Assista ao vivo à cerimônia do Holcim Foundation Awards 2025 no dia 20 de novembro, transmitida de Veneza, Itália, durante a semana de encerramento da 19ª Exposição Internacional de Arquitetura, para conhecer os vencedores do Grande Prêmio regional. A Holcim Foundation for Sustainable Construction anunciou os 20 projetos vencedores deste ciclo, selecionados em cinco regiões: Ásia-Pacífico, Europa, América Latina, Oriente Médio e África, e América do Norte. Esta edição introduz um novo formato para o Grande Prêmio, substituindo as distinções de Ouro, Prata e Bronze para destacar a excelência de forma absoluta e refletir os variados contextos nos quais o design sustentável se insere.
Noticias
Assista ao vivo à Cerimônia do Holcim Foundation Awards 2025 e conheça os 5 vencedores do Grande Prêmio
Como os kits de ferramentas de código aberto estão democratizando o patrimônio construído

A demolição parece mais barata do que o restauro quando os custos econômicos do patrimônio intangível são ignorados. Quando o conhecimento técnico de conservação fica restrito a honorários profissionais elevados, proprietários/as que enfrentam a deterioração de um edifício enxergam apenas dois valores: o custo da obra e o custo dos honorários. O primeiro é o custo de contratar um/a arquiteto/a de conservação, um/a engenheiro/a estrutural e prestadores de serviços especializados para uma avaliação e um plano de restauro. O outro é o custo de uma licença de demolição e de uma nova construção. A demolição vence — não por ser de fato mais econômica quando se consideram a energia incorporada nos materiais, os custos de infraestrutura e o valor do ciclo de vida, mas porque o conhecimento necessário para restaurar de forma viável permanece inacessível.
O papel da inteligência artificial responsável na transformação da prática e do design de arquitetura

A discussão sobre IA na arquitetura deixou de ser especulação para se tornar realidade prática. Arquitetos/as e designers agora buscam compreender como o uso inteligente de ferramentas baseadas em inteligência artificial pode impulsionar a inovação e criar vantagens competitivas. No entanto, à medida que a curiosidade e o otimismo crescem, os escritórios também enfrentam receios relacionados a questões éticas e jurídicas que cercam a adoção da IA.
Debate sobre a Prefeitura de Dallas e a Symphony Tower do ZHA em Dubai: O resumo desta semana

Em distritos culturais e centros cívicos, os desenvolvimentos arquitetônicos desta semana destacam como as instituições e governos municipais estão reformulando seus futuros em meio a pressões ambientais, sociais e econômicas em constante mudança. Novos projetos de museus e de óperas sinalizam o compromisso contínuo com a expansão da infraestrutura cultural pública, ao passo que o debate em torno da modernista Prefeitura de Dallas ilustra as tensões que surgem quando questões de patrimônio se deparam com demandas crescentes de manutenção e pressões por redesenvolvimento urbano. Paralelamente, os municípios avançam com novas ferramentas regulatórias para enfrentar os desafios climáticos, desde normas de eletrificação em Sydney e Boston até restrições de mobilidade e novas formas de diplomacia urbana. Esses desdobramentos refletem um cenário cada vez mais complexo, no qual os ambientes arquitetônicos evoluem a partir da combinação de ambição cultural, metas ambientais e transformações nos modelos de tomada de decisão pública.
Cozinhas inteligentes? Fusionando tecnologia, estética e movimento em bancadas de cozinha

Ao compreender o papel atual da cozinha como um espaço de convivência, lazer e experimentação na residência, o diálogo entre tecnologia e arquitetura ganha relevância por trazer movimento, adaptabilidade e flexibilidade aos espaços domésticos. Embora as cozinhas representem a essência de diferentes culturas, preservando desde receitas e processos antigos até heranças e tradições, a arquitetura desses espaços abre caminho para a integração de acabamentos de materiais inovadores a tecnologias invisíveis, combinando resistência, eficiência energética e design.
O Pavilhão do Japão na Bienal de Veneza de 2025 explora a inteligência artificial nos processos arquitetônicos

O Pavilhão do Japão na Bienal de Veneza de 2025 investiga o papel em constante evolução da inteligência artificial (IA) na arquitetura, concentrando-se no conceito de "espaço intermediário". Com curadoria de Jun Aoki, a exposição acontece de 10 de maio a 23 de novembro de 2025, nos Giardini della Biennale, em Veneza. A mostra explora a crescente autonomia da IA no projeto de arquitetura, levantando questões sobre as transformações na relação entre a agência humana e a inteligência das máquinas. A proposta se alinha ao tema geral "Intelligens. Natural. Artificial. Coletivo", sob curadoria de Carlo Ratti.
Litorais elementais na Ásia-Pacífico: o concreto redefine a casa de praia

Morar à beira-mar é, há muito tempo, um desejo marcante — atraído pela promessa de uma natureza amena, privacidade e acesso imediato à água. Historicamente, as casas de praia tendiam a ser rústicas e despojadas: em parte porque a infraestrutura em locais remotos e o transporte de materiais eram difíceis, e em parte porque seu charme residia em estar mais próximo dos elementos — de forma mais simples, rústica e direta.
Por conta disso, muitas das primeiras casas de praia foram construídas em madeira. O material oferecia vantagens claras: era leve, adaptável, de rápido manuseio e podia ser montado com o mínimo de maquinário pesado. Embora a madeira sofra com a ação do tempo e apresente baixa resistência à umidade carregada de sal, a madeira para uso externo carrega um caráter bruto e natural que reforçava o apelo do ideal da casa de praia.
A Arquitetura do Comedimento: Quando Escolher Não Construir se Torna Projeto

Em um mundo que enfrenta o esgotamento ecológico e a saturação espacial, o ato de construir passou a representar tanto criação quanto consumo. Durante décadas, o progresso arquitetônico foi medido pelo novo: novos materiais, novas tecnologias, novos monumentos à ambição. Hoje, no entanto, a disciplina é cada vez mais moldada por outra forma de inteligência, que valoriza o que já existe. Profissionais da arquitetura estão aprendendo que fazer menos pode significar projetar mais, e essa mudança marca o surgimento do que se poderia chamar de uma arquitetura da contenção: uma prática definida pelo cuidado, pela manutenção e pela escolha deliberada de não construir.
Esse princípio reconhece que o edifício mais sustentável costuma ser aquele que já está de pé, e que a transformação pode ocorrer por meio da preservação, do reparo ou até mesmo da ausência. Escolher não construir torna-se um ato político e criativo, uma resposta aos limites materiais do planeta e aos limites éticos do crescimento infinito. Essa arquitetura vai além da produção de novas formas para abraçar a continuidade, prolongando a vida útil de estruturas, materiais e memórias que já habitam o mundo.
Snøhetta revela novas imagens do projeto vencedor para a Ópera de Düsseldorf

O escritório Snøhetta revelou novas imagens do seu projeto vencedor para a nova Ópera de Düsseldorf. Lançado originalmente em 2017, o concurso "Ópera do Futuro" sofreu diversas interrupções ao longo dos anos devido a mudanças no terreno previsto para a construção, prolongando o processo de tomada de decisão deste importante projeto cultural. O novo edifício abrigará a Deutsche Oper am Rhein, a Biblioteca de Música da Cidade de Düsseldorf e a Escola de Música Clara Schumann, consolidando-se como um espaço cultural integrado. A proposta visa estabelecer uma casa de ópera contemporânea que fortaleça a infraestrutura cultural e a vida pública da cidade.
DAM inaugura exposição interativa de 100 anos de kits de construção arquitetônica em Frankfurt, Alemanha

O Deutsches Architekturmuseum (DAM) em Frankfurt, na Alemanha, inaugurou uma nova exposição interativa, em cartaz de 25 de outubro de 2025 a 8 de fevereiro de 2026, que apresenta 100 anos de kits de construção arquitetônica. Desenvolvida em colaboração com o designer gráfico Claus Krieger, os professores Andreas Kretzer e Philipp Reinfeld, da Universidade de Ciências Aplicadas de Stuttgart (HFT), estudantes e a equipe ampliada do DAM, a exposição reúne cerca de 80 kits de construção fabricados entre 1890 e 1990. Muitos desses sistemas foram recriados em escala ampliada para que o público visitante possa testar suas montagens em oito estações de brinquedo centrais. Recursos digitais adicionais incluem mundos de modelos em realidade virtual (VR) programados por estudantes da HFT. Dezenas de modelos finalizados ilustram a variedade de ideias arquitetônicas representadas nos kits, e a coleção completa está documentada em um catálogo que acompanha a mostra. A exposição é acompanhada por um concurso público intitulado How Small Can Architecture Be?, que convida participantes a enviarem modelos arquitetônicos em miniatura para exibição.
De Bangkok a Florença: 6 projetos não construídos de espaço público que repensam a comunidade, a ecologia e a identidade urbana

Os espaços públicos continuam sendo alguns dos cenários mais dinâmicos para a experimentação arquitetônica não construída, revelando como as cidades e os/as arquitetos/as podem conceber a acessibilidade, o encontro e a identidade cívica. Nesta seleção de projetos não construídos, enviada pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas examinam parques, corredores de pedestres, paisagens culturais e ambientes urbanos de livre acesso que convidam as pessoas a se encontrar, se movimentar, descansar e participar da vida coletiva. Em vez de tratar o espaço público como um terreno residual, esses projetos o posicionam como uma infraestrutura essencial, moldando a saúde urbana, a memória e a interação social.
Hospitalidade panorâmica: a integração da paisagem, da luz e do conforto no design hoteleiro

Em meio a uma era de novos paradigmas, a arquitetura hoteleira contemporânea repensa a adoção de novas tecnologias, a incorporação de princípios de sustentabilidade e eficiência energética, bem como a personalização das experiências de seus usuários. Redefinindo o design dos espaços interiores e exteriores dos hotéis, integram-se desde soluções de projeto adequadas ao clima de cada região até a aplicação de materiais reciclados e projetos bioclimáticos, buscando gerar o menor impacto ambiental possível.
O silêncio também é importante: a acústica como infraestrutura cultural

Em 1952, o compositor norte-americano John Cage apresentou pela primeira vez sua obra revolucionária "4'33''". Nela, a orquestra não emite nenhum som intencional durante quatro minutos e trinta e três segundos. Em vez disso, o que se ouve são respirações, movimentos e ruídos sutis que normalmente passariam despercebidos, mas que ali se tornam parte da própria composição. Com essa obra, Cage revelou que o silêncio absoluto não existe. Sempre há som, mesmo quando não planejado.
Da mesma forma, cada espaço arquitetônico possui sua própria paisagem sonora. O som se propaga, reflete, reverbera e se dissipa de acordo com os materiais, volumes e superfícies que encontra. Paredes rígidas e pés-direitos altos podem amplificar os ecos, ao passo que tecidos e painéis porosos os suavizam. A acústica, portanto, não é meramente uma preocupação técnica, mas uma forma de escuta materializada — uma ciência que opera no limite entre a percepção e a emoção. Por essa razão, trata-se de um campo complexo. Cada tipologia, seja um museu, templo, estúdio ou teatro, tem sua própria lógica sonora, e a compreensão dessas nuances é essencial para criar espaços que acolham o som, a voz e o silêncio com igual precisão.
A Temperatura da Desigualdade: Repensando as Superfícies Urbanas para um Clima em Transformação

As cidades reúnem o melhor e o pior da condição humana. Elas concentram oportunidades de trabalho, redes sociais e produção cultural, mas também expõem profundas desigualdades sociais. Entre as muitas formas de exclusão urbana estão o acesso limitado ao transporte, à moradia, ao lazer ou a questões de segurança. Uma vertente raramente debatida é a desigualdade térmica. Em bairros de menor renda, onde há menos árvores, parques e superfícies permeáveis, o calor se acumula e o desconforto térmico predomina, resultando em maior consumo de energia e riscos à saúde. À medida que cresce a preocupação com a crise climática, essa discussão se torna mais urgente: o calor extremo já não é apenas um fenômeno climático, mas também uma expressão espacial da desigualdade.
Coldefy conclui a primeira escola com estrutura de madeira no norte da França

O escritório Coldefy, em colaboração com a Relief Architecture, concluiu a Escola Secundária Robert Badinter, a primeira escola com estrutura de madeira no norte da França. Projetado para receber 650 estudantes, o complexo está situado em um antigo pátio ferroviário adjacente à estação de trem da cidade e a uma curta distância a pé do centro. A nova escola integra uma estratégia mais ampla de renovação urbana que visa consolidar as conexões de transporte e introduzir novos equipamentos públicos na região.
Projetando além da fórmula: conheça as obras do 5468796 Architecture no Canadá

Fundado em Winnipeg, Manitoba, em 2007 por Johanna Hurme e Sasa Radulovic, e logo em seguida integrado por seu terceiro sócio, Colin Neufeld, o 5468796 Architecture estabeleceu-se como um escritório de arquitetura cujos primeiros trabalhos exploraram o estado atual da habitação na América do Norte. O estúdio canadense funciona como um coletivo de cerca de 20 designers que priorizam o valor coletivo das ideias em detrimento da autoria individual.
Projetando para o amanhã: soluções positivas para a natureza em ambientes urbanos

O futuro do planejamento urbano e da arquitetura é promissor se o mundo, coletivamente, olhar além do conceito de mera sustentabilidade e, em vez disso, adotar uma abordagem positiva para a natureza. À medida que o crescimento populacional global impulsiona uma rápida urbanização — exigindo que a humanidade construa o equivalente a uma cidade do tamanho de Madri a cada semana pelas próximas décadas —, o setor da construção enfrenta um desafio decisivo: como construir ambientes urbanos duráveis, energeticamente eficientes e resilientes em harmonia com os ecossistemas naturais.
Esculpindo a visão urbana da Arábia Saudita: Buildner revela os vencedores do Mujassam Watan Challenge

A Buildner e a Iniciativa Mujassam Watan anunciaram os resultados do Mujassam Watan Urban Sculpture Challenge.
Este concurso internacional convidou arquitetos/as, artistas e designers a criarem esculturas públicas visionárias que refletissem o rico patrimônio cultural e as ambições futuras da Arábia Saudita. À medida que o Reino passa por uma profunda transformação sob a chancela da Vision 2030, esta iniciativa — organizada em parceria com a Iniciativa Mujassam Watan — buscou propostas que dialogassem tanto com a história quanto com o futuro, a tradição e a inovação no espaço público.
Entrevistas do ArchDaily na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 enquanto a exposição entra em sua última semana

À medida que a 19ª Mostra Internacional de Arquitetura entra em sua última semana antes do encerramento em 23 de novembro, a Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 oferece uma perspectiva para revisitar as ideias e experimentos que moldaram o debate arquitetônico global deste ano. Com curadoria de Carlo Ratti sob o tema "Intelligens. Natural. Artificial. Coletivo.", a Bienal reúne mais de 750 participantes entre pavilhões nacionais, eventos colaterais e instalações por toda a cidade. Estruturada em torno de formas interconectadas de inteligência, esta edição examina o papel da arquitetura no enfrentamento da instabilidade climática, na evolução das tecnologias e no surgimento de novas formas de colaboração.
Qatar Foundation lança novo museu dedicado a M. F. Husain na Education City de Doha

No dia 28 de novembro de 2025, a Qatar Foundation inaugurará o Lawh Wa Qalam: M. F. Husain Museum, uma nova adição à paisagem cultural do Catar dedicada à vida e obra do artista Maqbool Fida Husain. O museu será a primeira instituição do mundo a traçar a trajetória artística de Husain desde a década de 1950 até sua morte em 2011, oferecendo uma experiência imersiva em um edifício cujo projeto foi esboçado pelo próprio artista. A exposição permanente incluirá pinturas, filmes, tapeçarias, fotografias, poesia e instalações, apresentados por meio de recursos de narrativa multimídia. Com mais de 3.000 metros quadrados de área, o museu busca estimular a criatividade e o diálogo, servindo como um novo espaço de aprendizado e exploração dentro da Education City da Qatar Foundation, em Doha. A iniciativa soma-se a um campus que abriga instituições de ensino e pesquisa projetadas por arquitetos/as como Arata Isozaki, Rem Koolhaas e Antoine Predock, bem como por escritórios como Legorreta + Legorreta e Mangera Yvars Architects.
Além da arquitetura centrada no ser humano: projetando espaços com outras espécies

À medida que a arquitetura avança para além do design centrado no ser humano, novas práticas repensam a coexistência como uma estrutura ética e ecológica. Das infraestruturas políticas aos habitats, essas abordagens nos convidam a imaginar a arquitetura como um sistema vivo compartilhado.
A arquitetura moderna foi, por muito tempo, escrita sob uma ótica antropocêntrica, colocando o ser humano no centro e tornando invisíveis as demais espécies. Contudo, esse paradigma vem se transformando, à medida que profissionais da arquitetura e da pesquisa redefinem o papel do design em mundos mais-que-humanos. Estúdios como Office for Political Innovation, Studio Ossidiana e Husos Architects questionam as narrativas centradas no ser humano e reformulam o design como uma prática compartilhada entre espécies. Nesse contexto, a arquitetura deixa de ser uma ferramenta de controle para se tornar um meio de coexistência, uma disciplina que media a relação entre espécies, ambientes e culturas.
Além da Exposição: Arquitetura, Interiores e Paisagem como uma Única Narrativa

Como parte do contexto da experiência, o conceito de exposição na arquitetura está estreitamente ligado à percepção. Compreender a jornada do/a usuário/a, reconhecer as propriedades e características de cada elemento e revelar a metodologia por trás de seu funcionamento são aspectos vitais do processo de projeto e desenvolvimento desses espaços. De equipamentos, mobiliário e obras de arte a materiais e tecnologias de construção, a arquitetura e o design de interiores demonstram um potencial criativo cada vez mais significativo para desenvolver soluções que fundem perspectivas históricas, paisagísticas e sociais.
A Bienal Intelligens reúne os dados, mas falha em sintetizá-los

Este artigo apresenta nossa nova seção de Opinião, um formato para ensaios argumentativos sobre questões cruciais que moldam nossa área.
A Bienal de Arquitetura de Veneza sempre foi maior do que si mesma. Nunca satisfeita em ser meramente uma exposição, ela sempre carregou ambições que se expandem para além dos limites do Arsenale e do Giardini. Fundamentals, de Rem Koolhaas, buscou desconstruir a arquitetura em uma gramática universal; Reporting from the Front, de Alejandro Aravena, a reposicionou como uma ferramenta de justiça social no território; The Laboratory of the Future, de Lesley Lokko, propôs-se a descolonizar e descarbonizar o cânone arquitetônico.
Arquitetura Centrada na Comunidade: Redefinindo o Papel dos/as Arquitetos/as na América do Sul

Por toda a América do Sul, a arquitetura é cada vez mais compreendida como um ato coletivo. Em vez de impor visões externas, muitos escritórios e designers constroem com e para as comunidades, aprendendo com suas práticas locais, materiais e modos de habitar. Esses projetos reposicionam o papel do/a arquiteto/a, que deixa de ser um/a autor/a para se tornar um/a facilitador/a, transformando o projeto em um processo participativo centrado na colaboração, no cuidado e no respeito mútuo.
O que une esses esforços não é o estilo ou a escala, mas uma convicção compartilhada: a arquitetura surge do diálogo coletivo, não da imposição. Do Equador rural às periferias urbanas do Brasil, da Colômbia e do Paraguai, esses projetos revelam como o engajamento social e o fazer local produzem espaços sustentáveis não apenas do ponto de vista ambiental, mas também social. Eles respondem à desigualdade não através de soluções verticais, mas por meio da coautoria, oferecendo espaços que refletem as necessidades, os saberes e a agência das pessoas que os utilizam.

















