O potencial de edifícios existentes para moldar cidades e comunidades em constante transformação por meio do reuso e da adaptação é o foco central do HouseEurope! e de seu ativismo: enfrentar o desafio premente em grande parte da Europa, onde costuma ser mais fácil, barato e rápido demolir edifícios do que renová-los. Durante décadas, as políticas de construção, as práticas industriais e as dinâmicas de mercado favoreceram os novos empreendimentos, frequentemente subestimando a importância cultural, social e ambiental das estruturas existentes. Por seu trabalho em prol de uma mudança sistêmica na arquitetura, o HouseEurope! recebeu o Prêmio OBEL 2025 sob o tema "Ready Made". Em conversa com o ArchDaily, Alina Kolar e Olaf Grawert, integrantes do coletivo HouseEurope!, discutiram a abordagem da organização em relação à arquitetura, às políticas públicas e à ação coletiva. Operando como um laboratório de políticas públicas sem fins lucrativos, o HouseEurope! conecta a prática arquitetônica com a legislação, a pesquisa e a participação pública. Seu trabalho começa pela análise do que já existe, traduzindo essas reflexões em diretrizes práticas para legisladores/as e profissionais da área. Projetos de conversão como a renovação de 530 moradias pelo escritório Lacaton & Vassal exemplificam essa "pesquisa pela ação", mostrando como o reuso adaptativo pode ser viável e, ao mesmo tempo, um motor para mudanças sistêmicas com benefícios sociais e ecológicos. Como explica Grawert:
Heritage: O mais recente de arquitetura e notícia
“Durante décadas, valorizamos o novo mais do que o antigo”: Em diálogo com os/as vencedores/as do Prêmio OBEL 2025, HouseEurope!
Uso não se tomba

Nos idos dos anos 40, enquanto diretor da Divisão de Estudos e Tombamento do IPHAN, Lucio Costa mandou seus servidores a campo para identificar o patrimônio cultural que estaria espalhado Brasil afora, esperando ser descoberto.
“Quem”, “quando” e “como” eram as perguntas que seus assistentes levavam na manga. Supostamente, elas deveriam descortinar as características dos bens analisados, para então separá-los em dignos ou não dignos de tombamento.
Theatro da Paz e Teatro Amazonas poderão se tornar Patrimônio Mundial nos próximos anos

O Teatro Amazonas, em Manaus (AM), e o Theatro da Paz, em Belém (PA), podem em breve alcançar o reconhecimento como Patrimônio Mundial pela UNESCO. O primeiro passo rumo a essa distinção para os Teatros da Amazônia será dado entre os dias 13 e 15 de dezembro, durante a realização da primeira oficina de mobilização na capital manauara. Este evento reunirá representantes dos governos do Amazonas e Pará, prefeituras de Manaus e Belém, sociedade civil, pesquisadores e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Estiagem revela três novos sítios arqueológicos no estado do Amazonas

A seca histórica que atinge a região amazônica revelou quatro sítios arqueológicos no estado do Amazonas, sendo três deles completamente desconhecidos e de grande importância. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) implementou um plano de ação de emergência, envolvendo inspeções e iniciativas educativas em parceria com diversos órgãos públicos e organizações sociais, incluindo o Instituto Soka da Amazônia, que voluntariamente se dedica à preservação do Patrimônio Cultural e Ambiental local.
Paulo Mendes da Rocha será homenageado com duas exposições na Casa da Arquitectura em 2023

Paulo Mendes da Rocha será homenageado com duas grandes exposições realizadas este ano pela Casa da Arquitectura, em Matosinhos, norte de Portugal. Geografias Construídas: Paulo Mendes da Rocha, uma Retrospectiva tem curadoria de Jean-Louis Cohen e Vanessa Grossman e projeto expositivo de Eduardo Souto de Moura e Nuno Graça Moura, enquanto que Paulo conta com curadoria de Rui Furtado e Marta Moreira e projeto expositivo de Ricardo Bak Gordon. Ambas inauguram em 26 de maio.