Ao examinar fotos de casas japonesas, frequentemente se nota um espaço recorrente com esteiras de tatame, muitas vezes ligeiramente elevado e integrado às áreas sociais da casa. Trata-se do washitsu, ou quarto de estilo japonês: um espaço tradicional e multifuncional ainda comumente encontrado na arquitetura residencial moderna. Utilizado para atividades que variam da leitura e do sono à acomodação de um altar familiar, sua versatilidade é fundamental para sua relevância contínua. Este artigo explora o layout e o significado do *washitsu*, partindo de suas origens históricas para compreender melhor seu papel e sua interpretação nas residências japonesas contemporâneas.
Rota do Pérola - Muharraq. Imagem via Shutterstock - Kirk Fisher
O Reino do Bahrein tem ganhado grande destaque recentemente por suas contribuições arquitetônicas globais na Expo 2025 em Osaka, com o pavilhão Anatomy of a Dhow, de Lina Ghotmeh; e na Bienal de Veneza, onde a exposição Heatwave recebeu o Leão de Ouro de Melhor Participação Nacional. Contudo, nos últimos anos, cidades do Bahrein como Muharraq têm servido de palco para que arquitetos e arquitetas regionais e internacionais explorem a arquitetura típica do Golfo Pérsico e deixem suas próprias marcas nos sítios locais. É por meio de projetos de Leopold Banchini, Anne Holtrop ou Valerio Olgiati que o passado ganha nova vida, em consonância com os esforços das autoridades locais e de figuras do meio cultural.
O Lincoln Center for the Performing Arts, Inc. revelou o projeto para o lado da Amsterdam Avenue de seu campus, desenvolvido pelo escritório Hood Design Studio, pela Weiss/Manfredi Architecture/Landscape/Urbanism e pela Moody Nolan. Imagens de divulgação recentes ilustram uma transformação que inclui um novo espaço de apresentações ao ar livre, áreas de parque comunitárias ampliadas e a remoção do muro existente ao longo da Amsterdam Avenue. Em resposta a antigas demandas tanto do Lincoln Center quanto das comunidades locais, a expectativa é que a construção comece na primavera de 2026 e seja concluída até a primavera de 2028.
Søren Pihlmann é o curador do Pavilhão Dinamarquês na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025. A exposição, encomendada pelo Danish Architecture Center, é intitulada Build of Site e foca na exploração de práticas arquitetônicas sustentáveis sob a ótica do reuso e do aproveitamento de recursos. A proposta de Pihlmann transforma o Pavilhão Dinamarquês existente, localizado em um complexo de edifícios históricos nos Giardini da Bienal, em um espaço de exposição ativo para experimentação de materiais. A instalação destaca técnicas que incorporam elementos reciclados e de base biológica. O pavilhão oferece a visitantes a oportunidade de observar processos experimentais em andamento, testemunhando como os recursos construtivos são criativamente reimaginados para novos usos. Nesta entrevista realizada no local, a equipe de redação do ArchDaily conversou com o curador sobre as ideias por trás do projeto e os desafios que sua execução representa.
Uma série de projetos anunciados recentemente na Europa, Ásia, no Oriente Médio e na América do Norte reflete uma mudança contínua no pensamento arquitetônico em direção a abordagens que integram as edificações com suas paisagens, os programas com a vida pública e o design com objetivos ambientais de longo prazo. Em Nantes, na França, um campus de saúde redefine a formação médica por meio de um planejamento consciente do clima, enquanto em San Antonio, no Texas, um novo arboreto transforma um antigo campo de golfe em uma paisagem pública voltada para a pesquisa. Torres residenciais começam a se erguer ao lado do Parque Lumphini, em Bangkok; uma nova comunidade costeira está em desenvolvimento nos Emirados Árabes Unidos; e a ampliação do Museu Nelson-Atkins, em Kansas City, propõe repensar como as instituições culturais se conectam com seu entorno. Juntos, esses anúncios apontam para um interesse crescente em projetos que inserem a arquitetura em sistemas ecológicos e cívicos mais amplos, propondo novos modelos de integração espacial, acessibilidade e resiliência.
Existe um tipo particular de arquitetura que não começa com uma página em branco. Ela começa no silêncio, em ruínas, em paredes moldadas pelo tempo. Começa pela escuta. Em vez de se impor, ela se aproxima, lentamente, escolhendo tocar em vez de sobrescrever. Trata-se de uma arquitetura que dialoga com o passado sob a ótica do presente, não para apagá-lo ou imitá-lo, mas para lhe oferecer continuidade.
A arquitetura contemporânea reconhece cada vez mais que construir com o passado não significa se deixar limitar por ele. O patrimônio já não é visto como um obstáculo, mas como um campo ativo para o projeto. Nessa mudança de perspectiva, a preexistência torna-se mais do que uma condição física — transforma-se em um fio condutor, uma presença estrutural e simbólica que convida ao cuidado. Em vez de impor dominância, muitos/as arquitetos/as hoje optam por responder com gestos deliberados, silenciosos e precisos. Essas intervenções emolduram em vez de substituir, protegem em vez de obscurecer. Com isso, permitem que a história permaneça visível, não como um mero pano de fundo, mas como uma camada viva da experiência arquitetônica.
As inscrições para o German Design Awards 2026 estão abertas globalmente. Sob o tema Connecting Global Excellence, a premiação faz um convite não apenas para participar, mas para se engajar — com ideias, com lugares e com pessoas. A convocatória deste ano é acompanhada por uma nova série de Design Masterclasses em Zurique e Copenhague, criadas em colaboração com as plataformas DAAily, oferecendo espaços para compartilhar, aprender e conectar. No momento em que a região de Frankfurt RheinMain se prepara para assumir o palco global como Capital Mundial do Design 2026, o German Design Awards 2026 reflete todo o espectro do design contemporâneo — da inovação visionária à continuidade cultural. O prêmio funciona tanto como um espelho de nosso diverso panorama do design quanto como um catalisador para transformações inovadoras em todas as disciplinas.
O V&A East Storehouse abrirá ao público pela primeira vez no sábado, 31 de maio de 2025. Localizado no Queen Elizabeth Olympic Park, o projeto faz parte do East Bank, um novo distrito cultural apoiado pela Prefeitura de Londres. Projetada pelo escritório de arquitetura reconhecido internacionalmente Diller, Scofidio + Renfro, a nova instalação atua tanto como reserva técnica ativa quanto como destino de visitação. Após uma década de planejamento e de uma ampla consulta pública, o V&A East Storehouse é o primeiro dos dois novos destinos culturais do V&A East a ser inaugurado no leste de Londres. O segundo, V&A East Museum, tem abertura prevista para a primavera de 2026 e explorará o papel do fazer e da criatividade como agentes de mudança.
A exposição "Ma Yansong: Architecture and Emotion", que apresenta o trabalho do arquiteto chinês Ma Yansong e de seu escritório de renome global MAD Architects, foi inaugurada no Nieuwe Instituut em Roterdã, o museu nacional dos Países Baixos dedicado à arquitetura, ao design e à cultura digital. Com uma seleção de projetos do portfólio internacional do MAD, a mostra explora como o estúdio desafia os paradigmas arquitetônicos convencionais por meio de formas influenciadas pela natureza e guiadas pela experiência sensorial. A exposição ficará em cartaz até 12 de outubro e, na quinta-feira, 26 de junho, Ma Yansong será o convidado de honra no Nieuwe Instituut para o "An Evening With...", um programa público no qual ele discutirá sua filosofia de projeto com Aric Chen.
O papel principal da arquitetura é criar estruturas que nos protejam do ambiente e gerem espaços seguros e confortáveis para todos os tipos de necessidades e atividades. Ao fornecer abrigo, a arquitetura também molda a maneira como as pessoas interagem com seu entorno. As tecnologias construtivas do passado, contudo, raramente conseguiam criar uma separação completa entre nós e o mundo exterior.
Embora a impermeabilidade fosse um resultado desejado, os materiais de construção porosos então disponíveis sempre permitiam que água, vento ou partículas externas se infiltrassem nos espaços internos. Em contrapartida, as tecnologias modernas hoje possibilitam envoltórias quase completamente impermeáveis, permitindo uma separação total entre o interior e o exterior e passando a depender de sistemas de engenharia para regular a temperatura, o fluxo de ar ou a umidade. Este artigo explora as diferenças entre essas duas abordagens contrastantes, analisando como as fachadas dos edifícios são equipadas para regular o conforto interno e seu impacto ambiental.
O espaço tornou-se um luxo em muitas das cidades mais densamente povoadas do mundo — uma realidade crescente que é difícil de ignorar. Megacidades como Tóquio, Xangai, Mumbai, Cidade do México e São Paulo já contam com populações que superam os 20 milhões de habitantes, ao passo que outros centros urbanos na Ásia e na África continuam a se expandir rapidamente. Entre eles, Deli se destaca: se as tendências atuais persistirem, a projeção é que se torne a cidade mais populosa do mundo até 2028. À medida que essas metrópoles crescem, a habitação — especialmente os novos empreendimentos — passa a seguir uma lógica inédita: conforme o metro quadrado encolhe, o mobiliário se adapta e a vida cotidiana aprende a se acomodar e a prosperar em ambientes de alta densidade. Essa mudança não diz respeito apenas às dimensões físicas; ela reflete um novo modo de vida. Onde antes predominava a amplitude, hoje impera a densidade. Cada canto ganha valor espacial e comercial, com a cozinha emergindo como um dos maiores desafios do projeto residencial contemporâneo.
A Buildner anunciou os resultados de sua terceira edição anual do concurso internacional de ideias de arquitetura Home of Shadows. A série de concursos foi concebida para focar na interação vital entre luz e sombra na criação de espaços residenciais funcionais e acolhedores. A iniciativa destaca a importância da luz natural no projeto residencial, essencial para criar ambientes confortáveis, convidativos e práticos.
A luz é vista como uma linguagem através da qual arquitetos/as comunicam emoções em seus projetos, com as sombras desempenhando um papel igualmente significativo ao influenciar a atmosfera de um espaço. O equilíbrio entre luz e sombra permite criar espaços com profundidade e textura, definindo diferentes humores para propósitos diversos. Muitas vezes, esse equilíbrio pode ser alcançado através do posicionamento estratégico de janelas e portas.
O Conselho de Administração da Empire State Development (ESD) aprovou um grande projeto de conversão de escritórios em residências no edifício 5 Times Square, em Nova York, conforme anunciado pelo governo do estado de Nova York. Originalmente construído em 2002 para ser a sede da Ernst & Young, com projeto do escritório Kohn Pedersen Fox (KPF), o edifício está amplamente desocupado desde que a empresa deixou as instalações em 2022, com taxas de vacância em torno de 75%. A proposta do escritório Gensler visa a reaproveitar esse espaço de escritórios subutilizado para criar um complexo de uso misto, introduzindo até 1.250 novas moradias, incluindo 313 unidades de habitação acessível.
O Pavilhão da Sérvia na 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza consiste em uma instalação imersiva feita de lã. A exposição, intitulada Unraveling: New Spaces, tem curadoria de Slobodan Jović, profissional de arquitetura, e projeto de uma equipe interdisciplinar composta por Davor Ereš, Jelena Mitrović, Igor Pantić, Sonja Krstić, Ivana Najdanović e Petar Laušević. O espaço interno do pavilhão, localizado nos Giardini da Bienal, é ocupado por uma instalação efêmera que segue os princípios do design circular, resultando em resíduo zero. A instalação consiste em um amplo tecido de lã que se desfaz gradualmente segundo uma coreografia guiada de precisão algorítmica, desmontando-se completamente até o fim da exposição da Bienal.
Pouco se escreveu sobre a obra de Abdelmoneim Mustafa, um dos nomes mais respeitados da arquitetura em sua terra natal, o Sudão, e pioneiro da profissão em meados do século XX. Esra Akcan, que realizou uma pesquisa aprofundada sobre seu trabalho com uma equipe no Sudão durante uma breve janela de oportunidade entre 2019 e 2021, lamenta essa falta de reconhecimento da seguinte forma: "Como alguém tão talentoso quanto Moneim Mustafa… autor de alguns dos edifícios modernistas de meados do século mais instigantes do mundo, pôde ser tão negligenciado, tão ignorado fora do Sudão, a ponto de, até hoje, não haver nenhuma publicação de circulação internacional em seu nome?" Os escritos de Akcan, somados ao blog pessoal de Hashim Khalifa, que se formou sob a tutela de Mustafa, lançam luz sobre seu vasto legado.
O Pavilhão da China na 19ª Mostra Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia apresenta a exposição CO-EXIST, com curadoria de Ma Yansong, fundador/a do MAD Architects, e organizada pelo Ministério da Cultura e Turismo da República Popular da China no Arsenale. Por meio de dez obras de doze grupos interdisciplinares, o pavilhão examina como o pensamento filosófico tradicional chinês pode fundamentar respostas arquitetônicas na era da tecnologia avançada e da inteligência artificial.
Haut Pays Bigouden / Pierre Brulé. Imagem cortesia de Cupa Pizarras
Inspirada nas casas solares experimentais desenvolvidas após a crise do petróleo dos anos 1970, a certificação Passive House surgiu no final da década de 1980 como uma resposta às crescentes preocupações com a eficiência energética e o impacto ambiental da indústria da construção. Seu objetivo é ao mesmo tempo simples e radical: reduzir as demandas de aquecimento e resfriamento ao mínimo absoluto por meio de estratégias passivas, ventilação mecânica controlada e uma envoltória predial extremamente eficiente — eliminando a necessidade de sistemas complexos ou caros.
A escolha dos materiais de revestimento externo desempenha um papel estratégico para alcançar esse desempenho. Superfícies mal projetadas, pontes térmicas ou falhas de vedação podem comprometer toda a lógica térmica do edifício, especialmente em climas rigorosos. Nesse cenário, os sistemas de fachada ventilada se destacam: ao criarem uma camada de ar ventilada entre o revestimento e a parede estrutural, eles promovem um fluxo de ar contínuo, controlam a umidade e aumentam a estabilidade térmica. Materiais que combinam desempenho, durabilidade e apelo visual são raros — e a ardósia natural da espanhola Cupa Pizarras é uma solução de destaque.
No momento de criar espaços de exposição, o design da experiência, a proposta de percurso ou a transmissão de certas percepções e sentidos contribuem para a criação de diferentes vínculos e conexões entre os objetos exibidos e seus visitantes. Compreendendo o caráter de um showroom como aquele espaço pensado para mostrar produtos e serviços de forma criativa e experiencial, que estratégias de design poderiam melhorar as experiências internas de seus usuários? Como o design de interiores dialoga com a arquitetura de exposição?
"Os limites da nossa linguagem de projeto são os limites do nosso pensamento de projeto". A declaração de Patrik Schumacher sugere sutilmente uma mudança em curso no ambiente construído, que vai além da mera integração tecnológica para incorporar a inteligência nos espaços e cidades que habitamos. O futuro aponta para a possibilidade de os edifícios desempenharem funções que vão além de abrigar a atividade humana, passando a participar ativamente na configuração da vida urbana.
O escritório de arquitetura Studio Gang, liderado por Jeanne Gang, revelou seu projeto para a Colorado 150 Pedestrian Walkway, uma nova infraestrutura cívica encomendada pelo Governador Polis e pela America 150-250 Commission. Com uma área de 11.000 pés quadrados (cerca de 1.020 metros quadrados), a passarela foi concebida tanto como um elemento de conexão urbana quanto como uma paisagem comemorativa, marcando o 150º aniversário da emancipação do estado do Colorado. Localizada estrategicamente no centro de Denver, a intervenção conecta importantes espaços públicos e monumentos, melhorando a acessibilidade de pedestres ao mesmo tempo que promove uma experiência multifacetada de arte, cultura e história. Com conclusão prevista para julho de 2026, o projeto contará com diversos recursos, como mirantes, monumentos, novas obras de arte pública criadas por artistas locais do Colorado, áreas de lazer e elementos interpretativos, com o objetivo de convidar o público a explorar, se reunir e refletir ao longo do percurso.
Render da vista da Scaenae. Imagem cortesia de David Chipperfield Architects
O anteprojeto para a restauração arquitetônica e a requalificação funcional do Teatro Romano foi apresentado na terça-feira, 8 de abril de 2025, no Auditório do Museu de Santa Giulia, em Brescia. O projeto foi desenvolvido pela filial de Milão do escritório David Chipperfield Architects, sob encomenda da Fondazione Brescia Musei, em colaboração com o Município de Brescia e a Câmara de Comércio, Indústria, Artesanato e Agricultura de Brescia. Chipperfield teve a tarefa de identificar os elementos arquitetônicos essenciais para orientar as futuras fases do projeto, levando à elaboração do Projeto de Viabilidade Técnico-Econômica (PFTE) e do projeto executivo, incluindo a obtenção das autorizações necessárias. Esta iniciativa conta com o apoio financeiro da Câmara de Comércio Italiana, no âmbito de um decreto ministerial de 2019 que prioriza o patrimônio cultural, sobretudo quando este potencializa o turismo.
O ArchDaily está em busca de um/a redator/a (copywriter) freelancer com experiência em arquitetura e um forte instinto de marketing para nos ajudar a contar nossa história—de forma clara, confiante e criativa. Esta função oferece uma excelente oportunidade para quem deseja contribuir de forma estratégica para a voz e as mensagens da nossa marca, moldando a maneira como nos conectamos com arquitetos/as e com o público em geral. Não se trata de uma vaga editorial em tempo integral com alta demanda de volume, mas sim de uma colaboração sob demanda, ideal para quem possui habilidades sólidas de escrita, compreende o universo da arquitetura e, ao mesmo tempo, pensa como estrategista de marca, storyteller e profissional de marketing.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142238/chamada-para-redator-a-de-arquitetura-freelancerArchDaily Team
Um lugar de renascimento, a cidade de Muharraq, no Bahrein, passou por uma visionária transformação cultural e urbana, emergindo como um modelo pioneiro de regeneração impulsionada pela cultura no mundo árabe, particularmente na região do Golfo. Outrora a capital da indústria de pérolas do país, Muharraq preservou, reinterpretou e reintegrou seu legado histórico em sua malha urbana em constante evolução.
Diante do desafio de redefinir seu futuro — marcado por um traçado urbano intacto, mas com estruturas arquitetônicas em deterioração — Muharraq vislumbrou uma narrativa urbana linear, tecendo a memória da indústria por meio de uma sequência de edifícios-chave. A cidade propôs-se a conectar as propriedades individuais ligadas ao seu passado perlífero, tais como as casas de mergulhadores/as, capitães de barcos e comerciantes de pérolas.