A edição de 2025 do Coachella Valley Music & Arts Festival dá continuidade à sua tradição de unir arte contemporânea em grande escala e música, transformando o Empire Polo Field em uma paisagem dinâmica de instalações imersivas. Com curadoria de Raffi Lehrer, da Public Art Company (PAC), em colaboração com a direção de arte de Paul Clemente, da Goldenvoice, a programação deste ano explora temas como movimento, ilusão e impermanência por meio de obras inéditas comissionadas e de artistas que retornam ao festival. Desde 2016, o programa artístico do Coachella evoluiu para uma plataforma multidisciplinar, com a maior parte de sua produção gerenciada internamente e no próprio local. O festival de 2025 acontece ao longo de dois fins de semana, de 11 a 13 de abril e de 18 a 20 de abril. A edição deste ano inclui três novas instalações artísticas comissionadas, além de obras permanentes e de edições anteriores que retornam ao evento.
O escritório de arquitetura de Barcelona Bofill Taller de Arquitectura foi contratado pela Comissão Real para a Cidade de Riade em 2019 para projetar o Royal Arts Complex (RAC). Atualmente em construção, o complexo de 320 mil metros quadrados é composto por treze estruturas, cada uma contribuindo para a promoção da expressão artística. O projeto está localizado no Parque King Salman, um parque de 13,3 quilômetros quadrados que está sendo desenvolvido no terreno do antigo aeroporto de Riade. O empreendimento mais amplo inclui projetos de uso misto para transformar a área em um importante distrito de lazer. O plano diretor geral também inclui um estádio projetado pelo escritório Populous, planejado para a Copa do Mundo da FIFA de 2034.
A República do Kosovo leva este ano para a 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza a exposição intitulada Lulebora nuk çel më. Emerging Assemblages. A mostra foi encomendada pela Galeria Nacional do Kosovo e tem curadoria do/a arquiteto/a, designer interdisciplinar e pesquisador/a Erzë Dinarama. Ao refletir sobre a transformação das paisagens agrícolas do país no contexto do desenraizamento ecológico e dos sistemas de conhecimento corporificados sob pressão climática, a instalação oferece uma exploração sensorial do trabalho de campo kosovar. Combinando uma variedade de solos locais com um calendário olfativo suspenso, o Pavilhão convida os/as visitantes a imaginar por meio do tato e do olfato.
Rinshunkaku é um exemplo notável da arquitetura residencial do início do período Edo. Construída originalmente na província de Wakayama pela família Kishu Tokugawa, a vila foi transferida para Sankeien, um jardim tradicional japonês na cidade de Yokohama, durante a era Taisho (1912-1926). O jardim foi criado no início do século XX pelo/a empresário/a e patrono/a das artes Sankei Hara e abriga diversos edifícios históricos transferidos de Kyoto, Kamakura e outras regiões do Japão. Rinshunkaku, uma das joias do jardim, é um excelente exemplo da arquitetura japonesa tradicional e da construção em madeira. Seu valor histórico motivou um projeto de restauração em grande escala em 2019, documentado no filme Artisans of the Reiwa Era (Reiwa no Shokunin-tachi), filmado e editado por Katsumasa Tanaka e Hiroshi Fujiki. O documentário oferece um olhar atento e detalhado sobre o artesanato japonês e o domínio do trabalho em madeira, destacando técnicas tradicionais raras e homenageando os artesãos e artesãs que as preservam.
District 11 em Sharjah, Emirados Árabes Unidos. Renderização externa. Imagem cortesia de HWKN
O escritório de arquitetura HWKN foi contratado pela Al Marwan Real Estate Development para projetar onze edifícios distintos para um novo bairro comercial no centro de Sharjah, a terceira cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos. O distrito, que contará com escritórios, espaços comerciais, cafés, creche, instalações de saúde, institutos especializados e uma mesquita, foi totalmente pesquisado, conceituado e planejado com o uso de Inteligência Artificial (IA).
Red Sol Resort em Dhërmi. Imagem cortesia de Ricardo Bofill Taller de Arquitectura
A arquitetura tem sido o centro de um processo de transformação na Albânia, com destaque especial para Tirana, sua capital. Em 2017, foi revelado o projeto vencedor do Plano Diretor Tirana 2030, desenvolvido pelos escritórios Stefano Boeri Architetti, UNLAB e IND [Inter.National.Design], como parte de um concurso organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Urbano. Com o objetivo de dar a Tirana uma nova dimensão metropolitana ao mesmo tempo em que promove e preserva as áreas verdes, a estratégia integra um sistema de espaços públicos, elementos naturais e projetos estratégicos em pontos-chave da cidade. O escritório multidisciplinar catalão Bofill Taller de Arquitectura contribui para essa transformação com duas torres de uso misto em Tirana e um projeto de resort na cidade litorânea de Dhërmi, refletindo a estética marcante da obra de Ricardo Bofill.
Zhu Pei é um arquiteto chinês nascido em 1962 em Pequim. Estudou na Universidade Tsinghua e na UC Berkeley, e fundou o Studio Zhu Pei em 2005. O trabalho experimental e as pesquisas do escritório têm como foco a arquitetura contemporânea, a arte e os projetos culturais. Com uma abordagem artística e exploratória, o estúdio investiga a relação entre as raízes que ancoram a arquitetura em contextos naturais e culturais específicos e a inovação que a impulsiona como uma forma de revolução artística. Em sua entrevista ao Louisiana Channel, Zhu Pei descreve a arquitetura como uma disciplina artística que, assim como a poesia, depende da abertura, da imaginação e da criação de novas experiências. Ele argumenta que a grande arquitetura vai além da resolução de problemas funcionais ao gerar um senso de maravilhamento por meio de sua capacidade de "inventar" e "criar algo novo, uma nova experiência", posicionando a prática arquitetônica como uma exploração cultural e sensorial, em vez de uma produção puramente técnica.
Fundada em 2022 pelo consultor de arte Filipe Assis, a ABERTO é uma plataforma de exposições que celebra a convergência de arte, design e arquitetura no Brasil e no exterior. Ao realizar mostras em espaços modernistas públicos e privados, suas edições anteriores destacaram as conexões globais estabelecidas por brasileiros/as a partir do século XX. Após três exposições em São Paulo, a "ABERTO 4 – Brazil After Le Corbusier" marca sua primeira edição internacional, realizada na Maison La Roche de Le Corbusier, em Paris, de 14 de maio a 8 de junho de 2025. A exposição apresenta cerca de 35 peças de design e arte de artistas brasileiros/as, destacando a conexão seminal de Le Corbusier com a arquitetura modernista brasileira e explorando sua influência sobre mentes criativas da cena contemporânea nacional. Edições anteriores da ABERTO contaram com a participação de mais de 100 artistas do Brasil e do exterior, em residências projetadas por Oscar Niemeyer (2022), Vilanova Artigas (2023), e Ruy Ohtake e Chu Ming Silveira (2024).
A exposição "Nosso Barco Tambor Terra", do artista brasileiro Ernesto Neto, realizada no recém-renovado Grand Palais em Paris de 6 de junho a 25 de julho de 2025, é uma instalação imersiva em grande escala que convida visitantes a se reconectarem com a natureza e com a comunidade por meio de uma experiência sensorial. Inspirando-se na cultura brasileira e em culturas indígenas, Neto utiliza têxteis, aromas e materiais orgânicos para criar um espaço de reflexão e interação. A instalação têxtil foi registrada recentemente por Paul Clemence, que buscou retratar suas qualidades arquitetônicas.
O arquiteto Andrea Faraguna é o curador do pavilhão nacional do Reino do Bahrein na 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza. A exposição, intitulada Heatwave, consiste em uma instalação site-specific que explora estratégias de resfriamento passivo para espaços públicos, inspirada na arquitetura tradicional do Bahrein e reimaginada por meio de abordagens contemporâneas. Sua resposta técnica ao desafio global do aumento das temperaturas urbanas foi reconhecida pelo júri internacional da Bienal, que concedeu à mostra o Leão de Ouro de Melhor Participação Nacional deste ano. Durante a cobertura em Veneza, a equipe editorial do ArchDaily teve a oportunidade de conversar com o curador Andrea Faraguna sobre o contexto que deu origem ao pavilhão, os mecanismos implementados e sua perspectiva a respeito de eventos como a Bienal de Arquitetura de Veneza.
Vista aérea do Museu Lawh Wa Qalam: M. F. Husain, 2025. Imagem cortesia de Qatar Foundation
No dia 28 de novembro de 2025, a Qatar Foundation inaugurará o Lawh Wa Qalam: M. F. Husain Museum, uma nova adição à paisagem cultural do Catar dedicada à vida e obra do artista Maqbool Fida Husain. O museu será a primeira instituição do mundo a traçar a trajetória artística de Husain desde a década de 1950 até sua morte em 2011, oferecendo uma experiência imersiva em um edifício cujo projeto foi esboçado pelo próprio artista. A exposição permanente incluirá pinturas, filmes, tapeçarias, fotografias, poesia e instalações, apresentados por meio de recursos de narrativa multimídia. Com mais de 3.000 metros quadrados de área, o museu busca estimular a criatividade e o diálogo, servindo como um novo espaço de aprendizado e exploração dentro da Education City da Qatar Foundation, em Doha. A iniciativa soma-se a um campus que abriga instituições de ensino e pesquisa projetadas por arquitetos/as como Arata Isozaki, Rem Koolhaas e Antoine Predock, bem como por escritórios como Legorreta + Legorreta e Mangera Yvars Architects.
A incorporadora imobiliária Sierra Blanca Estates anunciou oficialmente planos para construir um novo bairro residencial na cidade litorânea de Málaga, Espanha. Segundo a equipe de desenvolvimento, a proposta visa atender à crescente demanda por habitação na capital da comunidade autônoma da Andaluzia, localizada às margens do Mar Mediterrâneo, no sul da Península Ibérica. O novo bairro está planejado para a área de El Bulto e incluirá um edifício de 21 andares projetado pelo escritório Zaha Hadid Architects.
O Canadian Centre for Architecture (CCA) lançou o documentário e a exposição "With an Acre", terceiro e último capítulo da série Groundwork, que explora como profissionais da arquitetura contemporânea cultivam modos alternativos de prática para enfrentar a crise ecológica. O documentário acompanha o trabalho da arquiteta Carla Juaçaba em Minas Gerais, Brasil, onde ela desenvolve pavilhões em um cafezal onde coletivos resistem à agricultura industrial extrativista. A narrativa examina o papel de arquitetos/as em contextos extrativistas que enfrentam desafios de regeneração da terra e instabilidade climática, bem como as ferramentas que agricultores/as familiares podem utilizar para lidar com as consequências ambientais e sociais da colonização, urbanização e industrialização.
DROPCITY é uma plataforma ambiciosa e aberta de arquitetura e design, localizada nos túneis outrora abandonados do Magazzini Raccordati, atrás da Estação Central de Milão. Iniciado por Andrea Caputo em 2018 e aberto permanentemente desde 2024, o projeto ressignifica 40.000 metros quadrados em galerias públicas, oficinas de produção, laboratórios de prototipagem e espaços de pesquisa. O fundador da plataforma é Andrea Caputo, arquiteto e pesquisador italiano. Durante a Milan Design Week 2025, a editora-executiva do ArchDaily, Maria-Cristina Florian, teve a oportunidade de conversar com Andrea Caputo para explorar sua visão e planos para a DROPCITY, além da conexão da plataforma com a cidade de Milão e sua ativa cena de arquitetura.
Após um concurso internacional, o escritório do arquiteto polonês-americano Daniel Libeskind, o Studio Libeskind, em colaboração com a La Compagnie de Phalsbourg, foi selecionado para projetar o edifício principal do distrito de Léon Blum, adjacente à futura estação da Linha 15 do Grand Paris Express. O concurso contou com oito equipes, incluindo Snøhetta, Valode et Pistre, Stefano Boeri, Sou Fujimoto e Jean-Paul Viguier. O projeto vencedor é um edifício de uso misto com mais de 20.000m², que apresenta uma parede verde e incorpora materiais de base biológica. A proposta faz parte de uma estratégia de desenvolvimento urbano mais ampla para Issy-les-Moulineaux, uma área extra-muros de Paris que atualmente passa por uma grande transformação.
Torres residenciais The Sax, projetadas pelo MVRDV. Render. Imagem cortesia de MVRDV
A Prefeitura de Roterdã, as incorporadoras BPD e Synchroon e o escritório de arquitetura MVRDV iniciaram oficialmente a construção do The Sax, um importante projeto residencial localizado na Wilhelminapier, em Roterdã. Projetado para contribuir com os esforços contínuos de adensamento da cidade, o empreendimento oferecerá 916 apartamentos distribuídos em duas torres interconectadas. Após a conclusão, o The Sax tornará a Wilhelminapier a área mais densamente povoada dos Países Baixos, consolidando o projeto como um exemplo de crescimento urbano compacto. O projeto é composto por duas torres que reúnem uma ampla variedade de tipologias habitacionais e comodidades compartilhadas, além de fortes conexões com o transporte público e soluções de mobilidade sustentável, incluindo um bicicletário para 1.800 bicicletas e uma garagem totalmente automatizada. Com fachada prateada e varandas onduladas, a volumetria do edifício remete à forma de um saxofone, refletindo a identidade de Roterdã.