O escritório David Chipperfield Architects divulgou novas imagens da Arena de Hóquei no Gelo de Milão, uma das sedes esportivas dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano Cortina 2026. O projeto, atualmente em fase de testes, foi encomendado à Arup e ao David Chipperfield Architects em 2021. As primeiras imagens da arena em formato de anfiteatro elíptico foram divulgadas em 2022, antes do início da construção em 2023, cuja conclusão estava prevista para 2025. O novo espaço para eventos esportivos e culturais tem capacidade para 16 mil pessoas (12.000 sentadas e 4.000 em pé) e é a peça central de um projeto mais amplo de revitalização urbana originalmente desenvolvido pelo escritório Foster + Partners para Milano Santa Giulia, um distrito no sudeste de Milão, a poucos quilômetros do centro da cidade e conectado à rede ferroviária de alta velocidade e a rodovias.
A Fundação OBEL anunciou "Systems' Hack" como o foco de seu ciclo de 2026, estabelecendo a estrutura conceitual que orientará as atividades da fundação e a seleção do próximo Prêmio OBEL. Fundada em 2019, a OBEL reconhece o potencial da arquitetura de atuar como um agente tangível de mudança social e ecológica positiva, apoiando abordagens que expandem a forma como o ambiente construído é definido e moldado. O tema de 2026 convoca a arquitetura a se engajar criticamente com os sistemas que sustentam a sociedade contemporânea, incluindo infraestrutura, energia, alimentação, água, educação e informação, e a examinar como essas redes interconectadas podem ser reconfiguradas em resposta a desafios globais acelerados.
O papel público da arquitetura surge como tema central em anúncios recentes, projetos institucionais e programas profissionais. A escolha do/a designer do Pavilhão Serpentine 2026 coloca a arquitetura em primeiro plano como um espaço de encontro público e investigação material, ao mesmo tempo que grandes projetos cívicos e culturais apontam para um investimento renovado em instituições que apoiam a educação, o intercâmbio e a continuidade urbana. Paralelamente a esses desenvolvimentos, programas de prêmios internacionais e iniciativas alinhadas a políticas públicas continuam a situar a arquitetura em debates mais amplos sobre sustentabilidade, responsabilidade social e impacto a longo prazo, destacando como as decisões de projeto — tanto em escala íntima quanto monumental — respondem a desafios ambientais e cívicos compartilhados.
O escritório de arquitetura dinamarquês Henning Larsen foi selecionado para reformular e expandir a Escola de Glyvra, nas Ilhas Faroe, propondo um campus educacional integrado à paisagem que responde diretamente à topografia e ao clima da região. Concebido como uma "vila de aprendizagem", o projeto repensa o papel da escola em uma pequena comunidade costeira, posicionando a arquitetura e os espaços ao ar livre como partes integrantes do aprendizado diário. Encomendado pelo Município de Runavík e desenvolvido em colaboração com a empresa de engenharia Ramboll, o projeto será executado em várias fases para garantir que a escola permaneça em pleno funcionamento durante as obras, com as novas instalações sendo concluídas e ocupadas antes que as estruturas existentes sejam reformadas ou demolidas.
Concéntrico é um laboratório de inovação urbana que convida à reflexão sobre a cidade por meio da arquitetura e do design. Desde 2015, já realizou mais de 180 intervenções em Logroño, na Espanha. A nova temporada 2025/2026 do festival amplia esse espírito experimental com três convocatórias internacionais que colocam em prática as ideias do livro Concéntrico: Laboratorio de Innovación Urbana (Park Books, 2025). Por meio dessas chamadas, a organização busca aprofundar três linhas de pesquisa — o efêmero, o ecológico e o simbólico — para imaginar diferentes maneiras de habitar a cidade. Os projetos vencedores das convocatórias desta edição serão desenvolvidos, construídos como instalações urbanas e apresentados em uma exposição durante o festival, que acontecerá em Logroño de 18 a 23 de junho de 2026.
O Congresso Mundial de Arquitetos UIA 2026 Barcelona divulgou sua programação completa, detalhando a estrutura, os participantes e as diversas atividades agendadas para o período de 28 de junho a 2 de julho de 2026. A partir de um desdobramento do tema anunciado anteriormente, *Becoming. Architectures for a Planet in Transition* (Tornar-se: Arquiteturas para um Planeta em Transição), o Congresso foi concebido como um evento descentralizado, distribuído por múltiplos locais e contextos urbanos, em vez de se concentrar em um único espaço. Organizado pela União Internacional de Arquitetos (UIA) em colaboração com o Conselho Superior de Colégios de Arquitetos da Espanha (CSCAE) e o Colégio de Arquitetos da Catalunha (COAC), o evento deve reunir cerca de 10.000 participantes e 250 palestrantes de mais de 130 países.
In Other Worlds. Still do filme Planet City (2021), de Liam Young. Imagem cortesia de Liam Young
O Barbican Centre anunciou a abertura de *In Other Worlds*, uma grande exposição imersiva do/a arquiteto/a especulativo/a, cineasta e artista Liam Young, em cartaz de 21 de maio a 6 de setembro de 2026. Ocupando três locais distintos dentro do complexo do Barbican — a entrada da Silk Street, a galeria The Curve e o Car Park 5 —, a mostra transformará o marco cultural brutalista em uma sequência de ambientes cinematográficos que examinam arquitetura, infraestrutura, futuros climáticos e urbanismo planetário. Desenvolvido em colaboração com escritores/as, cientistas, cineastas, músicos/as e performers, o projeto reúne projeções em grande escala, instalações de LED, ambientes sonoros, narrativas gráficas, figurinos e artefatos especulativos para explorar como a ficção e a narrativa espacial podem moldar debates sobre mudanças ambientais e tecnológicas.
A Casa Batlló, em Barcelona, revelou o terceiro andar restaurado do edifício, abrindo ao público pela primeira vez a última residência original preservada da transformação realizada por Antoni Gaudí no imóvel entre 1904 e 1906. Liderada pelo arquiteto de restauro Xavier Villanueva e desenvolvida ao longo de três anos por meio de um processo de conservação de caráter arqueológico, a intervenção recupera um ambiente doméstico amplamente intacto que permaneceu habitado por descendentes da família Batlló por mais de um século. Adaptado em uma série de salas privadas para reuniões, eventos culturais e experiências, o apartamento restaurado combina a preservação do patrimônio com uma intervenção contemporânea de design de interiores de Paola Navone – OTTO Studio, estabelecendo um novo programa para um dos marcos arquitetônicos mais reconhecidos de Barcelona.
Exposições podem ser uma oportunidade de estender o discurso arquitetônico além dos círculos profissionais, abrindo conversas com um público mais amplo e servindo de interface entre a arquitetura e a sociedade. Sob essa premissa, grandes eventos internacionais, como a Expo Internacional de Osaka 2025 e a Bienal de Arquitetura de Veneza, adotaram o conceito de economia circular como um de seus objetivos organizacionais. A ideia de circularidade em eventos pode se refletir, por exemplo, no consumo de energia, no impacto do deslocamento gerado, nos resíduos produzidos ou na vida útil de sua infraestrutura. O local destinado à última Exposição Mundial, realizada em Osaka de 13 de abril a 13 de outubro de 2025, foi cercado por uma imensa estrutura de madeira projetada pelo escritório Sou Fujimoto Architects, uma das maiores construções de madeira do mundo. A Associação Japonesa para a Exposição Mundial de 2025 comprometeu-se a reutilizar os materiais de construção "o máximo possível", com planos concretos para sua reutilização previstos para serem finalizados até março. Enquanto isso, já começam a surgir alternativas de realocação para as partes da estrutura da Expo Mundial.
À medida que o setor da construção civil continua sendo responsável por uma parcela significativa das emissões globais de carbono, plataformas digitais são cada vez mais desenvolvidas para apoiar a redução de carbono em diferentes etapas do processo de projeto e construção. Essas iniciativas variam de bancos de dados voltados para materiais a orientações sobre o ciclo de vida dos projetos e ferramentas de avaliação de carbono incorporado nas fases iniciais. Embora difiram em escopo e metodologia, elas compartilham o objetivo de melhorar o acesso ao conhecimento técnico, esclarecer responsabilidades em toda a cadeia de valor e facilitar tomadas de decisão mais informadas no ambiente construído. Recentemente, o escritório Henning Larsen lançou o OpenDetail, unindo-se a esforços semelhantes de Grimshaw e MVRDV para enfrentar a descarbonização por meio de infraestrutura digital compartilhada.
À medida que a escassez de moradia e os desafios de acessibilidade financeira se intensificam nas cidades globais, o debate arquitetônico desta semana se concentra em como o design, as políticas públicas e as estratégias adaptativas se cruzam para moldar o futuro da vida urbana. As iniciativas vão desde movimentos de base e reformas legislativas destinadas a expandir o acesso à habitação até modelos inovadores que repensam a propriedade, o desenvolvimento e o engajamento comunitário. Paralelamente, arquitetos e arquitetas estão reimaginando estruturas e bairros existentes, transformando escritórios subutilizados, marcos históricos e edifícios inacabados em espaços de uso misto, com relevância cultural ou de acesso público. Em diferentes escalas, essas histórias ilustram como a arquitetura lida com a escassez, o valor e as prioridades sociais, demonstrando sua capacidade de não apenas produzir novos edifícios, mas também de recalibrar os ambientes urbanos de modo a equilibrar patrimônio, sustentabilidade e experiência humana.
Entre 2023 e 2024, os fotógrafos Francesco Russo e Luca Piffaretti documentaram a arquitetura e as paisagens da costa do Equador, da Cordilheira dos Andes, da floresta amazônica, das Ilhas Galápagos e de cidades como Quito, Guayaquil e Cuenca. O registro fotográfico explora a evolução da identidade do Equador por meio de sua arquitetura contemporânea, analisando como ela se relaciona com o entorno natural, as condições urbanas e os contextos sociais. O acervo resultante inclui mais de 40 projetos de renomados escritórios locais, como Al Borde, Durán & Hermida, Emilio López, José María Sáez, La Cabina de la Curiosidad, MCM+A, Natura Futura e RAMA Estudio, entre muitos outros. A seleção demonstra como a arquitetura pode criar espaços de alta qualidade que respondem às demandas contemporâneas de sustentabilidade e responsabilidade ambiental, combinando criatividade e tecnologia com recursos renováveis, apesar dos constantes desafios econômicos, climáticos e políticos na América Latina e no mundo.
O Parc de la Villette, no 19º distrito de Paris, está passando por uma grande transformação que combina uma fazenda urbana recém-inaugurada com a restauração da biodiversidade, como parte de uma estratégia para adaptar o parque de 55,5 hectares às mudanças climáticas. Projetado por Bernard Tschumi em 1982 e inaugurado em 1987, o parque é um marco do modernismo europeu no desenho do espaço público, rompendo com o conceito tradicional de parque metropolitano. Com uma ampliação de 15 mil metros quadrados, este importante pulmão verde no nordeste de Paris está reimaginando seus gramados como um laboratório vivo de educação ambiental, onde animais, plantas e seres humanos coexistem. A ampla renovação dá continuidade à adição da HyperTent de Tschumi em 2022 — uma estrutura em paraboloide hiperbólico que funciona como uma nova bilheteria sobre o pódio da Folie L4 — e marca a transformação mais significativa do parque desde sua inauguração.
Vista aérea da área do Port Vell onde o Liceu Mar será construído. Imagem cortesia de Gran Teatre del Liceu e Port de Barcelona
A cidade de Barcelona anunciou as cinco equipes finalistas selecionadas para a próxima fase do concurso internacional para o Liceu Mar, um novo espaço cultural planejado para a orla de Port Vell. Promovido pelo Gran Teatre del Liceu em colaboração com o Porto de Barcelona, o projeto é concebido como uma segunda sede para a instituição histórica, ampliando seu papel artístico e cívico ao mesmo tempo em que fortalece sua presença internacional. Ao reunir um grupo de escritórios de reconhecimento internacional e forte atuação local, a lista de finalistas reforça a relevância global do projeto. O anúncio da proposta vencedora está previsto para o outono de 2026.
Localizada no distrito histórico de Diriyah, amplamente reconhecido como o berço do primeiro Estado saudita, a Grande Mesquita projetada pelo escritório X Architects faz parte da transformação em curso que está tornando a região um importante destino cultural em Riad. Concebido no âmbito do empreendimento Diriyah Gate II, o projeto se situa na interseção entre a preservação do patrimônio e a reurbanização urbana em grande escala, colaborando com um plano diretor mais amplo que inclui museus, instituições cívicas, bairros residenciais e espaços públicos. Nesse contexto, a mesquita é pensada não apenas como um local de culto, mas também como uma âncora urbana integrada ao tecido em constante evolução do distrito.
O Concéntrico, laboratório espanhol de inovação urbana que explora novas formas de habitar o espaço público por meio de instalações urbanas temporárias, apresentou o programa de sua próxima edição em 17 de março, juntamente com suas principais linhas de trabalho para a temporada 2025–2026. O festival convida profissionais da arquitetura, do design, das artes e da pesquisa de diferentes geografias a proporem intervenções que ativem praças, ruas, margens de rios e espaços vazios na cidade. A edição deste ano conta com a participação de Smiljan Radić, recentemente laureado com o Prêmio Pritzker de Arquitetura, que desenvolverá uma estrutura leve, dobrável e temporária construída com tecidos plásticos industriais, sob o conceito de um "circo pobre". Outras 26 equipes, incluindo três escritórios selecionados por meio das chamadas abertas internacionais do festival, farão intervenções no espaço público de Logroño de 18 a 23 de junho de 2026, com projetos que vão de estruturas responsivas ao clima a ativações efêmeras do espaço público.
Um pavilhão elipsoidal com cúpula para a produção de cogumelos projetado pelo OMA para a Fundación Casa Wabi foi inaugurado em 4 de março de 2026. O edifício está localizado no terreno de 25 hectares da Casa Wabi em Oaxaca, no México, na costa do Pacífico, a cerca de 30 minutos da cidade de Puerto Escondido. A Casa Wabi é uma fundação criada pelo artista Bosco Sodi que promove o intercâmbio de ideias entre artistas de diversas disciplinas e comunidades locais. O edifício principal da fundação tem projeto assinado por Tadao Ando e foi concluído em 2014. O pavilhão projetado pelo OMA adiciona um novo espaço para o cultivo de cogumelos e para promover o intercâmbio entre alimentação, arte, natureza e comunidades locais às instalações da fundação, que incluem uma palapa multiuso, seis quartos, dois estúdios fechados, seis estúdios abertos, uma sala de projeção e auditório, uma sala de exposições de 450 m² e diversos espaços de trabalho.
Demolição do Estacionamento C. Imagem via Redes Sociais
Os edifícios de estacionamento projetados por Christian Kerez ao longo do Caminho da Pérola no Bahrein estão sendo demolidos como parte de uma iniciativa de requalificação urbana em andamento em Muharraq. Notícias locais informam que a remoção dos estacionamentos está vinculada a um plano mais amplo de reorganização da área histórica e de melhoria do acesso a importantes locais de patrimônio, incluindo a Casa de Sheikh Isa bin Ali. Embora a extensão total da intervenção não tenha sido detalhada oficialmente, as informações disponíveis indicam que várias estruturas do projeto — composto por quatro partes — foram afetadas e que as obras já estão em segurança.
Mais de três décadas após ter sediado o evento, Barcelona se prepara para receber o Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2026 Barcelona (UIA2026BCN), trazendo a comunidade global de arquitetura de volta à cidade entre 28 de junho e 2 de julho de 2026. Organizado sob o tema "Tornar-se. Arquiteturas para um Planeta em Transição", o Congresso deve reunir aproximadamente 10 mil participantes de mais de 130 países, incluindo profissionais da área, pesquisadores/as e estudantes. Em vez de se limitar a um único local, o evento se desdobrará em múltiplos espaços ao longo da orla mediterrânea, entre eles o complexo das Três Chaminés, posicionando a própria cidade como uma plataforma ativa de intercâmbio, debate e programação pública.
Snøhetta, em colaboração com o Beijing Institute of Architectural Design (BIAD), venceu o concurso internacional para projetar o Museu de Arte de Pequim no distrito de Tongzhou, em Pequim. O início oficial das obras ocorreu em 31 de dezembro de 2025, com conclusão e abertura ao público previstas para 2029. Concebido como um novo marco para a região leste da cidade, o museu fará parte da estratégia de desenvolvimento cultural e cívico de Tongzhou como subcentro de Pequim. O projeto marca a segunda grande comissão cultural do Snøhetta na capital chinesa, sucedendo a Biblioteca de Pequim, inaugurada em 2023 e que, desde então, tornou-se uma referência fundamental para a arquitetura cívica contemporânea na cidade.
Esta semana começou com o Dia Mundial da Justiça Social, trazendo para o primeiro plano questões urgentes de direitos trabalhistas, equidade espacial e governança de recursos, e posicionando a arquitetura tanto como produto quanto como resposta aos sistemas sociais que moldam o acesso à terra, à habitação e às oportunidades. O anúncio dos 15 projetos vencedores do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2026 destacou um panorama global de obras construídas reconhecidas por sua qualidade arquitetônica, inovação e impacto social, oferecendo um retrato da prática contemporânea em diferentes escalas e geografias. As notícias desta semana provocam uma reflexão mais ampla sobre a responsabilidade cívica da arquitetura, com o patrimônio e a construção comunitária por meio da arquitetura cultural despontando como temas centrais. A habitação, por sua vez, ancora outra vertente crítica da discussão com três iniciativas de destaque: um manifesto que reformula a habitação não como uma mercadoria de mercado, mas como um direito cívico e um projeto coletivo fundamentado no cuidado; um plano diretor de regeneração de orla em grande escala que responde à demanda habitacional regional por meio da transformação costeira; e um projeto residencial em madeira que explora o potencial do material em habitações de média densidade.