O que significa construir com cuidado, utilizando aquilo que os outros deixam para trás? Essa pergunta molda o trabalho do Matter Matters Lab, uma iniciativa fundada pela arquiteta e pesquisadora Catherine Söderberg Esper durante o isolamento da pandemia. A partir de experiências multiculturais e motivada por uma transformação pessoal durante a maternidade, Catherine começou a investigar resíduos cotidianos como matéria-prima para sistemas construtivos regenerativos. Seu primeiro experimento consistiu em colar seus próprios cabelos cortados usando cola branca, dando início a uma abordagem radicalmente íntima e artesanal. Desde então, o laboratório tem se concentrado em transformar resíduos orgânicos em materiais arquitetônicos de baixo impacto, inspirando-se em sistemas de conhecimento indígenas e buscando romper com modelos extrativistas na construção civil. Projetos como os Avocado Bricks, feitos a partir de caroços de abacate descartados, exemplificam essa abordagem local, circular e enraizada na ideia de reciprocidade entre matéria, lugar e cuidado, oferecendo uma nova maneira de construir com resíduos.
O Museum of Emotions é um concurso internacional de projetos anual que desafia os/as participantes a explorar até que ponto a arquitetura pode ser utilizada como ferramenta para evocar emoções. O edital propõe o projeto de um museu conceitual com duas salas de exposição: uma projetada para induzir emoções negativas; a outra, para evocar sentimentos positivos. Os/As participantes têm total liberdade para escolher qualquer terreno, real ou imaginário, bem como definir a escala do projeto. O significado de "positivo" e "negativo" fica aberto à interpretação: quais duas emoções um/a designer consideraria opostas? Como um/a arquiteto/a poderia conceber espaços que despertem medo, raiva, ansiedade, amor ou felicidade?
O Museum of Emotions é um concurso "silencioso": ou seja, os/as participantes devem comunicar suas ideias sem o uso de textos, utilizando apenas imagens. Nenhuma forma de texto é permitida — sejam memoriais descritivos, anotações ou mesmo legendas de diagramas.
O Deutsches Architekturmuseum (DAM) em Frankfurt inaugurou em 14 de junho sua nova exposiçãoArchitecture and Energy: Building in the Age of Climate Change, que permanecerá aberta ao público até 5 de outubro de 2025. Desenvolvida em colaboração com o engenheiro e defensor da sustentabilidade Werner Sobek, a mostra explora as interseções entre arquitetura, energia e clima, com foco no impacto ambiental do ambiente construído e no papel da arquitetura na mitigação das mudanças climáticas. Ao apresentar a arquitetura tanto como um desafio quanto como uma oportunidade no contexto da crise climática, a exposição busca contribuir para uma mudança de mentalidade mais ampla, que posicione o design como um componente vital para um futuro sustentável.
Narrar uma obra de arquitetura é sempre um desafio. As imagens de um projeto, por mais precisas ou espetaculares que sejam, muitas vezes deixam de fora todo o processo que as tornou possíveis. O registro desses processos — os bastidores da arquitetura — é, sem dúvida, parte fundamental de qualquer obra. E torna-se ainda mais essencial quando tanto o projeto quanto sua metodologia de execução se afastam dos caminhos convencionais. Este é o caso da obra realizada por Susana, responsável por uma propriedade rural sem nenhuma experiência prévia em construção, que assumiu o desafio e o executou por conta própria, guiada unicamente pelas instruções que o arquiteto do projeto, Manuel Ocaña, lhe enviava pelo WhatsApp.
A iniciativa *Conserving Black Modernism* da Getty Foundation foi lançada em 2022 como um programa de subsídios para preservar e garantir o legado de arquitetos e arquitetas afro-americanos/as no movimento modernista nos Estados Unidos. Em parceria com o *African American Cultural Heritage Action Fund* do *National Trust for Historic Preservation*, a iniciativa apoia esforços de conservação, capacitação e projetos educacionais para enfrentar o apagamento histórico de marcos arquitetônicos importantes e a contribuição de seus criadores e criadoras. Em seu terceiro ciclo de financiamento, em 2025, cinco novos edifícios receberão esse suporte essencial, expandindo o alcance da iniciativa para novas comunidades, com os primeiros projetos em Chicago e no Noroeste do Pacífico.
Preservação do patrimônio e viabilidade econômica há muito são tratadas como prioridades conflitantes no desenvolvimento urbano. Profissionais de arquitetura geralmente enfrentam uma escolha drástica: projetar para a continuidade da comunidade ou projetar para o retorno financeiro. Projetos contemporâneos em Mumbai mostram que essa oposição é falsa. Por meio de programação estratégica, escolhas de materiais e organização espacial, esses projetos viabilizam edifícios que geram receita sustentável ao mesmo tempo em que fortalecem, em vez de desestruturar, as comunidades existentes.
A Mongólia, o segundo maior país do mundo sem saída para o mar, estende-se por 1,5 milhão de quilômetros quadrados. No entanto, mais de 50% de sua população — cerca de 1,7 milhão de pessoas — reside em Ulaanbaatar, uma cidade que ocupa apenas 0,3% da área territorial total do país. Essa concentração demográfica desproporcional resultou em graves desequilíbrios no desenvolvimento regional e em crescentes desafios urbanos na capital.
Diante desse cenário, Ulaanbaatar tem passado por uma série de iniciativas abrangentes de desenvolvimento urbano. Desde a introdução do primeiro plano diretor, em 1954, já foram elaborados seis planos desse tipo. O mais recente deles, o Plano Diretor Ulaanbaatar 2040, inclui uma visão estratégica para descentralizar o crescimento urbano por meio do desenvolvimento de duas novas cidades-satélite — uma das quais é o projeto Hunnu City.
O pavilhão da Ucrânia na 19ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia explora a intersecção entre métodos tradicionais de construção e edificações improvisadas durante crises de guerra. Sob o título "DAKH (ДАХ): Vernacular Hardcore", a mostra faz referência ao conceito de telhado ("dakh" em ucraniano) como abrigo primordial na arquitetura, examinando as coberturas de uma "arquitetura sem arquitetos/as", tanto na tradição construtiva do país quanto na realidade contemporânea de vigilância aérea sobre seu território nacional. Com curadoria de Bögdana Kosmina, Michał Murawski e Kateryna Rusetska, a representação ucraniana consiste em uma exposição de seis elementos na Sale d'Armi do Arsenale e em um programa nômade complementar intitulado Planetary Hardcore.
Telhas de argila vermelha estão presentes em diversas tradições arquitetônicas ao redor do mundo, mesmo em culturas geográfica ou historicamente distantes. No entanto, isso não chega a ser uma surpresa. A argila é um material de construção abundante e acessível em todo o mundo, com alguns estudos e outras fontes sugerindo que ela compõe aproximadamente de 10% a 13% dos solos do planeta. As telhas vermelhas, em especial, costumam ser o resultado da composição mineral do solo local e do processo de queima. Seu uso disseminado em regiões sem conexão direta deve-se menos a uma influência cultural compartilhada e mais a uma lógica material: a argila é barata, durável e fácil de trabalhar com ferramentas e técnicas simples. No Vietnã, por exemplo, há uma tradição singular e marcante no uso de telhas de argila que remonta a séculos. Regiões como Vinh Long, apelidada de "reino da cerâmica vermelha", dispõem de uma abundância desse material, o que sustenta uma longa história de fabricação de telhas. Em algumas partes do Vietnã, essas peças são conhecidas como telhas Yin-Yang, devido ao formato côncavo e convexo que assumem durante a produção.
University of Aberdeen New Library / schmidt hammer lassen architects. Foto cortesia de Schmidt Hammer Lassen Architects
O contraste pode ser amplamente utilizado na arquitetura como recurso para destacar aquilo que desejamos evidenciar. Queremos destacar uma entrada? Que o projeto se sobressaia em relação ao entorno? Que nossa arquitetura se torne um marco na paisagem urbana — ou rural? Precisamos criar simbolismos? Garantir legibilidade? Como fazer isso? Como "colocar luz" em algo?
Tudo aquilo que queremos destacar se amplifica pela comparação — por meio de um contraste exagerado, antagônico. Propositalmente, podemos intensificar o uso da escuridão para evidenciar uma única fonte de luz, marcando uma escada de maneira dramática e teatral. Ou então inserir paredes robustas e opacas para fazer sobressair uma entrada leve e transparente.
Embora Hong Kong seja amplamente reconhecida por sua vista icônica do porto, seu skyline cintilante e seu ritmo de vida urbano acelerado, suas origens contam uma história diferente — profundamente enraizada em sua relação com a água. Antes de se transformar em uma metrópole densa e vertical, a identidade arquitetônica de Hong Kong estava estreitamente ligada ao seu contexto marítimo. Hoje, a cidade é frequentemente associada a torres esbeltas e revestidas de vidro que simbolizam a modernidade. Embora visualmente impactantes em sua busca por altura e forma, muitos desses edifícios parecem desconectados de seu entorno imediato, muitas vezes negligenciando as condições naturais do local, a responsividade ecológica e a sensibilidade contextual.
Historicamente, no entanto, o cenário era diferente. Os primeiros ambientes construídos de Hong Kong — vilas de pescadores rurais em áreas como Tai O, Aberdeen e Shau Kei Wan — surgiram por meio de práticas espaciais orgânicas e comunitárias que dialogavam estreitamente com o entorno. Esses assentamentos costeiros e ribeirinhos desenvolveram sistemas arquitetônicos sob medida para o ambiente marinho e para os ritmos da vida pesqueira. As vilas se estruturavam ao redor da água, e as estratégias de construção eram adaptadas às marés flutuantes, ao terreno e ao uso social.
A Bienal de Arquitetura e Paisagismo de Versalhes de 2025 (BAP! 2025) reúne líderes globais de pensamento em arquitetura para discutir o papel fundamental que a disciplina desempenha no enfrentamento das mudanças climáticas, na sustentabilidade e nas demandas urbanas em constante evolução. Por meio de uma série de entrevistas aprofundadas com curadores/as, arquitetos/as e designers de Paris, Cidade do México e Espanha, o evento oferece uma plataforma para diversas perspectivas sobre como a arquitetura pode responder aos desafios contemporâneos.
A curadoria de Sana Frini e Philippe Rahm lidera a apresentação de uma exposição que explora como a arquitetura pode se adaptar às mudanças ambientais previstas para o futuro próximo. De práticas sustentáveis à integração de contextos culturais, as conversas registradas nestas entrevistas destacam abordagens inovadoras para a criação de espaços que não são apenas funcionais, mas profundamente sensíveis às transformações climáticas e às demandas da sociedade.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142972/arquitetura-para-um-mundo-em-transformacao-reflexoes-da-bienal-de-versalhes-2025ArchDaily Team
O Mapa de Iniciativas Urbanas, criado pela OSPA Place em parceria com o Instituto Cidades Responsivas, se trata de um mapeamento gratuito e colaborativo, que reúne projetos de transformação urbana por meio da inovação, da tecnologia e da participação cidadã. A iniciativa tem como objetivos principais identificar, valorizar e dar visibilidade a experiências urbanas transformadoras, inspirar outras cidades com modelos de inovação aberta, fortalecer redes de colaboração entre agentes públicos, privados, da academia e da sociedade civil, além de compartilhar soluções com impacto real para a população.
https://www.archdaily.com.br/pt/1032513/mapa-de-iniciativas-urbanas-inscricoes-abertasArchDaily Team
Diante de uma crise climática global interconectada, da perda de biodiversidade e do esgotamento de recursos, o design regenerativo surge como um caminho para a construção de futuros rurais resilientes e ecologicamente sintonizados. Na interseção entre arquitetura, agricultura e ecossistemas locais, despontam novos modelos de práticas agrícolas resilientes e autossuficientes. Em vez de grandes sistemas industriais, esses projetos consistem em intervenções arquitetônicas em pequena escala, precisas e profundamente contextuais, que criam espaços propícios ao cultivo sustentável, respeitando os ritmos ambientais, os materiais locais e os saberes comunitários.
A edição de 2024–2025 do Europe 40under40 Awards anunciou a seleção de arquitetos/as e designers, reconhecendo profissionais emergentes com menos de 40 anos que atuam em toda a Europa. Organizado pelo The European Centre for Architecture Art Design and Urban Studies e pelo Chicago Athenaeum, o programa destaca uma variedade de trabalhos construídos e conceituais que refletem abordagens contemporâneas de arquitetura e design. A seleção deste ano reúne jovens arquitetos/as e designers de Chipre, França, Grécia, Itália, Noruega, Polônia, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e Turquia, oferecendo uma perspectiva abrangente sobre o discurso arquitetônico contemporâneo da Europa.
A seleção foi realizada por um júri composto por Melike Altınışık, Hans-Petter Bjørnådal, Eleni-Stefania Kalapoda e Adrian Yap, que avaliaram propostas de diversas escalas e tipologias. Os projetos vencedores serão apresentados na exposição "40 Young European Architects with New Visions", com abertura em 5 de dezembro de 2025 no The European Centre, Contemporary Space Athens. Além disso, um anuário especial publicado pela Metropolitan Arts Press documentará as obras selecionadas, tornando-as acessíveis ao público internacional. As inscrições já estão abertas para a edição de 2025–2026, com prazo final até 15 de dezembro de 2025.
Jenny E. Sabin é uma arquiteta, designer e educadora estadunidense conhecida por seu trabalho na interseção entre arquitetura, computação e biomateriais. Ela integra fabricação digital, materiais responsivos e design bioinspirado em sua prática de arquitetura e dirige um estúdio experimental, o Jenny Sabin Studio, com sede em Ithaca, Nova York. Nesta entrevista para o Louisiana Channel, ela compartilha sua trajetória pessoal de artista a cientista, explica como sistemas biológicos e de materiais podem ser aplicados em escala arquitetônica e discute sua atuação no ensino e na pesquisa na Cornell University. A arquiteta detalha seu interesse em aproximar as pessoas por meio de novas estratégias para uma arquitetura responsiva e adaptável. Em sua visão, as conexões entre o digital, o físico e o biológico definem uma mudança de paradigma na evolução da arquitetura, convergindo com outros campos da experiência física para criar um futuro mais interconectado.
A edição de 2025 da exposição Time Space Existence do European Cultural Centre (ECC) em Veneza é norteada pelo manifesto "Reparar, Regenerar e Reutilizar". Com o objetivo de ir além de soluções superficiais e terminologias desgastadas, a mostra apresenta um grupo de profissionais que interpretam a arquitetura como um agente ativo de reparação. As obras mais instigantes apresentadas em Veneza demonstram que a "reparação" é uma prática multifacetada, operando em registros materiais, sociais e históricos. As diferentes abordagens revelam uma mudança no papel de profissionais de arquitetura, que deixam de ser apenas projetistas de objetos físicos para assumirem a função de restauradores/as, capazes de combinar tecnologia, comunidade e inteligência material para restaurar narrativas e construir sistemas culturais mais robustos.
A humanidade raramente aceita grandes transformações de imediato, sendo muitas vezes freada pelo medo, pelo ceticismo ou pelo apego ao que já funciona. A prensa de Gutenberg despertou o temor da desinformação; a eletrificação urbana gerou alertas por parte de médicos; e a informatização dos escritórios acendeu preocupações sobre a desvalorização da experiência humana. Tais rupturas frequentemente provocam resistência, mas tendem a abrir espaço para a reflexão crítica e para a inovação.
Hoje, com a ascensão da inteligência artificial e a rápida sucessão de inovações tecnológicas, vivemos mais um desses pontos de inflexão. O debate é amplo, inevitável e, como sempre, necessário. Na TRUE Conference 2025, realizada pela Midea Building Technologies (MBT), essa discussão assume dimensões práticas e estratégicas ao articular os avanços digitais a metas tangíveis de sustentabilidade, eficiência e qualidade de vida.
O escritório MVRDV concluiu o GATE M West Bund Dream Center, um importante projeto de reuso adaptativo que transforma uma antiga fábrica de cimento em um dinâmico distrito cultural e de lazer em Xangai. Localizado às margens do Rio Huangpu, o empreendimento soma-se à crescente série de iniciativas culturais do West Bund e oferece uma ampla gama de comodidades públicas, que vão desde áreas de alimentação e comércio até instalações de escalada, espaços para eventos e zonas de relaxamento à beira-rio. O local, que no passado abrigou a maior fábrica de cimento da Ásia, passou por uma transformação significativa após a Expo Xangai 2010, evento que impulsionou a transferência das atividades industriais e a revitalização das margens do rio.
De acordo com o Banco Mundial, o Programa Nacional de Urbanização e Habitação de Angola (PNUH), lançado em 2008, tinha como meta construir um milhão de novas unidades habitacionais. No entanto, até 2024, haviam sido entregues apenas cerca de 220.000. A Power2Build, uma startup angolana de construção, estima o déficit habitacional atual em Angola em aproximadamente três milhões de moradias, com a situação sendo particularmente crítica em Luanda, uma das cidades de crescimento mais rápido no continente africano. Contando com uma equipe multidisciplinar inteiramente angolana, a Power2Build busca contribuir para a redução desse déficit por meio do uso da tecnologia de impressão 3D automatizada de concreto. Implementado no canteiro de obras com impressoras de grande porte da empresa dinamarquesa COBOD, espera-se que o sistema acelere os cronogramas de construção e melhore a qualidade das edificações. A impressão 3D em larga escala à base de cimento elimina a necessidade de fôrmas tradicionais ao posicionar ou solidificar com precisão volumes específicos de material em camadas sequenciais, utilizando um sistema de posicionamento controlado por computador. O processo envolve três etapas principais: preparação de dados, preparação do material e impressão.
Em tempos de colapso ecológico e crescente insegurança alimentar, a arquitetura é cada vez mais chamada a se engajar não apenas com as paisagens, mas com os sistemas que as sustentam e regeneram. Entre esses sistemas, a agricultura ocupa um papel paradoxal, sendo ao mesmo tempo uma das principais responsáveis pela degradação ambiental e um agente potencial de recuperação ecológica. A agricultura industrial esgotou os solos, fragmentou habitats e impulsionou as mudanças climáticas por meio de monoculturas, dependência de combustíveis fósseis e padronização territorial. Em resposta, a agroecologia surge como uma contraprática enraizada na biodiversidade, no conhecimento local e nos ritmos cíclicos da natureza. Ela ressignifica o cultivo não como extração, mas como regeneração dos ecossistemas, das comunidades e do próprio solo.
Esse reposicionamento abre espaço para que a arquitetura dê contribuições significativas. Alinhar-se à agroecologia não significa apenas apoiar a produção de alimentos, mas comprometer-se com as condições culturais, espaciais e ecológicas mais amplas que a sustentam. Isso implica projetar considerando as variações sazonais, apoiar o uso compartilhado e construir de modo a respeitar tanto a terra quanto quem nela trabalha. A arquitetura torna-se mais do que um invólucro — transforma-se em mediadora do cultivo, da reciprocidade e da coexistência.