À medida que a inteligência artificial (IA) se torna cada vez mais integrada à sociedade, torna-se essencial pausar e refletir sobre os fundamentos que a sustentam — e as dimensões até as quais ela se estende. No cerne do aprendizado da IA estão os conjuntos de dados (datasets), cuja estrutura e conteúdo moldam a maneira como esses sistemas interpretam e respondem ao mundo. Essa dependência cria uma profunda interdependência — que não apenas informa as capacidades da IA, mas também define seus potenciais pontos cegos. Diante disso, cabe perguntar: quais formas de compreensão esse processo pode excluir, especialmente aquelas difíceis de serem capturadas em formato digital?
Sem espaços dedicados à concentração individual — um elemento crucial para uma colaboração eficaz —, até mesmo a ideia mais brilhante perde o brilho. O escritório precisa, de fato, equilibrar a conectividade e o espaço pessoal de forma primorosa, permitindo que os/as profissionais transitem entre as tarefas sem atritos. Cabines como as hushFree.XS, hushFree.S.Hybrid e hushFree.S fazem parte dessa abordagem, formando juntas um trio de cabines individuais que atende à maior parte das necessidades de espaços de trabalho individuais no escritório.
As cabines hushFree.XS, hushFree.S.Hybrid e hushFree.S funcionam como um sistema completo, garantindo que os/as profissionais tenham as condições adequadas para um trabalho individual produtivo ao longo do dia, revelando-se ferramentas valiosas para arquitetos/as no desenvolvimento de projetos que atendam plenamente às variadas necessidades dos/as colaboradores/as. Cabines como essas tornam-se refúgios de alto padrão para chamadas focadas, espaços surpreendentemente imersivos para videoconferências e verdadeiras bolhas de concentração profunda.
Kabage Karanja, cofundador e diretor do Cave_bureau, sediado em Nairóbi, no Quênia, e Kathyrn Yusoff, professora de Geografia Inumana na University of London, estão à frente da curadoria do Pavilhão Britânico na 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza. Juntos, compõem a equipe de curadoria anglo-queniana responsável por GBR – Geology of Britannic Repair, uma exposição que repensa o pavilhão tanto como um espaço material quanto simbólico. A proposta do duo reflete sobre o legado arquitetônico da Grã-Bretanha e suas conexões com as histórias de colonialismo, extração geológica e a urgência da crise climática. Como reconhecimento por explorarem a relação entre a Grã-Bretanha e o Quênia, com foco em temas de reparação e renovação, a equipe de curadoria e o comissariado do pavilhão receberam uma Menção Especial de Participação Nacional do júri da Bienal. Durante a cobertura presencial em Veneza, a equipe editorial do ArchDaily conversou com os/as curadores/as sobre os conceitos que moldaram o Pavilhão Britânico.
O pódio existente, localizado em frente ao Edifício do Secretariado em Freetown, homenageia os soldados da Primeira Guerra Mundial e, posteriormente, passou a incluir também os combatentes da Segunda Guerra Mundial. Para isso, contudo, foi removida uma pequena menção aos homens do Corpo de Carregadores — uma ausência que este novo projeto busca reparar. A fundadora do escritório, Tosin Oshinowo, é a primeira mulher e a primeira arquiteta da África Ocidental a projetar um memorial para a CWGC.
A presença da inteligência artificial (IA) na arquitetura não é mais uma promessa futurista, mas uma realidade concreta que transforma radicalmente o modo de projetar. Em questão de segundos, sistemas computacionais são capazes de processar e validar múltiplas variáveis — formais, programáticas, contextuais, normativas — conduzindo arquitetos a soluções altamente otimizadas. Contudo, enquanto celebramos essa revolução algorítmica, emerge uma inquietação crítica: será que a inteligência arquitetônica pode ser limitada a uma operação lógica de dados? Em resposta, ganham força abordagens que revalorizam modos de construir baseados na experiência sensível, na adaptação ao território e na transmissão intergeracional de conhecimento. Nesse diálogo entre inteligências artificiais e ancestrais, emerge uma compreensão mais profunda. A verdadeira inteligência não reside nas ferramentas em si, mas na intencionalidade e na sensibilidade com que as utilizamos para responder às complexidades do contexto.
A 19ª edição da Bienal de Arquitetura de Veneza abriu oficialmente suas portas ao público no último dia 10 de maio, tornando-se um grande palco internacional para conhecer a atualidade da arquitetura mundial e propor discussões em torno dos desafios enfrentados hoje pela disciplina, tanto os compartilhados quanto os específicos de cada território. Sob o lema deste ano, "Intelligens. Natural. Artificial. Collective", a proposta do curador-geral, o arquiteto italiano Carlo Ratti, convida a refletir sobre la interconexão da arquitetura com outras disciplinas, como a arte, a inteligência artificial e a tecnologia, destacando também os territórios, as paisagens e, sobretudo, as pessoas que habitam e moldam coletivamente nosso ambiente construído.
A arquitetura detém um poder que vai além da criação de edifícios — trata-se de uma prática que molda a maneira como as pessoas vivem, interagem e prosperam em suas comunidades. Ela também pode funcionar como uma ferramenta de inovação social. A partir da compreensão de processos centrados no ser humano, do design participativo e das ciências sociais, profissionais da área conseguem abordar desafios societários como a solidão, a desigualdade e a saúde pública, transformando espaços em vetores de equidade social e engajamento. O papel da arquitetura na definição do futuro das comunidades responde diretamente às necessidades humanas e à promoção de transformações sociais ativas.
Uma casa ancestral no vilarejo rural de Willendorf in der Wachau parece vigiar um pomar de árvores frutíferas. As árvores resistem há gerações e, até hoje, fornecem os frutos que servem de base para o negócio da família. Delimitados de um lado pelo rio Danúbio e do outro pela encosta do vale, tanto a casa quanto o pomar testemunharam juntos a passagem de inúmeras estações. A cada transição entre a escuridão e a luz, do inverno ao verão, surge a inevitabilidade da mudança.
O Canada Council for the Arts apresenta Picoplanktonics no Pavilhão do Canadá como parte da 19ª Mostra Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia, que acontece até 23 de novembro de 2025. Desenvolvida pelo Living Room Collective, a instalação aborda os desafios ecológicos globais em andamento por meio de uma abordagem de projeto especulativa e baseada em pesquisa, apresentando estruturas arquitetônicas impressas em 3D que incorporam cianobactérias vivas capazes de realizar o sequestro de carbono. Fruto de uma colaboração de quatro anos liderada por Andrea Shin Ling junto a um grupo interdisciplinar de colaboradores/as, o projeto investiga o potencial de coconstrução do ambiente construído com sistemas vivos.
Novo assentamento e produção em Øm. Render. Imagem cortesia de THIRD NATURE
O escritório de arquitetura dinamarquês Third Nature, em parceria com Sophie Sahlqvist Landskab, Arkaia, ILC e Artelia, divulgou recentemente imagens de Øhjem, sua proposta de visão estratégica para a renaturalização da Grande Copenhague, na Dinamarca, com horizonte até 2050. O plano regenerativo integra o programa Water's Ways, inserido na iniciativa Agenda Earth, um projeto interdisciplinar coordenado pela Associação Dinamarquesa de Arquitetos/as em colaboração com a Fundação Dreyers e a Ordem dos Advogados da Dinamarca. Sob a liderança do/a urbanista Boris Brorman Jensen, o programa propõe soluções de longo prazo para restaurar 15% das terras agrícolas dinamarquesas, além de proteger 600 mil residências contra ameaças relacionadas à água. O masterplan Øhjem, desenvolvido pelo Third Nature, redefine os 25 km de Ramsø Dale como um passo rumo à implementação das metas de gestão do território descritas no Acordo Tripartite Verde Dinamarquês (Grøn Trepart), assinado em junho de 2024.
Em Veneza, cercada por uma abundância avassaladora de beleza arquitetônica — a imponência de marcos como a Basílica de São Marcos, a Praça de São Marcos e a Ponte Rialto, para citar apenas alguns —, é fácil deixar-se envolver pela imagética icônica e pela imponência espacial da cidade. Com isso, corre-se o risco de perder de vista momentos mais discretos, porém igualmente magistrais, encontrados na execução de detalhes em sua malha urbana. Para além da grandiosidade, a cidade oferece uma riqueza em seus becos sinuosos, canais estreitos e vida urbana vibrante — cada um desses elementos contribuindo para a tapeçaria cultural que torna Veneza tão singular. Em meio a esses elementos consagrados, no entanto, residem detalhes arquitetônicos sutis, mas notáveis, que frequentemente passam despercebidos. Eles merecem uma observação e reflexão mais atentas, pois oferecem um tipo próprio de maestria — fundamentado na precisão material, no fazer artesanal e nos ritmos cotidianos da cidade.
A pouquíssimos passos da icônica Praça de São Marcos, um diálogo arquitetônico silencioso se desenrola entre duas figuras célebres. A menos de um minuto de caminhada de distância, dois projetos meticulosamente executados situam-se em estreita proximidade: o Showroom da Olivetti de Carlo Scarpa, um local de peregrinação há muito reverenciado por profissionais da arquitetura e do design, e a recently reopened Procuratie Vecchie, restaurada pelo escritório David Chipperfield Architects. Um olhar mais atento aos detalhes arquitetônicos incorporados em cada obra revela um intercâmbio fascinante através do tempo — que se desdobra por meio da linguagem material, da precisão espacial e de um compromisso inabalável com o ofício construtivo.
Durante a exposição Time Space Existence, organizada pelo European Cultural Centre em Veneza, o arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker Alejandro Aravena e seu escritório ELEMENTAL revelaram um protótipo em escala real para uma nova abordagem em soluções de habitação incremental. Intitulada USB Core — sigla para Protótipo de Habitação com Unidade de Serviços Básicos —, a proposta visa demonstrar como uma construção eficiente pode fornecer todos os componentes habitacionais essenciais em um espaço mínimo. O protótipo é fruto de uma colaboração entre o escritório de arquitetura e a fabricante e pesquisadora de concreto Holcim, sendo construído a partir de uma mistura de concreto com emissões líquidas zero recém-desenvolvida. O projeto também incorpora agregados totalmente reciclados, alinhando-se aos princípios da economia circular. A parceria busca demonstrar uma maneira mais consciente do ponto de vista ambiental, porém economicamente viável, de fornecer serviços essenciais a comunidades vulneráveis sem prejudicar o planeta.
Durante sua estada em Veneza, a editora-chefe do ArchDaily, Maria-Cristina Florian, teve a oportunidade de conversar com Alejandro Aravena sobre as implicações dessa colaboração, a necessidade urgente de moradia e o papel do/a arquiteto/a como coordenador/a de um processo que envolve múltiplos atores.
O Pavilhão da Eslovênia na 19ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia apresenta Master Builders, um projeto com curadoria de Ana Kosi e Ognen Arsov e organizado pelo Museu de Arquitetura e Design (MAO). O projeto aborda a evolução da tecnologia de construção, abrangendo robótica, pré-fabricação, inteligência artificial, impressão 3D e outras ferramentas emergentes, ao mesmo tempo em que chama a atenção para um paradoxo notável nessa transição tecnológica e enfatiza que a qualidade do ambiente construído continua a depender fortemente do conhecimento tácito de artesãos/ãs qualificados/as. Ao construir uma série de totens, o projeto examina a dinâmica colaborativa entre profissionais de arquitetura e de ofício, revelando como essa relação molda a materialização física da arquitetura.
Uma nova exposição de arquitetura e design foi inaugurada em 11 de abril de 2025, no Danish Architecture Center em Copenhague. Intitulada Recycle!, a mostra explora a reciclagem e o reúso como novas formas de criar, viver e construir diante do cenário urgente da atual crise climática. Longe de apresentar a reciclagem e o reúso apenas como necessidades, a exposição os posiciona como mudanças culturais positivas que já se consolidam na indústria da construção e na sociedade como um todo. Um dos objetivos do evento é evidenciar a importância da consciência sobre o uso de recursos, propondo a seguinte reflexão: como podemos ampliar a conservação, o reúso e a transformação do que já possuímos?
O Pavilhão Britânico, comissionado pelo British Council, apresenta a exposição GBR – Geology of Britannic Repair para representar o Reino Unido na 19ª Mostra Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia 2025. A mostra é uma colaboração entre uma equipe multidisciplinar de curadoria — composta por Kabage Karanja e Stella Mutegi, do estúdio de arquitetura Cave_bureau, sediado em Nairóbi; Owen Hopkins, profissional de curadoria e escrita radicado no Reino Unido; e a professora e acadêmica Kathryn Yusoff. A equipe de curadoria e o comissariado do Pavilhão receberam uma Menção Honrosa por Participação Nacional do júri, em reconhecimento à exploração da relação entre a Grã-Bretanha e o Quênia, com foco em temas de reparação e renovação.
De novos desenvolvimentos em escala urbana a propostas de reuso adaptativo, esta edição do Architecture Now destaca uma série de projetos anunciados recentemente ao redor do mundo. O escritório Foster + Partners lidera a retomada de Amaravati, uma capital planejada na Índia; o Safdie Architects propõe uma nova torre no bairro histórico de Old Port, em Portland; e o SOM inicia as obras de um pavilhão cultural e acadêmico na Temple University. Outras atualizações incluem um plano de preservação para uma ponte histórica em Praga, um empreendimento hoteleiro costeiro em Abu Dhabi e um projeto residencial de grande escala no Brooklyn projetado por TenBerke. Em conjunto, esses projetos refletem as prioridades em constante evolução em habitação, sustentabilidade, patrimônio e espaço público em diversos contextos globais.
Em A Poética do Espaço, o filósofo francês Gaston Bachelard propõe ler a arquitetura como uma experiência vivida, na qual cada ambiente carrega um significado emocional e simbólico. Ao refletir sobre a casa, ele atribui particular importância aos limiares (janelas, portas, escadas, sótãos, porões) como zonas de transição e ruptura entre o íntimo e o aberto, o conhecido e o desconhecido. Para ele, a janela não é meramente uma abertura funcional, mas um ponto de devaneio e contemplação: é através dela que o/a habitante se projeta no mundo. Essa perspectiva inspira uma abordagem sensível da prática arquitetônica, na qual as fronteiras não se limitam à separação, mas articulam imaginação, memória e desejo.
A proposta dos arquitetos argentinos Marco Zampieron e Juan Manuel Pachué para o Pavilhão Argentino da 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 é clara desde o início: ao entrar no Siestário, quem visita o espaço se vê imerso em um ambiente de luz tênue e sons evocativos, deparando-se — no centro, estendido pela sala e como protagonista indiscutível — com um grande bolsão rosa inflado que convida automaticamente ao repouso. Trata-se de um silo-bolsa, elemento utilizado no campo argentino para armazenar grãos e símbolo da economia de exportação nacional. Nesse contexto, o silo-bolsa não é apenas um gesto espacial, mas também temporal: um convite para pausar e refletir em meio ao percurso da Bienal.
A 24ª Exposição Internacional da Triennale Milano foi aberta ao público em 13 de maio de 2025, no histórico Palazzo dell'Arte. Em cartaz até 9 de novembro, esta edição explora o tema "Desigualdades", dando continuidade à tradição da Triennale Milano de abordar questões globais urgentes sob as perspectivas da arte, da arquitetura e do design. A exposição é composta por duas seções principais: uma que apresenta uma seleção curatorial de exposições e instalações de artistas individuais e equipes, e outra que destaca as participações internacionais, incluindo pavilhões nacionais e suas contribuições. Na cerimônia de abertura, em 12 de maio, foram entregues os Bee Awards em reconhecimento a contribuições selecionadas de toda a exposição. Tanto nas exposições quanto nas participações internacionais, o júri concedeu um prêmio principal e uma menção honrosa para cada categoria.
O Fenix é um novo museu no porto de Roterdã, dedicado a uma coleção de objetos históricos e contemporâneos que exploram a migração por meio da arte. O museu está localizado na península de Katendrecht, na margem sul do rio Maas, em um antigo galpão centenário recentemente renovado pelo escritório MAD Architects e pelo Bureau Polderman. Este projeto marca a primeira comissão do MAD Architects para um edifício cultural público na Europa. Recém-concluído, o edifício tem sua inauguração marcada para esta sexta-feira, 16 de maio, apresentando três exposições: All Directions, com mais de 150 obras de arte e objetos das coleções do Fenix; The Family of Migrants, uma mostra fotográfica de Edward Steichen; e The Suitcase Labyrinth, uma instalação interativa composta por 2.000 malas doadas.
A Trienal de Arquitetura de Lisboa anunciou Yasmeen Lari como vencedora do Prêmio Carreira Millennium bcp 2025. Com uma trajetória que ultrapassa seis décadas, a arquiteta paquistanesa tem demonstrado, ao longo de sua carreira, como a arquitetura pode ser uma ferramenta para a justiça social, a resiliência ambiental e o desenvolvimento inclusivo.
Perspectivas internacionais são representadas através de destaques em países como o Brasil (acima) ou a Itália (abaixo). Fotos: Cortesia de Bell'Arte (acima) e Gaspare Asaro SRL (abaixo)
A ICFF retorna ao Javits Center de Nova York de 18 a 20 de maio deste ano com um senso de propósito renovado e uma perspectiva global. Sob o tema de 2025, 'Designing in Harmony' (Projetando em Harmonia), a feira se propõe a explorar como o design pode construir pontes — entre materiais e métodos, culturas e climas, passado e futuro.
Em uma época na qual o equilíbrio parece difícil de alcançar, a ICFF busca criá-lo por meio de uma curadoria de mobiliário, iluminação, objetos e debates sobre regeneração, resiliência e colaboração, apresentados como diretrizes práticas. A Architonic conversou com as diretoras de marca da ICFF, Odile Hainaut e Claire Pijoulat, antes da feira, para detalhar essa linha condutora e antecipar o que mais esperar do evento.
Oystra, Al Marjan, Render por MIR. Imagem cortesia de ZHA
Oystra, projetado por Zaha Hadid Architects, é um empreendimento à beira-mar de 128.000 metros quadrados localizado na Ilha Al Marjan, em Ras Al Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos. O complexo inclui 950 unidades residenciais e uma ampla variedade de opções de compras, gastronomia e lazer. Ras Al Khaimah, um dos emirados que mais crescem nos EAU, tem projeção de um aumento de 55% em sua população até 2030, o que gera a demanda por mais 45.000 moradias. O setor de turismo do emirado também apresenta forte crescimento, com expectativa de que o número de visitantes anuais salte de 100 mil em 2013 para 3,5 milhões até 2030.