Um piso que aparenta solidez pode, ainda assim, estar em movimento. As vibrações propagam-se pelo solo e pelas edificações, frequentemente em níveis imperceptíveis para as pessoas. Embora a maioria dessas oscilações tenha pouco impacto nas atividades cotidianas, em alguns laboratórios de pesquisa, instrumentos que medem a matéria em escala nanométrica conseguem registrar movimentos dessa magnitude. Nesses casos, até mesmo o tráfego a quilômetros de distância pode interferir em um experimento.
Outros experimentos impõem exigências distintas aos espaços que os acolhem. Os equipamentos, juntamente com os dutos e instalações superiores, frequentemente demandam um pé-direito maior do que o oferecido por uma laje convencional. Certos processos exigem ventilação contínua, ao passo que os dispositivos geram calor que precisa ser dissipado. Os sistemas que dão suporte a essas atividades ocupam um espaço considerável e, por vezes, geram justamente as vibrações que as pesquisas sensíveis tentam evitar.
Ao mover uma parede no Revit, todas as plantas, cortes e tabelas são atualizados automaticamente. No entanto, basta mudar um material para que a equipe de projeto precise retornar a especificações, planilhas e desenhos, apenas para verificar se todos eles descrevem a mesma escolha.
Para Dave Lemont, que liderou a Revit Technology antes da aquisição pela Autodesk, essa lacuna representa o trabalho inacabado do BIM. Atualmente presidente executivo da Acelab, ele se concentra em um Modelo de Inteligência de Materiais: um registro de produto único e estruturado, conectado a cada documento onde essa especificação aparece. Além disso, trata-se de algo que arquitetos e arquitetas já podem testar por conta própria, uma vez que a Acelab liberou a busca no Material Hub para qualquer pessoa, sem necessidade de criar uma conta.
Neste mês de outubro, a arquitetura na América Latina tornou-se uma plataforma de intercâmbio, reunindo debates sobre o habitar, a identidade cultural, as práticas emergentes e a relação entre o ambiente construído e seu contexto ampliado. De discussões sobre práticas arquitetônicas emergentes e pesquisa de materiais na Design Week Mexico a novas abordagens de habitação, paisagem e espaço público no Chile e no México, os acontecimentos recentes destacam como a arquitetura responde a condições locais específicas. Em toda a região, iniciativas voltadas para a adaptação climática e a recuperação do patrimônio na República Dominicana e na Colômbia também chamam a atenção para as transformações nas responsabilidades das instituições culturais e do ambiente construído.
Post-Tropical Landscapes: Myths, Monsters and Monuments por Annabelle Tan do Studio Mess. Imagem cortesia de The Architecture Drawing Prize
Lançado em 2017, o The Architecture Drawing Prize é organizado anualmente para celebrar e destacar a arte do desenho de arquitetura em múltiplos formatos e técnicas. Com cocuradoria de Make Architects, Sir John Soane's Museum e World Architecture Festival (WAF), e com apoio do Iris Ceramica Group e ArchDaily como parceiro de mídia, a nona edição anunciou seus 11 premiados. Este ano, as obras foram selecionadas entre 168 propostas enviadas de todo o mundo, com uma premiação especial para desenho à mão. O grande vencedor será anunciado no Sir John Soane's Museum, em Londres, no início de 2027, onde a exposição do prêmio ficará em cartaz de 27 de janeiro a 28 de fevereiro de 2027.
A exposição bienal de arquitetura Time Space Existence retorna para sua 8ª edição com mais de 200 participantes, desde escritórios globais consagrados até estúdios emergentes e instituições acadêmicas. Seus trabalhos serão apresentados em três locais históricos de Veneza: Palazzo Mora, Palazzo Bembo e Giardini della Marinaressa. Muitos nomes já foram confirmados, e a equipe de curadoria está finalizando a lista de participantes.
Dando continuidade ao foco da edição anterior em Reparo, Regeneração e Reuso, a edição de 2027 explora a arquitetura como uma prática que abraça a mudança em vez de resistir a ela. Ela habita o espaço entre o que já foi construído, o que está mudando e o que ainda resta compreender.
O que acontece com um edifício depois que a arquitetura é concluída? Para edifícios destinados ao uso público, sua longevidade depende de fatores que vão além das condições físicas de sua construção. Envolve as atividades que ocorrem neles, as relações que permitem desenvolver, as pessoas que os ocupam e moldam e as estruturas institucionais responsáveis por sua manutenção. No entanto, essas condições nem sempre são asseguradas pelo próprio ato de construir. Elas são continuamente negociadas, muitas vezes por meio de formas de trabalho que permanecem fora da compreensão convencional da prática arquitetônica.
O Drill Hall, no centro de Joanesburgo, oferece uma forma de examinar esse trabalho inacabado. Sua história é marcada por mudanças de uso, ocupação e responsabilidade institucional, mas também por repetidas tentativas de imaginar o que o edifício poderia oferecer à cidade.
Elementos de madeira têm o poder de dotar um espaço ou edifício de calor e aconchego. Através de suas tonalidades, texturas e rusticidade, estas superfícies tendem a se destacar, sobretudo quando utilizadas ao lado de materiais mais neutros e sóbrios. No Aldapeta María Ikastetxea School, projeto desenvolvido por IDOM na cidade de San Sebastian, tem-se um bom exemplo disso. Painéis de madeira trouxeram conforto visual e calor a esta edificação cuja paleta de materiais é exígua, sobretudo com vidros, aço e concreto aparente.
Imagem de fundo: El Nido de Quetzalcóatl / Javier Senosiain. Cortesia de Javier Senosiain
"Projete um centro cultural em uma costa desértica, no estilo de Alvar Aalto, estrutura de madeira, golden hour, foto aérea de drone, fotorrealista, 4K." Em poucos segundos, uma frase como essa gera uma imagem convincente. O que é menos visível é a mudança que isso exige. Durante séculos, a imaginação arquitetônica dependeu do corpo: a mão que esboça, os dedos que moldam uma maquete ou, mais recentemente, o clique do mouse em ferramentas computacionais. As palavras vinham depois, para explicar o que já havia tomado forma. Hoje, essa ordem está cada vez mais invertida. Antes que uma imagem possa existir, ela deve primeiro ser descrita: suas referências nomeadas, seus materiais listados, sua atmosfera especificada.
Essa tradução não é trivial. A intuição raramente surge como uma frase escrita, e muito do que os/as arquitetos/as imaginam resiste à descrição. Contudo, à medida que as palavras se tornam cada vez mais a porta de entrada para a imagem, elas também moldam o que pode ser imaginado. O vocabulário disponível para descrever um espaço passa a definir o próprio espaço.
Linnahall em Tallinn, Estônia. Imagem de Hrleophotos, via Wikimedia Commons. Licença CC BY-SA 4.0
A partir do final do Mere Boulevard em Tallinn, o Linnahall surge como uma longa e baixa massa de calcário e concreto disposta entre o Centro Histórico e a baía, mantida deliberadamente abaixo da linha da silhueta medieval para que os pináculos permaneçam visíveis a partir da água. Escadarias largas sobem por suas laterais até uma cobertura pavimentada como uma praça pública, de onde uma sequência de degraus em terraço desce em direção a um pequeno píer, um heliponto e as águas abertas do Golfo da Finlândia. Sob essa superfície, encontram-se um anfiteatro para 4.200 pessoas, um foyer de 6.000 metros quadrados, um rinque de gelo, cafés, uma pista de boliche e um estúdio de gravação.
O edifício foi inaugurado no verão de 1980 como o Palácio de Cultura e Esportes V. I. Lenin, a tempo para as regatas de vela das Olimpíadas de Moscou, que Tallinn sediou em nome de uma capital sem acesso ao mar. Trata-se de um dos mais de 120 projetos planejados sob o programa olímpico da cidade, ao lado do centro de iatismo em Pirita, da Torre de TV, do Hotel Olümpia e de um novo terminal de aeroporto.
Desenvolvimento do Sharjah Creative Quarter (render). Imagem cortesia de Sharjah Design Centre
O Sharjah Design Centre (SDC), uma nova instituição dedicada ao design, à pesquisa de materiais, à prototipagem e à produção, tem abertura prevista para 2029 como parte do Sharjah Creative Quarter, nos Emirados Árabes Unidos. Projetado pelo escritório Taller de Arquitectura – Mauricio Rocha em colaboração com o arquiteto Daniel Rosselló, o centro reunirá laboratórios especializados, instalações de pesquisa, espaços de produção e programas públicos em um edifício construído sob medida. Sob a liderança de Sua Excelência Sheikha Hind bint Majid Al Qasimi, o SDC visa conectar profissionais de design, da manufatura, da pesquisa e do empreendedorismo por meio de uma estrutura integrada voltada à experimentação de materiais, fabricação e intercâmbio de conhecimento.
A segunda edição do ArchDaily Student Project Awards está com inscrições abertas e, este ano, temos o orgulho de apresentá-la em parceria com o Dropcity, um centro de arquitetura e design em Milão. Juntos, propomos uma pergunta a estudantes de todo o mundo: O que a arquitetura pode viabilizar na cidade?
No ArchDaily, acreditamos que o futuro da arquitetura ganha forma hoje em salas de aula, estúdios e oficinas pelo mundo. Guiados por nossa missão de capacitar profissionais de arquitetura e design com ferramentas, conhecimento e inspiração, o Student Project Awards reconhece estudantes que expandem a definição de arquitetura, trabalham de forma interdisciplinar e enfrentam os desafios urgentes de nosso tempo.
Porto Alegre, RS, Brasil, 07/05/2024 - Fotos gerais das enchentes, Av. Loureiro da Silva, CAFF e região. Fotos: Gustavo Mansur/ Palácio Piratini. Usuário do Flickr licenciado sob CC BY-NC 2.0 DEED Atribuição-NãoComercial 2.0 Genérica
Em maio de 2024, as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul expuseram uma contradição comum às cidades contemporâneas. Muitas se desenvolveram às margens de rios e foram moldadas por sua presença, mas passaram décadas tentando controlar as águas sem incorporar suas dinâmicas ao planejamento urbano. Eventos climáticos extremos intensificarão essa vulnerabilidade. Mais de dois anos depois, a reconstrução no estado avançou, a infraestrutura foi restaurada e novas estratégias de proteção ganham forma. Contudo, estarão essas cidades reconstruindo sua relação com a água ou apenas restaurando os sistemas que falharam?
A ocupação de áreas inundáveis, a impermeabilização do solo, a degradação dos ecossistemas e a dependência de sistemas de drenagem obsoletos aumentaram a vulnerabilidade dos municípios. O desastre não foi meramente hidrológico; resultou também de décadas de decisões de planejamento urbano que demandam revisão urgente.
Após uma pausa de sete anos, a Amman Design Week retornou em 2026 sob o tema "Acumulações", reunindo designers, criadores/as e profissionais da cultura para refletir sobre o trabalho que molda o panorama do design na Jordânia. A quarta edição, realizada de 2 a 17 de outubro de 2026, marcou um novo capítulo para o evento, que teve na co-direção os/as arquitetos/as Sarah Hejazin e Bisher Tabbaa, fundadores/as do escritório de arquitetura e design FADAA. A nomeação da dupla também trouxe sua abordagem baseada em pesquisa para o programa expandido do evento, que explorou as relações entre práticas cotidianas, memórias culturais e ambientes materiais. Durante o evento, tivemos a oportunidade de conversar com Sarah Hejazin e Bisher Tabbaa sobre o pensamento por trás do tema deste ano, sua abordagem às investigações materiais e como a prática profissional na Jordânia molda seu trabalho na arquitetura, no design de objetos e no espaço público.
Para facilitar a criação de conceitos de interiores de alta qualidade, a EGGER expandiu seu portfólio de superfícies lacadas PerfectSense. Imagem cortesia de EGGER
Seja em interiores residenciais, ambientes de trabalho, espaços de hospitalidade ou áreas públicas, a relação entre intenções estéticas e desempenho técnico pode redefinir como as superfícies são utilizadas e como se comportam. Um material selecionado por sua cor, textura ou acabamento específico deve manter a coerência visual ao ser aplicado em frentes de móveis, marcenaria, bancadas e outros elementos internos. No entanto, de que maneira arquitetos/as e designers podem criar interiores visualmente marcantes e táteis, preservando suas intenções originais de projeto em diferentes aplicações?
Projeto The Eames Archives, 2026. Imagem cortesia de Herzog & de Meuron
O Eames Institute of Infinite Curiosity revelou o plano diretor para seus futuros arquivos em Marin County, Califórnia. O projeto, desenvolvido pelo escritório de arquitetura suíço Herzog & de Meuron e pelo escritório EHDD, sediado na Baía de São Francisco, transforma um galpão moderno de meados do século em um destino cultural composto por espaço para instalações artísticas, galerias flexíveis, áreas de aprendizado e convivência, teatro e opções gastronômicas. O projeto de reutilização adaptativa em grande escala é acompanhado pela transformação dos jardins e terrenos da área circundante de 88,5 acres (cerca de 35,8 hectares), liderada pelo escritório Field Operations. Embora o Arquivo Eames do Instituto constitua apenas uma parte do museu, suas exposições e programação pretendem ir muito além da obra de Charles e Ray Eames, integrando diferentes disciplinas, processos criativos e ideias.
O AC Milan e a FC Internazionale Milano (Inter) revelaram o projeto do Generali Stadium, uma arena com capacidade para 71.500 espectadores planejada para ser a casa compartilhada dos dois clubes de futebol em Milão, Itália. Projetado por Foster + Partners e MANICA, o novo estádio será construído ao lado do atual San Siro, integrando um plano de reurbanização de 281 mil metros quadrados da área no entorno. O projeto é fruto de anos de debates sobre o futuro da histórica arena, que os clubes adquiriram em 2025 com o intuito de substituí-la. A previsão é de que a construção comece em 2028, e a partida inaugural ocorra na temporada de 2031/32, dependendo das aprovações regulatórias.
Cocinas de exterior Nedra, un diseño de Fran Silvestre Arquitectos para Gandía Blasco con mobiliario de Gamadecor. Image Cortesía de Porcelanosa
As cozinhas externas deixaram de ser um mero elemento exclusivo para se tornarem uma extensão natural da casa. Jardins, terraços e varandas se transformam em espaços onde se pode cozinhar e, acima de tudo, desfrutar, sem a necessidade de se deslocar para o interior da residência. Uma solução que, além de proporcionar conforto, aumenta o valor do imóvel e responde a um modo de vida cada vez mais conectado com o exterior.
Este artigo é parte de "Thresholds", uma edição impressa especial do Cobe Notes x ArchDaily.
O modernismo pós-Primeira Guerra Mundial rompeu drasticamente com as tradições historicistas e neoclássicas, despindo os edifícios de ornamentos e de referências históricas ou religiosas para se concentrar em prioridades, clareza e eficiência. A arquitetura abraçou a racionalidade e a reforma social, enquanto a arte moveu-se na direção oposta, explorando a autoexpressão, a experimentação e a libertação das convenções acadêmicas.
Essa tensão entre ordem objetiva e percepção subjetiva definiu um limiar entre as artes evidente nas práticas arquitetônicas contemporâneas, onde a intuição pessoal cede cada vez mais espaço a fatos mensuráveis. Será que a nossa busca por respostas, fatos e verdades está nos distanciando de algo fundamentalmente humano: perguntas, dúvida e ambiguidade? A resposta pode estar na arte pública integrada ao edifício, uma prática que se situa justamente nesse limiar e que convida profissionais da arquitetura e do desenho urbano a confiar em valores que resistem à medição direta.
No Bishan–Ang Mo Kio Park, em Singapura, o rio não ocupa um limite fixo. Em condições normais, a água corre por um canal naturalizado ladeado por gramados, vegetação e caminhos que aproximam os/as visitantes do rio. Durante chuvas intensas, a água se espalha pelo parque ao redor, projetado para acomodar fluxos que excedem a capacidade do canal mais estreito. O que parece ser uma paisagem pública funciona também como infraestrutura ativa. A abordagem de Singapura mantém a engenharia de drenagem, ao mesmo tempo em que atribui um papel mais amplo ao território circundante.
Durante décadas, a rede de canais de concreto de Singapura foi fundamental para a gestão de águas pluviais em uma cidade densamente desenvolvida e exposta a intensas chuvas tropicais. Suas superfícies rígidas e canais definidos foram projetados para escoar a água de forma eficiente. Embora esses canais movessem as águas pluviais com eficácia, ofereciam espaço limitado para acesso público, vegetação ou outros usos ao longo das margens. Por meio de seu Programa Águas Ativas, Belas e Limpas (ABC Waters), lançado em 2006, Singapura começou a integrar as vias navegáveis a parques, sistemas ecológicos e espaços públicos. O programa vincula a gestão de águas pluviais ao desenho de parques, canais e espaços públicos.
A arquitetura historicamente tratou a água como pano de fundo ou como um problema: uma vista a ser enquadrada, um perigo a ser drenado ou um serviço público a ser conectado. Na Índia contemporânea, ganha forma uma relação de impacto muito maior. A água continua sendo um recurso ecológico compartilhado, mas as terras e a infraestrutura ao seu redor são cada vez mais financiadas e defendidas como ativos econômicos. Litorais são estendidos para comportar o tráfego e as margens de lagos tornam-se zonas de desenvolvimento imobiliário lucrativas. Essa tomada de decisão passa por múltiplas instituições com vocabulários distintos, o que desafia a definição de quem determina como a água e seu entorno são utilizados e quem arca com as consequências.
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Cortesia de Mindhub for Intelligent Artificial Worlds (MIAWS), ETSAM, Universidad Politécnica de Madrid
A inteligência artificial tornou-se um produto de consumo mais rápido do que uma disciplina acadêmica. A cada semana surgem novos modelos e mais informações do que qualquer pessoa é capaz de absorver, e a resposta mais fácil tem sido o consumo acrítico. A arquitetura precisa de uma estratégia diferente, fundamentada na crítica e no método. A IA agora adquire inteligência espacial — a capacidade de compreender o comportamento do espaço físico —, permitindo que profissionais de arquitetura testem um projeto em relação ao seu entorno durante o próprio processo de desenvolvimento. Utilizada com critério, a IA pode aproximar os/as arquitetos/as da natureza e de sua complexidade, tornando-os/as melhores construtores/as. Simulamos o mundo para aprender a habitá-lo.
No dia 31 de outubro, o Dia Mundial das Cidades de 2026 será celebrado sob o tema "Regenerando a Cidade: Habitação Adequada para Todos". Sediada em Fuzhou, na China, a celebração global deste ano foca em como a regeneração urbana pode ampliar o acesso à habitação adequada por meio da melhoria de bairros, infraestruturas e espaços públicos existentes. Segundo as Nações Unidas, até 3,4 bilhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso a moradia adequada, segurança de posse, serviços básicos ou condições de vida acessíveis. Esse desafio evidencia a necessidade de abordagens que considerem a habitação em conjunto com as condições mais amplas da vida urbana, incluindo resiliência ambiental, conectividade e acesso a serviços essenciais.