
A primeira edição do ArchDaily Student Project Awards está oficialmente aberta para inscrições!

A primeira edição do ArchDaily Student Project Awards está oficialmente aberta para inscrições!

O modernismo tem uma longa história no Marrocos. Devido à proximidade com a Europa e ao domínio do Protetorado Francês, o país acompanhou de perto os desdobramentos arquitetônicos do movimento. Sua relativa estabilidade após a Segunda Guerra Mundial fortaleceu ainda mais esse papel, atraindo arquitetos e arquitetas europeus que buscavam um polo para novas ideias. No Marrocos independente, os/as arquitetos/as adotaram o modernismo ao assumirem a tarefa de construir a infraestrutura de uma nova nação. O arquiteto Jean-François Zevaco, nascido no Marrocos de pais franceses, atuou ao longo desses períodos formativos, desenvolvendo uma versão própria e expressiva da arquitetura moderna.

A La Biennale di Venezia anunciou que a dupla de arquitetura formada por Wang Shu e Lu Wenyu fará a curadoria da 20ª Exposição Internacional de Arquitetura, com abertura em maio de 2027. À frente do Amateur Architecture Studio e com papel de destaque na prática contemporânea, a dupla é reconhecida por uma abordagem fundamentada no fazer artesanal, no reuso de materiais e em uma profunda conexão com o lugar. Sua nomeação direciona as atenções novamente para os saberes vernaculares, as culturas construtivas e as realidades sociais que moldam a arquitetura hoje.

Em uma antiga igreja do século XVI em Vicenza, duas histórias se encontram: a da arquitetura sacra do Renascimento italiano e a do mármore, o material milenar por excelência, aqui reinterpretado sob uma perspectiva contemporânea. Nesse diálogo entre épocas, a Lithos Design apresenta a Quinte, uma divisória de dupla face que transforma o mármore em uma ferramenta de design: não apenas uma superfície, mas um elemento rítmico e modular que define e valoriza os espaços. Uma ideia concebida para arquitetos/as de interiores que buscam soluções simultaneamente funcionais e decorativas, capazes de moldar ambientes com precisão, elegância e personalidade.

Estendendo-se ao longo da costa atlântica no extremo sul da Flórida, Miami é frequentemente apresentada por meio de imagens de cartão-postal com praias, palmeiras e torres de vidro voltadas para o mar. No entanto, por trás dessa imagem familiar esconde-se uma cidade moldada pela migração, pelo turismo e por ciclos imobiliários, onde a arquitetura tem sido repetidamente utilizada para projetar novas identidades e reinventar a paisagem urbana. Dos primeiros hotéis resort e das fachadas Art Deco de South Beach a arranha-céus experimentais e instituições culturais na baía, o ambiente construído oferece uma chave de leitura sobre como Miami negocia clima, economia e cotidiano.
Ao longo do último século, a cidade cresceu por meio de sucessivas camadas de desenvolvimento que permanecem visíveis em suas ruas e horizontes. A geometria aerodinâmica e os tons pastel do histórico Art Deco District coexistem com as formas exuberantes dos motéis do Miami Modern (MiMo) e da infraestrutura do pós-guerra ao longo do Biscayne Boulevard. O centro (Downtown) e Brickell transformaram-se de distritos comerciais de baixa densidade em adensados aglomerados de torres residenciais e corporativas, muitas delas projetadas por escritórios internacionais em parceria com escritórios locais. Paralelamente, bairros como Little Havana, Allapattah e Wynwood revelam como comunidades diaspóricas, o patrimônio industrial e as indústrias criativas ocupam e adaptam o tecido existente, muitas vezes em contraste com a orla focada em imagem.

O escritório Foster + Partners desenvolveu um masterplan para a requalificação da antiga cervejaria FIX em Tessalônica, na Grécia. A proposta, encomendada pela Dimand, define um distrito de uso misto que integra espaço público, habitação, hotelaria e programas culturais. Localizado ao longo da orla ocidental e a uma curta distância a pé do centro da cidade, o terreno funciona como um ponto de conexão fundamental entre os bairros emergentes e a orla marítima. O projeto baseia-se na história industrial do complexo da antiga cervejaria, ao mesmo tempo em que introduz novas configurações espaciais destinadas a apoiar esforços mais amplos de regeneração urbana em toda a cidade de Tessalônica.

A arquitetura jamais deixará de buscar a funcionalidade, pois nela reside um de seus princípios essenciais. A essa condição somam-se fatores como a estética e a operacionalidade, que também influenciam na valorização do design contemporâneo. Com o tempo, o conceito de funcionalidade evoluiu, estendendo-se para além da resolução e da eficiência, vinculando-se à criação de experiências. Assim, a qualidade de um ambiente depende tanto de seu design quanto da forma como seus elementos e sistemas se articulam para gerar uma experiência global de habitar. Inovar, nesse sentido, implica conceber ambientes fluidos e intuitivos, onde cada componente contribui para que a vivência seja natural e segura, algo especialmente relevante em espaços de uso cotidiano como os banheiros.

Spectrum Architecture, em colaboração com SOG e F&M, apresenta o masterplan para o Gonio Yachts and Marina — um importante empreendimento à beira-mar na costa do Mar Negro, projetado para oferecer infraestrutura residencial e hoteleira de alto padrão para mais de 30.000 pessoas.
O projeto faz parte do expressivo investimento da EMAAR no setor imobiliário da Geórgia sob a marca Eagle Hills, que planeja desenvolver dois megaprojetos em Tbilisi e Batumi. O investimento total supera US$ 6,5 bilhões e visa atrair US$ 10 bilhões em investimentos estrangeiros diretos, gerar 30.000 empregos em diversos setores e receber 350.000 visitantes anualmente.

Criado por surfistas da Califórnia que queriam trazer as linhas do surfe para o asfalto, o skate logo superou seu papel de mera alternativa para os dias sem ondas. Consolidou-se como uma prática que lê a cidade sob uma lógica diferente, reinterpretando degraus, corrimãos, muros e espaços intersticiais como potenciais linhas, desafios e oportunidades. Ao longo do tempo, evoluiu para uma cultura urbana global, uma forma de habitar e transformar o espaço público por meio do movimento. O que antes era marginal tornou-se um catalisador para a ativação urbana, a construção de comunidades e o surgimento de novos usos para espaços negligenciados. Em sua essência, o skate revela quantas cidades coexistem dentro de uma mesma cidade, dependendo de quem transita por ela e de como cada pessoa é capaz de reinterpretar o que está ao seu redor.

A nova sede da Cybernet Systems foi projetada com base no conceito arquitetônico japonês de flexibilidade, promovendo bem-estar, colaboração e produtividade. Como líder global em Engenharia Auxiliada por Computador, que apoia a produção industrial por meio de soluções digitais avançadas, a empresa materializa na sede — localizada no edifício Fuji Soft Akihabara, em Tóquio — seu compromisso de criar uma comunidade dinâmica e voltada para a tecnologia.
Desenvolvido pelo escritório MB-AA (Matteo Belfiore Architect & Associates) e pela Shukoh, em colaboração com a Cybernet Systems, o projeto traduz os valores corporativos em design espacial. Minimalismo, iluminação natural e amplitude definem o ambiente. Divisórias transparentes e layouts adaptáveis estimulam a comunicação, ao mesmo tempo que permitem a cada colaborador/a personalizar seu espaço de trabalho. Bem-estar, criatividade, flexibilidade e tecnologia constituem o cerne do projeto.

O Centro Cultural Europeu (ECC) anunciou os vencedores do ECC Awards 2025, selecionados entre os participantes da sétima edição da mostra Time Space Existence e revelados no encerramento da exposição, em 23 de novembro de 2025, em Veneza. Reunindo 207 escritórios de mais de 52 países, a edição deste ano destacou um amplo espectro de abordagens de arquitetura e design em resposta aos temas de Reparo, Regeneração e Reuso. Os prêmios reconhecem quatro projetos que se destacaram por sua originalidade, execução, clareza narrativa e olhar prospectivo para questões de sustentabilidade, comunidade e o futuro do ambiente construído.

A prestigiada BAU Munique, a principal feira mundial de arquitetura, materiais e sistemas, serviu de palco para as mais recentes inovações da Orama Minimal Frames em tecnologia de esquadrias arquitetônicas. A exposição ofereceu uma plataforma para conexões do setor e apresentou avanços que desafiam os limites convencionais no design de esquadrias.

Os espaços residenciais estão encolhendo? À medida que as cidades se tornam mais densas e a população global continua sua migração constante em direção aos centros urbanos — com projeção de atingir cerca de 70% até 2050 —, o espaço doméstico torna-se cada vez mais reduzido. O aumento dos preços dos terrenos, os altos custos de construção e o crescimento de domicílios de uma única pessoa impulsionam as incorporadoras a criar unidades menores e plantas mais enxutas. Ao mesmo tempo, mudanças culturais em direção à eficiência de recursos e a um estilo de vida minimalista apoiam esse movimento. Espaços residenciais reduzidos exigem menos materiais, consomem menos energia e incentivam as pessoas a viver de forma mais equilibrada com seus recursos.

A 19ª Mostra Internacional de Arquitetura da Biennale di Venezia, intitulada "Intelligens. Natural. Artificial. Collective." e com curadoria de Carlo Ratti, encerrou-se em 23 de novembro de 2025 consolidando-se como a mais visitada Bienal de Arquitetura até hoje. A exposição registrou 298.000 visitantes, além de 17.584 participantes da pré-abertura, superando as edições anteriores mesmo com o fechamento temporário do Pavilhão Central para restauração. Reunindo 303 projetos e 758 arquitetos/as convidados/as, juntamente com 66 participações nacionais e 11 eventos colaterais, esta edição estendeu-se pelos Giardini, Arsenale e diversos outros locais em Veneza.

Em abril de 2022, Abu Dhabi revelou as primeiras imagens de um novo Museu de História Natural projetado pelo escritório holandês Mecanoo. Três anos depois, em 22 de novembro de 2025, o museu abriu suas portas ao público, apresentando 13,8 bilhões de anos de ciência e descoberta com foco especial na região árabe. Com mais de 35.000 m², o projeto busca fazer referência a formações rochosas naturais. A geometria atua como elemento unificador, com formas pentagonais que remetem a estruturas celulares. A água e a vegetação, símbolos de vida no deserto, também desempenham papel fundamental no projeto. Localizado no Distrito Cultural de Saadiyat, em Abu Dhabi, o edifício abriga meteoritos raros, fósseis de dinossauros e reconstruções de paisagens pré-históricas da região, combinando história natural, narrativa e ambientes imersivos. Por meio de exposições interativas, eventos especiais e programas de ciência comunitária, o museu busca incentivar públicos de todas as idades a se conectarem com o mundo natural.

O futuro das cidades tem sido definido há muito tempo pela inteligência: redes de sensores, dados e sistemas de engenharia. De algoritmos de fluxo de tráfego a painéis de controle climático, a cidade inteligente prometia tornar a vida urbana otimizada, mensurável e previsível. No entanto, em meio a essa abundância tecnológica, algo essencial parece ausente: a sensibilidade. As cidades estão se tornando cada vez mais equipadas para processar informações, mas menos capazes de perceber a atmosfera, a emoção ou o cuidado.
Como revelam os debates globais recentes sobre inovação urbana, o próximo desafio não é adicionar mais dispositivos, mas sim cultivar novas formas de consciência. Uma cidade sensível escuta seu clima, se adapta a seus habitantes e responde aos ritmos sutis do ambiente. Nessa transição da computação para a percepção, a arquitetura e o desenho urbano estão redescobrindo a inteligência como uma forma de empatia.

Projetos acadêmicos podem explorar novos rumos e contribuir para o debate público sobre questões globais e locais? O The 2025 Politecnico di Torino Architecture Students Award buscou responder a essas questões, demonstrando como a pesquisa, a formação e a experimentação arquitetônicas podem ser integradas ao currículo acadêmico.

Embora o reuso adaptativo venha sendo cada vez mais reconhecido como uma estratégia arquitetônica vital em todo o mundo, sua discussão e implementação na Ásia ainda estão em expansão — impulsionadas por uma crescente consciência ecológica e por uma mudança na compreensão do conhecimento arquitetônico. Em vez de acelerar um modelo desenvolvimentista centrado na demolição e em novas construções, profissionais da arquitetura hoje se deparam com uma abordagem diferente em relação ao ambiente construído: tratar a estrutura existente como um recurso — um arquivo de materiais, organizações espaciais e histórias informais.
O reuso adaptativo é frequentemente associado à preservação de edifícios históricos e patrimônios de relevância cultural. No entanto, o vasto campo de estruturas aparentemente "menos valorizadas" — casas abandonadas, residências comuns embora antigas, edifícios de escritórios fora das normas vigentes e vazios urbanos negligenciados — tornou-se um terreno fértil para a experimentação. Esses locais desafiam profissionais de arquitetura e design a reconsiderarem os padrões vigentes de eficiência e desenvolvimento orientados pelo mercado, bem como a imaginarem práticas espaciais e ecológicas que evitem a perda contínua de material incorporado e do conhecimento cultural inerente à reconstrução constante.

O Heatherwick Studio e a MANICA Architecture divulgaram o projeto do novo estádio do Birmingham City Football Club, que servirá como a principal âncora do futuro Birmingham Sports Quarter na região leste de Birmingham, na Inglaterra. A arena com capacidade para 62 mil pessoas, planejada para Bordesley Green, faz parte de uma estratégia mais ampla de requalificação urbana e coincide com o aniversário de 150 anos do clube. Desenvolvido a partir de um concurso liderado pelo cineasta Steven Knight, o projeto visa introduzir um espaço cultural e esportivo multifuncional integrado ao seu contexto urbano.

O Louisiana Channel, um canal de televisão digital sediado no Museu de Arte Moderna de Louisiana, na Dinamarca, está lançando um novo documentário intitulado Søren Pihlmann: Make Materials Matter. Ao longo de 54 minutos, Marc-Christoph Wagner e Simon Weyhe oferecem um vislumbre sobre o trabalho e a mente do arquiteto fundador do escritório Pihlmann Architects, apresentando sua visão sobre a arquitetura dinamarquesa, a própria prática profissional e, em especial, sua sensibilidade em relação aos materiais. A produção traz bastidores do processo e do pensamento por trás da exposição dinamarquesa na Bienal de Arquitetura de Veneza deste ano. Sob a liderança de Søren Pihlmann, a equipe aproveitou a oportunidade para reformar e realizar pesquisas de materiais no edifício permanente da Dinamarca no Giardini, transformando-o em um laboratório de materiais e canteiro de obras experimental. O resultado é uma exposição em processo que evidencia como repensar e reutilizar estruturas e materiais existentes pode responder a desafios críticos da arquitetura. A partir de hoje, 20 de novembro, o documentário está disponível para visualização online gratuita.

A Holcim Foundation for Sustainable Construction anunciou os vencedores do Grande Prêmio do 2025 Holcim Awards, selecionando um projeto de cada região global para representar as abordagens mais impactantes de design sustentável neste ciclo. Esta edição marca a introdução do formato de Grande Prêmio, substituindo as distinções anteriores por níveis para reconhecer melhor os diversos contextos regionais e evitar classificações hierárquicas. Avaliados por júris presididos por Sou Fujimoto (Ásia-Pacífico), Kjetil Trædal Thorsen (Europa), Sandra Barclay (América Latina), Lina Ghotmeh (Oriente Médio e África) e Jeanne Gang (América do Norte), os projetos vencedores refletem os princípios de design holístico, transformador e transferível da Fundação.

O espaço arquitetônico há muito é moldado pela permanência: cômodos com funções fixas, fachadas que definem claramente onde o exterior termina e o interior começa. No entanto, a vida contemporânea é definida pela sobreposição e pela transição: entre o trabalho e o morar, o interior e o exterior, a privacidade e a comunidade. As necessidades espaciais evoluem continuamente, exigindo uma arquitetura capaz de responder, adaptar-se e permanecer relevante ao longo do tempo.
Nesse contexto, a adaptabilidade surge não apenas como uma ambição de projeto, mas como uma necessidade sustentável. Edifícios que se ajustam a usos dinâmicos, climas em transformação ou novas formas de habitar prolongam sua vida útil e reduzem a necessidade de demolições ou grandes reformas (retrofits). A flexibilidade torna-se uma medida de resiliência, permitindo que as estruturas mantenham sua vitalidade ao longo de décadas. Mas de que maneira a arquitetura pode responder às formas em constante evolução como habitamos e vivenciamos o espaço?
Assista ao vivo à cerimônia do Holcim Foundation Awards 2025 no dia 20 de novembro, transmitida de Veneza, Itália, durante a semana de encerramento da 19ª Exposição Internacional de Arquitetura, para conhecer os vencedores do Grande Prêmio regional. A Holcim Foundation for Sustainable Construction anunciou os 20 projetos vencedores deste ciclo, selecionados em cinco regiões: Ásia-Pacífico, Europa, América Latina, Oriente Médio e África, e América do Norte. Esta edição introduz um novo formato para o Grande Prêmio, substituindo as distinções de Ouro, Prata e Bronze para destacar a excelência de forma absoluta e refletir os variados contextos nos quais o design sustentável se insere.

A demolição parece mais barata do que o restauro quando os custos econômicos do patrimônio intangível são ignorados. Quando o conhecimento técnico de conservação fica restrito a honorários profissionais elevados, proprietários/as que enfrentam a deterioração de um edifício enxergam apenas dois valores: o custo da obra e o custo dos honorários. O primeiro é o custo de contratar um/a arquiteto/a de conservação, um/a engenheiro/a estrutural e prestadores de serviços especializados para uma avaliação e um plano de restauro. O outro é o custo de uma licença de demolição e de uma nova construção. A demolição vence — não por ser de fato mais econômica quando se consideram a energia incorporada nos materiais, os custos de infraestrutura e o valor do ciclo de vida, mas porque o conhecimento necessário para restaurar de forma viável permanece inacessível.