Bienal Pan-Africana revela participantes de sua edição inaugural em Nairóbi

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A Bienal Pan-Africana (PAB) anunciou a seleção oficial de participantes para sua edição inaugural de 2026, programada para ocorrer de 7 a 11 de setembro de 2026 no Kenyatta International Convention Centre, em Nairóbi. Concebida como a primeira bienal de arquitetura do continente dedicada a práticas espaciais provenientes da e desenvolvidas na África, o evento reunirá arquitetos/as, escritórios, coletivos de pesquisa e profissionais de materiais de todo o continente. Espera-se que novos participantes, palestrantes principais e colaboradores/as sejam anunciados nas próximas semanas.

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Rwanda Institute for Conservation Agriculture. Imagem cortesia de Pan-African Biennale (PAB)

Com fundação e direção de Omar Degan, a Bienal foi concebida como uma plataforma de longo prazo que circulará por diferentes cidades africanas a cada dois anos. A edição inaugural é organizada sob o tema curatorial Deslocando o Centro: Da Fragilidade à Resiliência, posicionando a África não como uma referência periférica no discurso arquitetônico global, mas como protagonista e colaboradora central no conhecimento espacial contemporâneo e nas práticas de projeto voltadas para o futuro.

A seleção oficial reflete uma ampla diversidade geográfica e disciplinar, reunindo práticas que atuam nas áreas de arquitetura, urbanismo, pesquisa de materiais, preservação e design de base comunitária. Entre as presenças confirmadas estão Djamel Klouche, da Argélia; o Banga Coletivo, de Angola; e a equipe baseada no Benin composta por Larry Tchogninou, Olufemi Hinson Yovo e Armel Sagbohan. Outros escritórios selecionados incluem Moralo Designs, Association La Voûte Nubienne, Remesha Design Lab, Ramos Castellano Arquitectos e Barla Barla Architectes, além de Archi Infini & Partenaires e Afrostudio.

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Cabo Verde / Ramos Castellano Arquitectos. Imagem © Sergio Pirrone

A seleção também inclui profissionais e coletivos dedicados à preservação do patrimônio, à construção vernacular e à pesquisa ambiental, como Megawra – BEC, Hive Earth, Raas Architects, MASS Design Group e Design Without Borders. Participantes como Nu Goteh, Aboubakar Fofana, Daar Studio e Lemon Pebble expandem ainda mais o escopo interdisciplinar do evento, que transita entre arquitetura, design, artesanato e narrativas espaciais. De todo o continente, a Bienal reúne vozes de práticas consagradas e emergentes, incluindo colaboradores de Comores, Djibuti, Guiné Equatorial, Eritreia, Eswatini, Gabão, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Costa do Marfim, Lesoto, Líbia, Madagascar, Malawi, Mauritânia, Maurício, Marrocos, Namíbia, Nigéria, Senegal, Seychelles, Sudão do Sul, Sudão, São Tomé e Príncipe, Togo, Tunísia, Zâmbia e Zimbábue. De acordo com a organização, a curadoria busca dar visibilidade a práticas enraizadas nas realidades locais e, ao mesmo tempo, debater questões mais amplas sobre clima, urbanização, culturas materiais e futuros imaginários espaciais.

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Halala Kela Resort / Raas Architects. Imagem © Ketema Journal

A Bienal Pan-Africana não busca corrigir a exclusão a partir das estruturas existentes. Ela estabelece uma nova estrutura, na qual a África é autora de seu próprio conhecimento espacial, de seu próprio discurso arquitetônico e de seus próprios futuros. Pela primeira vez na história, práticas espaciais de todo o continente se reúnem sob uma única estrutura curatorial construída a partir de dentro. O centro sempre esteve aqui. - Omar Degan, responsável pela fundação e direção artística da Bienal Pan-Africana

A estrutura curatorial da Bienal organiza-se em três eixos temáticos: Terra sob Pressão (Mudanças Climáticas), Conhecimento Herdado (Inteligência Vernacular) e Mundos por Vir (Futuros Africanos). Em vez de apresentar uma narrativa única, a exposição propõe múltiplas perspectivas decorrentes dos contextos africanos, analisando como a arquitetura pode responder às transformações ambientais, aos saberes construtivos herdados e às dinâmicas sociais em evolução no continente.

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Moaba Camp / Lauge, Laboratorio de Arquitectura y Urbanismo de Guinea Ecuatorial. Imagem cortesia de Pan-African Biennale (PAB)

A Bienal Pan-Africana está sediada em Kigali e opera como uma instituição independente dedicada à arquitetura, ao ambiente construído e à prática espacial na África. Concebida como uma plataforma de longo prazo que vai além do formato expositivo tradicional, a iniciativa combina exposições, publicações, programação pública e produção de arquivos, com Nairóbi sediando a primeira edição do que pretende ser um evento continental periódico.

Em paralelo, a 13ª sessão do Fórum Urbano Mundial foi concluída em 22 de maio em Baku, após seis dias de debates, exposições e intercâmbios internacionais focados no tema Habitar o Mundo: Cidades e Comunidades Seguras e Resilientes. Outros eventos de arquitetura no calendário devem dar continuidade a essas discussões sobre o futuro das cidades, a resiliência climática e a evolução da prática projetual, incluindo o Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2026 em Barcelona, agendado para o período de 28 de junho a 2 de julho de 2026, e a Bienal de Arquitetura de Tallinn 2026, que terá curadoria do Stuudio TÄNA junto a Mark Aleksander Fischer e Mira Samonig, com abertura em 9 de setembro e encerramento em 30 de novembro de 2026.

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Sobre este autor
Cita: Dogan, Reyyan. "Bienal Pan-Africana revela participantes de sua edição inaugural em Nairóbi" [Pan-African Biennale Unveils Participants for Its Inaugural Edition in Nairobi] 28 Mai 2026. ArchDaily em Português. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/pt/1093527/bienal-pan-africana-revela-participantes-de-sua-edicao-inaugural-em-nairobi> ISSN 0719-8906

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