"Architecture of Possibility: Zaha Hadid Architects" no MOCAUP Shenzhen. Dezembro de 2025 - Abril de 2026. Imagem cortesia de MOCAUP
"Architecture of Possibility: Zaha Hadid Architects" no Museu de Arte Contemporânea e Planejamento Urbano (MOCAUP) em Shenzhen, na China, apresenta um panorama abrangente da evolução do trabalho do escritório Zaha Hadid Architects nas últimas décadas. Em cartaz até 10 de abril de 2026, a exposição é estruturada por meio de narrativas cronológicas e temáticas que destacam as metodologias de projeto e a pesquisa multidisciplinar do estúdio. A mostra, agora aberta ao público, apresenta o trabalho do escritório na região de Shenzhen e seu envolvimento com novas tecnologias de Inteligência Artificial. Destaque especial é dado à integração da inteligência artificial (IA), ferramentas de design imersivas e interativas e ambientes virtuais, que juntos formam um ecossistema de design digital em expansão.
O resumo desta semana foca em respostas concretas a desafios urbanos compartilhados, incluindo acessibilidade à habitação, resiliência de longo prazo e o papel da inovação cultural e material na formação das cidades. A seleção abrange medidas regulatórias que afetam os mercados habitacionais em cidades europeias, propostas residenciais de alta densidade e de renda mista em Nova York e grandes esforços de renovação e planejamento em Londres, Barcelona, Ulaanbaatar e Drammen. O compilado também destaca projetos construídos e baseados em pesquisas em Chicago, Buenos Aires, Las Vegas e Riade que exploram a construção circular, a reutilização adaptativa e novos modelos de infraestrutura cultural e pública. Juntos, esses projetos globais oferecem um panorama de como a arquitetura e o planejamento urbano enfrentam pressões imediatas ao mesmo tempo que estabelecem as bases para futuros urbanos mais resilientes e inclusivos em diversos contextos geográficos e culturais.
O escritório de arquitetura, desenho urbano e pesquisa sediado em Moscou, Meganom está próximo de concluir seu arranha-céu residencial na 262 Fifth Avenue, em Manhattan, na cidade de Nova York. Projetado para a incorporadora Five Points Development, o projeto remonta a 2015 e reúne uma equipe internacional que conta com o escritório Norm Architects no design de interiores, a SLCE Architects como escritório técnico responsável e a untitled architecture na supervisão arquitetônica e gerenciamento do projeto. Com 262 metros de altura (860 pés) distribuídos em 52 pavimentos, a torre abriga 26 unidades residenciais em uma área de aproximadamente 13.000 metros quadrados (140.000 pés quadrados) e busca inspiração conceitual na aeronáutica, concebendo os apartamentos como "prateleiras" elevadas que emolduram vistas panorâmicas da cidade.
Edifício de uso misto 5050 Gansevoort. Renderização do projeto. Imagem cortesia de Powerhouse Company
Em janeiro de 2025, o prefeito de Nova York e a New York City Economic Development Corporation (NYCEDC) anunciaram os próximos passos na reformulação da Gansevoort Square, um terreno de aproximadamente 6.130 metros quadrados (66.000 pés quadrados) localizado na Little West 12th Street, entre a Washington Street e a 10th Avenue, no Meatpacking District, em Manhattan. A revitalização da área visa integrar uma mistura de habitação acessível para os nova-iorquinos, novos espaços comerciais para moradores e visitantes, além de oportunidades para expandir o Whitney Museum of American Art e o High Line. A Solicitação de Propostas (RFP) delineou uma visão de até 600 unidades de habitação de renda mista, com a meta de que 50% do total de unidades fossem permanentemente acessíveis, além de espaço comercial no térreo. O escritório internacional de arquitetura Powerhouse Company revelou recentemente sua proposta para o concurso, superando essas exigências ao propor 1.000 residências de aluguel em uma torre superalta (supertall), sendo metade de habitações acessíveis e metade a preço de mercado, distribuídas igualmente ao longo de toda a altura do edifício.
O Congresso Mundial de Arquitetos da UIA é um evento internacional de debate arquitetônico organizado pela União Internacional de Arquitetos (UIA), uma organização não governamental que reúne associações nacionais de arquitetos/as de mais de 100 países, representando mais de um milhão de profissionais. O primeiro Congresso de Arquitetos/as da UIA, que também marcou a fundação da instituição, foi realizado em Lausanne em 1948, durante o período de reconstrução do pós-guerra. Desde então, os congressos da UIA acontecem a cada três anos em uma cidade diferente de um país membro, consolidando-se como o principal evento periódico da organização. Em 2026, o Congresso será realizado em Barcelona e, consequentemente, a UNESCO declarou a cidade como a Capital Mundial da Arquitetura de 2026. Cada edição do evento foca em uma questão fundamental para a profissão, articulada por meio de um tema central. Entre os temas recentes estão Copenhague 2023: "Futuros Sustentáveis. Não deixar ninguém para trás" e Rio 2020–2021: "Todos os mundos. Um só mundo." O tema de 2026 será "Becoming. Architectures for a Planet in Transition" (Devir. Arquiteturas para um Planeta em Transição), reunindo figuras de destaque do pensamento e da prática arquitetônica contemporânea para um panorama amplo e crítico sobre os futuros possíveis da arquitetura.
O futuro Las Vegas Museum of Art (LVMA) será o primeiro museu independente da cidade, projetado pelo arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker, Francis Kéré. No outono de 2024 (hemisfério norte), a prefeitura de Las Vegas cedeu ao LVMA uma área de dois acres no Symphony Park, vizinho ao distrito artístico do centro da cidade, como parte de uma parceria público-privada. O projeto visa atender aos mais de 2.4 milhões de residentes locais, incluindo quase 300 mil estudantes que vivem em um raio de 16 quilômetros do parque, além de dezenas de milhões de visitantes do mundo todo. O edifício de aproximadamente 5.500 metros quadrados foi projetado pelo escritório Kéré Architecture, que se uniu ao Skidmore, Owings & Merrill (SOM) para proporcionar a Las Vegas "um local de encontro para a comunidade e um farol para o mundo cultural", com abertura prevista para 2029.
O dia 18 de dezembro marca o Dia Internacional dos Migrantes da Organização das Nações Unidas (ONU), que visa destacar a necessidade de sistemas de migração mais seguros, justos e inclusivos. Proclamada em 4 de dezembro de 2000, a data busca reconhecer as múltiplas dimensões da migração para além de seus aspectos econômicos e humanitários. Segundo a ONU, evidências crescentes indicam que a migração internacional beneficia tanto os países de origem quanto os de destino. Nesse sentido, o Dia Internacional dos Migrantes oferece uma oportunidade para destacar o valor da possibilidade de migrar e as contribuições de milhões de pessoas migrantes em todo o mundo para as cidades e culturas em que estão integradas.
Alinhado a essa perspectiva, o tema de 2025 da ONU, "Minha Grande História: Culturas e Desenvolvimento", enfatiza como a mobilidade humana impulsiona o crescimento, enriquece as sociedades e ajuda as comunidades a se conectarem, adaptarem e apoiarem mutuamente. Ao mesmo tempo, o Dia Internacional dos Migrantes também reconhece o cenário cada vez mais complexo em que a migração ocorre. Conflitos, desastres climáticos e pressões econômicas continuam a forçar milhões de pessoas a deixar suas casas em busca de segurança ou oportunidades. Sob ambas as perspectivas, é essencial reconhecer o papel da arquitetura na construção de comunidades integradas e multiculturais, bem como na resposta às condições que levam as pessoas a migrar de seus territórios de origem.
A 8ª edição da Trienal de Arquitetura de Lisboa está programada para ocorrer no outono de 2028. Assim como nas edições anteriores, o processo de curadoria começa com três anos de antecedência, garantindo tempo para desenvolver plenamente o projeto e dar continuidade ao trabalho das trienais passadas. A 7ª edição, com curadoria de Ann-Sofi Rönnskog e John Palmesino, fundadores do Territorial Agency, ocorreu de 2 de outubro a 8 de dezembro de 2025. O evento foi estruturado em torno da pergunta "Qual é o peso de uma cidade?", propondo uma compreensão das cidades não como objetos estáticos, mas como sistemas dinâmicos que se estendem além dos limites urbanos em direção à atmosfera, aos oceanos e ao tempo profundo. Essa abordagem foi explorada por meio de três exposições principais — Fluxes, Spectres e Lighter —, além de um conjunto mais amplo de iniciativas. Com a conclusão da 7ª edição, a Trienal anunciou o arquiteto e acadêmico português Joaquim Moreno como curador-geral da próxima edição, responsável por desenvolver um novo projeto curatorial para o evento.
O escritório Studioninedots está liderando a transformação de uma antiga fábrica de tabaco de 200 anos de idade no Niemeyer, um complexo urbano de uso misto que abrigará inovação digital, espaços culturais, hotelaria, educação e manufatura dentro das edificações industriais existentes. Localizado na Paterswoldseweg em Groningen, nos Países Baixos, o projeto de 38.000 m² foi encomendado pela MWPO, com a MWPO e o Campus Groningen atuando conjuntamente como clientes das Instalações Compartilhadas. Atualmente na fase de projeto (2023–2025), o cronograma preliminar indica um início de construção em fases, começando pela seção sul da fábrica em 2026, seguida pela seção norte em 2027. A proposta do escritório com sede em Amsterdã abre ao público o conjunto industrial outrora fechado, introduzindo cafés, galerias, oficinas e espaços de trabalho compartilhado distribuídos por ruas internas e áreas de parques adjacentes.
O Mosteiro Budista de Plum Village, no sul da Dordonha, na França, recebeu a aprovação de construção para a primeira fase de sua colaboração contínua com o escritório holandês de arquitetura MVRDV. As aprovações abrangem a fase do plano diretor do Hamlet Superior (Upper Hamlet), incluindo a construção de novas hospedarias e a reforma e ampliação da livraria do mosteiro, bem como um novo edifício para o mosteiro feminino no Hamlet Inferior (Lower Hamlet). Desenvolvido em colaboração com o escritório coautor MoonWalkLocal e as consultorias OTEIS, VPEAS e Emacoustic, o projeto mais amplo inclui dois planos diretores para os Hamlets Superior e Inferior do mosteiro, quatro hospedarias comunitárias, um novo mosteiro feminino e a transformação da livraria existente. Atuando sem fins lucrativos, a equipe de projeto prioriza a reforma juntamente com o uso de materiais circulares e biobaseados, alinhando a abordagem arquitetônica com os princípios filosóficos do mosteiro. As ampliações propostas visam acolher melhor os/as visitantes que viajam anualmente a Plum Village para vivenciar os ensinamentos do Budismo Engajado.
Timpaan, Blauwhoed e o escritório White Arkitekter, em conjunto com SeARCH, Space&Matter, Atlas Architects e DS Land Landschapsarchitecten, foram selecionados para o projeto de desenvolvimento de The Erven, um bairro estruturado em madeira planejado para Hoofddorp, na região metropolitana de Amsterdã. A proposta vencedora faz parte de uma importante fase de expansão da área de Lincolnpark e prevê cerca de 519 residências projetadas em torno de quatro pátios, ou erven, inspirados nas tradicionais propriedades agrícolas holandesas.
LUMA Arles / Gehry Partners. Fotografia de Iwan Baan. Imagem cortesia de Gehry Partners
As notícias desta semana refletem o envolvimento simultâneo da arquitetura com a reflexão cultural, o legado profissional e as realidades materiais da construção das cidades. O falecimento de Frank Gehry motivou uma reavaliação mais ampla da prática arquitetônica do final do século XX e início do século XXI, ao passo que a seleção de Shigeru Ban para receber a Medalha de Ouro do AIA de 2026 trouxe atenção renovada para o design de cunho social e as responsabilidades públicas da profissão. Esses marcos ocorreram em paralelo a discussões mais amplas geradas pelo Dia dos Direitos Humanos, que examinaram o papel da arquitetura na equidade, no acesso à habitação e na segurança em todo o mundo, além de debates prospectivos que definem a agenda da arquitetura para 2026 por meio de grandes eventos internacionais e programas culturais. Na escala do ambiente construído, esses temas ecoam em três projetos que moldam as futuras condições urbanas: a transformação promovida pelo escritório Powerhouse Company de uma antiga pedreira de calcário em um bairro de uso misto em Bærum, próximo a Oslo; o início das obras do Riverside Wharf, um empreendimento voltado para a hotelaria e o lazer que contribui para a regeneração do River District de Miami; e o projeto de retrofit aprovado da Foster + Partners para a 1 St James's Square em Londres, focado na preservação estrutural e na resiliência urbana de longo prazo.
O Dia dos Direitos Humanos é celebrado anualmente em 10 de dezembro no mundo todo. A data comemora o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. Redigida por representantes de diversas origens jurídicas e culturais de todas as regiões, a Declaração foi proclamada como uma norma comum a ser alcançada por todos os povos e nações. Pela primeira vez, o documento estabeleceu direitos humanos fundamentais a serem protegidos universalmente e inalienáveis, garantindo-os a todo ser humano, independentemente de raça, cor, religião, sexo, idioma, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, bens, nascimento ou qualquer outra condição. Hoje, a Declaração serve como um modelo global para leis e políticas internacionais, nacionais e locais. Disponível em 577 idiomas, trata-se do documento mais traduzido do mundo. A Organização das Nações Unidas definiu o tema da celebração deste ano como "Direitos Humanos, Nossos Elementos Essenciais do Dia a Dia", com o objetivo de "reafirmar os valores dos direitos humanos e demonstrar que eles continuam sendo uma proposta vencedora para a humanidade".
A iniciativa Capital Europeia da Cultura (CEC) foi lançada em 1985 e, até o momento, contemplou mais de 60 cidades em toda a Europa. O projeto busca celebrar e promover a diversidade cultural no continente, fortalecer o sentimento de pertencimento da população europeia a um espaço cultural compartilhado e incentivar a contribuição da cultura para o desenvolvimento urbano. Na prática, a nomeação tem se mostrado um catalisador para a regeneração urbana, o crescimento do turismo, o fortalecimento do perfil internacional das cidades e a melhoria de como elas são percebidas por seus próprios habitantes. As Capitais Europeias da Cultura são formalmente designadas quatro anos antes do ano do título, garantindo tempo para planejar, preparar e integrar o programa a uma estratégia cultural de longo prazo, estabelecer parcerias europeias e assegurar a infraestrutura necessária. Em 2025, as Capitais Europeias da Cultura são a cidade alemã de Chemnitz e a cidade eslovena de Nova Gorica. Para 2026, as cidades escolhidas são Oulu na Finlândia e Trenčín na Eslováquia.
O Estado do Catar anunciou em 4 de dezembro de 2025 a seleção do Frida Escobedo Studio, juntamente com a equipe de engenharia da Buro Happold e a equipe de paisagismo do Studio Zewde, para projetar a nova sede do Ministério das Relações Exteriores. Com o objetivo de estabelecer uma presença cívica mais visível para o serviço diplomático catariano e oferecer acesso público ao complexo ministerial, o projeto está planejado para um terreno de destaque na orla de Doha, transformando um trecho importante da Corniche da cidade. Situado junto à Baía de Doha, o projeto de 70.000 metros quadrados (750.000 pés quadrados) é concebido como uma combinação de novas construções e a reutilização adaptativa do histórico e modernista edifício do Correio Central (General Post Office) atualmente no local.
No dia 21 de novembro de 2025, ocorreu o encerramento da 30ª Conferência das Partes (COP), a reunião anual dos Estados-membros das Nações Unidas dedicada à negociação de acordos internacionais sobre o clima e à avaliação do progresso global na redução de emissões. Nesta edição, o evento foi realizado em Belém, no Brasil — uma cidade portuária com menos de 1,5 milhão de habitantes, amplamente reconhecida como porta de entrada para a região do baixo Amazonas. Criadas em 1992, as Conferências do Clima da ONU (ou COPs) são um fórum internacional de tomada de decisão multilateral que envolve 198 “Partes” (197 países, a depender das definições, além da União Europeia). Seu objetivo central é avaliar os esforços globais para cumprir a meta principal do Acordo de Paris: limitar o aquecimento global ao mais próximo possível de 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais. O evento reúne líderes e negociadores dos países-membros, representantes do setor privado, jovens, cientistas do clima, povos indígenas e diversos segmentos da sociedade civil em debates essenciais para atingir essa meta. Em 2025, a COP30 foi marcada por fortes críticas às suas relações com a indústria de combustíveis fósseis, por descrições dos acordos como frágeis e insuficientes, e pelo desafio de transformar promessas financeiras em ações concretas — “de compromisso a linha de vida”.
O Canadian Centre for Architecture (CCA) lançou recentemente um novo projeto de pesquisa e colaboração institucional com o M+ de Hong Kong, intitulado How Modern: Biographies of Architecture in China 1949–1979. O projeto se desdobra em uma exposição apresentada nas Galerias Principais do CCA de 20 de novembro de 2025 a 5 de abril de 2026, uma série de filmes encomendados e vídeos de história oral do artista Wang Tuo, conteúdo editorial online, programação pública e um livro complementar copublicado pelo CCA e pela M BOOKS. Esse conjunto de conteúdos busca reformular as histórias arquitetônicas do modernismo nas três primeiras décadas da República Popular da China, revelando como o design operava sob ideologias flutuantes e pressões socioeconômicas a partir das perspectivas e experiências de arquitetos/as, instituições e residentes. O projeto se alinha ao interesse contínuo do CCA em produzir novas leituras da arquitetura moderna em diferentes contextos sociopolíticos e recortes geográficos, incluindo Architecture in Uniform: Designing and Building for the Second World War (2011) e Building a new New World: Amerikanizm in Russian Architecture (2020).