao norte de Doha, ela foi inaugurada em 2022, pouco antes da Copa do Mundo da FIFA. Em 2024, a Qatar Museums divulgou as primeiras renderizações do futuro Museu de Lusail, projetado pelo escritório de arquitetura suíço Herzog & de Meuron e situado na ponta sul da ilha. Recentemente, a empresa revelou imagens atualizadas do plano diretor da ilha e do projeto exterior do museu. O novo Museu de Lusail abrigará uma coleção de arte orientalista, explorando o movimento de pessoas e ideias pelo mundo, no passado e no presente, além de oferecer oportunidades de estudo e debate sobre questões globais contemporâneas. Espera-se que o edifício se torne a âncora cultural de Lusail City, em uma estrutura concebida por Jacques Herzog como "um souk estratificado verticalmente, ou uma cidade em miniatura contida em um único edifício".

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Co-living: Repensando o lar para o pertencimento temporário e estilos de vida móveis

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À medida que o co-living se associa cada vez mais a estudantes, jovens profissionais e outros/as residentes em trânsito, surge uma questão arquitetônica mais ampla: se o lar já não está atrelado à residência de longo prazo, o que a arquitetura deve esperar que a habitação privada ofereça?

As pessoas se mudam por conta de estudos, de um trabalho temporário ou de uma carreira que as leva constantemente a novos lugares. Muitas hoje esperam passar um período definido em um local antes de partir. A habitação projetada para esse público precisa ir além de oferecer abrigo: deve dar suporte às rotinas pelas quais alguém se adapta a um ambiente desconhecido no curto período de tempo de que dispõe ali. Um ano em uma cidade exige de um apartamento algo muito diferente do que uma vida inteira exigiria, mesmo que a metragem quadrada pareça a mesma no papel.

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Rios antes de estradas: como as vias fluviais do sudeste asiático geraram um urbanismo alternativo

Durante a maior parte do século XX, a arquitetura aprendeu a ler as cidades por meio das vias. As hierarquias viárias definem os planos urbanos, as interseções organizam os fluxos e as construções são compreendidas pelas fachadas que apresentam às calçadas. As vias parecem tão fundamentais para a vida urbana que frequentemente são confundidas com uma condição universal. Em grande parte do Sudeste Asiático, no entanto, as cidades se desenvolveram de acordo com uma lógica espacial inteiramente diferente. Muito antes de os automóveis reorganizarem as paisagens urbanas, os rios serviam como ruas, mercados, espaços cívicos e infraestrutura pública. O deslocamento ocorria primordialmente por barcos, o comércio se desenrolava ao longo das margens e a arquitetura se voltava para a água, e não para o asfalto. Ler essas cidades a partir de suas vias navegáveis altera a própria compreensão da arquitetura. A infraestrutura, nesse caso, não é a rua, mas o rio.

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"Queremos aprender algo novo": Em conversa com a curadoria do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA Barcelona 2026

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Ao sediar o Congresso Mundial de Arquitetos da UIA pela segunda vez em sua história, trinta anos após a edição de 1996, Barcelona torna-se um espaço de reflexão não apenas sobre a arquitetura, mas também sobre as condições em constante mudança sob as quais ela opera. Intitulado Becoming. Architectures for a Planet in Transition, e desenvolvido pela equipe de curadoria composta por seis integrantes — Pau Bajet, Maria Giramé, Mariona Benedito, Tomeu Ramis, Pau Sarquella e Carmen Torres —, o Congresso de 2026 expande o debate para além da escala urbana em direção a questões planetárias, abordando a arquitetura por meio de sistemas ecológicos, sociais, políticos e materiais, em vez de tratá-la como uma disciplina isolada. No dia de abertura do Congresso, o ArchDaily conversou com Mariona Benedito e Carmen Torres, duas das curadoras da equipe, sobre como esta edição revisita o legado arquitetônico de Barcelona, por que a incerteza tornou-se central para o pensamento arquitetônico e o que esperam que os/as participantes levem do evento.

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Aqui nós pertencemos: “Arquitetura” na Cosmovisão dos Povos Originários da América Latina

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Se engana quem imagina encontrar nas palavras que seguem um discurso sobre materialidade, técnicas construtivas sustentáveis, modos de talhar a madeira ou formas de trançar a palha. Este artigo se propõe justamente a deslocar o olhar para além dos aspectos que, com frequência, definem o debate sobre a cultura dos povos originários quando o assunto é "arquitetura".

Em um universo no qual o próprio termo "arquitetura" é estrangeiro, abordar suas construções — se é que essa palavra dá conta de nomeá-las — a partir de um viés exclusivamente material ou tecnológico não deixa de ser uma tentativa de enquadrar suas formas de produzir espaço em categorias ocidentais. Reduz-se, assim, uma cosmologia complexa a um conjunto de atributos mensuráveis, como se fosse possível transformá-la em um checklist aplicável a qualquer arquitetura, apagando justamente aquilo que a distingue: as relações entre território, corpo e memória.

Aqui nós pertencemos: “Arquitetura” na Cosmovisão dos Povos Originários da América Latina - Imagen 1 de 4Aqui nós pertencemos: “Arquitetura” na Cosmovisão dos Povos Originários da América Latina - Imagen 2 de 4Aqui nós pertencemos: “Arquitetura” na Cosmovisão dos Povos Originários da América Latina - Imagen 3 de 4Aqui nós pertencemos: “Arquitetura” na Cosmovisão dos Povos Originários da América Latina - Imagen 4 de 4Aqui nós pertencemos: “Arquitetura” na Cosmovisão dos Povos Originários da América Latina - Mais Imagens+ 2

Ambientes virtuais estão mudando a forma como vivenciamos a arquitetura

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Há uma grande diferença entre olhar para a imagem de um edifício e vivenciar o espaço que ela representa. A atmosfera de um lugar, moldada por sua luz, sons, materialidade e relação com a paisagem circundante, há muito pertence ao domínio da experiência física. Hoje, as tecnologias de renderização em tempo real começam a estreitar essa lacuna, permitindo que os projetos sejam explorados e vivenciados antes mesmo de serem construídos.

Muito antes de um edifício ser construído, ele existe como desenhos, maquetes físicas, perspectivas, fotografias e, mais recentemente, renderizações fotorrealistas. Ao longo da história, cada nova ferramenta de representação buscou comunicar não apenas a aparência de um projeto, mas também a experiência de habitá-lo.

Restauração do Teatro Mauri revitaliza marco modernista de 1951 em Valparaíso, Chile

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Em junho de 2026, o reformado Teatro Mauri reabriu suas portas no Cerro Bellavista, em Valparaíso, que já foi o principal porto do Chile. O edifício faz parte do legado modernista da América Latina e fica ao lado de La Sebastiana, uma das renomadas residências do poeta Pablo Neruda. O projeto foi concebido pelo arquiteto Alfredo Vargas Stoller, autor de outros ícones da arquitetura moderna em Valparaíso, como o Edificio Cooperativa Vitalicia e o Conjunto de Viviendas Vargas em Viña del Mar. O Teatro Mauri foi inaugurado em 1951 como um espaço para espetáculos e cinema. Após um incêndio no início dos anos 1990, o edifício entrou em declínio, servindo apenas esporadicamente como espaço para festas e eventos locais. Em 2015, foi adquirido pela Sociedad Chilena de Autores e Intérpretes (SCD), que encomendou sua restauração aos/às arquitetos/as Laura Garrido e Gregorio Garretón.

Arquitetura nos Andes: como a altitude molda as decisões de projeto

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Embora os Andes sejam frequentemente vistos como uma cordilheira contínua, eles abrangem uma grande variedade de climas e ecossistemas. No Equador, Peru, Bolívia, Colômbia e Chile, páramos, planaltos áridos, vales temperados e paisagens nevadas podem coexistir a distâncias relativamente curtas uns dos outros. À medida que a altitude varia, mudam também a temperatura, a radiação solar, a umidade, os ventos, a vegetação e a topografia, gerando ambientes que exigem diferentes abordagens construtivas.

Diferentemente de muitas regiões montanhosas onde o frio é a condição ambiental predominante, as áreas de grande altitude nos Andes reúnem diversas condições climáticas simultaneamente. Conforme a altitude aumenta, a radiação solar torna-se mais intensa. Algumas regiões permanecem úmidas ao longo de todo o ano, ao passo que outras enfrentam períodos prolongados de seca. Em muitos locais, o terreno íngreme, a neve e as mudanças constantes nos padrões meteorológicos tornam-se fatores adicionais que influenciam o desenho das edificações.

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Cultivando conhecimento em madeira: 10 experimentos de pavilhões de madeira em sala de aula

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A madeira está entre os materiais mais antigos e familiares da arquitetura. Contudo, seu uso contemporâneo levanta questões complexas sobre impacto ambiental, disponibilidade de recursos, procedência de materiais e circularidade em relação às economias locais. Ao mesmo tempo, os avanços no design computacional, na usinagem CNC e na fabricação robótica também estão reconfigurando a maneira como a madeira é projetada e montada, abrindo novas possibilidades para a inovação estrutural e a expressão formal, ao mesmo tempo em que redefinem o equilíbrio entre automação, força de trabalho e eficiência.

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Como os/as arquitetos/as podem simplificar os fluxos de trabalho de projeto além do CAD e do BIM

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As informações de um projeto de arquitetura não se limitam aos softwares CAD ou BIM. Briefings, PDFs de desenhos, contratos, orçamentos, relatórios de obra, arquivos de aprovação e especificações técnicas costumam ser os documentos que as equipes abrem, revisam, enviam e confirmam diariamente.

Quando esses arquivos ficam dispersos em e-mails, aplicativos de mensagem, cópias digitalizadas e diferentes dispositivos, erros de versão, atrasos em aprovações e perda de informações podem acontecer facilmente. Para arquitetos/as e pequenos escritórios, isso não apenas desacelera a comunicação, como também compromete a precisão do projeto, a confiança do cliente e os prazos de entrega.

As maiores cidades do mundo em 2026 por população

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Anualmente, no dia 11 de julho, o Dia Mundial da População chama a atenção para as tendências demográficas que estão remodelando as sociedades em todo o mundo. Em 2026, as Nações Unidas marcam a ocasião sob o tema "Realizar as Esperanças e Aspirações dos Jovens – Hoje e para o Futuro", destacando como as decisões da juventude sobre educação, emprego, habitação, relacionamentos e vida familiar são cada vez mais influenciadas pelas cidades onde vivem. Com base em Lives, Choices and Futures, uma pesquisa global com mais de 108 mil jovens adultos em 73 países, a campanha deste ano destaca a estreita relação entre as mudanças demográficas e as condições sociais, econômicas e espaciais das cidades.

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O edifício como escultura: 5 projetos de museus não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily

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O conceito de museu historicamente suscita reflexões sobre identidade, representação e estruturas institucionais. Atualmente, os museus são concebidos como espaços cada vez mais complexos, que combinam áreas de exposição com outras funções culturais e educativas, estimulando o engajamento cívico, a experimentação artística e a responsabilidade arquivística. Ao longo deste ano, inúmeros projetos de museus foram anunciados e avançaram em várias regiões do mundo, com cronogramas de conclusão que se estendem, em sua maioria, de 2026 a 2030. A essa variedade soma-se a ampla gama de conceitos desenvolvidos no campo das ideias, propostas e especulações. É nesse território que se insere esta seleção de projetos enviados pela comunidade de leitores do ArchDaily: propostas cujos desenhos expandem os limites da nossa imaginação.

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Resgatando a voz local da arquitetura

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Parte da arquitetura regional mais inovadora do mundo nunca chega às manchetes simplesmente porque ninguém está contando a sua história. No sexto episódio do podcast Room For Dreams, gravado ao vivo na Milan Design Week 2026 em parceria com a INDX|GLOBAL, a host Claire Brodka, do designboom, analisa detalhadamente esse gargalo ao lado dos/as arquitetos/as Niroop Reddy, Sujit Nair e Aman Aggarwal. O debate investiga como a falta histórica de narrativas na arquitetura acabou obscurecendo uma grande revolução de design em curso no subcontinente indiano.

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