
Situada aos pés da cordilheira de Alborz, Teerã cresce sob uma encosta que a protege e sufoca ao mesmo tempo. A mesma paisagem que bloqueia os ventos e retém a poluição sobre a cidade também abriga, ao longo de suas encostas, séculos de disputas por esse território estratégico. Trata-se de uma capital construída sobre um solo instável, tanto geológica quanto politicamente. Falhas sísmicas ativas correm sob suas avenidas, enquanto sobre elas acumulam-se os vestígios de sucessivas reconstruções, demolições, e reinvenções forçadas. Desse modo, a cidade continua a se expandir, testemunha silenciosa de um país que, por mais de dois séculos, tem negociado constantemente entre a memória e o apagamento.


































