No projeto de arquitetura de alto padrão, os fixadores tradicionais para painéis de acesso, como parafusos aparentes e fechos magnéticos, costumam comprometer a estética e a funcionalidade. Esses métodos obsoletos podem afrouxar com o tempo, carecem de durabilidade ou exigem molduras visíveis, tornando-os inadequados para espaços premium. Seja para acessar sistemas elétricos, componentes de climatização (HVAC) ou instalações hidráulicas, a escolha do método de instalação correto é crucial para uma integração perfeita ao ambiente.
As primeiras soluções ocultas, como as mãos-amigas (French cleats) e os clipes em Z (Z-clips), melhoraram a aparência, mas trouxeram novos desafios. Esses sistemas exigem a remoção sequencial dos painéis e folgas adicionais, o que dificulta a manutenção — especialmente em áreas que demandam acesso frequente. A fresta inevitável que surge no topo dos painéis também compromete o apelo estético, assim como a necessidade de recortar seções do painel para tomadas de parede.
A Comissão Independente de Planejamento de NSW aprovou as obras de domínio público para a revitalização do Harbourside, em Sydney, marcando uma etapa significativa para o projeto desenvolvido pelo escritório Snøhetta em colaboração com a Hassell e a Mirvac. Apresentada pela primeira vez em dezembro de 2021 como a proposta vencedora de um concurso internacional de excelência em design, a iniciativa visa transformar o Harbourside, em Darling Harbour, em um novo e icônico destino no coração da cidade. A proposta reimagina a orla de Tumbalong / Darling Harbour com mais de 11.200 metros quadrados de espaço público renovado, apresentando árvores de grande porte, áreas ajardinadas, caminhos esculturais de arenito e obras de arte pública integradas.
A Trienal de Arquitetura de Sharjah anunciou o tema de sua próxima edição: Architecture Otherwise: Building Civic Infrastructure for Collective Futures. Programado para novembro de 2026, o evento se desdobrará por toda a cidade e pelo Emirado de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, por meio de instalações criadas especificamente para os locais (*site-specific*), exposições, performances, oficinas e programas públicos. Posicionando-se como uma plataforma de exploração arquitetônica e urbana na Ásia Ocidental, no Sul da Ásia e no continente africano, a Trienal combinará abordagens práticas e teóricas da vida urbana contemporânea. Idealizada por sua equipe curatorial, composta por Vyjayanthi Rao e Tau Tavengwa, a SAT03 tem como objetivo explorar como a arquitetura pode moldar a vida coletiva em regiões que passam por uma rápida transformação urbana. Com isso, os/as participantes selecionados/as farão residências de um mês, inserindo seus trabalhos no tecido social e cultural de Sharjah.
Yale Art + Architecture Building. Imagem cortesia de Gwathmey Siegel & Associates Architects
Em meados do século XIX, as universidades norte-americanas começaram a distinguir formalmente a arquitetura da engenharia civil e das ciências aplicadas. A arquitetura emergia como uma disciplina definida tanto pela competência técnica quanto pela investigação conceitual, pela imaginação espacial e pelo papel cultural ativo. À medida que essa identidade disciplinar evoluía nas décadas do pós-guerra, sua expressão construída se consolidou na linguagem arquitetônica emergente do Brutalisme.
Com atuação entre Berlim e Viena, Miwa Negoro traz uma perspectiva transcultural e transdisciplinar para sua atuação no ArchDaily, moldada por sua formação em arquitetura e experiências profissionais no Leste Asiático e na Europa. Seu trabalho explora como o ambiente construído ao mesmo tempo reflete e desafia contextos socioculturais, posicionando a arquitetura como um diálogo dinâmico entre a história, a sociedade e as possibilidades futuras.
A abordagem curatorial de Miwa enfatiza a interação entre o contexto regional, os processos de projeto e a relevância social, paralelamente a considerações materiais e estéticas. Ela busca projetos que ecoem além de seu entorno imediato, oferecendo reflexões que engajam o discurso arquitetônico de forma mais ampla. Ao defender uma gama diversa de tipologias construtivas, escalas e origens geográficas, Miwa trabalha ativamente para ampliar o escopo de vozes e narrativas representadas no campo.
Kampung Admiralty / Ramboll Studio Dreiseitl + WOHA. Imagem cortesia de WOHA
As visões verdejantes de Ebenezer Howard para as cidades expandiram-se em direção ao leste, muito além de suas origens britânicas. Na década de 1900, o planejamento urbano acolheu o Movimento das Cidades-Jardim como um paradigma do bom design — uma resposta à urbanização industrial do Ocidente. Pouco depois, as cidades asiáticas conceberam seus próprios arquétipos, lidando com condicionantes locais de clima e densidade. Projetos e empreendimentos, desde experimentos da era colonial até megaprojetos contemporâneos, abraçaram e reinventaram a visão de Howard no decorrer do século XXI.
Projeto de reforma do Centro de Saúde Puerta de Arnedo (La Rioja). Fotos: María Natali.
Na arquitetura moderna, os materiais devem atender a uma série de exigências funcionais, estéticas, técnicas e ambientais. A Gres Aragón oferece soluções em revestimentos cerâmicos que respondem a todos os aspectos de um projeto — de fachadas e interiores a áreas externas, piscinas, escadas e espaços industriais — mantendo uma linguagem de design consistente.
Com mais de 80 anos de experiência e profundo conhecimento no processo de fabricação de cerâmica extrudada, a Gres Aragón consolidou-se como uma parceira de confiança para arquitetos/as e designers de interiores. Sua oferta de produtos baseia-se em quatro princípios fundamentais: continuidade visual, extrema durabilidade, desempenho de alta tecnologia e um forte compromisso com a sustentabilidade.
Bijoy Jain projeta cenário da Louis Vuitton inspirado em 'Serpentes e Escadas'. Imagem cortesia de Louis Vuitton
A Semana de Moda Masculina de Paris Primavera/Verão 2026 acaba de ser concluída, apresentando uma série de desfiles que destacam a relação entre a arquitetura e a moda como disciplinas criativas. Por meio de ambientes arquitetônicos cuidadosamente curados, as apresentações envolvem o público em múltiplos níveis sensoriais, costurando o impacto visual com narrativas espaciais e materiais que ecoam os temas e as filosofias por trás de cada coleção. Essa intersecção entre moda e arquitetura abre novas possibilidades de narrativa, convidando o público a explorar como o design de moda e os espaços podem ressoar juntos para criar experiências imersivas.
A Saint Laurent apresentou sua coleção masculina na Bourse de Commerce de Tadao Ando, onde a forma cilíndrica de concreto do edifício e a luz natural filtrada proporcionaram um pano de fundo minimalista e contemplativo. A Louis Vuitton, por outro lado, realizou seu desfile na praça do Centre Pompidou, onde a intervenção do Studio Mumbai introduziu uma instalação em grande escala, pintada à mão, inspirada no jogo Serpentes e Escadas. Essas escolhas *site-specific* refletem diferentes abordagens de engajamento com o contexto arquitetônico, ilustrando como as apresentações de moda contemporâneas podem ir além da passarela para dialogar com o entorno.
Miguel Ramón López e Ander Bados Sesma, curadores da XVII Bienal Espanhola de Arquitetura e Urbanismo. Imagem Cortesia de XVII Bienal Española de Arquitectura y Urbanismo
A décima sétima edição da Bienal Espanhola de Arquitetura e Urbanismo (BEAU) acontecerá em dezembro de 2025. O evento consiste em uma exposição realizada em uma antiga usina termoelétrica reconvertida em centro cultural em Ponferrada, no nordeste da Espanha. Esta edição terá a curadoria de Ander Bados Sesma, do Atelier Ander Bados, e de Miguel Ramón López, arquiteto natural de Ponferrada que atua no Estudio Lamela, sob a proposta curatorial intitulada flujos comun.es ("fluxos comuns"). A proposta responde ao tema da chamada aberta: A Arquitetura como Política de Mudança, um convite para refletir sobre o papel da disciplina em processos de transformação social, econômica e ambiental. Nesse contexto, flujos comun.es apresenta uma perspectiva crítica sobre os desafios associados à hiperconectividade. O prazo para o envio de propostas e projetos já está aberto e se estenderá até o final de julho, a depender da categoria.
Pavilhão do Japão na Osaka Expo 2025 / Nikken Sekkei. Imagem cortesia do Ministério da Economia, Comércio e Indústria
Em certas partes do mundo, a construção civil ainda é dominada por sistemas úmidos — concreto, alvenaria e materiais cimentícios que são moldados, curados e fixados no local. Embora isso seja considerado a norma há muito tempo em alguns países do Sudeste Asiático, como Cingapura, Tailândia, Malásia e China, a maioria dessas regiões compartilha uma tendência comum: a mão de obra é relativamente barata. Isso explica, em parte, a viabilidade do concreto, já que uma das desvantagens típicas desse material costuma ser o custo intensivo de mão de obra — o que acaba consolidando o concreto como um sistema construtivo mais barato e eficiente nessas localidades.
No entanto, a região ainda dá pouca atenção ao aspecto da sustentabilidade ao utilizar esses materiais de construção úmidos, frequentemente negligenciando as desvantagens significativas de seu ciclo de vida útil e a dificuldade de reciclagem sem perda de qualidade (downcycling) — o que o torna um dos sistemas construtivos menos sustentáveis disponíveis.
Situado em uma das regiões de desenvolvimento mais acelerado na última década — o sul da China, que abrange Hong Kong e a Grande Baía —, o crescimento urbano tem sido impulsionado por uma forte onda de ambição comercial. Os projetos locais costumam ser concebidos para maximizar a densidade, a altura e a eficiência, resultando em empreendimentos de escala colossal que podem facilmente ocupar vários hectares. Ao priorizarem o desenvolvimento orientado ao transporte público (TOD), esses complexos frequentemente assumem a forma de shoppings imensos construídos diretamente sobre grandes terminais de transporte. Projetadas para desorientar e prolongar o fluxo de pedestres a fim de estimular o consumo, essas megaestruturas tornaram-se comuns em cidades como Hong Kong e Shenzhen.
Embora essa tipologia de megaestruturas ofereça vantagens claras — eficiência econômica, alto retorno sobre o investimento e conveniência para os usuários do transporte —, ela quase invariavelmente ignora seu contexto urbano e o meio ambiente. Esses empreendimentos costumam fechar os olhos, deliberadamente, para sua pegada ecológica e para a caminhabilidade da cidade. Em escalas tão esmagadoras, a experiência do pedestre é diminuída, quando não totalmente negligenciada. Os pedestres são interiorizados — confinados no mundo isolado desses complexos.
Quais são as principais soluções aplicadas nas cidades para enfrentar os desafios urbanos e construir comunidades mais sustentáveis? É com essa motivação que o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) lança, nesta quarta-feira (25), as inscrições para o Circuito Urbano 2025. Com apoio institucional do Ministério das Cidades, a iniciativa tem como objetivo apoiar e dar visibilidade a eventos que debatam os temas relacionados ao Outubro Urbano — mês dedicado ao debate sobre como tornar as cidades mais justas, inclusivas e sustentáveis. A chamada para submissão de propostas de eventos está aberta até o dia 18 de julho e contempla atividades a serem realizadas entre os dias 1º e 31 de outubro de 2025.
Neste ano, o Circuito Urbano terá como tema "Enfrentando desafios urbanos: caminhos para cidades justas e sustentáveis". A proposta é eventos que apresentem experiências e boas práticas de enfrentamento às principais crises urbanas, como as mudanças climáticas, o déficit habitacional e os impactos da desigualdade. O objetivo é fortalecer iniciativas que coloquem as pessoas no centro das decisões urbanas, em alinhamento com os compromissos da Agenda 2030 e da Nova Agenda Urbana.
https://www.archdaily.com.br/pt/1031628/onu-habitat-abre-inscricoes-de-eventos-para-o-circuito-urbano-2025ArchDaily Team
A cobertura de palha é uma técnica construtiva tradicional que vem sendo reinterpretada de diversas maneiras em projetos contemporâneos, permitindo que seu valor continue a perdurar ao longo do tempo. Além de ser uma técnica cultural e historicamente valiosa, dada a sua presença na humanidade há séculos, ela também apresenta uma série de outras vantagens construtivas, como seu grande valor ambiental por se tratar de um material renovável e acessível.
A técnica consiste no agrupamento, entrelaçamento e sobreposição de vegetação seca, criando superfícies leves, de baixo custo e execução relativamente simples, que proporcionam excelente isolamento térmico e acústico. Ademais, a flexibilidade é uma das características mais marcantes dessa técnica, sendo particularmente popular em aplicações de cobertura.
As etapas iniciais de projeto podem ser o ponto de partida de tudo, mas, sem uma análise criteriosa, também são o momento em que tudo pode desmoronar. Em média, os escritórios relatam que quase 15% de todo o trabalho realizado não gera faturamento, sendo grande parte disso associada ao estudo preliminar. Trabalhando com uma colcha de retalhos de ferramentas como Rhino, Excel, Revit e Miro, profissionais de arquitetura costumam passar semanas alternando entre plataformas apenas para finalizar um conceito e uma apresentação. Os dados ficam presos em capturas de tela, o retrabalho se acumula e, no momento em que o modelo finalmente está pronto para a documentação no Revit, o fôlego criativo já se perdeu. O Snaptrude 3.0 foi desenvolvido para resolver justamente isso.
A Lithuanian Airports anunciou o escritório Zaha Hadid Architects como o vencedor do concurso internacional para projetar o novo terminal de desembarque do Aeroporto de Vilnius. Concebido como parte integrante da infraestrutura em evolução do aeroporto, o novo terminal complementará o recém-concluído terminal de embarque, permitindo que o Aeroporto de Vilnius receba até 10,6 milhões de passageiros por ano. O projeto representa um passo importante na estratégia de desenvolvimento de longo prazo do aeroporto, atendendo ao crescimento futuro da demanda de passageiros e, ao mesmo tempo, fortalecendo o papel da Lituânia como uma importante porta de entrada na região báltica.
A quinta edição da London Design Biennale acontece na Somerset House de 5 a 29 de junho de 2025. O tema da edição deste ano é "Surface Reflections" (Reflexos da Superfície), um convite para explorar "a interação dinâmica entre a experiência interna e a influência externa". A proposta curatorial, elaborada pelo artista e designer britânico Samuel Ross, incentiva o foco nas camadas subjacentes dos objetos, sistemas e espaços que moldam nosso cotidiano. A exposição da Bienal propõe uma jornada por 35 pavilhões de países, equipes institucionais de design e curadoria, apresentando paisagens sonoras, experiências imersivas e performances, além de objetos escultóricos e evocativos. Para enfrentar os desafios globais contemporâneos, os temas abordados incluem identidade, memória, inovação, tecnologia, artesanato, ecologia e pertencimento.
Na Grécia Antiga e em Roma, as ágoras e os fóruns eram espaços onde mercadores e artesãos exibiam seus produtos. Embora não fossem showrooms no sentido moderno, já funcionavam como cenários voltados ao estímulo visual. O conceito que conhecemos hoje tomou forma séculos mais tarde, durante a Revolução Industrial, quando as novidades em louças começaram a ser apresentadas em ambientes cuidadosamente projetados. E aí está a chave: projetar. Ao longo do tempo, os espaços dedicados a exibir materiais, móveis e objetos têm sido muito mais do que vitrines; funcionaram como plataformas de exploração e experimentação. O que hoje chamamos de showroom herda esse espírito: espaços onde o design não é apenas observado, mas também tocado e projetado em tempo real, abrindo espaço para ferramentas como os moodboards.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142909/tocar-e-ver-materiais-para-projetar-4-moodboards-sensoriais-criados-a-partir-do-showroomEnrique Tovar
Estádio de futebol do Chicago Fire FC. Imagem cortesia de Gensler
Do Scalo Farini em Milão ao centro de Chicago, e do interior da Toscana às iniciativas de retrofit no Reino Unido, anúncios recentes demonstram como a arquitetura está evoluindo em resposta às metas climáticas, à identidade cultural e à transformação urbana. A nova sede da UniCredit, projetada por Herzog & de Meuron, ancorará uma das maiores áreas de requalificação urbana da Europa, com foco em sustentabilidade e inovação nos espaços de trabalho. Ao mesmo tempo, o projeto de estádio do Gensler para o Chicago Fire FC busca redefinir a experiência de dia de jogo nos EUA, integrando-se a um grande empreendimento na orla. Na Toscana, o Pavilhão Sapaio, do escritório Alvisi Kirimoto, mescla produção agrícola com sensibilidade arquitetônica, enquanto no Reino Unido, o RIBA e a The King's Foundation promovem o retrofit como uma agenda nacional. Paralelamente, finalistas como MVRDV, Heatherwick Studio e Mecanoo avançam em um concurso internacional para criar um marco climático destinado a inspirar mudanças comportamentais em grande escala. Esta edição do Architecture Now reúne esforços diversos, porém interconectados, que moldam a maneira como a arquitetura pode gerar impactos ecológicos, culturais e cívicos de longo prazo.
A cada mês de junho, a cidade espanhola de Logroño se transforma em um espaço de diálogo arquitetônico, abrindo suas ruas, praças, margens de rios e rotatórias para estruturas temporárias que redefinem como as cidades são habitadas. Ao longo de dez edições, o Concéntrico tem funcionado não como uma feira especializada ou uma bienal de arquitetura, mas sim como um museu portátil — um gesto curatorial que leva uma coleção dispersa de arquitetura contemporânea para o espaço público. Situado em uma cidade suspensa entre planícies áridas e montanhas distantes, longe dos circuitos das capitais e das grandes instituições culturais, o Concéntrico se apresenta como uma promessa temporária. É um lembrete de que mesmo cidades frequentemente negligenciadas podem acolher uma arquitetura atual, diversa e especulativa. Nesse sentido, o festival trata menos de celebração e mais de ativação.
Contudo, para além de sua lógica curatorial, o Concéntrico opera como uma estrutura política. No sentido clássico da polis, o festival convida cidadãos/ãs, arquitetos/as e instituições a reavaliarem o que o espaço público pode ser. As intervenções oferecem propostas especulativas para a vida urbana que revelam o que falta, o que é possível e o que deve ser questionado. Uma piscina temporária sobre uma fonte, uma casa de banho em uma rotatória ou uma refeição compartilhada em uma grande avenida não são meros gestos espaciais — são manifestações políticas que questionam como a infraestrutura urbana pode ser redirecionada do controle para o cuidado, da eficiência para o encontro. Dessa forma, o festival torna-se não apenas um reflexo da cidade, mas um instrumento para sua transformação.
Na esteira do recente sucesso do Campeonato Mundial de Padel da FIP no Catar e do anúncio da Arábia Saudita como sede da Copa do Mundo da FIFA em 2034, o Oriente Médio está se preparando para se tornar um polo de grandes eventos esportivos, o que impulsiona a demanda por infraestrutura esportiva de alto desempenho. De quadras de pickleball e padel a estádios de renome internacional, a evolução dos pisos esportivos exige soluções inovadoras, duráveis e sustentáveis.
Terraco, líder global em materiais de acabamento para construção civil, tem fornecido consistentemente soluções de ponta para complexos esportivos em todo o mundo, auxiliando arquitetos/as, construtores/as e incorporadores/as a projetar e erguer instalações que resistem ao teste do tempo.
Esboços de Léon Krier. Imagem cortesia de MIT Press
Léon Krier, o arquiteto e teórico urbano nascido em Luxemburgo que ficou conhecido por sua postura crítica em relação ao planejamento modernista e por seu papel influente no movimento do Novo Urbanismo, faleceu em 17 de junho de 2025, aos 79 anos. Conhecido por sua crítica intransigente ao planejamento modernista e por sua visão de comunidades caminháveis e em escala humana, Krier deixa um legado significativo de obras construídas, escritos teóricos e influência educacional.
Ao longo de uma carreira de várias décadas, Krier defendeu o retorno à arquitetura clássica e a um urbanismo em escala humana, posicionando-se como um dos principais críticos da expansão suburbana desordenada e do modernismo de arranha-céus. Sua defesa de bairros caminháveis e de uso misto, somada à sua insistência no valor cultural e social da arquitetura, desafiou as normas vigentes do planejamento urbano do final do século XX.
A história dos eletrodomésticos reflete com fidelidade a transformação do lar moderno e da vida doméstica ao longo do século XX. Originados dos avanços técnicos da Revolução Industrial e impulsionados pela eletrificação urbana, esses aparelhos foram criados para mecanizar tarefas cotidianas como cozinhar, limpar e conservar alimentos. Um marco fundamental nessa evolução foi a Cozinha de Frankfurt, projetada em 1926 pela arquiteta austríaca Margarete Schütte-Lihotzky. Considerada a precursora da cozinha moderna, ela incorporava princípios de eficiência inspirados na organização científica do trabalho, com espaços otimizados e equipamentos integrados para agilizar as tarefas domésticas. Desenvolvida para a habitação social em Frankfurt, essa cozinha sintetiza o espírito funcionalista da Bauhaus e estabelece uma conexão direta com as inovações do design alemão — contexto no qual a Gaggenau também consolidaria sua identidade, aliando precisão técnica e sofisticação estética.
Entre costas, rios, lagos e cordilheiras, o ambiente natural da Espanha apresenta uma grande variedade de climas, topografias e espécies de vegetação. Com o objetivo de impulsionar o reconhecimento global do impacto da construção sobre o meio ambiente e a importância de enfrentar as mudanças climáticas a partir de novas formas de fazer arquitetura, diversos escritórios de arquitetura e equipes de pesquisa propõem o desenvolvimento de cabanas ou protótipos de acomodação de pequenas dimensões. Ao mesmo tempo em que são capazes de se integrar harmoniosamente ao seu contexto natural circundante, esses projetos demonstram estratégias de autossuficiência, aproveitamento de recursos e maximização dos espaços, além de uma ampla aplicação de tecnologias de inovação e soluções materiais adequadas a cada região.
Mais de 200 universidades de 33 países participaram da 20ª edição do Architecture Student Contest. Estudantes de todo o mundo idealizaram projetos para transformar e desafiar o desenvolvimento de uma cidade periférica e de um vilarejo em um território de conexão estratégica na Europa — lar da maior plataforma logística do sul do continente e que em breve receberá um grande projeto de linha ferroviária de alta velocidade transeuropeia —, unidos pela ambição de "Atrair a Juventude".