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Arquitetos: SAGA Space Architects
- Área: 35 m²
- Ano: 2025
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Fabricantes: Grohe, Miele, VELUX Group, Bosch, Velfac


A Ilha Al Maha é uma ilha artificial de 230.000 m² localizada na costa de Lusail, no Catar. Desenvolvida como um destino de lazer e entretenimento ao norte de Doha, ela foi inaugurada em 2022, pouco antes da Copa do Mundo da FIFA. Em 2024, a Qatar Museums divulgou as primeiras renderizações do futuro Museu de Lusail, projetado pelo escritório de arquitetura suíço Herzog & de Meuron e situado na ponta sul da ilha. Recentemente, a empresa revelou imagens atualizadas do plano diretor da ilha e do projeto exterior do museu. O novo Museu de Lusail abrigará uma coleção de arte orientalista, explorando o movimento de pessoas e ideias pelo mundo, no passado e no presente, além de oferecer oportunidades de estudo e debate sobre questões globais contemporâneas. Espera-se que o edifício se torne a âncora cultural de Lusail City, em uma estrutura concebida por Jacques Herzog como "um souk estratificado verticalmente, ou uma cidade em miniatura contida em um único edifício".







À medida que o co-living se associa cada vez mais a estudantes, jovens profissionais e outros/as residentes em trânsito, surge uma questão arquitetônica mais ampla: se o lar já não está atrelado à residência de longo prazo, o que a arquitetura deve esperar que a habitação privada ofereça?
As pessoas se mudam por conta de estudos, de um trabalho temporário ou de uma carreira que as leva constantemente a novos lugares. Muitas hoje esperam passar um período definido em um local antes de partir. A habitação projetada para esse público precisa ir além de oferecer abrigo: deve dar suporte às rotinas pelas quais alguém se adapta a um ambiente desconhecido no curto período de tempo de que dispõe ali. Um ano em uma cidade exige de um apartamento algo muito diferente do que uma vida inteira exigiria, mesmo que a metragem quadrada pareça a mesma no papel.



Durante a maior parte do século XX, a arquitetura aprendeu a ler as cidades por meio das vias. As hierarquias viárias definem os planos urbanos, as interseções organizam os fluxos e as construções são compreendidas pelas fachadas que apresentam às calçadas. As vias parecem tão fundamentais para a vida urbana que frequentemente são confundidas com uma condição universal. Em grande parte do Sudeste Asiático, no entanto, as cidades se desenvolveram de acordo com uma lógica espacial inteiramente diferente. Muito antes de os automóveis reorganizarem as paisagens urbanas, os rios serviam como ruas, mercados, espaços cívicos e infraestrutura pública. O deslocamento ocorria primordialmente por barcos, o comércio se desenrolava ao longo das margens e a arquitetura se voltava para a água, e não para o asfalto. Ler essas cidades a partir de suas vias navegáveis altera a própria compreensão da arquitetura. A infraestrutura, nesse caso, não é a rua, mas o rio.

Se engana quem imagina encontrar nas palavras que seguem um discurso sobre materialidade, técnicas construtivas sustentáveis, modos de talhar a madeira ou formas de trançar a palha. Este artigo se propõe justamente a deslocar o olhar para além dos aspectos que, com frequência, definem o debate sobre a cultura dos povos originários quando o assunto é "arquitetura".
Em um universo no qual o próprio termo "arquitetura" é estrangeiro, abordar suas construções — se é que essa palavra dá conta de nomeá-las — a partir de um viés exclusivamente material ou tecnológico não deixa de ser uma tentativa de enquadrar suas formas de produzir espaço em categorias ocidentais. Reduz-se, assim, uma cosmologia complexa a um conjunto de atributos mensuráveis, como se fosse possível transformá-la em um checklist aplicável a qualquer arquitetura, apagando justamente aquilo que a distingue: as relações entre território, corpo e memória.