Museu Nacional do Uzbequistão, Render por Tadao Ando Architect & Associates. Imagem cortesia de The Uzbekistan Art and Culture Development Foundation
A Fundação de Desenvolvimento de Arte e Cultura do Uzbequistão (ACDF) anunciou o início das obras do Museu Nacional do Uzbequistão, projetado pelo arquiteto japonês Tadao Ando. Como o primeiro grande projeto de Ando na Ásia Central, o museu foi concebido como um marco arquitetônico e cultural em Tashkent. Com abertura prevista para março de 2028, o edifício reflete a linguagem arquitetônica minimalista de Ando, integrando referências ao patrimônio do Uzbequistão com seu uso característico da geometria, da luz natural e da clareza espacial.
A City of London Corporation aprovou formalmente o plano de execução para a renovação do Barbican Centre, confirmando um investimento de £191 milhões para apoiar a primeira fase de cinco anos de um programa de transformação de longo prazo. Aprovada em dezembro de 2025, a decisão garante financiamento para grandes reparos, atualizações de infraestrutura e melhorias nos espaços públicos de todo o complexo, tombado como patrimônio de Grau II (Grade II-listed). Sujeitas à aprovação das licenças de planejamento, as grandes obras de construção estão programadas para começar em 2027, com a conclusão desta fase prevista para 2030, antes do 50º aniversário do Barbican. Para facilitar os trabalhos, a maior parte da programação interna do Centro será interrompida por cerca de um ano entre junho de 2028 e junho de 2029, enquanto as atualizações preparatórias, incluindo obras essenciais no Barbican Theatre, devem começar no início de 2026.
Centro de Miami. Foto por Rolando Yera no Unsplash
Estendendo-se ao longo da costa atlântica no extremo sul da Flórida, Miami é frequentemente apresentada por meio de imagens de cartão-postal com praias, palmeiras e torres de vidro voltadas para o mar. No entanto, por trás dessa imagem familiar esconde-se uma cidade moldada pela migração, pelo turismo e por ciclos imobiliários, onde a arquitetura tem sido repetidamente utilizada para projetar novas identidades e reinventar a paisagem urbana. Dos primeiros hotéis resort e das fachadas Art Deco de South Beach a arranha-céus experimentais e instituições culturais na baía, o ambiente construído oferece uma chave de leitura sobre como Miami negocia clima, economia e cotidiano.
Ao longo do último século, a cidade cresceu por meio de sucessivas camadas de desenvolvimento que permanecem visíveis em suas ruas e horizontes. A geometria aerodinâmica e os tons pastel do histórico Art Deco District coexistem com as formas exuberantes dos motéis do Miami Modern (MiMo) e da infraestrutura do pós-guerra ao longo do Biscayne Boulevard. O centro (Downtown) e Brickell transformaram-se de distritos comerciais de baixa densidade em adensados aglomerados de torres residenciais e corporativas, muitas delas projetadas por escritórios internacionais em parceria com escritórios locais. Paralelamente, bairros como Little Havana, Allapattah e Wynwood revelam como comunidades diaspóricas, o patrimônio industrial e as indústrias criativas ocupam e adaptam o tecido existente, muitas vezes em contraste com a orla focada em imagem.
Path of Knowledge - Southern Branch of the National Central Library Nome do expositor: Bio-architecture Formosana, CRA Carlo Ratti Associati. Imagem cortesia de National Taiwan Museum of Fine Art.
Organizada pela Fundação de Istambul para a Cultura e as Artes (İKSV), a 18ª Bienal de Istambul será realizada em três etapas entre 2025 e 2027, mantendo-se como a maior exposição internacional da Turquia dedicada à arte contemporânea. Com curadoria de Christine Tohmé sob o título The Three-Legged Cat, a primeira etapa acontecerá de 20 de setembro a 23 de novembro de 2025. Dando continuidade à abordagem da Bienal de dialogar diretamente com Istambul por meio de um modelo disperso, em vez de uma sede fixa, esta edição utilizará oito locais situados a uma curta distância a pé ao longo do eixo Beyoğlu–Karaköy. Durante esse período, obras de 47 artistas de mais de 30 países serão apresentadas ao público, acompanhadas por uma programação de performances, exibições e eventos ao vivo durante a semana de abertura.
A exposição baseia-se na constatação de que a França deverá enfrentar uma elevação de temperatura de +4°C até o ano 2100. Projeta-se que seu atual clima temperado mude para um clima subtropical. Diante disso, a mostra busca em latitudes mais quentes modelos arquitetônicos que possam orientar como construir hoje na França — e em outras regiões atualmente consideradas temperadas — uma arquitetura capaz de resistir a esse aumento de calor.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142081/sana-frini-e-philippe-rahm-anunciam-os-participantes-da-bienal-de-arquitetura-e-paisagem-de-versalhes-2025ArchDaily Team
Localizada no sul da Espanha, Sevilha se revela como uma cidade de múltiplas camadas, moldada por séculos de cruzamentos culturais. Como antiga capital de Al-Andalus e porto central durante a expansão do Império Espanhol, seu ambiente construído reflete uma profunda complexidade histórica. Das fundações romanas às geometrias islâmicas, dos palácios renascentistas às intervenções contemporâneas, Sevilha apresenta uma narrativa espacial única, na qual a arquitetura reflete diretamente suas transformações políticas, religiosas e sociais.
O patrimônio arquitetônico da cidade é indissociável de seu clima e de sua geografia. Ruas estreitas e sombreadas, pátios internos e o uso da água como elemento espacial revelam um profundo conhecimento de adaptação ambiental que, ainda hoje, orienta a articulação dos espaços públicos e privados. Enquanto marcos monumentais como o Alcázar, a Giralda ou a Catedral preservam e reinterpretam legados históricos, projetos modernos começaram a introduzir novos materiais, programas e tipologias espaciais, desafiando formas convencionais e propondo maneiras alternativas de habitar a cidade.
Frankfurt é frequentemente reconhecida por seu skyline marcante, uma característica rara nas cidades europeias. Grandiosos arranha-céus de vidro consolidam seu papel como um polo financeiro global; no entanto, por trás dessa imagem vertical, revela-se uma cidade construída sobre camadas de séculos de história, destruição e reconstrução. De casas medievais em enxaimel ao modernismo do pós-guerra e edifícios altos contemporâneos, Frankfurt tem se reinventado constantemente através da arquitetura, gerando um ambiente construído onde diferentes períodos coexistem em diálogo.
A transformação da cidade acelerou após a Segunda Guerra Mundial, quando grande parte de seu núcleo histórico foi destruída e as equipes de planejamento urbano buscaram equilibrar o rápido crescimento econômico com a necessidade de reconstrução cultural. Marcos urbanos como a praça Römerberg foram meticulosamente reconstruídos, enquanto intervenções modernistas e projetos de infraestrutura introduziram novas escalas e linguagens. Mais recentemente, projetos de escritórios de renome internacional reformularam a orla do rio e os distritos de negócios, somando ícones arquitetônicos que expressam a relevância global de Frankfurt.
Nas últimas décadas, Santiago evoluiu para um polo de exploração arquitetônica contemporânea, mesclando seu charme histórico a intervenções modernas. Projetos como a Cidade da Cultura, do escritório Eisenman Architects, refletem um diálogo ambicioso entre o design de vanguarda e a paisagem natural da Galícia. Somam-se a isso obras de Álvaro Siza Vieira, Arata Isozaki, Francisco Mangado e outros grandes nomes da arquitetura, que incorporam materiais e formas locais em projetos inovadores. Juntas, essas obras posicionam Santiago de Compostela como um destino arquitetônico dinâmico na narrativa cultural mais ampla da Espanha.
Ao todo, o festival de três dias contará com mais de 460 apresentações ao vivo dos finalistas de 2025, avaliadas por mais de 160 jurados e juradas internacionais. Hoje, projetos selecionados de todo o mundo competiram em 21 categorias nas áreas de Edifícios Concluídos, Projetos Futuros e Interiores. Entre os premiados estão OMA, Sordo Madaleno, Studio Arthur Casas e NIKKEN SEKKEI.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142056/world-architecture-festival-2025-anunciados-os-vencedores-do-segundo-diaEnrique Tovar
As notícias de arquitetura desta semana refletem um amplo engajamento sobre como instituições, profissionais e plataformas culturais estão se posicionando em relação ao legado histórico e às transformações de longo prazo. Em museus, galerias e grandes eventos culturais, a arquitetura vem sendo apresentada como uma infraestrutura pública em constante evolução, que precisa responder a acervos em expansão, novos modelos curatoriais e demandas crescentes por acessibilidade, sustentabilidade e presença cívica. Paralelamente a esses desenvolvimentos institucionais, reconhecimentos e nomeações profissionais destacam práticas fundamentadas na especificidade do local, na conservação e em pesquisas críticas, evidenciando o papel da arquitetura na mediação entre contextos históricos e demandas contemporâneas.
Jenny E. Sabin é uma arquiteta, designer e educadora estadunidense conhecida por seu trabalho na interseção entre arquitetura, computação e biomateriais. Ela integra fabricação digital, materiais responsivos e design bioinspirado em sua prática de arquitetura e dirige um estúdio experimental, o Jenny Sabin Studio, com sede em Ithaca, Nova York. Nesta entrevista para o Louisiana Channel, ela compartilha sua trajetória pessoal de artista a cientista, explica como sistemas biológicos e de materiais podem ser aplicados em escala arquitetônica e discute sua atuação no ensino e na pesquisa na Cornell University. A arquiteta detalha seu interesse em aproximar as pessoas por meio de novas estratégias para uma arquitetura responsiva e adaptável. Em sua visão, as conexões entre o digital, o físico e o biológico definem uma mudança de paradigma na evolução da arquitetura, convergindo com outros campos da experiência física para criar um futuro mais interconectado.
Bilbao, a maior cidade do País Basco, na Espanha, passou por uma transformação notável nas últimas décadas. Antes um polo industrial, a cidade se redefiniu como um centro de cultura, inovação e regeneração urbana. Essa evolução foi impulsionada, em parte, pela arquitetura, que desempenha um papel central na construção da identidade de Bilbao. De marcos contemporâneos a espaços cuidadosamente reaproveitados, o ambiente construído da cidade reflete um equilíbrio meticuloso entre honrar seu patrimônio industrial e abraçar a modernidade.
O ponto de virada na narrativa arquitetônica de Bilbao ocorreu com a inauguração do Museu Guggenheim Bilbao em 1997. Projetada por Gehry Partners, essa estrutura icônica catalisou a renovação da cidade, desencadeando uma onda de investimentos urbanos e culturais. Essa transformação ficou conhecida como o "efeito Bilbao", um fenômeno no qual um único e expressivo projeto arquitetônico impulsiona uma regeneração urbana e um crescimento econômico mais amplos. Hoje, Bilbao apresenta uma paisagem arquitetônica dinâmica, onde obras de nomes internacionais como Santiago Calatrava, Norman Foster e Arata Isozaki coexistem com projetos de escritórios locais, tais como ACXT e Coll-Barreu Arquitectos. Juntas, essas intervenções ilustram como a arquitetura pode ser uma poderosa ferramenta de revitalização social, econômica e cultural.
Osaka, a terceira maior cidade do Japão, é uma mistura vibrante de tradição e modernidade, o que a torna um destino fascinante para entusiastas da arquitetura. Conhecida historicamente como a "cozinha do país" devido ao seu papel como polo mercantil, Osaka também se destaca pela sua diversidade cultural e arquitetônica. Seus marcos urbanos variam do histórico Castelo de Osaka a impressionantes empreendimentos contemporâneos, cada um refletindo a evolução da identidade urbana japonesa.
Como cidade-sede da tão aguardada Expo 2025, Osaka está pronta para exibir sua força arquitetônica no cenário global. A silhueta da cidade apresenta obras inovadoras de arquitetos/as e urbanistas de renome, incluindo centros culturais de vanguarda, hubs de transporte e projetos de revitalização de frentes de água. Com contribuições de célebres arquitetos/as e escritórios japoneses, como Tadao Ando, Kengo Kuma & Associates e Takenaka Corporation, ao lado de figuras internacionais como Dominique Perrault, Renzo Piano Building Workshop e Pelli Clarke & Partners, Osaka combina perfeitamente modernidade e tradição, criando uma identidade arquitetônica única que reflete seu passado ao mesmo tempo em que aponta com ousadia para o futuro.
De 12 a 19 de outubro de 2025, a cidade de Cuenca tornou-se o ponto de encontro de mais de 150 estudantes de arquitetura vindos de 13 países latino-americanos. O XXXVII Encontro Latino-Americano de Estudantes de Arquitetura (ELEA) — realizado no âmbito do 40º aniversário da Coordenação Latino-Americana de Estudantes de Arquitetura (CLEA) — propôs repensar o papel do/a arquiteto/a frente aos desafios contemporâneos do território.
Coordenado pelo arquiteto Fernando Abarca, com o apoio da CLEA, da Organização Nacional de Estudantes de Arquitetura do Equador (ONEA), da Universidad del Azuay (UDA), da Universidad de Cuenca (UCUENCA) e do Parlamento Andino, o encontro adotou como eixo conceitual "Pegadas Resilientes": um convite a ler a cidade não apenas como suporte físico, mas como memória, conflito e oportunidade.
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Søren Pihlmann é o curador do Pavilhão Dinamarquês na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025. A exposição, encomendada pelo Danish Architecture Center, é intitulada Build of Site e foca na exploração de práticas arquitetônicas sustentáveis sob a ótica do reuso e do aproveitamento de recursos. A proposta de Pihlmann transforma o Pavilhão Dinamarquês existente, localizado em um complexo de edifícios históricos nos Giardini da Bienal, em um espaço de exposição ativo para experimentação de materiais. A instalação destaca técnicas que incorporam elementos reciclados e de base biológica. O pavilhão oferece a visitantes a oportunidade de observar processos experimentais em andamento, testemunhando como os recursos construtivos são criativamente reimaginados para novos usos. Nesta entrevista realizada no local, a equipe de redação do ArchDaily conversou com o curador sobre as ideias por trás do projeto e os desafios que sua execução representa.
Foram anunciados os vencedores do concurso Young Designers Open Call da reSITE. A chamada convidou designers emergentes a conceberem uma instalação de verão lúdica e funcional para o Manifesto Market, um espaço ao ar livre muito popular em Praga, conhecido por sua mescla de gastronomia, cultura e comunidade. Entre as 275 equipes inscritas de todo o mundo, 57 enviaram propostas alinhadas às diretrizes do concurso. Em 11 de abril de 2025, dez projetos finalistas foram apresentados a um júri internacional durante um evento híbrido em Praga, com a participação presencial e remota de concorrentes de países como Etiópia, Equador, Estados Unidos, México, Turquia, França, Belarus, Geórgia e Nova Zelândia.
A Holcim Foundation for Sustainable Construction anunciou os vencedores do Grande Prêmio do 2025 Holcim Awards, selecionando um projeto de cada região global para representar as abordagens mais impactantes de design sustentável neste ciclo. Esta edição marca a introdução do formato de Grande Prêmio, substituindo as distinções anteriores por níveis para reconhecer melhor os diversos contextos regionais e evitar classificações hierárquicas. Avaliados por júris presididos por Sou Fujimoto (Ásia-Pacífico), Kjetil Trædal Thorsen (Europa), Sandra Barclay (América Latina), Lina Ghotmeh (Oriente Médio e África) e Jeanne Gang (América do Norte), os projetos vencedores refletem os princípios de design holístico, transformador e transferível da Fundação.
O Kistefos Museum anunciou o escritório suíço de arquitetura Christ & Gantenbein como o vencedor do seu concurso internacional de projeto para um novo edifício de museu no terreno do Kistefos em Jevnaker, cerca de uma hora ao norte de Oslo. Concebido como uma nova e importante adição a um dos principais parques de esculturas e destinos culturais da Europa, o projeto tem abertura prevista para 2031 e abrigará a coleção de arte do fundador e colecionador do Kistefos, Christen Sveaas, por meio da Fundação de Arte Christen Sveaas. Após o anúncio, o Christ & Gantenbein trabalhará em conjunto com o Kistefos Museum para desenvolver o projeto conceitual rumo à sua execução.
Miguel Ramón López e Ander Bados Sesma, curadores da XVII Bienal Espanhola de Arquitetura e Urbanismo. Imagem Cortesia de XVII Bienal Española de Arquitectura y Urbanismo
A décima sétima edição da Bienal Espanhola de Arquitetura e Urbanismo (BEAU) acontecerá em dezembro de 2025. O evento consiste em uma exposição realizada em uma antiga usina termoelétrica reconvertida em centro cultural em Ponferrada, no nordeste da Espanha. Esta edição terá a curadoria de Ander Bados Sesma, do Atelier Ander Bados, e de Miguel Ramón López, arquiteto natural de Ponferrada que atua no Estudio Lamela, sob a proposta curatorial intitulada flujos comun.es ("fluxos comuns"). A proposta responde ao tema da chamada aberta: A Arquitetura como Política de Mudança, um convite para refletir sobre o papel da disciplina em processos de transformação social, econômica e ambiental. Nesse contexto, flujos comun.es apresenta uma perspectiva crítica sobre os desafios associados à hiperconectividade. O prazo para o envio de propostas e projetos já está aberto e se estenderá até o final de julho, a depender da categoria.