1. ArchDaily
  2. Noticias

Noticias

Além do esporte: 10 vilas olímpicas reversíveis e multifuncionais

A primeira vila olímpica da história foi construída para os Jogos Olímpicos de Verão de 1924 em Paris. Antes disso, os atletas se hospedavam em hotéis, albergues, escolas, quartéis e até mesmo nos barcos em que viajavam para as cidades-sede. Pierre de Coubertin, co-fundador do Comitê Olímpico Internacional (COI), foi o idealizador da vila inaugural ao perceber que seria economicamente mais viável abrigar atletas em estruturas novas e temporárias do que em hotéis, enquanto as vilas poderiam incutir também um senso de comunidade entre os competidores internacionais.

Além do esporte: 10 vilas olímpicas reversíveis e multifuncionais - Image 1 of 4Além do esporte: 10 vilas olímpicas reversíveis e multifuncionais - Image 2 of 4Além do esporte: 10 vilas olímpicas reversíveis e multifuncionais - Image 3 of 4Além do esporte: 10 vilas olímpicas reversíveis e multifuncionais - Image 4 of 4Além do esporte: 10 vilas olímpicas reversíveis e multifuncionais - Mais Imagens+ 7

Passado, presente e futuro do cânhamo na construção

Acesso exclusivo | 

A cannabis tem sido amplamente utilizada ao longo da história da humanidade para uma variedade de fins: têxteis, papel, alimentos, medicamentos, biocombustíveis e mesmo as estigmatizadas drogas recreativas. Considerada uma das primeiras plantas cultivadas pela humanidade, sua história se estende por milênios e frequentemente se entrelaça com o universo da construção. O cânhamo, uma das variedades da cannabis, foi um material essencial na história da construção, reverenciado por sua excepcional resistência e versatilidade.

Centro Internacional de Convenções Kenyatta: ícone modernista da arquitetura africana pós-colonial

Acesso exclusivo | 

A arquitetura moderna e futurista da África Subsaariana reflete as aspirações e o espírito progressista que dominavam o início da independência de muitos países dessa região entre o final da década 1950 e o início da década de 1960. Uma produção que, por coincidir com o crescimento econômico, utilizou métodos de construção complexos em uma arquitetura que mesclava o interior e o exterior (graças ao clima tropical) focando na forma e expressão da materialidade. Nessa fusão de condicionantes específicas surgiram peças arquitetônicas de valor único que precisam ser "redescobertas", entre elas, o Centro Internacional de Convenções Kenyatta (KICC) construído em Nairóbi, Quênia.

Preservando a identidade e criando novos horizontes com uma renovação urbana em São Paulo

Renovações urbanas geralmente envolvem grandes demolições, o que resulta no apagamento da identidade histórica local e gerando uma enorme quantidade de resíduos e o transporte de novos materiais para as construções. Alguns projetos, no entanto, trazem novos horizontes e mostram possibilidades diversas. É o caso do LAPI, abreviação de "Largo" e "Pinheiros", um exemplo de ocupação e requalificação urbana que respeita a identidade local e promove uma nova experiência de ocupação ao repensar o espaço urbano a partir das suas pré-existências. Com arquitetura do SuperLimão e masterplan do Spol, o projeto ocupa uma área de 20 mil m² e abrange 29 imóveis distribuídos em três quadras em um bairro tradicional na Zona Oeste de São Paulo, ponto estratégico de intersecção com as principais vias da cidade, com circulação de milhares de pessoas por dia. Conversamos com Thiago Rodrigues, arquiteto e sócio do escritório, sobre os desafios e as oportunidades de trabalhar em um projeto deste tipo.

Transformando água em terra: grandes projetos de aterros ao redor do mundo

Acesso exclusivo | 

A ideia de transformar água em terra tem fascinado a humanidade há séculos. Os Países Baixos, por exemplo, como um dos pioneiros no assunto, possuem cerca de 20% do território recuperado do mar ou de lagos utilizando os diques como métodos para estancar a água e secar as superfícies. O desenvolvimento tecnológico ao longo do tempo, no entanto, tem tornado essa prática cada vez mais popular. Hoje, a China é um dos países que lidera o ranking, assim como os centros urbanos no sul global, destacando cidades na África Ocidental, Leste Asiático e Oriente Médio.

Esses aterros megalomaníacos são criados principalmente em locais onde há uma costa bastante extensa, mas não há continente suficiente para satisfazer suas necessidades. Nesse sentido, os usos acomodados na nova área são os mais diversos, variando desde a criação de residenciais luxuosos até um arquipélago de entretenimento com hotéis, restaurantes, teatros e lojas.

Transformando água em terra: grandes projetos de aterros ao redor do mundo - Image 1 of 4Transformando água em terra: grandes projetos de aterros ao redor do mundo - Image 2 of 4Transformando água em terra: grandes projetos de aterros ao redor do mundo - Image 3 of 4Transformando água em terra: grandes projetos de aterros ao redor do mundo - Image 4 of 4Transformando água em terra: grandes projetos de aterros ao redor do mundo - Mais Imagens+ 6

Uma Nova Perspectiva para Arquitetos: Mesclando Desenvolvimento Urbano e Tecnologia

Acesso exclusivo | 

Músicos, publicitários e chefs renomados são apenas alguns dos profissionais que, inicialmente, encontraram inspiração e formação na arquitetura. Muito além de projetar edificações, a arquitetura promove uma visão abrangente do espaço, da estética e da funcionalidade, habilidades valiosas em diversas áreas. Arquitetos são treinados para pensar de maneira criativa e resolver problemas complexos, aplicando essa expertise ao desenvolvimento de projetos de todos os tipos. Com a ajuda da tecnologia e ferramentas de Inteligência Artificial, esse campo pode se expandir ainda mais. O desenvolvimento urbano contemporâneo, em particular, enfrenta desafios complexos que exigem soluções inovadoras. Um exemplo de incursões de arquitetos em áreas distintas do cotidiano no desenho ou canteiro de obras é o Grupo OSPA, sediado em Porto Alegre, que apesar de ter começado como um escritório de arquitetura, ao longo dos anos, evoluiu para incluir três atividades verticais principais, cada uma desempenhando um papel crucial no desenvolvimento urbano: o Responsive Cities Institute, Urbe.me e Place.

Arquitetura para glamping: a tendência de apreciar a natureza com conforto

Permanecer temporariamente em um local ao ar livre, instalar-se de maneira provisória, assentar-se em um campo. As definições do verbo acampar presentes nos dicionários indicam duas características fundamentais para a prática: natureza e temporalidade. Na arquitetura, as tendas materializam essas qualidades configurando uma tipologia que atravessa séculos e culturas sendo, sobretudo, associada a precariedade e fragilidade.

Diante dessa constatação comum, no início dos anos 2000 surgiu a palavra glamping como uma junção entre camping e glamour, sugerindo aliar a prática do acampamento com comodidades luxuosas. No entanto, apesar da popularização, a ideia está longe de ser original. Nem sempre o ato de acampar foi entendido como o oposto do luxo.

Arquitetura para glamping: a tendência de apreciar a natureza com conforto - Image 1 of 4Arquitetura para glamping: a tendência de apreciar a natureza com conforto - Image 2 of 4Arquitetura para glamping: a tendência de apreciar a natureza com conforto - Image 3 of 4Arquitetura para glamping: a tendência de apreciar a natureza com conforto - Image 4 of 4Arquitetura para glamping: a tendência de apreciar a natureza com conforto - Mais Imagens+ 12

Harmonia entre arquitetura e pedagogia: a Escola Acalento de Carl von Hauenschild

Acesso exclusivo | 

Localizada em Lauro de Freitas, cidade baiana próxima a Salvador, a Escola Acalento, projetada por Carl von Hauenschild, é um exemplo onde arquitetura e pedagogia se entrelaçam de forma harmoniosa, refletindo a influência da filosofia antroposófica tanto no projeto arquitetônico quanto na pedagogia Waldorf praticada pela escola.

A Antroposofia, criada pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925) no início do século XX, é uma filosofia que entende o ser humano de maneira integral, abrangendo seus aspectos físicos, emocionais e espirituais. Essa abordagem holística encontrou terreno fértil em diversas áreas do conhecimento, como a medicina antroposófica, a agricultura biodinâmica, a pedagogia Waldorf e até mesmo a arquitetura, influenciando significativamente o desenvolvimento da arquitetura orgânica.

Harmonia entre arquitetura e pedagogia: a Escola Acalento de Carl von Hauenschild - Image 1 of 4Harmonia entre arquitetura e pedagogia: a Escola Acalento de Carl von Hauenschild - Image 2 of 4Harmonia entre arquitetura e pedagogia: a Escola Acalento de Carl von Hauenschild - Image 3 of 4Harmonia entre arquitetura e pedagogia: a Escola Acalento de Carl von Hauenschild - Image 4 of 4Harmonia entre arquitetura e pedagogia: a Escola Acalento de Carl von Hauenschild - Mais Imagens+ 9

Como tornar os edifícios modernistas mais eficientes energeticamente?

Na história da arquitetura, as questões de eficiência energética e emissões de CO2 eram consideradas marginais até o final do século XX. A pontuação ínfima de alguns icônicos edifícios modernistas no programa de certificação energética Energy Star ilustra essa situação. O edifício MetLife/PanAm de 1963 (Walter Gropius e Pietro Belluschi), obteve uma pontuação sombria de 39 (em uma escala de 0 a 100), a Lever House (Skidmore, Owings e Merrill, 1952), obteve 20. O pior desempenho de todos foi do icônico edifício Seagram de Mies Van der Rohe, construído em 1958, com apenas 3 pontos. Por outro lado, dois venerados edifícios da década de 1930 considerados Art Déco, o Chrysler Building e o Empire State Building, alcançaram 84 e 80 pontos como resultado de amplas atualizações de seus sistemas mecânicos e de isolamento.

Como tornar os edifícios modernistas mais eficientes energeticamente? - Image 1 of 4Como tornar os edifícios modernistas mais eficientes energeticamente? - Image 2 of 4Como tornar os edifícios modernistas mais eficientes energeticamente? - Image 3 of 4Como tornar os edifícios modernistas mais eficientes energeticamente? - Image 4 of 4Como tornar os edifícios modernistas mais eficientes energeticamente? - Mais Imagens+ 5

Vencendo barreiras: 4 projetos residenciais com estratégias para acessibilidade na América Latina

Acesso exclusivo | 

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com algum tipo de deficiência, seja física ou intelectual, e 80% delas estão em países do Sul Global. Embora tenha havido avanços na garantia dos direitos dessas pessoas, elas continuam enfrentando diversas barreiras e estão entre os grupos mais excluídos dos serviços essenciais da sociedade, como saúde, educação e emprego. Nesse contexto, a arquitetura desempenha um papel crucial ao garantir a segurança e a autonomia espacial de todas as pessoas, assegurando sua participação plena e efetiva na sociedade.

Vencendo barreiras: 4 projetos residenciais com estratégias para acessibilidade na América Latina - Image 1 of 4Vencendo barreiras: 4 projetos residenciais com estratégias para acessibilidade na América Latina - Image 2 of 4Vencendo barreiras: 4 projetos residenciais com estratégias para acessibilidade na América Latina - Image 3 of 4Vencendo barreiras: 4 projetos residenciais com estratégias para acessibilidade na América Latina - Image 4 of 4Vencendo barreiras: 4 projetos residenciais com estratégias para acessibilidade na América Latina - Mais Imagens+ 8

Disneylândia Distópica: a história por trás da cidade fantasma de castelos na Turquia

Acesso exclusivo | 

Muito provavelmente, a maioria de nós já se imaginou vivendo em um castelo em algum momento da vida, seja na infância embalada pelos contos de fadas, seja na fase adulta estudando sobre a monarquia europeia. Levando em conta esse fascínio, o que você acharia se tivesse a possibilidade de comprar o seu próprio castelo? Por 370 mil dólares, isso era possível na Turquia em meados de 2014. Seriam 325 metros quadrados de puro luxo, com torres azuladas e escadas em caracol. A única questão é que ao lado do seu castelo haveria outros 731 idênticos. Mas quem se importa com exclusividade diante da possibilidade de viver um conto de fadas da Disney?

Disneylândia Distópica: a história por trás da cidade fantasma de castelos na Turquia - Image 1 of 4Disneylândia Distópica: a história por trás da cidade fantasma de castelos na Turquia - Image 2 of 4Disneylândia Distópica: a história por trás da cidade fantasma de castelos na Turquia - Image 3 of 4Disneylândia Distópica: a história por trás da cidade fantasma de castelos na Turquia - Image 4 of 4Disneylândia Distópica: a história por trás da cidade fantasma de castelos na Turquia - Mais Imagens+ 2

Ferramentas de quantificação das emissões de carbono aplicadas a edificações: um guia para auxiliar na escolha

Acesso exclusivo | 

Nos últimos anos, o tema de descarbonização de edificações e cidades tem ganhado cada vez mais destaque no âmbito internacional e nacional. Entre os diferentes atores impulsionadores, destaca-se poder público, através de seus ministérios, como o Ministério de Minas e Energia (MME), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério das Cidades (MCID) e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) que possuem diferentes políticas, programas e legislações. Instituições financeiras como bancos de desenvolvimento, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e organismos internacionais, como as Nações Unidas (ONU) também têm sido atores-chave para alavancar parte dos recursos necessários para possibilitar a redução das emissões de carbono, que precisa ser cada vez mais urgente.

Dias Perfeitos e a ode aos banheiros públicos de Tóquio

Acesso exclusivo | 

“Um banheiro é um lugar onde todos são iguais, não tem rico e pobre, idoso e jovem, todos são parte da humanidade”. Essa reflexão foi compartilhada por Wim Wenders, expoente do Cinema Novo Alemão e diretor do filme Dias Perfeitos (2023), ao ser questionado sobre os marcantes cenários de sua mais recente obra. Os banheiros públicos de Tóquio foram escolhidos por Wenders para construir uma narrativa que oferece profundas reflexões sobre a solidão, a simplicidade e a beleza da vida cotidiana.

A história gira em torno de Hirayama, um homem de meia-idade que trabalha como faxineiro de banheiros públicos em Tóquio. Sua vida é simples e rotineira, mas preenchida por pequenos prazeres e momentos de contemplação. Um cotidiano humilde que contrasta com as arquiteturas tecnológicas, coloridas e inovadoras dos banheiros públicos nos quais o protagonista passa o dia limpando.

Dias Perfeitos e a ode aos banheiros públicos de Tóquio - Image 1 of 4Dias Perfeitos e a ode aos banheiros públicos de Tóquio - Image 2 of 4Dias Perfeitos e a ode aos banheiros públicos de Tóquio - Image 3 of 4Dias Perfeitos e a ode aos banheiros públicos de Tóquio - Image 4 of 4Dias Perfeitos e a ode aos banheiros públicos de Tóquio - Mais Imagens+ 12

De silos a espaços icônicos: 15 projetos que reutilizam estruturas fabris

Os silos possuem um papel significativo entre as estruturas remanescentes da era industrial, tanto pelas tecnologias aplicadas quanto pela sua imagem na paisagem urbana. A forma cilíndrica erguida geralmente em concreto armado respondia eficazmente às demandas e desafios trazidos pela industrialização, oferecendo uma solução resistente e econômica para o armazenamento de produtos. Ao longo do século XX, com a incorporação de novas logísticas e dinâmicas, principalmente com o deslocamento das atividades de alguns centros urbanos para áreas de expansão, muitas dessas estruturas foram desativadas.

No entanto, embora seu caráter hermético possa parecer um obstáculo para a adaptação a novas funções, o que se tem observado nas últimas décadas são iniciativas as quais valorizam essas estruturas, integrando-as à dinâmica urbana e destacando sua importância como parte da memória coletiva local.

De silos a espaços icônicos: 15 projetos que reutilizam estruturas fabris - Image 1 of 4De silos a espaços icônicos: 15 projetos que reutilizam estruturas fabris - Image 2 of 4De silos a espaços icônicos: 15 projetos que reutilizam estruturas fabris - Image 3 of 4De silos a espaços icônicos: 15 projetos que reutilizam estruturas fabris - Image 4 of 4De silos a espaços icônicos: 15 projetos que reutilizam estruturas fabris - Mais Imagens+ 13

Como os edifícios super altos estão envelhecendo?

Em 1853, na Feira Mundial de Nova York, um senhor de terno e cartola subiu a uma plataforma suspensa e ordenou que a corda a qual a sustentava fosse cortada. Ele caiu alguns centímetros, mas o sistema de segurança entrou em ação e a plataforma se manteve estável para delírio da multidão que estava assistindo. Nesse momento, talvez nem Elisha Graves Otis tivesse dimensão de como sua invenção iria mudar definitivamente o rumo da arquitetura.

Com o invento do elevador, o céu se tornou o limite, e a partir de então os primeiros edifícios de 7 a 10 andares começaram a surgir. Mosette Broderick, diretora de Estudos de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Nova York, comenta que o Edifício Equitable Life Assurance, inaugurado em 1870 com sete andares, causava fascínio e medo ao mesmo tempo. O último andar, por exemplo, raramente era alugado.

Como os edifícios super altos estão envelhecendo? - Image 1 of 4Como os edifícios super altos estão envelhecendo? - Image 2 of 4Como os edifícios super altos estão envelhecendo? - Image 3 of 4Como os edifícios super altos estão envelhecendo? - Image 4 of 4Como os edifícios super altos estão envelhecendo? - Mais Imagens+ 2

De elefantes brancos a estruturas sustentáveis: a história das arquiteturas olímpicas

Acesso exclusivo | 

Para as cidades, sediar um evento olímpico é uma honra e uma oportunidade significativa de crescimento, mas também representa um desafio importante. Com mais de 200 nações participando dos Jogos, eles se destacam como a maior competição esportiva do mundo. No entanto, adaptar a infraestrutura pública e esportiva para acomodar o aumento repentino de pessoas e a escala desses eventos pode resultar em problemas após o encerramento, como estruturas subutilizadas conhecidas como "elefantes brancos". Apesar disso, as Olimpíadas incentivam transformações urbanas, levando as cidades a investir em melhorias em transporte, moradia e espaços públicos. Um exemplo marcante é Paris, que inaugurou sua primeira linha de metrô durante a segunda edição dos Jogos Olímpicos, em 1900.

Quando se trata dos locais olímpicos, surge o desafio da reutilização adaptativa: a arquitetura precisa encontrar maneiras de transformar esses espaços, inicialmente projetados para acomodar milhares de pessoas durante os Jogos, de modo a se tornarem parte sustentável da oferta esportiva da cidade após o evento. Em várias partes do mundo, alguns desses locais têm conseguido prolongar sua utilidade além do encerramento dos jogos, integrando-se às comunidades locais e oferecendo uma variedade maior de eventos esportivos e de lazer. Apesar dos altos custos de construção, muitos desses espaços se tornaram ícones da identidade local e atrações turísticas populares, continuando a ser utilizados décadas após receberem as multidões olímpicas.

De elefantes brancos a estruturas sustentáveis: a história das arquiteturas olímpicas - Image 1 of 4De elefantes brancos a estruturas sustentáveis: a história das arquiteturas olímpicas - Image 2 of 4De elefantes brancos a estruturas sustentáveis: a história das arquiteturas olímpicas - Image 3 of 4De elefantes brancos a estruturas sustentáveis: a história das arquiteturas olímpicas - Image 4 of 4De elefantes brancos a estruturas sustentáveis: a história das arquiteturas olímpicas - Mais Imagens+ 16

Como as inovações estão mudando o poliestireno expandido (EPS)?

Acesso exclusivo | 

À medida que nos aproximamos do seu centenário, o poliestireno expandido (EPS) tornou-se amplamente utilizado em várias indústrias e aplicações, especialmente na construção. Desde 1970, o EPS tem sido usado na construção de edifícios devido às suas propriedades de isolamento térmico, estrutura leve de células fechadas, resistência durável e integridade de longo prazo. No entanto, enquanto essas qualidades o tornam altamente útil e fácil de reciclar, também geraram debate devido a discussões recorrentes sobre seus processos de degradação e impacto ambiental de várias perspectivas.

Enquanto o debate continua, muitas melhorias e abordagens alternativas surgiram em torno deste material, destacando que alcançar uma construção sustentável envolve usar o material certo para o trabalho certo desde o início. Assim, ao longo do tempo, as inovações trouxeram novas opções para a reciclagem e uso do EPS além das aplicações tradicionais de construção, como blocos de preenchimento ou painéis de divisórias. Isso demonstra que, em vez de estigmatizá-lo como um material problemático ou "simples", é essencial considerar suas qualidades por meio de design, tecnologia e desenvolvimento de métodos para gerenciamento responsável e sustentável.

Marcelo Rosenbaum: por uma arquitetura de alianças, escuta e respeito

Acesso exclusivo | 

Marcelo Rosenbaum fala com vivacidade e empolgação, refletindo sua inegável paixão pelo que faz. Sua abordagem à arquitetura é marcada por uma postura proativa, levando-o a viajar aos interiores mais remotos do Brasil, muitas vezes voluntariamente. Lá, ele escuta atentamente as demandas locais e busca desenvolver projetos que vão além de simples edificações, tornando-se instrumentos de transformação para a realidade local. Um de seus projetos mais conhecidos fica no Tocantins, o Moradias Infantis na Fazenda Canuanã, feito em parceria com o escritório Aleph Zero, que rodou o mundo e conquistou premiações. No último dia 20 de junho, ele encerrou a programação da Convenção Nacional AsBEA 2024, cujo tema foi "Raízes Sustentáveis", realizada em Florianópolis. Tivemos a oportunidade de conversar com ele sobre sua trajetória profissional e alguns de seus trabalhos recentes:

Design urbano queer: planejamento para cidades inclusivas

Acesso exclusivo | 

As teorias em evolução do design urbano buscam reformular como as cidades são construídas e vivenciadas. Com uma crescente empatia em relação às necessidades de diversos grupos, o design urbano queer representa uma mudança abrangente e holística na compreensão da identidade e da comunidade nos espaços públicos. Essa abordagem desafia os métodos tradicionais - que costumam ser rígidos - de planejamento urbano ao aplicar os princípios da teoria queer, que valoriza a fluidez e a interconexão. Em comemoração ao Mês do Orgulho LGBTQIA+ de 2024, o ArchDaily explora os fundamentos do "design urbano queer" para influenciar práticas mais inclusivas no planejamento das cidades.

Design urbano queer: planejamento para cidades inclusivas - Image 1 of 4Design urbano queer: planejamento para cidades inclusivas - Image 2 of 4Design urbano queer: planejamento para cidades inclusivas - Image 3 of 4Design urbano queer: planejamento para cidades inclusivas - Image 4 of 4Design urbano queer: planejamento para cidades inclusivas - Mais Imagens+ 1

Mais de 100 anos de patrimônio olímpico: o que aconteceu com as instalações olímpicas de 1924 em Paris?

A história recente de Paris está entrelaçada com os Jogos Olímpicos. Em 1900, Paris sediou a segunda edição dos Jogos, marcando o início de uma série de adaptações urbanas e desenvolvimentos arquitetônicos para preparar a cidade. Uma das mudanças mais notáveis foi a introdução da Linha 1 do metrô, inaugurada em 1900, que conectava os locais da Exposição Universal aos Jogos Olímpicos em Vincennes. Apenas 24 anos depois, Paris sediou uma das edições mais influentes dos Jogos Olímpicos, a primeira a ser transmitida por rádio, o que aumentou significativamente a popularidade do evento. Foi nessa edição que nasceu o conceito de Vila Olímpica. Muitas das infraestruturas e locais construídos há mais de um século ainda estão em uso em Paris, e alguns deles serão novamente utilizados como sedes de eventos olímpicos.

Mais de 100 anos de patrimônio olímpico: o que aconteceu com as instalações olímpicas de 1924 em Paris? - Image 1 of 4Mais de 100 anos de patrimônio olímpico: o que aconteceu com as instalações olímpicas de 1924 em Paris? - Image 2 of 4Mais de 100 anos de patrimônio olímpico: o que aconteceu com as instalações olímpicas de 1924 em Paris? - Image 3 of 4Mais de 100 anos de patrimônio olímpico: o que aconteceu com as instalações olímpicas de 1924 em Paris? - Image 4 of 4Mais de 100 anos de patrimônio olímpico: o que aconteceu com as instalações olímpicas de 1924 em Paris? - Mais Imagens+ 5

Arquitetura extrema: desafios e soluções em ambientes inóspitos

Acesso exclusivo | 

“Em diversas regiões do planeta, a natureza impõe condições adversas ao corpo humano. Nesses locais, projetar um edifício é quase como criar uma vestimenta: um artefato que protege e oferece conforto. Esse desafio exige um desempenho tecnológico que deve estar aliado à estética. Fazer o ser humano sentir-se bem envolve mais do que apenas atender às noções de conforto e segurança; é também uma questão de trabalhar os espaços em suas dimensões simbólicas e perceptivas.” Este é o início da descrição para o projeto da Estação Antártica Comandante Ferraz, do Estúdio 41, localizada na Península Keller, onde o mar ao redor congela por cerca de seis a sete meses do ano, em que tudo e todos chegam por avião ou navio e a loja de ferragens mais próxima está a dias de distância. Se projetar uma edificação já apresenta inúmeras complexidades, não é difícil imaginar os desafios adicionais ao desenvolver algo em um ambiente extremo, como temperaturas muito altas ou baixas, ou em locais suscetíveis à corrosão, radiação, entre outros. Neste artigo, vamos explorar as dificuldades, as principais soluções e os materiais utilizados nesses contextos.

O que são tecnologias vernaculares?

A arquitetura vernacular tem ganhado cada vez mais espaço na teoria e na prática projetual com suas características sendo estudadas e revisadas. Um impulso relacionado a diferentes fatores, mas principalmente, ao contexto de mudanças climáticas o qual estamos vivendo que pede por soluções construtivas mais sustentáveis e conectadas ao contexto.

Nesse âmbito, muito se fala sobre as diferentes técnicas vernaculares empregadas na arquitetura, seja a produção dos tijolos em adobe, os telhados de palha, as paredes trançadas de bambu, entre muitas outras. No entanto, enquanto a técnica vernacular concentra-se em ações ou habilidades específicas, seu significado difere das tecnologias vernaculares.

O que são tecnologias vernaculares? - Image 1 of 4O que são tecnologias vernaculares? - Image 2 of 4O que são tecnologias vernaculares? - Image 3 of 4O que são tecnologias vernaculares? - Image 4 of 4O que são tecnologias vernaculares? - Mais Imagens

Inteligência artificial além de projetos conceituais: Aplicações práticas para a arquitetura

 | Artigo patrocinado

No âmbito da arquitetura, observa-se um crescente interesse dos consumidores por soluções integradas que ofereçam suporte abrangente em todas as fases de um projeto, que simplifiquem e otimizem cada fase do ciclo de vida dos projetos de construção, proporcionando maior eficiência e precisão. Isso perpassa etapas como a orçamentação, o planejamento e gerenciamento da obra, a gestão orçamentária de recursos e suprimentos, a compra de materiais e chega até a venda do imóvel. 

Explorando as estratégias arquitetônicas passivas nos edifícios icônicos de Renzo Piano

Não é exagero dizer que Renzo Piano é um dos arquitetos mais unânimes que existem no mundo da arquitetura. Com uma obra que mescla respeito ao contexto, leveza e tecnologia para criar estruturas ambientalmente conscientes e esteticamente agradáveis, sua abordagem combina materiais avançados com técnicas tradicionais. Em projetos de diversas escalas, o arquiteto genovês mantém um fio condutor essencial: a implementação de estratégias arquitetônicas passivas, destacando a importância desses métodos para a sustentabilidade e a eficiência energética. Isso é frequentemente explicitado em seus croquis, como uma preocupação inicial, e se concretiza claramente nas obras finalizadas. Veja, a seguir, alguns exemplos em projetos icônicos desenvolvidos pelo seu escritório nas últimas décadas.

¡Você seguiu sua primeira conta!

Você sabia?

Agora você receberá atualizações das contas que você segue! Siga seus autores, escritórios, usuários favoritos e personalize seu stream.