O escritório Practice for Architecture and Urbanism (PAU), em colaboração com a HNTB e a HOK, foi selecionado como a equipe de projeto para a requalificação da Penn Station, em Nova York. O projeto faz parte de um esforço contínuo para reorganizar e expandir um dos polos de transporte ferroviário mais movimentados da América do Norte, com o objetivo de melhorar a circulação de passageiros, aumentar a capacidade e modernizar a infraestrutura existente da estação. Os trabalhos de projeto e desenvolvimento estão em andamento, e a previsão é que a construção comece em 2027. Localizada em Midtown Manhattan, a Penn Station ocupa o terreno da estação original da Pensilvânia, projetada por McKim, Mead & White e concluída em 1910.
Entre 2023 e 2024, os fotógrafos Francesco Russo e Luca Piffaretti documentaram a arquitetura e as paisagens da costa do Equador, da Cordilheira dos Andes, da floresta amazônica, das Ilhas Galápagos e de cidades como Quito, Guayaquil e Cuenca. O registro fotográfico explora a evolução da identidade do Equador por meio de sua arquitetura contemporânea, analisando como ela se relaciona com o entorno natural, as condições urbanas e os contextos sociais. O acervo resultante inclui mais de 40 projetos de renomados escritórios locais, como Al Borde, Durán & Hermida, Emilio López, José María Sáez, La Cabina de la Curiosidad, MCM+A, Natura Futura e RAMA Estudio, entre muitos outros. A seleção demonstra como a arquitetura pode criar espaços de alta qualidade que respondem às demandas contemporâneas de sustentabilidade e responsabilidade ambiental, combinando criatividade e tecnologia com recursos renováveis, apesar dos constantes desafios econômicos, climáticos e políticos na América Latina e no mundo.
O Parc de la Villette, no 19º distrito de Paris, está passando por uma grande transformação que combina uma fazenda urbana recém-inaugurada com a restauração da biodiversidade, como parte de uma estratégia para adaptar o parque de 55,5 hectares às mudanças climáticas. Projetado por Bernard Tschumi em 1982 e inaugurado em 1987, o parque é um marco do modernismo europeu no desenho do espaço público, rompendo com o conceito tradicional de parque metropolitano. Com uma ampliação de 15 mil metros quadrados, este importante pulmão verde no nordeste de Paris está reimaginando seus gramados como um laboratório vivo de educação ambiental, onde animais, plantas e seres humanos coexistem. A ampla renovação dá continuidade à adição da HyperTent de Tschumi em 2022 — uma estrutura em paraboloide hiperbólico que funciona como uma nova bilheteria sobre o pódio da Folie L4 — e marca a transformação mais significativa do parque desde sua inauguração.
O Serpentine Pavilion de 2026, intitulado "a serpentine", projetado pelo escritório de arquitetura LANZA atelier, com sede na Cidade do México, será aberto ao público em 6 de junho de 2026 no Serpentine South, em Londres.
O OMA concluiu o Hangzhou Prism, um grande empreendimento de uso misto no distrito de Future Tech City, em Hangzhou, na China, após um processo de projeto e desenvolvimento iniciado em 2016. Encomendado pelo Xinhu Real Estate Group e liderado pelo sócio do OMA, Chris van Duijn, com Michael Hadjistyllis como arquiteto/a do projeto, o empreendimento combina unidades residenciais, um hotel, escritórios, espaços comerciais e comodidades públicas em um único volume edificado. Sendo o primeiro projeto concluído do OMA em Hangzhou, o complexo ocupa um terreno central em um dos distritos emergentes de inovação e negócios da cidade.
Após um concurso internacional de projeto lançado em janeiro de 2026, o Museu de Arte Contemporânea do Panamá (MAC Panamá) anunciou a seleção dos escritórios mexicanos Palma + Taller TO para projetar seu novo edifício. O museu é descrito como "uma nova infraestrutura cultural aberta à cidade, concebida a partir da identidade, do clima e da paisagem do Panamá." A futura sede do museu ficará localizada no corregimento de San Francisco, consolidando a área como um polo de atividade cultural. Os critérios de seleção envolveram a relação entre o museu e a cidade, priorizando propostas que integrassem elementos de engajamento comunitário e que posicionassem o edifício como uma infraestrutura cultural, enriquecendo o ambiente urbano contemporâneo da Cidade do Panamá.
A Universidade de Toronto revelou o projeto do Temerty Building, uma nova instalação voltada para a pesquisa e o ensino na área da saúde, localizada no coração do campus universitário. O projeto foi desenvolvido pelos escritórios MVRDV e Diamond Schmitt Architects em colaboração com o Two Row Architect. A proposta dá continuidade a uma parceria anterior entre os dois primeiros escritórios no campus de Scarborough da Universidade de Toronto, cuja conclusão está prevista para o final de 2026. Apresentado originalmente no Plano Estratégico Acadêmico 2018-2023 da Temerty Medicine, o projeto prevê uma ampliação de 36.000 metros quadrados do Medical Sciences Building da universidade, incluindo laboratórios de ensino superior, salas de aula e espaços compartilhados. As obras no local devem começar no segundo semestre de 2026, com os trabalhos preparatórios previstos para julho.
Cortesia de Kengo Kuma & Associates e Field Operations
O Brandywine Conservancy & Museum of Art, localizado próximo a Filadélfia, dedica-se a promover as conexões naturais e culturais entre as paisagens, os marcos históricos e os artistas da região. A Conservancy protege terras e recursos hídricos ao longo do Vale do Brandywine e outras áreas prioritárias de conservação, enquanto o museu abriga uma coleção de arte estadunidense, com destaque para a pintura de paisagens e naturezas-mortas, retratos e ilustrações. Em 6 de maio de 2026, a instituição anunciou um projeto para transformar seu campus de 15 acres (cerca de 6 hectares), o qual inclui a reforma do edifício histórico do museu, um novo edifício projetado por Kengo Kuma & Associates e intervenções de conservação e paisagismo pelo escritório Field Operations, criando uma reserva de 325 acres (cerca de 131 hectares) aberta ao público com 10 milhas (cerca de 16 quilômetros) de trilhas.
As seleções de Cor do Ano de 2026 revelam uma transição em direção a paletas matizadas e sobrepostas, além de uma sutil tranquilidade espacial, distanciando-se de tons de terra saturados de previsões anteriores. A tonalidade Cloud Dancer, da Pantone, um branco suave, estabelece uma base de clareza e simplicidade. Por sua vez, a Sherwin-Williams e a C2 Paint destacam a versatilidade dos neutros de tom médio e ocres suaves, enfatizando a autenticidade dos materiais e a adaptabilidade em diferentes superfícies e condições de iluminação interna. Já a Benjamin Moore e a Graham & Brown exploram matizes mais profundos e atmosféricos que equilibram subtons quentes e frios, enquanto Behr, Valspar e AkzoNobel introduzem verdes suaves e tons azulados que visam criar interiores restauradores, serenos e visualmente envolventes.
Teatro Lampegiet em Veenendaal, Holanda. Imagem cortesia de MVRDV
Projetado pelo escritório MVRDV em colaboração com a Buro Happold, o novo Teatro Lampegiet em Veenendaal, nos Países Baixos, deve substituir o edifício teatral existente, construído em 1988. Aprovado pelo Conselho Municipal de Veenendaal em janeiro de 2026, o projeto tem previsão de início de construção para 2027, com conclusão estimada para 2029. Concebido como um espaço culturalcontemporâneo que atende tanto às exigências performáticas atuais quanto à identidade histórica da cidade, o novo teatro apresenta uma composição compacta de múltiplos volumes envolta em uma fachada de cerâmica porosa que transforma o edifício em um marco urbano iluminado.
Santuario de la Naturaleza Humedal Río Maipo. Imagem cortesia de Fundación Cosmos
Celebrado anualmente em 2 de fevereiro, o Dia Mundial das Zonas Úmidas marca a adoção da Convenção de Ramsar em 1971, estabelecendo uma estrutura internacional para reconhecer o papel dessas áreas úmidas na proteção ambiental e no desenvolvimento sustentável. A edição de 2026 tem como tema "Zonas úmidas e conhecimento tradicional: Celebrando o patrimônio cultural", chamando a atenção para a relação duradoura entre os ecossistemas dessas regiões e as práticas culturais, sistemas de conhecimento e estruturas de governança desenvolvidos por comunidades ao longo dos séculos. O tema destaca como o conhecimento ecológico herdado, frequentemente incorporado em rituais, calendários sazonais, práticas de uso da terra e organização espacial, moldou interações resilientes entre os assentamentos humanos e as paisagens hídricas.
O High Museum of Art em Atlanta apresentará Isamu Noguchi: "I am not a designer" de 10 de abril a 2 de agosto de 2026. A exposição examina o trabalho de design de Isamu Noguchi (1904–1988) em escultura, mobiliário, iluminação, paisagismo e cenografia, marcando sua primeira grande retrospectiva focada em design em quase 25 anos. Após a exibição em Atlanta, a mostra seguirá para o Peabody Essex Museum em Salem, Massachusetts, de 19 de setembro de 2026 a 3 de janeiro de 2027, e para a Memorial Art Gallery da Universidade de Rochester na primavera de 2027.
O espaço público é frequentemente compreendido como um local que não pertence a ninguém em particular — coletivamente acessível, porém mantido por instituições. No entanto, um número crescente de iniciativas vem desafiando essa premissa ao testar modelos de gestão compartilhada e propriedade distribuída. Em Paris, o projeto Adoptez un banc introduz uma abordagem baseada em patrocínio, permitindo que pessoas e grupos apoiem financeiramente e assumam, de forma temporária e simbólica, a responsabilidade por mobiliários públicos históricos, sem comprometer seu uso coletivo. Em outros pontos da cidade, hortas comunitárias que operam sob a estrutura do programa Main Verte demonstram um modelo de autogestão, no qual proprietários de terras públicos e privados mantêm a titularidade dos terrenos, mas delegam o controle cotidiano a associações de cidadãos/ãs para produção de alimentos e uso compartilhado. Em Nova York, o projeto Common Corner representa um terceiro caminho, fundamentado na colaboração institucional e no design participativo, em que agências públicas, organizações sem fins lucrativos, designers e moradores/as coproduzem o espaço público no contexto da habitação social. Juntos, esses três casos sugerem que o cuidado, a autoria e a responsabilidade podem ser distribuídos entre cidadãos/ãs e instituições, gerando ambientes urbanos mais resilientes e conectados à realidade local.
Esta semana começou com o Dia Mundial da Justiça Social, trazendo para o primeiro plano questões urgentes de direitos trabalhistas, equidade espacial e governança de recursos, e posicionando a arquitetura tanto como produto quanto como resposta aos sistemas sociais que moldam o acesso à terra, à habitação e às oportunidades. O anúncio dos 15 projetos vencedores do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2026 destacou um panorama global de obras construídas reconhecidas por sua qualidade arquitetônica, inovação e impacto social, oferecendo um retrato da prática contemporânea em diferentes escalas e geografias. As notícias desta semana provocam uma reflexão mais ampla sobre a responsabilidade cívica da arquitetura, com o patrimônio e a construção comunitária por meio da arquitetura cultural despontando como temas centrais. A habitação, por sua vez, ancora outra vertente crítica da discussão com três iniciativas de destaque: um manifesto que reformula a habitação não como uma mercadoria de mercado, mas como um direito cívico e um projeto coletivo fundamentado no cuidado; um plano diretor de regeneração de orla em grande escala que responde à demanda habitacional regional por meio da transformação costeira; e um projeto residencial em madeira que explora o potencial do material em habitações de média densidade.
Falta apenas um mês para a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano Cortina 2026, cujas competições acontecerão de 4 a 22 de fevereiro de 2026. A Cerimônia de Abertura será realizada no dia 6 de fevereiro no Estádio Olímpico San Siro, em Milão, reunindo cerca de 2.900 atletas de todo o mundo para disputar 16 esportes, com 116 medalhas de ouro em jogo. Os Jogos Olímpicos de Inverno retornam à Itália vinte anos depois de Turim 2006 e setenta anos após Cortina 1956. Esta edição, no entanto, adota uma abordagem marcadamente diferente, distanciando-se do modelo tradicional de altos custos e desperdício em prol do reuso adaptativo, do uso de energia renovável e do desenvolvimento regional de longo prazo. Sendo a edição mais dispersa geograficamente na história dos Jogos de Inverno, o plano prevê o uso de 92% de instalações já existentes ou temporárias, aproveitando regiões com forte infraestrutura turística para evitar grandes impactos ambientais e implementar estratégias de design circular e reciclagem — cujos resultados se tornarão evidentes nos próximos meses. Em seguida, serão realizadas as Paralimpíadas de Inverno de Milano Cortina 2026, de 6 a 15 de março de 2026.
A proposta de projeto do escritório UNS para a nova Linha 2 do Metrô de Turim, desenvolvida em colaboração com Settanta7, Mijksenaar, Frigorosso, 3BA e WSP, foi selecionada por um júri internacional de especialistas presidido por Dominique Perrault. A proposta baseia-se na ideia de "fluxo", um conceito que historicamente moldou a cidade italiana, desde os rios Pó e Dora até os 18 quilômetros de pórticos em arco que estruturam a circulação de moradores/as e visitantes. O projeto prevê a Linha 2 como um novo "rio urbano", guiado por três princípios de design para facilitar esse fluxo: branding, experiência de trânsito e escalas de identidade. Com 32 estações planejadas no total, a fase inicial de projeto inclui 10 estações, entre elas Mole Giardini, San Giovanni Bosco e Carlo Alberto.
O California Science Center é um destino dinâmico onde visitantes de todas as idades podem explorar as maravilhas da ciência por meio de exposições interativas, demonstrações ao vivo, programas inovadores e filmes em grande formato. O centro e o cinema IMAX estão localizados no histórico Exposition Park, em Los Angeles, onde uma expansão está em construção desde junho de 2022. O novo Samuel Oschin Air and Space Center, projetado pela equipe de arquitetura da ZGF Architects, é uma ampliação com cerca de 18.500 metros quadrados que praticamente duplicará o espaço de exposição educativa do Science Center. A construção do edifício foi concluída em 13 de abril de 2026. Sua principal atração é o ônibus espacial aposentado Endeavour, da NASA, utilizado em missões de 1992 até sua 25ª e última viagem, em 2011.
O Southbank Centre é um complexo cultural em Londres construído entre 1963 e 1968, amplamente considerado um exemplo representativo do brutalismo britânico. Hoje, o local abriga uma ampla variedade de eventos, incluindo artes visuais, teatro, dança, música clássica e contemporânea, literatura, poesia e debates. O edifício foi projetado por uma equipe do Departamento de Arquitetura do Conselho do Condado de Londres, liderada pelo arquiteto Norman Engleback. Tornou-se um exemplo controverso de arquitetura moderna após sua inauguração em outubro de 1967, quando engenheiros/as elegeram o Queen Elizabeth Hall como o "ápice da feiura" em uma votação sobre novos edifícios, e o Daily Mail se referiu a ele como "o edifício mais feio da Grã-Bretanha". Cinquenta e nove anos depois, em 10 de fevereiro de 2026, o complexo recebeu o status de tombamento Grau II pelo Departamento de Cultura, Mídia e Esporte (DCMS) do governo britânico, após uma campanha de 35 anos que defendia sua proteção como patrimônio arquitetônico moderno.
Render da vista externa da unidade de atendimento ambulatorial e farmácia do projeto da Clínica Ineza, 2026. Imagem Cortesia de Kéré Architecture
O escritório Kéré Architecture projetou um novo centro de saúde na região de Bubanza, no Burundi, cerca de 40 quilômetros ao norte da antiga capital do país, Bujumbura. Comissionado pela ONG Ineza Clinic, o projeto visa melhorar o acesso à saúde para a população rural da região, complementando os serviços do hospital geral já existente, com foco em maternidade e atendimento cirúrgico especializado. O plano de Francis Kéré distribui o programa em dez pavilhões conectados por uma via que sobe a encosta em zigue-zague em direção a um centro de visitantes, formando um complexo de 3.000 m². O projeto combina materiais provenientes da região circundante, artesanato tradicional e transferência de conhecimento, minimizando sua pegada de carbono, apoiando a economia local e fortalecendo as equipes da região. A construção já foi iniciada, e a conclusão da primeira fase está prevista para este ano.
O Museu de Arte ARoS Aarhus, na Dinamarca, inaugurou As Seen Below – The Dome, um novo Skyspace do/a artista estadunidense James Turrell que completa o The Next Level, a expansão subterrânea de aproximadamente 4.000 metros quadrados do museu, projetada pelo escritório de arquitetura Schmidt Hammer Lassen. Aberto ao público em 19 de junho de 2026, o projeto marca o ápice de mais de duas décadas de colaboração entre a cidade de Aarhus, o ARoS e o escritório dinamarquês de arquitetura, após a conclusão do edifício do museu em 2004 e a adição de Your Rainbow Panorama, de Olafur Eliasson, em 2011. Localizada sob o renovado Musikhusparken, no centro de Aarhus, a instalação é a peça central da mais recente expansão do museu e acrescenta uma nova obra em grande escala de Turrell ao seu acervo.
BIG – Bjarke Ingels Group está perto de concluir o EVE Music Hall em Čepin, no leste da Croácia, projetado em colaboração com o SIRRAH projekt e o Theatre Projects. O projeto de 10.000 m² abriga uma casa de shows, instalações para congressos, áreas de exposição, um café e espaços para eventos na cobertura. O local deve receber concertos, conferências, exposições e atividades culturais, com capacidade para quase 4.000 pessoas em áreas cobertas e até 25.000 ao ar livre. O novo edifício cultural marca o primeiro projeto do escritório na Croácia e deve se tornar sua primeira casa de espetáculos musicais concluída, com previsão de entrega para o início de 2027.
A National Gallery de Londres anunciou o escritório Kengo Kuma & Associates, em colaboração com a BDP e a MICA, como vencedor do concurso internacional para projetar uma nova ala para a instituição. Lançado em setembro de 2025, o certame atraiu 65 propostas de escritórios globais, das quais seis equipes foram selecionadas para a etapa final de desenvolvimento. A escolha representa um marco fundamental na estratégia de desenvolvimento de longo prazo da instituição, o Project Domani, posicionando a nova expansão como um componente central na reconfiguração de suas estruturas arquitetônica e curatorial. Concebido como a mais significativa transformação do museu desde sua fundação em 1824, o projeto visa ampliar a capacidade espacial e o escopo curatorial, possibilitando a exibição de uma narrativa contínua da pintura ocidental em um único espaço.