O OBEL Award é um prêmio internacional voltado à prática arquitetônica, concedido anualmente pela Henrik Frode Obel Foundation. O júri, composto por representantes de escritórios como Snøhetta e MVRDV, além de profissionais de outras disciplinas, escolhe um tema para orientar a seleção das propostas vencedoras de cada edição. O objetivo é direcionar os projetos para soluções que fomentem o diálogo e gerem conhecimento sobre questões emergentes, com o intuito de promover uma arquitetura a serviço do desenvolvimento social e ecológico global. Para sua sétima edição, o foco da convocatória de 2025 é Ready Made, voltado para projetos que colocam o reúso e a reutilização no centro da arquitetura para o bem comum.
O Royal Institute of British Architects (RIBA) anunciou que os/as arquitetos/as japoneses/as Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, fundadores/as do escritório SANAA, receberão a Royal Gold Medal 2025 de arquitetura. Concedida em nome de Sua Majestade, o Rei, a medalha é uma das maiores honrarias do setor, reconhecendo o que o RIBA descreve como a contribuição do SANAA para moldar a arquitetura contemporânea por meio da simplicidade, da luz e do design refinado.
O conceito de "cidades-esponja" ganhou destaque desde que foi introduzido pelo/a arquiteto/a paisagista chinês/a Kongjian Yu, fundador/a da Turenscape, e foi adotado oficialmente como diretriz nacional na China em 2013 para combater as inundações urbanas. Essa abordagem prioriza a infraestrutura baseada na natureza, como áreas úmidas, jardins de chuva e pavimentos permeáveis, criando paisagens de solo poroso onde a vegetação nativa pode prosperar com manutenção mínima. Durante as chuvas, esses sistemas absorvem e retardam o fluxo da água, reduzindo os riscos de inundação. Em contrapartida, as soluções tradicionais de drenagem baseadas em tubulações e concreto — embora amplamente utilizadas — são caras, rígidas e exigem manutenção frequente, por vezes tornando as cidades ainda mais vulneráveis a enchentes devido a entupimentos e transbordamentos.
O local da Expo 2020 Dubai passará por uma grande transformação, com projeto desenvolvido pelo escritório UNStudio em colaboração com outras firmas. O plano diretor visa reformular o local da primeira Exposição Mundial realizada no Oriente Médio, África e Sul da Ásia em um novo centro urbano, integrando as estruturas da Expo original a novos empreendimentos para criar um distrito coeso e dinâmico. O empreendimento, que faz parte do Plano Diretor Urbano de Dubai para 2040, reaproveita cerca de 80% da infraestrutura e dos edifícios existentes da Expo 2020, minimizando o desperdício e maximizando o valor dos investimentos anteriores.
Localizado na extremidade do icônico Dakpark de Roterdã, o novo projeto Kop Dakpark, projetado pelos escritórios de arquitetura INBO e h3o, apresenta-se como um modelo inovador de habitação sustentável e inclusiva. Desenvolvido por Woonstad Rotterdam, este complexo residencial inclui 153 habitações acessíveis —63 sociais e 90 de faixa média— que não apenas respondem à demanda por moradia, mas também integram a natureza e a comunidade para qualificar tanto a paisagem urbana quanto a ecológica.
Já consolidada internacionalmente, a Bienal Pan-Americana de Arquitetura de Quito (BAQ2024) realizou sua mais recente edição em novembro de 2024, no centro histórico da capital equatoriana. O evento reuniu especialistas do campo da arquitetura de todas as partes do mundo em um espaço de diálogo e reflexão sobre o futuro de nossas cidades, a arquitetura e a paisagem urbana contemporânea. Esta última edição, sob o tema CONVERGÊNCIAS: arquiteturas paisagem, propôs uma reflexão profunda sobre o papel da arquitetura na transformação da paisagem urbana — um debate especialmente relevante em tempos de desafios ambientais, urbanos e sociais.
Convidamos você a participar do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2025. Pedimos que nos ajude a reconhecer e premiar os projetos publicados em nossa base de dados em 2024 que, na sua opinião, estão gerando o maior impacto no ambiente construído. Ao indicar e votar, você passa a fazer parte de uma rede interdependente, imparcial e distribuída de jurados e pares que, de forma consistente, nos ajuda a celebrar a arquitetura de todas as escalas, propósitos e condições, de países grandes e pequenos, realizada por arquitetos e arquitetas de todos os perfis. Nas próximas semanas, seus votos farão com que 4.000 projetos sejam filtrados para apenas 15 — representando o melhor em cada categoria de projeto no ArchDaily.
No cruzamento entre a inevitável influência do movimento moderno internacional e a tradição arquitetônica argentina, surge o Grupo Austral, um coletivo de arquitetos/as que propõe uma reinterpretação do racionalismo corbusieriano, adaptando-o às particularidades do contexto local. Nesse contexto, podemos falar de uma arquitetura internacional que não é meramente incorporada, mas que pode ser considerada uma arquitetura "apropriada", ou seja, enraizada nas condições climáticas, nos modos de vida e nos materiais locais presentes na Argentina. Isso nos leva a perguntar: Como a arquitetura europeia se relaciona com a local? Seria o produto de uma semelhança de situações ou de um processo de transferência de imagens arquitetônicas, como ocorreu ao longo da história? Seria uma mistura de ambos os fatores? Podemos falar em arquitetura apropriada?
A sustentabilidade está profundamente enraizada no DNA corporativo da EGGER desde 1961. Muito antes de se tornar um imperativo global, Fritz Egger Sr. reconheceu o imenso valor da madeira e lançou as bases para um modelo de negócios fundamentado no uso responsável dos recursos. O trabalho em ciclos fechados é um elemento central da filosofia corporativa. A empresa especialista em materiais à base de madeira concede múltiplas vidas a esse valioso recurso, assumindo uma ampla responsabilidade econômica, ecológica e social.
A HouseEurope!, uma Iniciativa de Cidadania Europeia que defende uma legislação da UE para simplificar, reduzir custos e tornar mais socialmente justa a renovação e o reuso de edifícios existentes, iniciou oficialmente seu período de coleta de assinaturas. A iniciativa visa frear demolições impulsionadas pela especulação e fomentar uma indústria da construção que priorize o potencial de edifícios públicos e privados existentes. Como ferramenta de democracia direta, as Iniciativas de Cidadania Europeia permitem que os cidadãos proponham leis em nível comunitário. Para que a legislação seja oficialmente considerada e implementada pela Comissão Europeia e pelos Estados-membros da UE, é necessário o apoio de 1 milhão de cidadãos europeus de pelo menos sete países da UE. A iniciativa foi aberta para assinaturas em 1º de fevereiro de 2025 e permanecerá aberta até 31 de janeiro de 2026.
A Arábia Saudita acaba de anunciar sua participação na 19ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia com o Pavilhão Nacional apresentando The Um Slaim School: An Architecture of Connection. Projetado pelo Syn Architects, escritório sediado em Riade, e com curadoria de Beatrice Leanza, o pavilhão propõe uma exploração das condições urbanas contemporâneas na Arábia Saudita por meio da prática espacial e de uma pedagogia arquitetônica alternativa. O Syn Architects foi selecionado como um dos Best New Practices de 2024 do ArchDaily, reconhecido por seu engajamento com o patrimônio arquitetônico local e com práticas espaciais contemporâneas.
No final de 2024, uma importante contribuição somou-se à crescente literatura sobre a arquitetura moderna na África. "Modernism in Africa: The Architecture of Angola, Ghana, Mozambique, Nigeria, Rwanda, South Africa, Sudan, Tanzania, Uganda" foi publicado pela Docomomo International e pela Birkhäuser, lançando luz sobre diversos edifícios até então inéditos. Embora aborde outros tipos de edificações, o livro foca na arquitetura educacional. Entre as obras destacadas estão vários edifícios universitários na Nigéria, que exploramos a seguir. Assim como outras obras modernas no continente, esses edifícios ilustram narrativas históricas de independência, decolonialidade, relações internacionais e formação em arquitetura.
Em 25 de janeiro de 2025, seis anos após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão em Minas Gerais, foi inaugurado o Memorial Brumadinho, projetado pelo escritório Gustavo Penna Arquiteto & Associados (GPA&A). Erguido no próprio cenário da tragédia, o memorial foi desenvolvido em colaboração com os familiares das vítimas, com o objetivo de preservar memórias, acolher o luto e estimular a reflexão sobre a tragédia.
https://www.archdaily.com.br/pt/1026378/memorial-brumadinho-de-gustavo-penna-transforma-local-da-tragedia-em-espaco-de-memoriaArchDaily Team
Na Mongólia antiga, pastores e pastoras desmontam sua iurta — uma tenda circular portátil feita de feltro ou pele de animal — em busca de novas terras para criar seu rebanho. Não muito longe dali, um/a nômade digital em Bali prepara sua próxima mudança para um espaço de co-living na cidade de Ho Chi Minh. Embora separadas por vastas distâncias e abismos culturais, essas pessoas estão unidas por um desejo humano atemporal: a busca por mobilidade e espaços de vida adaptáveis. Diante de mudanças geopolíticas e de novos estilos de vida, a demanda por uma arquitetura residencial flexível se intensifica. Nesta era de maior mobilidade, basta que apenas as pessoas se desloquem ou os edifícios do amanhã também precisarão acompanhá-las?
De 24 de janeiro a 11 de maio de 2025, o Danish Architecture Center (DAC) sediará uma exposição dedicada à obra da designer Nanna Ditzel. Aclamada como "A Grande Dama do Design Dinamarquês", Ditzel continua sendo uma figura de grande relevância no setor, conhecida por criações icônicas como a poltrona suspensa Hanging Egg Chair, o tecido Hallingdal e a cadeira Trinidad. Nascida em 1923, consolidou-se como pioneira no design de mobiliário, experimentando com materiais não convencionais, como a borracha de espuma (então inédita), o poliéster e a fibra de vidro. A designer também transformou materiais tradicionais, como vime, madeira laminada e prata, em móveis e joias inovadoras que se tornaram ícones do design moderno, muitos dos quais estarão expostos nesta mostra retrospectiva.
Ao discutir o modo de vida modernista, vários projetos residenciais privados icônicos podem vir à mente primeiro — a Villa Savoye de Le Corbusier, as Case Study Houses, notadamente de Richard Neutra, Pierre Koenig e Charles e Ray Eames, bem como as casas de vidro de Mies van der Rohe e Philip Johnson. A maioria desses projetos exemplificava uma visão idealizada do morar moderno, inserida em paisagens pitorescas e caracterizada pela experimentação com novos métodos construtivos, materiais e conceitos espaciais. Seus projetos abraçavam a abertura, diluindo os limites entre os espaços público e privado, em grande parte livres de restrições como densidade, eficiência, acessibilidade, integração com o transporte público ou considerações comunitárias.
Embora essas residências modernas continuem influentes no design residencial contemporâneo, elas também — talvez de forma inesperada — lançaram as bases para os princípios da habitação de alta densidade. Conceitos como a relação entre espaço público e privado, a construção modular e a pré-fabricação, inicialmente explorados nessas residências unifamiliares privadas, foram adaptados às restrições vastamente diferentes da habitação social.
A arquitetura educacional em todo o mundo passa por uma transformação significativa, distanciando-se de projetos estáticos e rígidos em direção a ambientes integrados à natureza, mais dinâmicos e interativos. Com o aumento da densidade nas cidades e a consequente redução de terrenos disponíveis, as equipes de arquitetura reimaginam as escolas não apenas como locais de aprendizado, mas como ecossistemas onde as crianças podem se desenvolver de forma holística. Um elemento fundamental nessa mudança é a integração do paisagismo e do desenho topográfico, permitindo que as escolas transcendam as fronteiras tradicionais ao combinarem educação, lazer, exploração e conexão com a natureza. Esses projetos buscam criar espaços envolventes que desafiam as crianças a interagir com o ambiente física e emocionalmente, estimulando a criatividade, a independência e o bem-estar. Ao sobrepor elementos naturais — como taludes, jardins, terraços e estruturas lúdicas — aos planos arquitetônicos, os espaços educacionais são reconfigurados em paisagens vibrantes e multidimensionais que incentivam o movimento, a imaginação e a descoberta.
O projeto incorpora um tipo específico de concreto de baixo carbono, que visa emitir 30% menos CO₂ do que o concreto convencional. O protótipo será apresentado na exposição Time Space Existence, organizada pelo Centro Cultural Europeu. O objetivo do projeto é testar a sustentabilidade de um protótipo residencial em resposta às crises climáticas e humanitárias atuais.
O Pavilhão Nacional dos Emirados Árabes Unidos inaugurou na 19ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia com a mostra intitulada Pressure Cooker. Com curadoria de Azza Aboualam, arquiteto/a dos Emirados Árabes Unidos, professor/a assistente na Universidade Zayed e cofundador/a do Holesum Studio, a exposição investiga a evolução da relação entre arquitetura e produção de alimentos nos EAU, propondo soluções inovadoras para sistemas alimentares sustentáveis e autossuficientes. Ao posicionar o ambiente construído como um catalisador para a resiliência ecológica, a mostra questiona: Diante dos desafios climáticos e de recursos, de que maneira o design pode moldar sistemas alimentares mais seguros e sustentáveis?
O Modernismo surgiu no início do século XX como um movimento revolucionário que rejeitava os estilos históricos, priorizando a funcionalidade, a inovação e a racionalidade. Fundamentado na promessa do progresso industrial, nomes da arquitetura como Walter Gropius, Le Corbusier e Ludwig Mies van der Rohe defenderam o uso de novos materiais e métodos construtivos, buscando uma linguagem arquitetônica universal. Suas obras introduziram ideias radicais: plantas livres, extensas superfícies envidraçadas para a entrada de luz natural e pilotis que elevavam as estruturas, simbolizando uma nova era arquitetônica. Contudo, paralelamente às suas ideias inovadoras, a relação do modernismo com a sustentabilidade tem gerado debates contínuos.
Embora a arquitetura modernista buscasse responder a desafios sociais e econômicos por meio de habitações acessíveis e de um design eficiente, sua dependência de materiais com alta intensidade energética, como o concreto e o aço, gerou consequências ambientais imprevistas. A industrialização em larga escala, celebrada pelo modernismo, frequentemente desconsiderava os climas locais e os sistemas ecológicos, resultando em ineficiências. Ainda assim, os princípios de funcionalidade e adaptabilidade intrínsecos à arquitetura modernista lançaram as bases para o que hoje reconhecemos como práticas sustentáveis. Dos terraços-jardim de Le Corbusier à integração com a natureza de Frank Lloyd Wright, as sementes de um projeto ambientalmente consciente estavam inegavelmente presentes, embora limitadas em sua execução.
Winston Churchill declarou sabiamente uma vez: "Nós moldamos nossos edifícios e, por sua vez, eles nos moldam", uma reflexão que destaca como a arquitetura, em sua natureza dinâmica, responde às necessidades funcionais e molda as experiências das pessoas que utilizam os espaços. Os ambientes de trabalho não são exceção, evoluindo junto às transformações sociais e tecnológicas que redefiniram nossa compreensão das interações organizacionais. Quase em um piscar de olhos, os antigos e restritivos cubículos e escritórios fechados deram lugar a layouts abertos, enquanto modelos híbridos transformaram os escritórios em espaços de destino. Elementos de mobiliário, como as cabines acústicas (pods), estão na vanguarda dessa mudança — equilibrando colaboração e privacidade. Projetadas para se adaptar, elas evoluem continuamente junto às demandas dinâmicas dos espaços de trabalho modernos e de quem os habita.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143188/um-eden-no-ambiente-de-trabalho-modulos-flexiveis-com-design-biofilico-e-centrado-no-ser-humanoEnrique Tovar
O que define uma boa habitação e um bom ambiente de vida? Qual estrutura política é necessária para criá-los? Como podemos projetar moradias acessíveis e socialmente justas? E quais estratégias levam aos melhores resultados? Estas são as perguntas que norteiam a proposta de Lorenzo Romito, Sabine Pollak e Michael Obrist para o Pavilhão da Áustria na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025. O edifício, projetado por Josef Hoffmann e inaugurado em 1934, se tornará um espaço interativo com a abertura da "Agency for Better Living" (Agência para um Viver Melhor), uma exposição dedicada a explorar a nova dimensão política do direito fundamental à moradia. A proposta toma como ponto de partida a comparação de modelos de habitação social em Viena e Roma, criando um espaço de compartilhamento de ideias sobre um viver melhor para todas as pessoas.
O presidente francês Emmanuel Macron anunciou um importante plano de reforma para o Louvre, após preocupações manifestadas pela direção do museu a respeito do estado de deterioração do edifício. O projeto inclui a criação de uma nova entrada monumental e reformas mais amplas em todo o complexo histórico.
A reforma ocorre após uma carta enviada pela direção do Louvre, sob a gestão de Laurence des Cars, ao Ministério da Cultura da França, alertando sobre graves problemas de manutenção que afetam tanto visitantes quanto funcionários/as. Segundo a carta, publicada originalmente pelo Le Parisien, as condições no interior do museu tornaram-se cada vez mais difíceis, com escassez de áreas de descanso para o público, serviços de alimentação e sanitários insuficientes, além de uma sinalização desatualizada que necessita de reformulação completa. O documento também aponta falhas na climatização, descrevendo um efeito estufa no interior da pirâmide de vidro de 36 anos projetada por I.M. Pei, bem como goteiras e oscilações térmicas perigosas em outras áreas do edifício.