A Terra se Lembra: Pavilhão do Líbano. Imagem Cortesia de CAL
Na 19ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza de 2025, o Pavilhão Libanês, com curadoria do Collective for Architecture Lebanon (CAL), apresenta "The Land Remembers" [A terra se lembra], uma investigação sobre o ecocídio e a regeneração ambiental. Selecionado pelo Ministério da Cultura do Líbano e pela Federação Libanesa de Engenheiros, o CAL é uma organização sem fins lucrativos fundada em 2019 por Shereen Doummar, Edouard Souhaid, Elias Tamer e Lynn Chamoun. Sua proposta curatorial busca transformar o pavilhão em uma instituição fictícia, o Ministério da Inteligência da Terra (Ministry of Land Intelligens), dedicada a enfrentar a devastação ambiental e propor estratégias de restauração ecológica.
O Pavilhão do Canadá na 19ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia apresentou Picoplanktonics. Uma pesquisa que surgiu como um repensar radical de como a arquitetura pode se tornar uma plataforma que une biologia, computação e fabricação para propor um futuro alternativo — no qual os edifícios não apenas minimizam danos, mas participam ativamente da reparação do planeta. Em seu cerne está um organismo simples: a cianobactéria marinha, capaz tanto de capturar carbono quanto de contribuir para o crescimento material da estrutura que habita. O projeto foi desenvolvido ao longo de cinco anos por uma equipe de pesquisa na ETH Zurich, liderada por Andrea Shin Ling e um grupo multidisciplinar de colaboradores e colaboradoras. Juntos, formaram o Living Room Collective, fundado há um ano para dar continuidade a esse trabalho e apresentá-lo na Bienal de Veneza. A equipe principal inclui Nicholas Hoban, Vincent Hui e Clayton Lee. Esta entrevista com a equipe por trás do projeto compartilha a filosofia, os desafios técnicos e os horizontes especulativos que impulsionaram seu trabalho — desde a impressão de treliças de areia viva até a manutenção da vida microbiana em uma exposição pública. O objetivo do grupo é inspirar as pessoas a reconsiderarem a arquitetura não como um objeto estático, mas como um processo vivo e em evolução; um processo que exige cuidado, paciência e uma mudança radical de mentalidade.
Centro Aquático Les Bains des Docks. Imagem cortesia de VELUX Commercial
Condensação, manutenção e umidade são três desafios corriqueiros que continuam a testar os edifícios que projetamos e construímos. Sejam decorrentes de condições climáticas, de uma ventilação limitada ou de especificidades no detalhamento construtivo, esses fatores afetam não apenas a durabilidade dos materiais, mas também o conforto cotidiano e o desempenho dos espaços ocupados. Tratando-se de um centro aquático ou de uma piscina coberta, as exigências são ainda maiores. A presença constante de vapor, o acúmulo de umidade e o risco de mofo podem comprometer tanto a eficiência energética quanto a experiência dos/as usuários/as. Em ambientes como esses, a ventilação e o acesso à luz natural, para além de seu valor estético, tornam-se ferramentas essenciais para manter o equilíbrio, aumentar o conforto interno e, em última análise, otimizar a forma como o espaço é percebido e usufruído.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142620/deixando-o-ceu-entrar-4-estudos-de-caso-sobre-solucoes-de-iluminacao-natural-na-arquitetura-aquaticaEnrique Tovar
Desi Training Center / Studio Anna Heringer. Image Courtesy of Studio Anna Heringer
“The times they are a-changin’” (os tempos estão mudando), cantava um jovem Bob Dylan em 1964, capturando um país tomado por protestos por direitos civis e pelas tensões da Guerra Fria. Quase uma década depois, David Bowie voltou o olhar para dentro de si com “Ch-ch-ch-ch-changes” (mudanças, mudanças, mudanças), uma abordagem pessoal sobre identidade e reinvenção, em meio ao colapso das promessas da contracultura e à aceleração da globalização. Já nos anos 1990, Tupac Shakur trouxe a conversa de volta para as ruas, escancarando as realidades da injustiça racial e da violência sistêmica com um lembrete direto: “That’s just the way it is, things are never gonna change” (é assim que as coisas são, elas nunca vão mudar).
Três vozes, três décadas, três maneiras de confrontar a mudança. Se a arte — aqui, por meio da música — tem historicamente funcionado tanto como espelho quanto como grito em tempos de turbulência, é legítimo perguntar: como a indústria da construção tem respondido a um mundo em constante transformação, um mundo que clama, com urgência, por novas direções? A arquitetura tem, de fato, se engajado com as necessidades da sociedade ou apenas reforçado a lógica dos sistemas econômicos vigentes? Hoje, enfrentamos uma confluência entre crise planetária e fragmentação social: o planeta aquece, as desigualdades persistem e se aprofundam, os dados se multiplicam, as identidades se fraturam. Nesse contexto, a arquitetura já não pode se dar ao luxo de se limitar à experimentação formal ou aos imperativos do mercado. É chamada a repensar — com clareza, responsabilidade e imaginação — o que construímos, com o quê construímos, como construímos e, sobretudo, para quem.
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A mais recente família de cabines da Mute apresenta 30 modelos em 11 tamanhos, projetados para acomodar de 1 a 8 pessoas.
A Mute, pioneira em arquitetura corporativa adaptável, apresenta as Modular Pods—a maior e primeira coleção de cabines acústicas de escritório verdadeiramente adaptáveis do mercado. Ao oferecer uma variedade inigualável de tamanhos, opções ilimitadas de personalização e soluções pioneiras de acessibilidade, as Modular Pods da Mute estabelecem novos parâmetros para toda a categoria de produtos.
Calçada do campus. Render. Imagem cortesia de stantec
Stantec, empresa de consultoria em arquitetura, engenharia e meio ambiente, foi selecionada como vencedora de um concurso internacional organizado pela State Tax University (STU) para redesenhar o edifício de seu campus principal. A estrutura foi parcialmente destruída em 2022, durante as fases iniciais da guerra. A chamada internacional de projetos foi lançada em novembro de 2024, gratuita e "aberta a todos os escritórios de design, empresas de arquitetura e arquitetos/as autônomos/as de todas as partes do mundo". O objetivo do concurso era desenvolver um edifício educacional do século XXI, descrito como um "espaço progressivo e confortável para o aprendizado, a pesquisa e o lazer dos/as estudantes, baseado em padrões educacionais inovadores", conforme consta no anúncio da competição.
Boise, Estados Unidos. Imagem via usuário do Wikipedia: Fæ. Licença sob CC0 1.0. Autor da imagem: Alden Skeie
Das emissões de gases de efeito estufa e da poluição do ar ao desmatamento, um dos principais fatores para o aquecimento global atualmente são as emissões vindas do setor de transportes. Ao explorar suas origens e evolução, bem como os principais desafios enfrentados, o desenvolvimento da mobilidade elétrica em ambientes urbanos representa uma transição global que exige uma combinação coordenada de políticas e ações para alcançar sistemas de transporte mais limpos e sustentáveis. Projetar uma infraestrutura segura e confortável para caminhar e pedalar, promover o transporte público e a mobilidade compartilhada, além de desenhar ruas mais eficientes que incorporem veículos elétricos, entre outras ações, fazem parte de um esforço global crescente para reduzir as emissões de carbono.
Fundado em 1870, o Metropolitan Museum of Art — carinhosamente conhecido como The Met — é um dos museus mais importantes e visitados do mundo, abrigando mais de dois milhões de obras que abrangem cinco milênios da história humana. Localizado no coração de Nova York, junto ao Central Park, o museu é celebrado por suas coleções vastas e diversas, que vão da arte do Antigo Egito a mestres europeus e obras contemporâneas. Pinturas, esculturas, documentos, artefatos históricos e peças multimídia compõem um acervo que exige soluções de exposição meticulosamente planejadas para garantir tanto a preservação quanto a comunicação eficaz de seu valor histórico e artístico.
Em 2021, o The Met lançou um de seus projetos mais ambiciosos: a renovação da Ala Michael C. Rockefeller, dedicada às Artes da África, das Américas Antigas e da Oceania. Com um investimento de 70 milhões de dólares, a iniciativa engloba uma reorganização curatorial, orientada por uma abordagem mais regional e histórica, além de intervenções arquitetônicas. A modernização das galerias inclui melhorias na iluminação natural, aprimoramentos de acessibilidade e a incorporação de sistemas museográficos contemporâneos, projetados para otimizar a conservação e a experiência interpretativa do público visitante.
Nos Estados Unidos, quase 1 em cada 10 crianças é afetada pela asma, uma condição com taxas significativamente mais altas nas áreas urbanas do país. No entanto, em uma comunidade nos arredores de Atlanta com uma população de mais de 300 crianças, não foi registrado um único caso da doença. Isso é intencional. A maioria das cidades e bairros do país não é projetada levando em consideração a biologia humana — uma negligência que contribui para a prevalência crescente de doenças cardiovasculares e problemas de saúde mental. Estaríamos tratando condições crônicas como questões puramente médicas quando, na verdade, elas podem ser sintomas de um planejamento urbano deficiente?
Na 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza, o Pavilhão da China apresenta Coexist, uma exposição com curadoria de Ma Yansong, fundador do escritório MAD Architects. O pavilhão reúne dez equipes interdisciplinares — formadas por arquitetos/as, acadêmicos/as, estudantes, cientistas e até mesmo participantes de redes sociais — para investigar de forma coletiva o potencial da arquitetura de conciliar contradições entre tradição e futuro, artificial e natureza, tecnologia e emoção. Em vez de impor uma visão única, Coexist busca abrir espaço para respostas às diversas realidades que moldam a arquitetura contemporânea. Durante a cobertura presencial em Veneza, a equipe editorial do ArchDaily teve a oportunidade de conversar com o curador sobre as ideias que moldaram o Pavilhão da China.
Fundada em 2022 pelo consultor de arte Filipe Assis, a ABERTO é uma plataforma de exposições que celebra a convergência de arte, design e arquitetura no Brasil e no exterior. Ao realizar mostras em espaços modernistas públicos e privados, suas edições anteriores destacaram as conexões globais estabelecidas por brasileiros/as a partir do século XX. Após três exposições em São Paulo, a "ABERTO 4 – Brazil After Le Corbusier" marca sua primeira edição internacional, realizada na Maison La Roche de Le Corbusier, em Paris, de 14 de maio a 8 de junho de 2025. A exposição apresenta cerca de 35 peças de design e arte de artistas brasileiros/as, destacando a conexão seminal de Le Corbusier com a arquitetura modernista brasileira e explorando sua influência sobre mentes criativas da cena contemporânea nacional. Edições anteriores da ABERTO contaram com a participação de mais de 100 artistas do Brasil e do exterior, em residências projetadas por Oscar Niemeyer (2022), Vilanova Artigas (2023), e Ruy Ohtake e Chu Ming Silveira (2024).
Construir uma cúpula monumental sem o uso de correntes de ferro externas ou de cimbres tradicionais foi o enorme desafio enfrentado por Filippo Brunelleschi na Catedral de Santa Maria del Fiore, em Florença. Para demonstrar a viabilidade de sua proposta e orientar a obra, ele recorreu a uma maquete de madeira em grande escala que desempenhou um papel fundamental no estudo das proporções, no encaixe das nervuras e na disposição inovadora dos tijolos em escama de peixe (sistema a spina di pesce). Como ferramenta técnica essencial, esse modelo — que ainda está em exibição no Museo dell'Opera del Duomo em Florença — orientou os mestres de obras ao longo de toda a construção, consolidando-se como um exemplo seminal do valor das maquetes no planejamento arquitetônico, na comunicação construtiva e na experimentação.
Ao examinar fotos de casas japonesas, frequentemente se nota um espaço recorrente com esteiras de tatame, muitas vezes ligeiramente elevado e integrado às áreas sociais da casa. Trata-se do washitsu, ou quarto de estilo japonês: um espaço tradicional e multifuncional ainda comumente encontrado na arquitetura residencial moderna. Utilizado para atividades que variam da leitura e do sono à acomodação de um altar familiar, sua versatilidade é fundamental para sua relevância contínua. Este artigo explora o layout e o significado do *washitsu*, partindo de suas origens históricas para compreender melhor seu papel e sua interpretação nas residências japonesas contemporâneas.
Rota do Pérola - Muharraq. Imagem via Shutterstock - Kirk Fisher
O Reino do Bahrein tem ganhado grande destaque recentemente por suas contribuições arquitetônicas globais na Expo 2025 em Osaka, com o pavilhão Anatomy of a Dhow, de Lina Ghotmeh; e na Bienal de Veneza, onde a exposição Heatwave recebeu o Leão de Ouro de Melhor Participação Nacional. Contudo, nos últimos anos, cidades do Bahrein como Muharraq têm servido de palco para que arquitetos e arquitetas regionais e internacionais explorem a arquitetura típica do Golfo Pérsico e deixem suas próprias marcas nos sítios locais. É por meio de projetos de Leopold Banchini, Anne Holtrop ou Valerio Olgiati que o passado ganha nova vida, em consonância com os esforços das autoridades locais e de figuras do meio cultural.
O Lincoln Center for the Performing Arts, Inc. revelou o projeto para o lado da Amsterdam Avenue de seu campus, desenvolvido pelo escritório Hood Design Studio, pela Weiss/Manfredi Architecture/Landscape/Urbanism e pela Moody Nolan. Imagens de divulgação recentes ilustram uma transformação que inclui um novo espaço de apresentações ao ar livre, áreas de parque comunitárias ampliadas e a remoção do muro existente ao longo da Amsterdam Avenue. Em resposta a antigas demandas tanto do Lincoln Center quanto das comunidades locais, a expectativa é que a construção comece na primavera de 2026 e seja concluída até a primavera de 2028.
Søren Pihlmann é o curador do Pavilhão Dinamarquês na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025. A exposição, encomendada pelo Danish Architecture Center, é intitulada Build of Site e foca na exploração de práticas arquitetônicas sustentáveis sob a ótica do reuso e do aproveitamento de recursos. A proposta de Pihlmann transforma o Pavilhão Dinamarquês existente, localizado em um complexo de edifícios históricos nos Giardini da Bienal, em um espaço de exposição ativo para experimentação de materiais. A instalação destaca técnicas que incorporam elementos reciclados e de base biológica. O pavilhão oferece a visitantes a oportunidade de observar processos experimentais em andamento, testemunhando como os recursos construtivos são criativamente reimaginados para novos usos. Nesta entrevista realizada no local, a equipe de redação do ArchDaily conversou com o curador sobre as ideias por trás do projeto e os desafios que sua execução representa.
Uma série de projetos anunciados recentemente na Europa, Ásia, no Oriente Médio e na América do Norte reflete uma mudança contínua no pensamento arquitetônico em direção a abordagens que integram as edificações com suas paisagens, os programas com a vida pública e o design com objetivos ambientais de longo prazo. Em Nantes, na França, um campus de saúde redefine a formação médica por meio de um planejamento consciente do clima, enquanto em San Antonio, no Texas, um novo arboreto transforma um antigo campo de golfe em uma paisagem pública voltada para a pesquisa. Torres residenciais começam a se erguer ao lado do Parque Lumphini, em Bangkok; uma nova comunidade costeira está em desenvolvimento nos Emirados Árabes Unidos; e a ampliação do Museu Nelson-Atkins, em Kansas City, propõe repensar como as instituições culturais se conectam com seu entorno. Juntos, esses anúncios apontam para um interesse crescente em projetos que inserem a arquitetura em sistemas ecológicos e cívicos mais amplos, propondo novos modelos de integração espacial, acessibilidade e resiliência.
Existe um tipo particular de arquitetura que não começa com uma página em branco. Ela começa no silêncio, em ruínas, em paredes moldadas pelo tempo. Começa pela escuta. Em vez de se impor, ela se aproxima, lentamente, escolhendo tocar em vez de sobrescrever. Trata-se de uma arquitetura que dialoga com o passado sob a ótica do presente, não para apagá-lo ou imitá-lo, mas para lhe oferecer continuidade.
A arquitetura contemporânea reconhece cada vez mais que construir com o passado não significa se deixar limitar por ele. O patrimônio já não é visto como um obstáculo, mas como um campo ativo para o projeto. Nessa mudança de perspectiva, a preexistência torna-se mais do que uma condição física — transforma-se em um fio condutor, uma presença estrutural e simbólica que convida ao cuidado. Em vez de impor dominância, muitos/as arquitetos/as hoje optam por responder com gestos deliberados, silenciosos e precisos. Essas intervenções emolduram em vez de substituir, protegem em vez de obscurecer. Com isso, permitem que a história permaneça visível, não como um mero pano de fundo, mas como uma camada viva da experiência arquitetônica.
As inscrições para o German Design Awards 2026 estão abertas globalmente. Sob o tema Connecting Global Excellence, a premiação faz um convite não apenas para participar, mas para se engajar — com ideias, com lugares e com pessoas. A convocatória deste ano é acompanhada por uma nova série de Design Masterclasses em Zurique e Copenhague, criadas em colaboração com as plataformas DAAily, oferecendo espaços para compartilhar, aprender e conectar. No momento em que a região de Frankfurt RheinMain se prepara para assumir o palco global como Capital Mundial do Design 2026, o German Design Awards 2026 reflete todo o espectro do design contemporâneo — da inovação visionária à continuidade cultural. O prêmio funciona tanto como um espelho de nosso diverso panorama do design quanto como um catalisador para transformações inovadoras em todas as disciplinas.
O V&A East Storehouse abrirá ao público pela primeira vez no sábado, 31 de maio de 2025. Localizado no Queen Elizabeth Olympic Park, o projeto faz parte do East Bank, um novo distrito cultural apoiado pela Prefeitura de Londres. Projetada pelo escritório de arquitetura reconhecido internacionalmente Diller, Scofidio + Renfro, a nova instalação atua tanto como reserva técnica ativa quanto como destino de visitação. Após uma década de planejamento e de uma ampla consulta pública, o V&A East Storehouse é o primeiro dos dois novos destinos culturais do V&A East a ser inaugurado no leste de Londres. O segundo, V&A East Museum, tem abertura prevista para a primavera de 2026 e explorará o papel do fazer e da criatividade como agentes de mudança.
A exposição "Ma Yansong: Architecture and Emotion", que apresenta o trabalho do arquiteto chinês Ma Yansong e de seu escritório de renome global MAD Architects, foi inaugurada no Nieuwe Instituut em Roterdã, o museu nacional dos Países Baixos dedicado à arquitetura, ao design e à cultura digital. Com uma seleção de projetos do portfólio internacional do MAD, a mostra explora como o estúdio desafia os paradigmas arquitetônicos convencionais por meio de formas influenciadas pela natureza e guiadas pela experiência sensorial. A exposição ficará em cartaz até 12 de outubro e, na quinta-feira, 26 de junho, Ma Yansong será o convidado de honra no Nieuwe Instituut para o "An Evening With...", um programa público no qual ele discutirá sua filosofia de projeto com Aric Chen.
O papel principal da arquitetura é criar estruturas que nos protejam do ambiente e gerem espaços seguros e confortáveis para todos os tipos de necessidades e atividades. Ao fornecer abrigo, a arquitetura também molda a maneira como as pessoas interagem com seu entorno. As tecnologias construtivas do passado, contudo, raramente conseguiam criar uma separação completa entre nós e o mundo exterior.
Embora a impermeabilidade fosse um resultado desejado, os materiais de construção porosos então disponíveis sempre permitiam que água, vento ou partículas externas se infiltrassem nos espaços internos. Em contrapartida, as tecnologias modernas hoje possibilitam envoltórias quase completamente impermeáveis, permitindo uma separação total entre o interior e o exterior e passando a depender de sistemas de engenharia para regular a temperatura, o fluxo de ar ou a umidade. Este artigo explora as diferenças entre essas duas abordagens contrastantes, analisando como as fachadas dos edifícios são equipadas para regular o conforto interno e seu impacto ambiental.
O espaço tornou-se um luxo em muitas das cidades mais densamente povoadas do mundo — uma realidade crescente que é difícil de ignorar. Megacidades como Tóquio, Xangai, Mumbai, Cidade do México e São Paulo já contam com populações que superam os 20 milhões de habitantes, ao passo que outros centros urbanos na Ásia e na África continuam a se expandir rapidamente. Entre eles, Deli se destaca: se as tendências atuais persistirem, a projeção é que se torne a cidade mais populosa do mundo até 2028. À medida que essas metrópoles crescem, a habitação — especialmente os novos empreendimentos — passa a seguir uma lógica inédita: conforme o metro quadrado encolhe, o mobiliário se adapta e a vida cotidiana aprende a se acomodar e a prosperar em ambientes de alta densidade. Essa mudança não diz respeito apenas às dimensões físicas; ela reflete um novo modo de vida. Onde antes predominava a amplitude, hoje impera a densidade. Cada canto ganha valor espacial e comercial, com a cozinha emergindo como um dos maiores desafios do projeto residencial contemporâneo.