1. ArchDaily
  2. Heritage

Heritage: O mais recente de arquitetura e notícia

Southbank Centre, em Londres, recebe proteção como patrimônio nacional após campanha de 35 anos

Áudio disponível

O Southbank Centre é um complexo cultural em Londres construído entre 1963 e 1968, amplamente considerado um exemplo representativo do brutalismo britânico. Hoje, o local abriga uma ampla variedade de eventos, incluindo artes visuais, teatro, dança, música clássica e contemporânea, literatura, poesia e debates. O edifício foi projetado por uma equipe do Departamento de Arquitetura do Conselho do Condado de Londres, liderada pelo arquiteto Norman Engleback. Tornou-se um exemplo controverso de arquitetura moderna após sua inauguração em outubro de 1967, quando engenheiros/as elegeram o Queen Elizabeth Hall como o "ápice da feiura" em uma votação sobre novos edifícios, e o Daily Mail se referiu a ele como "o edifício mais feio da Grã-Bretanha". Cinquenta e nove anos depois, em 10 de fevereiro de 2026, o complexo recebeu o status de tombamento Grau II pelo Departamento de Cultura, Mídia e Esporte (DCMS) do governo britânico, após uma campanha de 35 anos que defendia sua proteção como patrimônio arquitetônico moderno.

Southbank Centre, em Londres, recebe proteção como patrimônio nacional após campanha de 35 anos - Image 1 of 4Southbank Centre, em Londres, recebe proteção como patrimônio nacional após campanha de 35 anos - Image 2 of 4Southbank Centre, em Londres, recebe proteção como patrimônio nacional após campanha de 35 anos - Image 3 of 4Southbank Centre, em Londres, recebe proteção como patrimônio nacional após campanha de 35 anos - Image 4 of 4Southbank Centre, em Londres, recebe proteção como patrimônio nacional após campanha de 35 anos - Mais Imagens+ 3

Restauração do Africa Hall das Nações Unidas na Etiópia recebe Prêmio World Monuments Fund/Knoll de Modernismo 2026

Áudio disponível

O World Monuments Fund (WMF) é uma organização independente dedicada a salvaguardar lugares significativos que enriquecem a vida das pessoas e promovem a compreensão mútua entre culturas e comunidades. Desde 2008, o World Monuments Fund/Knoll Modernism Prize é um prêmio bienal que reconhece conquistas de destaque na conservação de edifícios emblemáticos do movimento arquitetônico modernista. A premiação homenageia pessoas e organizações que revitalizam o patrimônio moderno construído por meio de intervenções arquitetônicas inovadoras e sensíveis.

Em 22 de janeiro de 2026, o WMF e a Knoll anunciaram o escritório de arquitetura australiano Architectus como o vencedor do World Monuments Fund/Knoll Modernism Prize de 2026 pela restauração do histórico Africa Hall das Nações Unidas em Adis Abeba, na Etiópia. O júri reconheceu o projeto por restabelecer uma obra marcante do modernismo africano como um espaço ativo de diplomacia e intercâmbio cultural. Além do prêmio principal, o júri concedeu à Umbrella House, de Paul Rudolph, em Sarasota, Flórida (Estados Unidos), o Stewardship Award for Modernist Homes.

Restauração do Africa Hall das Nações Unidas na Etiópia recebe Prêmio World Monuments Fund/Knoll de Modernismo 2026 - Imagen 1 de 4Restauração do Africa Hall das Nações Unidas na Etiópia recebe Prêmio World Monuments Fund/Knoll de Modernismo 2026 - Imagen 2 de 4Restauração do Africa Hall das Nações Unidas na Etiópia recebe Prêmio World Monuments Fund/Knoll de Modernismo 2026 - Imagen 3 de 4Restauração do Africa Hall das Nações Unidas na Etiópia recebe Prêmio World Monuments Fund/Knoll de Modernismo 2026 - Imagen 4 de 4Restauração do Africa Hall das Nações Unidas na Etiópia recebe Prêmio World Monuments Fund/Knoll de Modernismo 2026 - Mais Imagens+ 13

As Torres de Terra de Shibam: Uma Cidade Vertical no Deserto do Iêmen

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

Símbolos do desenvolvimento tecnológico e da densidade urbana, os edifícios em altura, tal qual conhecemos hoje, surgiram no final do século XIX, principalmente nos Estados Unidos, como resposta ao crescimento acelerado do comércio urbano e à necessidade de expandir as cidades sem ocupar mais território. O termo arranha-céu, por exemplo, foi cunhado na década de 1880 e originalmente se referia a edifícios com cerca de 10 a 20 pavimentos — uma altura impressionante para a época.

No entanto, a ideia de construir verticalmente é bem mais antiga do que os arranha-céus de aço e vidro sugerem. Muito antes da revolução industrial, algumas sociedades já experimentavam formas de urbanização vertical como solução para limitações de espaço, defesa territorial ou adaptação ambiental.

As Torres de Terra de Shibam: Uma Cidade Vertical no Deserto do Iêmen - Image 1 of 4As Torres de Terra de Shibam: Uma Cidade Vertical no Deserto do Iêmen - Image 2 of 4As Torres de Terra de Shibam: Uma Cidade Vertical no Deserto do Iêmen - Image 3 of 4As Torres de Terra de Shibam: Uma Cidade Vertical no Deserto do Iêmen - Image 4 of 4As Torres de Terra de Shibam: Uma Cidade Vertical no Deserto do Iêmen - Mais Imagens+ 7

O Embate Produtivo: Interiores Patrimoniais, Projetos Contemporâneos e o Valor da Imperfeição

Áudio disponível

Cada vez mais raramente o patrimônio em interiores resume-se a uma questão de mera preservação. Com mais frequência, ele se manifesta como fricção: o encontro entre o que um edifício já é — a lógica de sua planta, suas cicatrizes, suas inconsistências estruturais — e o que a vida contemporânea dele exige.

Alguns dos projetos mais potentes da atualidade não são aqueles que "restauram" um interior de volta a um momento específico, nem os que apagam o passado sob uma nova pele homogênea. São, antes, aqueles que encenam uma relação entre o antigo e o novo — permitindo que o contraste vá além do mero relato histórico, e fazendo do embate uma ferramenta pragmática de viabilidade construtiva, orçamentária e de execução.

O Embate Produtivo: Interiores Patrimoniais, Projetos Contemporâneos e o Valor da Imperfeição - Image 1 of 4O Embate Produtivo: Interiores Patrimoniais, Projetos Contemporâneos e o Valor da Imperfeição - Image 2 of 4O Embate Produtivo: Interiores Patrimoniais, Projetos Contemporâneos e o Valor da Imperfeição - Image 3 of 4O Embate Produtivo: Interiores Patrimoniais, Projetos Contemporâneos e o Valor da Imperfeição - Image 4 of 4O Embate Produtivo: Interiores Patrimoniais, Projetos Contemporâneos e o Valor da Imperfeição - Mais Imagens+ 28

Primeiros Socorros para o Patrimônio Ameaçado: Entrevista com a Ambulância para Monumentos

Áudio disponível

Ambulance for Monuments é uma iniciativa de primeiros socorros dedicada a salvaguardar o patrimônio edificado ameaçado da Romênia, operando em uma corrida contra o tempo para evitar desmoronamentos e perdas irreversíveis. O projeto responde à crescente vulnerabilidade de estruturas históricas, desde igrejas saxônicas fortificadas e casarões a igrejas de madeira e marcos rurais, muitos dos quais não contam mais com as redes comunitárias que antes os sustentavam. Em um país profundamente afetado pela emigração desde 1990, onde quase metade da população ainda vive em áreas rurais, vilarejos inteiros perderam as pessoas, os ofícios e o cuidado cotidiano que mantinham esses monumentos de pé.

Estruturada em torno de uma unidade móvel de intervenção — uma "Ambulância" equipada com ferramentas, andaimes e maquinários de campo —, a iniciativa realiza obras urgentes de estabilização que ganham tempo para os edifícios ameaçados. Longe de substituir uma restauração completa, essas intervenções estratégicas preservam o tecido histórico, garantem a segurança estrutural e mantêm viáveis a conservação a longo prazo e o reúso adaptativo. 

Primeiros Socorros para o Patrimônio Ameaçado: Entrevista com a Ambulância para Monumentos - Image 1 of 4Primeiros Socorros para o Patrimônio Ameaçado: Entrevista com a Ambulância para Monumentos - Image 2 of 4Primeiros Socorros para o Patrimônio Ameaçado: Entrevista com a Ambulância para Monumentos - Image 3 of 4Primeiros Socorros para o Patrimônio Ameaçado: Entrevista com a Ambulância para Monumentos - Image 4 of 4Primeiros Socorros para o Patrimônio Ameaçado: Entrevista com a Ambulância para Monumentos - Mais Imagens+ 15

Ambientes como patrimônio: como as tipologias de interiores carregam a memória cultural

Áudio disponível

Durante décadas, o patrimônio foi mais facilmente reconhecido a partir da rua. Protegemos fachadas, silhuetas urbanas e monumentos porque são visíveis, estáveis e legíveis como bens culturais. No entanto, a maior parte do que lembramos sobre o habitar diz respeito a como comemos juntos, nos recolhemos, discutimos, cuidamos uns dos outros e descansamos — ações que acontecem longe dos olhos do público. Acontecem dentro dos cômodos. À medida que as plantas livres dão lugar silenciosamente a limiares, corredores e fechamentos, surge uma questão mais profunda: e se a memória cultural sobreviver não naquilo que a arquitetura exibe, mas na forma como é vivida?

Ambientes como patrimônio: como as tipologias de interiores carregam a memória cultural - Imagem 1 de 4Ambientes como patrimônio: como as tipologias de interiores carregam a memória cultural - Imagem 2 de 4Ambientes como patrimônio: como as tipologias de interiores carregam a memória cultural - Imagem 3 de 4Ambientes como patrimônio: como as tipologias de interiores carregam a memória cultural - Imagem 4 de 4Ambientes como patrimônio: como as tipologias de interiores carregam a memória cultural - Mais Imagens+ 7

Patrimônio após o fracasso: o que manteremos dos erros arquitetônicos de hoje

Áudio disponível

O patrimônio arquitetônico é frequentemente descrito como aquilo que sobrevive ao tempo. No entanto, a sobrevivência não explica por que certos edifícios são preservados enquanto outros desaparecem. Muitas obras hoje protegidas como patrimônio cultural já foram criticadas, contestadas ou abertamente rejeitadas; foram acusadas de serem socialmente equivocadas, materialmente falhas ou simbolicamente excessivas. Com o tempo, contudo, essas mesmas deficiências tornaram-se fundamentais para o seu significado, à medida que o patrimônio se revela como um processo lento e instável de interpretação.

A arquitetura contemporânea opera sob intenso escrutínio, pressionada pela responsabilidade ambiental, equidade social, volatilidade econômica e aceleração das mudanças tecnológicas. Espera-se que os edifícios tenham um desempenho ético, eficiente e simbólico, muitas vezes de forma simultânea. Diante disso, o fracasso arquitetônico deixa de ser uma exceção para se tornar uma condição cada vez mais comum. Os projetos envelhecem mais rápido, os materiais revelam limitações mais cedo e as estratégias urbanas perdem rapidamente a sintonia com as mutáveis realidades políticas, sociais e ambientais.

Patrimônio após o fracasso: o que manteremos dos erros arquitetônicos de hoje - Image 1 of 4Patrimônio após o fracasso: o que manteremos dos erros arquitetônicos de hoje - Image 2 of 4Patrimônio após o fracasso: o que manteremos dos erros arquitetônicos de hoje - Image 3 of 4Patrimônio após o fracasso: o que manteremos dos erros arquitetônicos de hoje - Image 4 of 4Patrimônio após o fracasso: o que manteremos dos erros arquitetônicos de hoje - Mais Imagens+ 28

Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina

Áudio disponível

Quando entramos em um museu, percorremos um centro histórico ou verificamos a lista de bens tombados de um país, raramente pensamos no processo por trás dessas escolhas. Quem decidiu, em nome de todos nós, que estes objetos, lugares, arquiteturas, merecessem ser conservados e difundidos, enquanto outros são descartados?

Geralmente, são os profissionais especialistas aqueles que tem o poder da decisão, sejam eles historiadores, museólogos, arquitetos, geógrafos. Mas com base em que essas decisões são tomadas? Caberia a complexidade da história em um checklist? Ou, ainda mais elementar, em qual versão da história estariam sendo baseadas essas decisões?

Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina - Image 1 of 4Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina - Image 2 of 4Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina - Image 3 of 4Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina - Image 4 of 4Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina - Mais Imagens+ 13

Theatro da Paz e Teatro Amazonas poderão se tornar Patrimônio Mundial nos próximos anos

O Teatro Amazonas, em Manaus (AM), e o Theatro da Paz, em Belém (PA), podem em breve alcançar o reconhecimento como Patrimônio Mundial pela UNESCO. O primeiro passo rumo a essa distinção para os Teatros da Amazônia será dado entre os dias 13 e 15 de dezembro, durante a realização da primeira oficina de mobilização na capital manauara. Este evento reunirá representantes dos governos do Amazonas e Pará, prefeituras de Manaus e Belém, sociedade civil, pesquisadores e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Estiagem revela três novos sítios arqueológicos no estado do Amazonas

A seca histórica que atinge a região amazônica revelou quatro sítios arqueológicos no estado do Amazonas, sendo três deles completamente desconhecidos e de grande importância. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) implementou um plano de ação de emergência, envolvendo inspeções e iniciativas educativas em parceria com diversos órgãos públicos e organizações sociais, incluindo o Instituto Soka da Amazônia, que voluntariamente se dedica à preservação do Patrimônio Cultural e Ambiental local.

Paulo Mendes da Rocha será homenageado com duas exposições na Casa da Arquitectura em 2023

Paulo Mendes da Rocha será homenageado com duas grandes exposições realizadas este ano pela Casa da Arquitectura, em Matosinhos, norte de Portugal. Geografias Construídas: Paulo Mendes da Rocha, uma Retrospectiva tem curadoria de Jean-Louis Cohen e Vanessa Grossman e projeto expositivo de Eduardo Souto de Moura e Nuno Graça Moura, enquanto que Paulo conta com curadoria de Rui Furtado e Marta Moreira e projeto expositivo de Ricardo Bak Gordon. Ambas inauguram em 26 de maio.