A Bienal de Arquitetura de Tallinn (TAB) é organizada pelo Centro de Arquitetura da Estônia (ECA) desde 2011. Desde sua fundação, tornou-se o principal festival internacional da Estônia dedicado à arquitetura e ao ambiente construído. O ECA anunciou recentemente que a próxima edição será curada pelo Stuudio TÄNA e por Mark Aleksander Fischer, vencedores do Concurso de Curadoria para a 8ª Bienal Internacional de Arquitetura de Tallinn (TAB 2026). A proposta vencedora, intitulada "How Much?" (Quanto?), questiona o que a acessibilidade econômica realmente significa na arquitetura de hoje. O evento, que em edições anteriores incluiu exposições, palestras, seminários, visitas guiadas, eventos paralelos e instalações por toda a cidade de Tallinn, busca abrir um espaço de reflexão sobre como a arquitetura e o design podem ser genuinamente econômicos, abordando as implicações mais amplas de custo e consumo. A TAB 2026 será realizada na capital estoniana de 9 de setembro a 30 de novembro de 2026.
À medida que as cidades continuam a se expandir verticalmente, as torres de escritórios permanecem como um dos símbolos mais visíveis da ambição arquitetônica e da evolução urbana. Não mais definida exclusivamente pela eficiência ou pela imagem corporativa, a arquitetura contemporânea dos espaços de trabalho está sendo reimaginada como um ecossistema híbrido — que equilibra densidade e iluminação natural, produtividade e bem-estar, tecnologia e integridade material e espacial. Os seguintes projetos não construídos, enviados pela comunidade do ArchDaily, revelam como profissionais de arquitetura em diferentes continentes estão repensando a tipologia da torre, transformando a verticalidade em uma oportunidade de conexão, adaptabilidade e sustentabilidade.
Do Shivalik Curv e Embassy Zenith, na Índia, onde forma e movimento se combinam para redefinir a identidade do horizonte urbano, ao Dungen, na Suécia, um edifício de escritórios de baixa altura feito de madeira que reflete a tranquilidade de um bosque, cada projeto explora como os ambientes de trabalho podem se tornar mais flexíveis, humanos e conscientes do ponto de vista ambiental. Em Kiev, o APEX Business Center se posiciona como um catalisador para a vitalidade urbana, enquanto a BNI Tower PIK 2, em Jacarta, transforma a torre corporativa em um símbolo cristalino de crescimento. Em Munique e Ancara, conceitos de uso misto como o Highrise Hufelandmark e o Rhythm Ankara exploram o escritório como parte de uma paisagem urbana mais ampla, onde trabalho, lazer e vida pública se cruzam.
Quando estudantes de arquitetura ainda estão na universidade, um momento costuma marcar um divisor de águas: o primeiro contato com um software. Não se trata apenas de dominar uma ferramenta, mas de descobrir um espaço onde as ideias transcendem os modelos físicos, ganhando forma em um ambiente digital e dando início a uma relação que muitas pessoas levarão por toda a sua carreira profissional. O que acontece a seguir? Os softwares continuam evoluindo e, com eles, a experiência de projeto. Nos últimos anos, essa evolução se acelerou — aprendizado de máquina, inteligência artificial, prompts e fluxos de trabalho integrados deixaram a periferia e passaram a ocupar o centro da prática projetual, tornando-se parte da linguagem comum entre sistemas e usuários/as. À medida que essas ferramentas se consolidam, surge uma pergunta fundamental: como isso redefinirá nossa experiência de projetar arquitetura no futuro?
https://www.archdaily.com.br/pt/1143283/como-o-bim-a-assistencia-por-ia-e-os-fluxos-de-trabalho-integrados-moldarao-a-experiencia-de-projeto-do-a-arquiteto-aEnrique Tovar
Nicolás Valencia conversa com a arquiteta chilena Romy Hecht, decana do College UC e autora de El alma del verdor de Santiago (Orjikh editores, 2025), obra na qual investiga a natureza da paisagem da capital chilena, examinando suas origens e identificando os agentes responsáveis pelo cultivo de espécies exóticas e pela elaboração de geometrias de plantio que, uma vez enraizadas, construíram a identidade e o caráter de Santiago.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143276/a-origem-dos-parques-de-santiago-segundo-romy-hechtArchDaily Team
A arquitetura nunca se limitou ao ato de construir. Ela negocia constantemente entre a prática material e a reflexão intelectual; no entanto, ao longo dos séculos XX e XXI, muitos/as arquitetos/as sentiram que o projeto construído, por si só, era insuficiente para responder à totalidade das questões que se colocavam à disciplina. Pressões econômicas, contextos políticos e exigências programáticas frequentemente limitavam o escopo da prática profissional.
Em contrapartida, as exposições e plataformas curatoriais criaram espaços de experimentação e crítica, abrindo arenas onde a arquitetura podia interrogar a si mesma, onde seu passado podia ser reinterpretado, seu presente desafiado e seu futuro projetado. Nessa tensão, surgiu a figura do/a arquiteto/a-curador/a, tratando a própria curadoria como uma forma de projeto — não de paredes ou fachadas, mas de discursos, narrativas e estruturas de significado.
A rápida urbanização, impulsionada pelo crescimento populacional, está entre as grandes megatendências que transformam a maneira como as cidades são construídas. O mundo ganha uma nova cidade do tamanho de Madri a cada semana — e essa tendência persistirá pelas próximas décadas. Para atender a essa demanda de forma sustentável, é necessária uma abordagem colaborativa e baseada no pensamento sistêmico para a construção.
Os desdobramentos arquitetônicos desta semana destacaram como o design funciona como uma forma de infraestruturasocial e cultural, conectando cuidado, comunidade e contexto em diferentes escalas. Da reinterpretação do modelo de almshouses em Londres à transformação de portais urbanos em Phnom Penh e Tirana, a arquitetura refletiu um interesse compartilhado por espaços que promovem conexão e adaptabilidade. Paralelamente a essas obras urbanas e infraestruturais, novos projetos culturais em Paris e Hanói exploraram como os museus e espaços de espetáculos podem renovar instituições públicas por meio da experimentação material e da flexibilidade espacial.
Profissionais de arquitetura e design em todo o mundo estão expandindo os limites do design contemporâneo, e a Corian® Solid Surface está sendo moldada, curvada e flexionada para viabilizar as visões mais ousadas de arquitetos/as e designers.
Em espaços de hotelaria, por exemplo, cada superfície tem o potencial de moldar a experiência do/a hóspede desde o primeiro instante de acolhimento. Designers visionários/as utilizam seu talento para contar a história de um lugar, transmitir a emoção de uma estética e expressar a essência de uma marca. Com o material adequado, é possível influenciar profundamente a atmosfera e a funcionalidade de um espaço para os/as visitantes, utilizando desde balcões de recepção elegantes e acolhedores até áreas de banho relaxantes que remetem a spas, ou painéis escultóricos retroiluminados imponentes como tela de criação.
O projeto de banheiros públicos esteve historicamente vinculado à satisfação de uma necessidade comum de higiene, saúde e bem-estar nas comunidades. Condensando diferentes espaços, materiais e elementos de asseio em suas tipologias, a arquitetura dos banheiros públicos vem se adaptando às demandas atuais de higiene, cuidado e estética. Elementos como lavatórios, vasos sanitários e bebedouros, além de sistemas de divisórias, chuveiros, trocadores ou salas de amamentação, protagonizam a dinâmica desses espaços. Seja em aeroportos, parques, clínicas, hotéis ou outros locais, esses componentes buscam proporcionar privacidade e conforto, desenvolver soluções eficientes de limpeza e integrar critérios de acessibilidade com o apoio de ferramentas e tecnologias contemporâneas.
O projeto Busan Slope Housing, do escritório OMA, aborda a reurbanização urbana nas encostas íngremes de Busan, na Coreia do Sul, inspirando-se na complexidade topográfica e nos padrões históricos de assentamento da cidade. Desenvolvido em colaboração com o Festival de Arquitetura de Busan e o Departamento de Habitação e Arquitetura, o projeto explora estratégias para repensar os bairros de encosta, ao mesmo tempo que responde tanto às necessidades contemporâneas de moradia quanto aos legados sociais e espaciais dessas áreas. Em vez de substituir essas áreas por conjuntos convencionais de edifícios altos, o OMA propõe uma estrutura flexível e sensível ao contexto, que integra tipologias contemporâneas de habitação com a estrutura herdada do local.
Projeto da Torre Oricon por Eduardo Souto de Moura e OODA. Renderização externa. Imagem cortesia de Plomp
Eduardo Souto de Moura e OODA revelaram o projeto da Oricon Tower, um arranha-céu de uso misto com 180 metros de altura planejado para Tirana, na Albânia. Localizado próximo à Bond Tower, recentemente concluída pelo OODA, o projeto faz parte da transformação urbana em curso sob o Plano Diretor Tirana 2030, que prevê um núcleo urbano mais denso e conectado. A torre abrigará escritórios, residências, áreas comerciais e um hotel, contribuindo para a evolução do horizonte da cidade e funcionando como um novo portal urbano entre o centro histórico de Tirana e seus distritos ocidentais em expansão.
Montreal, a segunda maior cidade do Canadá, abriga um vasto acervo de arquitetura residencial histórica, em sua maioria datada do século XIX e início do século XX. Esses exemplares são particularmente abundantes em alguns de seus bairros centrais, como o Plateau Mont-Royal. Curiosamente, sua preservação não é por acaso; é o resultado de décadas de defesa ativa por parte de figuras influentes que reconheceram o valor do ambiente construído da cidade, como Phyllis Lambert e Blanche Lemco Van Ginkel. Esforços como os delas foram fundamentais em batalhas históricas de preservação que ajudaram a garantir o atual apoio municipal. Hoje, a cidade conta com um conjunto de leis abrangentes de proteção ao patrimônio histórico, concebidas para salvaguardar a integridade de seus bairros históricos.
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Vencedor do Primeiro Prêmio: Nest. Imagem cortesia de Buildner
A Buildner anunciou os resultados do concurso Kinderspace Edition #2 e lançou a terceira edição anual, o Kinderspace Edition #3, com prazo de inscrição até 26 de novembro de 2025. Após o sucesso de sua edição inaugural, este concurso internacional anual convidou mais uma vez arquitetos/as, designers e educadores/as a explorar novas possibilidades para ambientes de aprendizagem na primeira infância.
Os/As participantes tiveram como tarefa idealizar espaços que inspirem a descoberta, estimulem a imaginação e apoiem o desenvolvimento emocional e cognitivo de crianças pequenas. O objetivo foi ir além do design padronizado de salas de aula e propor espaços inovadores, flexíveis e conectados com a natureza, refletindo uma compreensão mais profunda de como as crianças interagem com o ambiente ao seu redor.
O escritório Foster + Partners concluiu o Aeroporto Internacional Techo em Phnom Penh, no Camboja, marcando um novo capítulo na visão do país para o crescimento sustentável e para a melhoria da conectividade regional. Localizado a 20 quilômetros ao sul do centro da cidade, o terminal do aeroporto abrange 235.500 metros quadrados e constitui a peça central de um masterplan de 24 quilômetros quadrados. Inspirado na arquitetura vernacular e na paisagem tropical do Camboja, o projeto integra referências culturais e soluções de eficiência ambiental para criar uma porta de entrada contemporânea, porém enraizada no contexto local, para as viagensinternacionais. A primeira fase, que inclui o terminal principal e o píer norte, foi inaugurada em 2025, enquanto o píer sul tem conclusão prevista para 2030.
Entre 25 de setembro e 5 de outubro de 2025, a XXIII Bienal de Arquitetura e Urbanismo do Chile foi realizada em Santiago. Sob o título "DUPLA EXPOSIÇÃO: (re)programar · (re)adaptar · (re)construir", o evento foi estruturado em torno da ideia de "entender a arquitetura não como a produção do novo, mas como a capacidade de reativar o que já existe". Com base nessa premissa, a equipe curatorial, composta por Ángela Carvajal e Sebastián López (Anagramma Arquitectes) em conjunto com Óscar Aceves, concebeu um circuito de oito sedes localizadas no centro de Santiago. O objetivo era reativar e recuperar espaços urbanos por meio de uma série de atividades públicas gratuitas que atraíram cerca de 70.000 visitantes. Entre os locais reativados, destacaram-se as ruínas da Igreja de San Francisco de Borja. Incendiado durante a onda de protestos sociais de outubro de 2019, o local abrigou um pavilhão temporário que serviu de espaço para palestras, leituras, instalações artísticas, debates e encontros comunitários.
Na busca por banheiros públicos mais limpos e seguros, os secadores de mãos há muito enfrentam um desafio singular: como eliminar germes de maneira eficaz em um fluxo de ar rápido. Tecnologias germicidas tradicionais — como luzes UV e ionizadores — têm dificuldade para gerar um impacto significativo, pois dispõem de apenas milissegundos para interagir com os micróbios suspensos no ar. A tecnologia de plasma frio surge como uma nova alternativa capaz de redefinir os padrões de higiene.
Há mais de um século e meio, corporações periodicamente assumem o papel de construtoras de cidades. Bairros ou até mesmo assentamentos inteiros que existem na interseção entre o comércio e a vida cívica, as "company towns" (ou cidades-empresa) são tipologias urbanas recorrentes. A cidade corporativa há muito se remodela para se adequar ao espírito de cada época, seja por meio do idealismo pastoral da Inglaterra industrial ou do otimismo cinematográfico da América de meados do século XX. Em sua roupagem mais recente — o distrito de campus de renda mista —, a arquitetura torna-se uma linguagem de pertencimento, branding e persuasão silenciosa.
Nas salas das Ninfeias no Musée de l'Orangerie em Paris, Claude Monet concebeu uma galeria em 360 graus onde o público visitante se vê envolto por paisagens contínuas, dissolvendo as fronteiras entre pintura e ambiente. Ali, ele buscou não apenas representar a natureza por meio de seu estilo marcante, mas construir uma atmosfera, um estado perceptivo que se habita literalmente. A arquitetura, tradicionalmente associada à materialidade e à permanência, ganha assim uma nova dimensão de tempo, movimento e experiência sensorial.
De maneira semelhante, quando a arquitetura contemporânea transforma seus planos em superfícies ativas, ela expande essa busca por imersão e presença, agora amplificada pela tecnologia. Na entrada da nova Mammut Tower da SOPREMA em Oberroßbach, Alemanha, a arquitetura e a narrativa digital convergem. Projetado e executado por ASB GlassFloor, o recém-concluído saguão é um ambiente imersivo que combina vidro, luz e som em uma experiência espacial e sensorial completa, demonstrando como as tecnologias interativas podem se tornar materiais arquitetônicos por direito próprio.
Além de fotografar os estúdios, Goodwin fez a mesma pergunta a cada escritório: "O que constitui um bom espaço de escritório e uma boa cultura de trabalho para você?" Suas respostas acompanham as imagens, oferecendo uma perspectiva de como os/as arquitetos/as definem a atmosfera de seus ambientes de trabalho. O Studio Okami descreve seu local de trabalho como um "home office fora de casa", enquanto o Brut destaca o papel das refeições compartilhadas e da vegetação para suavizar o espaço de sua cobertura.
No dia 25 de outubro de 2025, a Fondation Cartier Pour l'Art Contemporain abrirá suas novas instalações ao público com uma exposição inaugural composta por obras de seu próprio acervo, intitulada Exposition Générale. Localizado no coração de Paris, o novo espaço ocupa um edifício de estilo haussmanniano que outrora abrigou o Grands Magasins du Louvre, recentemente reimaginado por Jean Nouvel. Concebido como uma arquitetura dinâmica com essa estrutura de cinco plataformas móveis, o edifício foi projetado para expandir as possibilidades de um espaço de exposição tradicional. Esses mecanismos visam acolher todas as formas de expressão visual, incluindo fotografia, cinema, artes cênicas, ciência e artesanato, em um espaço que ressoa com a vida urbana de Paris e dialoga com questões de planejamento urbano e ecologia. Sob essas premissas, a mostra inaugural reúne mais de 600 obras de mais de 100 artistas em uma cenografia contemporânea projetada pelo Formafantasma.