Na arquitetura contemporânea de banheiros, o ralo evoluiu de um componente puramente funcional para um elemento de design que orienta o layout, a acessibilidade e o desempenho a longo prazo. Quando o escoamento, a geometria do caimento e a impermeabilização são projetados como um sistema integrado, a superfície revestida alcança tanto o refinamento estético quanto a funcionalidade confiável — qualidades fundamentais para hotéis, spas e residências. A Schluter® estabelece essa conexão essencial entre o ralo e a impermeabilização em um ambiente fabril controlado, em vez de depender da montagem em obra.
O BIG – Bjarke Ingels Group foi selecionado como vencedor do concurso internacional para projetar a nova Ópera Estatal de Hamburgo, um importante projeto cultural planejado para a península de Baakenhöft, em HafenCity, Hamburgo, Alemanha. O edifício reunirá as companhias de ópera e balé da cidade sob o mesmo teto, introduzindo novos espaços de apresentação, instalações de produção e áreas de convivência pública ao longo do rio Elba. O projeto substituirá a casa de ópera de meados do século XX na Dammtorstraße, atendendo à demanda municipal por uma estrutura que reflita os padrões contemporâneos de acústica, tecnologia de palco e experiência do público.
Ao todo, o festival de três dias contará com mais de 460 apresentações ao vivo dos finalistas de 2025, avaliadas por mais de 160 jurados e juradas internacionais. Hoje, projetos selecionados de todo o mundo competiram em 21 categorias nas áreas de Edifícios Concluídos, Projetos Futuros e Interiores. Entre os premiados estão OMA, Sordo Madaleno, Studio Arthur Casas e NIKKEN SEKKEI.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142056/world-architecture-festival-2025-anunciados-os-vencedores-do-segundo-diaEnrique Tovar
Forte de Mehrangarh, Jodhpur, Rajastão, Índia. Foto por Sanhitasinha. Licença Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 International
Os palácios e antigos armazéns coloniais da Índia estão testemunhando um novo tipo de restauração, que ocorre abaixo da superfície. De suportes discretos de aço embutidos atrás de alvenarias centenárias a sensores digitais inseridos em tetos com afrescos, a tecnologia está remodelando silenciosamente a forma como o patrimônio histórico é protegido para o futuro. Essas intervenções focam mais na precisão sutil do que no espetáculo — verdadeiras maravilhas invisíveis da engenharia.
À medida que o mundo avança em direção ao reúso adaptativo, profissionais de arquitetura e engenharia enfrentam o desafio constante de tornar as estruturas históricas seguras para o acesso público, mantendo ao mesmo tempo a autenticidade de sua arquitetura. Seja na modernização de palácios para um resfriamento eficiente ou no reforço sísmico de antigos armazéns vitorianos, o objetivo vai além da preservação: trata-se da coexistência inteligente entre o antigo e o novo.
Há uma revolução silenciosa acontecendo no banheiro. Esqueça o mármore brilhante e os metais dourados espalhafatosos; o novo tom do design é de uma confiança serena. Hoje, o luxo é sutil, sensorial e preciso. Valoriza-se o fazer artesanal em detrimento da extravagância, e a autenticidade em vez do espetáculo. O banheiro, outrora o cômodo mais funcional da casa, tornou-se um espaço onde materialidade, toque e luz se orquestram para criar uma sensação de calma.
Balcony House / Ryo Matsui Architects. Imagem cortesia de Ryo Matsui Architects Inc
Caminhamos sobre superfícies "planas" todos os dias e raramente pensamos a respeito — mas quão plano é esse solo, na verdade? Na cidade, os meios-fios são chanfrados, as calçadas se inclinam em direção às grelhas e as vias são abauladas para escoar a água em sarjetas rasas. Nos subúrbios e em caminhos não pavimentados, o terreno irregular é a norma. Dentro dos edifícios, em contrapartida, buscamos uma horizontalidade quase perfeita — estruturas, lajes e acabamentos são todos disciplinados para criar superfícies de circulação niveladas em nome da segurança e da acessibilidade. No entanto, a planaridade é inerentemente incompatível com a água. Um olhar mais atento revela um repertório sutil de adaptações: pequenos caimentos nas entradas, soleiras elevadas alguns milímetros, áreas molhadas com inclinações quase imperceptíveis. O piso é percebido como plano, mas, na verdade, é cuidadosamente ajustado — microtopografias disfarçadas de plano — para gerenciar a água sem chamar atenção.
Quais são as maneiras comuns pelas quais os/as arquitetos/as "mantêm as coisas planas" enquanto gerenciam a água — a eterna inimiga das edificações? Uma forma útil de analisar isso é focar em três condições recorrentes: decks externos ou de cobertura, banheiros e outras áreas molhadas, e planos de piso externos ao nível do solo. Cada uma depende de um conjunto de ferramentas ligeiramente diferente — sistemas de pedestais sobre impermeabilização inclinada, microinclinações para ralos, drenos perimetrais ocultos, caimentos divididos — para manter a ilusão de uma superfície contínua e nivelada. Estudar essas situações de forma comparativa revela o imenso esforço de projeto necessário para conciliar a percepção de planaridade com a realidade complexa da água.
A Snaptrude anunciou o lançamento do Snaptrude Student Plan, uma oferta gratuita que concede a estudantes de arquitetura de todo o mundo acesso total à plataforma profissional da Snaptrude e a fluxos de trabalho inteligentes de IA. A iniciativa reflete o compromisso da Snaptrude em fortalecer o ensino de arquitetura e garantir que profissionais emergentes do design desenvolvam habilidades práticas ainda durante a graduação. O acesso irrestrito à plataforma profissional e às ferramentas de IA permite que estudantes projetem com maior agilidade e criem trabalhos prontos para o portfólio.
O Lucas Museum of Narrative Art anunciou que abrirá suas portas ao público em 22 de setembro de 2026, somando uma nova instituição cultural ao Exposition Park, em Los Angeles. Fundado por George Lucas e Mellody Hobson, o museu é dedicado à narrativa visual e ilustrada, compreendida como obras de arte que comunicam histórias por meio de diferentes mídias e épocas. O edifício foi projetado por Ma Yansong, do escritório MAD Architects, com projeto de paisagismo de Mia Lehrer, do Studio-MLA, e a Stantec atuando como arquiteta executiva.
Projeto para o palácio de esportes Asllan Rusi "The Grand Ballroom" em Tirana, Albânia, por MVRDV. Imagem cortesia de MVRDV
As notícias de arquitetura desta semana destacam um panorama global diversificado de inovação em design, investimento cultural e reuso adaptativo. Em diferentes continentes, novos museus e espaços culturais estão sendo inaugurados para promover o diálogo em torno da arte, do design e do engajamento comunitário. Ao mesmo tempo, importantes premiações e anúncios de projetos reforçam a crescente relevância de práticas sustentáveis e socialmente conscientes na definição da arquitetura contemporânea. De transformações adaptativas em Nova York, Tainan e Milão — incluindo os preparativos para os Jogos Olímpicos de Inverno de Milano Cortina 2026 — a novos marcos culturais em Gana e no Catar, o panorama desta semana apresenta projetos de escritórios renomados como Herzog & de Meuron, Snøhetta e Mecanoo, além de iniciativas de práticas emergentes como o Limbo Accra, na África Ocidental.
No total, ao longo dos três dias de festival, serão apresentadas mais de 460 defesas de projetos ao vivo pelos finalistas de 2025, diante de um júri internacional composto por mais de 160 profissionais. Hoje, os projetos selecionados de diversas partes do mundo competiram em 22 categorias de prêmios divididas entre Edifícios Concluídos, Projetos Futuros e Interiores. Entre os escritórios premiados estão o WOW Architects, o BIG-Bjarke Ingels Group, o Batlleiroig e o Perkins&Will.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142836/world-architecture-festival-2025-anunciados-os-vencedores-do-primeiro-diaEnrique Tovar
A segunda edição do Ammodo Architecture Award reconheceu 26 iniciativas por suas contribuições ao design social e ecologicamente responsável. Selecionados entre 168 propostas vindas de mais de 60 países, os projetos laureados representam uma ampla gama de práticas, desde escritórios consolidados até coletivos emergentes e iniciativas lideradas por comunidades. Cada proposta premiada recebe uma subvenção que varia de € 10.000 a € 150.000 para apoiar o desenvolvimento contínuo de suas atividades. Além do reconhecimento e do apoio financeiro, a iniciativa Ammodo Architecture também funciona como uma plataforma de conhecimento, conectando os projetos premiados de diferentes regiões e facilitando a troca de ideias sobre temas-chave identificados pelo comitê consultivo.
Há mais de 125 anos, a Tarkett fabrica pisos de linóleo com base em sua formulação original de 1898. Reconhecido por profissionais de arquitetura em todo o mundo, este revestimento natural é uma referência em sustentabilidade, durabilidade e design atemporal. Hoje, o Linóleo Tarkett é conhecido não apenas por sua tradição, mas também por sua aplicação inovadora na arquitetura contemporânea — especialmente no setor educacional. Saiba mais sobre o impacto de Lino Materiale da Tarkett nos espaços contemporâneos.
Em meio à grade ordenada do Giardini della Biennale, o Pavilhão Suíço surge quase reticente. Seus volumes brancos e baixos, concluídos in 1952 por Bruno Giacometti, parecem se distanciar da exibição de orgulho nacional que o cerca. O edifício encarna uma vertente do modernismo que resiste à monumentalidade, na qual a precisão e a contenção substituem o espetáculo, e a arquitetura se torna menos um objeto e mais uma estrutura para o encontro.
Surgido de uma Europa em reconstrução, o pavilhão reflete um momento em que as nações reimaginavam sua presença no mundo. Para a Suíça, a neutralidade era há muito tempo tanto uma postura política quanto uma condição cultural, e Giacometti traduziu essa identidade em uma sequência de salas comedidas dispostas em torno de um pátio aberto, definidas não pelo que contêm, mas por como acolhem a luz, o movimento e a pausa. O resultado é uma arquitetura que não clama por pertencimento, mas convida à atenção por meio do equilíbrio e do cuidado.
Diante das forças combinadas do crescimento populacional, da prosperidade econômica e da expansão urbana, as cidades vêm registrando um aumento expressivo na circulação de pessoas e mercadorias — reflexo direto da evolução dos sistemas de mobilidade nos ambientes urbanos. Com o avanço das tecnologias e a transformação dos meios de transporte, o reaproveitamento adaptativo de vagões de trem, cabines de avião e outras infraestruturas de serviço revela novas oportunidades para explorar seu potencial criativo. Materiais, tecnologias e ferramentas de projeto convergem em torno de um mesmo propósito: restaurar e ressignificar estruturas desativadas, para dar-lhes nova vida.
Countryside: A Place to Live, Not to Leave do AMO / OMA apresenta uma exploração da vida contemporânea além das cidades, examinando como os territórios rurais se adaptam às transformações globais. Concebida sob a direção de Rem Koolhaas e Samir Bantal, com Yotam Ben Hur como arquiteto/a do projeto, a exposição é apresentada pelos Qatar Museums em colaboração com o Qatar Fund for Development (QFFD), o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MoECC), a Hassad Food e a Kahramaa. A mostra ocupa dois locais em Doha, a Qatar Preparatory School e o National Museum of Qatar, e permanece aberta ao público até 30 de junho de 2026.
Exposição "On the Other Side of Languish", de Reginald Sylvester II. Exposição de estreia do Limbo Museum em Gana, África Ocidental. Imagem cortesia de Limbo Museum
O Limbo Museum é uma nova instituição dedicada à arquitetura, arte e design sediada em Gana, na África Ocidental. O museu desafia o conceito de ruína, funcionando em um complexo brutalista anteriormente abandonado que atualmente transmite a imagem de um edifício inacabado. O projeto foi fundado pelo Limbo Accra, um estúdio de pesquisa e design espacial estabelecido em 2018 por Dominique Petit-Frère e Emil Grip, dedicado a "desbloquear o potencial de edifícios inacabados na África Ocidental e além". Em 31 de outubro de 2025, o museu inaugurou sua primeira exposição pública, On the Other Side of Languish, de Reginald Sylvester II, desenvolvida por meio do programa de residência para artistas visitantes da instituição.
Coding Plants: An Artificial Reef and Living Kelp Archive. Cortesia de Terreform ONE
Esta seleção de projetos da Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 explora como arquitetos/as e designers estão repensando a relação entre o ambiente construído e a água em resposta à crise climática global. Com o aumento do nível do mar e a intensificação de eventos climáticos extremos, a água deixou de ser uma ameaça distante para se tornar uma condição imediata de projeto. Em vez de resistir a ela, estes projetos investigam como a arquitetura pode coexistir, adaptar-se e até mesmo se regenerar por meio das forças da natureza. Coletivamente, as propostas sugerem uma mudança de perspectiva em direção ao trabalho em harmonia com os elementos, reconhecendo a água não como um limite para a construção, mas como participante ativa na configuração dos ambientes do futuro.
A história dos Jogos Olímpicos, embora celebrada pelos feitos esportivos, é constantemente marcada por desafios de infraestrutura. Em diversas cidades-sede, de Atenas a Rio e Pequim, repetem-se os mesmos problemas: grandes estouros de orçamento e a complexa questão do legado. Surge, então, a grande pergunta: qual é o melhor uso de longo prazo para instalações construídas especificamente para o evento? Os Jogos de Montreal, em 1976, não fugiram a esse padrão após a construção de um Parque Olímpico criticado pelos custos excessivos e pela dívida gerada por obras especializadas. No pós-Jogos, estruturas como o Velódromo de Montreal corriam o risco de se tornar um peso financeiro. No entanto, a cidade reagiu de forma proativa ao propor a transformação do edifício em um ativo cívico dinâmico, hoje reconhecido internacionalmente como um exemplo bem-sucedido de reutilização de instalações olímpicas.
A arquitetura está sendo remodelada pela inteligência artificial, pelas mudanças climáticas e pelas transformações nas estruturas sociais. Na SCI-Arc, estudantes aprendem a enfrentar esses desafios de frente, utilizando o design como ferramenta para moldar um mundo em rápida mutação.
Neste semestre, os Ateliês Verticais (Vertical Studios) de nível avançado da SCI-Arc trazem o mundo para dentro da sala de aula. Cada um é liderado por um/a arquiteto/a atuante no mercado e na vanguarda da profissão — desde a fabricação experimental até o design urbano e ambiental. A partir de projetos reais e de sua experiência profissional, o corpo docente desafia os/as estudantes a se engajarem com as realidades do presente e a projetarem com precisão, empatia e imaginação.
Por trás de camadas de gesso, tinta e acabamentos, esconde-se uma complexa rede de tubulações, conduítes elétricos, vigas e outros elementos estruturais que fazem um edifício funcionar e se manter de pé, mas que permanecem invisíveis aos olhos do dia a dia. Nessas camadas, acumulam-se vestígios de diferentes épocas: sistemas substituídos, adaptações improvisadas e soluções técnicas que um dia responderam a contextos e urgências específicas. No reuso adaptativo, o maior desafio costuma começar antes mesmo do início das obras: compreender o que está por trás das paredes quando há pouca ou nenhuma documentação confiável disponível. Durante uma reforma, surpresas agradáveis ou desagradáveis são inevitáveis. O inesperado faz parte do processo, mas também representa fatores de custo, atraso e risco que frequentemente desestimulam investidores e profissionais a se envolverem nesse tipo de projeto.
Este concurso internacional convidou arquitetos/as a projetar um refúgio de bem-estar boutique ao longo das margens serenas do Rio Vez, no norte de Portugal. O projeto desafiou os/as participantes a proporem um espaço de tranquilidade e renovação que se harmonizasse com seu extraordinário cenário natural e complementasse um moinho de água histórico já restaurado no local. O parceiro do projeto, proprietário do terreno, planeja construir uma das propostas vencedoras.
O Museu de Arte Contemporânea de Suzhou (Suzhou MoCA), projetado pelo BIG – Bjarke Ingels Group, está em fase de conclusão na orla do Lago Jinji, em Suzhou, na China. Concebido como um conjunto de doze pavilhões sob uma cobertura contínua que se assemelha a uma fita, o complexo de 60.000 metros quadrados reinterpreta a arquitetura de jardins tradicional que há muito define a identidade urbana e cultural de Suzhou. Encomendado pelo Suzhou Harmony Development Group e desenvolvido em colaboração com o ARTS Group e a Front Inc., o projeto deve ser inaugurado oficialmente em 2026. O museu fará sua estreia com "Materialism", uma exposição com curadoria do BIG que traça uma jornada material que vai da pedra aos materiais reciclados.
Projeto para o palácio de esportes Asllan Rusi "The Grand Ballroom" em Tirana, Albânia, por MVRDV. Imagem Cortesia de MVRDV
Tirana, a capital da Albânia, está passando por uma rápida transformação impulsionada pela estratégia urbana de longo prazo delineada no Plano Diretor Tirana 2030 (TR030). Desenvolvido em 2017 pelos escritórios Stefano Boeri Architetti, UNLAB e IND [Inter.National.Design] por meio de um concurso organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Urbano, os objetivos do plano incluem o aumento da densidade urbana, a melhoria da infraestrutura pública e a integração de espaços verdes e áreas abertas ao tecido urbano. Nesse contexto dinâmico, o MVRDV venceu o concurso internacional para o novo Palácio de Esportes Asllan Rusi, em Tirana. Concebido como um empreendimento de uso misto, o projeto, batizado de The Grand Ballroom, combina uma arena com capacidade para 6.000 pessoas para basquete e vôlei com apartamentos residenciais, um hotel e comércio no térreo. Com sua forma esférica de mais de 100 metros de diâmetro, o projeto adiciona um marco singular à crescente coleção de projetos arquitetônicos ambiciosos de Tirana.