Zhu Pei é um arquiteto chinês nascido em 1962 em Pequim. Estudou na Universidade Tsinghua e na UC Berkeley, e fundou o Studio Zhu Pei em 2005. O trabalho experimental e as pesquisas do escritório têm como foco a arquitetura contemporânea, a arte e os projetos culturais. Com uma abordagem artística e exploratória, o estúdio investiga a relação entre as raízes que ancoram a arquitetura em contextos naturais e culturais específicos e a inovação que a impulsiona como uma forma de revolução artística. Em sua entrevista ao Louisiana Channel, Zhu Pei descreve a arquitetura como uma disciplina artística que, assim como a poesia, depende da abertura, da imaginação e da criação de novas experiências. Ele argumenta que a grande arquitetura vai além da resolução de problemas funcionais ao gerar um senso de maravilhamento por meio de sua capacidade de "inventar" e "criar algo novo, uma nova experiência", posicionando a prática arquitetônica como uma exploração cultural e sensorial, em vez de uma produção puramente técnica.
Noticias
“A grande arquitetura deve ser poesia”: Zhu Pei sobre a arquitetura como forma de arte em entrevista ao Louisiana Channel
Le Corbusier e o modernismo brasileiro: exposição ABERTO4 é inaugurada na Maison La Roche, em Paris

Fundada em 2022 pelo consultor de arte Filipe Assis, a ABERTO é uma plataforma de exposições que celebra a convergência de arte, design e arquitetura no Brasil e no exterior. Ao realizar mostras em espaços modernistas públicos e privados, suas edições anteriores destacaram as conexões globais estabelecidas por brasileiros/as a partir do século XX. Após três exposições em São Paulo, a "ABERTO 4 – Brazil After Le Corbusier" marca sua primeira edição internacional, realizada na Maison La Roche de Le Corbusier, em Paris, de 14 de maio a 8 de junho de 2025. A exposição apresenta cerca de 35 peças de design e arte de artistas brasileiros/as, destacando a conexão seminal de Le Corbusier com a arquitetura modernista brasileira e explorando sua influência sobre mentes criativas da cena contemporânea nacional. Edições anteriores da ABERTO contaram com a participação de mais de 100 artistas do Brasil e do exterior, em residências projetadas por Oscar Niemeyer (2022), Vilanova Artigas (2023), e Ruy Ohtake e Chu Ming Silveira (2024).
Instalação de arte têxtil de Ernesto Neto no Grand Palais, em Paris, registrada por Paul Clemence

A exposição "Nosso Barco Tambor Terra", do artista brasileiro Ernesto Neto, realizada no recém-renovado Grand Palais em Paris de 6 de junho a 25 de julho de 2025, é uma instalação imersiva em grande escala que convida visitantes a se reconectarem com a natureza e com a comunidade por meio de uma experiência sensorial. Inspirando-se na cultura brasileira e em culturas indígenas, Neto utiliza têxteis, aromas e materiais orgânicos para criar um espaço de reflexão e interação. A instalação têxtil foi registrada recentemente por Paul Clemence, que buscou retratar suas qualidades arquitetônicas.
"É o momento de abrir a prática": Em conversa com Andrea Faraguna, curador(a) do Pavilhão do Bahrein
O arquiteto Andrea Faraguna é o curador do pavilhão nacional do Reino do Bahrein na 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza. A exposição, intitulada Heatwave, consiste em uma instalação site-specific que explora estratégias de resfriamento passivo para espaços públicos, inspirada na arquitetura tradicional do Bahrein e reimaginada por meio de abordagens contemporâneas. Sua resposta técnica ao desafio global do aumento das temperaturas urbanas foi reconhecida pelo júri internacional da Bienal, que concedeu à mostra o Leão de Ouro de Melhor Participação Nacional deste ano. Durante a cobertura em Veneza, a equipe editorial do ArchDaily teve a oportunidade de conversar com o curador Andrea Faraguna sobre o contexto que deu origem ao pavilhão, os mecanismos implementados e sua perspectiva a respeito de eventos como a Bienal de Arquitetura de Veneza.
OMA conclui a sede da JOMOO em Xiamen, China

O OMA concluiu a sede da JOMOO em Xiamen, marcando o primeiro campus corporativo de escritórios da maior empresa de louças sanitárias da China. Situado no limite do distrito empresarial central da cidade, o edifício reflete a transformação contínua da JOMOO em uma marca global. O projeto foi liderado pelo sócio do OMA, Chris van Duijn, ao lado dos/as arquitetos/as de projeto Lingxiao Zhang e Chen Lu. Segundo Chris van Duijn, a sede faz parte de uma trajetória mais ampla no trabalho do OMA em cidades chinesas em rápido desenvolvimento, como Hangzhou, Xiamen e Shenzhen, onde o escritório continua a explorar novas relações entre a arquitetura de torres e seu contexto urbano.
Kristin Feireiss, fundadora do Aedes Architecture Forum, falece aos 82 anos

A curadora de arquitetura, escritora e editora alemã Kristin Feireiss faleceu em 20 de abril de 2025. Com uma carreira de mais de quatro décadas, Feireiss desempenhou um papel significativo na promoção do debate público internacional sobre arquitetura, desenvolvimento urbano e transformação social.
Nascida em 1942, Feireiss estudou história da arte e filosofia na Universidade Johann Wolfgang Goethe, em Frankfurt. Em 1980, cofundou o "Aedes Architecture Forum" em Berlim com Helga Retzer, estabelecendo a primeira galeria de arquitetura privada da Europa. Após o falecimento de Retzer em 1984, Feireiss continuou a desenvolver o Aedes, transformando-o em uma plataforma de reconhecimento internacional. Desde 1994, em colaboração com Hans-Jürgen Commerell, ela curou mais de 350 exposições e catálogos, expandindo o alcance e o impacto do fórum. Em 2009, a dupla também fundou o "ANCB The Aedes Metropolitan Laboratory", que recebeu o Prêmio de Inovação Alemão em 2010.
Qatar Foundation lança novo museu dedicado a M. F. Husain na Education City de Doha

No dia 28 de novembro de 2025, a Qatar Foundation inaugurará o Lawh Wa Qalam: M. F. Husain Museum, uma nova adição à paisagem cultural do Catar dedicada à vida e obra do artista Maqbool Fida Husain. O museu será a primeira instituição do mundo a traçar a trajetória artística de Husain desde a década de 1950 até sua morte em 2011, oferecendo uma experiência imersiva em um edifício cujo projeto foi esboçado pelo próprio artista. A exposição permanente incluirá pinturas, filmes, tapeçarias, fotografias, poesia e instalações, apresentados por meio de recursos de narrativa multimídia. Com mais de 3.000 metros quadrados de área, o museu busca estimular a criatividade e o diálogo, servindo como um novo espaço de aprendizado e exploração dentro da Education City da Qatar Foundation, em Doha. A iniciativa soma-se a um campus que abriga instituições de ensino e pesquisa projetadas por arquitetos/as como Arata Isozaki, Rem Koolhaas e Antoine Predock, bem como por escritórios como Legorreta + Legorreta e Mangera Yvars Architects.
Zaha Hadid Architects revela imagens de um novo projeto residencial em Málaga, Espanha.

A incorporadora imobiliária Sierra Blanca Estates anunciou oficialmente planos para construir um novo bairro residencial na cidade litorânea de Málaga, Espanha. Segundo a equipe de desenvolvimento, a proposta visa atender à crescente demanda por habitação na capital da comunidade autônoma da Andaluzia, localizada às margens do Mar Mediterrâneo, no sul da Península Ibérica. O novo bairro está planejado para a área de El Bulto e incluirá um edifício de 21 andares projetado pelo escritório Zaha Hadid Architects.
Expo 2030 Riade revela os primeiros detalhes de seu plano diretor

A Assembleia Geral do Bureau International des Expositions (BIE) em Paris aprovou oficialmente o Dossiê de Registro para a Expo 2030 Riade, confirmando formalmente a Arábia Saudita como anfitriã da próxima Exposição Mundial. Com este marco, terá início a próxima fase de preparativos, incluindo o convite oficial aos países participantes por canais diplomáticos. Coincidindo com a aprovação, foi revelado o masterplan inicial para o local da Expo, projetado pelo LAVA, o Laboratory for Visionary Architecture. Agendado para ocorrer de 1º de outubro de 2030 a 31 de março de 2031, o evento será realizado em uma área em Riade, projetada para receber mais de 40 milhões de visitas e acolher mais de 195 nações participantes.
BIG vence concurso para o novo Hospice Sankt Lukas na Dinamarca

Bjarke Ingels Group acaba de vencer o concurso para projetar o novo Hospice Sankt Lukas e o Lukashuset, um centro de cuidados paliativos de 8.500 m² concebido como uma vila cercada pela natureza. Enraizado na história da Fundação Sankt Lukas, que remonta à década de 1930, o projeto expandirá as instalações de cuidados paliativos da Dinamarca, triplicando a capacidade atual para atender cerca de 2.100 pacientes anualmente.
Construir a Lei: O CCA documenta a campanha da HouseEurope! por mudanças legislativas na arquitetura europeia

Ao longo de 2024, o Canadian Centre for Architecture (CCA) lançou uma série de documentários e exposições em três partes intitulada Groundwork, que explora modos alternativos de prática diante da atual crise climática. O processo começou com uma série de visitas a escritórios em busca de práticas que enfrentassem questões fundamentais para a arquitetura contemporânea, culminando na seleção de três projetos: o museu de "intervenção mínima" de Xu Tiantian na Ilha de Meizhou, os pavilhões comunitários de Carla Juaçaba em uma plantação de café em Minas Gerais, e a Iniciativa de Cidadãos Europeus por um novo marco legal para facilitar a reforma e a transformação de edifícios existentes. Esta última, HouseEurope!, foi recentemente reconhecida como vencedora da sétima edição do OBEL Award e foi apresentada na exposição internacional da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025.
CCA lança documentário sobre o trabalho de Carla Juaçaba em apoio à conservação florestal na região cafeeira do Brasil

O Canadian Centre for Architecture (CCA) lançou o documentário e a exposição "With an Acre", terceiro e último capítulo da série Groundwork, que explora como profissionais da arquitetura contemporânea cultivam modos alternativos de prática para enfrentar a crise ecológica. O documentário acompanha o trabalho da arquiteta Carla Juaçaba em Minas Gerais, Brasil, onde ela desenvolve pavilhões em um cafezal onde coletivos resistem à agricultura industrial extrativista. A narrativa examina o papel de arquitetos/as em contextos extrativistas que enfrentam desafios de regeneração da terra e instabilidade climática, bem como as ferramentas que agricultores/as familiares podem utilizar para lidar com as consequências ambientais e sociais da colonização, urbanização e industrialização.
Anne Lacaton recebe o Prêmio Jane Drew 2025

A arquiteta francesa Anne Lacaton, vencedora do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2021, foi laureada com o prêmio Jane Drew de Arquitetura 2025, uma distinção anual que reconhece profissionais da arquitetura cujo trabalho e compromisso com a excelência do design têm contribuído para elevar a presença de mulheres na arquitetura. Integrante do W Awards, a premiação homenageia figuras que impulsionaram a prática arquitetônica por meio de inovação, engajamento e impacto. Lacaton, cofundadora do escritório parisiense Lacaton & Vassal, foi selecionada por sua abordagem pioneira em uma arquitetura sustentável e socialmente responsável.
Arquitetura em um ponto de virada: trabalhando de forma mais inteligente com a IA

Diferente de um livro ou de uma peça musical, que podem ser facilmente deixados de lado se não despertarem interesse, a arquitetura impõe outra realidade. Um edifício perdura por décadas, moldando a paisagem e influenciando a vida de seus ocupantes por muitos anos. Essa permanência traz consigo um conjunto único de desafios: profissionais da arquitetura devem projetar espaços que impactam a vida coletiva, muitas vezes sob prazos apertados, orçamentos limitados e forte pressão. Além de lidar com regulamentações complexas e coordenar a construção, enfrenta-se a falsa percepção de que projetar é algo simples ou que qualquer pessoa poderia fazer. O constante malabarismo entre qualidade, custo e rapidez frequentemente resulta em sacrifícios — seja de tempo, de saúde ou da própria integridade do projeto. Esse ciclo não apenas desgasta a profissão, mas também enfraquece a compreensão da sociedade sobre o real valor do design.
O conhecido triângulo do "bom, rápido e barato" raramente se resolve sem que o/a arquiteto/a sacrifique seu próprio tempo, saúde ou até mesmo a qualidade do projeto. Repetida há décadas, essa equação alimenta um ciclo de desgaste que não apenas mina a profissão, mas também deprecia o valor do design na sociedade, diminuindo o papel de uma disciplina tão bela e fundamental.
Projetar com a Memória: O Legado Duradouro de Rafayel Israelyan na Armênia

Em uma época na qual grande parte da arquitetura global parece desconectada da identidade local, a obra de Rafayel Israelyan se destaca por estar profundamente enraizada no lugar, na cultura e na memória. Atuando na Armênia de meados do século XX, Israelyan criou uma arquitetura que vai além do funcional ou do monumental; trata-se de uma obra culturalmente resiliente. O uso de motivos, materiais e formas simbólicas tradicionais da Armênia deu aos seus projetos uma segunda vida após a queda da União Soviética, momento em que muitos edifícios nos Estados pós-soviéticos foram abandonados ou demolidos. A Armênia, por outro lado, preservou muitas de suas obras, provavelmente porque sua abordagem de projeto não apenas atendia a um momento histórico específico, mas também narrava uma história mais ampla. Muito antes de conceitos como sustentabilidade ou regionalismo crítico se popularizarem, Israelyan já compreendia que as edificações ganham significado e durabilidade quando refletem a identidade e as características específicas de seu lugar.
Enraizados na tradição, na natureza e na comunidade: espaços de bem-estar e cura do norte ao sul da África

Os espaços de bem-estar e cura são moldados por tradições culturais, contextos geográficos e estruturas sociais. Em todo o mundo, certas práticas estão profundamente enraizadas há séculos, como as termas romanas, os hammams turcos e os onsens japoneses, enquanto outras evoluem inspirando-se em rituais ou redefinindo o próprio conceito e imagem de um ambiente de cura. A Europa, a América do Norte e a Oceania caracterizam-se pelo foco em jornadas individuais, no autocuidado e, frequentemente, em espaços de bem-estar luxuosos. A Ásia molda a percepção global predominante de bem-estar por meio da cura baseada na meditação, da reflexão interior e de retiros holísticos. Na África, o bem-estar está profundamente enraizado em tradições ancestrais, integrado à natureza e centrado na comunidade e na interação social. O ponto em comum em todo o mundo reside no envolvimento sensorial, no relaxamento e na cura holística, muitas vezes ligados à natureza. Mas como se manifesta o bem-estar na África? Quais são os espaços de cura que o moldam e quais linguagens arquitetônicas definem o bem-estar do norte ao sul do continente?
A reconstrução arquitetônica como memória cultural: o paradoxo do patrimônio sempre novo

A arquitetura — um dos poucos artefatos culturais feitos para serem vividos publicamente, preservados e, muitas vezes, capazes de resistir por séculos — contribui significativamente para a identidade cultural de lugares e povos. Historicamente, os edifícios expressaram atitudes institucionais, influência e poder; são manifestações claras de cultura. No entanto, a longevidade complexifica a preservação: quando uma estrutura é reconstruída, reparada ou totalmente remontada, em que sentido ela ainda é o mesmo edifício?
Há o clássico enigma do Navio de Teseu, de Plutarco: se as tábuas de um navio forem substituídas uma a uma ao longo do tempo, ele continua sendo o mesmo navio? Thomas Hobbes acrescenta um elemento complicador — se as tábuas originais forem remontadas em outro lugar, qual navio é "o original"? O paradoxo põe à prova o que fundamenta a identidade: a matéria física, a continuidade de uso e história, ou o reconhecimento compartilhado. Na arquitetura e na conservação, isso redefine a preservação como uma escolha entre conservar a matéria, manter a forma e a função, ou perpetuar as histórias e práticas que dão significado a um lugar.
Projetando Cidades Inclusivas: O Papel do Desenho Universal na Criação de Atmosferas Urbanas Acessíveis

As cidades contemporâneas são vibrantes, complexas e estão em constante evolução. Acima de tudo, são mutáveis, dinâmicas e diversas. Que transformações estão ocorrendo e para onde elas estão nos levando? A urbanização continua a ganhar força em muitas regiões do mundo, gerando transformações visíveis e estruturais. Diante desse cenário, começam a surgir dados sobre a evolução de sua configuração e os desafios que enfrentamos. Segundo o Banco Mundial, a população urbana continuará em trajetória de crescimento, com 90% dos novos moradores urbanos concentrados na África e na Ásia. Esse crescimento levanta questões essenciais: como podemos consolidar uma abordagem de projeto que garanta o acesso equitativo a espaços, recursos e serviços? Como podemos tornar as metrópoles emergentes e consolidadas mais inclusivas e acessíveis?
Woods Bagot conclui o Aeroporto Internacional de Western Sydney, com projeto conceitual de Zaha Hadid Architects e COX Architecture

As primeiras fotos do recém-concluído Aeroporto Internacional de Western Sydney (Nancy-Bird Walton) (WSI) acabam de ser reveladas, marcando a entrega do primeiro grande aeroporto da Austrália em mais de meio século. O projeto foi desenvolvido com a participação do escritório Zaha Hadid Architects e da COX Architecture no conceito inicial, cabendo à Woods Bagot a liderança do projeto de execução como parte da equipe de design da Multiplex. O terminal apresenta um novo modelo de arquitetura aeroportuária, fundamentado em seu local de implantação, responsivo ao contexto e voltado para o futuro das viagens. Localizado em Badgerys Creek, na Planície de Cumberland, o terminal está posicionado para servir como um portal de longo prazo para a Grande Sydney. Embora as principais obras de construção tenham sido concluídas, os acabamentos finais da área comercial do terminal e das salas VIP das companhias aéreas serão finalizados mais próximo da inauguração oficial do aeroporto, à medida que os acordos comerciais avançam. O Aeroporto Internacional de Western Sydney está no caminho certo para iniciar suas operações, que incluirão serviços domésticos, internacionais e de carga aérea, no final de 2026.
"A lógica é deixar o conteúdo aberto às possibilidades": Em conversa com Andrea Caputo, fundador do DROPCITY
DROPCITY é uma plataforma ambiciosa e aberta de arquitetura e design, localizada nos túneis outrora abandonados do Magazzini Raccordati, atrás da Estação Central de Milão. Iniciado por Andrea Caputo em 2018 e aberto permanentemente desde 2024, o projeto ressignifica 40.000 metros quadrados em galerias públicas, oficinas de produção, laboratórios de prototipagem e espaços de pesquisa. O fundador da plataforma é Andrea Caputo, arquiteto e pesquisador italiano. Durante a Milan Design Week 2025, a editora-executiva do ArchDaily, Maria-Cristina Florian, teve a oportunidade de conversar com Andrea Caputo para explorar sua visão e planos para a DROPCITY, além da conexão da plataforma com a cidade de Milão e sua ativa cena de arquitetura.
Sete equipes internacionais de projeto são pré-selecionadas para o Museu do Batismo de Jesus na Jordânia

Sete equipes internacionais de design foram selecionadas para o "Museu do Batismo de Jesus" em Betânia, Jordânia, um marco cultural e espiritual previsto para inaugurar em 2030, em comemoração ao bimilenário do batismo de Cristo. Apoiado por Sua Majestade o Rei Abdullah II bin Al-Hussein e liderado pela Fundação para o Desenvolvimento das Terras Adjacentes ao Sítio do Batismo, o projeto é gerenciado pela Malcolm Reading Consultants (MRC), sediada em Londres. O museu ficará ao lado do Patrimônio Mundial da UNESCO de "Betânia Além do Jordão", na margem leste do Rio Jordão, um local de peregrinação cristã há séculos.
O que acontece quando o design do BIG, o D5 Rendering e a IA colidem? Simples: magia criativa

Projetar o próximo projeto de grande impacto ("uau")? É como tentar engarrafar um raio—exceto que, com o BIG e o D5 Render, você já recebe a garrafa nas mãos. O Bjarke Ingels Group (BIG), líder global em arquitetura, é reconhecido por seus projetos audaciosos e pelo compromisso com a inovação. Sempre explorando novas ferramentas, o BIG desafia os limites da tecnologia de design para otimizar fluxos de trabalho e potencializar a criatividade. Com projetos icônicos em todo o mundo, o escritório redefiniu a narrativa na arquitetura. Ao utilizar a plataforma integrada do D5 Render, a equipe de arquitetura otimizou seu fluxo de trabalho de projeto e visualização em tempo real, combinando renderização, animação e IA do D5 para dar vida a conceitos com velocidade e precisão excepcionais.
Narrativas do modernismo sírio: redescobrindo o Centro de Pesquisas Marinhas

No momento em que este artigo é escrito, com a Síria emergindo de mais de uma década de conflitos, surge a oportunidade de redescobrir suas preciosidades arquitetônicas. Logo ao norte de Lataquia, a principal cidade portuária do país, ergue-se uma criação modernista: o Centro de Pesquisas Marinhas. Sua estrutura piramidal está situada em um promontório de destaque, cercado pelo mar em três lados. A leste, encontra-se uma baía com hotéis e praias, ao passo que ao norte e a oeste abre-se o Mar Mediterrâneo, que se estende até a Turquia e o Chipre. Apesar de sua relevância tanto como instituição científica quanto como obra arquitetônica, o edifício encontra-se hoje abandonado e isolado.
Queensway de Hong Kong Reimaginada: Sara Klomps sobre a gênese e a ambição de The Henderson, de Zaha Hadid Architects

É comum que marcos arquitetônicos se concentrem em uma mesma região. Em Tóquio, a icônica Omotesando é um trecho bastante conhecido onde "starchitects" globais construíram lojas-conceito de luxo nos anos 2000. Hong Kong possui uma aglomeração arquitetônica menos conhecida, mas igualmente potente, ao longo da Queensway — embora, historicamente, apresente um caráter mais corporativo e menos voltado ao engajamento público. A partir da década de 1980, esse corredor passou a abrigar uma série de edifícios emblemáticos projetados por alguns dos nomes mais proeminentes da arquitetura mundial: a Sede do HSBC de Norman Foster, a Bank of China Tower de I.M. Pei, o Lippo Centre de Paul Rudolph e, nas proximidades, o Murray Building de Ron Phillips — hoje revitalizado como hotel pelo escritório Foster + Partners. Mais tarde, a região foi ainda mais enriquecida pela renovação do Pacific Place, realizada pelo Heatherwick Studio, e pelo Asia Society Hong Kong Center, projetado por Tod Williams Billie Tsien Architects.



















