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Depois de Le Corbusier: Como o Sudeste Asiático transformou a cidade-satélite em um megaprojeto de transporte

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O Sudeste Asiático é frequentemente descrito como uma espécie de playground arquitetônico—uma arena onde os ideais modernos e contemporâneos foram testados em escala real por meio de edifícios singulares e icônicos. É fácil traçar uma linhagem por meio de nomes que ajudaram a moldar o imaginário das silhuetas urbanas da região: o Lippo Centre de Paul Rudolph em Hong Kong e o The Concourse em Cingapura; o OCBC Centre de I.M. Pei e a Bank of China Tower em Hong Kong; a Suprema Corte de Cingapura de Norman Foster e o HSBC Main Building em Hong Kong; a Prefeitura de Hong Kong de Ron Phillips; e o Marina Bay Sands de Moshe Safdie. Contudo, essa história familiar—contada por meio de objetos, colonialismo, autoria e formas de assinatura—corre o risco de ignorar uma camada de influência mais profunda e consequente: as lógicas de planejamento e as estruturas de infraestrutura que silenciosamente organizaram a maneira como essas cidades se expandem, se adensam e distribuem a vida cotidiana.

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Repensando as superfícies internas, dos acabamentos às estruturas

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Projetar um espaço interno é, de muitas maneiras, um exercício de orquestração. Assim como um/a maestro/a coordena instrumentos, timbres, ritmos e intensidades para compor uma peça coerente, o/a arquiteto/a reúne materiais, cores, luz, textura e proporção para definir a qualidade espacial e a atmosfera de um ambiente. Nenhuma dessas decisões funciona isoladamente: a escolha de uma superfície influencia o modo como a luz é refletida; um determinado material pode moldar o envelhecimento do espaço ao longo do tempo; a cor, por sua vez, afeta diretamente a percepção de escala.

Materiais derivados de madeira, tais como painéis de partículas de madeira (MDP) decorativos, painéis de MDF ou laminados, podem, portanto, ser compreendidos como mais do que simples acabamentos. Produzidos industrialmente, eles combinam a seleção de padrões decorativos, textura superficial e substrato técnico, definindo tanto sua aparência quanto a maneira como o espaço responde ao uso, à luz e ao tempo. Fatores como estabilidade dimensional, facilidade de manutenção e resistência ao desgaste tornam-se parte integrante das decisões projetuais, sobretudo em interiores sujeitos a uso intensivo.

Pedagogia no Espaço: O Currículo Oculto das Escolas de Arquitetura

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Este artigo faz parte da nossa nova seção de Opinião, um espaço para ensaios argumentativos sobre questões críticas que moldam o nosso campo de atuação.

Antes de se tornarem autores e autoras do espaço, estudantes de arquitetura são primeiramente submetidos a ele. Durante anos, trabalham dentro de um edifício que ensina sem se anunciar como um educador. Ele organiza seu esgotamento, sua ambição, sua visibilidade, sua solidão, suas amizades, sua noção de escala e sua relação com o julgamento alheio. Muito antes de um/a estudante conseguir articular uma posição teórica sobre a arquitetura, a escola já lhe ofereceu uma em seu ambiente construído implícito.

Isso não significa sugerir que os edifícios determinem a atuação de arquitetos e arquitetas. A influência é mais lenta e menos direta que isso. O edifício de uma escola de arquitetura opera mais como um currículo oculto: uma disciplina espacial que atua em conjunto com o corpo docente, as ementas, a cultura institucional e a vida estudantil. Ensina por meio do acesso e da obstrução, das adjacências programáticas, da exposição à luz natural e da escala. Produz hábitos de atenção antes mesmo de gerar crenças explícitas.

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ATN Summit 2026: De uma plataforma online a uma nova conferência de arquitetura e tecnologia

Fundado por Oliver Thomas, o ATN Summit é a primeira grande conferência da Archi-Tech Network, marcando cinco anos desde que a plataforma começou como uma iniciativa comunitária voltada ao compartilhamento de conhecimento prático de arquitetura. O ATN Summit, que ocorrerá nos dias 18 e 19 de março de 2026, em Londres, reúne profissionais de arquitetura, tecnologia e inovação do setor para explorar como as tecnologias emergentes estão redefinindo a prática profissional. Concebido como um evento de alta produção e focado em ideias, o Summit reflete a evolução da ATN de uma conversa informal on-line para uma plataforma global ativamente engajada com o futuro do ambiente construído.

O que acontece quando a energia solar é tratada como material de construção?

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À medida que a responsabilidade ambiental se incorpora à cultura do projeto, o envelope do edifício passa a ser reconsiderado não apenas como uma pele protetora, mas como uma superfície ativa de produção de energia. Tratar a tecnologia solar como um material, e não como um mero acessório, reformula a maneira como a arquitetura é concebida e detalhada. Cor, textura, ritmo e montagem tornam-se inseparáveis do desempenho. Os sistemas fotovoltaicos integrados a edifícios (BIPV, na sigla em inglês) operam dentro dessa definição ampliada de materialidade. Ao integrar a tecnologia solar em fachadas e fachadas ventiladas desde as etapas iniciais do projeto, profissionais de arquitetura podem reduzir redundâncias, alinhar metas energéticas com a intenção do design e repensar a composição dos envelopes. Contudo, traduzir essa ambição em sistemas construtivos viáveis exige precisão técnica e inteligência construtiva.

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Sistemas de reserva inteligentes como ferramenta para a eficiência acústica do espaço

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Os ambientes de trabalho contemporâneos prometem colaboração, mas enfrentam cada vez mais dificuldades para oferecer espaços de privacidade. Em uma era dominada por layouts em plano aberto, pequenos espaços acústicos, como cabines telefônicas e nichos de foco, tornaram-se essenciais para manter a produtividade e a privacidade. Contudo, o paradoxo dos "conflitos de reserva" somado a "espaços subutilizados" transformou essas áreas em desafios operacionais. Diante disso, a questão é como os ambientes de trabalho podem equilibrar eficiência, produtividade e experiências de uso individualizadas dentro de contextos cada vez mais complexos.

Ángela Stassano: “Cresci em uma casa que já tinha respostas climáticas sem ser chamada de arquitetura bioclimática”

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Nicolás Valencia conversa com a arquiteta hondurenha Ángela Stassano, autora do Museu da Escultura de Copán e uma das principais arquitetas da América Central. Gravado na cidade hondurenha de San Pedro Sula, Stassano apresenta suas publicações sobre arquitetura bioclimática, histórias de motoneta e a história de Honduras.

Por que a continuidade da informação importa na arquitetura contemporânea

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Ao contrário de muitas outras atividades que hoje ocorrem inteiramente em ambientes digitais, o resultado final do trabalho na indústria de arquitetura, engenharia e construção não permanece em uma tela. Arquivos se tornam edifícios, modelos se transformam em estruturas e as decisões tomadas durante o processo de projeto acabam moldando ruas, bairros e cidades inteiras. Um edifício costuma durar décadas, às vezes séculos, e os impactos das escolhas feitas durante seu desenvolvimento estendem-se muito além do momento da entrega, influenciando o cotidiano de milhares de pessoas.

Sebastián Irarrázaval, o arquiteto como tradutor

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Nicolás Valencia conversa com o arquiteto chileno Sebastián Irarrázaval por ocasião do lançamento de Escritos y arquitectura, a primeira monografia sobre sua trajetória, com curadoria de Fernanda de Maio, publicada pela Lettera Ventidue Edizioni em uma edição bilíngue em espanhol e italiano e financiada pelo Fondo Nacional de las Artes y la Cultura 2023.

Quem é Sebastián Irarrázaval? É arquiteto pela Pontificia Universidad Católica de Chile. Fundou o escritório Sebastián Irarrázaval Arquitectos, a partir do qual desenvolveu projetos residenciais, de arquitetura pública e equipamentos culturais no Chile e no exterior. Foi professor da Escuela de Arquitectura UC, onde lecionou em ateliês e disciplinas de projeto. Sua obra tem sido amplamente publicada e exposta, recebendo diversos reconhecimentos nacionais e internacionais, destacando-se por uma abordagem experimental no uso de materiais, sistemas construtivos e reutilização de estruturas existentes.

Renovação e Continuidade na Arquitetura Japonesa: A Obra do 1110 Office for Architecture

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Em um cenário social e ambiental em constante mutação, como o projeto de arquitetura pode responder às transformações e, ao mesmo tempo, dialogar de forma significativa com aquilo que permanece? O 1110 Office for Architecture, sediado em Osaka, no Japão, aborda essa questão por meio de um conjunto de obras definido por reformas residenciais minuciosas e intervenções espaciais precisas.

Reconhecido como um dos vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o escritório desponta como uma voz emergente na redefinição do papel da arquitetura em contextos de mudança.

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Prêmio Europeu de Habitação Coletiva abre inscrições para a segunda edição

A habitação coletiva é uma marca registrada da Europa. A 2ª edição do prêmio busca projetos de habitação coletiva para destacar seu impacto social e as estruturas de políticas públicas que os apoiam. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 30 de abril.

A modernidade pós-industrial gerou uma ampla gama de modelos de habitação coletiva que deixaram uma marca duradoura nas cidades europeias e na história da arquitetura: desde as Hofs de Viena e a Weissenhof Siedlung até a Unité d'habitation de Le Corbusier e as obras apresentadas na Interbau de Berlim.

Os excessos do movimento moderno lançaram uma longa sombra sobre a habitação social – um estigma que a pós-modernidade não conseguiu dissipar. No entanto, desde a virada do milênio, novas formas de habitação coletiva ressurgiram, reconectando-se com os ideais do Estado de bem-estar social em meio às pressões da urbanização, das tensões do mercado imobiliário e da urgência ecológica.

Conforto Projetado, Conforto Comprado: Projeto Passivo e Ar-Condicionado em Hong Kong

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Estabelecer o conforto térmico já exigiu uma inteligência arquitetônica muito mais deliberada e calibrada—uma interação entre orientação, volumetria, comportamento dos materiais, potencial de ventilação, sombreamento e a maneira como a luz e as superfícies absorvem e liberam calor. Isso não era apenas uma questão de preferência, mas de necessidade. Quando muitos dos edifícios modernistas do pós-guerra de Hong Kong foram construídos, no final dos anos 1960 e 1970, formando uma parcela substancial da habitação social e do parque residencial da cidade, o ar-condicionado ainda não era um serviço onipresente e padrão. O resfriamento, quando existia, era limitado e distribuído de forma desigual; o conforto precisava ser negociado por meios passivos, através do corte, da profundidade da fachada, de aberturas operáveis e de detalhamentos climáticos. Foi apenas mais tarde, sobretudo ao longo das décadas de 1970 e 1980, à medida que o ar-condicionado se padronizava na região, que o resfriamento mecânico começou a substituir essa matriz anterior de tomada de decisões arquitetônicas.

O ar-condicionado afetou negativamente o espaço arquitetônico, especialmente em Hong Kong e na região vizinha? A afirmação mais precisa é que a dependência generalizada do ar-condicionado reorganizou profundamente a estrutura de incentivos do projeto de edifícios.

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Além da sala de aula: seis projetos não construídos que repensam a arquitetura educacional

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A arquitetura educacional continua sendo um terreno fértil para a exploração de propostas não construídas, oferecendo uma perspectiva de como os ambientes de aprendizagem podem evoluir em sintonia com as transformações nos valores sociais, ecológicos e pedagógicos. Nesta seleção de projetos não construídos, enviados pela comunidade do ArchDaily, as propostas reunidas examinam escolas, bibliotecas, creches e centros acadêmicos como estruturas espaciais voltadas para o cuidado, o conhecimento e o crescimento coletivo. Em vez de tratar a educação como um programa estático abrigado em edifícios isolados, estes projetos abordam os espaços de aprendizagem como ambientes adaptáveis, moldados pela paisagem, pelo clima e pelas interações humanas.

Em diferentes geografias — de encostas mediterrâneas e pátios da Europa Central a cidades tropicais e modelos de campus distribuídos —, as propostas exploram diversas respostas arquitetônicas para a educação contemporânea. Elas variam desde jardins de infância em escala infantil, organizados em torno de árvores e claustros, até bibliotecas concebidas como paisagens cívicas, edifícios acadêmicos focados na biodiversidade e escolas pensadas como sistemas urbanos caminháveis.

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Desenterrando a terra: arquitetura e a política do solo

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O que a arquitetura deixa no solo dura mais do que aquilo que ela eleva no ar. Um edifício demolido desaparece da linha do horizonte em questão de dias, mas suas fundações permanecem cravadas na terra por gerações. A contaminação causada por um complexo industrial não se dissipa quando o complexo é posto abaixo. As fronteiras legais inscritas em um território colonial não se dissolvem com o fim da administração colonial. O solo guarda o que a arquitetura rapidamente esquece.

É isso que torna o solo um tema tão desconfortável. A disciplina tende a se orientar para cima, em direção à forma, à fachada, à experiência espacial do habitar. O chão é onde a arquitetura começa e, em certo sentido, onde termina: o ponto em que a edificação se torna geologia, o título de propriedade se torna reivindicação territorial e a construção se torna extração. Tratar o solo como um meio, e não apenas como um referencial abstrato, significa reconhecer que o ato de construir traz consequências que vão mais fundo do que o objeto visível acima do nível do solo.

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Um coração que pulsa e sangra: corpos, ruas e as políticas de cuidado em Bogotá

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É época de chuvas, mas o temporal desta manhã pouco afeta o ritmo ao longo da La Carrera Séptima. Ciclistas e pedestres desviam de comerciantes ambulantes com seus carrinhos de abacates, doces de gengibre e capinhas de celular. Carrinhos de brinquedo, lâmpadas e joias de miçangas feitas à mão brilham com as gotas de chuva, organizados meticulosamente sobre lonas que demarcam os territórios dos/as vendedores/as. Policiais se aproximam de um/a catador/a que recolhe garrafas; um/a turista pechincha o preço de uma jaqueta; duas mulheres se encontram no meio da rua, abraçando-se enquanto seus casacos ficam pesados sob a chuva.

La Séptima, ou a Sétima Avenida de Bogotá, é a via mais emblemática de Bogotá, percorrida por mais de dois milhões de pessoas todos os dias. Ao longo desta única via — que é em parte mercado, rota de protesto e polo de transportes — a história de Bogotá se desenrola. Por quase um ano, acompanhei seus ritmos como pedestre, usuário/a do transporte, habitante e pesquisador/a. Em todos esses momentos e em suas encarnações históricas, uma imagem persistiu: a rua é um corpo vivo. Ela é imaginada como a espinha dorsal de Bogotá, sua artéria vital, seu coração. Sangra, carrega cicatrizes e exige cuidados.

Diagnosticando a Desordem

Reformulando a infraestrutura cultural: sobre o Wonder Cabinet do AAU Anastas, vencedor do Prêmio Aga Khan

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Entre os vencedores do Prêmio Aga Khan de 2025 está o escritório AAU Anastas com o seu projeto Wonder Cabinet, na Palestina, cujo objetivo central é servir como um refúgio para a cultura e a criatividade e como uma ponte entre o design e a produção. Para além deste projeto expressivo, o AAU Anastas — que opera a partir de escritórios em Belém, na Palestina, e em Paris, na França — construiu um amplo portfólio desde 2015. Entre suas obras notáveis estão o Dar Al Majous, uma restauração em Belém que desafia as fronteiras entre as esferas doméstica e pública; o Tribunal de Tulkarm (2015), um de seus primeiros projetos, que redefiniu o caráter cívico e o convívio social em um terreno de esquina proeminente em Tulkarm; e The Flat Vault, uma intervenção comercial que adiciona uma abóbada de pedra justaposta a uma loja monástica existente, vinculada a uma igreja construída no século XII pelos Cruzados.

Em meio a essas obras de forte impacto, o Wonder Cabinet provavelmente atraiu a atenção do júri não apenas por sua execução refinada e complexidade espacial em camadas, mas também por sua operação como uma plataforma socialmente geradora — dissolvendo a fronteira entre infraestrutura social e arquitetura. Concebido para apoiar a cultura, a criatividade, o design e a produção, o edifício aspira acolher profissionais da arquitetura, do design, da gastronomia, do artesanato e das artes visuais e sonoras, entre outras áreas. De maneira significativa, o projeto impulsiona o espírito articulado pelo júri de 2025, que caracterizou este ciclo como um ano de fomento à resiliência e ao otimismo por meio do design, demonstrando como a arquitetura pode atuar, simultaneamente, como catalisadora de comunidades e de iniciativas empreendedoras.

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Portas em Escala: Destaques do Best Pivot Door Contest 2026

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Ao deslocar o eixo de rotação das dobradiças tradicionais e distribuir o peso verticalmente, as portas pivotantes foram desenvolvidas para solucionar um desafio arquitetônico específico: como movimentar painéis de portas grandes e pesados com precisão, durabilidade e o mínimo de interferência visual. Esses sistemas permitem que as portas ganhem dimensões significativamente maiores em escala, peso e ambição material, frequentemente atenuando a fronteira entre porta, parede e superfície arquitetônica. Ao longo do tempo, essa inovação técnica expandiu o papel das portas na arquitetura, permitindo que funcionassem não apenas como pontos de acesso, mas também como limiares espaciais, recursos compositivos e elementos expressivos no envelope do edifício.

Evidenciando essa evolução, a FritsJurgens criou o Best Pivot Door Contest para destacar projetos em que a precisão da engenharia e a intenção arquitetônica convergem. Fundada nos Países Baixos, a empresa é reconhecida internacionalmente por seus sistemas pivotantes embutidos, capazes de suportar portas excepcionalmente grandes e pesadas. Esses sistemas proporcionam a arquitetos e arquitetas maior liberdade em termos de escala e materialidade, mantendo a precisão, a confiabilidade e a clareza arquitetônica.

Construindo com árvores: repensando a relação da arquitetura com o terreno

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As árvores costumam ser as primeiras a desaparecer quando uma obra tem início. Limpar o terreno é, há muito tempo, um dos atos mais imediatos da arquitetura: remover o preexistente para abrir espaço para o novo. Mesmo quando a vegetação é preservada, ela geralmente é tratada como uma camada secundária, reintroduzida como paisagismo em vez de estruturar o próprio projeto.

Contudo, alguns projetos partem de outro ponto. Em vez de iniciar o desenho a partir de um terreno limpo, eles trabalham com o que já existe no local. As árvores são mantidas, não como meros elementos a serem emoldurados, mas como condicionantes que orientam a organização espacial, a incidência da luz e a própria formalização da arquitetura.

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Fernando Pérez Oyarzún: “A história da arquitetura moderna está repleta de interrupções e releituras”

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Nicolás Valencia conversa com o arquiteto chileno e Prêmio Nacional de Arquitetura 2022, Fernando Pérez Oyarzún, sobre o terceiro volume de ⁠Arquitectura en el Chile del siglo XX⁠, no auditório do Campus Lo Contador da Pontifícia Universidade Católica do Chile.

O período abrange de 1950 a 1980, época em que o Chile desenvolve uma arquitetura que reflete o que foram os anos de reconstrução europeia e o surgimento de uma nova ordem mundial, marcada pelo domínio internacional dos Estados Unidos e pela Guerra Fria.

Erro 404: Memória arquitetônica na era dos algoritmos

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Antes da virada digital, a memória da arquitetura era predominantemente tangível. Vivia no peso dos desenhos, na pátina das maquetes e na espessura dos livros. Preservar a arquitetura significava preservar seus vestígios — os documentos, esboços e fotografias por meio dos quais os edifícios podiam ser lembrados muito depois de sua forma material ter se alterado ou desaparecido. O arquivo de arquitetura moderno, tal como se desenvolveu no século XX, era ao mesmo tempo um refúgio e um dispositivo de legitimação. Instituições como o Canadian Centre for Architecture, a Casa da Arquitectura ou o Deutsches Architekturmuseum foram erguidas sobre a convicção de que preservar a arquitetura era o mesmo que preservar seus documentos.

No entanto, esses arquivos não se limitavam a armazenar conhecimento. Eles determinavam o que era considerado arquitetura, quem pertencia ao seu cânone e como a história seria contada. Arquivar é editar o passado — decidir o que entra, o que é omitido e como será interpretado. O arquivo, teorizado por Michel Foucault e, posteriormente, por Jacques Derrida, nunca é neutro; é um instrumento de poder, um espaço que seleciona e exclui. Na arquitetura, essas dinâmicas são especialmente evidentes, pois registram o visível ao mesmo tempo em que silenciam o que escapa às suas categorias. O ato de colecionar sempre foi, implicitamente, um ato de julgamento.

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Como uma nova geração de arquitetos/as está projetando com luz natural

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Muito antes de se tornar uma questão de desempenho, conforto ou eficiência energética, a luz natural é uma forma de dar presença à arquitetura. Ela revela a textura de uma parede, la profundidade de uma abertura e a passagem silenciosa do tempo em um espaço. Em obras tão distintas quanto as de Tadao Ando e Alvar Aalto, a luz do dia surge como um material essencial de projeto: em alguns casos, guiando o olhar em direção à contemplação; em outros, tornando os espaços mais humanos, acolhedores e conectados à vida cotidiana.

Pavilhão cultural reversível ativa espaço público em Frankfurt 2026

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Em um momento no qual a arquitetura é impelida a responder de forma mais direta às pressões ambientais e sociais, o pavilhão da Espanha para a Capital Mundial do Design Frankfurt Rhein-Main 2026 posiciona-se como mais do que uma instalação temporária. Embora a materialidade esteja no centro de seu projeto, a proposta explora como uma infraestrutura cultural reversível pode ativar o espaço público sem a necessidade de construções permanentes. Discussões sobre o uso de materiais, circularidade e reutilização na arquitetura estão intimamente ligadas a contextos culturais, condições ambientais e influências históricas que revelam como o tempo molda o ambiente construído. Além de sua dimensão construtiva, o pavilhão espanhol expressa identidade ao reinterpretar o método arquitetônico de Antoni Gaudí, criador da Sagrada Família e do Parque Güell. O projeto também demonstra como os setores criativo e industrial da Espanha enfrentam os desafios atuais com soluções construtivas inovadoras.

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Ecologias do Reparo: Reconciliando Nossa Relação com a Água

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Ola Hassanain é uma arquiteta e artista sudanesa atuante nos Países Baixos, que participará da Bienal de Arquitetura Pan-Africana em Nairóbi, Quênia, no final de 2026. Essas três localidades narram histórias sobre a relação do ambiente construído com a água. Elas ilustram os embates contínuos entre as forças amorfas da natureza — personificadas por rios e mares — e as tentativas humanas de moldá-las e controlá-las. Na maioria dos casos, trata-se de esforços de extração. As catástrofes ocorrem como resultado do excesso dessas tentativas, de sua má gestão, ou de ambos os fatores combinados.

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Como a arquitetura está aprendendo a gerar sua própria energia

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Além de ser uma fonte de vida, o poder do sol na arquitetura está há muito tempo atrelado à necessidade humana de aproveitá-lo e controlá-lo como um recurso vital. Desde a Antiguidade, a energia solar tem sido utilizada para medir o tempo, apoiar o plantio e a colheita, e oferecer proteção contra o calor e o frio. Hoje, a radiação solar desempenha um papel significativo no consumo global de energia. Soluções arquitetônicas baseadas em materiais, tecnologias e análises ambientais são desenvolvidas a partir da compreensão da capacidade da energia solar de transformar o ambiente interno das edificações. Mas como os edifícios podem ser transformados em fontes de energia limpa?

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