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Patrimônio Cultural: O mais recente de arquitetura e notícia

AD-WO renovará o Heinz Architectural Center no Carnegie Museum of Art, em Pittsburgh

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O Carnegie Museum of Art, em Pittsburgh, comissionou o escritório de arquitetura e desenho urbano AD-WO para redesenhar o Heinz Architectural Center. Liderado por Emanuel Admassu and Jen Wood, o escritório — que é um dos vencedores do ArchDaily 2026 Next Practices Awards — foi reconhecido por explorar as relações entre pessoas, lugar, história e cultura material, trazendo uma abordagem interdisciplinar para a experiência da arquitetura. O Heinz Architectural Center é o fórum do museu dedicado a apresentar, explorar e incubar ideias arquitetônicas, atualmente localizado no edifício principal da instituição, que data de 1907. O novo projeto visa transformar o centro em uma instalação contemporânea que integre exposições, acervos, pesquisa, aprendizado e engajamento público. O AD-WO está trabalhando em parceria com o escritório R3A como arquiteto local, a Buro Happold para engenharia e sustentabilidade, a Tillotson Design Associates para projeto de iluminação e a VizzAcoustics para a acústica.

O que se acumula? Lições sobre materialidade, memória e espaço público da Amman Design Week 2026

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Após uma pausa de sete anos, a Amman Design Week retornou à Jordânia com uma premissa intimamente ligada à própria cidade: a de que nada é totalmente novo. Sob o tema "Acúmulos" (Accumulations), a quarta edição do evento bienal reuniu mais de 220 designers, criadores/as, arquitetos/as e coletivos em exposições, intervenções públicas, palestras, oficinas e performances de 2 a 17 de outubro. Essa premissa mostrou-se particularmente relevante para Amã, uma cidade cuja arquitetura foi moldada por ondas de construção, migração, adaptação e reutilização — onde o acúmulo não é mera metáfora.

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Indicações para o World Monuments Watch 2027 apontam austeridade governamental, impacto climático e escassez de mão de obra qualificada como as principais ameaças ao patrimônio

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O World Monuments Fund (WMF), uma organização independente sem fins lucrativos dedicada à preservação da arquitetura histórica e do patrimônio cultural desde 1965, recebe indicações por meio do World Monuments Watch, seu principal programa de defesa e conservação. A cada dois anos, o Watch seleciona 25 locais a partir das indicações recebidas de indivíduos e organizações comunitárias em todo o mundo. As indicações para o World Monuments Watch de 2027 foram encerradas em 20 de março de 2026, totalizando 372 indicações públicas de 84 países e territórios. Antes de anunciar os locais selecionados no início de 2027, o WMF apresenta uma análise das indicações. Dados globais apontam três causas principais de ameaça ao patrimônio em todo o mundo: a austeridade governamental, a intensificação dos impactos climáticos e a falta de acesso a habilidades e conhecimentos especializados. Em um momento no qual as prioridades políticas tendem a se afastar da história, o apelo é para que os locais de patrimônio sejam reconhecidos como uma área de oportunidade compartilhada, e não como um fardo.

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Patrimônio como Âncora Urbana: Beimen e o Redesenho do Distrito Gateway de Taipé

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O Portão Norte de Taipé, também conhecido como Beimen, ergue-se não apenas como um lembrete da complexa história da cidade, mas também como testemunha das transformações da paisagem urbana ao seu redor e da mudança de atitude em relação aos espaços urbanos no entorno de edifícios de patrimônio histórico. Inicialmente uma fronteira imperial chinesa, poupado da demolição durante o domínio colonial japonês e espremido por viadutos e rodovias nos esforços de modernização do pós-guerra, o portal recuperou recentemente seu status de destaque graças ao desenvolvimento da praça que hoje o emoldura. A resiliência do monumento diante das oscilações nas prioridades urbanas e nas políticas arquitetônicas revela que a preservação do patrimônio ocorre não apenas através da forma construída, mas também pelos espaços abertos que a circundam.

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Expansão da Fundação Beyeler e restauração da Biblioteca Carnegie pelo Safdie Architects: O resumo da semana

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A arquitetura nesta semana reflete sobre como os edifícios e as cidades se adaptam a condições culturais, sociais e ambientais em constante mudança. Da expansão de instituições consolidadas e da preservação de arquivos de arquitetura a novas abordagens para a habitação e o uso do espaço doméstico, diversas histórias analisam como a arquitetura negocia entre contextos existentes e necessidades futuras. Essas questões vão além de edifícios individuais, abordando o papel do espaço público, da infraestrutura, da energia e da memória coletiva na configuração do ambiente construído. Paralelamente, novos projetos e programas culturais em diferentes contextos demonstram como a arquitetura pode responder a histórias locais, transformações urbanas e restrições de recursos, ao mesmo tempo em que estabelece novas relações entre edifícios, paisagens e as comunidades que os utilizam.

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A necessidade como invenção: O laboratório de renovação da Irlanda

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A paisagem e os assentamentos dispersos da Irlanda são conhecidos por sua natureza indômita. Despenhadeiros escarpados encontram o Atlântico, campos verdes se estendem pelo interior e a chuva e o vento transformam o cenário a cada hora. Um olhar mais atento revela um território trabalhado, onde muros históricos de pedra dividem campos agrícolas, estradas e caminhos conectam cidades ao litoral, e ruínas de castelos ao lado de chalés registram séculos de ocupação. A mudança é a condição inerente da ilha, moldada tanto por mãos humanas quanto pela geologia e pelo clima, e a prática de tratar o contexto existente como matéria-prima para adaptação e modificação é algo profundamente enraizado.

A Irlanda possui um vasto patrimônio edificado herdado, que vai de chalés vernáculos e complexos agrícolas a casarios urbanos georgianos e vitorianos, ao passo que uma parcela crescente desse acervo permanece vazia ou abandonada, em um momento no qual a habitação segue escassa e cara. As diretrizes de planejamento e de preservação do patrimônio definem o que pode ser alterado, enquanto a crescente atenção ao carbono incorporado torna a demolição cada vez mais difícil de se justificar. Diante dessas pressões, as estratégias projetuais de reforma configuram uma das áreas mais inventivas do design irlandês contemporâneo. Arquitetos/as intervêm em estruturas antigas para permitir a entrada de luz, justapõem novos materiais aos antigos e redesenham edifícios para as vidas e rotinas contemporâneas.

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Do Jardim ao Monumento: Paisagens da Libertação nas Cidades Africanas

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A libertação nem sempre começa com um monumento. Pode começar em um jardim, quintal, clareira ou campo; na ocupação da terra e na possibilidade de se reunir ali. Ao longo de histórias moldadas pelo colonialismo e pela expropriação, o espaço tem sido mais do que o cenário onde a libertação ocorre. Ele tem sido uma de suas práticas: cultivado, ocupado, servindo de refúgio, percorrido e coletivamente refeito.

A pesquisa do escritório Wolff Architects Liberation Gardens propõe o jardim como uma forma de ler essas práticas espaciais, não simplesmente como um terreno plantado, mas como um espaço através do qual a sobrevivência, o sustento e a imaginação emancipatória podem ser mantidos. O jardim, nesse sentido, não é definido tanto pelo projeto de paisagismo, mas sim pelas relações entre as pessoas e a terra, o cultivo e o conhecimento, a ocupação e a autonomia. Ele pode abrigar a produção cultural ao lado da subsistência, além de formas de vida coletiva que emergem sob condições de violência e expropriação. A libertação, compreendida espacialmente, passa a ser tanto sobre a possibilidade de habitar de forma diferente quanto sobre alcançar uma condição final de liberdade.

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Trienal de Arquitetura de Sharjah apresenta "Uma Jornada pelos Arquivos de Arquitetura" com foco em Bagdá, Damasco e Túnis

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A Trienal de Arquitetura de Sharjah (SAT) disponibilizou on-line os documentários completos de A Journey into Architecture Archives: Baghdad, Damascus, Tunis. Com curadoria de George Arbid, o projeto faz parte do programa de pesquisa de longo prazo da SAT voltado a documentar e salvaguardar arquivos de arquitetura em todo o mundo árabe. Os três filmes, gravados localmente em Bagdá, Damasco e Túnis, combinam pesquisa de arquivo com trabalho de campo e histórias orais, analisando como as trajetórias históricas da arquitetura são construídas, preservadas e revisitadas ao longo do tempo.

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Do refúgio sazonal ao "outro lugar" permanente: movimento e arquitetura no Golfo

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Para muitas comunidades do Golfo, deixar a casa outrora fazia parte do próprio ato de habitá-la. Famílias deslocavam-se entre pastagens no deserto, assentamentos costeiros, poços, áreas de pesca e portos de extração de pérolas de acordo com a estação e o sustento, retornando repetidamente a locais já conhecidos pelo uso. No Catar, relatos históricos descrevem o deslocamento de outono e inverno pelo al-barr, o deserto, seguido de um retorno aos assentamentos costeiros quando começava a temporada de extração de pérolas no verão. O Museu Nacional do Catar representa essa história por meio de um calendário anual de migração entre o deserto e o mar.

O lar podia estender-se por vários locais ocupados em diferentes momentos do ano. Dispersava-se por uma geografia mais ampla de lugares que eram deixados e retomados ao longo do ano. Muitos empreendimentos contemporâneos no Golfo tentam agora reunir condições climáticas e espaciais contrastantes no mesmo sistema urbano permanente. 

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No Dia Internacional da Paz: A Arquitetura entre o Conflito e a Coexistência

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Todos os anos, em 21 de setembro, as Nações Unidas celebram o Dia Internacional da Paz, uma data que convida à reflexão global sobre as condições necessárias para cultivar a não violência, a estabilidade social e a dignidade humana. Sob o tema de 2026, "Invista na Paz – Para Todos, em Todos os Lugares, Todos os Dias", o órgão internacional enfatiza que a paz não é estática nem autossustentável. Longe de ser uma condição abstrata definida apenas por acordos diplomáticos, a paz funciona como um processo social contínuo, moldado pela equidade econômica, integridade institucional e pela qualidade da vida cívica nas comunidades.

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Estruturas da memória: 5 projetos não construídos sobre patrimônio da comunidade ArchDaily

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De modo geral, uma estrutura é um testemunho de seu tempo. A proposta e a escala física de um projeto de arquitetura frequentemente superam o tempo de vida de um ser humano, integrando-se, assim, a uma narrativa histórica. Essa característica transversal se manifesta de forma especialmente clara em tipologias de projeto específicas: memoriais, cemitérios, museus e até mesmo centros educacionais e comunitários. Recentemente, esse valor expandiu-se para além dos edifícios, englobando também técnicas construtivas, formas e geometrias ancestrais, e a própria natureza. Esse valor histórico e sua conotação simbólica estão representados nesta seleção de cinco projetos desenvolvidos por leitores e leitoras do ArchDaily, ainda não construídos, localizados no Kosovo, no Canadá, na China, no Egito e em Bangladesh.

Estruturas da memória: 5 projetos não construídos sobre patrimônio da comunidade ArchDaily - 1 的图像 4Estruturas da memória: 5 projetos não construídos sobre patrimônio da comunidade ArchDaily - 2 的图像 4Estruturas da memória: 5 projetos não construídos sobre patrimônio da comunidade ArchDaily - 3 的图像 4Estruturas da memória: 5 projetos não construídos sobre patrimônio da comunidade ArchDaily - 4 的图像 4Estruturas da memória: 5 projetos não construídos sobre patrimônio da comunidade ArchDaily - Mais Imagens+ 82

Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina

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Este artigo faz parte de "Thresholds", uma edição especial impressa em formato de jornal produzida por Cobe Notes x ArchDaily.

Quando entramos em um museu, percorremos um centro histórico ou verificamos a lista de bens tombados de um país, raramente pensamos no processo por trás dessas escolhas. Quem decidiu, em nome de todos nós, que estes objetos, lugares, arquiteturas, merecessem ser conservados e difundidos, enquanto outros são descartados?

Geralmente, são os profissionais especialistas aqueles que tem o poder da decisão, sejam eles historiadores, museólogos, arquitetos, geógrafos. Mas com base em que essas decisões são tomadas? Caberia a complexidade da história em um checklist? Ou, ainda mais elementar, em qual versão da história estariam sendo baseadas essas decisões?

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Entre Memória e Matéria: Por dentro da obra do escritório uzbeque ARC Architects

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Diante da transformação das cidades do Uzbequistão, o escritório ARC Architects desenvolve uma arquitetura que busca conectar o passado ao presente. Fundado em 2017 por Bobir Klichev, o estúdio surgiu da comunidade de arquitetura de Bucara e permanece estreitamente conectado às particularidades culturais e climáticas do país. Com escritórios em Tashkent e Bucara, o ARC combina minimalismo e referências étnicas para desenvolver uma linguagem contemporânea enraizada em seu contexto.

Em vez de reproduzir uma imagem tradicional da arquitetura uzbeque, o estúdio busca compreender como essa herança pode ser reinterpretada hoje — um exercício que dialoga necessariamente com as camadas históricas sobrepostas que atravessam o país. Durante séculos, cidades como Samarcanda e Bucara foram importantes centros comerciais e culturais da Ásia Central. Sua arquitetura desenvolveu-se em torno de pátios internos e ruelas estreitas, conformando tecidos urbanos nos quais as edificações e os espaços coletivos são indissociáveis.

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Uma arquitetura da atenção: por dentro do Syn Architects

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À medida que as cidades da Arábia Saudita se expandem por meio de projetos culturais cada vez mais ambiciosos, o Syn Architects tem dedicado grande parte de sua prática a observar o que antecede essa transformação. A participação do escritório na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025 surgiu de anos de documentação da arquitetura Najdi, do tecido urbano em vias de desaparecimento, de materiais locais e de saberes herdados. Para o Syn, o patrimônio torna-se útil quando pode ser documentado, testado e reintroduzido no uso cotidiano.

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Brasil em foco: este mês em arquitetura, patrimônio e debate cultural

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A arquitetura no Brasil este mês destaca as diversas abordagens do país para a produção cultural, o patrimônio e a transformação de seu ambiente construído. Da formação curatorial da 15ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo ao reconhecimento dos Teatros da Amazônia na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, os acontecimentos recentes colocam em foco questões de representação, preservação e identidade cultural. Paralelamente, novos projetos no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Rondônia exploram o reuso adaptativo, as relações entre arquitetura e paisagem e novos caminhos para a materialidade e a sustentabilidade. Somadas a isso, discussões em andamento sobre a Fordlândia e o acervo de Lucio Costa revisitam como o patrimônio arquitetônico brasileiro é preservado, interpretado e compreendido hoje.

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A Nova Paisagem Arquitetônica da Hungria: Construindo a Partir do Passado

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A paisagem arquitetônica da Hungria passou pelas décadas socialistas sendo redesenhada de cima para baixo, com suas fazendas cooperativas consolidadas a partir de propriedades familiares e seus blocos habitacionais padronizados distribuídos pelo território de uma forma que teria sido idêntica em qualquer outro lugar. A socióloga Virág Molnár, cujo livro Building the State traça os usos políticos da arquitetura na Hungria e na Alemanha Oriental do pós-guerra, defende que essa reconfiguração do ambiente construído foi um dos principais instrumentos do projeto político, e não um subproduto dele — uma mobilização que se estendeu pela modernização socialista e avançou pela transição que se seguiu. O crítico britânico Owen Hatherley, cuja obra Landscapes of Communism explora os conjuntos habitacionais de Budapeste ao lado dos de Varsóvia e Kyiv, descreve o extremo dessa mesma herança, em que os edifícios sobreviveram à ideologia que os encomendou e continuam ocupados por pessoas que têm pouco interesse em defender a lógica por trás deles.

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Terremoto de magnitude 7,4 danifica arquitetura histórica em toda a Colômbia

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Na segunda-feira, 10 de agosto de 2026, um terremoto de magnitude 7,4 atingiu as costas do Pacífico e do Caribe da Colômbia. Embora o evento sísmico tenha afetado levemente a fronteira sul do Panamá e a fronteira norte do Equador, a Colômbia declarou estado de emergência nacional. O terremoto causou 111 mortes, de acordo com relatórios oficiais, e a expectativa é de que esse número aumente à medida que os esforços de busca e resgate continuam. Segundo o Servicio Geológico Colombiano (SGC), o epicentro foi localizado a 96 quilômetros de profundidade, próximo a San José del Palmar, uma área rural no noroeste da província de Chocó. Os danos à infraestrutura se estendem a cidades densamente povoadas, incluindo Cali, Pereira, Manizales e Armenia, afetando uma área com uma população de cerca de 3,5 milhões de pessoas. Este evento sísmico ocorre logo após outros quatro ocorridos há menos de dois meses no Japão, nos Estados Unidos e na Venezuela, somando-se aos esforços de reconstrução já em andamento em todo o mundo.

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Ofício pós-conflito: Por que a reconstrução de cidades começa pela reconstrução do conhecimento

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Uma guerra pode apagar a silhueta urbana de uma cidade do dia para a noite. Telhados desabam, ruas tornam-se intransitáveis e marcos que outrora orientavam a vida cotidiana são reduzidos a escombros. A perda mais profunda, no entanto, frequentemente permanece invisível. Edifícios podem ser levantados, fotografados, escaneados e, eventualmente, reconstruídos. O conhecimento que os produziu é muito mais frágil. Ele sobrevive nas mãos de canteiros e canteiras que compreendem como uma abóbada de calcário suporta sua carga, de carpinteiros e carpinteiras que sabem como as juntas de madeira reagem aos movimentos sazonais, de estucadores e estucadoras que misturam a cal de cabeça, e de moradores e moradoras cujos rituais cotidianos mantêm esses edifícios em uso. Quando essas pessoas são deslocadas, mortas ou forçadas a abandonar seus ofícios, a reconstrução herda um problema que nenhum desenho ou modelo digital pode resolver. A pedra sempre pode ser extraída novamente. Recuperar o conhecimento necessário para moldá-la exige muito mais tempo.

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