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Repensando a arquitetura de uso misto: 8 projetos conceituais que integram natureza, cultura, trabalho, lazer e comunidade

De escritórios inspirados na floresta na Suécia a sedes sociais em formato de ninho na selva de Tulum, a arquitetura de uso misto continua a evoluir como uma ferramenta para a vida integrada. À medida que as cidades crescem e as nossas expectativas em relação aos espaços públicos, privados e comerciais mudam, profissionais de design e arquitetura repensam cada vez mais como diferentes funções — incluindo trabalho, lazer, descanso e aprendizado — podem coexistir em uma única linguagem arquitetônica. Esses projetos sugerem que os edifícios não precisam mais isolar as atividades em caixas, mas sim coreografá-las de modo a refletir os ritmos da vida cotidiana.

Esta seleção, enviada pela comunidade do ArchDaily, apresenta um panorama global de abordagens para o design de uso misto, desde planos diretores em grande escala até teses conceituais. O que os une é o compromisso com a sobreposição espacial, a sensibilidade ecológica e programas reinventados que priorizam a experiência do público usuário. Seja um dormitório estudantil em Teerã, uma praça pública no Cairo ou um polo comunitário no Texas, cada projeto abraça a complexidade para criar espaços dinâmicos, repletos de interação, transformação e significado.

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De plataforma a potência: a evolução e a visão de futuro do ArchDaily

Caras leitoras, caros leitores,

A arquitetura passa por tempos de profunda transformação, assim como as plataformas que moldam a maneira como a compreendemos.

No início deste ano, dirigi-me diretamente a vocês para compartilhar nossa visão para 2025: um compromisso em reafirmar a missão do ArchDaily, elevar nossa voz editorial e fortalecer nosso papel como uma fonte confiável e crítica para arquitetos e arquitetas de todo o mundo. Aquela mensagem marcou o início de um novo capítulo, fundamentado em relevância, clareza e ação intencional.

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"Luxo sem contexto é apenas excesso": Elisa Orlanski Ours sobre como fazer a ponte entre a visão de design e as realidades do mercado

No complexo ecossistema do desenvolvimento arquitetônico, onde conceitos inovadores encontram as realidades do mercado, existe um papel distinto que consiste em estabelecer pontes entre diversos interesses profissionais e concretizar espaços de impacto. Elisa Orlanski Ours exemplifica essa função. Esse é o território de Elisa Orlanski Ours, designer, educadora e líder do setor. Como Diretora de Planejamento e Design (Chief Planning & Design Officer) no Corcoran Sunshine Marketing Group, Elisa fundou seu departamento há duas décadas. Hoje, seu amplo portfólio abrange desde planos diretores para arranha-céus residenciais até vilas de marca individuais em vários continentes, incluindo empreendimentos marcantes na cidade de Nova York, como o Hudson Yards e o 220 Central Park South, além de projetos internacionais em colaboração com renomados escritórios de arquitetura como SHoP Architects, BIG, Herzog & de Meuron, Adjaye Associates e SO-IL. Sua perspectiva estratégica ao conduzir projetos desde a fase de estudo preliminar até a venda final oferece insights valiosos sobre as complexas engrenagens do setor. A editora-gerente do ArchDaily, Maria-Cristina Florian, teve a oportunidade de conversar com Elisa sobre esses temas fundamentais na entrevista a seguir.

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De Beirute a Madri: Programas educacionais globais das fundações Zaha Hadid, Norman Foster e SOM

Fundações criadas por arquitetos e arquitetas têm se envolvido cada vez mais no ensino de arquitetura por meio de bolsas de estudo, bolsas de pesquisa e programas acadêmicos interdisciplinares. Essas iniciativas geralmente buscam apoiar estudantes, promover a pesquisa e facilitar um envolvimento mais amplo com a arquitetura e o ambiente construído. Algumas dessas organizações, como a Zaha Hadid Foundation — que lançou recentemente o Zaha Hadid Scholars Program na American University of Beirut —, juntamente com a Norman Foster Foundation e a SOM Foundation, criaram programas educacionais vinculados às suas missões. Embora esses programas apresentem estruturas e focos distintos, todos buscam estender o legado de seus fundadores e fundadoras ao abordar desafios contemporâneos no ensino de design. Suas atividades abrangem desde a oferta de bolsas de estudo locais até colaborações globais de pesquisa, refletindo uma abordagem diversa para fomentar talentos emergentes e fazer avançar o debate arquitetônico.

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Heatherwick Studio projeta novo 'Bairro das Lanternas' em Bangkok, Tailândia

O Heatherwick Studio revelou as primeiras imagens do projeto Hatai, um novo espaço público e dois hotéis no coração do distrito de Silom, em Bangkok. O complexo marca o primeiro projeto do escritório na Tailândia e está localizado no terreno histórico do antigo Narai Hotel, em uma movimentada área de negócios. A proposta prevê 5.200 metros quadrados de novas áreas públicas, incluindo passarelas elevadas e um nível térreo acessível ao público com comércio e serviços. O desenho do edifício se inspira no artesanato das lanternas tradicionais tailandesas, apresentando uma série de formas arredondadas e empilhadas.

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Moldando espaços: a história e o impacto das lareiras na arquitetura

As lareiras moldaram profundamente o projeto arquitetônico, influenciando a forma como os espaços são organizados, vivenciados e percebidos. Mais do que meros elementos funcionais, elas representam símbolos de poder, comunidade, conforto e cultura, traçando a evolução da relação da humanidade com o ambiente construído. Das fogueiras primitivas que caracterizavam os primeiros assentamentos humanos aos sofisticados projetos ecológicos da arquitetura contemporânea, as lareiras têm refletido transformações culturais, sociais e tecnológicas mais amplas, servindo como pontos focais duradouros na narrativa espacial da arquitetura. Pesquisadores/as e acadêmicos/as frequentemente exploram a relação íntima entre a arquitetura e o fogo. Luis Fernández-Galiano, em sua obra seminal "Fire and Memory: On Architecture and Energy", defende que a arquitetura faz fundamentalmente a mediação entre a humanidade e a energia. Ao compreender como essas estruturas moldaram os espaços, simbolizaram valores culturais e impulsionaram a inovação tecnológica, obtemos uma compreensão mais profunda da complexa interação da arquitetura entre forma, função e significado.

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Arquitetura sensível ao contexto na Espanha: 7 projetos que destacam estratégias materiais

Andanzas y visiones españolas é o livro no qual Miguel de Unamuno reúne suas experiências durante excursões pelas cidades e campos da Espanha, acompanhado por amigos e colegas. Mais do que uma descrição geográfica precisa, o texto consiste em narrativas nas quais cada região e cada aspecto do território deixam uma marca profunda em seu pensamento. O discurso literário tece ativamente a diversidade do cenário, o clima e o contextualismo como fios condutores fundamentais, apresentando o território não apenas como um lugar físico, mas também como um espaço de reflexão e contemplação. Esse olhar atento para a paisagem — tão diversa na arquitetura espanhola — também ressoa no ambiente construído, promovendo na prática contemporânea uma adaptação sensível às variadas condições climáticas do país, tanto por meio de estratégias de projeto quanto de escolhas de materiais.

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Vozes do ArchDaily: Romullo Baratto

A trajetória de Romullo Baratto na arquitetura começou cedo, influenciada por um ambiente familiar imerso na prática da engenharia e da arquitetura. Crescendo cercado de plantas e maquetes, ele desenvolveu um apreço fundamental pelos aspectos técnicos e criativos do ambiente construído. Embora seu percurso acadêmico o tenha levado a explorar o cinema e a escrita em paralelo à arquitetura, esses interesses multidisciplinares convergiram naturalmente para o trabalho editorial. Tendo começado como tradutor freelancer para o ArchDaily, a sintonia de Romullo com a missão da plataforma o levou a ingressar como Editor do site brasileiro, onde conduziu a publicação a se tornar o primeiro veículo de comunicação a receber o prestigiado Prêmio FNA.

Atualmente Editor-Chefe no ArchDaily Global, Romullo lidera iniciativas de destaque como o Building of the Year Awards, o ArchDaily New Practices e o ArchDaily Topics. Ele aborda o trabalho editorial com o compromisso de destacar projetos e narrativas que ofereçam novas perspectivas e provoquem discussões profundas—evitando a mera busca por tendências passageiras em favor de uma narrativa crítica e repleta de nuances que aprofunde o entendimento profissional.

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Do objeto à cidade, em busca de poéticas possíveis: entrevista com [entre escalas]

O escritório [entre escalas], fundado pela arquiteta Marina Canhadas em 2018, nasce da interseção entre prática profissional, pesquisa acadêmica e experiências internacionais. Com uma trajetória marcada por concursos, colaborações e passagens por escritórios no Brasil e no México, Marina consolidou uma abordagem que valoriza a atenção ao contexto e à história das edificações, especialmente em projetos que lidam com preexistências, uma das principais frentes do escritório.

A atuação do [entre escalas] se destaca pela sensibilidade com que lida com o tempo e a memória dos edifícios. Reformas em sobrados antigos, como a Casa Saracura e a Casa Apiacás, revelam uma espécie de arqueologia arquitetônica que busca resgatar técnicas, materiais e até mesmo fluxos naturais originais, reinterpretando tais elementos a partir de novas possibilidades de uso e conexão com o entorno. O gesto de remover camadas — físicas e simbólicas — é visto como uma forma de revelar histórias ocultas e conectar passado e futuro.

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Eduardo Souto de Moura é nomeado laureado do Praemium Imperiale de Arquitetura 2025

A Japan Art Association nomeou o arquiteto português Eduardo Souto de Moura como o laureado do Praemium Imperiale de Arquitetura de 2025. Em sua 36ª edição, a premiação homenageia artistas por suas trajetórias e realizações nas áreas de Pintura, Escultura, Arquitetura, Música e Teatro/Cinema. O Praemium Imperiale foi instituído em 1988 para reconhecer personalidades cujo trabalho contribuiu significativamente para o enriquecimento do cenário cultural global. Souto de Moura foi premiado por produzir uma arquitetura que dialoga de forma sensível com o momento presente, mantendo uma qualidade atemporal.

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Pavilhão do Marrocos na Bienal de Arquitetura de Veneza apresenta a terra como material de construção sustentável

A exposição do Reino do Marrocos na 19ª Mostra Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia destaca a arquitetura de terra marroquina e suas técnicas tradicionais de construção. A exposição, intitulada Materiae Palimpsest, foi curada pelos arquitetos Khalil Morad El Ghilali e El Mehdi Belyasmine. Em uma exploração que mescla técnicas ancestrais com tecnologias digitais, a mostra apresenta obras têxteis da arquiteta e artista Soumyia Jalal, além de hologramas de artesãos e artesãs e instalações táteis. A narrativa apresenta a terra como um recurso renovável e um material sustentável, e a construção com terra como uma chave tanto para a preservação do patrimônio arquitetônico quanto para o enfrentamento dos desafios ecológicos e sociais contemporâneos. Materiae Palimpsest convida a repensar a relação atual da arquitetura com os materiais de construção, abrindo caminho para métodos construtivos enraizados localmente.

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As mulheres pioneiras da arquitetura equatoriana, segundo Verónica Rosero e Néstor Llorca

Nicolás Valencia conversa em Quito com a arquiteta Verónica Rosero e o arquiteto Néstor Llorca, coautores/as, ao lado de María José Freire, sobre o livro ⁠Pioneras de la arquitectura ecuatoriana⁠, publicado pela Trama Ediciones em 2021 e vencedor da Bienal Panamericana de Arquitetura de Quito 2022 na categoria de publicações.

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Um legado ancestral com preocupações modernas: a história por trás dos campos agrícolas de Waru Waru no Peru

Oferecendo um caminho rumo à resiliência e à segurança alimentar nas planícies aluviais do Lago Titicaca, os campos agrícolas Waru Waru distribuem-se por todo o altiplano peruano, constituindo um antigo sistema agrícola. Ao conectar um legado ancestral a preocupações modernas sobre segurança hídrica e alimentar, resiliência climática e gestão sustentável da terra, esses sistemas agrícolas abrem o debate acerca da gestão eficiente da água e da importância da biodiversidade agrícola. Ao mesmo tempo, integram o sentimento de identidade e orgulho da comunidade aimará local, consolidando um conhecimento cultural transmitido e preservado entre gerações.

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Arquitetura Lenta como Prática Ética de Projeto e Construção

Na Capela de Campo Bruder Klaus, projetada por Peter Zumthor, o processo de construção contou com a participação direta de habitantes do pequeno vilarejo suíço de Mechernich. Utilizando uma fôrma interna feita de troncos de madeira dispostos verticalmente, o concreto foi preparado em pequenos lotes e vertido manualmente, dia após dia, formando camadas marcadas por variações sutis de mistura e aplicação. Ao final do processo, a estrutura de madeira foi reduzida a cinzas, deixando o interior da capela impregnado com marcas de fogo e revelando uma superfície escura e tátil. O resultado foi um espaço silencioso e profundamente significativo, onde a ação coletiva, o tempo e a transformação da matéria se tornaram parte da arquitetura. Centrado em recursos disponíveis localmente e técnicas manuais, esse método construtivo evidencia como a escolha dos materiais e do sistema construtivo pode moldar a experiência de um espaço, revelar o tempo investido e incrustar a cultura de um lugar na própria matéria da arquitetura. Dessa forma, oferece um exemplo de como a própria construção pode se tornar um ato regenerativo, restaurando significados, conectando comunidades e honrando os ciclos da matéria.

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Mute apresenta o primeiro escritório totalmente adaptável da Europa em Varsóvia

A Mute, fabricante global de soluções de arquitetura adaptável para locais de trabalho modernos, inaugurou sua nova sede no edifício de escritórios Ambassador, em Varsóvia, administrado pela Hines. Com mais de 840 m², trata-se do primeiro escritório na Europa construído inteiramente com um sistema modular — que pode ser livremente reconfigurado sem gerar resíduos de reforma ou emissões de CO₂.

Carlo Ratti Associati vence concurso para projetar hub logístico como infraestrutura social em Alessandria, Itália

O escritório CRA-Carlo Ratti Associati, em colaboração com a The Blossom Avenue Partners, foi anunciado como o vencedor do concurso internacional para o projeto urbano e arquitetônico do X-Change, um importante hub logístico multimodal localizado no terreno de um antigo pátio ferroviário em Alessandria, na Itália. O projeto reimagina uma tipologia tradicionalmente introvertida — a infraestrutura de distribuição ferroviária — ao integrar a logística com a produção de energia, a regeneração ecológica e a vida pública. Concebido como um dos maiores hubs intermodais do sul da Europa, o X-Change foi planejado para apoiar o papel em evolução de Alessandria como um porto seco para Gênova, aproveitando as futuras conexões ferroviárias de carga de alta velocidade.

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Um módulo restaurado da Nakagin Capsule Tower, de Tóquio, entra em exibição de um ano no MoMA

O Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York sediará uma exposição dedicada à Nakagin Capsule Tower, obra do arquiteto japonês Kisho Kurokawa, de 10 de julho de 2025 a 12 de julho de 2026. Intitulada The Many Lives of the Nakagin Capsule Tower, a mostra apresenta uma retrospectiva dos 50 anos de existência do edifício. Construída no distrito de Ginza, em Tóquio, em 1972 e desmantelada em 2022, a torre é representada por meio de materiais contextuais, desenhos originais, gravações de arquivo e uma cápsula totalmente restaurada. A exposição convida à reflexão sobre como as cidades lidam com edifícios antigos e com a rápida transformação das áreas urbanas. Os diversos materiais que documentam a evolução contínua da torre ao longo de cinco décadas incentivam o público a refletir sobre como a arquitetura pode perdurar ao assumir novos papéis e funções além de seu propósito original.

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Compreendendo o ecobrutalismo: o paradoxo entre estrutura, sustentabilidade e estilo

Espera-se que o ambiente construído reduza as emissões de carbono, apoie a biodiversidade e responda às transformações nas condições ecológicas, ao mesmo tempo em que oferece habitação para as comunidades e reflete seus valores culturais. Nesse cenário de transição, um estilo arquitetônico outrora criticado ressurge em uma forma nova e surpreendente. O Brutalismo, há muito associado à gravidade institucional e à austeridade material, está agora sendo reformulado sob uma ótica ecológica. Esse movimento híbrido, conhecido como eco-brutalismo, combina a força do concreto com a vegetação e estratégias de projeto sensíveis ao clima. O resultado é um conjunto de espaços visualmente impactantes, conceitualmente complexos e cada vez mais populares entre designers, urbanistas e o público em geral. Este movimento engloba não apenas a linhagem direta do Brutalismo dos anos 1960, mas também projetos contemporâneos que, embora não sejam estritamente brutalistas, compartilham de sua honestidade material, escala monumental e uso de formas expressivas de concreto.

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Mapeamento como design: uma abordagem baseada em recursos para o design rural nos Estados Unidos

Em 1982, em uma conferência sobre construção com terra em Tucson, Arizona, uma apresentação incomum desafiou tudo o que os/as arquitetos/as pensavam saber sobre recursos rurais. Em vez de focar em técnicas construtivas, o apresentador, o arquiteto Pliny Fisk III, estendeu uma série de mapas desenhados à mão que revelavam algo extraordinário: o Texas rural não era escasso em recursos, como sugeria o senso comum, mas sim incrivelmente rico em materiais. Os mapas mostravam cinzas vulcânicas ideais para concreto leve, depósitos de caliche que se estendiam por vastos territórios e florestas de mesquite que podiam fornecer tanto pisos de madeira de alta densidade quanto isolamento térmico. Essa revelação redefiniu as noções predominantes de valor na arquitetura.

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Benthem Crouwel e Snøhetta revelam projeto para a Casa de Cultura e Administração em Delfzijl, Países Baixos

A Casa de Cultura e Administração, um novo complexo cívico projetado pelo escritório Benthem Crouwel Architects em colaboração com o Snøhetta, está tomando forma gradualmente na cidade holandesa de Delfzijl. Localizado na praça Molenbergplein, o projeto reúne funções culturais e administrativas em um gesto arquitetônico unificado que visa fortalecer o tecido urbano de Eemsdelta. As visualizações atuais marcam um avanço na fase de projeto estrutural. O refinamento técnico e financeiro continuará ao longo do verão, e a aprovação final do conselho municipal está prevista para outubro de 2025.

Movimento Internacional Swimmable Cities defende o direito de nadar em cursos d'água urbanos

Swimmable Cities é uma aliança de 153 organizações signatárias em 59 cidades de 22 países que apoia o movimento global por cursos d'água urbanos próprios para banho. Diante do avanço da urbanização, das mudanças climáticas e da perda de biodiversidade, a iniciativa busca recuperar rios e portos como espaços públicos onde as comunidades possam desfrutar e se beneficiar do banho. A organização defende que as vias fluviais urbanas sejam seguras, saudáveis e acessíveis tanto para banhistas quanto para a vida silvestre, demandando uma colaboração transfronteiriça para desenvolver estratégias de melhoria e coletar dados para avaliar a "balneabilidade". Esse apelo torna-se ainda mais relevante diante do aumento das temperaturas globais e das crescentes desigualdades no acesso à infraestrutura pública nas grandes cidades. A carta de 10 pontos do movimento começa com a afirmação do "direito ao banho", celebrando a cultura do nado urbano e reconhecendo a importância histórica da água.

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Vila na Cidade Vertical: Tai Hang e a Sobrevida do Vernáculo de Hong Kong

A arquitetura vernacular em Hong Kong originou-se como uma série de pequenos assentamentos costeiros — comunidades simples, semelhantes a vilas, que refletiam a identidade primordial da cidade como um polo pesqueiro. Essas vilas litorâneas eram tipicamente compostas por casas de baixa altura e estrutura de madeira, agrupadas ao redor de templos, formando comunidades coesas e intimamente ligadas aos ritmos das águas.

Um exemplo notável é Tai Hang, um dos primeiros assentamentos estabelecidos pelo povo Hakka em Hong Kong. Originalmente situada ao longo de um canal de água que descia das montanhas próximas em direção ao mar, a área servia como um ponto vital de lavagem para os moradores da vila — daí seu nome, que significa literalmente "Grande Drenagem". Antes de grandes obras de aterro marítimo, Tai Hang ficava muito próxima da linha de costa. Hoje, localiza-se a quase 700 metros terra adentro.

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Em diálogo com a natureza: uma jornada arquitetônica por instalações na paisagem na Dinamarca e na Noruega

O design escandinavo há muito é admirado por sua estética minimalista e funcionalidade, que valorizam as coisas simples, com raízes profundas no conceito de Hygge. Esta reverência vai além do design de interiores, estendendo-se também ao mundo natural, o que resulta em projetos de arquitetura e instalações paisagísticas de alta qualidade que estreitam a conexão humana com ambientes intocados. Em vez de impor grandes estruturas ao meio ambiente, a abordagem escandinava propõe intervenções sutis e precisas. Estes projetos não buscam dominar, mas sim estabelecer um diálogo com a paisagem existente, valendo-se de um desenho sensível para potencializar suas formas, cores e texturas intrínsecas. O objetivo é complementar e valorizar a natureza, criando espaços funcionais que, ao mesmo tempo, aprofundam a relação de quem os visita com o entorno.

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Vozes do ArchDaily: Christele Harrouk

A trajetória de Christele Harrouk na arquitetura foi moldada pelo ambiente complexo e em constante mutação de sua criação no Líbano — um lugar marcado por contradições, transformações e resiliência. Embora seu ingresso na área não tenha sido planejado, a disciplina logo se tornou uma lente profunda pela qual ela compreende o mundo e suas complexidades. Ao aliar sua paixão pela escrita à sua experiência em arquitetura e desenho urbano, Christele descobriu uma voz única na interseção desses campos, adotando o trabalho editorial como uma plataforma poderosa para influenciar o discurso e amplificar narrativas diversas.

Como editora-chefe do ArchDaily, Christele está profundamente comprometida em moldar o discurso arquitetônico por meio de uma curadoria criteriosa. Ela busca projetos e histórias que dialoguem profundamente com o contexto, a cultura e as realidades sociais — priorizando aqueles que vão além de apresentar a arquitetura como mera forma ou função. Para ela, o real valor reside em conteúdos que desafiam as narrativas dominantes, amplificam vozes marginalizadas e fomentam debates críticos em comunidades globais. 

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