Esta seleção de projetos da Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 explora a regeneração como um processo deliberado e inteligente, enraizado nas condições específicas de cada lugar. Há décadas a Bienal funciona como um campo de testes para as ideias mais urgentes da arquitetura, permitindo que designers, pesquisadores/as e instituições apresentem visões que respondem a desafios ambientais, culturais e sociais em constante evolução. Os projetos deste ano revelam que a regeneração — seja de uma cidade costeira inteira, de uma área industrial desativada ou de um espaço público negligenciado — exige mais do que simplesmente substituir o antigo pelo novo. Ela demanda uma leitura precisa dos contextos existentes, a preservação do conhecimento incorporado e a integração cuidadosa das necessidades contemporâneas.
As oito obras selecionadas mostram que a regeneração pode surgir de múltiplos pontos de partida: a reativação do patrimônio por meio do reuso adaptativo, a restauração de sistemas ecológicos como parte do planejamento urbano, o desenvolvimento de estratégias abertas e modulares para a renovação de habitações de interesse social ou a sobreposição de inovações tecnológicas a práticas historicamente enraizadas. Embora a escala da intervenção varie, cada projeto demonstra sensibilidade em relação ao que já existe no local — sejam recursos materiais, padrões urbanos ou a memória cultural — e a disposição de trabalhar com esses ativos como catalisadores de transformação. Juntos, eles sugerem que a regeneração precisa começar em algum lugar, e que seu sucesso reside no equilíbrio entre a inovação e a inteligência do que já existe.
A edição de 2025 da Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Seul anunciou os/as 24 designers comissionados/as para criar as Walls of Public Life, uma instalação coletiva que explora como os exteriores dos edifícios podem se tornar mais expressivos, envolventes e emocionalmente ressonantes. Cada participante produzirá um fragmento de edifício de 2,4 por 4,8 metros, propondo uma nova interpretação da parede arquitetônica não como mero pano de fundo, mas sim como parte ativa da vida pública. Instaladas ao longo do lado norte da Songhyeon Green Plaza, no centro de Seul, as paredes farão parte de uma intervenção urbana maior que inclui a Humanise Wall, uma instalação de quatro andares e 90 metros de extensão ao sul do parque.
A representação dos países nórdicos na 19ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza está sediada no célebre Pavilhão Nórdico de 1962, de Sverre Fehn, um marco do modernismo arquitetônico que representa a Suécia, a Noruega e a Finlândia. Nesta edição, os países nórdicos apresentam uma exposição que mescla arquitetura, performance e instalação artística, tratando o ambiente construído como um palco para as normas sociopolíticas da cultura baseada em combustíveis fósseis. Com curadoria de Kaisa Karvinen para o Museu de Arquitetura e Design de Helsinque, a mostra, intitulada Industry Muscle: Five Scores for Architecture, explora a arquitetura moderna sob a perspectiva do corpo trans, apresentando o trabalho do/a artista finlandês/esa Teo Ala-Ruona, que combina arte performática, teatro e coreografia.
O meio rural sempre exerceu um papel fundamental no desenvolvimento social e econômico dos países. Até o século XVIII, era o principal espaço de produção e de organização da vida. Com a Revolução Industrial, no entanto, ocorreram profundas transformações estruturais que redefiniram essa dinâmica. A indústria passou a ocupar uma posição central, vinculando-se ao meio urbano e dando origem a uma visão dicotômica e hierarquizada entre rural e urbano, agricultura e indústria. Nesse contexto, duas visões opostas ganharam destaque: uma previa o desaparecimento do rural diante da urbanização e do avanço econômico; a outra apostava na sua permanência e renascimento. Hoje sabemos claramente qual das hipóteses se tornou verdadeira.
O escritório Foster + Partners revelou os projetos para uma praça comercial localizada na margem norte do Chifre de Ouro em Istambul, Turquia. O projeto faz parte do plano diretor de Tersane, mais amplo, que propõe revitalizar 1,6 quilômetro de uma orla anteriormente subutilizada. O plano diretor integra um programa de uso misto com comércio de varejo, áreas residenciais, hotelaria, edifícios culturais e espaços públicos paisagísticos, com o objetivo de melhorar o acesso ao longo da costa. A praça fica próxima a vários dos marcoshistóricos de Istambul, inspirando-se no patrimônio industrial e marítimo da região. A escala do projeto e as escolhas de materiais refletem esse contexto, buscando se alinhar às camadas históricas do local ao mesmo tempo em que introduzem um ambiente comercial contemporâneo.
Em sua segunda entrevista ao ArchDaily, Sir Peter Cook conversou com a editora-chefe, Christele Harrouk, no World Architecture Festival 2025. Enquanto a primeira conversa se concentrou em seus conselhos para jovens arquitetos e arquitetas, esta nova conversa ocorreu após sua apresentação no WAF sobre o livro a ser lançado, Archigram Ten, um projeto editorial que resgata o espírito da revista original com membros fundadores e designers contemporâneos. Com base nesses temas, ele reflete sobre inteligência artificial, o impacto da COVID-19 em sua própria prática e as pedagogias arquitetônicas atuais.
A arquitetura de mercados contemporânea no México frequentemente se inspira em seus precedentes pré-hispânicos. O Mercado de Tlatelolco na antiga Tenochtitlan, por exemplo, caracterizava-se por uma grande praça aberta pavimentada com pedras e "ruas" demarcadas, divididas em seções para mercadorias específicas, servindo como um importante ponto de encontro para o intercâmbio social e econômico. De modo semelhante, a tradição dos Tianguis, uma tipologia de mercado efêmero integrada à ampla tradição mesoamericana, também organizava barracas em corredores dentro de uma praça pública, refletindo os princípios de organização observados em Tlatelolco. Esses modelos históricos estabeleceram as bases para a tradição dos mercados públicos no México e em países da América Central, onde o espaço público se funde ao arranjo estruturado do comércio. Hoje, embora muitos dos espaços comerciais do México — com destaque para a Central de Abasto na Cidade do México e outros mercados tradicionais como Jamaica, Merced e San Juan — tenham adotado um caráter permanente no atendimento às suas comunidades, os tianguis mantêm sua forte presença na sociedade mexicana.
Um projeto pode ser desenhado em linhas gerais, mas é construído nos detalhes. Por mais simples que pareça, uma escada envolve um nível significativo de engenharia. Algumas são visivelmente mais cansativas ou difíceis de subir e descer. Para solucionar isso, no século XVII, o arquiteto François Blondel propôs uma fórmula para garantir a proporção ideal entre espelho e piso — uma equação que, quando respeitada, proporciona um percurso confortável. No entanto, há outro fator igualmente decisivo: todos os degraus devem ser idênticos. Isso pode soar trivial e lógico, mas executar qualquer coisa com precisão é sempre um desafio construtivo. Nosso corpo se adapta rapidamente às dimensões dos degraus, e qualquer variação (mesmo mínima) pode causar tropeços sucessivos ou passos em falso. Um detalhe aparentemente insignificante, quando mal resolvido, pode comprometer o bem-estar e a segurança de um edifício inteiro.
A Casa Brancarevelou planos para um novo espaço permanente de eventos em seus terrenos históricos. Com o objetivo de solucionar antigas limitações de espaço para cerimônias de grande escala, o proposto Salão de Festas de Estado da Casa Branca oferecerá um local com capacidade ampliada. O escritório McCrery Architects, sediado em Washington e reconhecido por seu trabalho em arquitetura clássica, foi inicialmente nomeado como arquiteto/a responsável. A Clark Construction supervisionará a obra, com suporte de engenharia fornecido pela AECOM. O início da construção está previsto para setembro de 2025, com conclusão planejada ainda durante o atual mandato presidencial.
A incorporadora imobiliária Sierra Blanca Estates anunciou oficialmente planos para construir um novo bairro residencial na cidade litorânea de Málaga, Espanha. Segundo a equipe de desenvolvimento, a proposta visa atender à crescente demanda por habitação na capital da comunidade autônoma da Andaluzia, localizada às margens do Mar Mediterrâneo, no sul da Península Ibérica. O novo bairro está planejado para a área de El Bulto e incluirá um edifício de 21 andares projetado pelo escritório Zaha Hadid Architects.
Apontado como a nova era da construção, o Building Information Modeling (BIM) conquistou a atenção global com sua promessa de coordenação fluida, orçamentos reduzidos e novos patamares de eficiência. No entanto, no cenário da construção civil na Índia, a adoção dessa tecnologia revela uma história mais complexa, marcada por barreiras culturais e limitações técnicas.
"A maior barreira não é a tecnologia, mas sim a cultura de planejamento", explica Rahul Bahl, Diretor Executivo da Krishna Buildestates Pvt Ltd, destacando o que talvez seja o desafio mais fundamental do BIM na Índia. "O BIM exige que cada detalhe seja definido antes do início da construção, desde a localização dos interruptores elétricos até os acabamentos finais. Na Índia, costumamos iniciar as obras apenas com a estrutura bruta resolvida e passamos os meses seguintes aplicando engenharia de valor ao longo do processo."
A 19ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza conta com uma presença marcante da comunidade da SCI-Arc, incluindo estudantes, ex-alunos/as e docentes. Seus trabalhos estão presentes em diversos contextos—desde pavilhões nacionais até instalações independentes e projetos de pesquisa—, dialogando criticamente com o tema deste ano, Intelligens. A mostra se consolida como uma plataforma instigante para explorar questões fundamentais da pedagogia da SCI-Arc: o futuro do design, o papel da tecnologia e as possibilidades da experimentação arquitetônica.
A contribuição da Alemanha para a 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025 expõe os visitantes física e psicologicamente ao futuro clima urbano: um STRESSTEST que torna palpável a necessidade de ação imediata. A exposição assume uma postura clara: as mudanças climáticas são uma realidade irreversível e as medidas tomadas até o momento são insuficientes. Apresenta-se um cenário em que as mudanças climáticas se manifestam globalmente por meio do aumento das temperaturas, de eventos climáticos extremos e da elevação do nível do mar, com impactos sentidos diretamente em nível local: espaços urbanos sofrendo com o estresse térmico. Os/as curadores/as Nicola Borgmann, Elisabeth Endres, Gabriele G. Kiefer e Daniele Santucci conceberam uma exposição para destacar os impactos do aquecimento global na vida urbana em um apelo urgente à ação, enfatizando que essa realidade ameaça a vida social urbana, a produtividade, a saúde e a sobrevivência dos cidadãos.
Quando pensamos em cidades e vida urbana, costumamos focar em infraestrutura, cultura, comércio, vida noturna e densidade. Em metrópoles que parecem oferecer uma infinidade de atividades — especialmente para adultos —, o brincar raramente entra em pauta. No entanto, o ato de brincar deve ser considerado parte vital da vida urbana. O brincar influencia diretamente a maneira como moldamos nossas futuras cidades, a começar pela forma como as crianças interagem com seus ambientes. A experiência lúdica e, mais especificamente, o desenho e a presença de parquinhos infantis deixam marcas duradouras no desenvolvimento dos jovens nas cidades. Esses espaços constituem a primeira conexão física da criança com a paisagem urbana. Sendo assim, o brincar merece muito mais atenção nos debates sobre bem-estar urbano, habitabilidade e projeto do espaço público.
O Memorial de Sardarapat e o esboço original do arquiteto. Imagem via risraelyan.com/en/, cortesia de Aram Ghanalanyan
Em uma época na qual grande parte da arquitetura global parece desconectada da identidade local, a obra de Rafayel Israelyan se destaca por estar profundamente enraizada no lugar, na cultura e na memória. Atuando na Armênia de meados do século XX, Israelyan criou uma arquitetura que vai além do funcional ou do monumental; trata-se de uma obra culturalmente resiliente. O uso de motivos, materiais e formas simbólicas tradicionais da Armênia deu aos seus projetos uma segunda vida após a queda da União Soviética, momento em que muitos edifícios nos Estados pós-soviéticos foram abandonados ou demolidos. A Armênia, por outro lado, preservou muitas de suas obras, provavelmente porque sua abordagem de projeto não apenas atendia a um momento histórico específico, mas também narrava uma história mais ampla. Muito antes de conceitos como sustentabilidade ou regionalismo crítico se popularizarem, Israelyan já compreendia que as edificações ganham significado e durabilidade quando refletem a identidade e as características específicas de seu lugar.
Em 1968, Swiczinsky cofundou o escritório Coop Himmelb(l)au ao lado de Wolf D. Prix e Michael Holzer. O estúdio rapidamente conquistou reconhecimento internacional por sua abordagem projetual radical, caracterizada por geometrias fragmentadas, sistemas estruturais expostos e complexidade espacial. Após a saída de Holzer em 1971, Swiczinsky e Prix continuaram à frente do escritório ao longo das décadas de 1980 e 1990, consolidando-o como uma das vozes mais proeminentes do movimento desconstrutivista.
A Archinfo, Centro de Informação da Arquitetura Finlandesa, anunciou o tema, a curadoria e a equipe de exposição do Pavilhão da Finlândia na 19ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza. A exposição, intitulada "The Pavilion – Architecture of Stewardship", focará no trabalho diversificado envolvido na construção e manutenção da arquitetura, desde as contribuições de projeto por profissionais de arquitetura e engenharia até os esforços de profissionais da construção, arquitetos/as de restauro, equipes de manutenção e profissionais de limpeza, todos com papéis fundamentais na criação e conservação do ambiente construído. Com curadoria de Ella Kaira e Matti Jänkälä, do escritório de arquitetura Vokal, sediado em Helsinque, a mostra utilizará o Pavilhão da Finlândia de Alvar e Elissa Aalto para explorar a arquitetura como um esforço colaborativo.
No discurso arquitetônico contemporâneo, o planejamento urbano é cada vez mais reconhecido como um meio de conciliar o crescimento com prioridades sociais, culturais e ambientais de longo prazo. Para além de organizar edifícios e infraestrutura, essas propostas de grande escala visam regenerar o tecido urbano, adaptar áreas históricas ou subutilizadas e estabelecer diretrizes para comunidades inclusivas e resilientes. Enviados pela comunidade do ArchDaily, os projetos apresentados nesta edição de Arquitetura Não Construída destacam como os planos diretores podem responder aos desafios contemporâneos enquanto preparam as cidades para um futuro incerto.
Abrangendo diversas geografias, da Europa ao Oriente Médio e às Américas, os projetos selecionados reinterpretam complexos industriais, sítios culturais e bairros residenciais por meio de estratégias que priorizam a sustentabilidade, a mobilidade e a identidade coletiva. Muitos compartilham o foco no design regenerativo: a reabertura de canais históricos, a criação de espaços públicos adaptados ao clima e a introdução de corredores verdes e centros comunitários para reconectar as pessoas com seus ambientes. Juntos, eles demonstram como o planejamento urbano vem se consolidando como uma ferramenta fundamental para repensar a maneira como as cidades crescem, se adaptam e sustentam a vida cívica.
O concreto é frequentemente visto como o material da modernidade, definido por sua resistência estrutural, acabamento bruto e inconfundível tom cinza. Tornou-se a paleta padrão da arquitetura do século XX, um símbolo de funcionalidade e permanência. No entanto, o concreto não está limitado a essa identidade cromática. Sua cor é subproduto do cimento, dos agregados e da composição química utilizados em sua mistura, podendo ser intencionalmente alterada por meio da pigmentação. Entre as muitas tonalidades exploradas, o vermelho se destaca — não apenas por sua intensidade visual, mas por sua capacidade de enraizar os edifícios em seu lugar, evocar referências culturais e imbuir a arquitetura de uma presença material ao mesmo tempo elemental e expressiva.
A pigmentação do concreto envolve a adição de corantes de base mineral — geralmente óxidos de ferro — durante o processo de mistura. Diferentemente de tintas ou revestimentos aplicados à superfície, esses pigmentos são integrados diretamente à massa do concreto, garantindo que a cor permeie o material e permaneça estável ao longo do tempo. Os pigmentos vermelhos, em particular, são frequentemente derivados do óxido de ferro (Fe₂O₃), um composto natural encontrado na argila, na hematita e em outros minerais ricos em ferro. Sua tonalidade terrosa e profunda conecta a construção contemporânea a técnicas ancestrais — das argamassas pozolânicas romanas às construções de terra vermelha da África Ocidental e da América do Sul.
Após um amplo processo de conservação, a Eames House, Case Study House No. 8, reabriu para visitação após um fechamento de cinco meses devido aos danos causados pela fumaça do incêndio florestal de Palisades no início deste ano. Embora a estrutura icônica, projetada por Charles e Ray Eames em 1949 como parte do Case Study House Program, não tenha sido diretamente danificada pelas chamas, ela precisou de uma limpeza completa e restauração para mitigar os efeitos da infiltração de fumaça. Como parte da reabertura, o Eames Studio adjacente, antes fechado ao público, agora estará acessível pela primeira vez. Projetado e utilizado por Charles e Ray como espaço de trabalho, o estúdio servirá como sede para exposições temporárias, workshops e programas públicos, oferecendo uma experiência arquitetônica ampliada.
Riken Yamamoto, nascido em Pequim em 1945 e criado em Yokohama logo após a Segunda Guerra Mundial, é um arquiteto japonês celebrado por promover o senso de comunidade através da arquitetura. Após fundar seu escritório, Riken Yamamoto & Field Shop, em 1973, ele se tornou conhecido por obras que vão desde habitação social, como Hotakubo Housing e Pangyo Housing, a projetos cívicos como o Hiroshima Nishi Fire Station e a Saitama Prefectural University, todos unificados pela simplicidade modular. Laureado com o Prêmio Pritzker de Arquitetura em março de 2024, ele foi elogiado pelo presidente do júri, Alejandro Aravena, por "diluir as fronteiras entre o público e o privado", fomentar a interação social espontânea e "trazer dignidade à vida cotidiana", permitindo que o senso de comunidade floresça por meio de um projeto cuidadoso. Nesta entrevista ao Louisiana Channel, o arquiteto reflete sobre o papel social da arquitetura, enfatizando o vínculo inseparável entre a habitação e seu contexto, além da necessidade de criar espaços que promovam relações visíveis e significativas.
A União Internacional de Arquitetos (UIA), em colaboração com o ONU-Habitat, anunciou o lançamento do terceiro ciclo do Prêmio UIA 2030 Award. Lançado em 2021, o prêmio internacional bienal destaca o papel da arquitetura no avanço da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, com ênfase especial no ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis) e na Nova Agenda Urbana. Organizado pela Comissão de 17 ODS da ONU da UIA, o prêmio reconhece projetos construídos que combinam arquitetura com contribuições mensuráveis para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Estruturado de forma a coincidir com o cronograma do Fórum Urbano Mundial (WUF), o prêmio se estenderá por cinco ciclos.
A Catedral Cristo Rei é o projeto de Oscar Niemeyer para a catedral de Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, na Região Sudeste do Brasil. Concebida entre 2005 e 2006, a obra é um dos últimos projetos do falecido arquiteto no país. O projeto apresenta uma estrutura em cúpula com aproximadamente 60 metros de diâmetro, suspensa por dois elementos de apoio que se elevam a 100 metros de altura. Niemeyer referia-se ao projeto como uma "praça", composta por uma catedral com capacidade para 3.000 pessoas e um altar externo projetado para receber até 20.000 fiéis em missas e eventos públicos. A construção teve início em 2013 e segue em andamento. No início deste ano, o fotógrafo Paul Clemence visitou o local, documentando o processo de construção e registrando o surgimento das curvas características de Niemeyer.