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Heritage: O mais recente de arquitetura e notícia

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Um passeio sobre a cobertura: Linnahall e a orla em constante mudança de Tallinn

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A partir do final do Mere Boulevard em Tallinn, o Linnahall surge como uma longa e baixa massa de calcário e concreto disposta entre o Centro Histórico e a baía, mantida deliberadamente abaixo da linha da silhueta medieval para que os pináculos permaneçam visíveis a partir da água. Escadarias largas sobem por suas laterais até uma cobertura pavimentada como uma praça pública, de onde uma sequência de degraus em terraço desce em direção a um pequeno píer, um heliponto e as águas abertas do Golfo da Finlândia. Sob essa superfície, encontram-se um anfiteatro para 4.200 pessoas, um foyer de 6.000 metros quadrados, um rinque de gelo, cafés, uma pista de boliche e um estúdio de gravação.

O edifício foi inaugurado no verão de 1980 como o Palácio de Cultura e Esportes V. I. Lenin, a tempo para as regatas de vela das Olimpíadas de Moscou, que Tallinn sediou em nome de uma capital sem acesso ao mar. Trata-se de um dos mais de 120 projetos planejados sob o programa olímpico da cidade, ao lado do centro de iatismo em Pirita, da Torre de TV, do Hotel Olümpia e de um novo terminal de aeroporto.

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Foster + Partners e MANICA revelam projeto de novo estádio para substituir o San Siro, em Milão

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O AC Milan e a FC Internazionale Milano (Inter) revelaram o projeto do Generali Stadium, uma arena com capacidade para 71.500 espectadores planejada para ser a casa compartilhada dos dois clubes de futebol em Milão, Itália. Projetado por Foster + Partners e MANICA, o novo estádio será construído ao lado do atual San Siro, integrando um plano de reurbanização de 281 mil metros quadrados da área no entorno. O projeto é fruto de anos de debates sobre o futuro da histórica arena, que os clubes adquiriram em 2025 com o intuito de substituí-la. A previsão é de que a construção comece em 2028, e a partida inaugural ocorra na temporada de 2031/32, dependendo das aprovações regulatórias.

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AD-WO renovará o Heinz Architectural Center no Carnegie Museum of Art, em Pittsburgh

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O Carnegie Museum of Art, em Pittsburgh, comissionou o escritório de arquitetura e desenho urbano AD-WO para redesenhar o Heinz Architectural Center. Liderado por Emanuel Admassu and Jen Wood, o escritório — que é um dos vencedores do ArchDaily 2026 Next Practices Awards — foi reconhecido por explorar as relações entre pessoas, lugar, história e cultura material, trazendo uma abordagem interdisciplinar para a experiência da arquitetura. O Heinz Architectural Center é o fórum do museu dedicado a apresentar, explorar e incubar ideias arquitetônicas, atualmente localizado no edifício principal da instituição, que data de 1907. O novo projeto visa transformar o centro em uma instalação contemporânea que integre exposições, acervos, pesquisa, aprendizado e engajamento público. O AD-WO está trabalhando em parceria com o escritório R3A como arquiteto local, a Buro Happold para engenharia e sustentabilidade, a Tillotson Design Associates para projeto de iluminação e a VizzAcoustics para a acústica.

Politecnica, Park Associati e AMDL CIRCLE vencem concurso para polo cultural no Valle Camonica, patrimônio da UNESCO na Itália

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Uma equipe liderada pela Politecnica Building for Humans, com Park Associati e AMDL CIRCLE como co-líderes de projeto arquitetônico, e o Studio Mattioli responsável pelas áreas de geologia e arqueologia, venceu o concurso para um novo polo cultural em Ceto, na Itália. O projeto transformará a antiga fábrica de tecidos Società Filati Niggeler & Kupfer em um complexo que abrigará espaços expositivos, instalações de pesquisa, um auditório e serviços de apoio ao visitante. Localizada em Valle Camonica, uma região conhecida por suas gravuras rupestres pré-históricas, a proposta aborda o terreno a partir da relação entre o patrimônio industrial, a arqueologia e a paisagem circundante.

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Indicações para o World Monuments Watch 2027 apontam austeridade governamental, impacto climático e escassez de mão de obra qualificada como as principais ameaças ao patrimônio

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O World Monuments Fund (WMF), uma organização independente sem fins lucrativos dedicada à preservação da arquitetura histórica e do patrimônio cultural desde 1965, recebe indicações por meio do World Monuments Watch, seu principal programa de defesa e conservação. A cada dois anos, o Watch seleciona 25 locais a partir das indicações recebidas de indivíduos e organizações comunitárias em todo o mundo. As indicações para o World Monuments Watch de 2027 foram encerradas em 20 de março de 2026, totalizando 372 indicações públicas de 84 países e territórios. Antes de anunciar os locais selecionados no início de 2027, o WMF apresenta uma análise das indicações. Dados globais apontam três causas principais de ameaça ao patrimônio em todo o mundo: a austeridade governamental, a intensificação dos impactos climáticos e a falta de acesso a habilidades e conhecimentos especializados. Em um momento no qual as prioridades políticas tendem a se afastar da história, o apelo é para que os locais de patrimônio sejam reconhecidos como uma área de oportunidade compartilhada, e não como um fardo.

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Sir Donald Insall, arquiteto e figura de destaque na conservação arquitetônica moderna, falece aos 100 anos

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No dia 11 de outubro de 2026, a Donald Insall Associates anunciou o falecimento de seu fundador, Sir Donald Insall. Descrevendo-o como "um homem de grande tato, charme e humor", o escritório reconheceu sua contribuição para as estruturas, instituições e ferramentas de preservação do patrimônio na Inglaterra, bem como seu conhecimento prático e aplicação do ofício da restauração. Arquiteto, conservacionista, consultor de planejamento, autor e professor, ele liderou um dos principais escritórios de conservação do Reino Unido por quatro décadas após fundá-lo em 1958. Seu escritório realizou a renovação da Kelmscott Manor de William Morris em Oxfordshire e da Kedleston Hall de Robert Adam em Derbyshire, a conservação do centro histórico de Chester e a restauração do Castelo de Windsor após o incêndio de 1992, entre outros marcos britânicos.

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Patrimônio como Âncora Urbana: Beimen e o Redesenho do Distrito Gateway de Taipé

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O Portão Norte de Taipé, também conhecido como Beimen, ergue-se não apenas como um lembrete da complexa história da cidade, mas também como testemunha das transformações da paisagem urbana ao seu redor e da mudança de atitude em relação aos espaços urbanos no entorno de edifícios de patrimônio histórico. Inicialmente uma fronteira imperial chinesa, poupado da demolição durante o domínio colonial japonês e espremido por viadutos e rodovias nos esforços de modernização do pós-guerra, o portal recuperou recentemente seu status de destaque graças ao desenvolvimento da praça que hoje o emoldura. A resiliência do monumento diante das oscilações nas prioridades urbanas e nas políticas arquitetônicas revela que a preservação do patrimônio ocorre não apenas através da forma construída, mas também pelos espaços abertos que a circundam.

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Um novo olhar sobre o patrimônio moderno: ArchDaily firma parceria com o World Monuments Fund

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O que torna um edifício digno de preservação? A idade é a resposta mais comum, mas nem sempre a melhor. Um edifício das décadas de 1950 ou 1970 pode ter tanta relevância histórica quanto uma catedral medieval; a questão exige apenas uma abordagem diferente, que pondere o contexto político, o significado cultural e a inovação arquitetônica em vez da mera passagem do tempo. Isso se aplica sobretudo à arquitetura modernista no chamado Sul Global, onde o movimento assumiu formas de expressão singulares.

É justamente esse debate que o ArchDaily e o World Monuments Fund (WMF) estão abrindo juntos. O WMF traz sua expertise prática em conservação ao redor do mundo, enquanto o ArchDaily entra com a capacidade editorial para contextualizar esse trabalho e conectá-lo a um público global. O objetivo é atuar em duas frentes simultâneas: preservar lugares e contar suas histórias, moldando a compreensão do patrimônio modernista para muito além do próprio campo da preservação.

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A necessidade como invenção: O laboratório de renovação da Irlanda

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A paisagem e os assentamentos dispersos da Irlanda são conhecidos por sua natureza indômita. Despenhadeiros escarpados encontram o Atlântico, campos verdes se estendem pelo interior e a chuva e o vento transformam o cenário a cada hora. Um olhar mais atento revela um território trabalhado, onde muros históricos de pedra dividem campos agrícolas, estradas e caminhos conectam cidades ao litoral, e ruínas de castelos ao lado de chalés registram séculos de ocupação. A mudança é a condição inerente da ilha, moldada tanto por mãos humanas quanto pela geologia e pelo clima, e a prática de tratar o contexto existente como matéria-prima para adaptação e modificação é algo profundamente enraizado.

A Irlanda possui um vasto patrimônio edificado herdado, que vai de chalés vernáculos e complexos agrícolas a casarios urbanos georgianos e vitorianos, ao passo que uma parcela crescente desse acervo permanece vazia ou abandonada, em um momento no qual a habitação segue escassa e cara. As diretrizes de planejamento e de preservação do patrimônio definem o que pode ser alterado, enquanto a crescente atenção ao carbono incorporado torna a demolição cada vez mais difícil de se justificar. Diante dessas pressões, as estratégias projetuais de reforma configuram uma das áreas mais inventivas do design irlandês contemporâneo. Arquitetos/as intervêm em estruturas antigas para permitir a entrada de luz, justapõem novos materiais aos antigos e redesenham edifícios para as vidas e rotinas contemporâneas.

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Do Jardim ao Monumento: Paisagens da Libertação nas Cidades Africanas

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A libertação nem sempre começa com um monumento. Pode começar em um jardim, quintal, clareira ou campo; na ocupação da terra e na possibilidade de se reunir ali. Ao longo de histórias moldadas pelo colonialismo e pela expropriação, o espaço tem sido mais do que o cenário onde a libertação ocorre. Ele tem sido uma de suas práticas: cultivado, ocupado, servindo de refúgio, percorrido e coletivamente refeito.

A pesquisa do escritório Wolff Architects Liberation Gardens propõe o jardim como uma forma de ler essas práticas espaciais, não simplesmente como um terreno plantado, mas como um espaço através do qual a sobrevivência, o sustento e a imaginação emancipatória podem ser mantidos. O jardim, nesse sentido, não é definido tanto pelo projeto de paisagismo, mas sim pelas relações entre as pessoas e a terra, o cultivo e o conhecimento, a ocupação e a autonomia. Ele pode abrigar a produção cultural ao lado da subsistência, além de formas de vida coletiva que emergem sob condições de violência e expropriação. A libertação, compreendida espacialmente, passa a ser tanto sobre a possibilidade de habitar de forma diferente quanto sobre alcançar uma condição final de liberdade.

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Campanha liderada por cidadãos busca reconhecimento da UNESCO para sítios pré-coloniais selecionados em Lima, Peru

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Uma campanha liderada pela Red Lima Milenaria busca o reconhecimento da UNESCO para sítios pré-coloniais na capital peruana. Atualmente, restam mais de 600 sítios arqueológicos em Lima, uma metrópole de 11 milhões de habitantes. A campanha, movida por cidadãos/ãs, visa melhorar as condições de conservação e a conscientização pública sobre os locais que resistiram à colonização europeia, promovendo a indicação de uma seleção de estruturas para inscrição na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. A iniciativa pública foi lançada recentemente com o objetivo de reunir apoio popular e estabelecer parcerias com organizações que atuam na área do patrimônio e em campos correlatos, a fim de preparar a estrutura para uma candidatura formal a ser apresentada pelo Estado peruano. A iniciativa coincide com movimentos de reconstrução no continente que respondem à desigualdade socioeconômica e a injustiças históricas estruturais, levantando questionamentos sobre a própria definição de patrimônio.

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Google revela novas imagens do projeto de renovação do Thompson Center em Chicago, marcando sua salvação da demolição

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Em 16 de setembro de 2026, o Google anunciou a revitalização do Thompson Center de Chicago como um espaço de trabalho, cultura e comunidade. O James R. Thompson Center é um marco da arquitetura pós-moderna projetado por Helmut Jahn e concluído em 1985. Encomendado pelo governador de Illinois, James R. Thompson, o edifício reinterpreta o clássico capitólio estadual ao inverter o conceito tradicional de cúpula e praça pública. Ocupando um quarteirão inteiro no Loop de Chicago, o edifício apresenta um átrio de vidro curvo multicolorido e uma entrada de esquina inclinada e transparente. Polêmico desde a sua inauguração, o projeto recebeu críticas pelo controle climático deficiente, altos custos de manutenção e problemas estruturais e de infiltração. Com o objetivo de restaurá-lo em vez de demoli-lo, a empresa colaborou com o escritório Architecture Plus Information (A+I) no desenvolvimento de um projeto para integrar o edifício à vida urbana do Loop de Chicago.

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Asmara Heritage Project: documentando um projeto colonial que se tornou símbolo nacional da Eritreia

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Asmara, a capital da Eritreia, está situada a mais de 2.300 metros acima do nível do mar, em um planalto na borda da escarpa do Vale do Grande Rift. Embora localizada em um país pouco conhecido pelo turismo de massa, a cidade ganhou fama por sua arquitetura singular. Em julho de 2017, tornou-se Patrimônio Mundial da UNESCO, inscrita sob o título "Asmara: Uma Cidade Modernista Africana" — o primeiro sítio urbano modernista a ser tombado em sua totalidade no mundo, e o primeiro Patrimônio Mundial explicitamente modernista da África. Seu valor patrimonial resultou de uma complexa convergência de dois aspectos da história da Eritreia: um período de intensa construção colonial, impulsionado pelas ambições imperiais da Itália na África, e um longo período de relativo isolamento que preservou a cidade de remodelações urbanas.

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Um novo encontro em Valparaíso, no Chile, reúne mestres e mestras da construção para salvaguardar ofícios tradicionais

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De 9 a 11 de outubro, acontecerá no Parque Cultural de Valparaíso, no Chile, o evento "Oficios en obra" (Ofícios em Obra), um encontro de aprendizado e colaboração focado nos ofícios tradicionais de construção da cidade. Organizado pela Prefeitura, o encontro busca destacar e preservar técnicas de trabalho historicamente ligadas à construção de Valparaíso, promovendo seu reconhecimento e ajudando a garantir sua continuidade entre as novas gerações por meio de atividades abertas e gratuitas ao público. Outrora o porto mais importante do Pacífico Sul, a arquitetura de Valparaíso testemunha diversas aplicações de madeira estrutural, terra batida (taipa) e tecnologias industriais importadas durante o século XIX. Isso a torna um objeto de estudo para ofícios tradicionais e técnicas construtivas que vêm sendo revalorizadas diante dos contextos contemporâneos de crise climática e econômica, servindo como um caminho alternativo para o futuro.

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Além da réplica: patrimônio digital e os limites da preservação

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Agora é possível adentrar uma caverna em Maharashtra sem precisar viajar até lá. Por meio de uma experiência de realidade virtual desenvolvida em torno de Ajanta, os/as visitantes podem percorrer uma versão reconstruída digitalmente das cavernas a partir de qualquer outro lugar do mundo. O projeto levanta uma questão arquitetônica: se a arquitetura é vivenciada por meio do movimento, da escala, da sequência e da percepção, o que acontece quando essas experiências podem ser recriadas fora do sítio físico? O projeto Digital Ajanta, do IITM Pravartak, utiliza escaneamento 3D, filmagem, modelagem e realidade virtual para documentar as cavernas e traduzir esse registro em uma experiência imersiva.

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Assemble transformará o Bromley Hall, tombado como Grau II*, em um novo espaço de trabalho criativo e de indústria leve em Londres

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O coletivo de arte, arquitetura e design Assemble, com sede em Londres, anunciou recentemente um novo projeto de espaço de trabalho na capital inglesa. Desde sua fundação em 2010, o estúdio construiu uma comunidade em torno do fazer artesanal e manual, oferecendo espaços criativos e de indústria leve resistentes às forças do mercado, funcionando como uma plataforma para trabalhos ecológica e socialmente engajados. O grupo garantiu recentemente um contrato de arrendamento de 25 anos, com opção de compra, de Bromley Hall, um casarão do início do período Tudor considerado uma das casas mais antigas de Londres. O plano é transformar os três edifícios do local — Bromley Hall (c. 1485), a Old Poplar Library (c. 1904–5) e o edifício de contêineres RedBox — no maior espaço de trabalho do Assemble até o momento, adicionando cerca de 1.300 m² (14.000 pés quadrados) à sua oferta atual de espaços de trabalho, com um plano de desenvolvimento de longo prazo que prevê dobrar essa área. O novo projeto do escritório tem um duplo objetivo: restaurar um edifício tombado como patrimônio de Grau II* (Grade II*) e aumentar a estabilidade para a comunidade das indústrias criativas, por meio de contratos de aluguel de longo prazo e um novo espaço de colaboração.

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Estruturas da memória: 5 projetos não construídos sobre patrimônio da comunidade ArchDaily

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De modo geral, uma estrutura é um testemunho de seu tempo. A proposta e a escala física de um projeto de arquitetura frequentemente superam o tempo de vida de um ser humano, integrando-se, assim, a uma narrativa histórica. Essa característica transversal se manifesta de forma especialmente clara em tipologias de projeto específicas: memoriais, cemitérios, museus e até mesmo centros educacionais e comunitários. Recentemente, esse valor expandiu-se para além dos edifícios, englobando também técnicas construtivas, formas e geometrias ancestrais, e a própria natureza. Esse valor histórico e sua conotação simbólica estão representados nesta seleção de cinco projetos desenvolvidos por leitores e leitoras do ArchDaily, ainda não construídos, localizados no Kosovo, no Canadá, na China, no Egito e em Bangladesh.

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Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina

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Este artigo faz parte de "Thresholds", uma edição especial impressa em formato de jornal produzida por Cobe Notes x ArchDaily.

Quando entramos em um museu, percorremos um centro histórico ou verificamos a lista de bens tombados de um país, raramente pensamos no processo por trás dessas escolhas. Quem decidiu, em nome de todos nós, que estes objetos, lugares, arquiteturas, merecessem ser conservados e difundidos, enquanto outros são descartados?

Geralmente, são os profissionais especialistas aqueles que tem o poder da decisão, sejam eles historiadores, museólogos, arquitetos, geógrafos. Mas com base em que essas decisões são tomadas? Caberia a complexidade da história em um checklist? Ou, ainda mais elementar, em qual versão da história estariam sendo baseadas essas decisões?

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