Centre Pompidou Hanwha, 2026. Imagem cortesia de Wilmotte & Associés Sa
O museu e instituição cultural francesa Centre Pompidou abrirá uma nova filial coreana em colaboração com a instituição local Hanwha Foundation of Culture. Amplamente conhecido no campo da arquitetura por sua sede francesa, projetada por Renzo Piano e Richard Rogers e recentemente fechada para reformas, o Centre Pompidou expande sua presença internacional com um novo espaço, somando-se às suas sedes na Espanha, Bélgica, China e Emirados Árabes Unidos. A sede coreana consiste em um projeto de reforma de 12.000 m² na base do arranha-céu 63 Tower, liderado pelo escritório Wilmotte & Associés. Localizado na Ilha de Yeouido, às margens do Rio Han e no coração do distrito financeiro de Seul, o Hanwha Seoul Pompidou Center foi concebido tanto como um espaço de exposições quanto como um ponto de encontro onde a educação e a arte convergem, oferecendo áreas flexíveis para abrigar uma ampla gama de atividades.
A edição de 2026 do Sony World Photography Awardsanunciou seus vencedores gerais, reconhecendo contribuições nas competições Profissional, Aberta, Estudante e Jovem. Em seu 19º ano, a premiação continua se consolidando como uma plataforma fundamental tanto para profissionais emergentes quanto consagrados, atraindo mais de 430 mil inscrições de mais de 200 países e territórios. O programa premia trabalhos em dez categorias Profissionais, incluindo Arquitetura e Design, além de competições paralelas nas categorias Aberta, Estudante e Jovem, e conta com uma exposição anual na Somerset House, em Londres.
No domingo, 19 de abril de 2026, o Los Angeles County Museum of Art (LACMA) abriu suas novas David Geffen Galleries ao público. Projetado pelo arquiteto Peter Zumthor, o edifício oferece um espaço expositivo elevado para a coleção permanente do museu. Todas as obras de arte são apresentadas em um único pavimento contínuo e aberto, em uma disposição não hierárquica de culturas, tradições e eras, abrangendo 6.000 anos de história da arte por meio de aproximadamente 155.000 objetos. O espaço é flexível, acomodando diversos projetos curatoriais, bem como os caminhos individuais dos/as visitantes. O projeto marca um novo passo na transformação de duas décadas da instituição em um museu de arte global, sendo o mais abrangente do oeste dos Estados Unidos.
O California Science Center é um destino dinâmico onde visitantes de todas as idades podem explorar as maravilhas da ciência por meio de exposições interativas, demonstrações ao vivo, programas inovadores e filmes em grande formato. O centro e o cinema IMAX estão localizados no histórico Exposition Park, em Los Angeles, onde uma expansão está em construção desde junho de 2022. O novo Samuel Oschin Air and Space Center, projetado pela equipe de arquitetura da ZGF Architects, é uma ampliação com cerca de 18.500 metros quadrados que praticamente duplicará o espaço de exposição educativa do Science Center. A construção do edifício foi concluída em 13 de abril de 2026. Sua principal atração é o ônibus espacial aposentado Endeavour, da NASA, utilizado em missões de 1992 até sua 25ª e última viagem, em 2011.
À medida que grandes eventos culturais, transformações institucionais e novas encomendas arquitetônicas se desenrolam em diferentes geografias, o debate desta semana destaca como a arquitetura opera na interseção entre vida pública, criatividade e adaptação a longo prazo. Com a Milano Design Week 2026 colocando em primeiro plano o processo, a experimentação e a participação de toda a cidade, os projetos e iniciativas que surgem nesta semana apontam para uma transição mais ampla em direção à abertura, acessibilidade e engajamento experiencial entre disciplinas e contextos urbanos. Investimentos contínuos em infraestrutura cultural, de novos museus a reformas de grande escala e propostas vencedoras de concursos, reforçam ainda mais como as instituições continuam a recalibrar seus papéis espaciais e sociais em resposta às crescentes demandas ambientais, tecnológicas e culturais.
Em fevereiro de 2022, teve início a construção do Goethe-Institut em Dakar, projetado pelo escritório Kéré Architecture. Presente no Senegal desde 1978, o Goethe-Institut alcança um marco no fortalecimento dos laços culturais entre a Alemanha, o Senegal e a África Ocidental com este novo edifício. Sendo a primeira sede do Goethe-Institut construída especificamente para este fim no continente africano, a obra simboliza um compromisso de longo prazo em apoiar as indústrias criativas e fomentar o intercâmbio intelectual. De 16 a 18 de abril de 2026, o Goethe-Institut sediará uma série de eventos para marcar a inauguração de sua nova sede.
Qapital Tower Equador. Imagem cortesia de Kengo Kuma and Associates(KKAA)
O escritório Kengo Kuma & Associates revelou os planos para o Qapital, uma torre de uso misto de 32 andares que será construída em Quito, no Equador, em colaboração com a incorporadora local Uribe Schwarzkopf. Com conclusão prevista para 2029, o projeto marca o primeiro trabalho do arquiteto japonêsKengo Kuma no país, expandindo o portfólio internacional do escritório para o contexto sul-americano. Localizada em frente ao Parque La Carolina, no distrito financeiro de Quito, a torre de 125,8 metros de altura apresenta um programa organizado verticalmente que reúne espaços residenciais, comerciais e comodidades compartilhadas.
O V&A East Museum, projetado pelos/as arquitetos/as O'Donnell + Tuomey, abrirá ao público em 18 de abril de 2026. Comissionado ao escritório em 2015, o novo edifício está localizado no Queen Elizabeth Olympic Park, próximo à sua instalação irmã recentemente inaugurada, o V&A East Storehouse, projetada por Diller Scofidio + Renfro. Situado na região leste de Londres, o mais novo distrito cultural do Reino Unido, apoiado pela Prefeitura de Londres, o complexo de dois edifícios tem como objetivo "destacar as diversas maneiras pelas quais artistas, designers e criadores/as de todo o mundo usam a criatividade para moldar o planeta". Dedicados à oportunidade criativa e ao seu poder de gerar mudanças, os cinco níveis públicos do museu contam com duas galerias permanentes, uma galeria de exposições temporárias de 900 m², um espaço para projetos e eventos no último pavimento, instalações de aprendizagem e um café.
Villa Pisani, labirinto. Image Cortesia de Martins Fontes
A arquitetura costuma ser narrada a partir de princípios como ordem, clareza e funcionalidade. Em O Livro dos Labirintos, Francesco Perrotta-Bosch propõe outra entrada possível: pensar a disciplina a partir do labirinto — uma estrutura que, desde sua origem mítica, opera por meio do desvio, da ambiguidade e da perda de orientação.
Partindo do Labirinto de Creta, atribuído a Dédalo na mitologia grega, o autor desloca a discussão sobre a origem da arquitetura para um campo menos associado à racionalidade construtiva e mais próximo da experiência espacial. A questão que orienta o livro é direta: por que a arquitetura teria começado com uma forma que subverte linearidade e legibilidade?
Entrada do Palazzo Citterio, render indicativo. Imagem cortesia de ACDF e Bethan Laura Wood Studio
De 20 a 26 de abril, a Semana de Design de Milão 2026 retorna como uma plataforma urbana em que o design opera tanto como prática cultural quanto como forma de exploração. Sob o mote do tema do Fuorisalone "Be the Project", a edição deste ano desloca o foco do resultado para o processo, posicionando o design como um ato dinâmico e centrado no ser humano, moldado por intuição, responsabilidade e transformação. Instalações e exposições espalhadas pela cidade destacam o fazer como uma condição aberta, que acolhe o erro, a temporalidade e a experimentação como partes integrantes da produção criativa. Nesse contexto, o design se torna um espaço de troca entre disciplinas, materiais e inteligências, refletindo debates mais amplos sobre sustentabilidade, tecnologias emergentes e a evolução da relação entre o físico e o digital.
A 25ª edição do Coachella Valley Music and Arts Festival retorna ao Empire Polo Club em Indio, Califórnia, de 10 a 12 e de 17 a 19 de abril de 2026, reunindo mais de 130 atrações ao lado de um ambicioso programa de instalações artísticas em grande escala. Apresentada pela Public Art Company (PAC) e com curadoria do fundador Raffi Lehrer em colaboração com o diretor de arte da Goldenvoice, Paul Clemente, a seleção deste ano explora a monumentalidade por meio da luminosidade, transparência e leveza das formas. Situadas no oásis desértico do Coachella, as instalações convidam o público a interagir física e sensorialmente, respondendo às mudanças da luz do dia e à atmosfera em constante evolução do amanhecer ao anoitecer.
O Getty Centeranunciou um amplo programa de modernização que marca sua transformação mais significativa desde a inauguração em 1997. Localizado nas montanhas de Santa Monica e com vista para Los Angeles, o campus fechará temporariamente ao público de 15 de março de 2027 até a primavera de 2028 para viabilizar as obras planejadas. A iniciativa tem como foco aprimorar a experiência dos/as visitantes, melhorar a acessibilidade e promover a resiliência energética, além de apoiar a gestão de longo prazo da instituição. Antes do início do fechamento, o Getty Center manterá sua programação de exposições e eventos até o início de 2027.
Rinshunkaku é um exemplo notável da arquitetura residencial do início do período Edo. Construída originalmente na província de Wakayama pela família Kishu Tokugawa, a vila foi transferida para Sankeien, um jardim tradicional japonês na cidade de Yokohama, durante a era Taisho (1912-1926). O jardim foi criado no início do século XX pelo/a empresário/a e patrono/a das artes Sankei Hara e abriga diversos edifícios históricos transferidos de Kyoto, Kamakura e outras regiões do Japão. Rinshunkaku, uma das joias do jardim, é um excelente exemplo da arquitetura japonesa tradicional e da construção em madeira. Seu valor histórico motivou um projeto de restauração em grande escala em 2019, documentado no filme Artisans of the Reiwa Era (Reiwa no Shokunin-tachi), filmado e editado por Katsumasa Tanaka e Hiroshi Fujiki. O documentário oferece um olhar atento e detalhado sobre o artesanato japonês e o domínio do trabalho em madeira, destacando técnicas tradicionais raras e homenageando os artesãos e artesãs que as preservam.
O fotógrafo Paul Clemence registrou o International Gateway Centre (IGC) em West Kowloon, um empreendimento de uso misto projetado pelo escritório Zaha Hadid Architects em Hong Kong, que se aproxima de sua conclusão. A série de fotos retrata o projeto em uma etapa na qual sua volumetria geral, sistemas de fachada e organização espacial estão amplamente concluídos, enquanto os trabalhos finais prosseguem nas áreas públicas e internas. Os registros detalhados de Clemence destacam as aletas verticais de sombreamento, a curvatura da fachada envidraçada e as transições entre elementos estruturais e ambientais, evidenciando como a linguagem formal do edifício é resolvida por meio da construção.
Em toda a Europa e América do Norte, a pedestrianização vem sendo cada vez mais adotada como uma estratégia urbana específica para cada contexto, moldada por pressões econômicas, sociais e espaciais distintas. À medida que as cidades continuam a reavaliar o papel das ruas diante de mudanças econômicas, pressões climáticas e novas dinâmicas de mobilidade, a pedestrianização surge como uma ferramenta nos esforços atuais de transformação urbana. Em Londres, Nova York, Houston e Estocolmo, projetos em andamento focados nos pedestres testam caminhos diversos rumo a cidades mais resilientes e caminháveis, abrangendo desde o planejamento regulatório e obras de infraestrutura até visões de futuro baseadas em pesquisas. A Oxford Street de Londres avança por meio de consultas públicas e reformas de governança para combater o declínio do comércio de rua; o Paseo Park, em Nova York, deixa de ser uma intervenção temporária da pandemia para se tornar infraestrutura urbana permanente; Houston acelera a pedestrianização do centro da cidade em preparação para um evento esportivo global; e a Superline de Estocolmo utiliza pesquisas de projeto para repensar o futuro de uma rodovia que corta a área central. Essas iniciativas revelam como a pedestrianização é ativamente negociada, projetada e construída hoje, adaptando-se às motivações locais e convergindo para o objetivo comum de criar ruas que funcionem como espaços públicos resilientes, e não apenas como vias de tráfego.
A National Gallery de Londres anunciou o escritório Kengo Kuma & Associates, em colaboração com a BDP e a MICA, como vencedor do concurso internacional para projetar uma nova ala para a instituição. Lançado em setembro de 2025, o certame atraiu 65 propostas de escritórios globais, das quais seis equipes foram selecionadas para a etapa final de desenvolvimento. A escolha representa um marco fundamental na estratégia de desenvolvimento de longo prazo da instituição, o Project Domani, posicionando a nova expansão como um componente central na reconfiguração de suas estruturas arquitetônica e curatorial. Concebido como a mais significativa transformação do museu desde sua fundação em 1824, o projeto visa ampliar a capacidade espacial e o escopo curatorial, possibilitando a exibição de uma narrativa contínua da pintura ocidental em um único espaço.
Esta semana foi marcada pelo Dia Mundial da Saúde, comemorado anualmente em 7 de abril pela Organização Mundial da Saúde. A edição deste ano lançou o apelo de "Apoiar a ciência", convidando a um engajamento renovado com o conhecimento científico como base para a ação coletiva entre diversas disciplinas. Na arquitetura e no desenho urbano, esse imperativo ressoa em projetos que traduzem pesquisas em estratégias espaciais: desde a implantação de gêmeos digitais para subsidiar o planejamento urbano e a tomada de decisões, até iniciativas de renaturalização (*rewilding*) que integram a biodiversidade como ferramenta para mitigar as mudanças climáticas, além de práticas focadas na materialidade que promovem uma construção consciente dos recursos. Dentro desse panorama mais amplo, trabalhos recentes também destacam a agência social da arquitetura em múltiplas escalas, incluindo um centro de apoio a pacientes com câncer em Kent focado na paisagem, que alinha bem-estar à sensibilidade ambiental; uma instalação urbana em Brescia que funciona como um dispositivo de conscientização cívica sobre a vida na prisão e caminhos para a reintegração; e a transformação de uma rua em Mântua em um espaço público voltado para pedestres e rico em biodiversidade.
De 21 a 26 de abril, a 64ª edição do Salone del Mobile.Milano retorna à Rho Fiera Milano, reunindo mais de 1.900 expositores em uma área de exposição totalmente esgotada de mais de 169.000 metros quadrados. Para além de sua escala, a edição de 2026 sinaliza uma mudança mais estrutural: por meio de colaborações com nomes como Rem Koolhaas e David Gianotten (OMA) e o estúdio Formafantasma, o Salone continua a se reposicionar como uma infraestrutura cultural em evolução, em vez de uma feira de negócios convencional. Este ano introduz novas camadas curatoriais e estratégicas, com destaque para a fase de prévia do Salone Contract e a estreia do Salone Raritas, além de instalações e exposições imersivas, ao mesmo tempo que a presença do Salone por toda Milão se expande ainda mais por meio de intervenções urbanas durante a Milan Design Week.
Celebrado anualmente em 7 de abril, o Dia Mundial da Saúde da Organização Mundial da Saúde chama a atenção para as prioridades de saúde global, ao mesmo tempo em que as situa em contextos ambientais e sociais mais amplos. Instituída após a primeira Assembleia Mundial da Saúde em 1948 e celebrada desde 1950, a data tornou-se uma plataforma para abordar as constantes transformações nas condições que moldam a saúde, desde os sistemas locais de atendimento até desafios em escala planetária. A edição de 2026, sob o tema "Juntos pela saúde. Apoie a ciência", convoca a um engajamento renovado com o conhecimento científico como base para a ação coletiva. A campanha, que se estende ao longo do ano, enfatiza a colaboração na proteção da saúde das pessoas, dos animais, das plantas e do planeta, destacando a abordagem de Saúde Única como uma estrutura para compreender sua interdependência.
O Parc de la Villette, no 19º distrito de Paris, está passando por uma grande transformação que combina uma fazenda urbana recém-inaugurada com a restauração da biodiversidade, como parte de uma estratégia para adaptar o parque de 55,5 hectares às mudanças climáticas. Projetado por Bernard Tschumi em 1982 e inaugurado em 1987, o parque é um marco do modernismo europeu no desenho do espaço público, rompendo com o conceito tradicional de parque metropolitano. Com uma ampliação de 15 mil metros quadrados, este importante pulmão verde no nordeste de Paris está reimaginando seus gramados como um laboratório vivo de educação ambiental, onde animais, plantas e seres humanos coexistem. A ampla renovação dá continuidade à adição da HyperTent de Tschumi em 2022 — uma estrutura em paraboloide hiperbólico que funciona como uma nova bilheteria sobre o pódio da Folie L4 — e marca a transformação mais significativa do parque desde sua inauguração.
Fallingwater, a icônica residência projetada por Frank Lloyd Wright, foi reaberta ao público após a conclusão de um projeto de preservação de três anos. A reabertura coincide com o 90º aniversário do edifício e o início de sua 63ª temporada de visitas, marcando um momento fundamental na conservação contínua de uma das obras mais reconhecidas da arquitetura moderna. A intervenção, liderada pela Western Pennsylvania Conservancy, concentrou-se em resolver desafios estruturais e ambientais, mantendo a integridade do projeto original de Wright.
Entre 2023 e 2024, os fotógrafos Francesco Russo e Luca Piffaretti documentaram a arquitetura e as paisagens da costa do Equador, da Cordilheira dos Andes, da floresta amazônica, das Ilhas Galápagos e de cidades como Quito, Guayaquil e Cuenca. O registro fotográfico explora a evolução da identidade do Equador por meio de sua arquitetura contemporânea, analisando como ela se relaciona com o entorno natural, as condições urbanas e os contextos sociais. O acervo resultante inclui mais de 40 projetos de renomados escritórios locais, como Al Borde, Durán & Hermida, Emilio López, José María Sáez, La Cabina de la Curiosidad, MCM+A, Natura Futura e RAMA Estudio, entre muitos outros. A seleção demonstra como a arquitetura pode criar espaços de alta qualidade que respondem às demandas contemporâneas de sustentabilidade e responsabilidade ambiental, combinando criatividade e tecnologia com recursos renováveis, apesar dos constantes desafios econômicos, climáticos e políticos na América Latina e no mundo.