A fase inicial do projeto de renovação completa do Museu Histórico Nacional em Tirana está próxima de ser concluída. O projeto foi encomendado pelo Ministério da Economia, Cultura e Inovação da Albânia e pelo UNOPS, sendo financiado pela Comissão Europeia por meio do programa "EU for Culture" (EU4C) na Albânia. A restauração completa dos 21.400 metros quadrados do museu está planejada em duas fases, lideradas pelo escritório de Roterdã Casanova + Hernandez Architects em colaboração com o parceiro local iRI. A primeira fase consiste na restauração do edifício existente na Praça Skanderbeg e deve ser concluída este ano, permitindo o início imediato da segunda fase, focada na implementação do novo projeto para todos os espaços internos, o pátio e a cobertura.
O Museu Edo-Tokyo reabriu ao público após uma renovação de vários anos, revelando uma série de intervenções cenográficas e instalações projetadas pelo OMA sob a direção de Shohei Shigematsu. Marcando o primeiro projeto público do escritório no Japão, a comissão faz parte de uma renovação mais ampla do icônico edifício do museu, projetado pelo/a arquiteto/a metabolistaKiyonori Kikutake. Inaugurada originalmente em 1993 como o primeiro museu dedicado à história de Tóquio, a instituição traça a evolução da cidade desde o período Edo até os dias atuais, e as novas intervenções visam fortalecer sua relação com o público contemporâneo, ao mesmo tempo que preservam a identidade da arquitetura de Kikutake.
Comissionada em 2012 após um concurso internacional de projetos, a Ópera de Busan, projetada pelo escritório Snøhetta, está em construção na orla do Porto Norte da cidade, com as obras principais previstas para conclusão no final de 2026 e abertura planejada para 2027. Concebido como a primeira casa de ópera na segunda maior cidade da Coreia do Sul, o projeto redefine a tradicional casa de ópera como uma instituição cívica aberta e inclusiva. Em vez de funcionar apenas como um local de espetáculos, o edifício é concebido como um destino público que promove o uso cotidiano, a experiência coletiva e o engajamento cultural de longo prazo na paisagem urbana em constante evolução de Busan.
O fotógrafo Paul Clemence registrou o International Gateway Centre (IGC) em West Kowloon, um empreendimento de uso misto projetado pelo escritório Zaha Hadid Architects em Hong Kong, que se aproxima de sua conclusão. A série de fotos retrata o projeto em uma etapa na qual sua volumetria geral, sistemas de fachada e organização espacial estão amplamente concluídos, enquanto os trabalhos finais prosseguem nas áreas públicas e internas. Os registros detalhados de Clemence destacam as aletas verticais de sombreamento, a curvatura da fachada envidraçada e as transições entre elementos estruturais e ambientais, evidenciando como a linguagem formal do edifício é resolvida por meio da construção.
Vista Exterior Sul do Ontario Science Centre. Imagem cortesia de Snøhetta e Hariri Pontarini Architects
Os escritórios Hariri Pontarini Architects e Snøhetta foram selecionados para projetar o novo Ontario Science Centre em Toronto. Anunciada em fevereiro de 2026, a instalação de cerca de 37.000 metros quadrados consolidará a transformação em andamento do local por meio de um edifício de 20.400 metros quadrados, definido por uma série de volumes modulares e recortados. Um componente central da proposta é a integração física dos Pods existentes e da histórica Cinesphere por meio de conexões elevadas e de um passeio público contínuo. A previsão é que a construção comece na primavera de 2026, com conclusão prevista para 2029, como parte de uma estratégia mais ampla de reurbanização da orla.
Em fevereiro de 2022, teve início a construção do Goethe-Institut em Dakar, projetado pelo escritório Kéré Architecture. Presente no Senegal desde 1978, o Goethe-Institut alcança um marco no fortalecimento dos laços culturais entre a Alemanha, o Senegal e a África Ocidental com este novo edifício. Sendo a primeira sede do Goethe-Institut construída especificamente para este fim no continente africano, a obra simboliza um compromisso de longo prazo em apoiar as indústrias criativas e fomentar o intercâmbio intelectual. De 16 a 18 de abril de 2026, o Goethe-Institut sediará uma série de eventos para marcar a inauguração de sua nova sede.
O escritório Rojkind Arquitectos, em colaboração com o artista Pedro Reyes, o escritório SON Architects, a Motus Holdings e a ASAB, foi selecionado como vencedor da categoria de uso misto no Concurso Internacional de Concepção e Construção para a requalificação da área de Zyber Hallulli em Tirana, Albânia. Organizado pela Albanian Investment Corporation em parceria com a Agência Nacional de Planejamento Territorial, o concurso foi lançado em setembro de 2025, e o júri anunciou sua decisão em 29 de janeiro de 2026. A proposta liderada pelo escritório sediado no México foi contemplada com o empreendimento de uso misto, ao passo que outro escritório mexicano, o Taller Héctor Barroso, foi selecionado para projetar a CASA FAMILIA, um novo campus infantil a ser construído em um terreno com mais áreas verdes e voltado para crianças.
O MVRDV e o OODA revelaram um novo plano diretor para a regeneração de uma área desocupada de 28 hectares entre Marvila e Beato, na frente ribeirinha de Lisboa. Recentemente aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa, o projeto foi desenvolvido em colaboração com o LOLA Landscape Architects e a Thornton Tomasetti para transformar a região em um distrito urbano pautado pelo paisagismo. Intitulada "The Marvila Masterplan", a proposta estabelece as diretrizes para a introdução de 1.400 moradias, além de equipamentos públicos, espaços comerciais e de serviços em um território fragmentado e amplamente abandonado. Trata-se de uma iniciativa privada liderada pelo proprietário majoritário do terreno, desenvolvida em articulação com a Câmara Municipal de Lisboa e a Infraestruturas de Portugal.
Localizado em Istambul, na Turquia, um bairro de 84 hectares está atualmente em desenvolvimento na área de Riva, em Beykoz, ao longo da costa do Mar Negro. O master plan foi desenvolvido por uma equipe internacional de projeto que inclui os escritórios Snøhetta, Bjarke Ingels Group e MVRDV, ao lado das práticas locais KEYM, DB Architects, Rasa e Bilgin Architects. Conhecido como Ion Riva, o projeto foi concebido como uma comunidade residencial orientada pela paisagem que integra habitação, equipamentos culturais e programas públicos dentro de uma estrutura ecológica moldada pelo encontro da floresta, do rio e do mar. A primeira fase do empreendimento, que já recebeu aprovação de planejamento e está atualmente em construção, entregará 969 moradias projetadas para cerca de 3.000 residentes, com previsão de ocupação das primeiras residências concluídas em 2027.
O mirante público no topo da Tour Montparnasse, há muito considerado uma das adições mais debatidas ao horizonte parisiense, está programado para fechar em 31 de março de 2026, antes de uma grande revitalização da torre e de seu complexo circundante. Concluída em 1973, a estrutura de 210 metros permaneceu como o único arranha-céu no centro de Paris por décadas, frequentemente criticada por sua escala e pelo contraste com a paisagem urbana histórica. O fechamento do Observatório Paris Montparnasse marca o início de uma transformação de vários anos que visa modernizar a torre e, ao mesmo tempo, repensar sua relação com o distrito de Montparnasse ao redor.
A crise habitacional atual é um fenômeno global que pode ser amplamente dividido em dois grandes problemas: a escassez de edifícios residenciais e as barreiras de acesso aos que já existem. O déficit é real e concreto no que diz respeito ao que a ONU chama de "moradia adequada para todas as pessoas". Segundo o ONU-Habitat, estima-se que 96.000 novas unidades habitacionais precisariam ser construídas por dia para atender às necessidades da população até 2030. As mudanças climáticas e as migrações forçadas estão ampliando essa lacuna. No entanto, 2,8 bilhões de pessoas em todo o mundo — o que representa quase 40% da população global — não têm acesso a um abrigo estável, terra segura e serviços básicos de saneamento, não apenas pela subprodução, mas também devido a uma barreira econômica: uma crise de acessibilidade financeira. À medida que a demanda cresce e os preços sobem, a moradia, que hoje funciona cada vez mais como uma forma de seguridade social, torna-se alvo de renda de aluguel e especulação imobiliária. Sendo a moradia adequada um direito humano, cresce em todo o mundo a pressão sobre governos e entidades privadas para limitar a especulação e garantir o acesso justo às habitações existentes. A seguir, apresentamos quatro exemplos de iniciativas na Espanha, Austrália, França e Estados Unidos que buscam ampliar com urgência o acesso à moradia e, ao mesmo tempo, conter a especulação.
Foster + Partners, em colaboração com o Ministério dos Transportes de Angola, revelou o plano diretor para a Aerotrópole de Icolo e Bengo, um desenvolvimento de grande escala planejado no entorno do recém-concluído Aeroporto Internacional Dr. Antônio Agostinho Neto. A proposta organiza programas de negócios, pesquisa, residencial e hotelaria dentro de uma estrutura orientada pelo paisagismo e estruturada ao redor do aeroporto. O desenvolvimento está planejado para ocorrer em fases, começando pelo distrito empresarial e cultural localizado ao norte do terreno.
O UIA 2026, 29ª edição do evento internacional trienal de debate arquitetônico organizado pela União Internacional de Arquitetos, abriu suas portas no domingo, 28 de junho, com um evento inaugural realizado em Three Chimneys, uma antiga usina termoelétrica em Sant Adrià de Besòs. Cada edição do congresso foca em um tema urgente e relevante para a profissão, articulado por meio de um eixo central. O tema de 2026 é "Becoming. Arquiteturas para um Planeta em Transição", propondo uma visão ampla e crítica sobre os futuros possíveis da arquitetura. O evento acontece até 2 de julho de 2026, de forma distribuída por diversas sedes e contextos urbanos. Com uma abordagem multidisciplinar, Barcelona, Capital Mundial da Arquitetura UNESCO 2026, deve se tornar um laboratório e polo global para debater as próximas transições ecológicas, sociais, materiais e culturais.
Três décadas após sediar o evento pela primeira vez, Barcelona volta a ser o palco do debate global da disciplina. O Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2026 em Barcelona pretende reunir 10.000 profissionais, estudantes e representantes institucionais de mais de 130 países. Os debates abordam temas como a emergência climática, a crise habitacional, a circularidade e sustentabilidade dos materiais, e a evolução do espaço público em grande e pequena escala, bem como tópicos mais específicos, como o papel e a responsabilidade futura das premiações de arquitetura ou conferências dedicadas às inundações causadas pelo fenômeno DANA em Valência. A programação diária será marcada por duas sessões plenárias por dia, no início (09h00) e no encerramento (16h45).
A arquitetura desta semana reflete as interseções entre legado, autoria e responsabilidade social, à medida que os escritórios lidam com questões de identidade, reconhecimento e engajamento público. Decisões judiciais, finalistas de grandes concursos e propostas urbanas de grande escala ilustram como a arquitetura continua a atuar nos âmbitos cultural, institucional e ambiental. De marcos voltados para a sustentabilidade e projetos de orla transformadores a torres comerciais icônicas, as propostas demonstram diferentes abordagens para estratégias ecológicas e programação pública. Paralelamente, efemérides globais como o Dia Mundial da Audição destacam como o desenho espacial molda a inclusão e a acessibilidade, lembrando à comunidade profissional que o ambiente construído pode influenciar a participação, o aprendizado e o bem-estar de diversas comunidades.
Entrada do Palazzo Citterio, render indicativo. Imagem cortesia de ACDF e Bethan Laura Wood Studio
De 20 a 26 de abril, a Semana de Design de Milão 2026 retorna como uma plataforma urbana em que o design opera tanto como prática cultural quanto como forma de exploração. Sob o mote do tema do Fuorisalone "Be the Project", a edição deste ano desloca o foco do resultado para o processo, posicionando o design como um ato dinâmico e centrado no ser humano, moldado por intuição, responsabilidade e transformação. Instalações e exposições espalhadas pela cidade destacam o fazer como uma condição aberta, que acolhe o erro, a temporalidade e a experimentação como partes integrantes da produção criativa. Nesse contexto, o design se torna um espaço de troca entre disciplinas, materiais e inteligências, refletindo debates mais amplos sobre sustentabilidade, tecnologias emergentes e a evolução da relação entre o físico e o digital.
Esta semana foi marcada pela destruição deliberada, desenfreada e injusta decorrente da guerra no Sudoeste Asiático. Como uma das manifestações mais prejudiciais do abuso de poder humano, testemunhamos a destruição de lugares que guardam memórias e sustentam a cultura, bem como a perda e os danos irreparáveis às vidas humanas que lhes conferem identidade. Na expectativa de oferecer cenários mais promissores e construtivos para o futuro, apresentamos, em contraposição a essa realidade, um panorama de avanços em relação à disparidade de gênero que caracteriza a arquitetura e os caminhos a seguir, um conjunto de projetos emblemáticos de interesse público e comunitário que avançam da Turquia ao México, além de três grandes projetos de infraestrutura de transporte multimodal que buscam melhorar a forma como circulamos e habitamos o espaço público na Europa e nos Estados Unidos.
A cada ano, o Dia Internacional da Mulher traz uma atenção renovada para as questões de gênero em diversos campos profissionais, inclusive na arquitetura. Os debates públicos costumam se concentrar na celebração de figuras proeminentes ou no destaque de projetos notáveis, momentos que iluminam brevemente as contribuições das mulheres na disciplina. No entanto, a visibilidade gerada por essas ocasiões se insere em uma trajetória mais longa e complexa. Nas últimas décadas, a profissão da arquitetura passou por transformações graduais que ampliaram as oportunidades e a participação, embora estruturas antigas continuem a moldar o desenvolvimento das carreiras e a visibilidade do trabalho arquitetônico.
Ooooh, that's EpiQ! Por Ricardo Orts Ulises, Milan Design Week 2026. Imagem cortesia de Skoda
Reunindo uma semana de exposições, instalações e intercâmbio profissional, a Milan Design Week 2026 e a 64ª edição do Salone del Mobile.Milano foram encerradas no dia 26 de abril, após seis dias de programação pelo centro de exposições e por toda a cidade. Realizados de 20 a 26 de abril, os eventos deste ano reafirmaram o papel central de Milão no calendário global de design. O próprio Salone atraiu mais de 316.000 visitantes de 167 países. Com 1.900 marcas representadas e uma forte presença internacional, a semana funcionou mais uma vez tanto como plataforma cultural quanto como motor econômico, navegando por um contexto marcado pela incerteza do mercado e mantendo sua capacidade de reunir designers, instituições e lideranças do setor em escala global.
O Pavilhão da Islândia na 20ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia apresentará SOAK: Rituals of Collective Belonging, uma exposição que examina a cultura do banho na Islândia sob a ótica da arquitetura, do espaço público e da interação social. Comissionado por Halla Helgadóttir, da Iceland Design and Architecture, o projeto tem curadoria de Marcos Zotes, sócio/a da Basalt Architects, e foi desenvolvido por meio de uma colaboração multidisciplinar entre a Basalt Architects, o estúdio de design Gagarin e a artista Rán Flygenring. SOAK marca a segunda participação islandesa na Bienal de Arquitetura selecionada por meio de um processo de convocatória aberta, sucedendo Lavaforming, do escritório s.ap architects, que representou o país na edição de 2025.
Enquanto a Europa enfrenta uma das ondas de calor mais precoces e intensas dos últimos anos, o Dia Mundial do Meio Ambiente 2026 chega em meio a discussões renovadas sobre adaptação climática, resiliência urbana e a capacidade das cidades de responder a temperaturas cada vez mais extremas. Em Portugal, na França, na Itália, na Espanha, na Alemanha, na Suíça, na Irlanda e no Reino Unido, as temperaturas subiram muito acima das médias sazonais, provocando alertas de calor, fechamento de escolas, planos de contingência de emergência e uma preocupação crescente com o comportamento das edificações e da infraestrutura pública sob estresse térmico prolongado. A convergência desses episódios evidencia uma realidade cada vez mais global: as mudanças climáticas deixaram de ser apenas uma questão ambiental e passaram a ser um fator que reconfigura profundamente os espaços onde as pessoas vivem, trabalham e convivem.
Alex Martínez Suárez, “View of Erwin Cott and Manuel Salvador Gautier, Capilla del Hogar Escuela Salesiana de Haina, Santo Domingo, República Dominicana, built 1965,” 2013. Da concessão de 2026 para Alex Martínez Suárez para a publicação “Concrete under the Sun: Brutalism in the Dominican Republic”. Imagem Cortesia de Alex Martínez Suárez
A Graham Foundation anunciou os/as beneficiários/as do seu programa de Bolsas para Indivíduos de 2026, destinando um total de US$ 506.000 a 54 projetos que investigam a arquitetura por meio de exposições, filmes, publicações e iniciativas de pesquisa. Selecionados entre mais de 600 propostas enviadas no ciclo de inscrições de setembro de 2025 da Fundação, os subsídios apoiam o trabalho de 86 arquitetos/as, artistas, curadores/as, designers, cineastas, historiadores/as, pesquisadores/as e escritores/as, refletindo uma ampla gama de abordagens interdisciplinares sobre o ambiente construído e suas dimensões culturais, sociais e políticas.
Enda Mariam, Asmara Heritage Project, Eritreia. Imagem cortesia de Pan-African Biennale (PAB)
A Bienal Pan-Africana (PAB) é uma plataforma de debate e intercâmbio sobre arquitetura que reúne, pela primeira vez, todos os países do continente africano. Com o objetivo de destacar as contribuições africanas para a área, a iniciativa busca mudar a narrativa de fragilidade para uma de resiliência, promovendo a conscientização sobre as tradições, o design, a cultura e a memória coletiva do continente. O evento inaugural, com duração de uma semana, está programado para ocorrer em Nairóbi, no Quênia, com início em 7 de setembro de 2026. Como a primeira bienal de arquitetura deste tipo no continente e um evento altamente antecipado, a semana de abertura contará com exposições, instalações, palestras e debates principais, além de eventos públicos por toda a cidade e em outras sedes satélites. Com curadoria do/a arquiteto/a somali-italiano/a Omar Degan, a bienal visa transformar o discurso arquitetônico ao ampliar as contribuições de escritórios que representam as 54 nações africanas, exibindo trabalhos enraizados em contextos, materiais e narrativas culturais locais.
O dia 26 de janeiro marca o Dia Internacional da Energia Limpa, uma iniciativa voltada a conscientizar e mobilizar ações para uma transição inclusiva dos combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás natural, para sistemas de geração de energia com menores emissões de gases de efeito estufa e menos poluentes. O termo "limpa" sinaliza uma mudança fundamental de fontes de energia extrativas, finitas e esgotáveis em direção a sistemas baseados em recursos renováveis ou na captura de energia integrada a processos naturais. Em um mundo que enfrenta a crise climática, a energia limpa desempenha um papel fundamental na redução de emissões e na ampliação do acesso a uma energia confiável. Contudo, o rótulo de "limpa" não isenta esses sistemas dos impactos associados à sua produção, implantação e comercialização. Nesse contexto, o conhecimento arquitetônico relacionado ao espaço, à materialidade e à habitação torna-se relevante para apoiar uma transição rumo a sistemas de energia que sejam sustentáveis ao longo do tempo. Como afirmam as Nações Unidas, a ciência é clara: para limitar as mudanças climáticas, a dependência dos combustíveis fósseis deve acabar, e as edificações devem ser aquecidas, iluminadas e eletrificadas por meio de fontes de energia limpas, acessíveis, economicamente viáveis, sustentáveis e confiáveis.
O escritório MVRDV foi selecionado para projetar o Inaura, um hotel e torre residencial de uso misto no centro de Dubai (Downtown Dubai), desenvolvido pela incorporadora Arada. O projeto terá 210 metros de altura em um lote situado entre o Downtown Dubai e o Business Bay, oferecendo vistas para o Burj Khalifa e a Fonte de Dubai. Após o concurso, o MVRDV continuará envolvido como escritório responsável pela integridade do projeto, enquanto a empresa Dewan Architects + Engineers, sediada em Dubai, atuará como consultora principal. Os interiores serão desenvolvidos com base em um conceito do MVRDV, alinhado ao foco da incorporadora em programas de fitness, bem-estar e estilo de vida.